Despesas e receitas públicas

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    17-Aug-2015

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<ol><li> 1. DESPESAS E RECEITAS PBLICAS 20. As despesas pblicas Obter e dispor de dinheiros pblicos, como afect-los, distingu- los ou dispend-los no mais do que a realizao da receita e da despesa oramental, j que, ao nvel da gesto financeira pblica, esta terminologia a das receitas e despesas que est legalmente consagrada. Pode-se definir Despesa Pblica, no gasto ou no dispndio de bens por parte dos entes pblicos para criarem ou adquirirem bens ou prestarem servios susceptveis de satisfazer necessidades pblicas; elas concretizam o prprio fim da actividade financeira do Estado satisfao de necessidades. 21. Evoluo e efeitos econmicos De modo com a natureza econmica das despesas e tendo em conta as interfaces entre economia e as finanas podemos falar de trs tipos de despesa pblica, a saber: a) Despesas de Investimento, so as que contribuem para a formao de capital tcnico do Estado; Despesa de Funcionamento, consubstanciam os gastos necessrios ao normal funcionamento da mquina administrativa. b) Despesas em Bens e Servios, so as que asseguram a criao de utilidades, atravs da compra de bens e servios pelo Estado; enquanto que as Despesas de Transferncias, se limitam a redistribuir recursos a novas entidades, quer do sector pblico, quer do sector privado. c) Despesas Produtivas, criam directamente utilidade; as Despesas Reprodutivas, contribuem para o aumento da capacidade produtiva, gerando pois utilidades acrescidas, mas no futuro. 22. Classificao das despesas pblicas a) Despesas Ordinrias, so as que, com grande verosimilhana, se repetiro em todos os perodos financeiros; as Despesas Extraordinrias, so as que no se repetem todos os anos, so difceis de prever, no se sabendo quando voltaro a repetir-se. b) Despesas Correntes, so as que o Estado faz, durante um perodo financeiro, em bens consumveis, ou que vo traduzir na compra de bens consumveis; as Despesas de Capital, so as realizadas em bens duradouros e no reembolso de emprstimos. c) Despesas Efectivas, so as que se traduzem, sempre, numa diminuio do patrimnio monetrio do Estado, quer se trate de despesas em bens de consumo, quer em bens duradouros, implicam sempre uma sada efectiva e definitiva de dinheiros da tesouraria; Despesas No Efectivas, so as que, embora representem uma diminuio do patrimnio da tesouraria, tm, como contrapartida, o desaparecimento de uma verba de idntico valor do passivo patrimonial. d) Despesas Plurianuais, so aquelas cuja efectividade se prolonga por mais de um ano; as Despesas Anuais, so as que se no prolongam por mais de um ano. 23. Classificao oramental das despesas </li><li> 2. So quatro as classificaes oramentais, art. 8/2 Lei 6/91: a) Orgnica: as despesas repartem-se por departamentos da Administrao; por servios, etc. b) Econmica: distingue-se as despesas correntes e de capital, umas e outras descriminadas por agrupamentos, subagrupamentos e rubricas. c) Funcional: as despesas so aqui agrupadas de acordo com a natureza das funes exercidas pelo Estado, tendo-se adoptado para o efeito o modelo do Fundo Monetrio Internacional. d) Despesas por Programas: um programa de despesas um conjunto de verbas destinadas realizao de determinado objectivo, abrangendo um ou vrios projectos. 24. As Receitas Pblicas As Receitas so todos os recursos obtidos durante um dado perodo financeiro para a satisfao das despesas pblicas a cargo de um ente pblico. a) As Receitas Patrimoniais: so as receitas obtidas pelo patrimnio estadual, tm uma importncia reduzida. b) As Receitas Creditcias: so as que regulam do recurso ao crdito, maxime da contratao de emprstimos pelo Estado, no interior ou no exterior do Pas. c) Receitas Tributrias: so as receitas que provm dos impostos. 25. Receitas pblicas: classificao a) Receitas Ordinrias, so as que o Estado cobra num ano e vai voltar a cobrar, nos anos seguintes; Receitas Extraordinrias, so as que tendo sido cobradas num ano, no voltaro a ser cobradas, com toda a verosimilhana, nos anos seguintes. b) Receitas Correntes, so as que provm do rendimento do prprio perodo; as Receitas de Capital, so as que resultam de aforo (emprstimos). c) Receitas Efectivas, so as que se traduzem sempre num aumento de patrimnio monetrio do Estado (impostos, taxas); as Receitas No Efectivas, so as que aumentando o patrimnio monetrio do Estado no momento do ingresso das verbas na tesouraria, acarretam, porm, simultaneamente, um aumento do passivo do seu patrimnio gerando uma divida a pagar em momento ulterior ao da arrecadao (receitas creditcias, resultantes de emprstimos). d) Receitas Obrigatrias, so as percebidas pelo Estado, em virtude de obrigaes impostas aos cidados pela lei, so aquelas cujo montante fixado por via de autoridade; Receitas Voluntrias, so as que o Estado percebe em virtude de obrigaes resultantes de negcios jurdicos, so aquelas cujo montante negocialmente estabelecido. 26. Classificao oramental das receitas H apenas uma classificao oramental a econmica. Segundo ela, as receitas distribuem-se por receitas correntes e de capital, art. 8/1 Lei 6/91. 27. O Sistema Nacional de Controle Financeiro </li><li> 3. A apreciao da gesto dos recursos financeiros pblicos, executada por quaisquer entidades de Direito Pblico ou Privadas, na realizao imediata ou mediata, das tarefas do Estado, cujos resultados se destinam, quer aos controlados, quer informao dos cidados e da opinio pbica, em geral, quer, finalmente e na defesa dos contribuintes, efectivao, em certos casos, da responsabilidade financeira pela prtica de infraces financeiras; bem como, o conjunto das modalidades, das tcnicas, mtodos, processos, formas e procedimentos prprios do controlo e da auditoria. Temos um controlo interno e um controlo externo, constituem, duas realidades distintas, substancial e formalmente, sem prejuzo de se poderem e deverem articular, embora sob a orientao do controlo externo; o qual poder no s utilizar o controlo interno, como avaliar a sua organizao, funcionamento, articulao e fiabilidade. O controlo externo, representa o corolrio lgico, natural e necessrio do facto e da gesto financeira pblica ter por objecto a obteno de recursos escassos, mediante a amputao de partes dos recursos individuais dos cidados; de a sua disponibilidade por entidades e gestores pblicos assentar numa relao de confiana dos cidados para com eles, e da respectiva afectao por aqueles ser sempre realizada em nome e por conta dos cidados. O controlo interno surge como um instrumento tcnico da gesto e nela incorporado; por isso mesmo se entendendo que cada organizao, a cada gesto, que cumpreinstitu-lo e medida das necessidades reais e especficas da organizao que concretamente serve; fazendo-o sempre desfrutar de independncia tcnica, para poder ser credvel e til. Diplomas legais, e preceitos jurdicos que directamente podem considerar- se como fontes do Direito Financeiro portugus: CRP: arts. 107; 163-a-d; 156-c-d-e; 214; 202/1; 199; 266. Lei 6/91 arts. 16 a 19; e cap. IV, arts. 20 a 29. Lei 8/90 arts. 3, 8 e cap. II e II, arts. 10 a 15. DL 99/94 arts. 36 e 37. DL 155/92 arts. 53 e 54. DL 158/96, arts. 1; 2; 12; 16; 18; 19; 20; 21; 22. DL 353/89. Lei 98/97. </li><li> 4. Despesa pblica Origem: Wikipdia, a enciclopdia livre. Despesa pblica o conjunto de dispndios realizados pelos entes pblicos para custear os servios pblicos (despesas correntes) prestados sociedade ou para a realizao de investimentos (despesas de capital). 1 As despesas pblicas devem ser autorizadas pelo Poder legislativo, atravs do ato administrativo chamado oramento pblico. Exceo so as chamadas despesas extra-oramentrias. As despesas pblicas devem obedecer aos requisitos a seguir: utilidade (atender a um nmero significativo de pessoas) legitimidade (deve atender uma necessidade pblica real) discusso pblica (deve ser discutida e aprovada pelo Poder Legislativo e pelo Tribunal de Contas) possibilidade contributiva (possibilidade da populao atender carga tributria decorrente da despesa) oportunidade hierarquia de gastos deve ser estipulada em lei Divide-se, no Brasil, em despesa oramentria e despesa extra-oramentria. ndice [esconder] 1 Despesa oramentria o 1.1 Categorias Econmicas o 1.2 Grupo da Natureza da Despesa 2 Despesa extra-oramentria 3 Processamento da despesa pblica o 3.1 Estgios da despesa 4 Restos a pagar 5 Contabilizao 6 Referncias 7 Ver tambm 8 Ligaes externas Despesa oramentria[editar | editar cdigo-fonte] Despesa Oramentria aquela que depende de autorizao legislativa para ser realizada e que no pode ser efetivada sem a existncia de crdito oramentrio que a corresponda suficientemente.1 </li><li> 5. Classificam-se em categorias econmicas, tambm chamadas de natureza da despesa e tem como objetivo responder sociedade o que ser adquirido e qual o efeito econmico do gasto pblico. Dividem-se, segundo a lei 4.320/64, art. 12, conforme o esquema abaixo: Despesas correntes: Despesas de custeio: destinadas manuteno dos servios criados anteriormente Lei Oramentria Anual, e correspondem entre outros gastos, os com pessoal, material de consumo, servios de terceiros e gastos com obras de conservao e adaptao de bens imveis; Transferncias correntes: so despesas que no correspondem a contraprestao direta de bens ou servios por parte do Estado e que so realizadas conta de receitas cuja fonte seja transferncias correntes. Dividem-se em: Subvenes sociais: destinadas a cobrir despesas de custeio de instituies pblicas ou privadas de carter assistencial ou cultural, desde que sem fins lucrativos; Subvenes econmicas: destinadas a cobrir despesas de custeio de empresas pblicas de carter industrial, comercial, agrcola ou pastoril. Despesas de capital: Despesas de investimentos: despesas necessrias ao planejamento e execuo de obras, aquisio de instalaes, equipamentos e material permanente, constituio ou aumento do capital do Estado que no sejam de carter comercial ou financeiro, incluindo-se as aquisies de imveis considerados necessrios execuo de tais obras; Inverses financeiras: so despesas com aquisio de imveis, bens de capital j em utilizao, ttulos representativos de capital de entidades j constitudas (desde que a operao no importe em aumento de capital), constituio ou aumento de capital de entidades comerciais ou financeiras (inclusive operaes bancrias e de seguros). Ou seja, operaes que importem a troca de dinheiro por bens. Transferncias de capital: transferncia de numerrio a entidades para que estas realizem investimentos ou inverses financeiras. Nessas despesas, inclui-se as destinadas amortizao da dvida pblica. Podem ser: Auxlios: se derivadas da lei oramentria; Contribuies: derivadas de lei anterior lei oramentria. </li><li> 6. As categorias econmicas dividem-se em elementos que se separam em subelementos, estes por sua vez bifurcam, por fim, em rubricas e sub-rubricas. A estrutura da conta, para fins de consolidao nacional dos Balanos das Contas Pblicas e cumprir dispositivo da LRF, apresenta 6 dgitos. O 1 dgito (1 nvel) corresponde a categoria econmica. O 2 dgito (2 nvel) correponde ao grupo da despesa. O 3 e 4 dgitos (3 nvel) corresponde a modalidade da despesa. O 5 e 6 dgitos (4 nvel) correspondem ao elemento da despesa. Categorias Econmicas[editar | editar cdigo-fonte] 3 - DESPESAS CORRENTES1 4 - DESPESAS DE CAPITAL Grupo da Natureza da Despesa[editar | editar cdigo-fonte] 1 - PESSOAL E ENCARGOS SOCIAIS1 2 - JUROS E ENCARGOS DA DVIDA 3 - OUTRAS DESPESAS CORRENTES 4 - INVESTIMENTOS 5 - INVERSES FINANCEIRAS 6 - AMORTIZAO DA DVIDA 7 - RESERVA DO RPPs 8 - RESERVA DE CONTINGNCIA Despesa extra-oramentria[editar | editar cdigo-fonte] Constituem despesa extra-oramentria os pagamentos que no dependem de autorizao legislativa, ou seja, no integram o oramento pblico. Se resumem a devoluo de valores arrecadados sob ttulo de receitas extra- oramentrias.2 Processamento da despesa pblica[editar | editar cdigo-fonte] Processamento da despesa o conjunto de atividades desempenhadas por rgos de despesa com a finalidade de adquirir bem ou servio.2 O processamento da despesa envolve dois perodos ou estgios: a fixao da despesa e a realizao da despesa. Sobre a fixao da despesa, veja Oramento pblico. Estgios da despesa[editar | editar cdigo-fonte] Segundo a legislao vigente no Brasil, Lei 4.320/64, a despesa passa pelas seguintes fases:2 Fixao (pois segundo a Lei Complementar no 101, de 4 de maio de 2000, a despesa fixada) Empenho; </li><li> 7. Liquidao; Pagamento. Porm, para Joo Anglico, autor do livro Contabilidade Pblica, a realidade do processamento da despesas engloba fases diferentes: Fixao da despesa: Estimativa da despesa Fase em que so estimadas as despesas para o exerccio financeiro. Converso das estimativas em oramento as estimativas so convertidas em Lei oramentria anual. Realizao da despesa: Programao da despesa a programao dos gastos mensais que cada rgo vinculado ao rgo gerenciador da despesa poder dispor. Esta programao est intimamente relacionada com as flutuaes da arrecadao durante o exerccio financeiro. Subdivide-se em: Cronograma de desencaixes fixos; Projeo do comportamento da receita; Decreto normativo. Licitao o procedimento administrativo que tem por objetivo verificar, entre vrios fornecedores habilitados, quem oferece condies mais vantajosas para a aquisio de bem ou servio. Ver artigo principal: Licitao Empenho o ato emanado da autoridade competente que cria para o Poder Pblico a obrigao de pagamento. Empenhar uma despesa consiste na emisso de umaNota de Empenho. Divide-se em: Autorizao; Emisso; Assinatura; Controle interno; Contabilizao. Para entender melhor o que o empenho </li><li> 8. Observa-se que o empenho o verdadeiro criador de obrigao. Todas as demais fases da despesa so dele dependentes, e seguem curso obrigatrio aps essa fase. De fato, o empenho que determina os termos do contrato. Procurando compreender melhor o tema, podemos dizer que o empenho o prprio contrato, podendo, inclusive, dispensar a elaborao de outro instrumento contratual em alguns casos. Com efeito, a Lei 8.666 de 1993, Estatuto das Licitaes, dispe que somente h obrigatoriedade de firmar contratos para contrataes decorrentes de Concorrncias e Tomada de Preos, ou nas hipteses de dispensas e inexigibilidades cujos valores pactuados estejam compreendidos nos limites daquelas duas modalidades licitatrias. Alm disso, independente do valor pactuado, na hiptese de compras de entrega imediata e integral, para as quais no resultem compromissos futuros, igualmente dispensvel o contrato. Nesses casos, quando o contrato dispensvel, o prprio empenho funcionar como o instrumento contratual, nos termos do artigo 62 da Lei 8.666/1993. Os empenhos, por sua vez, podem ser subdivididos conforme a forma de apurao do valor a ser empenhado. De fato, a despesa pblica, como qualquer despesa, nem sempre se revela inteiramente previsvel e certa, assumindo, por vezes, natureza bastante varivel e estimativa, motivo pelo qual h que se distinguir tais espcies de despesas mediante a emisso de notas de empenho de...</li></ol>

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