Proj. Final - BCC

Embed Size (px)

DESCRIPTION

Projeto final da disciplina de Bases Computacionais da Ciência, cursada no 1º quadrimestre do curso de Bacharelado em Ciência e Tecnologia, da Universidade Federal do ABC. Estuda estatisticamente a criminalidade do Estado de São Paulo nos últimos cinco anos. Dúvidas/Comentários/Comunicação de Erros: rodrigo.silva92@aluno.ufabc.edu.br

Text of Proj. Final - BCC

  • 1. 1 Universidade Federal do ABC Bacharelado em Cincia e Tecnologia JOO VICTOR DA ROCHA PASQUALETO RODRIGO THIAGO PASSOS SILVA CRIMINALIDADE EM SO PAULO: uma viso realista do ltimo lustro Santo Andr - SP 2010

2. 2 JOO VICTOR DA ROCHA PASQUALETO RODRIGO THIAGO PASSOS SILVA CRIMINALIDADE EM SO PAULO: uma viso realista do ltimo lustro Projeto final apresentado Universidade Federal do ABC, como parte dos requisitos para aprovao na disciplina de Bases Computacionais da Cincia, do Bacharelado em Cincia e Tecnologia, orientado pela Profa. Dra. Christiane Marie Schweitzer. Santo Andr - SP 2010 3. 3 LISTA DE ABREVIATURAS, SIGLAS E SMBOLOS CASA Centro de Atendimento Socioeducativo ao Adolescente CP Cdigo Penal DAS Delegacia Anti-sequestro Deic Departamento de investigaes sobre o crime organizado ECA Estatuto da criana e do adolescente IC-IML Instituto de criminalstica e Instituto Mdico Legal LF Lei Federal NP No possui OMS Organizao mundial de sade PM Polcia Militar R - r-quadrado coeficiente de determinao SEADE Sistema Estadual de Anlise de Dados SSP Secretaria de Segurana Pblica 4. 4 SUMRIO 1 INTRODUO ........................................................................................................5 1.1 Reviso bibliogrfica..........................................................................................5 1.2 Fonte dos dados e forma de interpretao ........................................................6 1.3 Conceito de segurana pblica..........................................................................7 2 OBJETIVOS ............................................................................................................8 3 JUSTIFICATIVA ......................................................................................................8 4 METODOLOGIA......................................................................................................8 5 RESULTADOS........................................................................................................9 5.1 Homicdios dolosos..........................................................................................10 5.2 Roubos.............................................................................................................11 5.3 Estupro.............................................................................................................12 5.4 Latrocnio .........................................................................................................13 5.5 Roubo e Furto de Veculos ..............................................................................14 5.6 Prises efetuadas ............................................................................................15 5.7 Armas apreendidas..........................................................................................16 5.8 Apreenses de menores ..................................................................................16 5.9 Veculos recuperados ......................................................................................17 6 DISCUSSO .........................................................................................................17 6.1 Anlise e interpretao ....................................................................................17 6.2 Covarincias e correlao................................................................................20 6.2.1 Homicdios, armas apreendidas e prises efetuadas ................................20 6.2.2 Roubos, armas apreendidas, prises efetuadas e apreenses .................21 6.2.3 Roubo e furto de veculos e recuperao de veculos ...............................22 6.2.4 Estupros e prises .....................................................................................23 6.3 Inferncias .......................................................................................................23 6.3.1 Taxa de homicdios em 10 por 100 mil habitantes.....................................23 7 CONCLUSES .....................................................................................................25 8 REFERNCIAS.....................................................................................................26 9 ANEXOS ................................................................................................................28 9.1 Bases de dados dos delitos .............................................................................28 9.2 Base de dados das atividades policiais............................................................29 5. 5 1 INTRODUO Este trabalho apresentar um estudo da criminalidade na cidade de So Paulo por meio da anlise de dados estatsticos. Sero abordadas informaes sobre roubos, latrocnios, estupros, homicdios dolosos, roubos e furtos de veculos, alm das prises efetuadas, apreenses de menores e de armas e veculos recuperados. A base de dados ser dos ltimos cinco anos, do 1 trimestre de 2005 at o 4 trimestre de 2009. 1.1 Reviso bibliogrfica de fundamental importncia o para o entendimento estatstico a conceituao de crime, genericamente, e dos crimes anteriormente referenciados. Crime uma transgresso da lei penal, portanto no h crime sem lei anterior que o defina. (CP, art. 1 e Dic. Houaiss) Furto a subtrao de coisa mvel alheia. Roubo agrega a definio de furto adicionado a: mediante grave ameaa ou violncia a pessoa, ou se reduzida a possibilidade de resistncia. (CP, art. 155, 157) Latrocnio o homicdio cometido com fim de lucro, isto , o agente tem o intuito de subtrair coisa alheia mvel. iii Estupro o constrangimento de uma mulher para conjugao carnal, mediante violncia ou grave ameaa. Aps agosto de 2009, foi includa na conceituao legal a prtica de ato libidinoso. (CP, art. 213; LF 12015/09) Homicdio o ato de matar algum, doloso quando o agente quis o resultado ou assumiu o risco de produzi-lo. (CP, art. 18I, 121) Apreenso de menores pode ocorrer mediante flagrante ato infracional, violncia ou grave ameaa. (ECA, art. 106, 173) Os conceitos estatsticos so igualmente fundamentais para a compreenso deste, portanto seguem abaixo os principais. Mdia aritmtica , ou simplesmente, mdia o resultado da soma dos valores das observaes ou dados da amostra X pela quantidade de dados n: 6. 6 Mediana um valor localizado na posio central de modo que 50% dos valores so menores e os demais 50% maiores. Moda o valor da amostra que mais se repete, ou seja, o valor com maior frequncia. Desvio a diferena entre um valor xi e a mdia . Varincia a soma dos quadrados dos desvios, resultando um valor mnimo. A varincia tem a desvantagem de a unidade de medida ser elevada ao quadrado, no resultando num valor com significncia. Estabelece-se, portanto, o desvio padro (S) como a raiz quadrada da varincia: 1.2 Fonte dos dados e forma de interpretao O rgo responsvel por colher as informaes numricas a Secretaria de Segurana Pblica (SSP), que em cumprimento da lei 9 155 de 15 de maio de 1995 divulga trimestralmente os dados sobre as atividades policiais e criminais de todo o estado de So Paulo. A SSP divulga trimestralmente dados de diversos crimes e atuaes policiais. i,ii As estatsticas oficiais no refletem com exatido a criminalidade de determinada regio, mas um processo social de notificao. Para os crimes entrarem na estatstica necessrio que seja detectado, notificado s autoridades policiais e registrado boletim de ocorrncia. As informaes devem ser entendidas levando-se em conta, entre outros fatores: x a) sazonalidade: os ndices criminais esto sujeitos a variaes cclicas, por exemplo, nas frias as pessoas saem de casa para viajar, deixando-a desprotegida; b) notificaes: a quantidade de notificaes no implica em quantidade de crimes, cerca de um tero das ocorrncias so registradas, aproximadamente; 7. 7 c) taxa por cem mil: relativizao para permitir comparabilidade com diferentes locais e para acompanhar a ideia de que quanto maior a populao maior a taxa criminal. 1.3 Conceito de segurana pblica Numa sociedade em que se exerce democracia plena, a segurana pblica garante a proteo dos direitos individuais e assegura o pleno exerccio da cidadania. Neste sentido, a segurana no se contrape liberdade e condio para o seu exerccio, fazendo parte de uma das inmeras e complexas vias por onde trafega a qualidade de vida dos cidados. Quanto mais improvvel a disfuno da ordem jurdica maior o sentimento de segurana entre os cidados. As foras de segurana buscam aprimorar-se a cada dia e atingir nveis que alcancem a expectativa da sociedade como um todo, imbudos pelo respeito e defesa dos direitos fundamentais do cidado e, sob esta ptica, compete ao Estado garantir a segurana de pessoas e bens na totalidade do territrio brasileiro, a defesa dos interesses nacionais, o respeito pelas leis e a manuteno da paz e ordem pblica. Paralelo s garantias que competem ao Estado, o conceito de segurana pblica amplo, no se limitando poltica do combate criminalidade e nem se restringindo atividade policial. A segurana pblica enquanto atividade desenvolvida pelo Estado responsvel por empreender aes de represso e oferecer estmulos ativos para que os cidados possam conviver, trabalhar, produzir e se divertir, protegendo-os dos riscos a que esto expostos. As instituies responsveis por essa atividade atuam no sentido de inibir, neutralizar ou reprimir a prtica de atos socialmente reprovveis, assegurando a proteo coletiva e, por extenso, dos bens e servios. v 8. 8 2 OBJETIVOS Realizar um estudo estatstico da criminalidade na cidade de So Paulo. Apresentar de forma mais inteligvel os dados criminais e da atividade policial. Comparar informaes dos ltimos cinco anos. Estudar correlao de atividades policiais com os ndices de criminalidade e fazer estimativas. Criar familiarizao com ferramentas computacionais e estatsticas. 3 JUSTIFICATIVA A motivao deste trabalho surgiu do interesse em demonstrar, com fcil visualizao e entendimento, a real situa