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3 3 3 3 calha leito maior várzea FRAGMENTOS MATRIZES FRONTEIRAS 4 3 2 1 ACOMODAÇÕES Uma reflexão partindo da relação entre arquitetura e cidade permite diversos percursos teóricos e inúmeras abordagens projetuais. Um desses percursos pode partir das inquietações presentes na atual condição das cidades e do entendimento da metrópole como a expressão do modo de produção da sociedade contemporânea: um emaranhado de estruturas que justapõem-se, entrelaçam-se e conectam-se gerando as mais diversas situações urbanas. Estruturas e situações urbanas, escalas distintas e relacionas. É sobre esse viés de abordagem que o trabalho inclina-se. A partir da análise de alguns pontos fundamentais da constituição da metrópole paulistana, elege-se uma estrutura urbana – a hídrica-hidrológica que servirá como referência para a identificação de uma situação urbana recorrente em todo o território – o piscinão, relacionando tal situação urbana a uma estrutura de espaços livres de abrangência territorial. A premissa projetual parte, portanto, da possibilidade de articulação entre sistema hídrico e um sistema de espaços livres. Drenagem e paisagem como ponto de partida para uma intervenção projetual pontual, de caráter sistêmico, entretanto. Duas estratégias de análise –uma estrutural e outra conceitual- levam a escolha da situação urbana da intervenção, localizada na Zona Leste de São Paulo. Nela identifica-se, além da recorrente desarticulação entre a tipologia do piscinão e o entorno, duas barreiras lineares e contínuas: um córrego e um complexo viário compreendido por ferrovia, metrovia e avenida de fluxo intenso. Propõe-se, assim, integrar -a drenagem a paisagem e diluir -as barreiras físicas presentes no sítio por meio de estratégias denominadas aproximação, transição, transposição e acomodação.. drenagem e paisagem intervenção na zona leste de são paulo 3 3 3 3 piscinões existentes metrô penha av. aricanduva parque do rincão metrô vila matilde linha trem CPTM linha metrô av. radial leste piscinões existentes metrô penha av. aricanduva parque do rincão metrô vila matilde linha trem CPTM linha metrô av. radial leste SITUAÇÃO URBANA 3 1|4 Busca-se compreender o processo de constituição e consolidação da cidade de São Paulo a partir da ocupação das várzeas e planícies fluviais, marcada, segundo Franco (2005) pela instalação seqüencial dos sistemas viários sobre trilhos, rodas, setor industrial e setor habitacional. Tal processo de ocupação gera uma composição territorial na qual as várzeas representam, ainda segundo Franco, um território concentrado de incorporações sistêmicas correspondente a um território estruturante das inter-relações físicas, espaciais, funcionais e simbólicas da metrópole. A ocupação culmina na relevância das áreas de várzeas e planícies fluviais para as dinâmicas econômicas, sociais, urbanas, e, do ponto de vista ambiental, repercute no sistema hídrico/hidrológico do território metropolitano. Assim a ampla impermeabilização do solo incide diretamente no sistema de drenagem de águas fluviais e pluviais, ocasionando a dificuldade recorrente do escoamento dessas águas nos períodos de chuva e as conseqüentes enchentes. Uma medida estrutural que tem como premissa o amortecimento das enchentes são as bacias de retenção|detenção de águas fluviais e pluviais, os piscinões. Tais intervenções visam atender tecnicamente o problema da drenagem de águas e representam peças técnicas do sistema hídrico e hidráulico, e que, quando devidamente posicionadas, têm a função de minimizar a onda de cheia dos cursos de água, inseridos no meio urbano, minimizando a ocorrência e amplitude das enchentes. Se do ponto de vista técnico, tal alternativa apresenta-se coerente, do ponto de vista urbano a situação é outra. Tais tipologias, em sua maioria, ocupam uma área considerável e são instaladas em regiões intensamente adensadas, sem que se considere o entorno urbano, as dinâmicas e os usos locais de onde são inseridos. Assim, essas peças, definidas por Moreira, Braga e Franco(2008) como “vazios de água, distribuídos de forma difusa, preenchidos temporariamente durante o período das chuvas. No restante são espaços ociosos. Estes vazios oferecem diversas possibilidades de usos, caso sua construção seja articulada com os demais planos para a cidade, conciliando entre si as políticas de transporte, de equipamento urbano e, sobretudo, de espaços públicos da metrópole”. Desprovidos de qualidade urbana, estética, formal ou social compõem peças de um sistema com potencialidades passiveis de serem exploradas. Partindo desse escopo, define-se a premissa da investigação: reconhecer os piscinões mais do que peças de uma estrutura hídrico/hidrológica, reconhecê- los como peças constituintes de uma estrutura de espaços – livres. Espaços livres, que a partir de TARDIN (2008) “devem ser alvos de estratégias de projeto que busquem aglutinar suas peças fragmentadas, até alcançar um todo amalgamado e coerente, com força para atuar nos buracos do território, na forma de um sistema de espaços livres como possível condutor da estrutura urbana”. Drenagem e paisagem como ponto de partida para uma intervenção projetual pontual, de caráter sistêmico, entretanto. CORREDORES A situação urbana passível de intervenção é eleita a partir de duas estratégias de análise. A primeira envolve alguns atributos territoriais da metrópole a partir de estudos cartográficos e documentais (fornecidos pela Secretaria Municipal de Planejamento – SEMPLA, Plano Diretor Estratégico da Cidade de São Paulo, Laboratório de Urbanismo da Metrópole LUME USP) enquanto a segunda leva em conta a da classificação de Forman (1995) sobre a composição do sistema de espaços. De acordo com Forman, tal composição, reuniria espaços descontínuos e contínuos e estariam definidos por fragmentos, corredores, matrizes e zonas de fronteiras, conforme indicado a seguir: FRAGMENTOS_Peças que possuem características homogêneas e que podem adquirir distintos formatos CORREDORES_Definidos como elementos lineares que diferem de seu entorno e atravessam um lugar;podem estar diretamente associados a um canal ou fluxo de água |stream and river corridors| MATRIZES_ Englobam fragmentos e corredores e possuem três atributos básicos: a área - corresponde a cobertura vegetal predominante de um lugar; a conectividade- corresponde ao grau no qual uma área está conectada a outra; o controle sobre as dinâmicas - corresponde a presença de elementos que são a fonte dos recursos necessários para a conformação do meio FRONTEIRAS_Cada elemento do sistema possui uma margem, que é a fronteira que o separa dos elementos adjacentes. Duas margens combinadas geram uma zona fronteira, que pode ser entre espaços livres, ou entre espaços livres e estrado construído. estrutura viária e de transporte RMSP avenidas de fundo de vale MSP piscinões MSP trem urbano corredores de ônibus metrô existente av. de fundo de vale piscinões propostos (2002) piscinões existentes (2002) principais pontos de alagamento MSP bacias hidrográficas MSP piscinões MSP principais pontos de alagamento bacias hidrográficas piscinões propostos (2002) piscinões existentes (2002) FONTES: MEYES, GROINSTEIN, BIDERMAN (2003) Secretaria Municipal de Planejamento – Sempla; Plano Diretor Estratégico da Cidade de São Paulo; centralidades polares a qualificar até 2012MSP macroárea reestruturação/requalificação MSP piscinões MSP macroárea de reeastruturação/requalificação polaridades piscinões propostos (2002) piscinões existentes (2002) piscinões MSP articulação entre elementos

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calha

leito maior

várzea

FRAGMENTOS

MATRIZES

FRONTEIRAS

4 3 2 1

ACOMODAÇÕESUma reflexão partindo da relação entre arquitetura e cidade permite diversos percursos teóricos e inúmeras abordagens projetuais. Um desses percursos pode partir das inquietações presentes na atual condição das cidades e do entendimento da metrópole como a expressão do modo de produção da sociedade contemporânea: um emaranhado de estruturas que justapõem-se, entrelaçam-se e conectam-se gerando as mais diversas situações urbanas. Estruturas e situações urbanas, escalas distintas e relacionas. É sobre esse viés de abordagem que o trabalho inclina-se. A partir da análise de alguns pontos fundamentais da constituição da metrópole paulistana, elege-se uma estrutura urbana – a hídrica-hidrológica que servirá como referência para a identificação de uma situação urbana recorrente em todo o território – o piscinão, relacionando tal situação urbana a uma estrutura de espaços livres de abrangência territorial. A premissa projetual parte, portanto, da possibilidade de articulação entre sistema hídrico e um sistema de espaços livres. Drenagem e paisagem como ponto de partida para uma intervenção projetual pontual, de caráter sistêmico, entretanto.Duas estratégias de análise –uma estrutural e outra conceitual- levam a escolha da situação urbana da intervenção, localizada na Zona Leste de São Paulo. Nela identifica-se, além da recorrente desarticulação entre a tipologia do piscinão e o entorno, duas barreiras lineares e contínuas: um córrego e um complexo viário compreendido por ferrovia, metrovia e avenida de fluxo intenso. Propõe-se, assim, integrar -a drenagem a paisagem e diluir -as barreiras físicas presentes no sítio por meio de estratégias denominadas aproximação, transição, transposição e acomodação..

drenagem e paisagemintervenção na zona leste de são paulo

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piscinões existentes

metrôpenha

av.aricanduva

parque dorincão

metrôvila matilde

linhatrem

CPTMlinha

metrô

av.radialleste

piscinões existentes

metrôpenha

av.aricanduva

parque dorincão

metrôvila matilde

linhatrem

CPTMlinha

metrô

av.radialleste

SITUAÇÃO URBANA 3

1|4Busca-se compreender o processo de constituição e consolidação da cidade de São Paulo a partir da ocupação das várzeas e planícies fluviais, marcada, segundo Franco (2005) pela instalação seqüencial dos sistemas viários sobre trilhos, rodas, setor industrial e setor habitacional. Tal processo de ocupação gera uma composição territorial na qual as várzeas representam, ainda segundo Franco, um território concentrado de incorporações sistêmicas correspondente a um território estruturante das inter-relações físicas, espaciais, funcionais e simbólicas da metrópole.

A ocupação culmina na relevância das áreas de várzeas e planícies fluviais para as dinâmicas econômicas, sociais, urbanas, e, do ponto de vista ambiental, repercute no sistema hídrico/hidrológico do território metropolitano. Assim a ampla impermeabilização do solo incide diretamente no sistema de drenagem de águas fluviais e pluviais, ocasionando a dificuldade recorrente do escoamento dessas águas nos períodos de chuva e as conseqüentes enchentes.

Uma medida estrutural que tem como premissa o amortecimento das enchentes são as bacias de retenção|detenção de águas fluviais e pluviais, os piscinões. Tais intervenções visam atender tecnicamente o problema da drenagem de águas e representam peças técnicas do sistema hídrico e hidráulico, e que, quando devidamente posicionadas, têm a função de minimizar a onda de cheia dos cursos de água, inseridos no meio urbano, minimizando a ocorrência e amplitude das enchentes.

Se do ponto de vista técnico, tal alternativa apresenta-se coerente, do ponto de vista urbano a situação é outra. Tais tipologias, em sua maioria, ocupam uma área considerável e são instaladas em regiões intensamente adensadas, sem que se considere o entorno urbano, as dinâmicas e os usos locais de onde são inseridos. Assim, essas peças, definidas por Moreira, Braga e Franco(2008) como “vazios de água, distribuídos de forma difusa, preenchidos temporariamente durante o período das chuvas. No restante são espaços ociosos. Estes vazios oferecem diversas possibilidades de usos, caso sua construção seja articulada com os demais planos para a cidade, conciliando entre si as políticas de transporte, de equipamento urbano e, sobretudo, de espaços públicos da metrópole”. Desprovidos de qualidade urbana, estética, formal ou social compõem peças de um sistema com potencialidades passiveis de serem exploradas.

Partindo desse escopo, define-se a premissa da investigação: reconhecer os piscinões mais do que peças de uma estrutura hídrico/hidrológica, reconhecê-los como peças constituintes de uma estrutura de espaços – livres. Espaços livres, que a partir de TARDIN (2008) “devem ser alvos de estratégias de projeto que busquem aglutinar suas peças fragmentadas, até alcançar um todo amalgamado e coerente, com força para atuar nos buracos do território, na forma de um sistema de espaços livres como possível condutor da estrutura urbana”. Drenagem e paisagem como ponto de partida para uma intervenção projetual pontual, de caráter sistêmico, entretanto.

CORREDORESA situação urbana passível de intervenção é eleita a partir de duas estratégias de análise. A primeira envolve alguns atributos territoriais da metrópole a partir de estudos cartográficos e documentais (fornecidos pela Secretaria Municipal de Planejamento – SEMPLA, Plano Diretor Estratégico da Cidade de São Paulo, Laboratório de Urbanismo da Metrópole LUME USP) enquanto a segunda leva em conta a da classificação de Forman (1995) sobre a composição do sistema de espaços. De acordo com Forman, tal composição, reuniria espaços descontínuos e contínuos e estariam definidos por fragmentos, corredores, matrizes e zonas de fronteiras, conforme indicado a seguir:

FRAGMENTOS_Peças que possuem características homogêneas

e que podem adquirir distintos formatos

CORREDORES_Definidos como elementos lineares que diferem de seu

entorno e atravessam um lugar;podem estar diretamente associados a um canal ou fluxo de água |stream and river corridors|

MATRIZES_ Englobam fragmentos e corredores e possuem três atributos

básicos: a área - corresponde a cobertura vegetal predominante de um lugar; a conectividade- corresponde ao grau no qual uma área está conectada a outra; o controle sobre as dinâmicas - corresponde a presença de elementos que são a fonte dos recursos necessários para a conformação do meio

FRONTEIRAS_Cada elemento do sistema possui uma margem, que é a

fronteira que o separa dos elementos adjacentes. Duas margens combinadas geram uma zona fronteira, que pode ser entre espaços livres, ou entre espaços livres e estrado construído.

estrutura viária e de transporte RMSPavenidas de fundo de vale MSPpiscinões MSP

trem urbano corredores de ônibus metrô existente av. de fundo de vale

piscinões propostos (2002)piscinões existentes (2002)

principais pontos de alagamento MSPbacias hidrográficas MSPpiscinões MSP

principais pontos de alagamento bacias hidrográficas

piscinões propostos (2002)piscinões existentes (2002)

FONTES: MEYES, GROINSTEIN, BIDERMAN (2003) Secretaria Municipal de Planejamento – Sempla; Plano Diretor Estratégico da Cidade de São Paulo;

centralidades polares a qualificar até 2012MSPmacroárea reestruturação/requalificação MSPpiscinões MSP

macroárea de reeastruturação/requalificação polaridades

piscinões propostos (2002)piscinões existentes (2002)

piscinões MSP articulação entre elementos

Page 2: Painéis TGI

B1

B2C1 C2ACESSSO TTAPROXIMAÇÃO

TRANSIÇÃOTRANSIÇÃO

TRANSPOSIÇÃO

ACOMODAÇÃO

M

M

M

M

M

M

1 2 3 4 5 6

8

7

M

M

LESTE 1situação urbana 3

LOCAL INTERVENÇÃO ÁREA

RIO ARICANDUVA

CÓRREGO DO RINCÃO

ESTRATÉGIAS PROJETUAIS

Identifica-se, na zona de intervenção duas barreiras físicas, configuradas pelo Córrego do Rincão (B1) e pelo complexo viário (B2) compreendido pela linha ferroviária coral, pela linha metroviária vermelha e pela Avenida Radia Leste. Se no sentido longitudinal, entre as estações do Metrô (T), há a possibilidade de fluxo de pedestres, no sentido transversal tal fluxo é dificultado, limitando a integração entre o bairro da Penha-área intervenção e área de intervenção – bairro Vila Matilde.Destacam-se também as características do trecho: espaço público/lazer e área técnica de drenagem/piscinão. O trecho do Parque do Rincão (C1), fruto de uma apropriação espontânea da comunidade local e posteriormente legitimado pela prefeitura compreendia toda a zona entre-metrô, e se reduziu a menos de 1/3 da área após a implementação de duas bacias de detenção de águas pluviais (C2). Não há articulação entre os dois espaços (público e público) e o pouco que restou do Parque do Rincão pouco se articula com o entorno próximo (apenas 1 ponto de acesso a ele) .

ESTRATÉGIAS PROJETUAIS

A intenção é rearticular as características do local promovendo a integração entre função de drenagem e a paisagem a ser criada.Pretende-se diluir as barreiras físicas: por um lado, através da criação de uma zona de aproximação entre bairro-rio-espaço público e por outro, com um ponto de transposição entre espaço público-eixo viário-bairro. A integração longitudinal se dará por meio da criação de um percurso caracterizado pela transição de eventos que possibilitem a diversidade de uso do local.

APROXIMAÇÃO A estratégia projetual denominada APROXIMAÇÃO visa dissolver a barreiras

configurada pelo Córrego do Rincão através da integração entre entorno-rio-intervenção. A ação se concretiza por cinco pontos de acesso a um eixo longitudinal marcado por níveis de percurso e níveis de estares, com adensamento vegetal. Vale destacar que tais níveis de percursos e estares margeiam o córrego na tentativa de reconstiruição parcial do leito sazonal do córrego. Assim, em períodos de cheia, são áreas passíveis de alagamento.

TRANSPOSIÇÃO Com a ação de TRANSPOSIÇÃO pretende-se minimizar o efeito barreira oriundo

dos eixos viário, ferroviário e metroviário. Intenta-se, além de simplesmente transpor o obstáculo em questão, propor densidades, gerar demanda por meio de um equipamento público cujo programa envolve uma biblioteca aberta e salas de exibição audiovisual.

Destaca-se também o percurso público, vinculado aos edificios e a uma passarela, que mesmo estando articulado as eles, é independente.

TRANSIÇÃO Na ação denominada TRANSIÇÂO, elege-se o eixo logitudinal a partir do qual define-se

eventos indutores de usos e apropriações diversas do espaço público. 1 - terminal de ônibus2 - comércio e serviços3 - raia esportiva4 - biblioteca5 - deck 6 - comércio e serviços7 - terminal de ônibus8 - esplanada [parcialmente coberta]

ACOMODAÇÃO O percurso da água na paisagem dependerá diretamente da intensidade de chuvas a

montante e conseqüente variação do nível de água do córrego do Rincão. O valor de precipitação influenciará no desenho da paisagem, no preenchimento das superfícies, na acomodação da água possibilitando a variação do cenário paisagístico. A relação entre a drenagem e a paisagem construída é especificada a seguir.

Situada entre os terminais de ônibus e estações de metrô da Penha e Vila Matilde, a área de intervenção, de aproximadamente 14 ha, margeia o córrego do Rincão, último afluente do Aricanduva e um eixo viário compreendido pela linha ferroviária Coral CPTM, linha metroviária Vermelha e pela Avenida Radial Leste.

Após ser intensamente utilizada como canteiro de obra na construção dos terminais de metrô, a área passa a ser negligenciada pelos órgãos públicos. Desde 1992, por uma iniciativa espontânea da comunidade local, passa adquirir um novo caráter. Fruto dos esforços coletivos, a área passa a contar com 4 ha de área verde, mais de 15 equipamentos esportivos e abrigar atividades de caráter cultural e educacional. Nasce o parque do Rincão, um dos espaços públicos mais utilizados da Zona Leste.

Em 2002 a prefeitura Municipal de São Paulo determina a construção das duas bacias de detenção de águas pluviais, o que condiciona na desapropriação de aproximadamente 10 ha (2/3) do parque. Mesmo após reivindicações generalizadas, o parque permanece sob uso intenso, ainda que com uma porção reduzida e comprometida.

2|4

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M

M

TRAVESSIAS [PROPOSTAS]

VIÁRIO SOBRE TRILHOS

VIÁRIO SOBRE RODASPEDESTRE E VEÍCULO

PEDESTRE PEDESTREPASSARELA

RIO

PEDESTREPASSARELAEDIFÍCIO

VIÁRIO [EXISTENTE]

VIA COLETORA extintarua alvinópolis possui umfluxo de ônibus intenso devido a localização dosterminais de ônibus

VIADUTO extintofluxo do viaduto carlos de campos rearticulado

VIAS LOCAIS extintasvias locais que conectam-sea rua alvinópolis extintas VIÁRIO SOBRE TRILHOS

RIO

VIÁRIO SOBRE RODAS

Em relação ao sistema viário, percebe-se que a via coletora existente tem um fluxo acentuado de ônibus, por conta da localização dos terminais e de veículos seguindo em direção a Radial Leste.

VIÁRIO [PROPOSTO]

VIÁRIO SOBRE TRILHOS

RIO

VIÁRIO SOBRE RODASVIADUTO DONA MATILDErearticulação do fluxo do viaduto carlos de campos em alça do viaduto dona matilde

VIAS LOCAIS PROPOSTAS

Rearticula-se os terminais de ônibus e extingue-se o viaduto Carlos de Campos, rearticulando o fluxo de coleta para a Radial Leste por meio de uma alça localizada no viaduto Dona Matilde e consequentemente a rua Alvinópolis, via coletora.

M

M

TRAVESSIAS [EXISTENTES]

VIÁRIO SOBRE TRILHOS

RIO

VIÁRIO SOBRE RODASPEDESTRE E VEÍCULO

PEDESTRE

PEDESTREPASSARELA

ÁREA VERDE E LAZER [EXISTENTES]

VIÁRIO SOBRE TRILHOS

VIÁRIO SOBRE RODAS

RIO

ÁREA DE LAZER ÁREA VERDE

ÁREA VERDE E LAZER [PROPOSTA]

VIÁRIO SOBRE TRILHOS

VIÁRIO SOBRE RODAS

RIO

ÁREA DE LAZER ÁREAS VERDES MANTIDAS

ÁREAS VERDES PROPOSTAS

DRENAGEM [PISCINÃO][EXISTENTE]

VIÁRIO SOBRE TRILHOS

VIÁRIO SOBRE RODAS

RIO

BACIAS[fora de linha]

DRENAGEM [BACIAS][PROPOSTA]

VIÁRIO SOBRE TRILHOS

VIÁRIO SOBRE RODAS

RIO

ÁREAS ALAGÁVEIS[em linha e fora de linha]

TR 25

Omm 6Omm

1

2

1

2

CÓRREGO DO RINCÃO

SAÍDA DA ÁGUA

ENTRADA DA ÁGUA

3|4DRENAGEM. Visando a recuperação de parte do leito sazonal do córrego e a flexibilidade de uso de uma das raias alagáveis como área esportiva, foi concebida uma solução mista “em linha” (in-line) e fora de linha (off line). O trecho “em linha” caracteriza-se pelos terraços alagáveis, vinculado diretamente ao córrego, situados nas cotas 731 e 732, que serão preenchidos quando o córrego atingir profundidade d´água até 2,5m. Somente quando o córrego atingir uma profundidade d´água acima de 2,5m haverá extravasamento para o trecho fora de linha.

De maneira geral, na ocorrência de precipitações de até 25mm, os terraços serão alagados; quando houver precipitações de 25 a 40mm, ocorrerá o extravasamento de água para a raia principal; para precipitações acima de 40mm, o primeiro patamar da raia esportiva será alagado. A construção da paisagem a partir da quantidade de água precipitada será abordada a diante.

Vale ressaltar que a área esportiva conta com 6 patamares, com desnível total de 9m. Para precipitações de 60mm, todos os patamares da área esportiva serão alagados, evento que ocorrerá com pouquíssima freqüência, possibilitando um amplo período de utilização da raia esportiva.

O dimensionamento dos espaços alagáveis foi baseado nos estudos hídricos-hidrológicos realizados no Plano Integrado para o Controle de Enchentes da Bacia do Aricanduva para a área do Rincão, considerando o tempo de retorno de 25 anos, com risco médio anual de 4%.

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