Manual de Curativo

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    1-INTRODUO:

    Este manual de rotina proposto para a sala de curativos fruto de uma necessidade

    encontrada durante o perodo de aulas prticas da disciplina do Estgio Supervisionado II.

    Observamos neste setor, de uma unidade de sade em Rondonpolis-MT, a inexistnciade um protocolo nico que orientasse a realizao de procedimentos realizados pelos

    funcionrios, o que ocasionalmente resultava em discrepncia de condutas e

    conseqentemente em possvel dano ao usurio do servio.

    A confeco deste manual ocorreu no perodo de Novembro de 2011. O

    envolvimento dos trabalhadores foi ativo e exigiu deles prprios a busca de novos

    conhecimentos, e este tambm era um dos nossos objetivos.

    Trata-se de um referencial terico, que deve ser mantido dentro da sala de curativose utilizado pelos funcionrios da sala de acordo com a escala. No entanto, salientamos

    que um manual, por ser conciso, no deve ser tomado como nica fonte de consulta nem

    tampouco capaz de substituir a Educao em Servio e a Educao Continuada.

    2-OBJETIVOS GERAIS E ESPECFICOS:

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    Educao continuada relacionado ao curativo.

    3-SALA DE CURATIVO:

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    Segundo o Ministrio da Sade, 2001, sala de curativos um espao destinado ao

    tratamento de leses.

    Caractersticas gerais da sala:

    Deve ser previsto de forma que o usurio no necessite transitar pelas

    demais dependncias da ESF.

    A equipe deve programar horrio para a execuo dessa atividade, de

    forma a possibilitar que sua realizao se d em uma das salas de procedimentos,

    respeitando as condies tcnicas necessrias.

    Prever instalao de:

    Bancada com pia;

    Torneiras com fechamento que dispense o uso das mos;

    Armrios sobre e sob bancada;

    Porta papel toalha;

    Lixeira com tampa e pedal;

    Porta dispensador de sabo lquido.

    A sala de curativos deve estar prximo da sala de lavagem e descontaminao,

    sendo que a rea mnima deve ser de 9,00 a 10,00 m (MINISTRIO DA SADE, 2001).

    4-FERIDAS:

    Ferida uma interrupo na continuidade de um tecidocorpreo, onde tal

    interrupo pode ser provocada por algum trauma, ou ainda ser desencadeada por

    uma afeco que acione as defesas do organismo (OHNISHI, 2001).

    4.1-CLASSIFICAO DAS FERIDAS:

    De acordo com a maneira como foram produzidas (cirrgicas, contusas,

    laceradas, perfurantes);

    De acordo com o grau de contaminao (limpas, limpas contaminadas,

    contaminadas, infectadas);

    De acordo com o comprometimento tecidual (estgio I, II, III e IV);

    http://pt.wiktionary.org/wiki/interrup%C3%A7%C3%A3ohttp://pt.wiktionary.org/wiki/continuidadehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Tecidohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Corpo_(anatomia)http://pt.wikipedia.org/wiki/Traumatismohttp://pt.wiktionary.org/wiki/afec%C3%A7%C3%A3ohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Organismohttp://pt.wiktionary.org/wiki/interrup%C3%A7%C3%A3ohttp://pt.wiktionary.org/wiki/continuidadehttp://pt.wikipedia.org/wiki/Tecidohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Corpo_(anatomia)http://pt.wikipedia.org/wiki/Traumatismohttp://pt.wiktionary.org/wiki/afec%C3%A7%C3%A3ohttp://pt.wikipedia.org/wiki/Organismo
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    De acordo com o tempo de evoluo: agudas e crnicas (OHNISHI, 2001).

    4.2-TIPOS DE FERIDAS:

    Quanto profundidade:

    Feridas superficiais: quando atingem apenas as camadas mais superficiais

    da pele (epiderme e derme superficial ou intermediria), (DEALY, 1996).

    Feridas profundas: quando atingem nveis mais profundos da pele (derme

    profunda, tecido adiposo, fscias, tendes, msculos, ossos, cartilagens, ligamentos),

    (DEALY, 1996).

    Quanto complexidade:

    Feridas simples: so feridas que, em geral, se mostram superficiais e livres de

    sinais de infeco / contaminao / colonizao por microorganismos, demandando

    cuidados com curativos e superviso menos freqentes por parte de profissionais da sade

    (mdicos, enfermeiros) e tendendo a evoluo benigna (isto , cicatrizao espontnea),

    (DEALY, 1996).

    Feridas complexas: so feridas que, em geral, acometem planos mais profundos ou

    maior nmero de tipos diferentes de tecidos (no apenas derme e epiderme, mas tambm

    ossos, cartilagens, tecido adiposo, fscias musculares, tendes, ligamentos, vasos

    sanguneos, tecido nervoso), muitas vezes infectadas ou com grande risco de se tornarem

    infectadas, com tendncia a evoluo desfavorvel (isto , perda progressiva de tecidos

    por necrose ou infeco, com possibilidade de amputao de segmentos, ou mesmo, em

    casos mais severos, de efeitos sistmicos com risco de dano permanente ou bito do

    indivduo acometido pela ferida) e a grande prejuzo orgnico por parte do indivduo

    acometido, (DEALY, 1996).

    Quanto ao formato e agente causador de ferida traumtica:

    Ferida puntiforme: formato punctual e de bordas ligeiramente irregulares,

    geralmente causada por instrumento perfurante de pequena rea de seco transversal(como espinhos, pregos, agulhas), (OHNISHI, 2001).

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    Ferida incisa: formato linear e de bordas geralmente regulares, geralmente causado

    por lminas (faca, lmina de barbear), (OHNISHI, 2001).

    Ferida corto-contusa: formato irregular, geralmente com diversos segmentos

    ulcerados, perdas de tecidos e de bordas de segmentos de ferida irregulares epossibilidade de se observar reas de equimoses e hematomas adjacentes s reas de

    ulceraes, normalmente causado por objetos que produzem leses simultaneamente por

    corte e impacto (machado, foice, aresta de um tijolo), (DEALY, 1996).

    Ferida prfuro-contusa: formato quase regular, geralmente com bordas de ferida

    ligeiramente irregulares (a depender do tipo de elemento causador da leso) e

    possibilidade de se observar reas de equimoses e hematomas adjacentes s reas de

    ulceraes, normalmente causado por objetos que penetram a pele mediante impacto

    (como um projtil de arma de fogo), (OHNISHI, 2001).

    Ferida prfuro-incisa: formato habitualmente regular, geralmente com bordas de

    ferida regulares (tambm a depender do tipo de elemento causador da leso),

    normalmente causado por objetos que penetram a pele com pouco impacto, mas com bom

    potencial de divulso de tecidos (como uma lmina comprida, por exemplo), (OHNISHI,

    2001).

    Quanto ao formato e agente causador de ferida no traumtica:

    Ferida causada por queimadura: formato irregular dependente da rea de pele

    exposta radiao ionizante, fonte de calor, abraso ou produto qumico causador da

    queimadura. No esperado que haja ferida se queimadura classificada como de

    primeiro grau (apenas "avermelhamento" local na rea de pele afetada). J em

    queimaduras de segundo (formao de bolhas que se ulceram e formam feridas

    geralmente superficiais), terceiro (necrose de pores intermedirias e profundas de

    derme e / ou de tecido adiposo) ou quarto graus (necrose de tecidos profundos como

    ossos, cartilagens e msculos) h formao imediata de alguma leso ulcerada

    (OHNISHI, 2001).

    Ferida causada por geladura: formato irregular dependente da rea de

    pele exposta ao frio. Mais freqente em extremidades corpreas. Pode assumir as mesmascaractersticas iniciais de queimaduras (apenas "avermelhamento" local na rea de pele

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    afetada, como ocorreria em queimaduras de primeiro grau; formao de bolhas que se

    ulceram e formam feridas geralmente superficiais, como ocorreria em queimaduras de

    segundo grau; necrose de pores intermedirias e profundas de derme e / ou de tecido

    adiposo e outros tecidos mais profundos, como ocorreriam em queimaduras de terceiro ou

    de quarto graus). Muitas vezes so reversveis em estgios iniciais, contudo, a demora em

    iniciar-se algum tratamento pode implicar leso irreversvel com perda de tecidos

    corpreos (DEALY, 1996).

    Ferida causada por fatores endgenos: formatos diversos, a depender da

    patologia causadora das leses. Variam de "rachaduras" em determinadas reas de pele

    at leses evolutivas que surgem como pequenos pontos avermelhados ou escurecidos e

    se desenvolvem em feridas de dificlima cicatrizao. Algumas patologias que podem

    evoluir para feridas, com origem endgena: pnfigo, vasculites de etiologias diversas,

    psorase, xeroderma pigmentosa (DEALY, 1996).

    5-CURATIVO:

    Curativo: um procedimento utilizado para a limpeza, proteo e tratamento das

    leses. O curativo consiste no cuidado dispensado a uma regio do corpo com presena

    de uma ruptura da integridade de um tecido corpreo(JETER E TINTLE, 1991).

    Jeter e Tintle (1991) destacam na histria a riqueza em procedimentos e materiais

    pungentes, coloridos e ritualsticos, usados no cuidado com as leses. Alguns exemplos

    de elementos usados em curativos ao longo da historia so: teias de aranha, fezes,

    hidroterapias e outros tantos.

    Nas trs ltimas dcadas os investimentos na rea de curativos aumentaram. As

    coberturas de feridas evoluram dos curativos passivos (gazes, compressas), para

    curativos ativos (interativos, bioativos), alterando o tratamento de feridas (JETER E

    TINTLE, 1991).

    5.1-FINALIDADES:

    Prevenir a contaminao, impedindo a propagao de infeces nas feridas

    spticas;

    Promover a cicatrizao;

    Proteger a ferida;

    Remover corpos estranhos;

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