Lei eleitoral projecto-psm

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  • 1. 1 PROJECTO DE PROPOSTA DE LEI STIMA ALTERAO AO DECRETO LEI N. 318-E/76, DE 30 DE ABRIL; DECRETO LEI N. 427-G/76, DE 1 JUNHO, LEI N. 40/80, DE 8 DE AGOSTO; LEI N. 93/88, DE 16 DE AGOSTO E LEI N. 11/2000, DE 21 DE JUNHO, LEI ORGNICA N. 2/2001, DE 25 DE AGOSTO E LEI ORGNICA N. 3/2004, DE 22 DE JUNHO LEI ELEITORAL PARA OSDEPUTADOS ASSEMBLEIA LEGISLATIVA DA REGIO AUTNOMA DA MADEIRAA Constituio da Repblica Portuguesa na sua sexta reviso, operada pela Lei Constitucional n. 1/2004, de 24 de Julho, prescreve a obrigatoriedade de ser alterada a lei para a eleio dos Deputados para a Assembleia Legislativa da Regio Autnoma da madeira. F-lo pois, numa questo nuclear quanto s Regies Autnomas assunto, reconhecidamente, de grande relevncia prtica, jurdica e poltica. Era de h muito sentida e reclamada a necessidade dessa alterao por vrias razes, sendo a mais relevante as manifestas distores ao princpio da proporcionalidade, demonstrado alis nos sucessivos e respectivos actos eleitorais, concretizado no objectivo benefcio da fora poltica mais votada, quanto relao votos entrados nas urnas e nmero de mandatos, e correspondente prejuzo de todos ou quase todos os demais partidos concorrentes. Ou seja, h uma perversa consequncia h muito detectado pela doutrina, e inclusive pela jurisprudncia, do incumprimento do princpio Constitucional da igualdade. Alis, o princpio da proporcionalidade tem sido posto em causa duplamente, na prtica em duas perspectivas. A j referenciada anteriormente (relao entre a votao e nmero de mandatos), mas igualmente, no nmero de votos necessrios para eleger um deputado, onde h evidentes disparidades.

2. 2Por outro lado, revela-se outrossim de toda a utilidade rever outros aspectos e contedos da lei, manifestamente omissa em vrias matrias, desactualizada (designadamente no Captulo do Ilcito Eleitoral e nas respectivas sanes) e pouco clara em matrias que a doutrina e a jurisprudncia tm vindo a denunciar e que s uma generoso mas necessrio esforo hermutico e o recurso a uma ampla e frequente interpretao extensiva tem sido capaz de integrar e resolver. A presente lei, com a natureza, caractersticas e inerentes consequncias no iter normativo e na sua aprovao - lei Constitucional e formalmente uma orgnica por um lado, e simultaneamente por outro, uma lei deo que lhe confere uma estrutura, consistncia valor e reforo pelo procedimento dignas de realce, que ultrapassa mesmo o caso to ou mais justificado em termos de dignidade e relevncia das leis e das Autonomias insulares -, do Estatuto Poltico-Administrativo das mesmas Regies Autnomas. Assim, a Assembleia Legislativa da Regio Autnoma da Madeira, nos termos do artigo 226. da Constituio da Repblica, aprova o seguinte projecto de proposta de lei: 3. 3Ttulo I Capacidade eleitoralCaptulo ICapacidade eleitoral activaArtigo 1.Capacidade eleitoral activa1- Gozam de capacidade eleitoral activa os cidados portugueses maiores de 18 anos.2- Os portugueses havidos tambm como cidados de outro Estado no perdem por esse facto a capacidade eleitoral activa.Artigo 2 Incapacidades eleitorais activasNo gozam de capacidade eleitoral activaa) Os interditos por Sentena com trnsito em julgado;b) Os notoriamente reconhecidos como dementes, ainda que no interditos por sentena, quando internados em estabelecimento psiquitrico ou como tais declarados por um junta de dois mdicos;c) Os definitivamente condenados a pena de priso por crime doloso, enquanto no hajam expiado a respectiva pena, e os que se encontrem judicialmente privados dos seus direitos polticos. Artigo 3.Direito de voto So eleitores da Assembleia Legislativa da Regio Autnoma da Madeira oscidados residentes e inscritos no recenseamento eleitoral no respectivo territrioregional.Captulo II Capacidade eleitoral passivaArtigo 4. Capacidade eleitoral passivaSo elegveis para a Assembleia Legislativa da Regio Autnoma os cidados portugueses eleitores com residncia habitual na Regio.Artigo 5.Inelegibilidades geraisSo inelegveis para a Assembleia Legislativa da Regio Autnoma da Madeira:a) O Presidente da Repblica;b) Os governadores civis e vice-governadores em exerccio de funes;c) Os magistrados judiciais ou do Ministrio Pblico em efectividade de servio;d) Os juizes em exerccio de funes no abrangidos pela alnea anterior; 4. 4e) Os militares e os elementos das foras militarizadas pertencentes aos quadros permanentes, enquanto prestarem servio activo;f) Os diplomatas de carreira em efectividade de servio;g) Aqueles que exeram funes diplomticas data da apresentao das candidaturas, desde que no includos na alnea anterior;h) Os membros da Comisso nacional de Eleies.Artigo 6.Inelegibilidades especiais 1. No podem ser candidatos pelo crculo onde exeram a sua actividade os directores e chefes de reparties de finanas e os ministros de qualquer religio ou culto com poderes de jurisdio.2. Os cidados portugueses que tenham outra nacionalidade no podero ser candidatos pelo crculo eleitoral que abranger o territrio do pas dessa nacionalidade.Artigo 7. Funcionrios pblicos Os funcionrios civis do Estado, das Regies Autnomas, das Autarquias Locais ou de outras pessoas colectivas pblicas no carecem de autorizao para se candidatarem Assembleia Legislativa da Regio Autnoma. Ttulo IISistema eleitoralCaptulo I Organizao do sistema eleitoralArtigo 8. Territrio eleitoral 1- A Assembleia Legislativa da Regio Autnoma da Madeira composta por Deputados eleitos mediante sufrgio universal, directo, livre e secreto, e por crculos eleitorais, nos termos da presente lei.2- O territrio eleitoral, para efeitos de eleio da Assembleia Legislativa da Regio Autnoma, constitudo pelas duas ilhas que formam a Regio Autnoma da Madeira, sem prejuzo do que se dispe no n. 3 do artigo seguinte. 5. 5Artigo 9. Nmero de deputados; Crculos eleitorais 1- A Assembleia Legislativa da regio Autnoma da Madeira ter 47 deputados.2- H onze crculos eleitorais, correspondentes a cada um dos Concelhos das Ilhas da Madeira e Porto Santo e designados pelo respectivo nome.3- Haver ainda um crculo regional de compensao com vista a corrigir os desvios do princpio da proporcionalidade na converso de votos em mandatosArtigo 10.Colgio eleitoral A cada crculo eleitoral corresponde um colgio eleitoral.Captulo II Regime de eleio Artigo 11. Capacidade eleitoral activa Sero eleitores os cidados portugueses inscritos no recenseamento eleitoral na rea do respectivo crculo.Artigo 12.Organizao das Listas; Mapa de distribuio dos Deputados 1- A cada crculo eleitoral concelhio ser atribudo um nmero de deputados calculado segundo o mtodo de Hondt a partir do nmero de eleitores de cada crculo acrescido de metade do quociente do nmero total de eleitores pelo nmero global de deputados,, no podendo cada crculo ter menos de dois deputados. 2- O crculo regional de compensao elege 8 deputados. 3- A Comisso Nacional de Eleies publicar na I Srie do Dirio da Repblica e do Jornal Oficial da Regio Autnoma da Madeira (JORAM), at cinquenta e cinco dias anteriores data para realizao das eleies, o mapa com o nmero de deputados e a sua distribuio pelos crculos. 4- O mapa referido no nmero anterior elaborado com base no nmero de eleitores segundo a ltima actualizao do recenseamento.Artigo 13.Modo de eleio 1- Os Deputados Assembleia Legislativa da Regio Autnoma sero eleitos por listas plurinominais apresentadas por cada colgio eleitoral, dispondo o eleitor de um voto singular de lista.2- Aps a publicao do mapa referido no n. 3 do artigo 12., considerar-se-o candidatos efectivos aqueles que preencherem nmero igual ao dos mandatos 6. 6atribudos ao respectivo colgio eleitoral, segundo a ordenao constante dadeclarao de candidatura. Artigo 14. Organizao das listas 1- As listas propostas eleio devem conter a indicao de candidatos efectivos em nmero igual aos dos mandatos atribudos ao crculo eleitoral a que se refiram e de candidatos suplentes igual ao dos candidatos efectivos, nunca podendo ser inferior a trs.2- Os candidatos de cada lista consideram-se ordenados segundo a sequncia da respectiva declarao de candidatura.3- O mesmo candidato pode s-lo simultaneamente num crculo concelhio e no crculo regional de compensao.Artigo 15. Critrio de eleio1- Nos crculos eleitorais concelhios, a converso dos votos em mandatos far-se- em obedincia s seguintes regras (mtodo de representao proporcional de Hondt): a) Apura-se em separado o nmero de votos recebidos por cada lista no colgio eleitoral respectivo; b) O nmero de votos apurados por cada lista ser dividido sucessivamente por 1, 2, 3, 4, 5, etc., e alinhados os quocientes pela ordem decrescente da sua grandeza, numa srie de tantos termos quantos os mandatos atribudos ao colgio eleitoral respectivo; c) Os mandatos pertencero s listas a que correspondem os termos da srie estabelecida pela regra anterior, recebendo cada uma das listas tantos mandatos quantos so os seus termos na srie. d) No caso de restar um s mandato para distribuir e de os termos seguintes da srie serem iguais e de listas diferentes, o mandato caber lista que tiver obtido menor nmero de votos. 2- No crculo regional de compensao, a converso dos votos em mandatos faz-se de acordo com o mtodo de representao proporcional de Hondt, com compensao pelos mandatos j obtidos nos crculos, obedecendo s seguintes regras: a) Apura-se o nmero total de votos recebidos por cada lista no conjunto dos crculos; b) O nmero de votos apurados por cada lista dividido, sucessivamente, por 1, 2, 3, 4, 5, etc., sendo os quocientes alinhados pela ordem decrescente da sua grandeza; c) So eliminados, para cada lista, tantos quocientes quantos mandatos j atribudos, para o conjunto dos crculos, nos termos do nmero anterior, mantendo-se apenas os quocientes sobrantes em nmero igual aos dos mandatos atribudos ao crculo de compensao; d) Os mandatos de compensao pertencem s listas a que correspondem os maiores termos sobrantes da srie estabelecida pelas regras definidas nas alneas a), b) e c), recebendo cada