Peroxissomos (ômega)

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Alunos : Danielle Soprano, Eliel Richard, Fabricia Marques, Fernanda Oliveira

1930 Analise bioqumica da catalase. 1950 - Inicia-se o estudo bioqumico da urato oxidase. 1954 Rodhin observou ao microscpio partculas inditas (microcorpos). 1957 Thompson e Klipfer a urato oxidase acompanhava a catalase em alguns experimentos. 1963 - Pesquisadores conseguiram demonstrar que a urato oxidase no estava localizada em lisossomos.

1965 De Duve props o nome peroxissomo para a organela descobertaPrmio Nobel de Medicina ou Fisiologia de 1974

Organelas esfricas (0,1 a 1 m de dimetro); Possuem uma nica membrana envolta; Presentes em todas as clulas eucariticas exceto em eritrcitos

So mais numerosos em clulas renais e hepticas; No possuem DNA prprio, nem ribossomos e suas protenas so importadas do citoplasma Vida mdia de, aproximadamente, 4 dias e so destrudas por autofagia; Possui em seu interior enzimas oxidativas ,cerca de 40 tipos ,dentre essas as principais so: catalase, a urato oxidase, a D-aminocido oxidase e enzimas

Microscopia tica diaminobenzidina em fgado de rato, contracorado com verde de metila Peroxissomos () corados em marrom ao de enzimas peroxissomais

As protenas peroxissomais so sintetizadas em ribossomos livres no citoplasma. Peroxinas catalisam o transporte dessas protenas para o peroxissomo preexistente. O peroxissomo cresce e se divide.

O incio da fotossntese criou uma atmosfera txica para a maioria das clulas. Procariotos que metabolizavam oxignio foram internalizados por clulas anaerbias, o que teria originado os

As protenas citoslicas possuem um sinal de endereamento para a matriz da organela que se encontram definidos. Todas as protenas peroxissomais j se encontram na forma nativa e oligomrica (folding) antes da

Metabolismo de Perxidos (via catalase e outras oxidases) e EROS/ENOS Sntese de Lipdeos (fosfolipides/plasmalognios, cidos biliares, colesterol e dolicol, e prolongamento de AG) Beta-oxidao de AG (AGCML, cidos dicarboxlicos, dicarboxylic acids, AG de cadeia ramificada, AGI, metabolismo de cido aracdnico e compostos xenobiticos) Alfa-oxidao de AG (cido fitnico e compostos xenobiticos) Ativao de AGCL e AGCML Regulao da razo de Acil-CoA/CoA

Metabolismo de protenas e AAs (biosntese de cistena e assimilao de enxofre,degradao de Daminocidos, metabolismo de L-Lisina, degradao de poliaminas, proteases, transaminases) Catabolismo de purinas Via-metablica de hexose monofosfato Sntese de glicerol Metabolismo nicotinato e nicotinamida (NAD/NADP) Metabolismo de retinides

Degradao de Perxido de Hidrognio

Na B-oxidao peroxissomal, os metablitos so utilizados para sntese de plasmanognio s, steres de cidos biliares e colesterol, glicolpideos, dentre outros produtos, ou so encaminhados para Boxidao mitocondrial como Acetil-

Ligadas biognese (DBP): 1 grupo de doenas que relacionou problemas metablicos com malformaes; doenas autossmicas recessivas;

Ligadas biognese (DBP): deficincia em mltiplas funes peroxissomais: ausncia de peroxissomas nas clulas ou existncia de estruturas membranares (peroxisomal ghosts) contendo protenas da membrana do peroxissomo, mas destitudas da maioria (ou todas) as protenas matriciais

Hipoplasia e/ou hipertrofia dos peroxissomos;

Ligadas biognese (DBP): Sndrome de Zellweger (mais grave) Adrenoleucodistrofia Neo-Natal (intermediria) Doena de Refsum Infantil (menos severa) Condrodisplasia Rizomlica Punctata tipo I

Sndrome de Zellweger e variantes: Abrange 80% dos casos; Frequncia: 1: 50.00-100.000 Letal durante o primeiro ano de vida (forma clssica); Devido deficincia no endereamento das enzimas possuidoras de PTS1 ou PTS2 para o peroxissomo, todas, ou quase todas, as funes metablicas peroxissomais esto comprometidas;

Sndrome de Zellweger e variantes: Funes alteradas: Degradao de AGCML Sntese de plasmanognios Sntese de intermedirios de c.biliares Problemas no catabolismo de c. pipeclico, oxidando c.pristnico e fitnico acmulo

Sndrome de Zellweger e variantes: Apresentam problemas hepticos, atraso mental varivel e retinopatia; Mutaes em vrios genes PEX, nomeadamente 1, 2, 3, 5, 6, 10, 12, 13, 14, 16, 19 e 26;

Sndrome de Zellweger e variantes: Manifetaes clnicas (forma Clssica): Dismorfias craniofaciais Disfunes neurolgicas (retardoneuropsicomotor, hipotonia, hiporreflexia, crises convulsivas)

Complicaes oculares (glaucoma, degradaoda retina, opacificao corneana, catarata, cegueira)

Surdez Hepatomegalia e anormalidades (colestase efibrose)

Calcificao nas epfises Cistos renais e esplnicos

Sndrome de Zellweger e variantes: Manifetaes clnicas (demais formas): Dismorfias craniofaciais mnimas ou ausentes Disfunes neurolgicas(hipotonia, crisesconvulsivas)

Complicaes oculares (retinopatiacegueira)

Surdez Hepatomegalia e anormalidades (colestase efibrose)

Idade mais avanada e maior sobrevida

Refsum Infantil:

NALD:

Sndrome de Zellweger :

Otera H et al. Mol. Cell. Biol. 1998;18:388-399

Sndrome de Zellweger e variantes:Tratamento: Anticonvulsivantes Vitamina K Limitar o consumo AGS, de AGCML e c.fitnico Consumo de DHA (tipo de w-3)

Condrodisplasia Rizomlica Punctata tipo I: Mutaes apenas no gene PEX7; Apenas o endereamento de protenas com PTS2 est comprometido;

Condrodisplasia Rizomlica Punctata tipo I: Manifestaes Clnicas: Encurtamento proximal do mero e do fmur Calcificaes punctatas nas cartilagens Catarata Fenda coronal nas vrtebras Contraturas articulares Retardo mental Convulses

Condrodisplasia Rizomlica Punctata tipo I:Tratamento: Reduo da ingesta de cido fitnico Suplementao de plasmalognios Extrao da catarata Fisioterapia

Ligadas ao dficit peroxissomalenzima):

(apenas uma

Adrenoleucodistrofia ligada ao X (X-ALD) (mais comum) Doena de Refsum Adulta Condrodisplasia Rizomlica Puntata tipo II e III (Deficincia da Diidroxiacetato Fosfato Sintetase e Deficincia de Alquilidroxiacetona Fosfato Sintetase) Acatalasemia Deficincia da Acil-CoA Oxidase Deficincia da Enzima Bifuncional Deficincia da Glutaril-CoA Oxidase Hiperoxalria tipo I Sndrome pseudo-Zellweger

Adrenoleucodistrofia ligada ao X (X-ALD): Doena mais comum seis formas clnicas

Mutaes no gene que codifica um transportador existente na membrana peroxissomal (ALDP), levando deficincia de funo Frequncia de 1:20.000 meninos

Adrenoleucodistrofia ligada ao X (X-ALD): Doena degenerativa progressiva 10A Cadeia hidrofbica dos AGCML a bainha de mielina solubilizao Afeta principalmente o sistema nervoso central e perifrico e a glndula adrenal aumento dos nveis de AGCML no plasma AG mais comuns: hexacosanico (C26:0) e tetracosanico (C24:0) interao com sintomas at

reao imune e

Adrenoleucodistrofia ligada ao X (X-ALD):

Spurek M et al. CMAJ 2004;171:1073-1077

Adrenoleucodistrofia ligada ao X (X-ALD): Aps alguns meses: Cegueira Mudez Paralisia causada pela desmielinizao entre outros. Estado vegetativo em um prazo mdio de trs anos. Falecimento em at cinco anos aps o surgimento dos primeiros sintomas

Adrenoleucodistrofia ligada ao X (X-ALD):Tratamento: Recomenda-se o emprego do leo de Lorenzo (cido ercico monossaturado (GTE) ao cido olico monossaturado (GTO), na proporo de 4:1), dieta com baixo teor de AGCML e o consumo de cido linolico (w-6) e cido linolnico (w-3). Um melhor prognstico e progresso lento dos sintomas foram obtidos atravs desta terapia Transplante de medula ssea e a imunossupresso Ainda em estudo sobre a ao exata nas variaes

Acatalasemia/Acatalasia: Atividade deficiente ou inexistente da enzima catalase em eritrcitos; Incidncia: Japoneses: 90 dos 107 casos conhecidos Hngaros: 5 casos

Mutao gnica Pode levar ao acumulativo dano oxidativo das clulas beta-pancreticas diabetes

Ligadas ao dficit peroxissomal (apenas uma enzima): As doenas provocadas pela deficincia de uma enzima da -oxidao peroxissomal (por exemplo, deficincia na acil-CoA oxidase) so normalmente caracterizadas por hipoplasia e hipertrofia do peroxissomo;