Desigualdade Etnico Racial

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  • 1.

2. 3.

    • ETNIA: Mistura de raas caracterizada pela mesma cultura (termo criado para evitar neste caso a palavraraa).
    • RAA: 1. Conjunto dos ascendentes e descendentes de uma mesma famlia ou de um mesmo povo. 2. Estirpe, gerao, origem.

4.

  • MESMO NO INCIO DO SCULO XIX O BRASIL ENXERGA A E ESCRAVIDO COMO UM PROBLEMA. O FOCO AQUI APONTAR AS PRINCIPAIS ABORDAGENS DEBATIDAS NO PARLAMENTO BRASILEIRO.
  • Emancipacionistas
  • Abolicionistas
  • Imigrantistas

5.

  • Em primeiro momento, os emancipacionistas voltaram-se para os prprios habitantes pobres do pas, fossem eles escravos ou livres, e procuraram arranc-los de suas vidas vistas como abjetas, inteis e isoladas, para integr-los no seu projeto de uma sociedade unida, harmoniosa e progressiva. Em meados da dcada de 1870 e sobretudo no inicio dos anos 80, os abolicionistas retomaram muitas destas propostas emancipacionistas, embora passassem a defender um prazo fatal para o fim da escravido

6. J em segundo momento, que podemos localizar a partir dos anos 1850, ganhando fora principalmente nos anos 1870, os emancipacionistas aderem s solues imigrantistas e comeam a buscar no exterior o povo ideal para formar a futura nacionalidade brasileira. A fora de atrao destas propostas imigrantistas foi to grande que em fins do sculo a antiga preocupao com destino dos ex-escravos e pobres livres foi praticamente sobrepujada pelo grande debate em torno do imigrante ideal ou do tipo racial mais adequado para purificar a raa braslica e engendrar por fim uma identidade nacional. AZEVEDO, Celia Maria Marinho de.Onda Negra, Medo Branco , o negro no imaginrio das elites sculo XIX. So Paulo: Annablume, 2004 7. Proporo de negros na populao aumentou e de brancos diminuiu entre 1993 e 2007 Segundo o estudo Retrato das Desigualdades de Gnero e Raa, divulgado hoje (16) pelo Instituto de Pesquisa Econmica Aplicada (Ipea), aproporo de negros cresceu de 45,1%para 49,8%, enquanto a de brancos caiu de 54,2% para 49,4%. Conforme o estudo, entre os homens, desde 2005 a populao negra maioria (51,1%), enquanto os brancos respondem por 48,1%. No caso da mulheres, ocorre o contrrio. As brancas representam 50,6% da populao feminina, enquanto as negras respondem por 48,5%. 8. O Ipea estima que a populao negra ser maior ainda em 2010. Isso vai ocorrer porque campanhas de valorizao tm levado as pessoas a se auto-denominarem negras ou pardas. A taxa de fecundidade das mulheres negras tambm influencia. 9. PESQUISA DO IPEA APONTA QUE BRASILEIROS MAIS POBRES SO NEGROS OIpea(Instituto de Pesquisa Econmica Aplicada) noticia que nos ltimos dez anos, a distncia social dos negros em relao aos brancos aumentou. Entre os 10% mais pobres do pas, 65% so negros; entre os 10% mais ricos, 86% so brancos. 10. PARTICIPAO DO NEGRO NO MERCADO DE TRABALHO CRESCE, MAS RENDA AINDA INFERIOR DO BRANCOA participao dos negros no mercado de trabalho brasileiro aumentou desde a segunda metade da dcada de 90. No entanto, as condies de trabalho e de renda ainda continuam muito aqum das registradas pela populao branca. De acordo com o Relatrio Anual das Desigualdades Raciais no Brasil 2007-2008, elaborado pelo Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), 20,6 milhes de pessoas ingressaram no mercado de trabalho de 1995 a 2006. Desse nmero, apenas 7,7 milhes eram brancos. O restante, 12,6 milhes de pessoas, eram pardas e negras. 11. No entanto, ao observar o rendimento mensal real do trabalho, a desigualdade de raa e a de gnero prevalecem. O vencimento mdio dos homens brancos em todo pas equivalia, em 2006, a R$1.164,00, valor 53% maior do que a remunerao obtida pelas mulheres brancas, que era de R$ 744,71. O rendimento dos homens brancos era ainda 98,5% superior ao dos homens negros e pardos, que era de R$ 586,26. Era ainda 200% superior ao rendimento das mulheres negras. Os brancos correspondem a 71,7% dos empregadores. Os negros continuam ocupando os postos menos privilegiados. Entre os trabalhadores sem carteira, 55,4 so negros. Eles tambm so maioria no servio domstico: 59,1%. Na agricultura, 60,3% dos trabalhadores so negros. Na construo civil, os negros correspondem a 57,9 da mo-de-obra. 12. Existem hoje no Brasil 4,5 milhes de negros desempregados. quase um milho a mais do que os brancos, 3,7 milhes. Os negros ocupados correspondem a 60,4% dos que ganham at um salrio mnimo e somente 21,7% dos que ganham mais de 10 salrios mnimos. A populao parda no Brasil a que passa mais tempo no trabalho, em mdia 41 horas semanais. Na sequncia, esto os negros, que trabalham em mdia 40,1 horas por semana.(Fonte: dados colhidos entre 1988 e 2007 pela Pesquisa Nacional de Amostras por Domiclios (PNAD), produzida pelo IBGE). 13. Segundo o Ipea, a carga horria mdia semanal dos trabalhadores brasileiros caiu 10,7%, de 44,1 para 39,4 horas. De acordo com nmeros de 2007, os brasileiros de cor branca trabalham em mdia 39,7 horas semanais, enquanto os de cor amarela passam 38,5 horas por semana no trabalho. A carga horria das mulheres 17,6% menor que a dos homens. Atualmente, mulheres trabalham 35,1 horas semanais, enquanto os homens passam em mdia 42,6 horas em servio. Em 1988, as mulheres trabalhavam cerca de 39,5 horas e os homens, 47,4 horas. Negro ganhar igual ao branco s daqui a mais trs dcadas (IPEA 2008). 14. Dados importantes: O grupo que mais sofrediscriminao racismo e sexismo o de mulheres negras. Elas demoram mais para conseguir trabalho, tm menos escolaridade e menos acesso a cuidados para a sade, trabalham mais tempo e tm a pior remunerao.Oacesso sadetambm diferenciado. Enquanto 44,5% das mulheres negras nunca haviam realizado exame clnico de mamas em 2004, o total de brancas sem o exame era de 27%. E 20% da populao negra nunca fizeram consultas odontolgicas, contra 12% da populao branca.O Brasil, tendo por referncia os negros, ocuparia a 105 posio no ranking deIDHentre pases.Considerando s os brancos, ocuparia a 44. 15. Em relao excluso digital,92,4% da populao negra no tinham acesso a um computador em 2004, contra 76,9% da populao branca. O percentual de negros que no tinha acesso internet era de 94,7% e o de brancos, de 82,2%. (Fonte: IPEA) No maior Estado e municpio da Federao, So Paulo, que agrega o maior contingente de negros do pas, 30% de sua populao -eleitores tambm-, no existe sequer um negro no primeiro e segundo escalo de governo. No h um desembargador negro entre os quase 400. No h um procurador de Justia, um delegado classe especial ou um coronel da Polcia Militar negro.(Fonte:Universidade da Cidadania Zumbi dos Palmares) 16. O Instituto Ethos informa que, nas 500 maiores empresas do pas que praticam responsabilidade social, os negros representam s 3,5% dos cargos de direo -e no diferente nas estatais e nas multinacionais.Em 1976, 5% da populao branca tinham diploma de educao superior aos 30 anos. Os negros da mesma faixa etria s atingiram o mesmo percentual em 2006. 17. Educao 18.

  • Dados do Censo de 2000:
  • A escolaridade mdia de um jovem negro com 25 anos de idade gira em torno de 6,1 anos de estudo;
  • Um jovem branco da mesma idade tem cerca de 8,4 anos de estudo;
  • Essa a diferena mesma vivida pelos pais desses jovens, e tambm pelos seus avs.

19. 20.

  • Em 1999, 89% dos jovens brancos entre 18 e 25 anos no haviam ingressado na universidade;
  • Entre os jovens negros, 98% deles no haviam ingressado na universidade;

21.

  • Segundo o IPEA, em 1976, 5% da populao branca tinha diploma de educao superior aos 30 anos. Os negros da mesma faixa etria s atingiram o mesmo percentual em 2006;
  • De acordo com a PNAD, em 2007, 9% dos jovens brasileiros tm acesso ao Ensino Superior. 13,4% dos brancos, e 4% dos negros e pardos;
  • Dos jovens de 21 anos, apenas 8,4% dos negros e pardos estavam no ensino superior em 2007; entre a populao branca, a taxa era de 24,4%.

22.

  • A taxa de analfabetismo entre os jovens brancos com mais de 15 anos, em 1999, de 8,3%, enquanto para os negros de 19,8%;
  • Os analfabetos funcionais, com menos de quatro anos de estudo somavam 26,4% dos brancos, e 46,9% dos negros;

23. 24.

  • De acordo com uma pesquisa realizada pela psicloga Flvia Rosemberg, da Fundao Carlos Chagas, em 2001, o ndice de repetncia maior entre os negros desde a pr-escola;
  • Para a psicloga, uma das causas a de que a criana negra considerada, de antemo, o candidato mais provvel repetncia por todo o aparato educacional do professor ao diretor;
  • Para David Santos, fundador do curso pr-vestibular para negros e carentesEducafro,o negro tem dificuldade em aprender aquilo com que no se identifica.

25. Condies materiais de bem-estar: habitao e consumo de bens durveis 26.

  • O Censo de 2000 indica um aumento das diferenas entre brancos e negros, sobretudo nos indicadores:
  • Acesso coleta de lixo;
  • Escoamento sanitrio;
  • Acesso energia eltrica; e
  • Abastecimento de gua.

27.

  • Em 1999, famlias negras:
    • 52% dos domiclios com escoamento sanitrio inadequado;
    • 30,3% sem acesso coleta de lixo (15,2% dos brancos);
    • 26% com abastecimento de gua inadequado.
    • Esses dados so piores do que os observados entre a populao branca em 1992.

28.

  • Em relao posse de bens durveis, indicador do pa