Apostila Cdc Com Exercicios

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APOSTILA DE CODIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR COM EXERCICIOS

INTRODUO:

Em primeiro lugar importante que todos saibam o que quer dizer determinados termos tcnicos do CDC.

Lembremos que se trata de CONSUMIDOR e desta forma TODOS estamos do lado vulnervel e desprotegido, sujeitos a toda sorte de acontecimentos, ocorrncias desagradveis ocasionados pela EMPRESA que nos presta SERVIOS e nos vende PRODUTOS, sejam profissionais, donas de casa, velho, moo, de qualquer raa, credo, enfim, estamos do mesmo lado.

No comeo dos tempos tnhamos o homo sapiens que apareceu aps os primatas e realmente mereceu esta denominao, uma vez que fez parte da espcie de seres que pensam, sentem, possuem capacidade, enfim, tiveram a inteligncia de criar o COMRCIO que em princpio comeou na forma de ESCAMBO (INTERCMBIO DE MERCADORIAS E SERVIOS - TROCA).

O CONSUMIDOR sempre existiu, isto , que adquiria servios ou produtos, mesmo atravs do ESCAMBO, de qualquer forma, havia sempre algum problema nas trocas. Desta forma tnhamos um MERCADO diferente de hoje. Os comerciantes modernos, em vez disso, geralmente negociam atravs de outro meio de troca, tal como o DINHEIRO ou outros Ttulos.

Com o decorrer dos tempos as EMPRESAS fornecedoras de servios e produtos sempre encontravam uma forma de driblar o CONSUMIDOR, pois permaneciam em vantagem tendo em vista que o fornecedor forte detentor de uma grande estrutura em seus departamentos, e o CONSUMIDOR apesar de ter sempre razo, era, e continua a ser enganado. Antes no tinham seus direitos aplicados, no eram orientados para tal, pois os rgos governamentais no lhes davam esta chance. No havia RGOS que proporcionasse a segurana para o CONSUMIDOR, e, inclusive, para aqueles que no tinham meios de pleitear na justia seus prejuzos, que a maioria da populao.

Diante disso conclumos que o COMRCIO sempre existiu e que o CONSUMIDOR sempre esteve presente nas relaes comerciais.

Quem adquire PRODUTOS e SERVIOS para seu uso pessoal o CONSUMIDOR.

Como o CONSUMIDOR sempre esteve em desvantagem, apesar de ser ELE quem proporciona o LUCRO para a EMPRESA, e na CONSTITUIO DA REPBLICA DE 1988 no art. 5,inciso XXXII e art. 170, inciso V, afirma a necessidade e obrigao de se criar um CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR:

Constituio da Repblica Federativa do Brasil

Captulo II - DOS DIREITOS E DEVERES INDIVIDUAIS E COLETIVOS

Art. 5 - Todos so iguais perante a lei, sem distino de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no Pas a inviolabilidade do direito vida, liberdade, igualdade, segurana e propriedade, nos termos seguintes:

XXXII - o Estado promover, na forma da lei, a defesa do consumidor;

Art. 170 - A ordem econmica, fundada na valorizao do trabalho humano e na livre iniciativa, tem por fim assegurar a todos existncia digna, conforme os ditames da justia social, observados os seguintes princpios:

V - defesa do consumidor;

DISPOSIES TRANSITRIAS DA CONSTITUIO:

Art. 48. O Congresso Nacional, dentro de cento e vinte dias da promulgao da Constituio, elaborar cdigo de defesa do consumidor. Realmente, dois anos depois da promulgao da Constituio da Repblica de 1988, em 11 de setembro de 1990 foi criada a LEI 8.078, que o CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR - CDC, que culminou em maior tranquilidade para todos aqueles que adquirem PRODUTOS ou SERVIOS. Contudo, no esqueamos de que a populao ainda no sabe quais so os seus DIREITOS e, pelo menos, devem saber onde pleite-los.

TTULO I

Dos Direitos do ConsumidorCAPTULO I

Disposies GeraisArt. 1 - O presente cdigo estabelece normas de proteo e defesa do consumidor, de ordem pblica e interesse social, nos termos dos arts. 5, inciso XXXII, 170, inciso V, da Constituio Federal e art. 48 de suas Disposies Transitrias.

DIREITO de todo cidado usufruir de toda a paz e tranquilidade que o CDC lhe proporciona.

Vejamos a seguir o significado de determinados termos tcnicos que esto no CDC:

PESSOA FSICA quer dizer PESSOA NATURAL, o indivduo;PESSOA JURDICA uma SOCIEDADE, conforme o art. 44 do Cdigo Civil *

PERSONALIDADE JURDICA um status que a SOCIEDADE (PESSOA JURDICA) adquire quando se REGISTRA devidamente no rgo competente - Junta Comercial ou Registro Civil de Pessoas Jurdicas. Somente adquire a PERSONALIDADE JURDICA, uma SOCIEDADE, quando se registra. Quando adquire a PERSONALIDADE JURDICA a Sociedade passa a ser REGULAR.

SOCIEDADE um grupo de pessoas fsicas ou jurdicas que se renem para o fim comum, que pode ser para fins lucrativos ou filantrpicos. Ongs, Sociedades comerciais, etc.

BEM MVEIS so coisas que adquirimos que podemos movimentar sem desmoronar ou quebrar. Ex. mesa, cadeira, etc.

BEM IMVEIS so coisas que no podemos movimentar que desmoronar. Ex. Prdio, edifcio, etc.

BEM MATERIAL - toda coisa corprea, concreta, que se adquire - Ex. cadeira ,mesa, etc;

BEM IMATERIAL - toda coisa incorprea - Ex. Nome Empresarial, Nome Fantasia, Marca - so produtos ventveis, etc;

RELAO DE CONSUMO o vnculo existente entre o CONSUMIDOR e a EMPRESA (Fornecedor de produtos e/ou servios).Se voc adquiriu um PRODUTO ou recebeu uma PRESTAO DE SERVIOS para seu uso pessoal ou de sua empresa, est a instaurada a RELAO DE CONSUMO.

O VNCULO mencionado j CONTRATUAL, seja verbal ou escrito, pois bastou comprar uma caneta no balco j foi estabelecido um vnculo contratual, obrigacional.CONTRATO uma manifestao de vontades, um vnculo obrigacional das partes que o aceita,seja ele verbal ou escrito. Sendo verbal poder ser provado por prova testemunhal ou outras em Direito admitidas.

CONSUMIDOR - Art. 2 do CDC - toda a PESSOA FSICA ou JURDICA que adquire PRODUTOS ou SERVIOS de uma empresa, para uso pessoal. Identiquemos tambm como o DESTINATRIO FINAL. Ex. Se voc d um presente o presenteado e presenteador (voc) so solidrios. O presenteado o DESTINATRIO FINAL e CONSUMIDOR junto com o PRESENTEADOR. Quem pleiteia contra a empresa? Poder ser ambos.

EMPRESA tambm pode ser consumidor?

CONSUMIDOR tambm poder ser uma EMPRESA que adquiriu PRODUTOS ou SERVIOS para uso pessoal. Ex. mesas e cadeiras para que os trabalhadores sentem, computadores, gua para que os empregados bebam, etc. Contudo se compram uma mquina, equipamento, usam gua, energia para FABRICAR um produto, j no existe aqui o termo CONSUMIDOR.

A partir do momento em que algum tem uma EMPRESA (Conceito de Empresa - ATIVIDADE ECONMICA ORGANIZADA), tudo que adquirido para exercer a ATIVIDADE FIM diretamente, no tem RELAO DE CONSUMO, pois nestes casos so realizados CONTRATOS COMERCIAIS para, por exemplo, comprar matria prima para fabricar o produto, tinta, borracha, mquinas, etc.

Se comprar para seus escritrios, para os empregados, j RELAO DE CONSUMO, pois no com as mesas e cadeiras que se exerce a ATIVIDADE FIM.

CONTRATO COMERCIAL ENTRE A FBRICA QUE ADQUIRE EQUIPAMENTO, E O VENDEDOR OU REVENDOR DESTE EQUIPAMENTO PARA REALIZAR A ATIVIDADE FIM - QUE FABRICAR UM PRODUTO - NO EXISTE AQUI RELAO DE CONSUMO.

QUANDO A EMPRESA ADQUIRE PRODUTOS PARA USO PESSOAL, USO DE SEUS EMPREGADOS,AQUI TEMOS RELAO DE CONSUMO ENTRE O FABRICANTE DAS MESAS E CADEIRAS E A EMPRESA QUE ADQUIRIU.

Conforme o art. 2 da Lei 8078 de 1990 - CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, o conceito de CONSUMIDOR toda "pessoa fsica" e "jurdica" que adquire ou utiliza produtos ou servios como destinatrio final.A lei no traz palavras inteis e cada uma tem seu significado. Basta saber interpret-las.

Vamos por parte:

Qual o significado de PESSOA FSICA?

Lembremos sempre de seres humanos que nascem, tm sua Certido de Nascimento e depois existiro como "pessoas" que podem realizar todos os atos da vida civil com o Registro desta Certido.

Quer dizer que sem o registro da sua Certido no podem votar, etc., isto , no existem. Portanto so pessoas naturais.

PESSOA FSICA CONSUMIDORA:

Estas quando adquirem PRODUTOS ou SERVIOS para uso pessoal, , DESTINATRIO FINAL.

Isso quer dizer, que o PRODUTO ou SERVIO adquirido esgota a mesmo e no sero usados para o exerccio de sua ATIVIDADE ECONMICA. Se voc compra um telefone para voc para seu uso pessoal, e mesmo se revend-lo no foi para obter lucro.

Temos aqui entre voc e a loja que voc comprou ou a empresa de telefonia uma RELAO DE CONSUMO.

E PESSOA JURDICA?

Conforme o Cdigo Civil no seu art. 44:

So pessoas jurdicas de direito privado:

I - as associaes;II - as sociedades;III - as fundaes.IV - as organizaes religiosas; (Includo pela Lei n 10.825, de 22.12.2003)V - os partidos polticos. (Includo pela Lei n 10.825, de 22.12.2003)VI - as empresas individuais de responsabilidade limitada (acrscimo da Lei 12.441 de 12.07.2011)

PESSOA JURDICA CONSUMIDORA:

Ser PESSOA JURDICA CONSUMIDORA quando tambm adquire PRODUTOS ou SERVIOS para uso pessoal, que DESTINATRIO FINAL.

Como? Primeiro temos que analisar quando que uma PESSOA JURDICA no CONSUMIDORA para que entendam quando .

Se voc tem uma FBRICA de SAPATOS todo o equipamento que fabrica os sapatos, o tecido, o couro, a energia, a gua, enfim tudo o que se aplica para a fabricao, para o exerccio da ATIVIDADE FIM, um Contrato Mercantil, assim sendo se der um problema em uma mquina, ou o tecido no for adequado, ou falta energia, gua, para realizar a atividade, no podemos aplicar o CDIGO DE DEFESA DO CONSUMIDOR, portanto, essa PESSOA JURDICA neste ambiente no CONSUMIDORA.

Neste caso acima no temos RELAO DE CONSUMO, e para reivindicar esses problemas ser atravs do Cdigo Civil, e no o CDC.

Aqui temos um ambiente de produo em que os produtos fabricados no "esgotam" e sim seguiro a cadeia de produo.

Se a e