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Direcionamento a servos e coordenadores

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"A fé e a razão (fides et ratio) constituem como que as duas asas pelas quais o espírito humano se eleva para a contemplação da verdade. Foi Deus quem colocou no coração do homem o desejo

de conhecer a verdade e, em última análise, de conhecer a ele, para que, conhecendo-o e amando-o, possa chegar também à verdade plena sobre si próprio." (Carta Encíclica "Fé e Razão" de

Papa João Paulo II em 14/09/98 dirigida aos bispos da América Latina).

Onde surgiu o SONHO? Em 1990, no alojamento do campus da UFV (Universidade Federal de Viçosa), mais precisamente no 1° semestre, Fernando Galvani (Mococa), recebeu de Deus o início de uma revelação que culminaria, anos mais tarde, no sonho de renovar as universidades do Brasil. O que é o SONHO? A missão de Deus foi revelada ao Fernando, numa tarde por volta da treze horas, em oração no seu quarto e contemplando o quadro de Jerusalém. Estava meditando e surpreendeu-se com a seguinte palavra: "Expressamente vos ordenamos que não ensinásseis nesse nome. Não obstante isso, tendes enchido Jerusalém de vossa doutrina! ..."(Atos dos Apóstolos 5,28) Essa passagem bíblica mostra Jerusalém coberta da doutrina de Deus, mesmo diante das dificuldades e perseguições aos cristãos daquela época (aproximadamente ano 50 dC). Você consegue imaginar sua faculdade repleta da doutrina de Jesus, assim como em Jerusalém? Você consegue pensar nos seus colegas participando do GOU com você? Ver os professores e funcionários transformados pelo evangelho anunciado com poder e desassombro? Foi refletindo sobre tudo isso, que surgiu um sonho: ver nossas universidades renovadas pelo Espírito Santo e, consequentemente, nossa sociedade renovada. "Precisamos nos tornar árvores enraizadas em Deus, sustentadas por Cristo e movidas pela seiva do Espírito Santo. Só assim, produziremos frutos concretos!!!" Do SONHO ao MINISTÉRIO UNIVERSIDADES RENOVADAS: Somos fruto da experiência de efusão do Espírito Santo em nossas vidas. Tendo início em fevereiro de 1994 no Seara, encontro de carnaval promovido pela Renovação Carismática Católica (RCC) de Viçosa – MG, onde é realizado na Universidade Federal de Viçosa, reunindo pessoas de todo o Brasil. Por curiosidade, a própria RCC de Viçosa surgiu dentro da Universidade, como a RCC na Igreja, que também surgiu na Universidade de Duquesne nos Estados Unidos. Durante o Seara, foi realizado um seminário através da pregação e testemunho de Fernando Galvani, fundador do Projeto, com o objetivo de apresentar o "SONHO" para os estudantes universitários. E a partir daí começaram a surgir muitos Grupos de Oração Universitários, os chamados GOU´s em todo o país. Inicialmente o PUR (Projeto Universidades Renovadas), estava vinculado à Secretaria Marcos responsável na RCC pelo trabalho com a Juventude. Em 1988, o Conselho Nacional da RCC no Brasil achou por bem, que deveríamos nos tornar uma secretaria específica. O nome escolhido foi "LUCAS", pela sua característica de pesquisador nos relatos que fez no Evangelho e no livro dos Atos dos Apóstolos. Tornando-se então, a Secretaria Lucas. Daí o apelido carinhoso de "luquinha" a todos os integrantes do PUR. Entretanto, em 2003 a RCC discerniu a mudança de secretaria para ministérios. Com isso, não existe mais Secretaria Marcos, Lucas, Martha, etc. O correto agora é Ministério Universidades Renovadas (MUR).

E Hoje Quem Somos? Somos estudantes, professores e funcionários de diversas faculdades do Brasil que respondem de uma maneira renovada, ao desafio proposto pela Igreja Católica Apostólica Romana, de Evangelizar nas Universidades do Brasil por meio dos (GOUs) Grupos de Oração Universitários (Cf. doc/94 - Vaticano).

Por que o Meio Universitário? Um local onde é transmitido o saber, defendidas teses como sexo livre, aborto, drogas, altas tecnologias e de onde saem às grandes lideranças políticas, econômicas e sociais do nosso país. Um local onde também surge às idéias de duplicação de genes para fins benéficos, a descoberta de produtos químicos que melhoram a produção de alimentos mais saudáveis. Lugar, ainda, onde há o desejo de encher as universidades de amor, de vê-las renovadas pelo Espírito Santo, criando verdadeiros laços de fraternidade e solidariedade, de modo que estudantes, professores, reitores, chefes de departamento e funcionários possam experimentar a graça da efusão do Espírito Santo. Não simplesmente porque a universidade é um local sedento de fé, de esperança e de Deus. Mas, porque é ali que estão os futuros profissionais, aqueles que, de um modo ou de outro,

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constroem a sociedade brasileira de amanhã. É o mesmo ambiente, de onde saem professores e profissionais nas mais diferentes áreas e pelo menos 80% dos parlamentares brasileiros. Como seria diferente se todos esses profissionais, ao receberem a Efusão do Espírito Santo, transmitissem o modo de gerir e pensar suas carreiras, tendo sempre em vista a dignidade humana e não um mercado perverso que dita às normas de conduta social, que exclui milhões de pessoas e que a cada dia, transforma o cidadão em consumidor! Um lugar, portanto, onde se torna imprescindível o anúncio da Palavra de Deus, a fim de que as descobertas sejam usadas para o bem da humanidade e levando-nos a amar o nosso próximo, como Jesus nos amou! O Evangelho de São Marcos 6, 30-44, com a multiplicação dos pães. Vê nos revelar os motivos, para essa Evangelização nas Universidades: 1. A Universidade é como um local deserto, abandonado, semelhante a uma linha de trem. Neste local as pessoas estão com fome, porém muitos cristãos, que por ali passam, se negam a dar o alimento por que estão cansados, tristes com muitas preocupações, ou simplesmente, já não crê que é possível evangelizar um local como a universidade. É a nossa missão evangelizar a universidade enquanto estudamos! 2. Ao olhar a multidão faminta que há na universidade, somos tentados a agir como os discípulos: dizer ao Senhor que despeça a multidão, para que como em outro lugar como a Igreja. Ou ainda deixar que eles comam alimentos mais diversificados e prazerosos possíveis, como drogas, álcool, hedonismo, etc. Entretanto, é nosso dever também formar as elites, para que amanhã elas influenciem, no sentido cristão e libertador, a sociedade. 3. Ficar esperando que venha a pessoa preparada talvez que mais que pães e peixes disponibiliza, para dar de comer a multidão faminta. Jesus é claro, quando diz: "Dai-lhes mesmos de comer." Não importa a condição em que se encontra o nosso pão, se estamos de luto, se estamos cansados. Importa que demos de comer. Porém, antes de tomarmos a iniciativa de alimentar a multidão, há um detalhe importante: é preciso colocar os pães e peixes à disposição do Senhor. É o Senhor que quem abençoa o nosso serviço, os nossos talentos e carismas, e só com a benção dELE, o milagre vai acontecer. Aí sim, o nosso olhar, a nossa atenção, o nosso dom e o nosso serviço dispensados ao próximo terão o Jesus que essa multidão busca. Assim sendo, poderá se cumprir a promessa do Senhor de que poderíamos fazer mais do que ELE fez, se tivéssemos fé. Portanto, o grupo de oração poderá ser formado, a universidade poderá ser renovada, os Profissionais do Reino poderão fazer brilhar a Luz de Cristo no mundo, com a competência técnica diante aliada ao testemunho evangélico. Quem são os Profissionais do Reino? São os formados pelas Universidades (GPP - Grupo de Profissionais e Partilha) e acredita-se que a construção de uma sociedade mais justa e mais fraterna. Só será possível quando homens novos, formados à luz do Evangelho e ungidos pelo poder do Espírito Santo, assumir seus lugares na sociedade. E esses homens, em sua maioria, passam pelas universidades. Por isso, nos tem sido apresentado pela Igreja Católica o desafio da Evangelização nas Faculdades e na Sociedade. Aceito a Missão? E agora? Tudo se resume em uma palavra: SIM. Maria perguntou ao anjo: Como se fará isso, pois não conheço homem?(São Lucas 1,34). Veja algo interessante. Antes de Maria dizer o SIM que mudou a história da humanidade, ela perguntou como aquilo que o anjo anunciava aconteceria. Isso demonstra qual era a disposição do coração de Nossa Senhora: a de antes de conhecer plenamente o plano de Deus, já querer realizá-lo. COMO? Isto é a disposição para agir, e Deus fala conosco nesse sentido. Quando você disse o seu SIM, a sua vontade se funde com a vontade de Deus e vice e versa. Logo, somos um e com a TRINDADE, como ela una em SI. Quero assim, convidá-lo a dizer o seu SIM de forma concreta, responsável e, acima de tudo, na fé, apenas perguntando: COMO? Como vamos avançar sobre as Universidades e aumentar a nação das Universidades Renovadas? Não duvide que a obra já esteja sonhada no coração de Deus, ELE apenas está esperando o seu SIM, ou melhor, o seu COMO se dará isso. Coragem, meus irmãos, coragem! Não seremos desapontados. Vamos viver o sobrenatural, vamos viver novas experiências na fé. Em nenhum momento tive dúvida que já valeu a pena dizer SIM e já são mais de 20 anos. - Fernando Galvani (MOCOCA) - (Carta partilha 16/08/00).

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GOU - GRUPO DE ORAÇÃO UNIVERSITÁRIO Introdução Algumas perguntas freqüentes surgem, durante ou no início da caminhada dos Coordenadores e Servos, como: Como fazer um GOU? Como começar do Zero? Quem estará conosco? Onde nos reuniremos? A faculdade vai nos apoiar? Quem fará as pregações? Quem vai cantar e tocar violão? Será que encontraremos alguém disposto a iniciar um grupo de oração conosco? As pessoas terão tempo? Não seremos tachados de carolas, beatos ou fanáticos? Todas essas perguntas vão ser respondidas, há seu tempo, durante essa formação. Mas, uma certeza você pode ter, que o Senhor ajuda a quem confia nELE: "Tudo posso naquele que me fortalece.(Filipenses 4,13)" O que é o GOU? GOU é a sigla para Grupo de Oração Universitário. O GOU é um encontro de oração, louvor, anúncio da Palavra, derramamento dos dons carismáticos, TESTEMUNHOS, vivência do perdão, de curas, enfim, um local para que nós experimentemos o amor filial do PAI, a misericórdia e a Salvação de Jesus e o consolo do Espírito Santo. Quer-se transpor todos os objetivos de estudo em nas faculdades, sem com isso deixar o exercício da fé católica. Através do Grupo de Oração Universitário, o qual se leva muitas almas a conhecer ao Senhor e Salvador Jesus e chegarem à salvação. Cada Grupo de Oração Universitário possui suas características próprias, assim como também acontece com cada coordenador. O Espírito Santo é quem cria, orienta e inspiram as atividades, em especial, às reuniões de oração. Certas formas de conduzir a reunião precisam ser reavaliadas. O coordenador precisa ter claro o objetivo da Renovação Carismática Católica, o objetivo do Grupo de Oração é, acima de tudo, a dimensão do trabalho que está desenvolvendo com seu grupo. Para que existe o GOU? Nosso testemunho e nossa presença na Universidade provêm do nosso batismo e da Aliança que fizemos em torno de um sonho em comum. Essa experiência foi e é fundamentada na Palavra, revelada na Bíblia e apresentada na doutrina da Igreja. O grupo de oração na universidade não existe para que sintamos bem, usemos os dons ou para que façamos novas amizades. O GOU existe para que sejamos testemunhas autênticas e corajosas de Cristo. É isso que vai permitir que outros façam essa experiência. Qual é a diferença entre um GOU em andamento e um GOU novo? A diferença entre um GOU em andamento e um GOU novo, é que cada Coordenador/Servo têm um chamado. Uns é de continuar o trabalho que já existe e de outros é começar algo que não existe. Como Ocorrerá o Primeiro e outros Encontros? Não será você que vai falar, mas o Espírito do Pai que falará através você! Assim foi com os profetas, com os Discípulos em Pentecostes, com os Santos e Santos da Igreja, em Duquesne, em Viçosa e assim será com você, com todos que passarem pelo GOU, todos que servem e servirão nesta obra. A reunião do grupo de oração deve ser caracterizada pela Efusão do Espírito Santo e proporciona momentos específicos:

• Momento para Maria (terço, uma Ave-Maria, um mistério, um canto, etc.); • Cantos, dinâmicas, que expressem a alegria de estarem reunidos para louvar ao Senhor; • Forte momento de louvor a Deus; • Entrega da reunião; • Oração de efusão do Espírito Santo (deixar que o Espírito manifeste seus dons); • Reflexão, pregação de alguma palavra; • Acolhida dos novatos, apresentações; • Oração Final.

Obs.: Sempre iniciar e terminar as reuniões em nome da Santíssima Trindade. Incentivar a oração do “Glória ao Pai”. O coordenador deve orientar os membros do seu grupo a abrirem a boca para louvar a Deus, sem medo e vergonha. Jamais deve “forçar a barra” para a pessoa rezar, levantar as mãos. A pessoa deve ter liberdade. O GOU muitas vezes se torna até uma aula de catequese. Cabe ao coordenador instruir sobre valores da Igreja Católica quando for necessário. Como incentivar a participação de todos? Se estiver em um encontro, naturalmente, é por que queremos ouvir opiniões e analisar outros pontos de vista. Assim, é importante que as pessoas participem mesmo, e não apenas concordem com aquilo que está

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sendo exposto ou proposto pela coordenação. Muitos motivos podem levar os participantes à retratação durante um encontro. Alguns mais comuns: • Falta de preparação e intimidade com o assunto debatido; • Medo de rejeição; • Pressão de pessoas mais antigas, mais influentes, mais experientes etc. • Uma postura correta do Coordenador pode facilitar bastante as coisas. Geralmente perguntas bem feita

quebram o gelo e abrem espaço para novas participações.

Como evitar o excesso de participação? Nem todos os irmãos são calados durante os encontros. Muitos chegam a atrapalhar aos trabalhos pelo simples fato de tentarem participar demais. Vamos ver algumas dicas de como lidar com eles: • O tagarela: demora muito para expor a idéia. Procura exemplos complexos para tudo, quase

transformando o encontro em uma pregação. Dica: A melhor forma de lidar é esperar uma pequena pausa, e tomar a palavra, até mesmo usando como ponto de partida algum aspecto levantado pelo irmão. Então se leva a discussão para outro ponto.

• O brigão: alguns irmãos são sempre do contra. Independentemente do que faça, eles estão, o tempo todo, criticando e freqüentemente levam as coisas para o lado das pendengas pessoais. Não se precisa dizer que isso amarra muito o trabalho, além de gerar desconforto geral. Dica: Na maioria dos casos o melhor é exortar claramente logo no inicio da reunião que certas coisas não serão toleradas. Caso algum incidente se inicie, é fundamental que o Coordenador não permaneça calado assistindo como os demais. Utilize sua autoridade e exija o comportamento adequado. O restante da equipe certamente o apoiará.

• Os cochichadores: conversas paralelas e risadas fora de hora, apesar de parecerem inofensivas, geram desconcentração e fazem com algumas pessoas estejam sempre desatualizadas a respeito do que está sendo discutido. Dica: Basta fazer uma pequena pausa e esperar que os cochichadores “se toquem”. É bom, então, perguntar se o assunto se refere a todos e se desejam incluí-los na pauta. Convém, ainda, solicitar que isso não repita.

O que é ser um Coordenador de um Grupo de Oração? Antes de qualquer definição, ser Coordenador é ser um servo: “Assim como o Filho do homem veio, não para ser servido, mas para servir e dar sua vida em resgate por uma multidão” (Mateus 20, 28). “Não é a toa que na Renovação Carismática todos são servos. Jesus não somente indicou a nossa missão na Obra de Deus, mas também nos mostrou com que espírito deveria nos entregar à missão” (Dom Alberto Taveira). Isso significa ter maturidade o suficiente, para entender que o mistério da liderança, da RCC é o ser o servo de todos, ainda que estando a sua frente. O Coordenador, entretanto, é um líder, o qual mostra o caminho e aplaina o terreno para que os seus alcancem os objetivos. É responsável pela estrutura, pela reunião de oração, pelo grupo de oração, pela comunidade de oração Carismática na Universidade. Logo, ser Coordenador não é ser chefe. De chefes, o povo de Deus não precisa mesmo. O chefe é como aquele antigo “feitor” que existia apenas para forçar os outros ao trabalho. Por fim, vale lembrar que as coordenações na estrutura da RCC não constituem hierarquia alguma. Pelo contrário: as coordenações são simplesmente postos de serviço.

Características de um Coordenador de GOU Você quer fidelidade do seu povo? Você quer que membros de seu grupo façam cada uma a sua parte, mantendo a unidade a fim de que a obra cainhe ruma à vontade do Senhor? Você quer que seu rebanho confie em você, em sua Coordenação? Então conquiste a confiança do seu povo, faça com que eles verdadeiramente torçam a favor da sua coordenação. O melhor instrumento que se pode ter para alcançar esse nível de relacionamento é mesmo o do testemunho. No Reino de Deus a autoridade curiosamente só existe ao lado da humildade. Saiba mais algumas características que um Coordenador deve ter:

• Sabe gerar filhos e filhas de fé. • Precisa acreditar naquilo que fala. • Ter coragem na vida. • Ser cheio e Submisso ao Espírito Santo. • Deve ser um mestre na vida de oração. E mostra profundidade na sua oração pessoal ao grupo.

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• Ser conhecedor da palavra de Deus. • Ser espiritualmente sadio. Liberto e curado de todas as más influências do passado. • Ser sadio ou equilibrado com relação a sua sexualidade. • Sabe perdoar e pedir perdão. • É criativo e é sensível a realidade e as necessidades do Grupo de Oração.

Os Dez Mandamentos de um Bom Coordenador de GOU A missão do coordenador não se limita a reunir um grupo de pessoas para louvar e ouvir a palavra, não se limita a preparar uma reunião alegre em que todos cantam e não acaba quando termina a reunião de oração, na qual houve bons testemunhos e ou curas. O coordenador precisa: 1. Ter visão do objetivo do Grupo Um bom coordenador de um GOU deve ter visão do objetivo do grupo e saber em que direção deve caminhar e ao mesmo tempo continuar aprofundando seus conhecimentos, através de formações, Encontros estadual e Nacional (ENUCC) e leituras. Precisa desejar que os encontros sejam uma fonte de graças do Senhor no nosso meio 2. Entender a Estrutura do GOU Tem uma metodologia de trabalho que faz com que os outros descubram as pistas concretas para chegar ao objetivo previsto. Não é imediatista. É paciente. Entende o processo de reflexão/ação, teoria/práxis é um processo lento. 3. Saber conduzir uma reunião O coordenador deve cuidar para que o grupo não se desvie do tema da reunião, para não desperdiçar tempo. Ele/ela faz um trabalho de "saca - rolha": procura tirar as idéias dos participantes, levando-os a descobrir os melhores caminhos e a tirar as suas próprias conclusões. Ele/ela aprendeu a arte de fazer perguntas, como Jesus fazia. Muitas vezes, nos Evangelhos, Jesus fazia questão de não dar uma solução pronta, mas devolvia a pergunta aos seus interrogados, para que pudessem descobrir por si. O coordenador sabe manter silêncio, mesmo quando enxerga as soluções que não são percebidas pelos outros. Assim, ele/ela não mata a discussão. Guarda os 'cartuchos' para o fim, falando depois dos outros. Normalmente ele/ela deve ter uma visão mais ampla do que os outros elementos do grupo e, portanto, tem um cabide na cabeça para pendurar as perguntas que despertam para uma consciência critica. O cabide o ajuda também a devolver aos participantes as suas próprias idéias, de maneira sistematizada e sintetizada, para que o grupo possa dar um passo adiante. Para facilitar este trabalho, o coordenador anota palavras ou frases que fazem lembrar as idéias mais importantes que surgiram no grupo. O coordenador também pode usar dinâmicas variadas. 4. Ser bom cobrador Uma das funções principais do coordenador é a de cobrar funções e ações decididas pelo grupo, e não fazer as coisas que os outros podem fazer. A cobrança desperta o senso de responsabilidade e faz com que os jovens levem a sério as decisões que eles mesmos tomaram. Valoriza os passos dados. 5. Organizar o tempo: uma prioridade O Coordenador cronometra antes as diferentes partes da reunião e procurar seguir a risca essa divisão do tempo. Deve-se prorrogar o tempo só quando o grupo todo pedir. Ele dá exemplo de pontualidade. A reunião deve começar na hora marcada, mesmo com a presença de dois ou três membros. A falta de pontualidade é um desrespeito para com os outros. A insistência na pontualidade cria um ambiente de seriedade e responsabilidade. Caso não possa comparecer, precisa indicar um substituto. O bom Coordenador não é simplesmente aquele que tem muito tempo para doar ao Senhor e a sua Obra, mas sim aquele que sabe administrar seu tempo da melhor maneira possível. 6. Ter boa capacidade de organização O coordenador deve ter a capacidade de organizar bem o Grupo para que haja planejamento,

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acompanhamento e avaliação crítica, mas sem cair num sistema burocrático. Mesmo que seja uma reunião mais simples, não custa nada registrar em ata as decisões, comentários, idéias, sugestões, reflexões, etc. Basta indicar alguém que sirva de “secretário” do encontro. Ele nunca trabalha sozinho, mas sempre em equipe (núcleo e intercessão): As decisões são tomadas em conjunto, as funções são distribuídas e cobradas. A avaliação deve ser preparada para que não se fique no geral, para que se possa chegar a decisões concretas e sentir o avanço do grupo. Não cai no erro de queimar etapas e tem bom senso e paciência histórica. 7. Saber despertar novas lideranças O coordenador deve ter a capacidade de colocar o jovem certo na função certa. Sabe delegar funções e ensinar aos servos a fazer o mesmo. Precisa desenvolver a capacidade de perceber os diferentes talentos dos jovens do seu grupo e colocá-los em situações onde possam desenvolver seus talentos e, assim despertar novas lideranças. E deve formar os novos coordenadores, para que fiquem melhor que nós. E escolhe seu sucessor com a ajuda do Espírito Santo. 8. Dar testemunho de vida coerente Ele arrasta os outros mais pelo exemplo de vida que pelos conhecimentos teóricos, não aceitando ditado popular: "Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço". É um homem de fé. Não precisa, necessariamente, ter muita formação, mas basta querer acreditar. Trata-se de alguém que entende que a preparação mais importante para coordenar um grupo deve acontecer dentro dele mesmo. Deve estar em sintonia com ele mesmo para saber por que fala e faz certas coisas. Com autoconhecimento que adquire, através de uma interiorização constante, tem mais capacidade de aceitar os outros como são. Os bate-papos informais antes da reunião são muito importantes. Quando o coordenador quer realmente bem ao grupo e se interessa por ele, o grupo caminha. 9. Ter empatia O coordenador deve ter empatia para com os membros do grupo. Deve sentir quando alguns estão deixados de lado e não estão participando. Os Universitários vão se interessar pelo grupo na medida em que participarem e se sentirem valorizados. Quando o coordenador não tem essa sensibilidade, domina demais o grupo e dá uma de "professor" na reunião. 10. Ser entusiasmado O coordenador deve ser uma pessoa animada para que o grupo também se entusiasme. O entusiasmo é como uma doença contagiosa. Quem entra em contato com ele, pega. O contrário também é verdade. Um coordenador desanimado e negativo é como um coveiro cavando a cova para o seu grupo. Qual é o sentido da palavra "União" em um GOU? Estar juntos para nós é imprescindível, mas não apenas em uma Reunião do GOU ou nos encontros (ENUCC), mas na vida. Por isso, uma grande marca do MUR é o sentimento de família que a grande maioria dos participantes têm. Não há fronteiras ou distâncias físicas, por que o Sonho que está no seu coração, e é o mesmo que está no coração daquele estudante ou profissional lá do Norte, Nordeste, Sul, Centro-Oeste e até mesmo fora do país. O Sonho nos Une, nos faz irmãos, nos torna participantes de um mesmo projeto. Algumas questões foram formuladas a fim de fazer com que você reflita e se questione sobre como está a repercussão do seu GOU:

• As pessoas que vão ao seu grupo voltam? • As pessoas do seu grupo tem sido transformadas na fé? • Qual o credo religioso da maioria dos participantes? Só participam católicos? Pense nisso. • Como é a vida sacramental dos membros? • Como é o relacionamento fora do grupo? Amizade, companheirismo? • O seu grupo tem núcleo ou tudo fica na mão do coordenador? • O seu grupo “incomoda” ou é indiferente a Faculdade?

O GOU precisa ser muito mais que um simples grupo dentro da Faculdade. Devem obediência, ao Ministério Universidades Renovadas, que é obediente à RCC, que é Igreja Católica Apostólica Romana!!! Missão não acaba quando forma-se o núcleo ou o coordenador, pois não é fruto de um plano humano, mas vontade de Deus e convite especial de Deus. "Ai de nós se não prepararmos pessoas melhores que nós

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para assumirem nossos lugares.” É este sonho em "comum", alimentado pelo Espírito do Pai, que nos alimenta e nos faz um, com Jesus. Caso ao Contrário, desistimos de sonhar, devido aos obstáculos e desafios que vão aparecendo, cada vez mais e maiores. Como fortalecer/criar um grupo? A primeira coisa importante é estar em oração, pedindo a Deus que abra as oportunidades de evangelização no seu meio específico (universidade) e que conduza até você mais pessoas para lhe ajudarem na missão. Os grupos se iniciam com dois ou três membros que se reúnem semanalmente em algum local da faculdade para rezar sobre o futuro do grupo. É preciso que as pessoas que compõem esse grupo de intercessão inicial tenham forte no coração o chamado de evangelização universitária. No início o núcleo talvez seja uma só pessoa. Por isso, a conversa e orientação com um padre, que não é obrigatória, servirão para trazer experiência, sabedoria de Deus e nos manter ligados à nossa Igreja e comunidade. Quanto a abrir o grupo à participação de outros alunos, isso vai do discernimento do núcleo. Veja que todas as decisões passam pelo núcleo! Grande é a sua importância e sua existência. Deve sempre estar forte e em uma oração contagiante. Importante estar atento aos dons carismáticos e ao que Deus nos chama: “Não sereis vós que falareis, mas Eu que falarei em vós”. Maturidade e exercícios dos dons que nos são dados pelo Senhor. Quando o núcleo já está maduro, a sede de anunciar a palavra e a salvação que vem do nosso Rei Jesus se manifesta e contagia nossos próximos, sejam eles professores ou colegas de classe. Não há servos, há rotatividade de pessoas, o grupo está enfraquecido. Logo, precisa-se de pessoas mais convictas, de vivência católica, que entendesse a dimensão da Evangelização das Universidades, proposta pela igreja. Como alcançar a fidelidade do povo em um GOU? Você quer fidelidade do seu povo? Você quer que membros de seu grupo façam cada uma a sua parte, mantendo a unidade a fim de que a obra caminhe rumo à vontade do Senhor? Você quer que seu rebanho confie em você, em sua Coordenação? Então conquiste a confiança do seu povo, faça com que eles verdadeiramente torçam a favor da sua coordenação. O melhor instrumento que se pode ter para alcançar esse nível de relacionamento é mesmo o testemunho. No Reino de Deus a autoridade curiosamente só existe ao lado da humildade. Como Intensificar a Oração pessoal no Grupo? Assim, sente que o povo precisa intensificar mais a oração pessoal, não limite-se apenas a ordenar que todos sejam fiéis nisso. Claro que é importante a orientação nesse sentido, mas o que se pode fazer de melhor é mostrar no dia-a-dia os reflexos benéficos da oração pessoal. Se as pessoas perceberem que você é alguém feliz, vence os desafios pelo poder do Espírito, que simplesmente caminha tranquilamente por sobre as dificuldades. Os Luquinhas acabarão por desejar viver a mesma coisa e naturalmente irá voltar-se para a oração pessoal. Importância da Música em um GOU A música é importantíssima e deve ser adequada ao momento da reunião do grupo, com instrumento ou não. O ideal são músicas fáceis e comuns. Se tiver alguém que tenha o dom de tocar algum instrumento, como o violão. O uso de algum instrumento ajuda em muito os encontros de oração. A música deve estar em total comunhão com o sentido do encontro daquele dia. A participação nos corais da faculdade ou o uso de folhas com as letras das músicas ajuda e enriquece o encontro. É importante que o músico participe do núcleo do grupo, para estar em total sintonia sobre os acontecimentos e condução da reunião. Gestos ou coreografias ajudam a perder a timidez de louvar a Deus. Podem ser músicas mais antigas ou não. O importante é que os participantes se sintam atraídos pela música e pela Oração de louvor a que ela nos conduz. Como divulgar o grupo? A divulgação pode ser de várias maneiras: cartazes, boca a boca, panfletagem. Cartazes alegres e coloridos realizam bem sua função, quando pregados de sala em sala, corredores e painéis. Você estará

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chamando a atenção de pessoas formadoras de opinião, em sua maioria. O boca a boca dará mais trabalho, ou através de uma simples conversa ou da observação de camisas e cruzes que os colegas da faculdade trazem consigo. A panfletagem pode ser realizada durante as matrículas dos calouros. Panfletos inteligentes e de bom gosto deve ser estudados, como marcadores de livro em papel cartão, com a impressão do calendário de aulas da escola. Se não tivermos a permissão da Universidade para o GOU? Se a Universidade trancar as salas de aula, faça a reunião no corredor. Se ela apagar a luz do corredor, faça no banheiro. Se apagarem a luz no Bloco/Andar faça a luz de velas. "...Em verdade vos digo: se tiverdes fé, como um grão de mostarda, direis a esta montanha: Transporta-te daqui para lá, e ela irá; e nada vos será impossível..."(São Mateus 17,20). Conquiste a Universidade, seja insistente e tenha muita fé. Como ter uma visão de um rumo para o GOU? “O importante é que você não perca de vista aquilo que o Senhor coloca em seu coração em relação aos rumos para seu povo. Nada, nem mesmo as próprias coisas da Secretaria, podem enevoar essa visão” (Sidney Telles, Ex Secretário Ágape Nacional). Aos poucos se percebe que muitos dos Coordenadores perdem tempo demais resolvendo pequenos problemas, solucionando pormenores e afastam-se do que é essencial. “Uma tentação freqüente dos dirigentes é o seu complexo messiânico, crendo-se insubstituíveis, caindo na auto-suficiência que nos conduz ao isolamento. Por isso, o grande tormento dos ditadores é o preço da solidão que devem pagar. Decidem sozinhos como se fossem absolutamente indispensáveis, e os demais [passam a considerá-lo] acima de qualquer fronteira da amizade. E não podem [nem] ter amigos, pois a amizade só acontece entre iguais.” (Prado Flores). Não está somente se falando das vantagens do trabalho em equipe no se diz respeito à execução de tarefas. Mas, o Coordenador não pode ser um simples “resolvedor de problemas”, pois seu chamado é muito maior que isso. O Coordenador tem a missão te a missão maior de guiar o povo em direção que o Senhor tem reservado mais a frente, tudo o que atrapalha, emperra, amarra, impede essa missão seja levada a cabo deve ser oportunamente delegado a pessoas de confiança, pois a obra não pode parar. Assim, três pontos são importantíssimos no desenvolvimento do que falamos até aqui: Escuta – Se você não está em oração e não escuta o que Deus quer falar como espera que ELE revele seus planos? Avaliação – Quando colocamos frente a frente à visão que Deus nos dá para a Obra e aquilo que atualmente estamos realizando. Então podemos perceber se as coisas estão acontecendo conforme o que ELE nos coloca no coração. Ação – Somente saber que algo precisa ser mudado não adianta muita coisa. Dê o passo, vire a mesa: confie as tarefas secundarias aos irmãos que o Senhor lhe concede e assuma a condução do povo, pois foi para isso você foi chamado. Tenho medo errar, o que faço? O Coordenador tenta, tenta e não se cansa de tentar. O resultado é sempre a conseqüência de uma tentativa (quase nunca a primeira). Jesus também faz assim: “... procuro abrigo nos corações, de porta em porta desejo entrar, se ninguém me acolhe com gratidão...” (Apocalipse 3, 20). Decorrência de tantas tentativas também serão os erros. O bom líder acaba errando muito também. E não precisamos ter medo disso. Só não erra quem não faz nada e não fazer nada pode ser o maior dos erros. Não há como fugir, o jeito é mergulhar. Nisso, os cristãos, possui uma grande vantagem – a cultura do perdão. É bem simples: quem não tem medo de pedir perdão, não tem medo de errar. Portanto, Que o nosso medo de errar, jamais ofusque nossa sede de acertar. O que é Núcleo de Grupo de Oração? Todo grupo de oração carismático tem um pequeno grupo de pessoas que assume o grupo todo em suas orações sacrifícios e ministério. Esse grupo deve ser de pessoas intimamente ligadas ao Coordenador. Que o auxiliam ao conduzir às reuniões de oração. Assim sendo essa definição, algumas considerações passam a ser importantes, que as observemos na formação desse núcleo, com efeito, as pessoas que fazem parte, já que se tem uma reunião de oração para coordenar. Precisa-se de alguém que coordene essas reuniões de oração, então a primeira sugestão: Sempre essa reunião precisa de um coordenador. E junto com esse coordenador, de acordo com as necessidades, que este percebe nas reuniões de oração, são escolhidas, pessoas que tem certa intimidade (ligação) com o coordenador. Para com ele compor a equipe responsável pela realização, organização, manifestação de Deus nas reuniões de oração.

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Todo GOU deve ter um núcleo, é importante para uma comunidade que queira crescer, tenha um núcleo. No entanto, o Coordenador pelo melhor que seja, ele não consegue fazer tudo sozinho.

Quantas pessoas devem fazer parte do núcleo do GOU? Não há regra. Mas tudo depende da capacidade dessas pessoas pastorearem, de cuidarem, de acompanharem, da disponibilidade para atendimento. Normalmente, uma pessoa para cada dez membros do Grupo de Oração. Se um Grupo tem 20 pessoas, de 3 a 5 servos, estará de bom tamanho. Tudo dependerá, também, do tamanho da obra de evangelização na universidade.

Características relacionadas a esse grupo que forma o Núcleo: A principal característica de um grupo que tenha compromissos semanais definidos, então as pessoas (que são membros do núcleo ou que são candidatas, ou que serão futuramente membros) pelo coordenador convocadas para estar no núcleo devem conhecer outras características como:

1º. Deve-ser ter intimidade com o coordenador. Deve-se falar a mesma língua que ele, facilidade no trato com ele. Se não há respeito pelo coordenador, não serve para participar do núcleo. O Coordenador e as pessoas, que entram no núcleo devem ter essa sensibilidade. Se não estão com esse grau de liberdade ou intimidade, deve-se, ainda, ser trabalhada essa questão, antes que a pessoa seja convocada para participar do núcleo.

2º. A pessoa deve ser informada que ela tem que ter compromissos semanais. Não abandonar o grupo por compromissos (Viagens, provas, etc.), já que assumiu um compromisso pré-estabelecido e deve-se ser fiel a esses compromissos. Fidelidade às reuniões, quer seja de núcleo ou de oração.

3º. Fidelidade ao horário, Não devemos dar a nossa sobra a Deus, e sim dar o melhor de nós. Acontecem percalços na vida de todos, como ter que estudar para provas, que você estude antes. Então, deve-se planejar a vida e colocar prioridades na ordem das coisas que devemos fazer. Para que não ficar em situação delicada e tem-se que ser infiel com os compromissos com o Senhor.

4º. É importante saber que nesse compromisso semanal, na reunião de núcleo, que é um horário extra, a reunião de oração algumas características são exercitadas ou alguns fatos acontecem:

Na reunião de núcleo, as pessoas que estão no núcleo são chamadas a exercitar o amor, o perdão, o crescimento mutuo. O núcleo é o local, o qual vai receber o nosso abastecimento, é onde se é amado, se é curado e é o local que se prepara reunião de oração. Os servos, para serem membros desse núcleo deve se encaixar nas necessidades que o grupo possui. Devem possuir características que complementam as atividades que o Coordenador tem que desempenhar no grupo. Isso é o chamado de Deus, porém a convocação parte do Coordenador.

5º. O Núcleo é local de serviço apostólico e pastoral, não é local de status ou de show. Quer seja como intercessor, pregador, como acolhedor, como Coordenador, deve-se ter em mente que o núcleo é local onde se exercita o dom do serviço. É um local onde é exercido um serviço de bom coração, de bom grado. O Núcleo tem funções pré-definidas, algumas pessoas crescem no ministério de intercessão, outras no ministério de pregação, outras no ministério da música, outras no ministério da acolhida, ou melhor, no serviço. Deve ficar claro que, enquanto, os servos trabalham para que outros recebam a graça de Deus, tem-se a competência de distribuir o pão que sacia que o Senhor prepara. Se a função for muito bem realizada, aqueles que a realizaram, serão muito mais saciados.

6º. Os membros do núcleo são escolhidos pelo Senhor. São convocados pelo Coordenador e também, são demitidos pelo ele. E é ele que presta contas das ovelhas que são conduzidas ao grupo de oração dele, ao Senhor. Junto com ele, as pessoas que formam o núcleo. Assim, a coordenação sabe quais são as necessidades prioritárias para que uma reunião de GOU seja oferecida aos Luquinhas, e sabe bem o perfil das pessoas que vai chamar, como um “Chamado do Senhor”. Devem-se ser escolhidas, as pessoas, pelo discernimento espiritual.

7º. A obediência no Reino de Deus não é uma obrigação que se impõe, é um ato de amor a Obra, uma decisão que visa primeiramente manter a unidade. A Unidade é a chave. Somente por causa da Unidade, a obediência faz sentido. Contudo, não se obedece ao Coordenador por achar que ele está sempre certo, muito menos por considerá-lo a pessoa mais capacitada para decisões. Obedeça em nome da Unidade, para que aconteça Pentecostes e não Babel no MUR. Precisa-se entender que Deus não obriga ninguém a fazer nada, nas coisas dELE valem os movimentos do coração, a espontaneidade daqueles que agem por amor.

Quem pode pertencer ao Núcleo do GOU?

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• Pessoas que queiram dividir as suas experiências com o Senhor, e com os demais participantes do GOU. Devem-se ter uma atitude de abertura, de doação, de divisão do seu coração daquilo que é uma riqueza, uma atitude de partilha da experiência de Deus e dividi-las com os irmãos. E percebe-se isso quando há divisão, quando Deus atende aos comandos do Coordenador.

• Pessoas responsáveis, antes de serem convidadas, têm quer ser testadas com pequenas atividades. Se ela é responsável no pouco, provavelmente será responsável no muito.

• São pessoas que são submissas e obedientes, como Jesus foi obediente e dócil as vontades do PAI. O servo deve ser submisso ao Coordenador com disciplina. O servo deve fazer aquilo que tem ser feito e não aquilo que se quer fazer esta a arte da disciplina. Por que Deus quer conduzir a reunião para uma direção e se vai para outra.

• Pessoas reconhecidas, de que são portadoras de um hábito exemplar, o hábito da oração pessoal. Ter momentos de falar com Deus e escutar o que ELE tem dizer. Deve-se ter a vida alimentada, subsidiada pela palavra de Deus, que deixa Deus falar e ELE os orienta. Deve-se ser pessoas de oração assídua, firme, forte, estável. Também, deve-se ser pessoas de oração comunitária, que sejam fiéis as reuniões do GOU, que sejam fiéis as propostas durante a reunião de oração. No entanto, tenham a oração espontânea, com liberdade, sejam livres para falar em público.

• Pessoas que têm sempre a certeza que Deus está falando ao seu coração, e que quando se fala se fala a Deus.

• Pessoas que tem uma vida sacramental, que estejam inseridas no contexto da igreja. Pessoas que se confessam periodicamente, freqüentam a missa (pelo menos uma vez por semana), sabem da importância dos sacramentos da vida de Jesus Cristo e praticam jejum e abstinências.

• Pessoas que possuem conhecimento básico e prévio dos carismas do Espírito Santo. • Pessoas que possuem disposição para coisas novas, não se acomodam com o antigo, não tem medo do

novo e que não se conta com os direitos adquiridos. • Pessoas que sabem se calar no momento certo. O servo deve se expressar para auxiliar ao Coordenador

para mudar de profundidade. Pessoa deve humilde, caso seja chamada a atenção, e deve ser abertas exortação da autoridade constituída.

• Pessoas que não tem dúvidas básicas de assuntos sobre a fé. • Pessoas que são alegres. Rabugentas não estão prontas para o núcleo de oração. Essa alegria é fruto

do relacionamento com o Senhor. E a graça que ELE coloca na vida. • Pessoas que tem disposição para o estudo, para que cresça. E ao crescer experimente a riqueza da

nossa fé através da palavra de Deus e através de outros documentos. • Pessoas que tem disposição ao convívio social do núcleo.

Os membros do núcleo devem contribuir em tudo com o coordenador, sendo responsáveis e fiéis ao trabalho que o próprio Deus lhe confiou. É de grande importância que os membros do núcleo sejam submissos e saibam ouvir o coordenador que recebeu de Deus uma graça especial para coordenar. Além da responsabilidade e fidelidade, é indispensável estar sempre disponível para assumir tarefas. Quem não pode participar do Núcleo?

• Pessoas que fazem mal uso dos dons e carismas que o Espírito Santo oferece. São pessoas que usam os dons para aparecer.

• Pessoas que perturbam e causam a falta da paz dos irmãos. • Pessoas que são muito impulsivas. Não possuem autodomínio. • Pessoas que são muito faladeiras. • Pessoas que são muito vaidosas ou muito exageradas. • Pessoas que são infiéis. Não dispõe de tempo ao grupo. • Pessoas que não são maduras afetivamente.

Quando o grupo não tem pessoas com as características necessárias para formar o núcleo? Faz-se necessário gerar/conceber essas pessoas e trazê-las a luz. Gerá-las em Deus e no Espírito. Se grupo precisa de músicos, faz-se importante que aos poucos devem ser lançados estímulos para que apareçam futuramente servos músicos. Se há interesse em determinada área, estimule com uma formação. Essas pessoas devem se estimuladas a crescerem e a externarem suas vontades com relação a

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determinados carismas.

O que é Intercessão? O intercessor "fica na brecha", suplicando e clamando a Deus em favor de alguém. Sofre a dor do irmão por quem intercede. Fala a Deus sobre as necessidades da pessoa por quem ora. Insiste em chorar para que o irmão seja atendido. A intercessão é serviço (carregar os irmãos nos joelhos dobrados), é luta (afastar o opressor sobre a pessoa ou a situação), é sofrimento (nos colocarmos na brecha em favor do irmão e partilharmos de seu sofrimento e ajudar a levar esse peso), é partilha (partilhar do sofrimento do irmão), é exercício de autoridade (podemos tomar a autoridade que nos foi dada em nome de Jesus, libertar nossos irmãos das opressões e obsessões) e é vitória (porque é ligada a vitória infinita de Jesus). O que é o Grupo de intercessão? É um grupo menor, formado por participantes do Grupo de Oração que se reúnem para interceder pelas necessidades do Grupo. Por ser um pequeno grupo, deve ser constituídos por pessoas desse mesmo GOU. Os participantes do grupo de intercessão são discernidos pelo núcleo do GOU a qual pertecem. Para formar o grupo de intercessão, o núcleo deve orar, jejuar e pedir ao Espírito Santo discernimento para escolher as pessoas que farão parte do grupo de intercessão. Quais são os Critérios para a Escolha de Intercessores? • Seja uma pessoa responsável e madura na fé; • Que tenha a vida Sacramental na fé; • Que seja sigilosa e discreta; • Que seja de confiança da coordenação; • Que assuma o compromisso de reunir-se semanalmente para a intercessão; • Que seja sincera e humilde; • Que seja assídua no grupo de oração;

Conclusão: O Ministério nasceu para você! O Sonho não cabe na nossa cabeça, mas pelo Espírito Santo, ele vai sendo revelado ao coração. E essa revelação se dá gradativamente, na medida da nossa fidelidade. Bibliografia: 1. Os Dez Mandamentos de um Bom Coordenador Site: (http://www.cnbbo2.org.br/) feito 15/04/2002 pelo Pe. Jorge Boran, cssp, Presidente do CCJ. 2. Livro "Dai-lhes Vós Mesmos de Comer", escrito por Ivna Sá dos Santos em 2004. Editora: Itapuã Editora e Gráfica 3. Conhecendo o PUR - Informações retiradas do Site (http://www.universidadesrenovadas.com/) em 2007. 4. Intercessão na RCC - escrito por Maria Lúcia Vianna, 6° Edição em 2006. Editora: Santuário 5. Socorro, sou um Coordenador - escrito por João Valter Ferreira Filho, Série: RCC – Novo Milênio, 5° Edição em 2007. Editora: Santuário. 6. Curso de Núcleo - Informações retiradas do áudio da Pregação do Mococa, do Site (http://www.universidadesrenovadas.com/) em 2007.