Ensino Magazine Edição nº184

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Edição em papel digital de Junho de 2013.

Text of Ensino Magazine Edição nº184

  • JUNHO 2013 /// 01

    O homem que escreveu Mandela

    pub pub

    entrevista

    C ensinO JOveM

    C P 26 e 27

    C P 3 e 4

    institutos Politcnicosvalem milhes

    castelO brancO e viseu

    C P 10 e 12

    Autorizado a circular em invlucro fechado de plstico.Autorizao n DE01482012SNC/GSCCS

    junho 2013Diretor Fundador

    Joo Ruivo

    DiretorJoo Carrega

    Publicao Mensal Ano XVI K No184

    Distribuio Gratuita

    www.ensino.euAssinatura anual: 15 euros

    Direitos

    res

    erva

    dos H

    Lusa sobral

    Coordenao Portugal

    C P 24

    Pgina 25

    Joaquim Mourato toma posse

    POrtalegre

    C P 16

    ubi e universia com acordo para emprego

    universiDaDe

    C P 5

    gata rOquette, nutriciOnista eM entrevista

    Fazer dieta no nenhum 31Chama-se gata Roquette e a nutricionista que explica como emagrecer sem privar-se de nada. Ou quase nada. Afinal fazer dieta pode no ser um 31.

    Os novos desafios da universidade de vora

    aniversriO

    C P 8

    Entre o jazz e o pop

  • 02 /// JUNHO 2013

    Publicidade

    cursos reconhecidos

    Pases esto satisfeitos

    POrtugal brasil

    acOrDO OrtOgrFicO

    6 Declarao Conjunta da XI Cimeira Portugal Bra-sil que decorreu , no dia 10 de junho, em Lisboa refere que o intercmbio acad-mico um dos aspetos mais auspiciosos do re-lacionamento entre os dois pases.

    Os dois chefes de Go-

    verno salientaram a presen-a em Portugal de cerca de sete mil estudantes brasi-leiros, ao abrigo de diversos programas de cooperao, como um dos desenvolvi-mentos mais auspiciosos do relacionamento bilateral, nos ltimos anos, refere o documento.

    O primeiro-ministro, Pas-sos Coelho, manifestou dis-ponibilidade para continuar a receber doutorandos brasilei-ros em centros de excelncia portuguesa, vontade igual-mente partilhada por Dilma Rousseff, refere a nota final da XI Cimeira entre os dois pases divulgado, aps o

    6 Portugal e Brasil acolheram com satis-fao os contactos no quadro da CPLP para a ela-borao dos Vocabulrios Ortogrficos Nacionais e reafirmaram que o acordo ortogrfico entra em vigor em 2015, nos dois pases.

    Tendo em conta que o Acordo Ortogrfico da Lngua Portuguesa (AOLP) entrar em vigor defini-tivamente em Portugal e no Brasil em maio e em dezembro de 2015, res-petivamente, ambos os governantes reiteraram a importncia da plena aplicao do AOLP em to-dos os pases membros da Comunidade dos Pa-ses de Lngua Portuguesa (CPLP), como forma de

    no quadro da visita da Presidente Dilma Rousseff a Portugal.

    Abre-se um caminho institucional, orgnico, com regras para que haja um sistema mais fcil de ttulos acadmicos onde existia um problema com engenharia e com arquite-tura, embora por caminhos diferenciados, acrescentou Paulo Portas, que exortou as ordens profissionais dos respetivos setores a conti-nuarem o trabalho diplom-tico que foi desenvolvido entre os dois pases.

    O acordo entre as uni-versidades e o passo que ns damos aqui muito importante e espero que o mesmo sentido construtivo venha a existir entre as or-dens profissionais dos dois pases, disse o ministro dos Negcios Estrangeiros.

    O ttulo acadmico est reconhecido, com regras. No h razo para que os ttulos no sejam reconhe-cidos e a possibilidade de exerccio profissional no seja reconhecida, subli-nhou Portas. K

    contribuir para o reforo da internacionalizao da lngua portuguesa, refe-re a Declarao Conjunta da XI Portugal-Brasil que decorreu hoje em Lisboa, entre o primeiro-ministro Pedro Passos Coelho e a chefe de Estado brasilei-ra, Dilma Rousseff.

    Os dois mandatrios acolheram, com satisfa-o, os entendimentos mantidos no mbito da CPLP com vista elabo-rao dos Vocabulrios Ortogrficos Nacionais e a ulterior elaborao a partir destes, de um Vocabulrio Ortogrfico Comum, que consolidar, tanto o lxico comum como as especifi-cidades de cada pas, re-fere a nota. K

    encontro entre a presidente brasileira e o chefe do Exe-cutivo portugus, em Lisboa.

    Os dois governantes congratularam-se ainda pela assinatura do acordo entre a Associao Nacional de Dirigentes de Instituies Federais de Ensino Superior do Brasil e o Conselho de

    Reitores das Universidades Portuguesas para a Equiva-lncia, Reconhecimento e Revalidao de Diplomas de Graduao nas reas de Ar-quitetura e Engenharia.

    O ministro de Estado e dos Negcios Estrangeiros, Paulo Portas e o ministro das Relaes Exteriores do Brasil, Antnio Patriota assi-naram hoje no Palcio das Necessidades, em Lisboa, acordos na rea da educa-o e ensino superior de que se destaca o reconhe-cimento e certificao dos cursos de arquitetura e en-genharia.

    Ns tnhamos um pro-blema, engenheiros por-tugueses muito qualifica-dos que no conseguiam exercer a sua profisso no Brasil. Qual era a razo? O reconhecimento do seu t-tulo acadmico. Em vez de nos pormos com microfo-nes a protestar uns contra os outros, arregaamos as mangas e pusemo-nos a trabalhar, disse Paulo Por-tas que referiu que queria assinalar este 10 de Junho com resultados prticos,

    Miguel A. Lopes/Lusa H

  • JUNHO 2013 /// 03

    6 Sugere dietas, mas o seu ltimo ano foi gordo. Os pedidos de consultas e os livros vendidos projetaram-na para um inesperado mediatismo. Chama-se gata Roquette e a nutricionista que explica como emagrecer sem privar-se de nada. Ou quase nada. O que a gata tem?

    J lhe chamam a nutricionista da moda. quais as razes que explicam o sucesso dos dois livros editados at ao momento?

    Os meus livros so escritos na primei-ra pessoa e so para ser lidos como se os leitores estivessem numa consulta em frente a um nutricionista. Tanto A dieta dos 31 dias, como as As regras de ouro foram editados com o objetivo de facilitar a vida de pessoas que so, por natureza, desorganizadas, nomeadamente em rela-o sua alimentao. Outro objetivo que procurei concretizar foi o mtodo das con-sultas quinzenais para o livro, de forma a conferir mais realismo aos conselhos que so dados.

    as pessoas procuram-na mais por moti-vos de sade ou h uma grande obsesso pelo corpo?

    Eu diria que h um grande equilbrio nos motivos da procura. No meu caso pes-soal, penso que 50 por cento dos que re-correm aos meus servios o fazem por ra-zes de natureza esttica como o caso dos meus pacientes que vivem na Linha do Estoril e como adoram praia, fazem tudo por perder 2 ou 3 quilos, apenas por vai-dade. Mas a outra metade f-lo por razes de sade, recomendadas por mdicos de clnica geral. Tambm h o caso das se-nhoras que aumentam de peso durante a gravidez e constato, tambm, que se tem notado um grande incremento do nmero de homens nas minhas consultas.

    O seu lema que possvel perder peso, sem violentar demasiado o dia a dia. Pensa que o termo dieta ainda est muito estigmatizado entre ns?

    Basicamente eu procuro passar a men-sagem que possvel fazer dieta sem pas-sar fome. E procuro desmistificar o concei-to de rigidez associado dieta, ao referir que possvel ingerir, por exemplo, ham-brgers, ovo estrelado e queijo gratinado, durante a dieta dos 31 dias. Por exemplo, no acredito na dieta sem po. Ele tem de existir ao pequeno almoo. E sem dramas institucionalizo o chamado dia da asnei-ra, onde se pode ultrapassar o risco.

    no seu mais recente livro, as regras de ouro descreve 50 dicas/receitas para emagrecer sem passar fome. quais as mais importantes que destacaria?

    Primeiro que tudo h regras negoci-

    Fazer dieta no nenhum 31gata rOquette, nutriciOnista

    veis, mas h outras inegociveis (hidra-tos de carbono fora da alimentao, pelo menos ao jantar, por exemplo, arroz, po, massa, feijo e gro). Depois h estrat-gias para no estragar a dieta e orientar a pessoa, nomeadamente o modo de com-pensar os eventuais erros cometidos. De qualquer forma convm no dramatizar. Se a dieta acontecer no vero no vem o mal ao mundo se for dada uma facadinha com um gelado ou uma bola de Berlim na ida praia.

    esta dieta exige uma elevada dose de

    disciplina e querer por parte de quem a pratica?

    preciso motivao. Visto que o ob-jetivo perder peso, isso s depende da pessoa. Eu observo os meus pacientes de quinze em quinze dias, o que faz com que eles se sintam sempre acompanha-dos e, de algum modo, pressionados. Um dado curioso que tenho constatado que as pessoas que leram o livro conseguem perder mais peso do que os meus pacien-tes das consultas. Eu costumo dizer que possvel conseguir fechar a boca so-

    zinho e sem ajuda, mas estou em crer que muito mais giro faz-lo com ajuda e um acompanhamento regular.

    D consultas de segunda a sexta no es-toril e em lisboa. sei que tem uma mdia de 30 consultas dirias. O nmero de pa-cientes que a procuram aumentou desde o lanamento do livro?

    Sem dvida. No meu consultrio no Es-toril j tenho duas nutricionistas a traba-lhar comigo, de forma a responder s in-meras solicitaes. H dias em que dou 12 horas de consultas, outras apenas 6. Para amanh tenho 48 consultas marcadas, mas um nmero absolutamente excecional e que s aceito pela proximidade com o tem-po de praia. Outro fator que pode expli-car o grande interesse das pessoas que adotei uma preo acessvel para as minhas consultas. Como o tempo escasseia, criei uma pgina no Facebook intitulada A die-ta dos 31 dias, onde com a regularidade possvel, procuro responder s questes mais frequentes, quer atravs de posts, quer atravs de mensagens privadas.

    teme que estas suas regras e conselhos sejam confundidos com as dietas mgicas?

    Claro que no. Eu acredito piamente nesta dieta, at porque so dietas j co-nhecidas tendo por base as chamadas die-tas proteicas ou semi proteicas. Limitei-me a fazer algumas variaes, adequadas dieta portuguesa. Admito que os primeiros 3 ou 4 dias sejam de grande sofrimento e de difcil adaptao, mas passada essa fase inicial o organi