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Administração Geral e Pública Profª. Elisabete Moreira Aula 2 9 1.3. Abordagem Sistêmica Teoria de Sistemas: Ludwig Von Bertalanffy Sistemas existem dentro de sistemas; Sistemas abertos; Tem um objetivo ou propósito; As partes são interdependentes, provocando globalismo e holismo Elementos do sistema: Fluxos: componentes que entram e saem do sistema ( informação, energia, material); Feedback: é a retroalimentação, como controle do sistema, no qual os resultados retornam ao indivíduo, para que os procedimentos sejam analisados e corrigidos; Características:

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    1.3. Abordagem Sistmica

    Teoria de Sistemas: Ludwig Von Bertalanffy

    Sistemas existem dentro de sistemas;

    Sistemas abertos;

    Tem um objetivo ou propsito;

    As partes so interdependentes, provocando globalismo e holismo

    Elementos do sistema:

    Fluxos: componentes que entram e saem do sistema ( informao, energia, material);

    Feedback: a retroalimentao, como controle do sistema, no qual os resultados retornam ao indivduo, para que os procedimentos sejam analisados e corrigidos;

    Caractersticas:

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    Sistema um conjunto ou combinao de partes, formando um todo complexo ou unitrio;

    Organizao como sistema vivo: orgnico

    Comportamento no determinstico e probabilstico;

    Interdependncia entre as partes;

    Entropia: caracterstico dos sistemas fechados e orgnicos, estabelece que todas as formas de organizao tendem desordem ou morte;

    Negentropia ou Entropia negativa: os sistemas sociais se reabastecem de energia, assegurando suprimento contnuo de materiais e pessoas;

    Homeostase dinmica ou Estado Firme: regula o sistema interno para manter uma condio estvel, mediante mltiplos ajustes de equilbrio dinmico de ruptura e inovao;

    Fronteiras ou limites: define a rea da ao do sistema e o grau de abertura em relao ao meio ambiente;

    Diferenciao: os sistemas tendem a criar funes especializadas Integrao (coordenao);

    Equifinalidade: um sistema pode alcanar o mesmo estado final a partir de diferentes condies iniciais;

    Resilincia: determina o grau de defesa ou vulnerabilidade do sistema a presses ambientais externas.

    Holismo: o sistema s pode ser explicado em sua globalidade;

    Sinergia: o todo maior que a soma das partes;

    Morfognese: capacidade das organizaes de modificar a si mesmo e a estrutura;

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    Homem Funcional: desempenha um papel especfico nas organizaes, inter-relacionando-se com os demais indivduos.

    A abordagem Sistmica desmistifica a tima soluo administrativa para a ideia de

    solues alternativas satisfatrias; Limitaes

    Conceitos biolgicos e naturais nem sempre levam em considerao a complexidade da

    vida social e no aborda de forma adequada o poder e o conflito;

    No oferece direcionamento quanto s funes e praticas concretas para o administrador

    Testes

    01 - (CESPE - 2014 - Polcia Federal). Com a evoluo das teorias administrativas, desde a dcada de 80 do sculo passado, o enfoque sistmico tornou-se ultrapassado, dando lugar a abordagens mais modernas. ( ) Certo ( ) Errado 02 - (CESPE - 2014 - Polcia Federal )A partir da teoria da administrao cientfica, o papel da organizao informal passou a ser reconhecido nas teorias clssicas da administrao. ( ) Certo ( ) Errado 03 - (CESPE - 2013 - ANTT) De acordo com Frederick W. Taylor, criador do movimento da administrao cientfica, administrar deveria ser uma funo distinta das demais funes da fbrica, uma vez que uma atividade que facilita a execuo das tarefas pelos funcionrios. ( ) Certo ( ) Errado 04 - (CESPE - 2013 - MS) Considerando a evoluo da administrao e as reformas administrativas que levaram nova gesto pblica, julgue os itens a seguir. A teoria geral dos sistemas aplicada administrao preconiza a reorientao do pensamento e da viso do mundo com base em paradigmas que contemplam uma viso analtica, mecanicista e linear, de causa e efeito, das organizaes. ( ) Certo ( ) Errado

    05. (FCC - 2013 - TRT 18) O modelo burocrtico de Max Weber um modelo organizacional disseminado nas administraes durante o sculo XX em todo o mundo. O modelo burocrtico atribudo a Max Weber porque o socilogo alemo analisou e sintetizou suas principais caractersticas. NO corresponde a essas caractersticas o que est expresso em (A) carter racional e diviso do trabalho. (B) hierarquia de autoridade.

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    (C) impessoalidade nas relaes. (D) relao de coeso ou de antagonismo. (E) carter formal das comunicaes.

    06. (FCC / TCE/PR / 2012) Os 14 princpios gerais de administrao sugeridos por Fayol, e que ainda so considerados pela maioria dos administradores, tm, entre eles, um que determina que os trabalhadores nas organizaes deveriam receber ordens de um gerente somente, para evitar conflitos e mal-entendidos. Esse princpio o da (A) unidade de comando. (B) diviso do trabalho. (C) centralizao. (D) cadeia escalar. (E) equidade.

    Gabarito: 01. E 02. E 03. E 04. E 05. D 06. A

    2. Processo Organizacional

    O Processo administrativo formado pelas funes de planejamento, organizao, direo e controle.

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    As funes administrativas so realizadas de forma cclica, contnua e sistemtica.

    2.1 Planejamento

    Tem precedncia sobre todas as demais funes; Processo sistemtico, permanente, integrado e participativo; Processo de definio do que deve ser feito e como deve ser feito objetivos e planos; Processo de tomada de decises, que resultam em implicaes futuras; O processo de planejamento promove integrao, motivao e aprendizagem. muito mais

    importante que o resultado final que o plano.

    Tipos de Planos

    Estratgico Ttico Operacional

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    2.2. Organizao

    A funo de Organizao responsvel por distribuir tarefas e recursos, autoridade, responsabilidade, comunicao, integrao e a coordenao.

    Nvel global: desenho organizacional; Nvel departamental: desenho departamental; Nvel operacional: desenho de cargos ou tarefas.

    2.3. Execuo

    Responsvel pela implementao do planejado.

    2.4. Direo

    Processo interpessoal relacionado com a administrao das relaes entre os membros e a

    organizao.

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    Envolve a orientao, motivao, comunicao, liderana, desenvolvimento das boas condies de trabalho e a resoluo de conflitos.

    A Direo deve desenvolver habilidades gerenciais classificadas em Conceituais, Humanas e

    Tcnicas. No nvel estratgico h uma predominncia da habilidade conceitual; no nvel ttico, h um equilbrio em todas as habilidades; e no operacional, a habilidade predominante a tcnica..

    Nvel Habilidade Descrio

    Alta administrao

    (Diretoria) Conceituais

    Analisar e interpretar situaes abstratas e complexas e compreender como as partes influenciam o todo. So distintivas.

    Em todos os nveis de Gerncia Humanas

    Habilidade para se relacionar e se comunicar com outras pessoas e grupos, entendendo-as, motivando-as e liderando-as.

    Administrao operacional

    (Superviso)

    Tcnicas

    Capacidade de usar ferramentas, procedimentos, tcnicas e conhecimentos especializados rea de atuao

    2.5. Controle

    Ciclo responsvel por assegurar a consecuo dos objetivos planejados.

    Processo que busca garantir o alcance eficiente e eficaz da misso e dos objetivos.

    a ltima das funes, monitorando e tomando aes corretivas.

    Controle preventivo (foco nos insumos e no futuro), controle simultneo (foco nos processos) e controle posterior (foco nos resultados).

    Processo que envolve a definio de parmetros de desempenho, mensurao do desempenho real, comparao e implementao de medidas corretivas (elementos do controle).

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    Controle - Elementos

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    Controle Momentos

    Controle Nveis

    Institucional/estratgico: acompanhar a realizao da misso, fatores externos e internos governana corporativa; balano contbil e relatrios financeiros; balano social; controle

    social.

    Intermedirio: focaliza a rea funcional, voltados para quantidade, qualidade, tempo e custo volume de vendas, participao no mercado, oramento-programa; contabilidade

    de custos.

    Operacional: focaliza as atividades e o consumo dos recursos - estoque; Just-in-time; quadros de produtividade; controle de qualidade.

    2.6. Comunicao

    Processo de transmisso de uma informao, atravs de um canal, de um Emissor para

    um Receptor, que emite um retorno da mensagem para confirmar o recebimento e a

    compreenso.

    Emissor: codifica atravs da fala e da escrita;

    Receptor: decodifica, ouvindo e lendo, percebendo e interpretando;

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    Canal: meio pelo qual se transmite uma informao;

    Rudo: dificuldades de compreender a informao.

    Barreiras Comunicao

    As barreiras so rudos que dificultam que a mensagem seja compreendida pelo receptor.

    As barreiras podem ser fsicas, pessoais ou semnticas e provocam:

    Filtragem: a manipulao da informao pelo emissor;

    Percepo seletiva: o receptor percebe com base nas necessidades, motivaes, experincias e caractersticas pessoais;

    Sobrecarga de informao: ocorre quando o volume de informao ultrapassa a capacidade de processamento;

    Distoro: quando a mensagem sofre alterao, deturpao ou modificao;

    Omisso: quando certos aspectos so omitidos, cancelados ou cortados.

    Emissor

    Codificao

    Receptor

    Decodificao Codifica Canal Mensagem

    Rudo

    feedback

    Fonte Compreenso

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    Canais de Comunicao

    Formais: os caminhos e meios oficiais para o envio de informaes dentro e fora da organizao;

    Informais: constituem as redes de comunicao no oficial que complementam os canais formais.

    Comunicao Fluxos

    Os fluxos de comunicao podem ser vertical, horizontal e diagonal.

    Caractersticas da Boa Comunicao Objetividade e assertividade; Conhecimento do interlocutor (pblico-alvo) para gerar empatia (colocar-se no lugar no

    receptor); Compreenso do interlocutor (saber ouvir); Redundncia ou repetio: usar canais mltiplos; Linguagem adequada: clara e simples; Preferncia pela voz ativa; Correo e Conciso; Fidelidade ao pensamento original; Dar e buscar feedback ou retroao.

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    Gesto de Redes: comunicao horizontal

    TESTES

    07. (FCC / TCE/PR / 2012) Fazer que algo acontea do modo como foi planejado a definio de (A) organizar. (B) coordenar. (C) prospectar estrategicamente. (D) controlar. (E) motivar. 08. (FCC / TRT 11 / 2012) Da perspectiva do processo organizacional, a etapa do controle implica na (A) deciso sobre os objetivos e a definio de planos para alcan-los. (B) disponibilizao de recursos para atingir os objetivos. (C) atribuio de autoridade e responsabilidade. (D) comunicao e motivao do pessoal. (E) definio de padres para medir desempenho. 09. (FCC / TRT 11 / 2012) a coordenao racional das atividades de certo nmero de pessoas, que desejam alcanar um objetivo comum e explcito, mediante a diviso das funes e do trabalho e por meio da hierarquizao da autoridade e da responsabilidade: (A) Direo. (B) Planejamento. (C) Organizao. (D) Controle. (E) Harmonizao. 10. (CESPE - 2013 - Telebras) Com relao ao processo administrativo, julgue os itens a seguir.

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    No nvel ttico, o controle orientado para a superviso de cada tarefa ou operao, tendo ao em mdio prazo. ( ) Certo ( ) Errado 11. (CESPE - 2013 - Telebras) Se o controle for considerado de forma isolada, dever se remeter ao processo administrativo, contudo, se for visto em conjunto com as demais funes, ele dever se integrar ao grupo denominado funo administrativa. ( ) Certo ( ) Errado 12. (CESPE - 2013 - MPU) O controle consiste em ferramenta administrativa para a reunio e a Coordenao dos recursos humanos, financeiros, fsicos, de informao e outros necessrios ao atendimento dos objetivos organizacionais estabelecidos. ( ) Certo ( ) Errado 13. (CESPE - 2013 - ANP) Considerando as funes de administrao, julgue os itens a seguir. Pensar antecipadamente em objetivos e aes, e embasar as aes em algum mtodo so exemplos de atividades de organizao. ( ) Certo ( ) Errado Gabarito

    07. D 08. E 09. C 10. E 11. E 12. E 13. E