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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural”

Se todos dessem as mãos

Se todas as meninas

Do mundo

As suas mãos quisessem dar

Faziam

Uma dança de roda

À volta da Terra

E do Mar…

Podia ser…

Que os grandes do mundo

Então,

Triénio 2013-2016

Se todos os meninos

Do mundo

Quisessem subir

Ao ar

Faziam

Uma dança de estrelas

Que a Terra

Iria obrigar.

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” Fizessem a volta

Ao mundo

Dando toda a gente

A mão

Orízia Alhinho

Triénio 2013-2016

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural”

ÍndiceIntrodução........................................................................................................................6

I - Contextualização do projeto......................................................................................7

1. Caraterização do contexto.......................................................................................7

1.1. Localização.........................................................................................................7

1.2. População...........................................................................................................7

1.3. Recursos.............................................................................................................8

1.4. Rede educativa...................................................................................................8

2. Caraterização da Instituição...................................................................................9

2.1. Modelo Pedagógico..........................................................................................10

2.2. Recursos Humanos..........................................................................................11

2.3. Horário de funcionamento.............................................................................12

2.4. Valências..........................................................................................................12

2.5. Utentes..............................................................................................................15

2.6.Espaços e ligações entre os espaços.................................................................15

2.7.Famílias.............................................................................................................16

3. Análise e formulação do problema.......................................................................17

3.1. Análise do funcionamento da escola..............................................................17

3.2. Formulação do problema...............................................................................20

4. Enquadramento teórico.........................................................................................26

4.1. A importância do reconhecimento da educação pré-escolar.......................26

4.2. As orientações curriculares, guia e reflexão para uma ação coerente.......29

4.3. A qualidade em educação pré-escolar...........................................................30

4.4. O que é a relação Escola-Família?.................................................................30

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” 4.4.1. Função da família.........................................................................................31

5. Temática e objetivo geral......................................................................................32

II. Organização geral do projeto..................................................................................34

1. Levantamento de recursos para resolução do problema...................................34

1.1. Recursos humanos...........................................................................................34

1.2. Recursos materiais e físicos existentes...........................................................34

2. Tempo previsto e fases de realização...................................................................36

3. Metodologia a adotar.............................................................................................36

4. Avaliação final do projeto.....................................................................................36

5. Divulgação..............................................................................................................37

6. Plano Anual de Atividades....................................................................................38

III. Bibliografia..............................................................................................................40

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural”

Introdução

Uma vez que a educação visa influenciar o futuro das crianças ao longo do seu percurso escolar,

as diferentes instituições educativas deverão organizar-se de forma a responder às necessidades e

interesses das crianças e jovens, como também à evolução da sociedade. Apesar de a lei não o exigir,

uma vez que somos uma cooperativa de ensino privada achamos importante elaborar um projeto

educativo para a totalidade da nossa Instituição: berçário e creche, jardim de infância e ATL.

O Projeto Educativo é o documento que consagra a orientação educativa da Escola, em que são

explicitados os princípios, os valores, os objetivos e as estratégias que a escola adota para cumprir a sua

função e apresenta os objetivos gerais que norteiam a atividade da Escola. (Regime de Autonomia,

Decreto-Lei n.º 115 A/98, de 4 de maio, Ministério da Educação).

O Projeto Educativo, como instrumento fundamental da dinâmica escolar, requer a mobilização

de professores, alunos, pais e encarregados de educação, pessoal não docente, instituições da

comunidade envolvente e da Administração Central e Autarquia, a fim de, em conjugação de esforços,

se conseguirem os recursos necessários para se atingir a qualidade educativa pretendida. (Ministério da

Educação, 1998) Ao nosso projeto chamamos “A família e a comunidade educativa na educação

multicultural”

Ao tratar da diversidade humana na escola podemos ter como parâmetro a necessidade de

reconhecimento que caracteriza os seres humanos.

Para interpretarmos quem somos como coletividade, ou quem sou como indivíduo, dependemos do

reconhecimento que nos é dado pelos outros. “Ninguém pode edificar a sua própria identidade

independentemente das identificações que os outros fazem dele”, nos ensina Habermas (1983: 22).

O reconhecimento pelos outros é uma necessidade humana, já que o ser humano é um ser que só existe

através da vida social.

Em outras palavras, ao considerarmos que os seres humanos dependem do reconhecimento que lhes é

dado, estamos reconhecendo que a identidade do ser humano não é inata ou pré-determinada, e isso nos

torna mais críticos e reflexivos sobre a maneira como estamos contribuindo para a formação das

identidades dos nossos alunos. Daí ter surgido este projeto educativo, formar crianças a tornarem-se

tolerantes e inclusivas a novas raças e culturas, é obrigação familiar e de toda a comunidade

educativa.

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural”

I - Contextualização do projeto

1. Caraterização do contexto

1.1. Localização

O Jardim de Infância do Centro Social e Paroquial está situado na freguesia de Vila de Punhe do

concelho e distrito de Viana do Castelo.

Situa-se a cerca de 5 Km, da margem esquerda do Rio Lima, a 15 km do concelho d Viana do

castelo e de 20, 40 e 70 das cidades de Barcelos, Braga e Porto, respetivamente e de 62 da fronteira de

Valença do Minho. Atravessam-na, de poente para nascente a via medieval ou antiga estrada real 4; a

atual 308/305, (estrada nacional de Viana do castelo/ Braga), a sul da primeira e o caminho-de-ferro

(linha do Minho), a sul desta.

Topograficamente, abrigada do norte pelo monte Roques ou Santinho, desdobra-se para sul,

terrenos úberes até à Infia. É limitada do Oeste pelas freguesias de Alvarães e Vila Fria; do Norte, por

Vila Franca e Subportela; do leste por Mujães e Barroselas; e do Sul por Alvarães e Fragoso (Barcelos).

Com uma área territorial de 6,7 Km2, a freguesias de Vila de Punhe é habitada por cerca de 3300

habitantes, dos quais 2160 são eleitores recenseados. Tratando-se de um povoamento disperso, a sua

estrutura urbanística é composta pelos seguintes lugares: Arques, Chasqueira, Milhões, Neves, Outrelo

e Regos.

1.2. População

A instituição está inserida em meio rural, que hoje a nível económico, cultural e social se

encontra em constante mudança. Quando em 1981 a atividade económica predominante na freguesia

era a indústria têxtil e de “artesanato” em madeira, hoje, embora estas atividades ainda tenham grande

peso na economia, assistimos a um aumento significativo do sector terciário.

O nível cultural da população teve um aumento considerável. Hoje assistimos a um aumento da

escolaridade da população, havendo uma percentagem considerável de licenciados com e de pessoas

com cursos profissionais, o que permite a maior qualificação no mundo trabalho. Por outro lado

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” assistimos ao aumento de famílias com problemas sociais, nomeadamente alcoolismo,

toxicodependência.

1.3. Recursos

A freguesia possui muitos estabelecimentos comerciais sendo eles de restauração, supermercados,

drogarias, padarias, bombas de gasolina, talhos, indústria de confeções, construção civil, indústria de

madeiras, carpintaria, transformação de granitos, serralharias, seguros e contabilidade, e quer em Vila

de Punhe quer nas áreas envolventes, há muita emigração.

No Turismo de Habitação destaca-se a Casa da Portela, Quinta de Bouça e casa da Torre das neves.

Como Associações desportivas, Vila de Punhe tem o Neves Futebol Clube, o Centro Recreativo e

Cultural das Neves (com o jornal “ Amanhecer das neves”) e o Grupo Juvenil de Vila de Punhe.

As acessibilidades são razoáveis, sendo a maior parte dos acessos de alcatrão, paralelo e alguns, mas

raros, em terra batida. As estradas estão num estado de conservação razoável e a freguesia encontra-se

razoavelmente bem servida de transportes públicos.

1.4. Rede educativa

Relativamente aos equipamentos sociais e escolares, destes fazem parte o Centro Social e

Paroquial de Vila de Punhe (com valência de creche, jardim de Infância e CATL), escola do Ensino

Básico.

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” 2. Caraterização da Instituição

O Jardim de Infância iniciou as suas atividades em 1968, dependente do posto da telescola, com

cerca de 20 crianças, nos baixos da casa “Pimenta Machado”, onde continuou até 1975 e, por falta de

salas, não funcionou no ano seguinte. Reapareceu em 1977/78, supervisionado pela Junta de Freguesia,

ocupando as crianças duas salas sob a responsabilidade de assistentes sociais. Ficavam da parte sul do

Externato.

Criado em 1981, o Centro Social e Paroquial como instituição de solidariedade cujo fim primário

se fixa na promoção e entreajuda dos habitantes, especialmente dos mais carenciados, e aprovados os

Estatutos pelo Arcebispo de Viana do Castelo, D. Júlio Tavares Rebimbas, foram os mesmos registados

perante a autoridade civil, onde ficaram arquivados.

De imediato, pensou-se numa Creche e Jardim Infantil e delineou-se então os primeiros contactos

necessários e indispensáveis. Como consequência, em 1985, a Câmara Municipal deliberou aprovar um

estudo prévio e remetê-lo ao GAT para elaboração do respetivo projeto. Entretanto foi conseguido o

terreno cuja terraplanagem foi efetuada nos meses de Junho e Julho de 1986.

Aberto o concurso público, nos termos do art.49.º do Decreto-Lei nº235/86 de 18 de Agosto, pelo

presidente David da Silva Monteiro (reitor) em 10/11/1987 com a designação da empreitada “Creche e

Jardim de Infância”, foi a mesma entregue à firma Martins e Soares, Lda., de Lanheses. Ficaria com

três salas para serviço de creche (40 crianças), duas para as mais crescidas (60 crianças), para além de

todas as infraestruturas para apoio dos tempos livres.

Começadas as obras em Abril de 1988, a oito de Junho receberam a visita do Secretário de Estado

da Segurança Social o qual se deslocou também a pavilhões improvisados, já em péssimas condições,

que apoiavam 70 crianças.

Segundo a placa comemorativa afixada no corredor da entrada “Foi este edifício inaugurado em

23/06/90 por sua Ex.ª o Senhor Secretário de Estado da Segurança Social José Luís Vieira de Castro”.

A bênção, porém, foi lançada em 8/10/92 pelo vigário geral da diocese, Monsenhor Sebastião Pires

Ferreira. O cargo de diretora foi atribuído à Prof. Manuela Paulino Moreira.

Em Julho de 1991 beneficiou de uma comparticipação do Governo, destinada à compra de uma

carrinha de 28 lugares. A bênção deu-se no mês de Setembro na presença do Dr. Luís Marques Mendes,

Secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros, de diversas autoridades concelhias e

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” locais e de algum povo. Antecedendo a confraternização, a carrinha levou os visitantes a diversos

locais, inclusive o campo de jogos.

Em 1997, ano em que foram substituídas as persianas em madeira por duralumínio e revistas as

bancas da cozinha e o piso da sala, cinco educadoras de infância, cinco vigilantes, cinco auxiliares de

limpeza, uma cozinheira, uma ajudante de cozinha, um motorista e, por vezes, uma mulher-a-dias, mais

uma técnica especializada para assistir as crianças com dificuldades.

Aberto de segunda a sexta, das sete às dezanove horas, é comparticipado pelo Centro Regional de

Segurança Social de Viana do Castelo.

2.1. Modelo Pedagógico

A palavra método significa caminho ou processo racional para atingir um dado fim. Agir com um dado

método supõe uma prévia análise dos objetivos que se pretendem atingir, das situações a enfrentar,

assim como dos recursos e do tempo disponíveis, e, por último, das várias alternativas possíveis. Trata-

se, pois, de uma ação planeada, baseada num quadro de procedimentos sistematizados e previamente

conhecidos.

Em pedagogia, entende-se por métodos os diferentes modos de proporcionar uma dada aprendizagem e

que foram sendo individualizados pelos pedagogos ou pela investigação científica.

O método não diz respeito aos vários saberes que são transmitidos, mas sim ao modo como se realiza a

sua transmissão. Podemos definir um método pedagógico como uma forma específica de organização

dos conhecimentos, tendo em conta os objetivos do programa de formação, as características dos

formandos e os recursos disponíveis.

No nosso colégio não temos um modelo pedagógico específico. Cada docente escolhe o que quer

utilizar na sua prática. No entanto fomentamos a cooperação e a partilha de saberes entre toda a equipa.

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural”

2.2. Recursos Humanos

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” Pessoal docente:

O corpo docente desta instituição é constituído por:

cinco educadoras:

duas são responsáveis por grupos da creche;

três são responsáveis por grupos do jardim de infância;

(Destas, uma desempenha funções de coordenadora pedagógica, e uma outra de diretora técnica da

instituição.)

Uma professora de expressão musical;

Um professor de ginástica;

Um professor de natação.

Pessoal não docente:

O pessoal não docente é constituído por:

uma educadora social responsável pelo CATL;

sete auxiliares de ação educativa, sendo que uma delas desempenha funções de ecónoma;

duas cozinheiras;

um motorista;

2.3. Horário de funcionamento

O Centro Social e Paroquial funciona entre as 7:15h da manhã e as 19:00h da tarde, de

Segunda a Sexta.

2.4. Valências

O Centro Social e Paroquial de Vila de Punhe é uma instituição de Solidariedade Social (IPSS). De

momento, a instituição conta com três valências, nomeadamente a Creche, a valência do Pré-escolar,

que conta com três salas, a dos 3/4 anos, a dos 4/5 anos e a dos 5/6 anos e a valência do CATL.

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A sala dos 3/4 anos tem 13 crianças.

A sala de 4/5 anos tem 19 crianças.

A sala dos 5/6 anos é constituída por 14 crianças.

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” De acordo com o Despacho Conjunto n.º 268/97 de 25 de Agosto, estas salas cumprem com

os seguintes requisitos:

Permitem o contacto visual com o exterior através de várias portas;

Proporcionam facilmente o acesso ao exterior;

Possuem zona de bancada fixa, com água;

São contíguas às outras salas de atividades e de higiene;

Cada uma possui casa de banho própria, afeta à sala, com lavatórios e sanitas pequenos,

adequados às crianças, um chuveiro de água corrente, fria e quente e ainda armários para

arrumar as escovas de dentes e pasta para a higiene oral das crianças;

Tem comunicação fácil com a zona de cabides;

Tem acesso e comunicação fácil com as outras salas da Instituição;

Possui pavimento confortável, resistente e lavável;

As paredes são pintadas com tintas de cores vivas e agradáveis;

PRÉ-ESCOLAR FEMININO MASCULINO TOTAL

3/4 ANOS 7 6 13

4/5 ANOS 9 10 19

5/6 ANOS 9 5 14

Quadro 2: Nº de crianças na valência de Pré-escolar

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” 2.5. Utentes

Atendemos:

Crianças originárias de vários países (diferentes culturas);

Crianças de extratos sociais, culturais e económicos diversos;

Crianças residentes na freguesia e crianças que, embora residindo em diferentes locais,

são atendidas devido à proximidade do trabalho dos pais.

2.6.Espaços e ligações entre os espaços

Esta Instituição está implantada num Edifício construído de raiz para as suas atuais funções.

Este é constituído por dois pisos e um espaço exterior. O piso térreo é onde se desenvolvem a

maioria das atividades, da Valência de Creche e Valência de Pré-Escolar, assim como também o

Refeitório, a Cozinha, Lavandaria e Administração, sendo uma sala (5/6 anos) e dormitório

(crianças de Pré-Escolar) no piso superior.

O espaço exterior é descoberto e amplo para realizar jogos livres e orientados. A instituição

é ainda rodeada por um espaço exterior delimitado por muros, o qual assegura a circulação dos

utentes no seu interior. O acesso à Valência da Creche e Pré-Escolar, bem como refeitório,

cozinha, escritório é feito através do Átrio, o qual possui duas portas de segurança à entrada.

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural”

2.7.Famílias

Os pais/familiares das crianças formam um grupo heterogéneo com formação académica e profissional

diversificada, de extratos sociais, económicos e culturais diversos, apesar de a maioria pertencer a

níveis médios, médios-alto.

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” 3. Análise e formulação do problema

3.1. Análise do funcionamento da escola

3.1.1. Funcionamento organizacional

Realizam-se ao longo de cada ano escolar diversas atividades:

Com a equipa:

Reunião geral – Realiza-se habitualmente no final de cada ano letivo, nela participando a direção e

todos os funcionários dos diferentes sectores (educadoras, auxiliares, cozinha e limpeza) da Instituição.

Nesta reunião é debatido e encerrado o ano escolar decorrente e é planeado, em conjunto, o ano letivo

seguinte.

Reuniões pedagógicas – Realizam-se uma vez por mês e nelas participam a coordenadora pedagógica

e o restante corpo docente. Debatem-se os problemas gerais e educativos da Instituição, definem-se

linhas orientadoras para a realização de atividades e projetos e fazem-se avaliações.

Com os pais:

Cada criança traz consigo o seu mundo familiar – nas suas brincadeiras, nos seus hábitos e nas

expressões que usa, lembra e vive aquilo que já aprendeu e que está a aprender. O envolvimento dos

pais na educação escolar dos filhos é um direito, uma responsabilidade e um valor. É hoje claro que a

participação ativa dos pais nos processos de aprendizagem pode melhorar o desenvolvimento das

crianças. Os pais são, com toda a propriedade, o maior e mais válido recurso que os educadores

possuem para ajudar as crianças a terem sucesso e felicidade. Torna-se assim importante manter a

relação de reciprocidade entre a escola e a família.

A nossa Instituição propõe-se realizar algumas atividades que facilitem este tipo de relação:

Entrevistas individuais – São efetuadas no momento da admissão da criança na Instituição,

destinadas ao conhecimento dos hábitos da criança, do contexto familiar e do meio em que

vive, à sensibilização dos pais para a importância da sua participação no processo

educativo da criança e para dar conhecimento de algumas normas do regulamento interno.

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” Contatos formais e informais ao longo do ano – Realizam-se ao longo do ano a pedido

dos pais ou da educadora e têm por objetivo trocar impressões sobre a evolução da criança

e encontrar estratégias para melhorar o seu desenvolvimento. Tanto as educadoras como a

coordenadora disponibilizam uma tarde por mês, com horários pré-estabelecidos, para

atendimento aos pais.

Reuniões de sala – Realizam-se uma vez por ano. No início do ano letivo para dar

conhecimento aos pais dos aspetos organizacionais da Instituição e do plano de trabalho do

educador.

Troca de informações através de e-mail com a equipa pedagógica das várias salas para

facilitar a colaboração e cooperação dos pais nas atividades e projetos das crianças.

Encontros festivos - como meio de intensificar o relacionamento entre toda a equipa da

Instituição e os pais/família das crianças.

Informação afixada nas salas, nos corredores e expositor exterior – que dizem respeito a

aspetos organizacionais (horários, ementas, avisos, recados ou informações várias).

Caixa virtual para receção de sugestões que os encarregados de educação queiram

transmitir à Instituição, através da plataforma informática que disponibiliza para cada um

dos pais uma área reservada, de acesso restrito, onde poderão direcionar para a educadora,

secretaria ou direção as suas informações, sugestões e reclamações

3.1.2 Funcionamento pedagógico

Cada educadora utiliza o método que acha mais adequado ao seu grupo de crianças. No entanto o

educador sabe que o saber não é uma acumulação de conhecimentos mas uma maneira de aprender as

situações, de analisar e comunicar: reconhece várias atitudes possíveis; aceita cada criança tal como é,

ficando atento ao que a criança faz, ajuda a confortar-se com os outros e aprofunda as suas ideias

pessoais sem se submeter a uma norma rígida; respeita essa diferença, e a partir desta planifica e

enriquece o seu trabalho.

A criança procura fazer descobertas porque quer e não por ordem do educador; troca as suas

pesquisas com os colegas e toma consciência das várias formas de abordagem do mesmo problema. A

criança tem na sua sala várias áreas de atividades, conhecidas por “cantinhos”, onde pode fazer as suas

opções de escolha.

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” É dada ainda a oportunidade às crianças do jardim-de-infância de iniciar a frequência de aulas

curriculares de ginástica e expressão musical, que se estendem até à natação.

3.1.3 Missão/Visão e Valores da Instituição

O Centro Social e Paroquial de Vila de Punhe (CSPVP), nas suas diferentes valências tem como

missão criar condições para o desenvolvimento integral de todas as suas crianças, contribuindo para o

seu desenvolvimento cognitivo, sociomoral e psicomotor, potenciando o seu crescimento saudável e

equilibrado, formando futuros cidadãos intervenientes, críticos e conscientes da importância dos valores

cívicos e ambientais.

A visão de ser reconhecida como uma I.P.S.S. pioneira e de referência na implementação de

políticas e práticas de solidariedade. Uma instituição de referência no desenvolvimento da comunidade,

articulando de uma forma permanente todas as respostas educativas, sustentando-as em princípios de

qualidade e orientadas para as necessidades e interesses de todos.

Comprometimento com o ensino – aprendizagem, procurando um ensino de

qualidade;

Respeito pela individualidade e pelas especificidades de cada pessoa envolvida;

Organização, de acordo com a legislação em vigor, favorecendo o desenvolvimento

de serviços e respostas de qualidade;

Solidariedade para os que mais precisam, no combate aos fenómenos de pobreza e

de todo o tipo de exclusão social;

O trabalho em equipa e Entreajuda para um desenvolvimento harmonioso das

crianças,

O profissionalismo e o rigor, por parte de todos os profissionais que trabalham

diariamente com as crianças;

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” Disciplina que considera a necessidade de reconhecimento por parte da criança de

um conjunto de regras que precisam de ser respeitadas para que o seu crescimento e

integração social se processem de forma harmoniosa, de modo a transforma-se numa

pessoa responsável, confiante e equilibrada;

Afetividade que assenta no princípio de que cada criança é única e que a sua

integração no grupo resulta da compreensão das suas necessidades individuais e de

uma atitude de disponibilidade para a escutar, compreender, acarinhar…

Segurança, que pressupõe não só a existência de um espaço concebido á medida da

criança para a sua segurança, mas também um espaço onde ela se sente protegida,

segura, feliz…

3.2. Formulação do problema

Atualmente o pré-escolar é entendido como um ambiente formalmente organizado, rico e

diversificado, complementar da ação educativa da família e promotor de experiências e aprendizagens.

O principal objetivo é garantir às crianças a igualdade de oportunidades, no que concerne o acesso à

escola e ao sucesso das aprendizagens. Favorece a sua formação e desenvolvimento equilibrado, tendo

em vista a sua inserção na sociedade como cidadãos de pleno direito – autónomos, livres e solidários.

A escola assume um compromisso com o futuro. Consequentemente, deverá proporcionar uma

formação que combine temas/conteúdos, desejados e contextualizados, e promover a aquisição de

hábitos e regras, proporcionando às crianças uma perspetiva ampla da vida social e cultural.

Nesta perspetiva é prioritário a elaboração de um projeto que determinará as prioridades

educativas que se justificam no contexto desta Instituição, bem como conter as formas de organização

da escola que permitam responder às caraterísticas das crianças e da comunidade.

Assim, para o nosso projeto escolhemos o tema “A família e a comunidade educativa na

educação multicultural” pois o sucesso da criança, para realizar os desempenhos propostos, depende

de vários participantes como facilitador da aprendizagem, sendo os pais os pioneiros nesta

problemática. Cabe à escola complementar a educação familiar respeitando os valores de cada criança,

preparando a sua integração na sociedade.

Triénio 2013-2016

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” Nenhum Homem existe sem se envolver na realidade que o rodeia. O Homem no decorrer da vida

desenvolve-se em função das vivências e aprendizagens que faz ao longo da sua socialização. Nesta

perspetiva o indivíduo está em constante interação com o meio que o rodeia, numa contínua permuta

não só com o seu grupo, como também com os outros diferentes grupos.

Dois dos agentes de socialização mais importantes ao longo da vida do indivíduo, e que

contextualizam o seu desenvolvimento, são, sem dúvida, a família e a escola.

A família é o primeiro grupo onde o indivíduo se insere. A família é o verdadeiro e essencial elo de

ligação entre o indivíduo e o mundo.

O que hoje em dia ainda falta é a proximidade real entre a família e a escola. Esta proximidade

não deve consistir apenas no momento em que se deixa a criança à porta da sala da escola. Deve existir

uma proximidade que garanta à criança a certeza de que a sua família e a escola que frequenta

comungam dos mesmos valores.

A escola é essencialmente vista como um sistema onde se processa uma ação social específica.

Mas, para que o aluno tenha sucesso global, a educação não deve ser o resultado de uma ação

individual entre pais e filhos – educação familiar – ou professor e aluno – educação escolar – mas sim

entre duas categorias sociais distintas: a família e a escola.

Escola e família assumem-se, na sua relação, como verdadeiros grupos cooperativos. Sistemas

diferentes que transformam a sua interação numa real parceria, para que a criança, na generalidade,

possa desenvolver ao máximo as suas capacidades de forma harmoniosa e coerente. É necessário mudar

um contexto de mútuas recriminações, bloqueios e receios, onde uns e outros (pais e educadores) se

movimentam de modo pouco flexível e, muitas vezes, culpabilizando-se do “outro”, atribuindo aos pais

e às atitudes dos educadores a principal causa do desinteresse, manifestado pela inexistência de

relações.

A necessidade dos pais interagirem com os educadores e vice-versa baseia-se na convicção da

importância da partilha de responsabilidades, informação e poder de decisão. Um processo que é um

dos principais fatores de sucesso e o que melhor se correlaciona com ganhos futuros. Este processo de

interação implica estratégias diversificadas que se inscrevem em vários tipos de abordagens.

Quando os valores da escola coincidem com os da família, quando não há ruturas culturais, a

aprendizagem ocorre com mais facilidade, isto é, a continuidade entre o mundo escolar e o mundo

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” familiar é imprescindível para o sucesso escolar. O envolvimento familiar na escola implica que a

família e os professores trabalhem em parceria para criar um ambiente que fortaleça a aprendizagem

feita na escola e em casa, partindo-se do princípio que há um trabalho de parceria, responsabilidade e

participação, para um sucesso educativo global.

Cultura e Relativismo Cultural

A palavra cultura significa cultivar e vem do latim colere. Na filosofia é o conjunto de manifestações

humanas que contrastam com a natureza e o comportamento natural. Em biologia a cultura é uma

criação de ordens para certos acabamentos. Em antropologia a cultura são os paradigmas

compreendidos e amplificados pelo Ser Humano. A cultura corresponde a uma estrutura independente

de conhecimentos, representações, valores, regras formais e/ou informais, crenças, mitos e modelos de

comportamento.

Se tivéssemos nascido noutro continente, ou há mais de duzentos anos, a nossa cultura seria diferente.

A cultura muda no espaço e no tempo e isso faz refletir sobre a relatividade de fenómenos naturais. A

cultura restringe-se a duas conceções, sendo que uma é mais restrita que identifica a cultura com o

saber transmitido pelas instituições e valorizado por um grupo particular, enquanto a outra conceção é

extensiva e entende a cultura como sendo um conjunto de produções humanas. Para Clanet a cultura é:

Um conjunto de sistemas de significação próprios a um grupo ou a um subgrupo, conjunto de

significações preponderantes que apareceu como valores e dão nascimento a regras e a normas que o

grupo conserva e se esforça de transmitir e pelas quais ele se particulariza, se diferencia dos grupos

vizinhos (1990, p.16).

A cultura é um meio de comunicação e um elemento harmonizador entre as interações concretas e o

indivíduo. Todos os indivíduos são ensinados a pensar e a agir de forma idêntica aos membros da

comunidade a que pertencem, para que este possa formar uma identidade cultural. Simultaneamente, a

cultura é um elemento mediador e diferenciador do diálogo entre culturas. O significado de cultura é

um conjunto de crenças, conhecimentos e tradições compartilhados entre uma sociedade e difundidas

através de gerações.

O relativismo cultural é uma teoria segundo a qual os diferentes tipos de culturas compõem entidades

separadas de contornos aceitáveis, ou seja, desiguais e que não se comparam nem são proporcionais

entre si. Este promove a coesão social e a tolerância entre desiguais sociedades o que leva as pessoas a

serem seres multiculturais.

Triénio 2013-2016

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” Multiculturalidade

A multiculturalidade é reconhecida como sendo uma identidade cultural individual que se constrói

através de diálogos coletivos e através do respeito mesmo existindo diferenças culturais e/ou política,

ou seja, é a existência de seres humanos com certas normas e hábitos culturais diversificados dentro do

mesmo espaço. A multiculturalidade é o reconhecimento das diferenças de cada pessoa. Para Hall

(2003) o termo multicultural é qualificativo e “descreve as características sociais e os problemas de

governabilidade apresentados por qualquer sociedade na qual diferentes comunidades culturais

convivem e tentam construir uma vida em comum, ao mesmo tempo em que retêm algo de sua

identidade original” (p.52). A multiculturalidade é um termo que descreve a existência de excessivas

culturas numa cidade e/ou país, sem que uma nenhuma delas seja predominante. Isto implica diferentes

níveis de mudanças envolvendo assim toda a comunidade, para que se possa combater tanto o racismo

como outras formas de discriminação na escola e/ou na sociedade. O principal objetivo da

multiculturalidade é conservar as características particulares de cada grupo, a promoção da interação e

o respeito entre diferentes culturas garantindo assim a igualdade para todos.

Educação multicultural

Cortesão (1993) refere que a educação multicultural é o conhecimento de diversas culturas num espaço.

Já na opinião de Foral (1989) este tipo de educação esforça-se na criação de um meio onde possa existir

grande diversidade de culturas e/ou etnias para que possa existir uma igualdade de direitos a nível de

educação. Para Cardoso (1996) o conceito de educação multicultural é um conjunto de estratégias

organizacionais, curriculares e pedagógicas ao nível do sistema, de escola e de classe, cujo objetivo é

promover a compreensão e tolerância entre indivíduos de origens étnicas diversas através da mudança

de perceções e atitudes com base em programas curriculares que expressem a diversidade de culturas e

estilos de vida (p.9).

A educação multicultural implica o respeito pelo desenvolvimento pessoal das crianças, assim como a

intervenção dos pais nos programas escolares e a utilização de vários materiais e recursos educativos. A

multiculturalidade educacional deve: proporcionar uma diversidade de conhecimentos e de processos

de ensino adequados à diversidade cultural, linguística e de estilos de aprendizagem; ser antirracista; ter

um ambiente físico com estratégias e interações que reflitam e acolham uma diversidade da opiniões da

comunidade; promover a qualidade de relações multiculturais de forma a todas as crianças terem os

mesmos direitos; ter como base uma pedagogia crítica que dá voz aos alunos e os envolve nos

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” processos de descoberta e aprendizagem; focar a mudança de atitudes; e ser um meio reflexivo de

concretização da justiça social articulando a teoria, a reflexão e a prática.

Escola multicultural

A escola deve organizar-se de forma multicultural, envolvendo nos seus órgãos os pais e a comunidade

educativa, criando assim projetos multiculturais que unam os esforços de todos os intervenientes

importantes no processo educativo das crianças. Como referi anteriormente este tipo de educação

implica a intervenção, para além das crianças e do educador, de outros agentes exteriores à sala, tal

como os pais. Implica que o ambiente da escola seja favorável à diversidade e que os currículos, as

interações e as estratégias sejam ajustados a todas as crianças, proporcionando-lhes assim uma

igualdade de oportunidades educativas.

Para Meirinho (2009) a multiculturalidade é um tema muito atual na sociedade e no contexto escolar,

nomeadamente na Europa. As turmas são, cada vez mais, compostas por elementos de culturas

diversas, por isso interessa levantar problemas e procurar caminhos no sentido de que todos

compreendam melhor os fenómenos educativos. A escola deve prevenir falhas de interpretação cultural

ou manifestações de racismo no contacto com as minorias étnicas.

A escola é o elemento fundamental na educação de comunidades, é um centro comunitário onde se

desenvolvem planificações futuras. É na mistura de diversas culturas que se educa para uma educação

multicultural diversificada e socialmente coesa. Quero com isto afirmar que é necessário existir uma

escola multicultural para se formar uma educação multicultural.

Para Cardoso (1996) a escola multicultural passa por quatro fases distintas:

1º. Estabelecer e promover mudanças multiculturais;

2º. Especificar os objetivos e as metodologias para o processo de mudança;

3º. Divulgar o projeto da escola e procurar que os professores adiram;

4º. Promover formações no domínio da educação multicultural.

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” Educadores multiculturais

Nos princípios gerais das OCEPE (1997) estão consignados alguns dos objetivos da Educação Pré-

Escolar consignados na Lei-Quadro da Educação Pré-Escola, Lei nº5/97 de 10 de Fevereiro, sendo eles:

promover o desenvolvimento pessoal e social da criança com base em experiências de vida democrática

numa perspetiva de educação para a cidadania; fomentar a inserção das crianças em grupos sociais

diversos no respeito pela pluralidade de culturas; incutir comportamentos que favoreçam aprendizagens

significativas e diferenciadas; despertar o pensamento crítico; e incentivar a participação das famílias

no processo educativo e estabelecer relações de efetiva colaboração com a comunidade.

O educador cultural incentiva as suas crianças a adquirir gosto pelo conhecimento, pela pesquisa e pelo

belo. Um bom educador deve desenvolver práticas pedagógicas que possam sensibilizar as crianças

para a multiculturalidade e para a reflexão através da observação dos diferentes mundos culturais. O

educador multicultural deve ter espírito aberto e aceitar a complexidade; ser imparcial e não ter

preconceitos; saber escutar e respeitar perspetivas distintas; ter em atenção as alternativas que existem;

questionar-se quanto às possibilidades de erro e procurar razões para os problemas; e refletir sobre a

forma de melhorar o que existe anteriormente.

A família e a comunidade educativa na educação multicultural

Nos dias de hoje viver numa sociedade multicultural não basta, é necessário compreender este novo

tipo de sociedade. É preciso aprender a viver nela e a viver com ela. É do interesse de todos que o

ensino das diferentes culturas seja comum às crianças, ajudando-as a um alargar do universo cultural,

pondo de lado o etnocentrismo que teima em manter-se na sociedade, nas nossas escolas e no jardim-

de-infância. A família é um elemento principal para a educação das crianças, os pais tem de conhecer,

selecionar e contribuir ativamente no que desejam para o futuro dos filhos. Para concluir pode afirmar-

se que o papel fundamental dos educadores é desenvolver a interação entre a escola e a família,

tornando isso como um papel fundamental para o desenvolvimento e sucesso escolar das crianças.

Segundo Chalita (2001), a família tem como responsabilidade “formar o caráter, de educar para os

desafios da vida, de perpetuar valores éticos e morais” (p.14).

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” Perante a nossa realidade é urgente alertar as nossas crianças para a diferença. Prepará-las e ajudá-las a

tomar consciência da desigualdade existente nos objetos, nas pessoas, nas culturas e sociedades, mas

sobretudo não será importante levar a própria criança a descobrir o aspeto positivo da diversidade?

Não é de estranhar que quanto mais cedo estiverem habituadas a ouvir, a falar e a pensar sobre as

diferenças e semelhanças, mais aptas estarão a conhecer-se a si mesmas e aos outros. Quanto mais

habituadas estiverem a ver exemplos das múltiplas formas de executar as mesmas atividades, mais fácil

se tornará de aceitarem a variedade como normal.

Aprender a conviver significa respeito e abertura para as relações humanas, significa habilidade pessoal

de permitir a aproximação e não o afastamento do outro, através da empatia, do respeito, das formas

alternativas de vida, da escuta, do diálogo, do interesse, etc., tendo sempre por base o envolvimento

com a diferença sem qualquer preconceito, pois, este, segundo Herriot & Pemberton, (1995) não é mais

do que uma predisposição, frequentemente inconsciente, para conceber os outros como seres inferiores,

menos inteligentes e capazes, mais preguiçosos, menos confiantes ou confiáveis.

Também para Marsden, (1997) tanto o preconceito, como a discriminação podem derivar dos atos e

atitudes dos indivíduos ou mesmo das políticas e práticas de uma instituição. Para além de afetarem o

acesso ao trabalho e a progressão das minorias, fragilizam a sua motivação, autoconfiança e

produtividade.

Qualquer tipo de ensino, hoje em dia, confronta-se cada vez mais com uma grande heterogeneidade

social e cultural. Certamente que todos concordamos que estamos a educar para uma sociedade

multicultural, e teremos de ter como referência da nossa ação o desenvolvimento e atitudes baseadas no

respeito, tolerância, justiça, igualdade.

4. Enquadramento teórico

4.1. A importância do reconhecimento da educação pré-escolar

A educação pré-escolar em Portugal só obteve um quadro legislativo próprio com a aprovação da

Lei n.º 5/97, de 10 de Fevereiro, Lei-quadro da Educação Pré-Escolar.

Sendo esta instituição um espaço que se regula segundo o sistema educativo através das leis

fundamentais, embora não de forma homogénea em função das várias valências que coabitam, não era

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” possível que no projeto educativo esquecêssemos os grandes princípios e fundamentos das Orientações

Curriculares para a Educação Pré-escolar que refere:

A educação pré-escolar é a primeira etapa da educação básica no processo da educação ao

longo da vida, sendo complementar da ação educativa com a família, com a qual deve estabelecer

estreita relação, favorecendo a formação e o desenvolvimento equilibrado da criança, tendo em vista a

sua plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre e solidário.

(Ministério da Educação, 1997, p.15)

Deste princípio surgem os objetivos gerais pedagógicos para a educação pré-escolar:

Promover o desenvolvimento pessoal e social da criança com base em experiências da vida

democrática numa perspetiva de educação para a cidadania;

Fomentar a inserção da criança em grupos sociais diversos, no respeito pela pluralidade

das culturas, favorecendo uma progressiva consciência do seu papel como membro da

sociedade;

(No sentido da educação para a cidadania, a organização do ambiente educativo assume particular

importância como um contexto de vida democrática em que as crianças participam, onde contatam e

aprendem a respeitar diferentes culturas. É nesta vivência que se inscreve a área de formação pessoal e

social, considerada como área integradora de todo o processo de educação pré-escolar).

Contribuir para a igualdade de oportunidades no acesso à escola e para o sucesso da

aprendizagem;

(A educação pré-escolar deve ser perspetivada no sentido da educação ao longo da vida e não

preparação para a escolaridade obrigatória. No entanto, a criança deve ter condições para abordar com

sucesso a etapa seguinte. Para que a educação pré-escolar possa contribuir para uma maior igualdade de

oportunidades e sucesso da aprendizagem é importante que haja uma organização intencional

sistemática do processo pedagógico, uma pedagogia organizada e estruturada que valorize o carácter

lúdico de que se revestem muitas aprendizagens, que promova competências que permitam a cada

criança reconhecer as suas possibilidades e progressos).

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” Estimular o desenvolvimento global da criança no respeito pelas suas caraterísticas

individuais, incluindo comportamentos que favoreçam aprendizagens significativas e

diferenciadas;

(O desenvolvimento e a aprendizagem são vertentes indissociáveis do processo educativo, em que a

criança é o próprio sujeito que desempenha um papel ativo na interação com o meio, que lhe deverá

fornecer condições favoráveis para que se desenvolva e aprenda e, ao mesmo tempo, contribua para o

desenvolvimento e aprendizagem dos outros. Partir do que a criança sabe, da sua cultura e saberes

próprios, respeitar e valorizar as caraterísticas individuais da criança, a sua diferença constitui a base de

novas aprendizagens. Chegamos assim ao conceito de “escola inclusiva”, em que a educação pré-

escolar deverá adotar a prática de uma pedagogia diferenciada, centrada na cooperação, que inclua

todas as crianças, aceite as diferenças, apoie a aprendizagem e responda às necessidades individuais).

Desenvolver a expressão e a comunicação através de linguagens múltiplas como meios de

relação, de informação, de sensibilização estética e de compreensão do mundo;

Despertar a curiosidade e o pensamento crítico;

(A área da expressão e comunicação constitui uma área básica que contribui simultaneamente para

a formação pessoal e social e para o conhecimento do mundo. Por sua vez, a área do conhecimento

do mundo permite articular as outras duas, pois é através das relações com os outros que se vai

construindo a identidade pessoal e se vai tomando posição perante o mundo social e físico. Dar

sentido a esse mundo passa pela utilização de sistemas simbólico-culturais. Despertar a

curiosidade e o pensamento crítico concretiza-se nas diferentes áreas de conteúdos que se

articulam numa formação global, que será o fundamento do processo de educação ao longo da

vida).

Proporcionar à criança ocasiões de bem-estar e segurança, nomeadamente no âmbito da

saúde individual e coletiva;

Proceder à despistagem de inadaptações, deficiências ou precocidades e promover a melhor

orientação e encaminhamento da criança;

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” (Um ambiente educativo em que a criança sinta bem-estar e segurança contribui para a sua auto-

estima e fomenta o desejo de aprender. A saúde individual e coletiva deve ser também ocasião de

uma educação para a saúde que faz parte da formação do cidadão).

Incentivar a participação das famílias no processo educativo e estabelecer relações de

efetiva colaboração com a comunidade;

(Sendo a educação pré-escolar complementar da ação da família, haverá que assegurar a

articulação entre o estabelecimento educativo e as famílias. A educação pré-escolar deve tornar-se

a mediadora entre as culturas de origem das crianças e a cultura de que terão que se apropriar, para

terem uma aprendizagem de sucesso. Tendo em conta que não só a família, como também o meio

social em que vive a criança, influencia a sua educação. A escola beneficiará da conjugação de

esforços e da potencialização dos recursos da comunidade na educação das crianças e dos jovens.

Concretamente, os pais e os outros membros da comunidade poderão colaborar no

desenvolvimento do projeto educativo do estabelecimento).

De acordo com a Lei de Bases do Sistema Educativo, Lei n.º 46/86, de 14 de outubro, artigo

5.º, são objetivos da educação pré-escolar:

Estimular as capacidades de cada criança e favorecer a sua formação e o desenvolvimento

equilibrado de todas as suas potencialidades;

Contribuir para a estabilidade e segurança afetivas da criança;

Favorecer a observação e a compreensão do meio natural e humano para melhor integração e

participação da criança;

Desenvolver a formação moral da criança e o sentido da responsabilidade, associado ao da

liberdade;

Fomentar a integração da criança em grupos sociais diversos, complementares da família,

tendo em vista o desenvolvimento da sociabilidade;

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” Desenvolver as capacidades de expressão e comunicação da criança, assim como a

imaginação criativa, e estimular a atividade lúdica;

Incutir hábitos de higiene e de defesa da saúde pessoal e coletiva;

Proceder à despistagem de inadaptações, deficiências ou precocidades e promover a melhor

orientação e encaminhamento da criança.

4.2. As orientações curriculares, guia e reflexão para uma ação coerente

Foi apresentada na Assembleia da República uma Lei-quadro para a Educação Pré-Escolar,

que passou a ser contemplada na Lei de Bases do Sistema Educativo, aprovada pela

Assembleia da República em 1986, pois o nível de educação pré-escolar não dispunha de um

quadro legislativo próprio. Obteve-se quando em Dezembro de 1996 a Assembleia da

República fez uma proposta de lei do Governo, aprovando por unanimidade, a Lei n.º 5/97.

A Lei n.º 5/97, de Fevereiro, Lei-Quadro da Educação Pré-Escolar, consagra, no seu artigo

2.º, a educação pré-escolar como a primeira etapa da educação básica no processo de

educação ao longo da vida, competindo ao Estado, nos termos da alínea b) do artigo 8.º,

definir objetivos e linhas de orientação curricular.

As Orientações Curriculares constituem assim um conjunto de princípios gerais pedagógicos

e organizativos para o educador de infância na tomada de decisões sobre a sua prática, ou

seja, para conduzir o processo educativo a desenvolver com as crianças.

No entender de Vasconcelos, as orientações poderão contribuir para que a educação pré-

escolar de qualidade se torne motor de cidadania, alicerce de uma vida social, emocional e

intelectual. (Vasconcelos, 1997 melhor orientação e encaminhamento da criança.

4.3. A qualidade em educação pré-escolar

A educação pré-escolar é a primeira etapa da educação básica no processo de educação ao

longo da vida, sendo complementar da ação educativa da família, com a qual deve estabelecer

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” uma estreita relação, favorecendo a formação e o desenvolvimento equilibrado da criança, tendo

em vista a sua plena inserção na sociedade como ser autónomo, livre e solidário.

Na educação pré-escolar, o educador de infância deve conceber e desenvolver um projeto

curricular, com vista à construção de aprendizagens integradas, através da planificação,

organização e avaliação do ambiente educativo. Para isso, deve mobilizar o conhecimento e as

competências necessárias ao desenvolvimento de um currículo integrado.

A ênfase colocada na qualidade da educação surge no seguimento de estudos que

demonstram que tais contextos têm efeitos significativos nas aprendizagens das crianças ao

longo de toda a sua escolaridade e no seu desenvolvimento social e afetivo.

4.4. O que é a relação Escola-Família?

Ao usar o termo Relação Escola-Família, incluímos todo o tipo de intervenientes e

interações que habitualmente integram este campo.

Pode-se interpretar família como sendo os adultos, jovens ou crianças que habitem com a

criança. Os adultos não têm necessariamente de ser apenas ou só os pais e os jovens/crianças não

têm de ser irmãos. Ao aplicar a palavra escola, referimo-nos essencialmente aos professores dos

vários estabelecimentos de ensino existentes.

Do ponto de vista das interações, o termo relação abrange desde o conceito de cooperação

até ao conceito de conflito. Cooperação e conflito estão sempre omnipresentes em qualquer

relação. A possibilidade da ocorrência de momentos de tensão é normal em qualquer relação e

esta não é exceção.

4.4.1 Função da família

Entende-se família como o primeiro núcleo de pessoas onde o indivíduo inicia as suas

experiências de interação. A família constitui, tanto biológica como socialmente, a “unidade micro” de

um todo mais vasto de agrupamentos que compõem o tecido social. Pode-se também definir a família

como a base da formação de um indivíduo, é o ambiente em que ocorrem os primeiros contatos e

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” relacionamentos da criança, modelo referencial e, não menos importante, responsável pela formação de

valores entre outras coisas.

4.4.2 Função da escola

Escola pode-se definir como uma organização indispensável ao indivíduo dos tempos modernos,

como forma de enriquecimento das experiências de socialização e da dinâmica das relações

interpessoais. É um grupo artificial e formal com rotinas e procedimentos bem explícitos. É uma

instituição social onde se realiza por excelência o ato educativo na sua forma mais formal.

A escola é entendida como sendo responsável pela educação do indivíduo. É o espaço destinado

não só ao trabalho pedagógico formal, como também ao entendimento de regras, à formação de valores,

ao exercício da cidadania, à experimentação de sentimentos, etc.

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural”

5. Temática e objetivos gerais

Segundo Verna (1984) e Jordán (1995) a educação multicultural deverá:

Criar a ideia de que, na sociedade, a pluralidade étnica é um elemento positivo, uma vez

que é uma fonte de enriquecimento para todos (maiorias e minorias);

Incutir a ideia de que todas as culturas são válidas, favorecendo o seu conhecimento e

aceitação, ajudando a erradicar preconceitos;

Ajudar a desenvolver, junto das crianças / jovens, as competências educacionais e sociais

para saberem lidar e respeitar a diferença.

Objetivos gerais:

Educar as crianças no sentido de respeitar a diferença, promovendo atitudes de partilha e respeito por culturas e costumes diferentes dos nossos;

Estimular o interesse pelo conhecimento do mundo e pela diversidade característica da espécie humana.

Proporcionar às crianças diversas perspetivas do mundo que as rodeia;

Promover a atividades e jogos onde todos partilhem conhecimentos, valores, experiências estéticas específicas de cada cultura, de modo a reconhecerem, respeitarem e valorizarem as diferenças culturais;

Educar as crianças no sentido de respeitar a diferença, promovendo atitudes de partilha e respeito por culturas e costumes diferentes dos nossos;

Estimular o interesse pelo conhecimento do mundo e pela diversidade característica da espécie humana.

Observar e conhecer alguns meios físicos naturais distantes, quanto aos animais, plantas mais características e as formas de vida humana que neles se desenvolve;

Identificar diferentes tipos de habitação, alimentação, vestuário e relacioná-los com os respetivos povos;

Experimentar a comunicação com indivíduos de outros países aprendendo e valorizando a riqueza cultural (receitas, canções, festas);

Abordar outras línguas e a arte, como meio de apreciação de diferentes culturas

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural”

Na relação escola-família pretende-se:

Construir uma relação mais sólida e colaborante entre a escola e a família;

Envolver a família de forma participativa no projeto educativo da instituição;

Identificar os principais elementos do meio social envolvente, família/escola/comunidade e

suas formas de organização;

Proporcionar a aquisição de atitudes autónomas, visando a formação de cidadãos civicamente

responsáveis e democraticamente intervenientes na vida comunitária;

Trabalhar a relação de comunicação, de compreensão e valorização do outro;

Incentivar a participação das famílias no processo educativo e estabelecer relações de efetiva

colaboração com a comunidade;

Fomentar o espírito de solidariedade, cooperação e de entreajuda entre todos os membros da

comunidade educativa;

Manter/melhorar a qualidade de todos os serviços prestados à criança a fim de garantir o seu

bem-estar, alimentação, higiene, segurança, formação;

Estimular o desenvolvimento global de cada criança: as suas capacidades, as suas formas de

expressão e comunicação, a sua curiosidade, a sua sensibilidade estética, respeitando as suas

caraterísticas individuais e tendo em vista a sua interação na sociedade como ser autónomo,

livre e solidário.

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural”

II. Organização geral do projeto

1. Levantamento de recursos para resolução do problema

1.1. Recursos humanos

Os recursos humanos para a implementação do projeto serão:

Crianças utentes – implicadas no projeto através do acolhimento, estimulação e valorização

dos seus saberes, ideias e opiniões, aprendizagens adquiridas na realização dos projetos e

atividades, e na partilha em exposições, mostra de trabalhos e trocas de correspondências com

crianças/educadores/pais/comunidade.

Equipa escolar – principal interveniente no projeto porque dela partirá toda a dinamização do

trabalho a realizar que se processará na linha pedagógica vivenciada na instituição, através de

negociações desde o planeamento à partilha de saberes e responsabilidades. Assim

caminharemos para a organização de “um ambiente institucional capaz de ajudar cada um a

apropriar-se dos conhecimentos, dos processos e dos valores morais e estéticos gerados pela

humanidade no seu percurso histórico-cultural.” (Niza, 1996, p.141).

Famílias dos utentes – são elementos fundamentais no desenvolvimento deste projeto. Este só

será dinamizado se houver por parte das famílias colaboração e cooperação, sendo cooperação

entendida como “uma tentativa de dinamizar as relações entre o meio-centro e o meio-casa,

numa dupla interação centrípeta – trazer para o centro as experiências que as crianças têm em

casa - e centrífuga – partilhar com os pais as experiências que as crianças fazem nos centros.”

(Miranda, 1984). Também será dinamizado através das necessidades de informação

manifestadas por eles enquanto pais e cidadãos e da sua colaboração/cooperação em grupos de

trabalho;

Profissionais ligados a outras instituições e entidades – através da colaboração de reuniões

temáticas e no envio sistemático da informação mais pertinente.

1.2. Recursos materiais e físicos existentes

Os recursos materiais necessários serão:

Material de desgaste;

Computadores;

Impressora;

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” Fotocopiadora;

Televisores;

Vídeos/Leitores de DVD;

Rádios;

Vídeo-projetor e tela de projeção;

Material de som.

Os recursos físicos necessários serão:

Instalações da escola;

Autocarro e carrinha da instituição.

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“A família e a comunidade educativa na educação multicultural”

2. Tempo previsto e fases de realização

Prevemos a duração de três anos para a implementação deste projeto. Dar-lhe-emos

continuidade, com as reformulações necessárias, tendo em conta que o projeto será um

“instrumento útil para a organização da escola e terá um efeito dinamizador e globalizante”

(Lopes da Silva, 1998, p. 111) que envolverá todos os intervenientes em diferentes fases. As

crianças serão implicadas em todo o processo.

Para a realização do projeto em organização prevemos três fases:

1ª Fase: Sensibilização de toda a equipa para a pertinência do projeto e formação de grupos de

trabalho.

2ª Fase: Sensibilização dos pais para o projeto e para a sua colaboração nas equipas de trabalho.

3ª Fase: Seleção e divulgação da informação.

3. Metodologia a adotar

Definiremos os objetivos e as estratégias a adotar e formas de avaliação que nos parecem mais

adequadas para o desenvolvimento de cada uma das fases do projeto.

4. Avaliação final do projeto

Este é um projeto que visa um bom funcionamento da instituição, refletindo-se em ideias e valores e

que se baseia numa avaliação final. Depois de analisadas as avaliações previstas no faseamento e que

darão informações sobre:

A participação e o empenho da equipa;

O envolvimento e a colaboração das famílias e das crianças;

A colaboração de outras instituições ou entidades.

Para este fim utilizaremos instrumentos necessários para a realização desta avaliação, tais como:

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural” Grelhas de registo de presenças;

Questionários à equipa e as às famílias.

Para a avaliação final teremos ainda em conta os registos de opinião de todos os intervenientes no

processo e as observações diretas sobre o impacto do projeto. Os resultados obtidos irão revelar se

foram atingidos os objetivos propostos e a eficácia do projeto.

Atendendo a que este projeto se desenvolverá tendo como um dos objetivos gerais realizar uma maior

interação da escola, família e comunidade em que estarão presentes os seguintes intervenientes:

Equipa;

Pais;

Crianças;

Comunidade.

Considerá-lo-emos atingido se conseguirmos:

Reforçar a colaboração e a cooperação entre a equipa;

Reforçar a colaboração e a cooperação entre a escola e os pais;

Reforçar a colaboração e a cooperação entre a escola, pais e comunidade;

Proporcionar aos pais o acesso a informação pertinente e atualizada que os ajudará a exercer

melhor o seu papel de pais /cidadãos interventores.

5. Divulgação

Este projeto insere-se num determinado contexto e com caraterísticas próprias. Por tal razão não é

generalizável. É um projeto de âmbito alargado que integra vários intervenientes; como tal será

importante divulgá-lo à equipa, crianças utentes e seus familiares e profissionais ligados a outras

instituições ou entidades.

Como meio de divulgação, utilizaremos exposições com os trabalhos elaborados pelas crianças e a

colocação de fotografias no site da instituição.

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural”

6. Plano Anual de Atividades

Setembro 26– “Festa” de boas-vindas para os pais; 29 a 3 Outubro – S. Miguel “Feira das colheitas” ;

Outubro S. Miguel “Feira das colheitas”; 3- Envio do boneco do Outono; 6 a 10- Exposição do Outono; 16– Dia Mundial da Alimentação; 31- Halloween;

Novembro 11– S. Martinho; 20– Dia Internacional dos Direitos da Criança;

Dezembro 1 a 5– Montagem da árvore de Natal e decoração da escola; 3- Dia Internacional das Pessoas com deficiência; 8- Prenda do Natal; 19 ou 20– Festa de Natal no salão paroquial;

Janeiro 5- Enviar coroa de Reis;

5 a 9- Cantar as Janeiras pela freguesia; 6– Dia de Reis; 8- Envio do boneco do Inverno; 30– Dia Escolar da Não Violência e da Paz;

Fevereiro 13– Dia de São Valentim; 13- Carnaval (desfile às Neves); 16 ou 17– Baile de carnaval com as fantasias trazidas de casa;

Março 19– Dia do Pai; 20- Cartaz com paisagens da Primavera; 27– Envio do boneco da Primavera;

Abril 1 ou 2- Prenda da Páscoa

2 ou 3 – Via Sacra; 25– Dia da Liberdade; 30- Dia da mãe;

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural”

Maio 15– Dia da Família; 22 ou 29– Passeio escolar;

Junho 1- Dia da criança; 1 a 30– Praia; 26– Festa de Finalistas;

Julho

26– Dia dos avôs.

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Projeto Educativo de Jardim de infância

“A família e a comunidade educativa na educação multicultural”

III. Bibliografia

Enciclipédia de Educação Infantil (1997); vol. I;II;III;IV;V; Nova Presença;

Gloton R.; Claro, (1993) Actividade Criadora na criança. Editora Estampa;

Ministério da Educação (1997) Orientações Curriculares para a educação pré-

escolar”; Departamento da Educação Básica – Núcleo da Educação Pré- Escolar;

Obin e Cros (1992) Le Projet d’etablissement, in Monitorização das escolas. ME-

GEP;

Reily, L.(1986) Actividades de Artes Plásticas na Escola. Brasil: Livraria Pioneira

Editora;

Sousa A. (1988) A Educação pelo movimento – Movimento - Música e Drama.

Básica Editora;

Stern, A. (1974) A Expressão. Porto: Colecção Ponte;

Spodek, B Saracho O (1998) Ensinando crianças de três a oito anos, Porto Alegra;

Artmed

Papalia, D Olds, S § Feldman, R (2001) O mundo da criança; Mc Graw-Hill;

Perfil especifico de Desempenho do Educador de Infância, Decreto-Lei nº241/2001,

de 30 de Agosto

Torga, M. (1980) Certeza. In C: Ferreira. (Ed.), “Brincar também é poesia”;

Vasconcelos, T. (1998). Cadernos de Educação de Infância N.º 46. Lisboa:

APEI;

Despacho:

Despacho nº 5220/97, de 4 Agosto

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