Inicia§£o Infantil a Flauta Transversal - UFMG

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Alberto Sampaio Neto

A INICIAO INFANTIL FLAUTA TRANSVERSAL A PARTIR DO PFARO:

repertrio, aspectos tcnicos e recursos didticos

VOLUME I

Escola de Msica Universidade Federal de Minas Gerais Maio de 2005

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Alberto Sampaio Neto

A INICIAO INFANTIL FLAUTA TRANSVERSAL A PARTIR DO PFARO:

repertrio, aspectos tcnicos e recursos didticos

Dissertao apresentada ao Programa de PsGraduao da Escola de Msica da Universidade Federal de Minas Gerais, como requisito parcial obteno do grau de Mestre em Msica. rea de Concentrao: Performance Musical Orientador: Prof. Dr. Maurcio Freire Garcia

Escola de Msica Universidade Federal de Minas Gerais Maio de 2005

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O sopro tem, universalmente, o sentido de um princpio de vida.

Soprar [...] um ato que infunde ou desperta a vida, aumenta a fora de algo ou muda seu rumo.

x!d xdPi ! P25

RESUMOA presente dissertao estuda a iniciao de crianas Flauta Transversal e prope a utilizao da Flauta Pfaro nas primeiras etapas de aprendizagem. So abordados, em profundidade, os principais aspectos tcnicos trabalhados na fase de iniciao, a saber: a maneira de segurar o instrumento, a emisso do som (a embocadura e o sopro), os ataques com golpes de lngua e o dedilhado (mecanismo). Para se trabalhar cada um desses aspectos, em consonncia com diretivas da rea de Educao Musical como a diversidade e a criatividade , foram selecionadas e elaboradas ferramentas didticas (materiais e atividades). Buscou-se

fundamentao, tambm, atravs de anlises de vrios Mtodos de Flauta Transversal e de um outro, especfico para o ensino do Pfaro.

Para a montagem de um repertrio amplo e diversificado, apropriado iniciao com o Pfaro, foram selecionadas e analisadas 35 msicas, priorizando-se as brasileiras. Para cada uma delas, realizou-se uma anlise, por tpicos, avaliando o seu potencial didtico. Com o intuito de se estabelecer parmetros referenciais que pudessem propiciar uma noo de progressividade no repertrio, foram definidos 28 aspectos tcnico-musicais e seus respectivos fatores de complexidade.

Este trabalho apresenta, ainda, dois importantes recursos didticos, que foram elaborados e desenvolvidos para a iniciao ao instrumento: as gravaes de acompanhamento (todas as msicas do repertrio foram gravadas em um CD) e as partituras-grficas (que utilizam grafias no-convencionais).

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ABSTRACTThis dissertation studies childrens introduction to Flute learning and proposes the use of Pfaro flute (Yamaha-fife) in the first stages. The main technical aspects that are worked at the beginning stage were approached in detail. These are: the way of holding the instrument, sound emission (embouchure and blowing), tonguing and fingering (mechanism). Some didactic tools (materials and activities) were specifically selected and elaborated in order to work each one of these aspects. In this process, directives of the Musical Education area such as diversity and creativity were taken into account. Also, various methods for Flute teaching as well as one specific for the teaching of the Pfaro were analyzed in order to help set the groundings for this study.

Thirty-five pieces of music, mainly Brazilian, were selected and analyzed so as to form a broad and diversified repertoire which could be appropriate for the use of Pfaro at the beginning of the learning process. An analysis, by topics, was made for each one of them, evaluating its didactic potential. In order to establish referential parameters that could provide a notion of progressiveness to the repertoire, twentyeight technical-musical aspects were defined, together with their respective complexity factors.

This research also presents two important didactic resources, which were elaborated and developed to be used at the first stages of learning an instrument: the recordings containing the accompaniments (all pieces of music of the repertoire were recorded on a CD) and the graphical scores (using non-conventional notation). 7

LISTA DE FIGURAS

FIGURA 1 - Bocal curvo de Flauta Transversal..................................................................... 08 FIGURA 2 - Flauta Transversal, modelo para crianas.......................................................... 08 FIGURA 3 - Pfaro industrializado.......................................................................................... 12 FIGURA 4 - Os trs pontos de contato na forma de se segurar uma flauta transversal........ 22 FIGURA 5 - O gesto do Karat com a mo esquerda......................................................... 26 FIGURA 6 - Segurando o Pfaro com a mo direita, coloca-o no ponto de contato................26 FIGURA 7 - Mo direita em posio espontnea................................................................ 28 FIGURA 8 - Mo direita em posio invertida........................................................................ 28 FIGURA 9 - Mo direita agarrando o Pfaro........................................................................ 29 FIGURA 10 - Posio aproximada do padro..................................................................... 29 FIGURA 11 - Crianas soprando vidrinhos de remdio........................................................ 32 FIGURA 12 - Criana tocando a AQUA-FLAUTA.............................................................. 33 FIGURA 13 - Grafia para sons grave e agudo realizados com o bocal................................ 36 FIGURA 14 - Grafias para sons e gestos musicais realizados com o bocal....................... 37 FIGURA 15 - Grafias para glissandos realizados com o bocal............................................. 38 FIGURA 16 - Direo (ngulo) do jato de ar ........................................................................ 41 FIGURA 17 - Partituras grficas de duas verses da composio Ladrilhos 1.................. 46 FIGURA 18 - Partituras grficas de duas verses da composio Ladrilhos 2.................. 47 FIGURA 19 - Grafia para ritmos em 2 planos de altura (incluindo uma pausa).................... 48 FIGURA 20 - Grafia para estruturas em 2 planos de altura (incluindo diviso rtmica)......... 48 FIGURA 21 - Grafia para o ritmo bsico do Maracatu.......................................................... 48 FIGURA 22 - Partituras de dois exemplos musicais que se diferenciam pelas ligaduras..... 54 FIGURA 23 - Notao proporcional..................................................................................... 137 FIGURA 24 - Quadro comparativo de duraes representadas em notao proporcional..138 FIGURA 25 - Uso de gradaes de cores em partituras grficas........................................141

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FIGURA 26 - Uso de cores em partituras grficas.............................................................. 141 FIGURA 27 - Uso de uma escala de tons de cinza em partituras grficas......................... 142 FIGURA 28 - Uso de trs linhas horizontais para indicar as Tnicas e Dominante............ 143 FIGURA 29 - Notao proporcional sem nome das notas em todos os smbolos grficos. 144 FIGURA 30 - Notao proporcional com nome das notas em todos os smbolos grficos. 144 FIGURA 31 - Notao proporcional inserida em pentagrama (sem nome das notas)..........145 FIGURA 32 - Notao proporcional inserida em pentagrama (com nome das notas)..........145 FIGURA 33 - Grafia com nome de nota diagramada de acordo com o contorno meldico..146 FIGURA 34 - Grafia com nome das notas em pentagrama..................................................146 FIGURA 35 - Grafia com nome das notas em crculos e elipses....................................... 147 FIGURA 36 - Grafia com crculos e elipses em pentagrama............................................. 147 FIGURA 37 - Grafia com linhas que procuram representar o legato................................... 148 FIGURA 38 - Grafia que diferencia atravs de cores, o uso dos dedos de cada mo........ 149 FIGURA 39 - Acrscimo de linha ondulada por sobre uma partitura convencional............ 150 FIGURA 40 - Utilizao de linha ondulada por sobre notas (sem hastes) em pentagrama..150 FIGURA 41 - Partitura grfica e convencional, ambas com incluso de linhas para visualizao de gestalten................................................................................. 151 FIGURA 42 - Comparao entre partitura grfica e convencional, ambas em cartes....... 152 FIGURA 43 - Cartes que incluem elementos de partitura convencional e grfica............. 153 FIGURA 44 - Cartes meldicos em partitura convencional, com fragmentos da melodia do tema de O Pssaro de Fogo, e posteriormente reordenados..................153

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SUMRIOVOLUME I

INTRODUO.................................................................................................................................01

1 - O PFARO NA INICIAO FLAUTA TRANSVERSAL..................................................07 1.1 - A dificuldade do tamanho da Flauta Transversal para as crianas.................................07 1.2 - A dificuldade de aquisio de uma Flauta Transversal na realidade brasileira.............09 1.3 - Uma alternativa: a utilizao da Flauta Pfaro no incio da aprendizagem........