Ambientes Costeiros Procedimentos de Limpeza

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AMBIENTES COSTEIROSCONTAMINADOS POR LEOP R O C E D I M E N T O S D E L I M P E Z A

MANUAL DE ORIENTAO

Governo do Estado de So Paulo Cludio Lembo - Governador Secretaria do Meio Ambiente Jos Goldemberg - Secretrio Companhia de Tecnologia de Saneamento Ambiental - CETESB Otavio Okano - Presidente

CETESB COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTALConselho de Administrao Jos Goldemberg Joo Carlos Baslio da Silva Antnio M. de Aguirra Massola Otavio Okano Carlos Pedro Jens Juan Manuel Villarnobo Filho Paulo Nogueira-Neto Rui Brasil Assis Sidney Nassif Abdalla Diretoria Otavio Okano Alar Lineu Ferreira Joo Antnio Fuzaro Lineu Jos Bassoi

Presidente Vice-Presidente

Diretor Presidente Diretor de Gesto Corporativa Diretor de Controle de Poluio Ambiental Diretor de Engenharia, Tecnologia e Qualidade Ambiental

Dados Internacionais de Catalogao na Publicao (CIP) (CETESB Biblioteca, SP, Brasil) L851a Lopes, Carlos Ferreira Ambientes costeiros contaminados por leo : procedimentos de limpeza manual de orientao / Carlos Ferreira Lopes, Joo Carlos Carvalho Milanelli, Iris Regina Fernandes Poffo. - - So Paulo : Secretaria de Estado do Meio Ambiente, 2006 120 p. : fotos color. ; 30 cm Publicado simultaneamente em CD ROM ISBN 1. gua Poluio 2. Apicuns 3. Arenito Recifes 4. Concrees laterticas 5. Coral Recifes 6. Dunas 7. Manguezais 8. Mar Plancie 9. Marismas10. Meio ambiente Litoral 11. leo derrames 12. Resduos oleosos Limpeza 13. Restingas I. Milanelli, Joo Carlos Carvalho. II. Poffo, Iris Regina Fernandes. III.Ttulo.

CDD (21.ed. Esp.) 665.538 9 146

CDU (ed. 99 port.) 628.515 (210.5) (035)

Margot Terada CRB 8.4422

Impressos 1000 exemplares na primavera de 2006CETESB COMPANHIA DE TECNOLOGIA DE SANEAMENTO AMBIENTAL Av. Prof. Frederico Hermann Jr., 345 So Paulo SP 05459 900 Telefone: 11 3133 3000 www.cetesb.sp.gov.br

Limpeza de ambientes costeiros contaminados por leoEmbora as estatsticas demonstrem queda no nmero de acidentes que envolvem derramamentos de leo no mar, eles continuam a ocorrer, e ameaam, na maioria das vezes, a qualidade ambiental de ecossistemas costeiros como praias, costes rochosos e manguezais, entre outros. Em acidentes com esse nvel de comprometimento necessrio estabelecer e empregar procedimentos de limpeza. Entretanto, dependendo das aes aplicadas, o impacto geral da ocorrncia pode ampliar-se. Vrias estratgias de limpeza so mais prejudiciais que a prpria ao do leo. Por isso mesmo, a escolha dos procedimentos fundamental para minimizar os impactos e acelerar os processos de recuperao dos ambientes contaminados. Esta publicao rene importantes subsdios para orientar a escolha dos procedimentos de limpeza mais pertinentes do ponto de vista ambiental para os principais ecossistemas marinhos e costeiros do pas. Servir, igualmente, a gestores de meio ambiente, da indstria e de rgos pblicos, a entidades do setor privado responsveis pela elaborao de planos de emergncia (indstria e consultorias), a integrantes do SISNAMA nos mbitos federal, estadual e municipal, a empresas de atendimento a emergncias, ao poder pblico em geral (defesa civil, corpo de bombeiros), e s universidades. Como contm a descrio dos principais ambientes costeiros do Brasil, com uma verso tambm em CD-ROM, espera-se que possa ser de ampla utilizao pelas instituies interessadas. Fruto de pesquisas e da prpria experincia da CETESB em atendimentos emergenciais, esta publicao pretende ampliar a literatura tcnica nacional nesse campo.Otavio Okano Diretor-Presidente

AMBIENTES COSTEIROS CONTAMINADOS POR LEO PROCEDIMENTOS DE LIMPEZA - MANUAL DE ORIENTAO Diretor de Engenharia, Tecnologia e Qualidade Ambiental Lineu Jos Bassoi Departamento de Desenvolvimento, Tecnologia e Riscos Ambientais Angela de Campos Machado Diviso de Gerenciamento de Riscos Edson Haddad Setor de Operaes de Emergncia Jorge Luiz Nobre Gouveia

Autores Carlos Ferreira Lopes Joo Carlos Carvalho Milanelli Iris Regina Fernandes Poffo Coordenao Tcnica Carlos Ferreira Lopes Colaborao Dbora Orgler de Moura Edson Haddad Elvira Lidia Straus Jorge Luiz Nobre Gouveia Valria Aparecida Prsperi Superviso Editorial Centro de Editorao da Secretaria do Meio Ambiente Vera Severo Edio de Texto Wanda E.S. Barbosa Reviso das Citaes Bibliogrficas Margot Terada Projeto Grfico Rodney Schunk - Leonardo Arruda ImpressoGrfica Origami Fotos Ana Cristina Benavente . Banco de Imagens da CETESB . Carlos Ferreira Lopes . Carolina Rodrigues Bio Poletto . Daniel Siveira . Dbora Oliveira de Souza e Silva . Ecosorb Tecnologia Ambiental . Iris Regina Fernandes Poffo . Joo Carlos Carvalho Milanelli . Luiz Carlos Bolina . Mariele Borro Mucciatto . Rosimere da Silva Agradecimentos Agnaldo Ribeiro de Vasconcellos . Alcides Fontoura Pieri . Anderson Pioli . Angela Maria Iacovone . Antnio Carlos Bezerra . Claudia Cond Lamparelli . Ednaldo do Prado . Fabola de Oliveira Rodrigues . Guiomar Johnscher-Fornasaro . Hlvio Aventurato . Jacqueline Albino . Larcio Francisco Parmagnani . Lourdes Tereza Scartozzoni . Marcos Tadeu Seriacopi . Marco Antnio Jos Lainha . Mauro de Souza Teixeira . Ministrio do Meio Ambiente . Ricardo Rodrigues Serpa . Ronaldo de Oliveira Silva . Srgio Greif .

SUMRIOCAPTULO 1 - Derrames de leo e ecossistemas costeiros CAPTULO 2 - Caractersticas do leo e aes de resposta COMPOSIO DO PETRLEO CARACTERSTICAS FSICAS E QUMICAS DO LEO INTEMPERISMO Espalhamento Evaporao Dissoluo Disperso natural Emulsificao Oxidao ou foto-oxidao Sedimentao Biodegradao Intemperismo e aes de combate CARACTERIZAO DO LEO DERRAMADO, ANLISES LABORATORIAIS E ASPECTOS AMBIENTAIS Anlises fsicas, qumicas e toxicolgicas Testes de toxicidade CAPTULO 3 - Limpeza de ambientes costeiros atingidos por leo AVALIAO DOS PRINCIPAIS MTODOS DE LIMPEZA Remoo mecnica Absorventes Enterramento/revolvimento do sedimento Jateamento com gua alta e baixa presso Jateamento com areia Jateamento com vapor Remoo manual Limpeza natural Corte da vegetao Biorremediao CAPTULO 4 - guas abertas, costeiras e ocenicas CARACTERSTICAS DO AMBIENTE guas costeiras guas ocenicas SENSIBILIDADE AO LEO Sensibilidade do plncton Sensibilidade de peixes Sensibilidade de rpteis marinhos (tartarugas) Sensibilidade de aves marinhas Sensibilidade de mamferos marinhos MTODOS DE LIMPEZA RECOMENDADOS Barreiras e recolhedores (conteno e remoo) Bombeamento a vcuo Absorventes Absorventes granulados Barreiras absorventes Pompons Dispersantes qumicos Limpeza natural CAPTULO 5 - Praias CARACTERSTICAS DO AMBIENTE SENSIBILIDADE AO LEO Praias de areia grossa Praias de areia fina 11 13 13 13 15 15 15 15 15 15 16 16 16 18 18 18 19 21 22 22 23 24 25 26 26 26 27 28 29 31 31 31 31 31 32 32 32 33 33 33 34 35 36 36 36 36 37 38 39 39 43 46 47

Praias de cascalho e sedimentos bioclsticos MTODOS DE LIMPEZA RECOMENDADOS CAPTULO 6 - Plancies de mar CARACTERSTICAS DO AMBIENTE SENSIBILIDADE AO LEO MTODOS DE LIMPEZA RECOMENDADOS CAPTULO 7 - Costes rochosos CARACTERSTICAS DO AMBIENTE SENSIBILIDADE AO LEO Costes abrigados Costes expostos MTODOS DE LIMPEZA RECOMENDADOS Jateamento a baixa presso Lavagem com gua corrente Bombeamento a vcuo Remoo manual Absorventes Limpeza natural CAPTULO 8 - Substratos artificiais CARACTERSTICAS DO AMBIENTE SENSIBILIDADE AO LEO MTODOS DE LIMPEZA RECOMENDADOS Jateamento a baixa e alta presso Absorventes Remoo manual Bombeamento a vcuo Limpeza natural CAPTULO 9 -Recifes de coral CARACTERIZAO DO AMBIENTE SENSIBILIDADE AO LEO MTODOS DE LIMPEZA RECOMENDADOS Bombeamento a vcuo e skimmers Absorventes Remoo manual Lavagem com gua corrente Limpeza natural Dispersantes Queima in situ CAPTULO 10 - Recifes de arenito/arenito de praia CARACTERSTICAS DO AMBIENTE SENSIBILIDADE AO LEO MTODOS DE LIMPEZA RECOMENDADOS Remoo manual Bombeamento a vcuo Absorventes Limpeza natural CAPTULO 11 - Concrees laterticas CARACTERSTICAS DO AMBIENTE SENSIBILIDADE AO LEO MTODOS DE LIMPEZA RECOMENDADOS Bombeamento a vcuo Remoo manual

47 48 51 51 52 52 53 53 55 55 55 56 56 56 57 57 57 58 59 59 59 60 60 61 61 61 61 63 63 65 69 70 70 71 71 71 71 71 73 73 74 74 74 74 75 75 77 77 78 79 79 79

Absorventes Limpeza natural CAPTULO 12 - Marismas CARACTERSTICAS DO AMBIENTE SENSIBILIDADE AO LEO MTODOS DE LIMPEZA RECOMENDADOS Jateamento Barreiras e recolhedores (conteno e remoo) Absorventes Bombeamento a vcuo Dispersantes qumicos Corte da vegetao Limpeza natural CAPTULO 13 - Manguezais CARACTERSTICAS DO AMBIENTE SENSIBILIDADE AO LEO MTODOS DE LIMPEZA RECOMENDADOS Absorventes Bombeamento a vcuo Dispersantes Biorremediao Limpeza natural Captulo 14 - Impactos secundrios das atividades de limpeza em apicuns, dunas e restingas CARACTERISTICAS DOS AMBIENTES Apicuns Dunas Restingas IMPACTOS DAS AES DE LIMPEZA CAPTULO 15 - Gerenciamento de resduos oleosos em operaes de emergncia TIPOS DE RESDUOS GERADOS FATORES QUE INFLUENCIAM O VOLUME DE RESDUOS GERADOS CARACTERIZAO DOS RESDUOS Resduo perigoso (Classe I) Resduo no-perigoso (Classe II) GERENCIAMENTO DE RESDUOS NAS OPERAES DE COMBATE Planejamento Triagem e embalagem Identificao e pesagem Armazenamento Transporte Roteiro bsico para o gerenciamento de resduos TRATAMENTO E DESTINAO DE RESDUOS OLEOSOS Rerrefino para resduos lquidos oleosos Aterros Incinerao Dessoro trmica Landfarming Biopilha Lavagem da areia contaminada Solidificao Co-processamento REFERNCIAS

79 79 81 81 82 83 83 83 84 84 85 85 85 87 87 91 93 94 94 95 95 95 97 97 97 97 99 99 101 102 102 103 103 103 103 104 105 106 107 108 109 110 110 111 111 112 112 112 112 113 113 115

Derrames de leo e ecossistemas costeiros

1

E

stima-se que 6,1 milhes de toneladas de leo atingiram os oceanos em 1973. J em 1981 as estatsticas indicavam uma diminuio substancial: 3,2 milhes de toneladas (GESAMP, 1993). Informaes mais atualizadas revelam que a quantidade de petrleo vazada no ambiente marinho continua a decrescer. A mdia de leo lanada nos oceanos na dcada de 90 foi

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