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1 MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE Programa Institucional de Bolsa de Iniciação à Docência (PIBID) Subprojeto-Biologia Coordenação de área: Ivaneide Alves Soares da Costa Manual de Sequências Didáticas: Uso de modelos didáticos como abordagem de ensino aprendizagem sobre vertebrados Colaboradores: Hélida Zuza Marques Francisco da Silva Adriana Santos Natal, 2012

Manual de Sequências Didáticas: Uso de modelos didáticos ...arquivos.info.ufrn.br/arquivos/2012026192405e130758179...irá realizar uma aula expositiva dialógica sobre as principais

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    MINISTRIO DA EDUCAO

    UNIVERSIDADE FEDERAL DO RIO GRANDE DO NORTE

    Programa Institucional de Bolsa de Iniciao Docncia

    (PIBID)

    Subprojeto-Biologia

    Coordenao de rea: Ivaneide Alves Soares da Costa

    Manual de Sequncias Didticas:

    Uso de modelos didticos como abordagem de

    ensino aprendizagem sobre vertebrados

    Colaboradores: Hlida Zuza

    Marques Francisco da Silva

    Adriana Santos

    Natal, 2012

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    APRESENTAO

    Muitos estudos no ensino de cincias e biologia tm demonstrado que o modelo

    construtivista de ensino favorece predominantemente o aprendizado do que o modelo

    tradicional, entretanto, este ainda prevalece na prtica docente de muitos professores

    assim como relatado por POSSOBOM et al. [2002]. Considerando que o modelo

    tradicional caracteriza-se pela transmisso de conhecimentos sem relacion-lo com o

    cotidiano do aluno e sem dar importncia ao que ele j sabe, o uso de modelos didticas

    aparece como uma estratgia de ensino potencial para promover a aprendizagem

    significativa de contedos de biologia.

    Estes representam uma forma ldica de instigar os alunos a pensarem e

    produzirem novos conhecimentos. Utilizando a interdisciplinaridade relacionado ao

    saber, que visa principalmente unificar o conhecimento cientfico (LENOIR, 1998, p.

    49), uma perspectiva instrumental e metodolgica (LENOIR, 1998, p. 48), e uma prtica

    direcionada para a abordagem de problemas relacionados existncia cotidiana

    (FOUREZ, 1995, p. 136).

    Della Justina et al. (2003), enfatizam que modelo didtico corresponde a um

    sistema figurativo que reproduz a realidade de forma esquematizada e concreta,

    tornando-a mais compreensvel ao aluno. Representa uma estrutura que pode ser utilizada

    como referncia, uma imagem que permite materializar a ideia ou o conceito, tornando-

    os assimilveis.

    A partir destas declaraes torna-se fcil entender os Parmetros Curriculares

    Nacionais: Cincias Naturais (1998) ao discorrerem que trata-se, portanto, de organizar

    atividades interessantes que permitam a explorao e a sistematizao de conhecimentos

    compatveis ao nvel de desenvolvimento intelectual dos estudantes, em diferentes

    momentos do desenvolvimento.

    Assim a educao escolar, na atualidade, deve propiciar, alm da transmisso

    sistemtica dos contedos de ensino, historicamente produzidos e acumulados, assegurar

    que os alunos se apropriem desses contedos de forma ativa, para que possam relacionar

    esses conhecimentos com questes cotidianas e, com isso, obter um senso crtico mais

    concreto, embasado na compreenso cientfica e tecnolgica da realidade social e poltica

    na qual vive (SANTOS, 2007).

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    Nesta perspectiva, este manual de sequncias didticas foi elaborado a partir da

    realizao de um curso sobre construo de modelos didticos sobre vertebrados como

    uma das aes realizadas pelos licenciandos do PIBID/BIOOGIA/UFRN, visando

    contribuir com sugestes de atividades usando a abordagem de modelos didticos no

    ensino de cincias e biologia. As sequencias didticas evidenciam a importncia do

    estudo sobre a morfologia e fisiologia dos vertebrados, bem como o papel do ambiente

    para a vida desses animais.

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    Sumario:

    1. Mergulhando no mundo dos peixes. ................................................................. 05 Renata Alves

    2. Por que os peixes no fundam? ........................................................................ 08 Pricles Lasfir

    3. Aliando a teoria a prtica na aprendizagem de contedos de cincias utilizando modelos didticos. ............................................................................ 11

    Rodrigo Arajo

    4. Comparando anatomia interna dos peixes e anfbios. .................................... 17 Monica Raquel Lopes

    5. A mar na t para sapo!......................................................................................21 Sheila Alves

    6. Anfbios: visualizar para aprender. ..................................................................24 Narjara Cinthya Vitoriano

    7. Cad o inseto que estava aqui? O anuro comeu! .............................................27 Bruma Lorena da Hora

    8. Sapos, rs e pererecas quem so ele?.................................................................31 Josielma Priscila de Souza

    9. De anfbios a repteis: uma abordagem evolutiva. ............................................35 Caroline Arajo

    10. Podem at ser feios, mas so indispensveis?....................................................39 Marcos Medeiros

    11. Qual seria o percurso do alimento dentro do trato digestivo da tartaruga, o que faz virar fezes? .............................................................................................43

    Evanoel Nunes

    12. Uso de modelos didticos como instrumento facilitador da aprendizagem sobre repteis. .......................................................................................................46

    Anderson Costa

    13. Aves: um voo na sua origem. .............................................................................49 Joslia Pereira

    14. Por que as aves come de uma maneira to rpida e constante? uma necessidade ou exagero? ...........................................................................52

    Vladimir do Nascimento

    15. Pra voar preciso... ...........................................................................................55 Gillevelenewe Resende

    16. Mamferos: uma viagem no interior desses animais. ......................................58 Leila Trindade

    17. Como se d a diferenciao dos vertebrados? .................................................61 Anglica Kayanne Moura

    18. Os animais so iguais? ........................................................................................63 mille Rocha

    Referenciais Bibliogrficos ............................................................................................66

    Anexos ..............................................................................................................................67

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    1. Mergulhando no mundo dos peixes

    Renata Rafaela Alves1; Adriana de Souza Santos

    2; Ivaneide Alves S. da Costa

    3;

    1,2 Licenciandos; 3 Coordenador

    APRESENTAO

    Os peixes representam a maior classe em nmero de espcies conhecidas entre os

    vertebrados. Os peixes ocupam as guas salgadas dos mares e oceanos e as guas doces

    dos rios, lagos e audes. Nesse grupo, existem cerca de 24 mil espcies, das quais mais

    da metade vive em gua salgada. Os peixes alm de diversos so importantes para

    evoluo da vida no ambiente aqutico, pois a partir de modificaes em suas estruturas

    houve o surgimento dos anfbios e posteriormente rpteis. Logo, compreender este grupo

    de vertebrados importante para compreender tambm um pouco da evoluo dos outros

    grupos.

    NVEL ESCOLAR: 2 ano (Ensino Mdio)

    DURAO: 4 aulas (45min cada)

    OBJETIVOS

    Geral:

    Conhecer as principais caractersticas anatmicas e fisiolgicas dos peixes.

    Especficos:

    Relacionar a estrutura externa dos peixes com seu ambiente natural;

    Comparar a estrutura geral do peixe com a de anfbio;

    Identificar os rgos internos e suas principais funes, principalmente os rgos

    que permitem aos peixes viverem em ambiente aqutico.

    CONTEDOS

    Conceituais:

    Morfologia, fisiologia e adaptaes ecolgicas dos peixes.

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    Procedimentais:

    Observar as principais caractersticas que distinguem os peixes dos outros grupos;

    Relacionar a estrutura do peixe com seu habitat.

    Atitudinais:

    Atentar e despertar para a importncia dos peixes na natureza, a fim de preservar

    seu habitat natural e consequentemente o grupo dos peixes.

    SEQUNCIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM

    ETAPA 1 (2 aulas)

    Atividade 1.1 - Buscando os conhecimentos prvios.

    A aula ser iniciada instigando os alunos para que eles possam expressar seus

    conhecimentos prvios sobre o que sabem sobre os peixes. Para isso sero lanadas

    perguntas como, por exemplo, onde vivem os peixes, o que comem, como so

    fisicamente. Essas informaes sero importantes para o andamento da aula.

    Atividade 1.2 - No segundo momento da aula os alunos recebero uma tabela na

    qual tero duas colunas com os seguintes nomes: peixes e anfbios. Nesta tabela eles iro

    colocar as diferenas que conseguem perceber entre esses dois grupos, como por

    exemplo, ausncia ou presena de membros locomotores, estruturar tegumentar,

    organizao facial. A partir destas diferenas escritas por eles, o professor ir, abordando

    os aspectos evolutivos, tratar sobre a transio dos peixes para anfbios, exaltando as

    caractersticas dos peixes que os fazem sobreviver no ambiente aqutico: presena de

    brnquias; corpo aerodinmico; nadadeiras. Sempre utilizando dos conhecimentos

    prvios expressados pelos alunos.

    ETAPA 2 (2 aulas)

    Atividade 2.1 - No terceiro momento, os alunos, j conhecendo a estrutura

    externa do peixe, agora iro conhecer um pouco da anatomia. O professor neste momento

    poder dividir os alunos em grupos de 3 a 4 componentes e distribuir um modelo didtico

    de peixes entre os grupos. Ser ento feita uma espcie de gincana no qual o professor ir

    dizer um rgo e cada grupo ir identific-lo no modelo e escrever no caderno qual sua

    funo. Aps todos os rgos serem ditos e escritos pelos alunos, eles prprios iro fazer

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    suas possveis correes, onde cada grupo ir falar sobre a funo daquele determinado

    rgo, e v se todos concordam com o proposto. A partir disto o professor ir ensinando e

    complementando o que os alunos disseram.

    Atividade 2.2 - Ao final eles tero um tempo para refazer os possveis erros a

    partir do que aprenderam com o professor e na discusso com os colegas.

    AVALIAO

    A avaliao ser constante mediante a participao dos alunos nas atividades

    propostas.

    RECURSOS NECESSRIOS

    Folhas de ofcio A4; Canetas; Modelos didticos de peixes pr-confeccionados

    em biscuit.

    REFERENCIAIS BIBLIOGRFICOS

    Peixes: como eles se distribuem pelo planeta... Acessvel em:

    http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/Peixes.php 2012.

    GOWDAK, Demtrio; MARTINS, Eduardo. Cincias Novo Pensar: Seres Vivos. So

    Paulo. Editora FTD. 2009. p. 137.

    SANTOS, A. R. dos R.; MENDES SOBRINHO, J. A. de C. Ensino de Cincias Naturais

    nas escolas municipais de Teresina e suas contribuies para a formao da cidadania. In:

    MENDES SOBRINHO, J. A. de C. (Org.). Formao e prtica pedaggica: diferentes

    contextos de anlises. Teresina: EDUFPI, 2007. p. 125-159.

    SECRETARIA DE EDUCAO FUNDAMENTAL. PARMETROS

    CURRICULARES NACIONAIS: Cincias Naturais / Secretaria de Educao

    Fundamental. . Braslia: MEC / SEF, 1998 138 p.

    http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Reinos3/Peixes.php%202012

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    2. Por que os peixes no afundam?

    Pricles Lasfir Filho1; Adriana de Souza Santos

    2; Ivaneide Alves S. da Costa

    3;

    1,2 Licenciandos; 3 Coordenador

    APRESENTAO

    Os peixes evolutivamente tiveram seu incio a mais de 500 milhes de anos.

    Alguns pesquisadores relatam que os peixes da atualidade no tem uma origem evolutiva

    comum, o que abrange vrios grupos de linhagens diferentes. O termo peixes no so

    classes ou ordem, mas usado informalmente, para designar os vertebrados aquticos

    que respiram por brnquias e cujos membros, quando presentes so nadadeiras.

    Os peixes possuem inmeras caractersticas o que permitem se deslocar e vivem

    em ambientes aquticos: nadadeiras, flutuabilidade, respirao branquial, reproduo,

    entre outras.

    Eles esto divididos em dois grandes grupos que so divididos pela presena e ausncia

    de mandbulas: gnatos e gnatostomados, respectivamente.

    NVEL ESCOLAR: 2 ano (Ensino Mdio)

    DURAO: 4 aula (45 minutos cada).

    OBJETIVOS

    Conceituar a classe dos peixes e sua diversidade atravs de suas caractersticas

    morfolgicas.

    Compartilhar caractersticas exclusivas da classe dos peixes;

    Entender a funo de seus compartimentos enfocando os rgos, principalmente a

    bexiga natatria como situao problema pelo modelo didtico;

    Distinguir a classe dos peixes de outras semelhantes;

    CONTEDOS

    Conceitual:

    Morfologia e anatomia dos peixes

    Procedimentais:

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    Observar e identificar as principais partes dos peixes atravs de recursos didticos

    que favoream o aprendizado dos alunos.

    Atitudinal:

    Conhecer a grande diversidade de peixes, suas caractersticas que distinguem das

    outras classes, importncia econmica, ecolgica e assim como a sua valorizao para o

    meio ambiente.

    SEQUNCIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM

    ETAPA 1 (2 aulas)

    Atividade 1.1 - Inicialmente ser feita uma dinmica com os alunos. Essa

    dinmica ocorrer da seguinte forma: Sero expostas no quadro dez figuras de animais de

    classes diferentes, que so: golfinho, baleia, pingim, tartaruga, sapo, raia, tubaro e trs

    espcies bem distintas de peixes. A partir dessa dinmica sero extrados os

    conhecimentos prvios dos alunos para continuao da atividade.

    Atividade 1.2 - Aps a exposio das figuras no quadro, os alunos ficaram

    divididos em grupos de no mximo cinco componentes e faro a separao dos peixes

    das demais classes que esto no quadro.

    Atividade 1.3 - Ao terminar dessa atividade e observar as concepes

    alternativas dos alunos, o professor ir diferenciar as classes de acordo com a

    caracterstica exclusiva de cada animal, focando mais nos peixes. A partir da o professor

    tem que interagir com os alunos de uma forma bem participativa, questionando tais

    compartimentos, caractersticas e funes de cada parte do corpo apresentada dos peixes,

    o que diferencia das outras classes;

    ETAPA 2 (2 aulas)

    Atividade 2.1 - Depois dessa dinmica das figuras e sua concluso, o professor

    ir realizar uma aula expositiva dialgica sobre as principais estruturas externas e

    internas dos peixes, como: Nadadeiras, linha lateral, oprculo e rgos na parte interna

    sendo que ser focada a bexiga natatria para a explicao da pergunta problema. Para

    isso ser utilizado os modelos didticos de peixes para a observao e ferramenta de

    aprendizado para os alunos. O professor tem que fazer com que o aluno se questione com

    as diferenas dos peixes e participem de forma ativa da aula;

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    Atividade 2.2 - Finalizando a aula expositiva dialgica com os modelos didticos,

    o professor retornar a dinmica feita no comeo da aula para realizar novamente essa

    atividade e construir os conhecimentos novos adquiridos na aula com os alunos em uma

    forma integrativa a partir de suas principais caractersticas.

    AVALIAO

    A avaliao sempre contnua com a aplicao de um questionrio ao final da

    aula sendo pontuada na mdia do Bimestre em que ser aplicada essa seqncia didtica.

    RECURSOS NECESSRIOS:

    Figuras didticas de classes de peixes, mamferos, rpteis, anfbios e aves; Livros

    didticos referente ao 2 ano que esteja de acordo com os PCNs; 05 cartolinas; Cola de

    papel; Lpis hidrocor;

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    GOWDAK, Demtrio; MARTINS, Eduardo. Cincias Novo Pensar: Seres Vivos. So

    Paulo. Editora FTD. 2009. p. 137.

    SANTOS, A. R. dos R.; MENDES SOBRINHO, J. A. de C. Ensino de Cincias Naturais

    nas escolas municipais de Teresina e suas contribuies para a formao da cidadania. In:

    MENDES SOBRINHO, J. A. de C. (Org.). Formao e prtica pedaggica: diferentes

    contextos de anlises. Teresina: EDUFPI, 2007. p. 125-159.

    SECRETARIA DE EDUCAO FUNDAMENTAL. PARMETROS

    CURRICULARES NACIONAIS: Cincias Naturais / Secretaria de Educao

    Fundamental. . Braslia: MEC / SEF, 1998 138 p.

    Livro didtico de Biologia para o ensino mdio, 2 ano. Ser protagonista, manual do

    professor. Autor: Fernando Santiago dos Santos, Joo Batista Vicentin Aguilar e Maria

    Martha Argel de Oliveira. 1 Edio, So Paulo, 2010.

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    3. Aliando teoria e prtica na aprendizagem de contedos

    de cincias utilizando modelos didticos de peixes

    Rodrigo Serafim Arajo1; Adriana de Souza Santos

    2; Ivaneide Alves S. da Costa

    3;

    1,2 Licenciandos; 3 Coordenador

    APRESENTAO

    Um dos objetivos explicitados nos PCNs do ensino fundamental referente ao

    ensino de cincias que o aluno venha a compreender os grupos de animais como um

    todo integrado por dimenses biolgicas. No ambiente escolar o processo de ensino-

    aprendizagem ocorre atravs do relacionamento interpessoal intenso, devendo ser

    considerado o aluno e os outros sujeitos (outros alunos, professores e funcionrios). Os

    contedos relacionados aos grupos dos seres vivos so considerados como de difcil

    compreenso no qual geram inmeras concepes alternativas, sendo que algumas na

    maioria das vezes os alunos j trazem consigo.

    Dessa forma, todos os contedos e abordagens para a sala de aula precisam ser

    organizados e instrumentados devidamente para ajudar na construo do pensar do aluno.

    A seguir apresentada uma Sequncia Didtica para o 7 ano que busca a

    introduo do contedo de forma que seja um conjunto de atividades ligadas entre si,

    planejadas para ensinar um contedo etapa por etapa, com objetivos previamente

    definidos possibilitando um rico processo de interao professor e aluno em sala de aula.

    NVEL ESCOLAR: 7 ano do Ensino Fundamental

    DISCIPLINA: Cincias

    DURAO: 9 aulas (45 min. cada)

    OBJETIVO GERAL

    Introduzir contedos de forma significativa utilizando diversas estratgias que

    facilitem a compreenso das principais caractersticas dos peixes (morfologia e

    fisiologia) utilizando modelos didticos como mediador e facilitador do conhecimento.

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    CONTEDOS

    Conceituais

    Durante o desenvolvimento da sequncia didtica sero trabalhados os seguintes

    contedos:

    Introduo aos peixes;

    Componentes e funes do sistema morfofisiolgico dos peixes;

    Relao evolutiva entre peixes e mamferos;

    Procedimentais

    Dentro da perspectiva procedimental as atividades realizadas despertar nos alunos

    um olhar cientifico e pesquisador, estimulado o gosto pela experimentao mostrando a

    real finalidade da relao aula pratica-teoria. Ao divergir experincias a ao se tornar

    significativa por ser um instrumento disseminador de valores permitindo ao alunado

    elaborao de hipteses atravs de discusses em grupo.

    Atitudinais

    A atividade desenvolvida ter um produto final fechado com etapas e mtodos que

    permitir uma construo gradativa do conhecimento, avaliando a participao do

    alunado e consequentemente a eficincia da ao. Dessa forma os objetivos da atividade

    esto voltado para despertar valores inovadores nos alunos como o respeito e a

    conscincia sobre a importncia e preservao dos animais estudados, alem de permitir

    ao longo da sistematizao dos contedos um pensamento critico que induza os alunos a

    uma posio no qual possam opinar frente s atividades desenvolvidas.

    SEQUNCIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM:

    ETAPA 1(2 aulas)

    Atividade 1.1 - Dialogando e investigando os conhecimentos prvios dos

    alunos sobre o contedo.

    Objetivando identificar as principais caractersticas dos peixes relacionando com

    os aspectos evolutivos, ser investigado as concepes prvias dos alunos sobre o tema.

    A aula inicia-se com a aplicao de uma problemtica inicial que permite avaliar as

    concepes prvias dos alunos. Os alunos se dividiro em quatro grupos para desenhar e

    descrever como eles veem e compreendem os peixes. Em cada grupo sero distribudas

    duas cartolinas, uma para eles desenharem como est organizado as estruturas internas

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    dos peixes e a segunda servir para colocar algumas informaes sobre os peixes.

    Atividade 1.2 - Em seguida, cada grupo apresentar seus produtos para toda a

    turma. A partir da observao dos modelos construdos pelos alunos inicia-se a incitao

    de perguntas sobre as informaes e os desenhos construdos, o que est certo ou errado?

    Ao fim dessa etapa espera-se que ocorra uma divergncia de opinies de forma que cada

    grupo possa defender suas hipteses gerando uma gama de concepes alternativas no

    qual o professor ira fazer suas anotaes de forma que possa trabalhar o contedo em

    cima das concepes percebidas.

    ETAPA 2 (1 aula) - Introduzindo o contedo a partir de filme infantil

    Visando introduzir o contedo de forma dinmica ser proposto um filme

    educativo (O espanta Tubares) no qual os alunos tero que fazer algumas anotaes

    mediante ao roteiro entregue pelo professor. Porm essa aula deve ser extra e marcada

    antecipadamente com os alunos, pois o filme apresenta longa durao.

    Nessa aula, ser proposto um filme educativo (orientado), que retrata uma

    historia que envolve diversas espcies aquticas dando nfase aos peixes, no qual abordar

    diversos aspectos como alimentao, predao, comportamento, interao e um pouco da

    morfofisiologia dos peixes. Dessa forma possvel perceber que o filme pode ser

    utilizado para fins de ensino, como material didtico, para introduzir ou aprofundar

    conceitos sobre o contedo a ser abordado, pois tem fcil linguagem e desperta o

    interesse no s dos estudantes, mas de qualquer pessoa que queira entender um pouco

    melhor desses animais. Durao do Filme: 1h 42 minutos.

    Os alunos recebero um roteiro onde devero atentar para as cenas que retratem

    interaes entre os peixes, alem de informaes quanto alimentao dos peixes,

    comportamentos e outros. Ao fim, o professor formar uma roda de conversa no qual

    cada aluno devera expor suas principais anotaes gerando assim uma discusso.

    ETAPA 3 (2 aulas) - Aprofundando a teoria.

    O professor apresentar o contedo de peixes por meio de uma aula expositiva

    dialgica em que trabalhar os respectivos assuntos: anatomia e fisiologia.

    ETAPA 4 (2 aulas):

    Atividade 4.1 - Aula Prtica (laboratorial) Relacionando a teoria com a

    prtica

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    Essa atividade tem coo objetivo mostrar os principais rgos internos dos peixes

    fazendo uma relao significativa da teoria com a prtica. Inicialmente o professor

    organizara a turma em grupos objetivando o trabalho coletivo e dinamizado. Cada grupo

    disponibilizara de um roteiro no qual contem algumas questes que devero ser

    resolvidas em grupo ao fim da aula pratica. Sobre cada bancada do laboratrio ter um

    exemplar de peixe que devera ser dissecado alem de materiais para o uso. O professor

    ter a funo de monitor durante a aula, atuando de forma ativa quanto s orientaes

    para o processo de dissecao. Inicialmente ser socializando o objetivo da aula seguido

    de instrues para o devido uso dos matrias.

    Ao final, os alunos em grupos devero entregar um desenho contendo as

    estruturas internas dos peixes, alem das questes resolvidas. Finalizando essa atividade o

    professor iniciara uma breve discusso sobre a aula pratica de forma a compreender se o

    objetivo da aula foi realmente alcanado.

    ETAPA 5 (2 aulas) - Consolidao do Contedo: Trabalhando com modelos

    didticos de peixes.

    Para finalizar as atividades de forma que o aluno possa relacionar e aplicar os

    conhecimentos prvios reformulados, aula terica e ilustrada (expositiva e filme) e aula

    prtica tendo como produto final a construo de modelos didticos.

    Atividade 5.1 - Nesta ultima etapa os alunos aplicaro todos os seus

    conhecimentos obtidos ao longo das atividades, sendo essa uma atividade que visa fixar

    conceitos de forma ldica. Para este atividade o professor utilizara moldes de modelos

    didticos (peixes) previamente formados, sendo um preenchido com os rgos (servira

    como exemplar) e outro vazado (para ser preenchido pelo alunado). Inicialmente o

    professor far uma breve socializao do objetivo da atividade seguido de instrues e

    entrega de material para a confeco dos modelos. A turma ser dividida em quatro

    grupos, dois grupos sero responsveis pela confeco dos rgos internos do peixe

    associando com a sua funo. Os dois outros grupos sero responsveis por fiscalizar e

    fazer correes das informaes expostas sobre os modelos confeccionados.

    Em um segundo momento o jogo se inverte e dessa vez o grupo que fiscalizou

    colocara a mo na massa tendo como objetivo confeccionar os rgos internos

    associando com sua funo, porem sem ajuda do modelo exemplo.

    Para confeco dos rgos internos sero utilizados massa de modelar pelo fato de

    ser um material de basto custo e que pode ser manuseado com maior facilidade podendo

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    ser reutilizado. Para confeco do molde pode ser utilizando diversos produtos como

    biscuit ou ate mesmo isopor.

    ETAPA 6 (1aula) - Socializando as atividades por meio de exposio

    Finalizando esta ultima etapa o professor trar todos os produtos produzidos pelos

    alunos ao longo da sequencia didtica (desenhos, fotos e relatrios) e far uma exposio

    na sala de aula. A ao ser finalizada com uma roda de conversa no qual cada aluno far

    uma avaliao pessoal ao perceber o seu desenvolvimento desde o inicio ate o fim das

    atividades, socializando suas experincias, dificuldades e frustraes.

    Painel ilustrativo com os desenhos feitos pelos alunos contemplando a diversidade

    dos mais variados tipos de peixes, relatrios feitos em diferentes etapas (inicial e final)

    permitindo uma compreenso do avano dos alunos ao longo da sequencia didtica e

    modelos didticos elaborados contendo a relao rgo-funo.

    AVALIAO

    A avaliao ser feita de um modo continuo observando o envolvimento dos alunos

    durante todo o percurso da sequencia didtica. Dando nfase na avaliao dos produtos

    elaborados como relatrios, desenhos e modelos didticos.

    Para uma avaliao mais especifica:

    Avaliao diagnstica: conversa e questionamentos simples, no primeiro

    encontro.

    Avaliao em grupo: produo de desenhos e relatrios em grupo (contendo

    apresentao e resumo do contedo estudado)

    Avaliao individual: avaliao continuada e incluso de questes na prova do

    bimestre. Prova com questes de mltipla escolha, falso ou verdadeiro, lacunas,

    discursivas e esquemas/desenhos.

    RECURSOS NECESSRIOS:

    - Cartolina, caneta piloto, DVD (O espanta tubares) e aparelho de DVD, imagens e

    esquemas em cartolina ou data show (se possvel), peixes e materiais laboratoriais (pina,

    tesoura, luvas, lupas...) e moldes de modelos didticos (peixes) previamente formados.

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    REFERNCIAIS BIBLIOGRAFICOS:

    BRASIL. Secretaria de Educao Fundamental. Parmetros Curriculares Nacionais:

    Cincias Naturais. Secretaria de Educao Fundamental. Braslia: MEC /SEF, 1998.

    MASETTO, M.T. Didtica: a aula como centro. Coleo aprender e ensinar. 4 ed. So

    Paulo: FTD, 1997.

    SILVA, K. M. A. 2010. Abordagem CTS no Ensino Mdio: Um Estudo de Caso da

    Prtica Pedaggica de Professores de Biologia. Dissertao de Mestrado, UFG, Goinia -

    GO. Disponvel em: http://w3.ufsm.br/gtctsabrapec/DSilva.pdf, acesso em 01 abr 2012.

  • 17

    4. Comparando a anatomia interna de peixes e

    anfbios

    Mnica Raquel da Silva Lopes1; Adriana de Souza Santos

    2; Ivaneide Alves S. da Costa

    3;

    1,2 Licenciandos;3 Coordenador

    APRESENTAO

    A sequncia didtica, sendo um conjunto de atividades pedaggicas organizada

    sistematicamente, tem como principal objetivo servir como um instrumento que permite

    promover o entendimento de gneros textuais aos alunos, requerendo o envolvimento do

    docente e discente.

    Dessa forma, uma sequncia didtica ao utilizar modelos didticos, enriquece as

    aulas ao contribuir para a compreenso do contedo relacionado e ao despertar nos

    estudantes, um maior interesse sobre o contedo abordado, uma vez que, possibilita a

    visualizao do processo de aprendizado com o intuito de realizar a comparao da

    anatomia interna de peixes e anfbios, utilizando modelos didticos.

    A realizao do estudo comparativo da anatomia interna entre peixes e anfbios

    possibilita conhecimento e a compreenso dos aspectos morfolgicos, fisiolgicos e o

    funcionamento dos sistemas presente no organismo. Alm disso, o estudo comparativo

    possibilita a compreenso das relaes entre diferentes grupos animais com o ambiente

    decorrente do estudo das diferentes estruturas, rgos e sistemas que esto relacionados

    com as funes bsicas e com as caractersticas que permitem sua adaptao em

    diferentes meios.

    NVEL ESCOLAR: 2 ano do Ensino Mdio

    DURAO: 8 aulas (45 min.cada)

    OBJETIVO:

    Realizar um estudo comparativo da anatomia interna de peixes e anfbios

    utilizando os modelos didticos como forma de instrumento para observar as

    caractersticas peculiares de peixes e anfbios, assim como tambm as diferenas

    existentes entre eles.

    CONTEDOS:

  • 18

    a) Conceituais: A realizao da atividade possibilita obter um conhecimento sobre a

    anatomia interna dos peixes assim como tambm dos anfbios.

    b) Procedimentais: A atividade tornar possvel realizar uma comparao da

    anatomia interna dos peixes e dos anfbios observando as diferenas e as

    caractersticas peculiares existentes entre estes dois filos.

    c) Atitudinais: A prtica da atividade promove motivao aos alunos sobre como

    e o que existe no interior dos animais que no caso em questo dos peixes e

    anfbios.

    SEQUNCIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM:

    ETAPA 1 ( 2 aulas): Conhecimento prvios dos alunos sobre peixes e anfbios

    Atividade 1.1 Conhecimento prvios dos alunos sobre peixes e aula terica

    Ser proposto reunir a turma em grupos onde os alunos iriam escrever os seus

    conhecimentos j adquiridos sobre peixes, no intuito de obter o conhecimento prvio do

    aluno e j inserindo questionamentos sobre as diferenas entre peixes e anfbios

    referentes anatomia interna de cada um. Tais questionamentos podero referir sobre os

    componentes do sistema respiratrio dos peixes e dos anfbios questionando aos alunos

    se assim como os peixes apresentam brnquias os anfbios tambm podem apresentar.

    Poder tambm realizar questionamentos sobre a influncia da presena dos pulmes nos

    anfbios para a sua sobrevivncia na terra; como ocorre a circulao nos peixes e nos

    anfbios abordando sobre as cavidades cardacas; o sistema digestrio; sistema reprodutor

    entre outros. Dessa forma, permitir alunos inferir sobre as diferenas que podem estar

    presente nos sistemas dos peixes e anfbios.

    Aps esse breve levantamento, ser apresentado teoricamente s caractersticas

    da anatomia interna dos peixes. Sendo utilizados os modelos cheios com o propsito de

    melhorar o entendimento do contedo.

    Atividade 1.2 : Conhecimento prvios dos alunos sobre anfbios e aula terica

    Assim como na primeira aula ser feito um levantamento sobre os

    conhecimentos prvios dos alunos sobre anfbios. Logo aps seria apresentado

    teoricamente s caractersticas da anatomia interna dos anfbios utilizando os modelos

  • 19

    didticos no intuito de melhorar o aprendizado do contedo.

    ETAPA 3 (2 aulas ) : Estudo comparativo de peixes e anfbios

    Reunir a turma em grupos com o propsito de realizar um estudo comparativo

    entre peixes e anfbios. Alguns grupos ficariam para trabalhar sobre sistemas de peixes e

    outros iriam trabalhar sobre sistema de anfbios, na qual seriam sorteados os grupos para

    esse fim.

    Os grupos poderiam trabalhar o sistema digestivo, sistema respiratrio e as

    adaptaes existentes que favorecem cada animal. Sendo que o grupo na qual for

    trabalhar, por exemplo, o sistema digestivo de peixes, teria que ter outro grupo que iria

    trabalhar com o sistema digestivo de anfbios no intuito de promover um estudo

    comparativo; e assim com os demais assuntos.

    Cada grupo iria demonstrar no modelo vazado o sistema escolhido demonstrando todas

    as partes constituintes do sistema.

    ETAPA 4 (2 aulas) Exposio sobre o aprendizado do contedo

    Depois de ter realizado as atividades, cada grupo iria apresentar oralmente em

    forma de um pequeno seminrio expositivo demonstrando as diferenas encontradas

    entre peixes e anfbios; sendo uma forma de avaliar os alunos sobre seus conhecimentos

    adquiridos a partir desta atividade.

    AVALIAO:

    Como forma de avaliar o aprendizado dos alunos sobre o contedo abordado,

    aps ter realizado as atividades os alunos iro realizar um pequeno seminrio

    demonstrando as diferenas encontradas entre peixes e anfbios.

    RECURSOS NECESSRIOS:

    Modelos didticos cheios e vazados de peixes e anfbios, utilizao de

    multimdia como PowerPoint para a realizao da aula terica.

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS:

    A PRTICA EDUCATIVA. Disponvel em:<

    http://www.ufscar.br/~defmh/spqmh/pdf/rbce.PDF>. Acesso: 14 de nov. de 2012.

    GOWDAK, Demtrio; MARTINS, Eduardo. Cincias Novo Pensar: Seres Vivos. So

  • 20

    Paulo. Editora FTD. 2009. p. 137.

    SANTOS, A. R. dos R.; MENDES SOBRINHO, J. A. de C. Ensino de Cincias Naturais

    nas escolas municipais de Teresina e suas contribuies para a formao da cidadania. In:

    MENDES SOBRINHO, J. A. de C. (Org.). Formao e prtica pedaggica: diferentes

    contextos de anlises. Teresina: EDUFPI, 2007. p. 125-159.

    SECRETARIA DE EDUCAO FUNDAMENTAL. PARMETROS

    CURRICULARES NACIONAIS: Cincias Naturais / Secretaria de Educao

    Fundamental. . Braslia: MEC / SEF, 1998 138 p.

    ANEXO

    Figura 2-modelo de anfbio vazado. .Figura 2-modelo de anfbio preenchido com os rgos.

    Figura 1-modelo de peixe preenchido com os rgos.

  • 21

    5. A mar no pra Sapos!

    Sheila Alves Pinheiro1; Adriana de Souza Santos

    2; Ivaneide Alves S. da Costa

    3;

    1,2 Licenciandos;3 Coordenador

    APRESENTAO

    Segundo os PCNs (1996) o objetivo fundamental do ensino de Cincias passou a

    ser o de dar condies para ao aluno identificar problemas a partir de observaes sobre

    um fato, levantar hipteses, test-las, refut-las e abandon-las quando fosse o caso,

    trabalhando de uma forma a tirar concluses sozinhas. Por isso, atividade com uso de

    modelos didticos vem possibilitar ao aluno construir e identificar sozinho suas

    concepes enriquecendo sua aprendizagem.

    Segundo Della Justina et al. (2003), dizem que modelo didtico corresponde a

    um sistema figurativo que reproduz a realidade de forma esquematizada e concreta,

    tornando-a mais compreensvel ao aluno. Representa uma estrutura que pode ser utilizada

    como referncia, uma imagem que permite materializar a ideia ou o conceito, tornando-

    os assimilveis. Baseada nisso, a sequencia didtica visa mostrar aos alunos a

    importncia do estudo da anatomia dos anuros, bem como o papel do ambiente para a

    vida desses animais.

    NVEL ESCOLAR: 2 ano (Ensino Mdio)

    DURAO: 4 aulas (45 min. cada)

    OBJETIVO

    Geral:

    Discutir com os alunos o mecanismo de respirao dos anuros e seu habitat.

    Especficos:

    Compreender os tipos de respirao dos anuros.

    Reconhecer as estruturas anatmicas relacionadas a respirao.

    Entender os mecanismos de respirao a partir da influncia do habitat desses

    animais.

    Compreender quais so as formas de preservar o ambiente para conservar esses

  • 22

    animais.

    CONTEDOS

    Conceituais:

    Conhecimento das caractersticas morfolgicas dos anuros;

    Descrio do tipo de respirao destes animais;

    Discrio das caractersticas principais desta classe;

    Procedimentais:

    Investigao bibliogrfica

    Participao em discusses orais

    Observao das caractersticas anatmicas do anuros

    Atitudinais:

    Valorizao do conhecimento dos anuros para o cotidiano;

    Conscincia da diminuio desses animais devido perda de habitat.

    SEQUENCIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM

    ETAPA 1 (2 aulas)

    Nesta primeira etapa, ser utilizado o mtodo de Aprendizagem Baseada em

    Problemas- ABP, na qual ser lanada para os alunos uma questo problematizada: Por

    que os sapos no vivem no mar? Esta pergunta ser utilizada para identificar os

    conhecimentos prvios dos alunos a respeito da estrutura e respirao dos sapos,

    estimulando os alunos a levantarem hipteses sobre a resoluo desta questo. Logo em

    seguida, os alunos sero divididos em 3 grupos e faro a representao dos rgos do

    sistema respiratrio dos anuros com massa de modelar, apresentando em seguida para

    turma. Esta atividade tem o objetivo de identificar nos alunos suas concepes

    alternativas sobre as estruturas internas de um sapo e tambm os conhecimentos prvios

    sobre estruturas anatmicas destes animais.

    ETAPA 2 (2 aulas)

    Atividade 2.1 - Nesta segunda etapa, os alunos iram comparar seu modelo de

    massa de modelar com um modelo de anuros feito de biscuit previamente confeccionado

  • 23

    pela professora. Este modelo didtico demonstra as estruturas internas de um anuro. Em

    seguida, sero levantadas discusses sobre as concepes dos alunos sobre os tipos de

    respirao dos sapos. Esta discusso enfocar tambm como o ambiente aqutico

    influencia na respirao dos sapos e qual a importncia de se preservar estes ambientes

    para melhor preservar esses animais. A partir destas informaes os alunos tero

    subsdios para conseguir resolver a pergunta feita no inicio da aula e entregar a

    professora a resposta.

    Atividade 2.1 - Como atividade finalizadora desta sequencia os alunos deveram

    apontar sugesto de ambientes nas quais esto passveis de encontrar os anfbios

    realizando uma pesquisa bibliogrfica utilizando revistas e livros selecionados pela

    professora e levados para a sala de aula. Logo depois, cada grupo ir confeccionar um

    quadro contendo os tipos de respirao dos anuros, ambientes onde se podem encontrar

    esses animais e formas de preservar o habitat dos sapos ilustrando com imagens

    recortadas de revistas.

    AVALIAO

    Avaliao ser dada mediante a participao dos alunos em sala de aula, o

    envolvimento com as discusses e as atividades propostas.

    RECURSOS NECESSRIOS

    Massa de modelar; Quadro branco; Livros e revistas; Cartolina; Tesoura;

    Colees; cola.

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    GOWDAK, Demtrio; MARTINS, Eduardo. Cincias Novo Pensar: Seres Vivos. So

    Paulo. Editora FTD. 2009. p. 137.

    SANTOS, A. R. dos R.; MENDES SOBRINHO, J. A. de C. Ensino de Cincias Naturais

    nas escolas municipais de Teresina e suas contribuies para a formao da cidadania. In:

    MENDES SOBRINHO, J. A. de C. (Org.). Formao e prtica pedaggica: diferentes

    contextos de anlises. Teresina: EDUFPI, 2007. p. 125-159.

    SECRETARIA DE EDUCAO FUNDAMENTAL. PARMETROS

    CURRICULARES NACIONAIS: Cincias Naturais / Secretaria de Educao

    Fundamental. . Braslia: MEC / SEF, 1998 138 p.

  • 24

    6. Anfbios: Visualizar para aprender

    Narjara Cinthya de Freitas Vitoriano1; Adriana de S. Santos

    2; Ivaneide A. S. da Costa

    3;

    1,2 Licenciandos; 3 Coordenador

    APRESENTAO:

    A classe Anfbia (do grego ampli, ambos, e bios, vida) formada por

    aproximadamente 4 mil espcies de animais muito familiares, como os sapos, as rs e as

    pererecas; e outros como as salamandras e as ceclias, de hbitos fugidios. Este contedo se

    insere no assunto Vertebrados, abordado logo aps o contedo sobre a classe dos Peixes no

    segundo ano do Ensino Mdio.

    NVEL ESCOLAR: 2 Ano (Ensino mdio)

    DURAO: 4 aulas (45 minutos cada)

    OBJETIVO

    Fazer com que os alunos tenham conhecimento sobre a Classe Anfbia, entendendo a sua

    origem e evoluo, atentando que esses aspectos adquiridos foram fundamentais para os anfbios

    se adaptarem ao ambiente terrestre. Utilizando os modelos didticos (Cheio e vazio), para que

    eles compreendam a morfologia e fisiologia interna dos anfbios.

    CONTEDOS

    Conceituais:

    Compreender a Origem e Evoluo dos Anfbios;

    Classificar os Anfbios (Diversidade);

    Entender a Morfologia interna e externa da Classe Anfbia;

    Saber como os anfbios se reproduzem;

    Procedimentais:

    Observar e nomear cada rgo visualizado (modelo cheio);

    Fazer/reproduzir com o auxilio de massinha as estruturas vistas durante o decorrer da

    aula (modelo vazio);

    Escrever a respectiva estrutura produzida, conceituando-a e indicando a sua funo.

  • 25

    Atitudinais:

    Ter conscincia da importncia biolgica que esses animais possuem desmistificar essa

    ideia e at o medo que muitos tm por considerarem esses animais como nojentos e nocivos.

    Alertar que a sua conservao se faz necessria, pois eles tambm so Bioindicadores

    (Importncia ambiental).

    SEQUNCIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM

    ETAPA 1 (2aulas)

    Atividade 1.1: Inicie a aula fazendo alguns questionamentos para sondar os

    conhecimentos prvios dos alunos, por exemplo, O que so os anfbios?J tiveram contato/viram

    algum anfbio? Onde acham que eles vivem?Se eles conhecem o significado dessa palavra?

    Atividade 1.2: D continuidade a aula, introduzindo o contedo (Origem, Evoluo,

    Adaptao) medida que eles forem respondendo/interagindo, fazendo as devidas correes e

    observaes necessrias.

    ETAPA 2 (2 aulas)

    Atividade 2.1 : Divida os alunos em cinco grupos e distribua um modelos didticos para

    cada grupo, depois pea que eles observem/analise a anatomia interna do modelo cheio

    nomeando cada rgo, com isso iremos perceberas possveis concepes alternativas. Faa outros

    questionamentos: Todos os anfbios possuem essa forma? Como ser a morfologia externa do

    anfbio?

    Atividade 2.2: A partir das respostas dadas pelos alunos, d seguimento ao contedo

    (Morfologia Interno-externa e seu funcionamento, Classificao, Reproduo), mostrando as

    ordens dos anfbios, explicando como eles se reproduzem, fale tambm sobre a importncia

    biolgica e os impactos que esto causando a diminuio na diversidade de espcies.

    Atividade 2.3: De maneira sucinta faa um resumo da aula, construindo um pequeno

    mapa de conceito com as principais caractersticas desta classe, para a fixao do contedo.

    AVALIAO

    Alm de a avaliao ser de forma continuada, ao final da aula utilizaremos o modelo

    vazio, onde iremos pedir que cada grupo construa os rgos com massinha de modelar, e que

    faam tambm uma legenda onde contenha o nome de cada estrutura, definio do conceito e a

    respectiva funo naquele animal especificamente, para ser entregue e pontuada posteriormente.

  • 26

    RECURSOS NECESSRIOS

    Massa de Modelar; Modelos didticos (cheio e vazio);Folhas A4.

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    COLEO: SER PROTAGONISTA (Manual do Professor), Biologia 2 Ano; 1 Ed. So Paulo,

    2010.

    GOWDAK, Demtrio; MARTINS, Eduardo. Cincias Novo Pensar: Seres Vivos. So Paulo.

    Editora FTD. 2009. p. 137.

    SANTOS, A. R. dos R.; MENDES SOBRINHO, J. A. de C. Ensino de Cincias Naturais nas

    escolas municipais de Teresina e suas contribuies para a formao da cidadania. In: MENDES

    SOBRINHO, J. A. de C. (Org.). Formao e prtica pedaggica: diferentes contextos de

    anlises. Teresina: EDUFPI, 2007. p. 125-159.

    SECRETARIA DE EDUCAO FUNDAMENTAL. PARMETROS CURRICULARES

    NACIONAIS: Cincias Naturais / Secretaria de Educao Fundamental. . Braslia: MEC / SEF,

    1998 138 p.

    Anexos:

    1- Modelo didtico cheio (Feito de Biscuit) 2- Modelo didtico vazio (Feito de Biscuit)

  • 27

    7. Cad o inseto que estava aqui? O anuro comeu!

    Bruna Lorena V. da Hora1; Adriana de Souza Santos

    1; Ivaneide Alves S. da Costa

    2;

    1,2 Licenciandos;

    3 Coordenador

    APRESENTAO

    A formao bsica de cincias deve ser desenvolvida desde as fases iniciais, tendo

    como objetivo, principalmente, gerar condies para que o aluno exera a cidadania,

    fornecendo aos estudantes instrumentos que possibilitem uma melhor compreenso da

    sociedade que vive. Portanto diante deste propsito necessrio o mnimo de

    conhecimento em Cincias para a formao do discente como cidado.

    Segundo os Parmetros Curriculares Nacionais (2008, 45p):

    Para que o aluno compreenda a integridade do corpo, importante estabelecer

    relaes entre os vrios processos vitais, e destes com o ambiente, a cultura ou

    a sociedade. So essas relaes que esto expressas na arquitetura do corpo e

    faz dele uma totalidade. Discernir as partes do organismo humano muitas

    vezes necessrio para entender suas particularidades, mas sua abordagem

    isolada no suficiente para a compreenso da ideia do corpo como um

    sistema. Portanto, ao se enfocar anatomia e fisiologia humanas necessrio

    selecionar contedos que possibilitem ao estudante compreender o corpo como

    somatria de parte. (BRASIL, 1998)

    Assim a educao escolar, na atualidade, deve propiciar, alm da transmisso

    sistemtica dos contedos de ensino, historicamente produzidos e acumulados, assegurar

    que os alunos se apropriem desses contedos de forma ativa, para que possam relacionar

    esses conhecimentos com questes cotidianas e, com isso, obter um senso crtico mais

    concreto, embasado na compreenso cientfica e tecnolgica da realidade social e poltica

    na qual vive (SANTOS, 2007).

    O assunto a ser abordado torna-se relevante, considerando ao que levando em

    considerao ao que se prope ao PCN (2008) que diz que o tema ministrado em sala de

    aula deve ser de forma contextualizada, onde se possa fazer ligaes com as demais

    linhas de conhecimentos.

    NVEL ESCOLAR: 2 ano (ensino mdio).

    DURAO: 6 aulas (45 min. cada).

  • 28

    OBJETIVO

    Geral

    Tomar conhecimento da alimentao e das estruturas do sistema digestrio dos

    anfbios, a fim de correlacionar com a importncia da alimentao desses animais para o

    controle populacional de vetores.

    Especficos

    Sondar os conhecimentos prvios individuais de todos os alunos sobre o

    sistema digestrio de anfbios;

    Capacitar o aluno para se comunicar em pbico;

    Estimular o trabalho em grupo;

    Facilitar a compreenso sobre o sistema digestrio de anfbios;

    Compreender as relaes entre alimentao dos anfbios e o controle da

    populao de vetores;

    Sensibilizar os alunos sobre a importncia desses animais

    Desenvolver as habilidades manuais dos estudantes.

    CONTEDOS

    Conceituais: Os alunos aprendero os rgos que compe o sistema digestrio

    dos anfbios, correlacionaro a alimentao desses seres com o controle populacional de

    vetores e conhecero a importncias dos anfbios no contexto ecolgico.

    Procedimentais: Os alunos desenvolvero suas habilidades manuais e criativas

    atravs de produo artstica de desenhos e modelos didticos de biscuit. Todas as

    produes ter relao com o contedo aprendido durante as aulas.

    Atitudinais: sensibilizar os estudantes quanto ao respeito para com o prximo e

    com o meio ambiente.

    SEQUNCIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM

    ETAPA 1 (2 aulas)

    A primeira etapa a ser ministrada ter como objetivo fazer uma sondagem sobre

    as concepes prvias dos estudantes, para isso ser indagado a seguinte questo: Todos

    os seres necessitam de se alimentarem, portanto qual a importncia deste processo para

    os anfbios e qual a relao deste processo para com o meio onde vivem?.

  • 29

    Posteriormente, ser solicitado que os alunos se distribuam em grupos para produo de

    um desenho esquemtico sobre o sistema digestrio de anfbios, em seguida os grupos

    iram socializar suas ideias para a classe.

    ETAPA 2 (2 aulas)

    Nesta etapa, os desenhos e as apresentaes sero analisados pelo docente, desta

    forma com base nas concluses, ser ministrada uma aula com objetivo de esclarecer

    todas as dvidas e concepes observadas nas primeiras aulas. Assim, o assunto ser

    abordado, na tentativa de promover a evoluo dos conceitos presentes na estrutura

    cognitiva do aluno, deste modo, a aula considerar os conhecimentos prvios deles. Esta

    se constituir de uma aula cujo professor levar um modelo do sistema digestrio de uma

    perereca, portanto, a discusso ter como ponto de partida o modelo previamente

    construdo pelo professor, assim nesta ser abordado os conceitos e funes dos rgos

    do sistema digestrio dos anuros (perereca) de forma interativa que estimule a

    participao dos estudantes, considerando-os como agentes ativos na construo do seu

    conhecimento. Nesta sequncia sero explanados tambm relaes sobre a importncia

    da alimentao dos anfbios, principalmente anuros, na manuteno do equilbrio

    populacional de vetores, o professor far uma ponte do assunto e ir frisar o quo

    importante esses seres so para o meio. No final desta aula ser solicitada aos alunos uma

    pesquisa cujos achados sero trazidos para a ltima aula, da unidade didtica, deste modo

    os estudantes iro trazer informaes adicionais sobre importncias dos anfbios no

    controle de inseto. Essa atividade contar como nota parcial.

    ETAPA 3 (2 aulas)

    No incio da aula ser discutida a pesquisa solicitada anteriormente, assim as

    dvidas que ainda persistirem acerca do contedo sero retiradas, em seguida os alunos

    sero instrudos a desenvolver um modelo de massa de modelar do sistema digestrio dos

    anuros, nas quais possibilitar aos discente desenvolver suas habilidades manuais e

    criatividade. Aps trmino da produo, sero formados grupos, em que eles tero que

    apresentar de forma sucinta seus modelos (um por grupo), mostrando as estruturas do

    sistema digestrio e a importncia da alimentao desses animais para o meio. Essa

    atividade ser avaliativa, que constituir a nota do aluno somada atividade da aula 3 e

    AVALIAO

  • 30

    Os alunos sero avaliados de forma contnua, durante ou at mesmo ao final de

    cada aula da sequncia didtica ser solicitado a eles a realizao das atividades que

    sero a parte complementar do processo. Alm de permitir ao aluno melhor

    aprendizagem, essas atividades contaro com a participao deles para que seja

    contabilizada a nota final.

    RECURSOS NECESSRIOS

    Folhas de ofcio, lpis de cor, modelo didtico de biscuit dos anfbios, data-show,

    massa de modelar colorida, cola branca, livro com a figura do modelo.

    REFERNCIAS BIBILIOGRFICAS

    SANTOS, A. R. dos R.; MENDES SOBRINHO, J. A. de C. Ensino de Cincias Naturais

    nas escolas municipais de Teresina e suas contribuies para a formao da cidadania. In:

    MENDES SOBRINHO, J. A. de C. (Org.). Formao e prtica pedaggica: diferentes

    contextos de anlises. Teresina: EDUFPI, 2007. p. 125-159.

    SECRETARIA DE EDUCAO FUNDAMENTAL. PARMETROS

    CURRICULARES NACIONAIS: Cincias Naturais / Secretaria de Educao

    Fundamental. . Braslia: MEC / SEF, 1998 138 p.

  • 31

    8. Sapos, rs e pererecas quem so eles?

    Josielma Priscila Pedro de Souza1; Adriana de S. Santos

    2; Ivaneide Alves S. da Costa

    3;

    1,2 Licenciandos; 3 Coordenador

    APRESENTAO

    Os anfbios foram os primeiros vertebrados a ocupar o ambiente terrestre,

    principalmente graas presena de pulmes e de dois pares de pernas. Entretanto, ainda

    so dependentes da gua (dai o nome do grupo: anfi=duplo; bio=vida, sobretudo em

    relao reproduo, com a formao de uma larva aqutica (chamada girino), no caso

    dos sapos, das rs e das pererecas). As diferentes formas de vida esto sujeitas a

    transformaes, que ocorrem no tempo e no espao, sendo, ao mesmo tempo,

    propiciadoras de transformaes no ambiente, diz os PCNS.

    Eles esto representados pelos sapos, rs e pererecas (geralmente terrestre),

    salamandras (terrestres e aquticas), pelas ceclias ou cobras-cegas (encontradas em solos

    midos).

    O Brasil um dos pases mais ricos do mundo em numero de espcies de anfbios,

    com mais de 700 espcies descritas, das cerca de 6 mil conhecidas no mundo. A maioria

    dessas espcies vive na Mata Atlntica e no Cerrado, ecossistema que esto em processo

    acelerado de desmatamento e destruio da biodiversidade.

    Alm do desequilbrio ecolgico causado, a perda da biodiversidade reduz tambm a

    chance de descoberta de medicamentos e outros produtos que poderiam beneficiar a

    humanidade. Tambm encontramos o uso na alimentao, onde a carne de r tem alto

    teor proteico e pouco colesterol. Os sapos so bastante teis na captura de insetos que

    atacam plantaes, mantendo assim o equilibro ecolgico. Os PCNS reconhecem o ser

    humano como agente e paciente de transformaes intencionais por ele produzidas no seu

    ambiente.

    NVEL ESCOLAR: 2 ano (Ensino Mdio).

    DURAO: 4 aulas (45 min cada).

    OBJETIVO

    Geral:

  • 32

    Proporcionar conhecimentos bsicos do processo evolutivo das classes (peixe,

    anfbios, repteis, aves e mamferos) enfatizando a morfologia dos anfbios e a

    importncia destes para o meio ambiente, utilizando o modelo didtico como ferramenta

    facilitadora da aprendizagem.

    Especifico:

    Identificar e caracterizar os animais as suas respectivas classes;

    Entender a morfologia e a fisiologia dos anfbios;

    Conhecer a biodiversidade e os impactos ecolgicos;

    CONTEDOS

    Conceituais: Morfologia e fisiologia dos vertebrados.

    Procedimentais:

    Observar que os anfbios so indicadores da qualidade ambiental, mantm o

    controle natural de populaes de insetos e atuam na indstria Farmaco-Mdica.

    Analisar as caractersticas marcantes dos animais de acordo com as classes,

    enfatizando em anfbios.

    Identificar a nutrio, respirao, circulao, excreo, reproduo e cuidado com

    a prole dos anfbios.

    Comparar as caractersticas evolutivas e adaptativas vida terrestres.

    Atitudinais:

    Sensibilizar sobre a importncia dos anfbios para o ambiente

    SEQUNCIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM

    ETAPA 1(2 aulas)

    Atividade 1.1- Investigando os conhecimentos prvios a partir de uma aula

    dialgica

    Dividir o quadro em 05 grupos (cada grupo representar uma classe peixe,

    anfbios, rpteis, aves e mamferos), em seguida divida a sala em 05 grupos de carteiras e

    deixe uma carteira no centro, a qual ficar as cartas/ figuras emborcadas.

    A turma ser divida em 05 grupos aleatrios, preservando a mesma quantidade de

  • 33

    integrantes entre eles. Para verificar os conhecimentos prvios, a professora deve aplicar

    uma dinmica, esta tem a seguinte procedncia. Um aluno de cada grupo ir escolher

    uma carta/figura e tero 30 segundos para discutir e dizer em que classe este se encontra.

    Sero disponibilizados 05 cartas/figuras de cada classe embaralhadas na mesa.

    Posteriormente por sorteio cada representante ir pegar uma carta com os nome

    das 05 classes e este grupo dever listar as caractersticas mais marcantes deste grupo no

    quadro.

    Atividade 1.2 - Continuando a aula o professor ir discutir juntamente com a

    participao dos alunos as caractersticas que foram expostas por eles tomando, por

    exemplo, os animais que foram colocados no quadro durante a dinmica e aqueles que

    foram colocados erroneamente sero corrigidos.

    ETAPA 2 (2 aulas)

    Atividade 2.1 - Aula expositiva dialgica utilizando modelos didticos como

    facilitador da aprendizagem.

    Mantendo os mesmos grupos sero disponibilizados dois exemplares de modelos

    didticos, um peixe e um anfbio. Os alunos deveram observar qual a caracterstica

    marcante que levou transio do ambiente aqutico para o terrestre dos anfbios.

    Espera-se que os alunos identifique o pulmo como o rgo que se desenvolveu,

    sofreu modificaes e promoveu a conquista do ambiente terrestre para os anfbios. Para

    isto os alunos tero 05 min, em seguida sero expostas suas hipteses diante do grupo e

    discutidas.

    Atividade 2.2 - Aproveitando a breve discusso o professor ir abordar as

    caractersticas principais morfolgicas e fisiolgicas dos anfbios, diferenas anatmicas

    mais evidentes, formas reprodutivas e a importncia desta classe para a manuteno dos

  • 34

    ecossistemas, a fim de incentivar a preveno dos anfbios.

    AVALIAO

    A avaliao se proceder de forma continua observando a participao dos alunos,

    o qual ser agregado pontuao parcial na mdia. Aps a aula poder ser aplicado um

    questionrio de reviso ou docente pode sugerir que alunos construam a fisiologia interna

    dos anfbios, utilizando os modelos didticos vazados. Sendo assim seriam

    disponibilizados 05 modelos de anfbios vazados, no qual os alunos iriam confeccionar

    os rgos com massinha de modelar.

    RECURSOS NECESSRIOS

    5 exemplares de modelos didticos de anfbios vazados; 10 exemplares de

    modelos didticos, sendo 05 de peixes e 05 de anfbios cheios; Cartas/ Nomes (peixe,

    anfbios, repteis aves e mamferos); Cartas/foto; Fita adesiva; Massinha de modelar;

    Piloto; Quadro negro.

    REFERNCIA BIBLIOGRFICOS:

    LINHARES, Srgio; GEWANDSZNAJDER, Fernando. Biologia Hoje: Os seres vivos.

    So Paulo: Editora rtica, 2011. p. 302-307. (2 ano).

    SANTOS, Fernando Santiago Dos; AGUILAR, Joo Batista Vicentin; OLIVEIRA,

    Maria Martha Argel de. Ser Protagonista. So Paulo: Editora SM, 2010. (2 ano).

    Disponvel em http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf> acessado em 14 de

    outubro de 2012.

    http://portal.mec.gov.br/seb/arquivos/pdf/livro01.pdf

  • 35

    9. De anfbios a Repteis: Uma abordagem

    morfolgica e evolutiva.

    Caroline Pereira de Arajo1; Adriana de Souza Santos

    1; Ivaneide Alves S. da Costa

    3;

    1,2 Licenciandos;3 Coordenador

    APRESENTAO:

    Essa sequencia didtica visa abordar o Reino Animal, enfocando somente nos

    Anfbios e Rpteis. Reproduo, evoluo, semelhanas, diferenas e importncia dessas

    classes sero abordadas utilizando modelos didticos confeccionados em biscuits.

    De acordo com o PCN, a observao direta de rgos e tecidos dos vertebrados

    permite a visualizao direta e o estabelecimento de analogia em relao semelhanas e

    diferenas entre animais vertebrados. Dissecao de um animal oferece uma viso de

    alguns rgos especficos por animais, os tornando importantes e diferenciados em

    relao a outros, ampliando assim o conhecimento do aluno.

    NVEL ESCOLAR: 2 ano (Ensino Mdio).

    DURAO: 5 aulas. (45 min. cada).

    OBJETIVOS:

    Geral:

    Facilitar a compreenso sobre o assunto de evoluo dos animais, enfocando os

    anfbios e rpteis a partir de anlises morfolgicas destes.

    Especfico:

    Classificar os animais vertebrados, enfocando em Anfbios e Rpteis;

    Reconhecer semelhanas e diferenas entre os Anfbios e Rpteis.

    Reconhecer caractersticas que diferenciam de outros animais;

    Reconhecer caractersticas morfolgicas que favoreceram a evoluo de anfbios

    para rpteis;

    CONTEDOS

  • 36

    Conceituais:

    Classe dos animais;

    Morfologia dos rpteis e anfbios;

    Reproduo dos anfbios e rpteis;

    Procedimentais:

    Saber classificar os animais a partir de atividades elaboradas;

    Atitudinais:

    Reconhecer a importncia dos anfbios e rpteis no controle biolgico de pragas.

    SEQUNCIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM:

    ETAPA 1 (1 aula)

    Atividade 1.1: Busca de conhecimentos prvios

    Os alunos sero divididos em 5 grupos. Ao serem divididos, ser entregue 5 fotos

    de cada exemplar das seguintes classes: Anfbios e Repteis e 5 figuras de peixes que

    estariam somente para problematizar o jogo. Ser entregue uma cartolina para cada

    grupo. A mesma estar dividido em 3 partes, sendo elas: Anfbios, Rpteis e Nenhum

    deles. Os alunos tero 20 minutos para separar as figuras por suas respectivas classes,

    abordando algumas caractersticas que os diferenciam.

    Atividade 1.2: Fundamentao terica sobre diferentes caractersticas entre

    anfbios e rpteis:

    Aps os 20 minutos disponibilizados para a primeira etapa da aula, o professor ir

    expor o cartaz de cada grupo, deixando que os alunos observem durante 5 minutos. Aps

    a observao, os alunos iro discutir, juntamente com os professores, as caractersticas

    que apresentaram e observaram nos cartazes, facilitando o encontro de conhecimentos

    prvios e concepes alternativas.

    ETAPA 2 (2 aulas)

    Atividade 2.1: Aula expositiva dialgica sobre anfbios e rpteis:

    Como forma de abordar o assunto, o professor ir ministrar uma aula expositiva

  • 37

    dialgica sobre anfbios e rpteis. Esta etapa ocorrer em 45 minutos. O assunto abordado

    ser:

    Importncia para o controle biolgico de alguns insetos (no caso de alguns

    anfbios) e de alguns mamferos roedores (no caso de alguns rpteis: serpentes).

    Reproduo;

    Morfologia;*

    Atividade 2.2: Aula comparativa das caractersticas morfolgicas entre

    anfbios e rpteis:

    * O assunto relacionado morfologia ser abordado de uma forma diferenciada.

    Aps ministrar a aula sobre reproduo e importncia dos anfbios e rpteis, a turma

    voltar a se dividir em 5 grupos, sendo disponibilizado para cada grupo um modelo

    didtico de anfbios e outro de rpteis. A morfologia interna e externa ser comparativa

    entre os modelos, evidenciando algumas caractersticas que deram condies para a

    evoluo entre eles, enfocando sempre os rpteis. O professor ser mediador de uma

    discusso para consolidao do assunto e ter disponvel 45 minutos para ministrar essa

    atividade.

    AVALIAO (02 aulas)

    Os grupos voltaram a se formar e sero disponibilizados 1 modelo didtico

    vazado de rpteis para cada grupo e uma caixa de massinha de modelar, onde eles iro

    fazer todas as estruturas dos rpteis sem que haja consulta algum material ou aos outros

    grupos, somente com o que aprendeu na aula. Ao finalizar, sero nomeados as estruturas

    e avaliadas pelo professor. Ser disponibilizado uma aula de 45 minutos para tal

    atividade.

    RECURSOS NECESSRIOS:

    5 modelos didticos completos de Anfbios; 5 modelos didticos completos de Rpteis;5

    modelos didticos vazados de Anfbios;5 modelos didticos vazados de Rpteis; 5

    cartolinas5 caixas de massinha de modelar;

    REFERNCIA BIBLIOGRFICA:

    PARMETROS CURRICULARES NACIONAIS: Cincias Naturais /Secretaria de

    Educao Fundamental. Braslia : MEC /SEF, 1998.

  • 38

    GOWDAK, Demtrio; MARTINS, Eduardo. Cincias Novo Pensar: Seres Vivos. So

    Paulo. Editora FTD. 2009. p. 137.

    SANTOS, A. R. dos R.; MENDES SOBRINHO, J. A. de C. Ensino de Cincias Naturais

    nas escolas municipais de Teresina e suas contribuies para a formao da cidadania. In:

    MENDES SOBRINHO, J. A. de C. (Org.). Formao e prtica pedaggica: diferentes

    contextos de anlises. Teresina: EDUFPI, 2007. p. 125-159.

    SECRETARIA DE EDUCAO FUNDAMENTAL. PARMETROS

    CURRICULARES NACIONAIS: Cincias Naturais / Secretaria de Educao

    Fundamental. . Braslia: MEC / SEF, 1998 138 p.

  • 39

    10. Podem at ser feios, mas so dispensveis?

    Marcos Medeiros1; Adriana de S. Santos

    2; Ivaneide Alves S. da Costa

    3;

    1,2 Licenciandos;

    3 Coordenador

    APRESENTAO

    Os rpteis esto na face da Terra h pouco mais de trezentos milhes de anos. Eles

    tiveram origem a partir dos anfbios e deram origem s aves e aos mamferos. Muitas

    espcies, como as tartarugas marinhas, esto ameaadas de extino e sua sobrevivncia,

    hoje, depende de todos ns.

    So animais de grande importncia na manuteno do equilbrio ecolgico. As

    jararacas, entre outras serpentes, realizam um importante controle biolgico de roedores,

    incluindo camundongos e ratazanas. As populaes de piranhas so controladas pelos

    jacars, enquanto as lagartixas auxiliam no combate de vrios insetos.

    Os rpteis so animais vertebrados de sangue frio, que necessitam do calor do

    ambiente para regular sua temperatura corprea. Por isso, permanecem pouco ativos a

    maior parte do tempo. Entre eles esto serpentes, lagartos, tartarugas, jacars e a tuatara

    (natural da Nova Zelndia).

    NIVEL ESCOLAR: 2 ano (Ensino Mdio)

    DURAO: 6 aulas (45 min. cada)

    OBJETIVO

    Geral: Introduzir o contedo de rpteis a partir de suas funes no ambiente.

    Objetivo especfico:

    Entender a importncia ecolgica do grupo;

    Apresentar os hbitos alimentares dos repteis;

    Ensinar, usando os rpteis como exemplo, os conceitos de homeotermia e

    pecilotermia;

    Reconhecer caractersticas particulares do grupo.

    CONTEDOS

    Conceituais

  • 40

    Classificao dos rpteis;

    Caractersticas exclusivas do grupo;

    Homeotermia e pecilotermia;

    Reproduo;

    Procedimentais:

    Reconhecer os diferentes tipos de rpteis;

    Diferenciar anatomicamente as estruturas internas dos rpteis em relao aos

    outros grupos;

    Saber relacionar as condies ambientais necessrias ao desenvolvimento do

    grupo;

    Atitudinais

    Reconhecer a importncia dos rpteis no controle biolgico de pragas.

    SEQUNCIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM

    ETAPA 1 (2 aulas)

    Atividade 1.1 - Sero formados 5 grupos e a cada um dos grupos ser distribudo

    uma foto diferentes de rpteis em seu ambiente natural. A partir dessa imagem ser

    solicitado que o aluno identifique caractersticas do grupo, tais como: Ambiente em que

    vivem, tipo de alimentao, caractersticas morfolgicas, etc...

    Atividade 1.2 - Aps essa observao do que os alunos colocarem como

    caractersticas do grupo, as imagens sero fixadas no quadro e ser feita uma discusso

    com eles sobre as caractersticas gerais do grupo. A partir da atividade acima ser

    possvel identificar possveis concepes alternativas.

    ETAPA 2 (2 aulas)

    Atividade 2.1 - Depois da delimitao das caractersticas gerais dos alunos quanto

    ao grupo (Alimentao, habitat, distribuio geogrfica, etc...) ser feito uma aula

    expositiva dialgica sobre as caractersticas morfolgicas do grupo diferenciando

    anatomicamente os rpteis dos demais e situando-os quanto caractersticas evolutivas

    do grupo em relao aos outros. Ao final da aula, os 5 grupos ainda reunidos iro receber

    um dos modelos didticos preenchidos e tero a oportunidade de observar como se d a

    organizao interna dos sistemas internos do grupo.

  • 41

    Atividade 2.2 - Os grupos formados na aula anterior sero novamente reunidos e

    cada grupo receber uma mesma imagem que possa servir como subsdio pra eles

    colocarem as caractersticas que eles j sabiam sobre os rpteis e possam colocar as

    novas caractersticas aprendidas no encontro anterior. Essa atividade est sendo realizada

    como uma retomada de contedo e como ferramenta de avaliao quanto ao progresso

    dos alunos na identificao das caractersticas gerais do grupo. Aps o preenchimento das

    caractersticas o professor vai recolher os papeis colocar no quadro e falar sucintamente

    sobre cada uma das caractersticas.

    ETAPA 3 (2 aulas)

    Atividade 3.1 - Aps essa atividade, sero mostrados vdeos* de repteis em seu

    ambiente natural e vdeos sobre ambientes frios. A partir desse material o professor

    induzir os alunos a pensar sobre o porqu de no haver repteis em ambientes frios. Com

    essa introduo o professor pode abordar, novamente por uma aula expositiva dialgica,

    os conceitos de homeotermia e pecilotermia, enfatizando quais as consequncias aos

    repteis em decorrncia dessa falta de capacidade de manter a temperatura corporal e

    comparando com o estilo de vida e distribuio geogrfica de outros grupos (mamferos).

    Atividade 3.2 - Aps o entendimento da turma sobre os conceitos abordados

    anteriormente, ser feita uma discusso com eles sobre qual a importncia dos rpteis na

    manuteno do equilbrio dos ecossistemas. (So animais de grande importncia na

    manuteno do equilbrio ecolgico. As jararacas, entre outras serpentes, realizam um

    importante controle biolgico de roedores, incluindo camundongos e ratazanas. As

    populaes de piranhas so controladas pelos jacars, enquanto as lagartixas auxiliam no

    combate de vrios insetos).

    Atividade 3.3 - Aps essa discusso sobre o papel dos repteis na manuteno do

    equilbrio dos ecossistemas terrestres e aquticos, ser distribudo para cada grupo um

    modelo vazado e ser pedido que eles, com as informaes obtidas pelas aulas

    expositivas dialgicas sobre a morfologia interna do grupo, montem as estruturas internas

    desses animais.

    AVALIAO:

    Como mtodo avaliativo temos os cartazes preenchidos na segunda aula para a

    retomada do contedo e o modelo vazado que ser preenchido por eles ao final da

    sequncia didtica.

  • 42

    RECURSOS NECESSRIOS:

    5 Modelos didticos de rpteis vazados; 5 Modelos didticos de rpteis cheios; 10

    impresses em cartaz; Projetor multimdia; Computador.

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    GOWDAK, Demtrio; MARTINS, Eduardo. Cincias Novo Pensar: Seres Vivos. So

    Paulo. Editora FTD. 2009. p. 137.

    SANTOS, A. R. dos R.; MENDES SOBRINHO, J. A. de C. Ensino de Cincias Naturais

    nas escolas municipais de Teresina e suas contribuies para a formao da cidadania. In:

    MENDES SOBRINHO, J. A. de C. (Org.). Formao e prtica pedaggica: diferentes

    contextos de anlises. Teresina: EDUFPI, 2007. p. 125-159.

    SECRETARIA DE EDUCAO FUNDAMENTAL. PARMETROS

    CURRICULARES NACIONAIS: Cincias Naturais / Secretaria de Educao

    Fundamental. . Braslia: MEC / SEF, 1998 138 p.

    *Vdeos disponveis no site youtube:

    http://www.youtube.com/watch?v=A2qfHVeALsY

    http://www.youtube.com/watch?v=wJrwC-rBItY

    http://www.youtube.com/watch?v=xnkA6ByFzEw

    http://www.youtube.com/watch?v=A2qfHVeALsYhttp://www.youtube.com/watch?v=wJrwC-rBItYhttp://www.youtube.com/watch?v=xnkA6ByFzEw

  • 43

    11. Qual seria o percurso do alimento dentro do trato

    digestivo da tartaruga, e o que faz virar fezes?

    Evanoel Nunes1; Adriana de Souza Santos

    2; Ivaneide Alves S. da Costa

    3;

    1,2 Licenciandos;3 Coordenador

    APRESENTAO

    Sabe-se que o reino animal bastante diverso em organismos, devido a isso

    torna-se bastante complicado responder a questo acima. Para isso ser considerado para

    esta atividade s os aspectos nutricionais dos vertebrados, em especial o grupo dos

    rpteis. A digesto de todos os grupos dos vertebrados pode variar de mecanismos, na

    realidade, o local onde esta ocorrer e a velocidade em que se processar, variam muito

    entre os diversos grupos, porm, pode-se afirmar que todos os animais possuem digesto

    intracorporal (dentro do corpo) (Amabis, 2006).

    A sequncia didtica a seguir composta por dois momentos que tm por

    objetivo auxiliar o aluno na compreenso dos aspectos anatmicos e funcionais dos

    vertebrados. Ser dado enfoque ao sistema digestrio e excretor dos rpteis. Este assunto

    se diz referente ao segundo ano do ensino mdio, onde normamente ser abordado dentro

    do tema Reino Animlia, esse assunto ainda pode ser tambm trabalhado no stima

    srie do ensino fundamental, considerando que os alunos dessa ltima srie veem os

    contedos relacionados aos grandes grupos de animais de uma forma mais primria.

    A aula ter como partida uma problematizao: Qual seria o percurso do

    alimento dentro do trato digestivo da tartaruga, e o que faz virar fezes?. Os alunos

    devem formular hipteses que justifiquem tais concepes criadas por eles.

    Aps a discusso os alunos assistiro a uma aula expositiva dialgica com a

    finalidade de esclarecer suas ideias voltadas ao sistema digestrio.

    NVEL ESCOLAR: 2 srie (Ensino Mdio)

    DURAO: 6 aulas (45 min. cada)

    OBJETIVOS

    Reconhecer os rgos envolvidos na digesto;

  • 44

    Compreender os mecanismos da digesto;

    O trabalho integrado dos rgos dentro sistema digestivo;

    Particularidades do sistema excretor nos rpteis.

    CONTEDOS

    Conceituais: Os alunos devem ao final da aula saber reconhecer os rgos que

    compem o sistema digestivo da classe dos repteis, assim como suas caractersticas e

    particularidades frente s diferenas do trato digestivo das outras classes.

    Procedimentais: Os alunos iro observar o modelo didtico, e posteriormente

    elaboraro um esquema/desenho que represente o caminho do alimento no trato digestivo

    da tartaruga.

    Atitudinais: A atividade visa uma maior integrao dos alunos, pois as atividades

    sero realizadas em grupo, e o seu sucesso necessitar da colaborao e participao de

    todos.

    SEQUNCIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM

    ETAPA 1(2 aulas)

    Ser apresentado ao aluno um modelo didtico de um rptil, e o aluno ter que

    descrever o percurso do alimento dentro do organismo do animal, essa atividade ser

    realizada em grupo de no mximo quatro pessoas. Essa atividade visa tentar captar dos

    alunos a suas concepes alternativa tanto relacionada digesto como excreo dos

    alimentos.

    ETAPA 2 (2 aulas):

    Tendo em mos as principais concepes alternativas dos alunos frente ao sistema

    digestivo e excretor dos rpteis, o professor iniciaria uma aula mais conceitual de cunho

    expositiva dialgica. Esse momento ter como objetivo maior derrubar as concepes

    alternativas dos alunos como tambm a apreenso de novos conhecimentos.

    ETAPA 3 (2 aulas)

    Ser pedido para os alunos que eles mais uma vez descrevam o percurso do

    alimento dentro do corpo de um rptil, porm essa descrio deve ser esquematizada em

    forma de desenho. Com esta atividade o professor tomar conhecimento se o aprendizado

    dos alunos se deu de forma significativa. Em seguida ser realizado a apresentao e

    discusso dos desenhos visando conhecer e elucidar as dvidas dos alunos.

  • 45

    AVALIAO

    A avaliao ser realizada de forma contnua e por meio dos desenhos realizados

    pelos alunos.

    RECURSOS NECESSRIOS

    Quadro branco, modelos didtico, pincel atmico, folhas A4 e giz de cera.

    REFERENCIAS BIBLIOGRFICOS

    AMABIS, Jos Mariano. Fundamentos da Biologia Moderna. 4ed So Paulo: Moderna

    2006.

    SANTOS, A. R. dos R.; MENDES SOBRINHO, J. A. de C. Ensino de Cincias Naturais

    nas escolas municipais de Teresina e suas contribuies para a formao da cidadania. In:

    MENDES SOBRINHO, J. A. de C. (Org.). Formao e prtica pedaggica: diferentes

    contextos de anlises. Teresina: EDUFPI, 2007. p. 125-159.

    SECRETARIA DE EDUCAO FUNDAMENTAL. PARMETROS

    CURRICULARES NACIONAIS: Cincias Naturais / Secretaria de Educao

    Fundamental. Braslia: MEC / SEF, 1998 138 p.

  • 46

    12. Uso de modelo didtico como instrumento

    facilitador da aprendizagem sobre rpteis.

    Anderson Pereira da Costa1; Adriana de Souza Santos

    2; Ivaneide Alves S. da Costa

    3;

    1,2 Licenciandos;3 Coordenador

    APRESENTAO

    Os rpteis so animais que rastejam e esto representados por mais de 7 mil

    espcies, entre as quais se destacam o jacar, a tartaruga, o lagarto e a serpente.

    Esses animais foram os primeiros a se adaptarem completamente ao ambiente

    terrestre.

    NVEL ESCOLAR: 2 ano (Ensino Mdio).

    DURAO: 6 aulas (45 min. cada).

    OBJETIVO

    Geral

    Proporcionar conhecimentos bsicos sobre morfologia, fisiologia e processo

    evolutivo de adaptao da classe dos rpteis enfatizando a importncia destes para o meio

    ambiente, utilizando o modelo didtico como ferramenta facilitadora da aprendizagem.

    Especficos

    Identificar e caracterizar os animais as suas respectivas classes;

    Entender a morfologia e a fisiologia dos rpteis;

    Descobrir quais as principais adaptaes dos rpteis para a vida terrestre;

    Conhecer a biodiversidade e os impactos ecolgicos;

    CONTEDOS

    Conceituais:

    Morfologia interna dos rpteis

    Caractersticas marcantes dos animais de acordo com as classes, enfatizando

    os Rpteis.

    Nutrio e respirao dos Rpteis;

    Reproduo e cuidado com a prole;

  • 47

    Circulao e excreo;

    Caracteres evolutivos e adaptativos a vida terrestres.

    Procedimentais:

    Identificar os principais rgos internos dos rpteis mostrando a posio

    anatmica dos mesmos e suas respectivas funes.

    Compreender como os rpteis podem viver tanto tempo embaixo dgua,

    atravs das observaes da anatomia e de estudos de textos especficos da rea.

    Atitudinais:

    Mostrar aos alunos que os Rpteis possuem impactos positivos no meio

    ambiente, principalmente dentro da cadeia alimentar modificando pensamento

    sobre esses organismos.

    Reconhecer a importncia das principais adaptaes desses organismos para a

    sobrevivncia em diferentes locais.

    SEQUNCIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM

    ETAPA 1 (2 aulas)

    Atividade 1.1 - Neste primeiro momento o professor dever sondar as concepes

    prvias dos alunos sobre o tema abordado, lembrando-os de qualquer tipo de relao do

    aluno com o tema, sondando se ocorrem concepes errneas dos alunos sobre o assunto.

    Para isso a sala ser divida em grupos, que sero organizados de acordo com o nmero de

    alunos que existem na sala. Cada grupo receber revistas e vrios livros que tratem sobre

    adaptaes, morfologia e alimentao dos rpteis. Sero fornecidos livros da 7 srie do

    ensino fundamental ou da 2a srie do ensino mdio, alm de revistas de divulgao

    cientfica como CINCIA HOJE e REVISTA NOVA ESCOLA, dentre outras, que

    tratem de cincia para o ensino fundamental e mdio.

    Atividade 1.2 - Discusso sobre os conceitos trabalhados nos textos de

    divulgao cientfica.

    ETAPA 2 (2 aulas)

    Atividade 2.1 - No segundo momento, com intuito dos alunos terem o contato

    com a morfologia interna dos rpteis, sem saberem a localizao exata dos rgos

    internos dos mesmos, novamente os alunos sero divididos em grupo e recebero

  • 48

    modelos didticos vazados dos rpteis fixados em uma prancheta e sero orientados a

    montar a posio dos rgos nesse modelo, usando massa de modelar. Aps essa a

    confeco dos rgos os alunos devem listar no caderno os rgos que ele confeccionou e

    indicar suas respectivas funes.

    Atividade 2.2 - No terceiro momento, os alunos recebero modelos didticos

    previamente montados e sero orientados a fazer comparao com o modelo

    confeccionado por eles prprios. Neste momento, observaro e corrigiro os possveis

    erros cometidos durante o preenchimento do modelo vazado.

    ETAPA 3 (2 aulas)

    Aula expositiva dialgica sobre a morfologia interna e externa dos rpteis

    relacionando suas funes e adaptaes morfofisiolgicas para sobrevivncia.

    AVALIAO

    A avaliao se proceder de forma continua observando a participao dos

    alunos, o qual ser agregado pontuao parcial na mdia. Aps a aula poder ser aplicado

    um questionrio de reviso.

    RECURSOS NECESSRIOS

    Revistas, livros, fotos, auxlio de vrias literaturas, fita adesiva, massa de

    modelar, piloto, quadro branco, 10 exemplares de modelos didticos (sendo 05 de rpteis

    vazados e 05 de rpteis preenchidos).

    REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS

    GOWDAK, Demtrio; MARTINS, Eduardo. Cincias Novo Pensar: Seres Vivos. So

    Paulo. Editora FTD. 2009. p. 137.

    SANTOS, A. R. dos R.; MENDES SOBRINHO, J. A. de C. Ensino de Cincias Naturais

    nas escolas municipais de Teresina e suas contribuies para a formao da cidadania. In:

    MENDES SOBRINHO, J. A. de C. (Org.). Formao e prtica pedaggica: diferentes

    contextos de anlises. Teresina: EDUFPI, 2007. p. 125-159.

    SECRETARIA DE EDUCAO FUNDAMENTAL. PARMETROS

    CURRICULARES NACIONAIS: Cincias Naturais / Secretaria de Educao

    Fundamental. . Braslia: MEC / SEF, 1998 138 p.

  • 49

    13. Aves: um voo na sua origem

    Joslia Domingos Pereira1; Adriana de Souza Santos

    2; Ivaneide Alves S. da Costa

    3;

    1,2 Licenciandos;

    3 Coordenador

    APRESENTAO

    Na aula sobre os vertebrados, ser abordado o tema das aves, a qual ter uma

    relevante importncia em estudar suas caractersticas exclusivas, como as: estruturas

    morfolgicas, anatmicas e arranjos fisiolgicos presentes nesses animais.

    As aves so animais vertebrados que possuem penas, alm de terem diferentes

    estruturas adaptadas para o voo. A pena uma caracterstica exclusiva desses animais,

    pois, est presente em todas as espcies do grupo. Alm disso, so endotrmicas,

    ovparas e apresentam um metabolismo elevado.

    NVEL ESCOLAR: 2 ano do (Ensino Mdio)

    DURAO DA AULA: 6 aulas (45 minutos cada)

    OBJETIVOS

    Conhecer a morfologia interna das aves;

    Reconhecer as estruturas que possibilitaram s aves a voar;

    Compreender a origem evolutiva das aves;

    CONTEDOS

    Conceituais

    Origem e caractersticas das aves;

    Adaptao para o voo

    Particularidade interna e externa.

    Procedimentais

    O aluno ser capaz de:

    Conhecer a origem das aves;

    Saber como classifica-las;

    Compreender quais caractersticas est presentes nesses animais.

    Atitudinais

  • 50

    O aluno desenvolver comportamentos de:

    Valorizar as caractersticas evolutivas das aves;

    Conscientizar da importncia desses animais para o meio ambiente.

    SEQUNCIA DE ENSINO E APRENDIZAGEM

    ETAPA 1(2 aulas)

    Iniciaremos a primeira aula fazendo questionamentos aos alunos sobre as

    principais caractersticas das aves, para analisa seus conhecimentos prvios. Os alunos

    sero divididos em grupos de 4 pessoas, os quais receberam diversas imagens sobre as

    caractersticas das aves, mas que entre elas haver tambm imagens de caractersticas de

    outros animais. Com isso ser solicitados que os alunos selecionem apenas as imagens

    que esto relacionadas com o ambiente e caractersticas das aves. Com todas as imagens

    selecionadas, os alunos iro cola-las no quadro, montando assim um mural de

    caractersticas das aves.

    ETAPA 2 (2 aulas)

    Com aula expositiva dialgica, apresentaremos os aspectos gerais sobre as aves,

    introduzindo o contedo a partir do seu surgimento e evoluo, abordando: as adaptaes

    para o voo digesto e excreo e por fim, falaremos um pouco sobre a reproduo das

    aves. Conforme forem adentrados os contedos, ser feita uma ligao com as imagens

    selecionadas pelos prprios alunos, fazendo desta forma uma retomada dos

    conhecimentos prvio dos mesmos e corrigindo as supostas concepes alternativas que

    eles possam ter.

    ETAPA 3 (2 aulas)

    Contribuindo para a melhor fixao dos contedos abordados em sala de aula

    sobre as aves, os alunos sero orientados a confeccionar, com massinhas de modelar,

    modelos didticos sobre a morfologia interna das aves, a partir de um modelo pronto feito

    de biscuit do qual ser apresentados todos os componentes internos, e os alunos com base

    nessas explicaes tero que fazer semelhante, usando massinhas e identificando cada

    estrutura no modelo.

  • 51

    AVALIAO

    A avaliao tem como objetivo contribuir na fixao e no ensino aprendizagem

    dos alunos em relao aos contedos ministrados, sendo assim, os alunos ser avaliado

    durante as atividades como, por exemplo; na confeco dos modelos didticos, levando

    em considerao a identificaes das estruturas e a participao dos mesmos, nas demais

    atividades.

    RECURSOS NECESSRIOS

    Imagens impressas de animais (caractersticas de ambientes, modo de vida...),

    fita adesiva, modelos didticos feito de biscuit vazados e preenchidos de aves, massinhas

    de modelar.

    REFERNCIAS

    LINHARES, Srgio; GEWANDSZNAJDER, Fernando. Biologia. So Paulo: Editora

    tica, 2006.

    LOPES, Snia; ROSSO, Sergio. Biologia. 1 So Paulo: Saraiva, 2005.

    PEZZI, Antnio; GOWDAK, Demtrio; MATTOS, Neide. Biologia: Seres vivos,

    anatomia e fisiologia humanas. 1 So Paulo: Saraiva, 2010.

    SANTOS, A. R. dos R.; MENDES SOBRINHO, J. A. de C. Ensino de Cincias Naturais

    nas escolas municipais de Teresina e suas contribuies para a formao da cidadania. In:

    MENDES SOBRINHO, J. A. de C. (Org.). Formao e prtica pedaggica: diferentes

    contextos de anlises. Teresina: EDUFPI, 2007. p. 125-159.

    SECRETARIA DE EDUCAO FUNDAMENTAL. PARMETROS

    CURRICULARES NACIONAIS: Cincias Naturais / Secretaria de Educao

    Fundamental. . Braslia: MEC / SEF, 1998 138 p.

  • 52

    14. Por que as aves comem de uma maneira to rpida e

    constante? uma necessidade ou exagero?

    Vladimir Vieira do Nascimento1; Adriana de Souza Santos

    2; Ivaneide Alves S. da Costa

    3;

    1,2 Licenciandos; 3 Coordenador

    APRESENTAO

    Os seres vivos necessitam desempenhar diversas atividades fsicas e para que isto

    seja possvel, vrios nutrientes so ingeridos diariamente com o intuito de obter energia,

    o que resulta na manuteno da vida de um organismo. Em aves este processo no to

    simples, necessita-se de uma compreenso acerca de Anatomia, pois o alimento precisa

    ser triturado, absorvido e depois disto que pode ser utilizado pelo organismo,

    procedimento pelo qual chamado de digesto. Atualmente este contedo est inserido

    na rea de Cincias da Natureza, pois ela responsvel por facilitar e organizar o

    aprendizado dos alunos por meio de um conjunto de competncias, das quais pode-se

    citar: representao e comunicao; investigao e compreenso dos contedos em um

    mundo moderno e globalizado de maneira integrada.

    NVEL ESCOLAR: 2 Ano do ensino mdio.

    DURAO: 9 aulas (45 min. cada)

    OBJETIV