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PRODUÇÃO E COMPOSIÇÃO DE DIFERENTES TIPOS DE AÇÚ · PDF filePRODUÇÃO E COMPOSIÇÃO DE DIFERENTES TIPOS DE AÇÚCAR Política O Sicoob MaxiCrédito conta com 71 agências,

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  • PRODUO E COMPOSIO DE DIFERENTES TIPOS DE ACAR

    Poltica

    O Sicoob MaxiCrdito contacom 71 agncias, 9 delas em Chapec.Encontre a mais prxima de voc.

    PIONEIRA (ANEXO AO SUPERALFA)CENTRO

    SO CRISTVOPASSO DOS FORTES

    PALMITALGRANDE EFAPISANTA MARIA

    MARECHAL BORMANNJARDIM ITLIA

    MaxiCrdito

    1Acadmica do Curso de Nutrio, UNIPAMPA, Itaqui, RS, E-mail: [email protected]; 2Professora Adjunta, Cincia e Tecnologia de Alimentos, Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA), Campus Itaqui.

    ED. 202 ANO 9 - 26/10/2017

    O acar comum o composto qumico sa-carose, um carboidratonormalmente obtido da cana-de-acar (Saccharum officinarum) ou da beterraba (Beta vulgaris L.),por processos in-dustriais ou artesanais. A produo de acar importante para a economia brasileira e estima--se que atinja 40 milhes de toneladas na safra 2017/18, 3,5% maior que na safra anterior. Se-gundo dados da Companhia Nacional de Abas-tecimento, a regio Sul tem cerca de 7% da rea total de cana-de-acar no pas, com destaque para o Paran como o terceiro maior produtor de acar.

    A extrao da sacarose a partir de uma mes-ma matria-prima d origem a diversos tipos de acares, dentre os quais esto o mascavo, demerara, cristal e refinado (Figura 1). Os teo-res mnimos de sacarose que cada acar deve conter so: acima de 99,3%, no acar cristal, de98,5%, no refinado, de 96,0%, no demerara e de 90,0% no acar mascavo. Estes valores representam o grau de concentrao, sendo que o acar cristal contm basicamente sacarose, enquanto o acar mascavo mantm outros componentes provenientes da cana-de-acar. A Tabela 1 apresenta a composio dos tipos de acar e possvel observar que o teor de mine-rais, como potssio, clcio, magnsio e ferro, mais elevado no acar mascavocomparado aos acares brancos.

    O processo simplificado de obteno do a-car inclui a extraodo caldo contido na cana, clarificao deste caldo e concentrao.Os dois tipos de acar mais fabricados em escala in-dustrial no Brasil so ocristal branco e o de-merara, e a diferena bsica entre os dois o processo de clarificao menos intenso no de-merara, deixando-o mais escuro. O acar cris-tal passa pela clarificao, mas no pelo pro-cesso de refinamento, e muito utilizado na indstria alimentcia para confeco de doces, confeitos,biscoitos e bebidas. O acar refina-do um produto de cor branca, sem adio de corantes, baixo teor de umidade e com cristais muito pequenos que formam uma constituio

    Sabrina Messa1, Cssia Regina Nespolo2

    homognea. Devido a estas caractersticas, mais usado naindstria farmacutica, em con-feitos, xaropes de alta transparncia e emmistu-ras secas.J o acar demerara, um produto de cor escura e textura firme, que no passou por nenhum processo de refinamento, com cristais que ainda possuem traos de melao e mel proveniente da cana-de-acar. Oacar mascavo mais mido, apresenta cor marrom, sabor marcante, no sendo utilizado nenhum processo industrial de branqueamento, crista-lizao ou refinamento. Pode ser produzido em escala artesanal, em pequenas propriedades ru-rais, e utilizado pela indstria na fabricao de pes, bolos, granolas e produtos integrais.

    Em relao ao preo dos diferentes acares, os do tipo orgnico so mais caros, em virtude de todo processo agrcola e industrial da ma-tria-prima ser feito em menor escalae sem a utilizao de adubos ou aditivos qumicos. O acar mascavo tem valor de comercializao mais elevado, seguido pelo demerara e os mais acessveis so o cristal e o refinado. Pode-se ob-servar que os mais caros so os que passam por menos processos industriais, o que deveria es-tar associado diminuio do custo, porm o apelo ao consumo de produtos menos processa-

    dos pode explicar isto. O acar est cada vez mais presente na dieta

    humana, atravs de alimentos e bebidas, e a mdia de consumo anual no Brasil 50 kg de acar por pessoa.Apesar da grande produo e consumo, a legislao brasileira estabelece poucos parmetros de qualidade, especialmen-te para os acares orgnicos e o demerara. valido ressaltar que o consumo em excesso des-te tipo de alimento pode ser prejudicial sade, por se tratar de um carboidrato simples, com alto valor energtico e baixo valor nutricional. Em grande quantidade na dieta, pode estar re-lacionado a diabetes, obesidade, problemas re-nais e doenas cardiovasculares, indicando-se o consumo moderado deste tipo de alimento.

    branqueamento, cristalizao ou refinamento. Pode ser produzido em escala artesanal, em pequenas

    propriedades rurais, e utilizado pela indstria na fabricao de pes, bolos, granolas e produtos

    integrais.

    Tabela 1. Composio nutricional do Acar Mascavo, Acar Demerara, Acar Cristal e Acar

    Refinado.

    ComposioNutricional Acar

    Mascavo

    Acar

    Demerara

    Acar

    Cristal

    Acar

    Refinado

    Valor Energtico (kcal) 396 n.a. 387 387

    Carboidratos (%) 94,5 n.a. 99,6 99,5

    Umidade (%) 3,3 0,10 0,1 0,1

    Protenas (%) 0,8 n.a. 0,3 0,3

    Resduo mineral fixo (%) 1,4 0,36 Tr. Tr.

    Potssio (mg) 522 n.a. 3 6

    Clcio (mg) 127 n.a. 8 4

    Magnsio (mg) 80 n.a. 1 1

    Ferro(mg) 8,3 n.a. 0,2 0,1

    *Tr.: traos; n.a.: no analisado (Fonte: TACO, 2011; Bettani et al., 2014).

    Em relao ao preo dos diferentes acares, os do tipo orgnico so mais caros, em virtude

    de todo processo agrcola e industrial da matria-prima ser feito em menor escalae sem a utilizao

    de adubos ou aditivos qumicos. O acar mascavo tem valor de comercializao mais elevado,

    seguido pelo demerara e os mais acessveis so o cristal e o refinado. Pode-se observar que os mais

    caros so os que passam por menos processos industriais, o que deveria estar associado diminuio

    do custo, porm o apelo ao consumo de produtos menos processados pode explicar isto.

    O acar est cada vez mais presente na dieta humana, atravs de alimentos e bebidas, e a

    mdia de consumo anual no Brasil 50 kg de acar por pessoa.Apesar da grande produo e

    consumo, a legislao brasileira estabelece poucos parmetros de qualidade, especialmente para os

    acares orgnicos e o demerara. valido ressaltar que o consumo em excesso deste tipo de

    alimento pode ser prejudicial sade, por se tratar de um carboidrato simples, com alto valor

    energtico e baixo valor nutricional. Em grande quantidade na dieta, pode estar relacionado a

    diabetes, obesidade, problemas renais e doenas cardiovasculares, indicando-se o consumo

    moderado deste tipo de alimento.

    Tabela 1. Composio nutricional do Acar Mascavo, Acar Demerara, Acar Cristal e Acar Refinado.

  • Quinta-feira, 26 de Outubro de 20172

    Sul brasil www.jornalsulbrasil.com.br 23 Anos

    Caderno Rural

    CRDITO RURAL SICOOB A fora que voc precisa para vencer os desaos. Ouvidoria - 0800 646 4001 | (49) 3361-7000

    Maxicrdito

    SISTEMAS ALTERNATIVOS PARA O TRATAMENTO DE GUAS AQUCOLAS

    A intensificao da produoaqucola, normalmente, est associa-da a diminuio da qualidade de gua, que por consequncia au-menta a necessidade da realizao de maiores taxas de renovao de gua para manter nveis adequados de oxignio dissolvido, de pH, dequantidade de matria orgnica, de nutrientes como fsforo e compostos os nitrogenados. Este descarte, quando conduzido de modo inadequado sem um prvio tratamento, pode levar a umau-mento do impacto ambiental. Porm, levando-se em considerao que uma produo animal sustentvel est baseia na utilizao ra-cional dos recursos naturais preciso que os mtodosde tratamento de gua acompanhem o crescimento da atividade, que sejam de bai-xo custo e fcil operao. Por isso, fundamental o desenvolvimento de sistemas que permitam a produo de peixes e outros produtos aquticos e que possibilitem o reaproveitamento dos nutrientes que so liberados com a renovao de gua. Associado a isso, a utilizao de espcies onvoras e filtradoras podem auxiliar nessa melhoria da qualidade de gua.

    Neste contexto, so apresentadosa seguir alguns sistemas alterna-tivos que possibilitam a melhora da qualidade de gua e diminuio-dos riscos de impactos ambientais.

    1 Sistema de BiofiltrosOs biofiltrosesto presentes em quase todos os sistemas de tra-

    tamento de gua alternativos, normalmente esto associados a um filtro fsico, que reduz a quantidade de matria orgnica particulada, e a um filtro biolgico os quais quando utilizados em associao per-mitem a reduo da carga poluente do sistema, atravs do processo de nitrificao dos compostos nitrogenados dissolvidos na gua pe-las bactrias nitrificantes. Essas bactrias se aderem a um substrato que transformam a amnia em compostos menos txicos, como o ni-trito e o nitrato. Diversos substratos ou estruturas podem ser utiliza-das para fixar tais bactrias como: cascalho, material plstico, telas de mosquiteiros ou at mesmo estruturas comerciais projetadas es-pecificamente para essa finalidade. Alm disso, a composio biol-gica que atua diretamente no processo de melhoria da qualidade da gua, tambm pode variar conforme o aporte de nutrientes presentes na gua. Desta foram, para que este sistema de tratamento da gua funcione adequadamente preciso que o biofiltro seja corretamente dimensionado para suportar a quantidade de carga orgnica a ser tratada, sem que haja a reduo da vazo da gua que passa pelo filtro e permita que os microrganismos ali presentes possam realizar a melhoria da qualidade da gua. Alm disso, a condio aerbia deve ser sempre monitorada e mantida, a fim de que as bactrias que iro se fixar no substrato, possam desempenhar com eficincia o processo de nitrificao.

    2 AquaponiaA aquaponia um sistema de produo agroalimentar que com-

    bina a aquicultura (cultivo de animais aquticos) com a hidroponia (cultivo de plantas terrestres, sem solo). Na aq

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