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Reading Latin 1

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Text of Reading Latin 1

PAGE 2

ESCLARECIMENTO

Este material , em grande parte, uma traduo livre dos primeiros captulos do mtodo Reading Latin, de Peter Jones e Keith Sidwell (Cambridge University Press, 1986). O tradutor fez algumas adaptaes necessrias para os leitores brasileiros, omitiu algumas partes e acrescentou outras. Tambm h algumas poucas modificaes de carter terico (nomenclatura, definies, etc.). Os textos, a ordem dos contedos e os enunciados latinos apresentados como exemplos so praticamente os mesmos do original. As partes do material que foram elaboradas pelo tradutor e/ou por outros professores esto indicadas em nota de rodap.

Alessandro Rolim de Moura

Material introdutrioHistria da lngua latina

A lngua latina pertence famlia indo-europia, mais precisamente ao ramo latino-falisco do grupo itlico, que corresponderia aos primeiros povos que chegaram pennsula Itlica (aproximadamente no ano 1000 a. C.). O latim era a lngua falada no antigo Lcio, regio cujo centro a cidade de Roma (fundada no sc. VIII a. C.). Com o tempo os romanos se impuseram aos outros povos da Itlia. Em 250 a. C., concluiu-se a conquista da pennsula (com exceo das colnias gregas no sul) e da Siclia. Como sabido, a expanso do poderio militar romano se fez acompanhar da propagao do latim e do desaparecimento de outros idiomas (o ltimo testemunho de outra lngua itlica a Tabula Bantina, escrita em osco e datada do sc. I a. C.). O mesmo ocorreu, posteriormente, em diversas regies da Europa e do Mediterrneo em geral.

A histria do latim pode ser dividida, na Antigidade, em cinco fases:

- poca pr-literria;

- poca arcaica;

- poca clssica;

- poca imperial ps-clssica;

- poca imperial tardia.

Durante a poca pr-literria a lngua se modificou bastante. Assim, segundo Polbio (III, 22, 3), no sc. II a. C. os prprios romanos no conseguiam compreender facilmente os documentos mais antigos. Um exemplo dessa mudana a transformao do s intervoclico em r (cf. o genitivo de genus gnero, que passa de genesis a generis). Esse fenmeno, chamado rotacismo, j estava concludo em meados do sc. IV a. C. Tambm importante a modificao do sistema de acentos: durante os sculos VI-V a. C., o acento se liga primeira slaba da palavra; mais tarde, ele se desloca para a penltima slaba, se esta longa, ou para a antepenltima, se a penltima breve (ver Elementos fundamentais da pronncia do latim).

No perodo arcaico os ditongos tendem a desaparecer e se transformar em vogais longas (ei, por exemplo, passa a i ceiuis > ciuis cidado). No campo da sintaxe, intensifica-se o uso da subordinao, que vai substituir o antigo predomnio da justaposio de oraes independentes. Escritores importantes desse perodo so Lvio Andronico, nio, Plauto e Terncio, entre outros.

A partir do sc. I a. C. se inicia a poca clssica, assim chamada por causa da concepo tradicional que enxerga na literatura desse perodo uma superioridade em relao das outras fases da cultura romana. H tambm, entre os estudiosos mais antigos, uma tendncia a entender a lngua da poca como melhor, mais precisa ou mais pura. Depois do final do perodo clssico (geralmente datado em 14 d. C., ano da morte de Augusto), teramos, ento, uma decadncia do latim.

O fato que o perodo assistiu ao nascimento de muitos escritores que, posteriormente, teriam uma influncia muito grande sobre a literatura ocidental: Catulo, Lucrcio, Ccero, Csar, Virglio, Horcio, Tibulo, Tito-Lvio, etc. O fascnio exercido sobre os intelectuais pela poca de ouro ser tanto que a morfologia do latim clssico ser a norma seguida pelos gramticos at o sculo VI d. C. Embora vrias tendncias de mudana observadas na fase arcaica tornem-se mais intensas, a lngua clssica , em geral, bastante conservadora. Por exemplo, o m final se mantm, sendo que h indcios de que j no era mais pronunciado como consoante bilabial; tinha-se transformado em mera nasalizao da vogal precedente (cf. Alfabeto e pronncia do latim). Outra caracterstica do perodo a influncia do grego na lngua escrita culta, facilmente perceptvel na linguagem de Ccero e Csar. Durante o Imprio, a prosa adota alguns procedimentos tpicos da poesia, e esta, por sua vez, se v influenciada pela retrica. Entre o final do sc. I e princpios do II d. C., aparece uma tendncia arcaizante, que procura manipular artisticamente vocbulos antigos. Outro fenmeno freqente a aparico de alguns elementos da fala popular nos textos literrios, se bem que na primeira fase do Imprio j podemos observar uma distncia cada vez maior entre a linguagem escrita e a falada. O que ocorre que, enquanto o chamado "latim vulgar" evolui rapidamente, a lngua escrita continua bastante presa aos modelos clssicos. A poca imperial tambm possui escritores muito importantes. Os nomes de Sneca, Lucano, Petrnio, Plnio o Antigo, Plnio o Novo, Marcial, Juvenal, Suetnio e Apuleio so apenas uma pequena amostra da diversidade e riqueza da produo literria de ento (isso sem considerar os primeiros autores cristos).

Na Idade Mdia, o latim continuou a ser utilizado como lngua falada nos territrios onde a romanizao tinha sido mais profunda (Hispnia, Glia e Dcia), dando origem s lnguas neolatinas (portugus, espanhol, galego, catalo, francs, italiano, sardo, romeno, etc.). O latim escrito permaneceu como lngua da cincia, da filosofia e da literatura durante toda a poca medieval. A lngua latina dessa poca o meio de expresso da cristandade, e portanto fundamentalmente religiosa. Embora se origine do latim literrio pago, a variedade medieval bastante diferente: a ordem dos termos na frase torna-se mais fixa, e so abandonados alguns tipos de subordinao; tambm se produzem mudanas no uso dos casos e do modo subjuntivo, ao passo que se faz mais freqente a utilizao de preposies.

Alfabeto e pronncia do latim

Introduo

Como o latim uma lngua morta, uma tarefa difcil descobrir como os romanos pronunciavam suas palavras. Por isso, no decorrer dos sculos, praticamente cada pas desenvolveu uma pronncia diferente, sempre influenciada pelas caractersticas de uma lngua moderna. H, por exemplo, uma pronncia tradicional portuguesa, que interpreta as letras do alfabeto latino de uma maneira muito semelhante do portugus. Por outro lado, existe a pronncia eclesistica, utilizada pela Igreja Catlica. uma pronncia muito difundida, e se baseia no sistema fontico do italiano.

Com o desenvolvimento da Lingstica no final do sc. XIX e no incio do sc. XX, contudo, os foneticistas comearam a tentar reconstruir a pronncia que de fato foi utilizada pelos latinos da Antigidade, sobretudo os da poca clssica. Surgiu desse modo a chamada pronncia reconstituda, restaurada ou reconstruda. Mas como os estudiosos puderam chegar a tal resultado?

Vrios so os dados que permitem que nos aproximemos do latim falado na poca clssica. Relacionemos alguns exemplos.

a) Um testemunho importante o fornecido pelas gramticas latinas da Antigidade, que tentam explicar (muitas vezes, com termos que so para ns um tanto vagos) como se pronunciavam as letras do alfabeto. O gramtico Capela, por exemplo, afirma: Pronunciamos o b com uma exploso do som com os lbios fechados.

b) Outro dado fundamental a transliterao de palavras latinas para o alfabeto grego. O nome prprio Sicilia era transliterado Sikeliva, e no Siseliva, o que indica que a letra C c representava uma consoante oclusiva velar, mesmo diante de I i ou E e (ver As letras e os sons que representam).

c) Tambm erros de ortografia nas inscries antigas nos revelam determinados aspectos da pronncia do latim. Muitas vezes encontra-se Caisar no lugar de Caesar, o que um indcio de que o ae representava o ditongo [aj]. um fenmeno semelhante quele que faz com que freqentemente encontremos em portugus a grafia caza em vez de casa.

d) A anlise da mtrica dos poemas latinos igualmente reveladora. Neste verso de Catulo (VIII, 5): amata nobis quantum amabitur nulla [menina] amada por ns como nenhuma outra ser amada, a escanso s fica de acordo com o padro esperado se, em quantum amabitur, contamos as slabas -tum e a- como apenas uma slaba mtrica. Em outras palavras, na leitura ou recitao do verso, precisamos, para seguir adequadamente o ritmo, pronunciar -tum e a- numa s slaba, como que fundindo as vogais [u] e [a]. Isso s ser possvel se a letra M m, nesse contexto, no for pronunciada como [m], mas sim como mero sinal de nasalizao (ver As letras e os sons que representam).

e) considervel a quantidade de informaes que nos traz o estudo da pronncia das lnguas derivadas do latim. Por exemplo: lat. nomen > port. nome, esp. nombre, fr. nom, it nome, rom. nome. O resultado da evoluo nas lnguas neolatinas nos fornece uma viso do que pode ter sido o estado de coisas no ponto de partida.

Dados desse tipo, bem como informaes de outra natureza, que possibilitaram a restaurao dos sons do latim. Obviamente, a pronncia reconstituda apenas uma hiptese. Mas est fundamentada em testemunhos convincentes, e no se podem desprezar os estudos que a originaram. Ao que tudo indica, portanto, trata-se da pronncia mais prxima da verdade histrica, e, por isso, vamos adot-la. E tal posicionamento no apenas o resultado de um culto ao rigor cientfico. Ora, se a poesia se baseia tambm no trabalho com o estrato fontico da lngua, legtimo o esforo para se recuperar a sonoridade autntica dos poemas latinos, a fim de que possamos ler adequadamente as obras de autores como Virglio, Horcio, Catulo, etc. Ademais, preciso estabelecer uma conveno entre os estudiosos de todo o mundo, para que haja entendimento mtuo, coisa que no ocorria quando cada pas utilizava sua prpria pronncia. E justo que tal conveno seja construda sobre bases cientficas slidas. Atualmente, nos congressos internacionais, praticamente todos os latinistas usam a pronncia reconstituda.

Elementos fundamentais da pronncia do latim

Um dos fenmenos fonticos mais relevantes na lngua latina a durao ou quantidade. Corresponde ao tempo que dispendemos para proferir as vogais e slabas. H vogais longas e breves, e a mesma classificao utilizada para as slabas. Uma vogal longa equivale ao tempo de duas breves.

A durao tem uma grande importncia semntica no latim. H uma srie de palavras que se diferenciam apenas pela quantidade da vogal. Exs.:

ara (os dois aa longos) lavra! x ara (os dois aa breves) altar;

uenit (e breve) ele/ela vem x uenit (e longo) ele/ela veio;

hic (i longo) aqui x hic (i breve) este;

os (o longo) boca x os (o breve) osso;

domus (u breve) casa x domus (u longo) da casa.

Uma slaba longa quando: (a) possui uma vogal longa; (b) possui um ditongo, como em casae cabanas; (c) possui uma vogal seguida de duas consoantes (uma fechando a slaba em questo e a outra iniciando a slaba seguinte) ou de uma letra dupla (X x ou Z z), como em adulescens adolescente e senex velho, respectivamente. Nos demais casos, as slabas so breves.

A durao das slabas importante para a leitura da poesia clssica, j que o ritmo do verso latino marcado pela alternncia de slabas longas e breves.

Os mtodos de latim costumam marcar as slabas longas com o sinal ( (mcron) e as breves com ( (braquia), embora esses smbolos no fossem utilizados pelos antigos usurios da lngua. Aos poucos, o estudante se familiariza com os modos de se descobrir a durao das slabas em latim, e pode, ento, dispensar o auxlio do mcron e da braquia.

Em latim no h acentuao grfica. Para saber qual a slaba acentuada de uma palavra, preciso conhecer a durao da penltima slaba. No h oxtonas em latim, apenas paroxtonas e proparoxtonas. Quando a penltima slaba longa, o acento cai sobre ela, e a palavra paroxtona. Quando a penltima breve, o acento recua, e a palavra proparoxtona. Exemplos: ama(re amar (penltima slaba longa) pronuncia-se amre; face(re fazer (penltima slaba breve) pronuncia-se fcere. Como no existem oxtonas, todas as palavras de duas slabas so paroxtonas.

H uma dvida a respeito da natureza desse acento. Alguns estudiosos defendem que era um acento de intensidade (ou seja, algumas slabas seriam pronunciadas com mais fora do que outras). Outros pensam que o acento latino era musical, como o do grego antigo (nesse caso, algumas slabas seriam pronunciadas num tom mais alto).

Em seguida apresentamos um quadro que mostra como a pronncia reconstituda.As letras e os sons que representamA a: quando breve, pronuncia-se [a], como em port.; o a longo [a:] semelhante ao do ingl. father

B b: [b], como no port. bota

C c: sempre [k], como no port. capa; nunca [s], como no port. cedo

D d: [d], como no port. data e no ingl. day; nunca como no ingl. just

E e: o breve aberto [(], como no port p; o longo fechado [e:] pronuncia-se quase como o fr. fiance

F f: [f], como no port. fazer

G g: sempre [g], como no port. gato; nunca como no port. gelo

H h: indica leve aspirao, quase como no ingl. home

I i: pode representar uma vogal breve [i], como a do port. vi, ou uma longa [i:], como no ingl. deep

J j: [j] semivogal, como no ingl. yes

K k: [k], como no ingl. kind

L l: sempre [l], como no port. lado; nunca representa a semivogal [w], como muitas vezes ocorre em port. ex.: Brasil

M m: [m] no comeo ou no meio das palavras, como em mudo; em final de palavra, articulado de modo dbil, representando apenas, praticamente, uma nasalizao da vogal que o precede

N n: sempre [n], como no port. neto; nunca apenas sinal de nasalizao de uma vogal

O o: o breve aberto [(] cf. port. p; o longo fechado [o:] cf. fr. eau

P p: [p], como no port. pato

Q q: [k], como no port.

R r: sempre [r], isto , uma vibrante rolada, como no port. do Sul do Brasil e no escocs

S s: sempre [s], como no port. soma

T t: sempre [t], como no port. tudo; nunca africado como no it. ciao

U u: representa uma vogal breve [u] ou uma vogal longa [u:], como no ingl. foot

V v: [w] semivogal, como no port. quase e no ingl. will

X x: [ks], como no ingl. explain

Y y: [y], como o fr. mur e o al. ber

Z z: [z], como em port.

Observaes e casos especiais

1. O alfabeto latino antigo no possua as letras J j, U u e V v. Elas foram introduzidas apenas no sculo XVI. Na poca clssica, a letra I i servia para representar os sons [i], [i:] (vogais como em canis co e loci lugares, respectivamente) e [j] (semivogal como em iudex juiz). Havia tambm a letra V u, que era usada para os sons [u], [u:] (vogais como em locus lugar e ducis voc conduz, respectivamente) e [w] (semivogal como em uideo eu vejo).

No Renascimento, adotou-se o J j para os contextos em que a semivogal [j] tinha-se transformado na consoante [(] (como no port. jogo). Do mesmo modo, o V v foi incorporado para a representao de [v] (como no port. vaca), som inexistente no latim clssico. O U u passou a ser usado para os sons voclicos [u] e [w].

Com o surgimento recente da pronncia reconstituda ou restaurada, muitos mtodos de latim e edies dos textos latinos decidiram voltar a usar o alfabeto antigo. Portanto, nesse tipo de material, o I i e o V u s representam sons voclicos.

2. O Y y e o Z z foram introduzidos no alfabeto no fim do sculo I a. C. para representar os sons [y] e [z] em palavras de origem grega.

3. No perodo clssico, o H h era pronunciado com aspirao pelos membros da classe que tinha acesso a uma formao erudita. Quando aparecia acompanhando uma consoante (th, ch, ph), fazia com que esta fosse pronunciada com leve aspirao, como na pronncia enftica do ingl. terrible, cat e pig. O ch nunca se pronuncia como em portugus (ex.: chama).

4. Na pronncia reconstituda, ae e oe (s vezes grafados e ) pronunciam-se como ditongos [aj] e [(j].

5. Ao contrrio do que ocorre em portugus, o U u sempre pronunciado depois de Q q e G g. Ex.: quid [kwid] que.

6. As consoantes duplas (pp, tt, etc.) pronunciam-se mais longas e fortes que as simples.

7. Os nomes das letras em latim eram: a, be, ce, de, e, ef, ge, ha, i, ka, el, em, en, o, pe, qu, er, es, te, u, ix, upsilon (ou Hy, ou i graeca), zeta.

Seo 1

A Aulularia de Plauto

Introduo: familia Euclionis

quis es tu?

ego sum Euclio. senex sum.

quis es tu?

ego sum Phaedra. filia Euclionis sum.

quis es tu?

Staphyla sum, serua Euclionis.

qui estis?

familia Euclionis sumus.dramatis personae

Euclio: Euclio senex est, pater^Phaedrae.

Phaedra: Phaedra filia^Euclionis est.

Staphyla: serua^Euclionis est.

Euclio senex est. Euclio senex auarus est. Euclio in^aedibus habitat

cum^filia. filia^Euclionis Phaedra est. est et serua in^aedibus.

5

seruae^nomen est Staphyla.

Euclionis^familia in^aedibus habitat. sunt in^familia^Euclionis

paterfamilias, et Phaedra filia^Euclionis, et Staphyla serua. omnes

in^aedibus habitant.

Vocabulrio

aedes casa

auarus avaro, avarento

cum filia com a (sua) filha ego eu

es tu s/voc

est , h

estis vocs so

et e; tambm

Euclio Euclio

Euclionis de Euclio Euclionis familia a famlia de Eucliofamilia famlia

filia filha

filia Euclionis a filha de Euclio

habitant vivem, habitam habitat vive, habita

in aedibus na casa

in familia Euclionis na

famlia de Euclio

omnes todos

paterfamilias o pai de famlia pater Phaedrae o pai de Fedra

Phaedra Fedra

Phaedrae de Fedra

qui quem? (pl.)

quis quem? (sing.)

senex ancio, velho

serua escrava

serua Euclionis (a) escrava de Euclio

seruae nomen o nome da escrava

Staphyla Estfila

sum sou

sumus somos

sunt so, est, h

tu tu/voc

MemorandaSubstantivosEuclio Eucliofamili-a famlia

fili-a filha

Phaedr-a Fedraseru-a escrava

Staphyl-a Estfila

Verboshabit-o viver, habitar

sum ser, estar, haverVaria

et e; tambm

Contedo gramatical e exerccios

1 sum ser, estar, haver

Morfologia1 Verter para o latim: voc ; so; h (pl.); ; vocs so; h (sing.); sou.

2 Mudar de singular para plural e vice-versa: sum; sunt; estis; est; sumus; es.

Exerccio de leituraLer e traduzir.

(a) familia est.

(b) serua Staphyla cst.

(c) est enim aula auri plena (enim realmente; aula panela, pote; auri plena cheia de ouro).

(d) coquus est seruus (coquus cozinheiro; seruus, escravo).

(e) Phaedra filia est.

(f) in aedibus sunt Euclio, Phaedra et serua (in aedibus na casa).

(g) auarus est senex (auarus avaro; senex velho).

(h) est prope flumen paruus ager (prope flumen perto do rio; paruus pequeno; ager campo).

Verso

Traduzir as frases latinas para o portugus. Depois verter as portuguesas para o latim tomando como referncia a estrutura das latinas para a ordem das palavras.(a) sunt in familia Euclio, Phaedra, Staphyla.

H uma escrava na casa.

(b) Euclio et Phaedra in aedibus sunt.

A escrava est na casa.

(c) Euclio sum.

Voc um escravo.

(d) filia Euclionis Phaedra est.

A escrava de Euclio Estfila.

(e) quis es?

Sou Euclio.

(f) qui estis?

Somos Euclio e Fedra.

Seo 1AA ao retrocede no tempo vrios anos. O av de Euclio, Demneto, no dia do casamento de sua filha, temendo que seu ouro seja roubado durante a confuso dos preparativos, confia seu tesouro aos cuidados do deus domstico (o Lar). Coloca todo o ouro numa panela e a esconde num buraco junto ao altar.

dramatis personaeDemaenetus: Demaenetus senex est, Euclionis^auus.

10

seruus: serui^nomen est Dauus.

serua: seruae^nomen est Pamphila.

coquus et tibicina.

(seruus in^scaenam intrat. ante^ianuam^Demaeneti stat et clamat. cur clamat? clamat

quod seruam uocat)

15

SERVVS heus, Pamphila! ego Dauus te uoco!

SERVA quis me uocat? quis clamat?

SERVVS ego Dauus te uoco.

SERVA quid est? cur me uocas?

(seruus ad^ianuam appropinquat, sed ianua clausa est. seruus igitur ianuam

20pulsat)

SERVVS heus tu, serua! ego ianuam pulso, at tu non aperis: ianua

clausa est.

SERVA (ianuam aperit) cur clamas? ego huc et illuc cursito, tu autem

clamas. ego occupata sum, tu autem otiosus es. seruus non es,

25

sed furcifer.

SERVVS ego otiosus non sum, Pamphila. nam hodie Demaenetus,

dominus meus, filiam in^matrimonium^dat: nuptiae^filiae

sunt!

(Demaenetus, dominus^serui^et^seruae, in^scaenam intrat)

30

DEMAENETVS cur clamatis, Daue et Pamphila? cur statis? cur otiosi

estis? nam hodie nuptiae^filiae^meae sunt. cur non in^aedis

intratis et nuptias paratis?

(in^aedis intrant seruus et serua, et nuptias parant. in^scaenam intrant coquus et tibicina. Demaenetus coquum et tibicinam uidet)

35

DEM. heus uos, qui estis? ego enim uos non cognoui.

COQVVS ET TIBICINA coquus et tibicina sumus. ad^nuptias^filiae^tuae

uenimus.

DEM. cur non in aedis meas intratis et nuptias paratis?

(coquus et tibicina in^aedis^Demaeneti intrant)

40

(Demaenetus coronam et unguentum portat. aulam quoque portat. aula

auri^plena est)

DEM. heu! hodie nuptias^filiae^meae paro. cuncta familia festinat.

huc et illuc cursitant pueri et puellae, ego coquos et tibicinas

uoco. nunc aedes plenae sunt coquorum^et^tibicinarum, et

45

cuncti coqui et tibicinae fures sunt. heu! homo perditus sum,

immo, perditissimus hominum. nam aulam habeo

auri^plenam. ecce! aulam porto. (senex aulam monstrat) nunc

aulam sub^ueste celo. nam ualde timeo. (cheira o ar) aurum

enim olet; et fures aurum olfactant. aurum autem non olet, si

50

sub^terra latet. si aurum sub^terra latet, nullum coquum

nullam tibicinam nullum furem timeo. aulam igitur clam

sub^terra celo. ecquis me spectat?

(Demaenetus circumspectat. nemo adest. Demaenetus igitur neminem uidet)

bene. solus sum. sed prius ad^Larem appropinquo et

55

unguentum coronamque do, et supplico.

(ad^Larem appropinquat. unguentum dat et coronam. deinde Lari supplicat)

o Lar, tutela^meae^familiae, te oro et obsecro. ego te semper

corono, semper tibi unguentum do, semper sacrificium et

honorem. tu contra bonam Fortunam das. nunc ad^te aulam

60

auri^plenam porto: sub^ueste autem aulam celo. familia

de^aula ignorat. sed hodie sunt nuptiae^filiae. plenae sunt

aedes coquorum^et^tibicinarum. immo, furum^plenae sunt.

aurum olet. ego igitur fures timeo. o Lar, te oro et obsecro.

aulam serua!

65

(senex ad^focum appropinquat. prope focum fouea est. in^fouea aulam celat)

ecce. saluum aurum est. saluus quoque ego. nunc enim tu

aulam habes, Lar.

Vocabulrio da Seo 1A

Notas importantes

1. nom. significa nominativo: indica, em princpio, o sujeito ou o atributo de uma orao.

2. ac. significa acusativo: indica, em princpio, o objeto de uma orao (quando aparece sem preposio).

ad focum junto lareira

ad ianuam junto porta

ad Larem junto ao Lar

ad nuptias (filiae tuae) ao casamento (de tua/sua filha)

ad te junto a ti/voc, at junto de ti/voc

adest est presente, est aedes (nom. pl.) casa

ante ianuam Demaeneti diante da porta de Demneto

aperis tu abres/voc abre

aperit abre

appropinquat se aproxima appropinquo me aproximo

at mas

aula (nom.) panela

aulam (ac.) panela

auri plena (nom.) cheia de ouro

auri plenam (ac.) cheia de ouro

aurum (nom., ac.) ouro autem porm

bene bem

bonam (ac.) boa

celat esconde

celo escondo, guardo,

oculto

circumspectat olha ao redor

clam secretamente

clamas tu gritas/voc grita

clamatis vocs gritam

clausa (nom.) fechada cognoui conheo

contra contra, por outro lado

coqui (nom.) cozinheiros

coquorum et tibicinarum de (os) cozinheiros e de (as) flautistas

coquos (ac.) cozinheiros

coquum (ac.) cozinheiro coquus (nom.) (o) cozinheiro

coronam (que) (ac.) (e) uma coroa

corono coro (com guirlandas)

cuncta (nom.) tudo, todas as coisas

cuncti (nom.) todos

cur por que?

cursitant correm de um lado para outro

cursito corro de um lado para outro

das tu ds/voc d

dat d, oferece

Daue (voc.) Davo!

Dauus (nom.) Davo

de aula sobre a panela

deinde depois

Demaenetus (nom.) Demneto

do dou

dominus (nom.) senhor dominus serui et seruae senhor do escravo e da escrava

ecce eis!, olha!/olhe!

ecquis (nom.) acaso algum?

ego eu

enim pois

Euclionis auus o av de Euclio

familiae Euclionis da famlia de Euclio

festinat corre

filiae tuae de tua/sua filha

filiam (ac.) filha

Fortunam (ac.) sorte

fouea buraco

furcifer ladro, patife

furem (ac.) ladro

fures (nom.) ladres

furum plenae cheias de ladres

habeo tenho

habes tu tens/voc tem

heu ai!, oh!, ah!

heus ei!

hodie hoje

hominum de (os) homens

homo (nom.) homem honorem (ac.) honra, respeito

huc aqui

ianua (nom.) porta

ianuam (ac.) porta

igitur assim, por conseguinte

ignorat ignora, no sabe nada

illuc ali

immo e ainda mais, ou melhor

in aedis Demaeneti na casa de Demneto

in aedis (meas) na (minha) casa

in fouea no buraco

in matrimonium dat d em matrimnio

in scaenam na cena, no palco

intrant entram

intrat entra

intratis vocs entram

Lar (voc.) Lar! (deus

protetor da famlia)

Lari ao Lar

latet est escondido

me (ac.) me

meus meu

monstrat mostra, revela

nam pois, porque

neminem (ac.) ningum

nemo (nom.) ningum

non no

nullam (ac.) nenhuna

nullum (ac.) nenhum

nunc agora

nuptiae (nom.) (filiae

meae) as npcias (de minha filha)

nuptias (ac.) (filiae meae) as npcias (de minha filha)

o ! (dirigindo-se aalgum)

obsecro suplico

occupata ocupada,

atarefada

olet cheira, libera odor olfactant cheiram, percebem o odor

oro peo

otiosi ociosos

otiosus ocioso

Pamphila (nom., voc.) Pnfila

parant preparam

paratis vocs preparam

paro preparo

perditissimus o mais desgraado

perditus perdido, desgraado

plenae (nom. pl.) cheias portat leva

porto levo

prius primeiro, antes

prope focum perto da lareira

puellae (nom.) meninas

pueri (nom.) meninos

pulsat bate

pulso bato

qui quem?

quid o que?

quis quem?

quod porque

quoque tambm

sacrificium (ac.) sacrifcio

saluum salvo, intacto

saluus salvo, intacto

sed mas

semper sempre

senex (nom.) velho

serua (nom.) escrava

serua guarda!/guarde!, protege!/proteja!

seruae nomen o nome da escrava

seruam (ac.) escrava

serui nomen o nome do escravo

seruus (nom.) escravo

seruus Demaeneti senis escravo do velho Demneto

si se

solus s

spectat contempla, olha

stat est em p

statis vocs esto em p

sub terra debaixo da terra

sub ueste debaixo da (minha) roupa

supplico rogo, suplico

te (ac.) te/voc

tibi a ti/voc, para ti/voc

tibicina (nom.) flautista (mulher)

tibicinae (nom.) flautistas (mulheres)

tibicinam (ac.) flautista (mulher)

tibicinas (ac.) flautistas (mulheres)

timeo temo, tenho medo

tu (nom.) tu/voc

tutela meae familiae

protetor (lit. proteo) de minha famlia

ualde muito

uenimus vimos (pres. de vir)

uidet v

unguentum (ac.) ungento, perfume

uocas tu chamas/voc chama

uocat chama

uoco chamo

uos (nom., voc., ac.) vocs

Memoranda

Substantivosaul-a ae 1f. panela

aur-um i 2n. ouro coqu-us i 2m. cozinheiro coron-a ae 1f. coronaLar Lar-is Lar (deus protetor da famlia)scaen-a ae 1f. cena, palco

seru-us i 2m. escravoAdjetivos

plen-us a um cheio (de) + gen.

Verboscel-o 1 esconder

clam-o 1 gritar

habe-o 2 terintr-o 1 entrar

port-o 1 levar, trazer

time-o 2 temer, ter medo

uoc-o 1 chamar

Varia

ad (+ ac.) a, at, junto a autem porm (coloca-se depois da primeira palavra)

cur por que?

deinde depois

ego euenim pois, porque, realmente (coloca-se depois de outra palavra)

igitur pois, por conseguinte (no se coloca no princpio da frase)

in (+ ac.) a, at, em; (+ abl.) em

me me

nam pois, porque (coloca-se no princpio da frase)

non no

nunc agora

quoque tambm

sed mas

semper sempre

si se

sub (+ abl.) sob, debaixo dete te/voctu tu/vocContedo gramatical e exerccios da Seo 1A

2 Presente do indicativo ativo (l.a conjugao): amo amar

3 Presente do indicativo ativo (2.a conjugao): habeo ter

4 Terminologia: conjugao, voz, tempo

5 Aspecto verbal

Morfologia1 Conjugar: celo; timeo; porto; habeo (opcional: habito; clamo; intro; uoco; sum).

2 Traduzir cada verbo e em seguida mudar de singular para plural e vice-versa: clamas; habent; intrat; uoco; sumus; portamus; times; habetis; est; timet; uocant; celatis; timemus; habeo; sunt.

3 Verter para o latim: vocs tm; escondo; estamos levando; chamam; tens medo; est vivendo; h (pl.); tem; entra; s.

6 Declinao: terminologia e significado

7 Nmero: singular e plural. Gnero: masculino, feminino, neutro

8 Substantivos da primeira declinao: seru-a ae 1 feminino (f.) escrava

9 Substantivos da segunda declinao: seru-us i 2 masculino (m.) escravo

1 Declinar: coquus; aula (opcional: seruus, familia, corona, scaena).

2 Dizer o caso de cada uma das seguintes palavras: seruarum; coquo; coronam; seruos; scaenae; filia; coquus; serui; coquum; filiae; scaenas; seruo; coquorum, aula, seruis.

3 Traduzir cada frase; em seguida mudar, quando for conveniente, o nmero dos substantivos e dos verbos. E.g. coquus seruam uocat. O cozinheiro chama a escrava. coqui seruas uocant.

(a) sum seruus.

(b) aulam porto.

(c) coronas habent.

(d) serua timet seruum.

(e) seruas uocatis.

(f) seruae aulas portant.

(g) celamus aulas.

(h) seruas celant coqui.

(i) familia coronam habet.

(j) uocat seruus seruam.

10 Preposies: in, adDar o equivalente latino de: no palco (sc. entrar em); na panela; nas panelas (sc. pr em); na famlia; at a escrava.

Exerccios de leitura1 Ler as frases. Depois, sem traduzi-las, dizer qual o sujeito da segunda (em latim). Finalmente, traduzir.

(a) seruus in scaenam intrat. coronas portat.

(b) coqui in aedibus sunt. seruas uocant.

(c) est in familia Euclionis serua. Staphyla est.

(d) in scaenam intrat Demaenetus. aulam auri plenam habet.

(e) coquus et serua clamant. seruum enim timent.

2 Analisar a funo de cada palavra na orao. E.g. Demaenetus coquum... Demaenetus est no nom.; logo sujeito, isto , Demaenetus faz algo. coquum est no ac.; logo objeto, isto , Demaenetus faz algo a coquum. Finalmente completar a frase com um verbo adequado na forma correta e traduzir. E.g. Demaenetus coquum uocat. Demneto chama o cozinheiro.

(a) aulam seruus...

(b) serua coronam, aulam seruus...

(c) seruas serui...

(d) familia coquos...

(e) Lar seruos...

(f) aurum ego...

(g) Euclio familiam...

(h) aulas auri plenas et coronas seruae...

3 Com a ajuda do vocabulrio da Seo 1A, trabalhar o texto latino abaixo seguindo estas instrues:

(a) Analisar cada palavra

(i) seu significado

(ii) sua funo na frase (sujeito, objeto, etc.)

E. g.

Demaenetus coquos et tibicinas uidet.

Demaenetus Demneto, sujeito; coquos cozinheiro, objeto; et e, usado para ligar algo a coquos; tibicinas flautistas, ligado a coquos por et, faz parte do objeto coquos et tibicinas; uidet v, verbo.

(b) Traduzir

(c) Depois de ter trabalhado todo o texto, voltar ao latim e ler toda a passagem em voz alta com a entonao correta, pensando simultaneamente no significado do que se l.

Demaenetus coquos et tibicinas uidet. ad nuptias filiae ueniunt. in aedis Demaeneti intrant et nuptias parant. nunc aedes Demaeneti coquorum et tibicinarum plenae sunt. Demaenetus autem timet. aulam enim auri plenam habet. nam si aula Demaeneti in aedibus est auri plena, fures ualde timet Demaenetus. aulam Demaenetus celat. nunc aurum saluum est. nunc saluus Demaenetus, nunc salua aula. Lar enim aulam habet plenam auri. nunc prope Larem Demaeneti aula sub terra latet. nunc igitur ad Larem appropinquat Demaenetus et supplicat. o Lar, ego Demaenetus te uoco. o tutela meae familiae, aulam ad te auri plenam porto. filiae nuptiae sunt hodie. ego autem fures timeo. nam aedes meae furum plenae sunt. te oro et obsecro, aulam Demaeneti auri plenam serua.

Verso

Traduzir as frases latinas para o portugus. Depois verter as portuguesas para latim, tomando como referncia a estrutura das latinas para a ordem das palavras.

(a) coquus aulam Demaeneti portat.

O escravo tem as coroas dos cozinheiros.

(b) tu clamas, ego autem aulas porto.

A escrava tem medo. Por conseguinte eu chamo o cozinheiro.

(c) cur scaena plena est seruorum?

Por que a casa est cheia de cozinheiros?

(d) ego Lar te uoco. cur me times?

Eu, Fedra, entro. Por que vocs escondem a panela?

(e) si aurum habet, Demaenetus timet.

Se escondem a panela, as escravas tm medo.

(f) coronas et aulas portant serui.

Demneto chama o cozinheiro e a escrava.

Gramtica da Introduo e da Seo 1A

Presente do indicativo na voz ativa

Formas

1.a conjugaosing.

1.a pess.am-o

eu amo

2.a

ama-s

voc ama/tu amas

3.a

ama-t

ele/ela ama

pl.

1.a

ama-musns amamos

2.a

ama-tisvocs amam/vs amais

3.a

ama-nt

eles/elas amam

2.a conjugao

sing.

1.a

habe-o

eu tenho

2.a

habe-s

voc tem/tu tens

3.a

habe-t

ele/ela tem

pl.

1.a

habe-musns temos

2.a

habe-tisvocs tm/vs tendes

3.a

habe-nteles/elas tm

Notas

1 Todos os verbos da 1.a conjugao conjugam-se no presente como am-o amar. Exs.: habit-o habitar, intr-o entrar, uoc-o chamar, clam-o gritar, par-o preparar, cel-o esconder. Os verbos da 2.a conjugao, que terminam sempre em -eo, conjugam-se como habe-o ter. Ex.: time-o temer.

2 Observe que esse verbos regulares so construdos a partir de um radical a que so acrescentadas terminaes. Esse radical traz o significado bsico do verbo (ama- amar, habe- ter), e as terminaes indicam a pessoa gramatical:

-o

1.a pessoa do singular (eu)

-s

2.a pessoa do singular (voc/tu)

-t

3.a pessoa do singular (ele/ela)

-mus

1.a pessoa do plural (ns)

-tis

2.a pessoa do plural (vocs/vs)

-nt

3.a pessoa do plural (eles/elas)

Compare essas terminaes com as que aparecem no presente do verbo irregular sum ser, estar, existir:

su-m

e-s (na verdade es-s)

es-t

su-mus

es-tis

su-nt

O verbo sum irregular porque, como se pode observar, formado com dois radicais, que se alternam dependendo da pessoa gramatical: su- e es-.

3 Observe tambm que a vogal caracterstica (ou vogal temtica) da 1.a conjugao -a (amA-), e a da 2.a conjugao -e (habE-). A nica forma em que essa vogal no aparece a da 1.a pessoa do singular da 1.a conjugao (amo), embora fosse originalmente amao.

Significado

O presente do indicativo tem basicamente trs significados possveis. Por exemplo, uma forma como amas pode ser traduzida por voc ama, voc est amando ou voc realmente ama. Cada uma dessas trs possibilidades representa a ao de uma maneira um pouco diferente. Voc ama a mais simples afirmao do fato. Voc est amando fornece uma representao mais vvida e concreta da ao, exprimindo uma idia de continuidade (como se pudssemos ver a ao se desenrolando diante de ns). J voc realmente ama o sentido enftico. Deve-se escolher o sentido mais adequado pela anlise do contexto. bom lembrar, no entanto, que em geral o sentido enftico indicado em latim pela disposio do verbo no incio da sentena. Os casos em latim: terminologia e significado

O funcionamento do sistema de casos

As palavras nominativo, vocativo, acusativo, genitivo, dativo e ablativo so termos tcnicos para os seis casos dos substantivos, adjetivos e pronomes latinos. Quando uma palavra apresentada em todos esses casos, temos a declinao da palavra. Declinar um substantivo, por exemplo, significa apresent-lo em todos os casos. As diferentes formas dos casos em latim tm uma importncia fundamental, e, aos poucos, devem ser apreendidas com perfeio. O estudante, num nvel um pouco mais avanado, deve conhec-las de cor.

A razo a seguinte. Em portugus, determinamos o sentido de uma frase atravs da ordem em que as palavras aparecem. A frase o homem morde o cachorro significa algo totalmente diferente da frase o cachorro morde o homem, e isso por nenhum outro motivo alm do fato de as palavras aparecerem numa ordem diferente. Um romano da Antigidade ficaria desnorteado com isso, porque em latim a ordem das palavras no determina as funes gramaticais dos vocbulos na frase (embora desempenhe um papel importante em questes relativas nfase). O que vital em latim so as formas que as palavras assumem.

Em a filha chama o escravo, o substantivo filha o sujeito da frase (sujeito , grosso modo, a palavra com que o verbo concorda), e escravo o objeto. Um romano, para dizer uma frase como essa, usaria a forma do caso nominativo para indicar o sujeito, e a forma de acusativo para indicar o objeto. Assim, quando ele escrevia ou falava a palavra que significa filha, ou seja, filia, indicava no apenas o significado bsico do vocbulo, mas tambm sua funo na sentena nesse caso, sujeito. Do mesmo modo, quando ele dizia a palavra que quer dizer escravo, isto , seruum, a forma utilizada servia tambm para mostrar que se tratava do objeto. Logo, tendo ouvido ou lido filia seruum, um romano concluiria imediatamente que uma filha estava fazendo alguma coisa para um escravo. Se o romano tivesse ouvido filiam seruus (note-se a diferena na forma das palavras), teria concludo que um escravo, seruus, que est aqui no caso nominativo, estava fazendo alguma coisa para uma filha, filiam, aqui no caso acusativo.

A ordem das palavras em latim tem importncia secundria, pois suas funes esto mais diretamente relacionadas a problemas de nfase, contraste e estilo do que a problemas de sintaxe (parte da gramtica ligada funo dos vocbulos na frase). Para falantes de portugus, obviamente, a ordem das palavras muito mais importante para a determinao do significado. Em latim, a forma das palavras que essencial.

Podemos observar, contudo, que o portugus possui resduos do sistema de casos latino. Exs.: eu gosto de cerveja, e no me gosto de cerveja; ele gosta de mim, e no o gosta de eu... Trata-se, conforme a terminologia tradicional, da distino entre pronomes pessoais do caso reto e do caso oblquo.

Funes e significados bsicos de cada caso

a. Nominativo

Suas funes mais importantes so a de sujeito de uma sentena e a de complemento do verbo sum. Duas palavras ligadas pelo verbo sum ficam sempre ambas no nominativo. Se iniciamos uma frase com seruus est... (o escravo ...), espera-se que a palavra que vai completar a orao esteja no nominativo: seruus est coquus (o escravo um cozinheiro).

Em frases dessa espcie (isto , frases com verbo sum), o nome que aparece em primeiro lugar normalmente o sujeito, e o que aparece em segundo lugar o complemento ( o que ocorre na frase citada acima), a no ser que o contexto indique o contrrio. Em frases com outros tipos de verbo, como veremos em seguida, o sujeito tambm vai para o nominativo, mas o complemento no. Resta dizer que, quando desejamos falar de um substantivo latino, usamos a forma do nominativo (ex.: o substantivo seruus muito comum em latim).

b. Acusativo

Sua mais importante funo a de objeto de um verbo. O caso acusativo denota a pessoa ou coisa sobre que se exerce a ao. Ex.: o homem morde o cachorro. Pode-se tambm entend-lo como um caso que limita ou define a extenso da ao. Ex.: o homem morde... O que ele morde? um pedao de carne? um chocolate? No: morde o cachorro. Ex.: coquus tibicinam uidet (tibicinam uma palavra no acusativo, e portanto objeto do verbo) o cozinheiro v a flautista. O verbo sum nunca seguido de um complemento no acusativo (releia o item acima).

c. Vocativo

O caso vocativo (de uoco chamar) usado para nos dirigirmos a uma pessoa. Ex.: aue, amice ol, amigo. Sua forma idntica do nominativo em quase todas as palavras, exceto nas terminadas em -us ou -ius (no nom. sing.) da 2.a declinao. Os vocbulos desse grupo, quando terminados em -us, tm vocativo singular em -e (seruus, voc. sing. serue), e, quando terminados em -ius, tm vocativo singular em -i (filius, voc. sing. fili). Outra exceo o vocativo de meus (meu), que mi. Ex.: o mi fili meu filho.

d. Genitivo

Esse caso expressa posse, pertencimento, sendo freqente traduzi-lo por um substantivo antecedido da preposio de. Ex.: seruus Euclionis escravo de Euclio. A raiz da palavra genitivo a mesma de genitor autor, progenitor, pai. Pode, portanto, expressar tambm a idia de origem: amo filium Euclionis eu amo o filho de Euclio. Compare-se esse fenmeno com o ingls dogs dinner o jantar do cachorro, em que dogs como que uma forma de genitivo.

e. Dativo e ablativo

Por enquanto, esses casos no vo aparecer muito nos textos, e por isso vamos deixar seu estudo para mais tarde.

Singular e plural; masculino feminino e neutro

Assim como possuem casos diferentes, os substantivos podem estar no singular ou no plural. Essa caracterstica o nmero do substantivo. Assim, para cada caso h uma forma de singular e uma de plural (ver quadros no item Declinao). Os substantivos possuem tambm gnero, isto , podem ser masculinos, femininos ou neutros.

A ordem das palavras

Como se sabe, a ordem usual, em portugus, para uma sentena simples consistindo em sujeito, verbo e objeto, : sujeito + verbo + objeto (ordem tambm representada abreviadamente pelas trs iniciais em maisculas SVO). Ex.: a escrava (sujeito) teme (verbo) o cozinheiro (objeto). J em latim, a ordem mais comum sujeito + objeto + verbo (SOV). Seguindo essa regra, a frase portuguesa citada acima fica assim em latim: serua (sujeito) coquum (objeto) timet (verbo). Note-se que essa ordem a mais freqente, mas no a nica. De acordo com o que j estudamos, o fato de as funes gramaticais das palavras j estarem marcadas nas suas terminaes permite ao latim uma grande liberdade de ordenao dos termos da sentena.Declinao

Os substantivos latinos so classificados em declinaes, ou seja, em grupos de palavras que se declinam da mesma maneira. Por exemplo, serua e filia pertencem ao mesmo grupo, a 1.a declinao, e por isso tm as mesmas terminaes para os diversos casos (nominativo, acusativo, etc.), tanto no singular quanto no plural. Os substantivos esto presos aos seus respectivos grupos, e tm, portanto, um nmero limitado de terminaes. Um substantivo da 2.a declinao como seruus, por exemplo, tem, claro, vrias terminaes possveis (seru-us para o nom. sing., seru-i para o nom. pl e gen. sing., seru-os para o acus. pl., etc.), mas apenas aquelas contidas no modelo da 2.a declinao. Nunca encontraremos o acusativo singular dessa palavra expresso por -em, terminao da 3.a declinao. Assim, todas as declinaes expressam o genitivo singular e plural, o vocativo singular e plural, etc., mas cada uma o faz a seu modo, isto , com suas terminaes caractersticas. Vejamos agora os quadros contendo os modelos da 1.a e da 2.a declinao:

1.a declinao (ou tipo I)2.a declinao (ou tipo II)

sing.

pl.

sing.

pl.

nom.

seru-a(

seru-ae

coqu-uscoqu-i

voc.

seru-a(

seru-ae coqu-e

coqu-i

acus.

seru-amseru-as coqu-umcoqu-osgen.

seru-ae seru-arum coqu-i

coqu-orumdat.

seru-ae seru-is coqu-ocoqu-isabl.

seru-a(

seru-is

coqu-ocoqu-isNotas

1 Perceba que o ablativo singular tipo I se diferencia do nominativo e do vocativo singular porque estes tm uma vogal final breve, enquanto aquele tem uma vogal final longa.

2 Note que tambm os substantivos so formados por um radical mais uma terminao (compare com os verbos vistos no incio deste texto). Nos substantivos tipo I e II, o radical permanece sempre o mesmo, e apenas a terminao varia.

3 A maioria dos substantivos tipo I so femininos. Excees comuns so agricol-a agricultor, naut-a marinheiro e poet-a poeta, todas palavras masculinas.

4 Quase todos os substantivos que se declinam como coqu-us so masculinos. So excees, por exemplo, os nomes de rvores, todos femininos: pin-us pinheiro, fag-us faia, etc.

5 Observe que alguns casos tm terminaes coincidentes. Exs.: seru-ae pode ser genitivo singular, dativo singular, nominativo plural ou vocativo plural; coqu-i pode ser genitivo singular, nominativo plural ou vocativo plural. Isso, contudo, no gera confuses para o leitor atento, pois a ambigidade, na maior parte das vezes, pode ser solucionada pela anlise do contexto, a no ser que a ambigidade seja intencional ou haja um erro grave por parte da pessoa que escreveu a frase.

Seo 1BMuito tempo se passou. O velho Demneto morreu sem desenterrar o ouro nem revelar o segredo a seu filho. Agora, contudo, seu neto Euclio vai ter uma surpresa. Quem explica o deus Lar.

(Euclio in scaena dormit. dum dormit, Lar in scaenam intrat et fabulam

explicat)

70LAR spectatores, ego sum Lar familiaris. deus sum familiae Euclionis.

ecce Euclionis aedes. est in^aedibus Euclionis thesaurus

magnus. thesaurus est Demaeneti, aui Euclionis. sed thesaurus

in aula est et sub terra latet. ego enim aulam clam in^aedibus

seruo. Euclio de thesauro ignorat. cur thesaurum clam adhuc

75

seruo? fabulam explico. Euclio non bonus est senex, sed auarus

et malus. Euclionem igitur non amo. praeterea Euclio me non

curat, mihi numquam supplicat. unguentum numquam dat;

nullas coronas, nullum honorem. sed Euclio filiam habet

bonam. nam curat me Phaedra, Euclionis filia, et multum

80

honorem, multum unguentum, multas coronas dat. Phaedram

igitur, bonam filiam Euclionis, ualde amo. sed Euclio pauper

est. nullam igitur dotem habet filia. nam senex de aula aui

ignorat. nunc autem, quia Phaedra bona est, aulam auri

plenam Euclioni do. nam Euclionem in^somnio uiso et aulam

85

monstro. uidete, spectatores.

(Euclio dormit. Lar imaginem aui in scaenam ducit. Euclio stupet)EVCLIO dormio an uigilo? di magni! imaginem uideo aui mei,

Demaeneti. salue, Demaenete! heu! quantum mutatus

ab^illo... ab^inferis scilicet in aedis intrat. ecce! aulam

90

Demaenetus portat. cur aulam portas, Demaenete? ecce!

circumspectat Demaenetus et secum murmurat. nunc ad aram

Laris festinat. quid facis, Demaenete? foueam facit et in fouea

aulam collocat. mirum hercle est. quid autem in aula est? di

magni! aula auri plena est.

95

DEMAENETI IMAGO bene. nunc aurum meum saluum est.

EVC. non credo, Demaenete. nullum in^aedibus aurum est.

somnium falsum est. pauper ego sum et pauper maneo.

(Euclio desperta e se mostra aborrecido porque os deuses o atormentam com o que ele cr serem falsos sonhos de riqueza)EVC.heu me miserum. ego sum perditissimus hominum. pauper

100

sum, sed di falsa somnia monstrant. auum meum in^somnio

uideo. auus aulam auri plenam portat. aulam sub terra clam

collocat iuxta^Larem. non tamen credo. somnium falsum est.

quare Lar me non curat? quare me decipit?

(Euclio ad^Larem appropinquat. subito autem foueam uidet. Euclio celeriter

105

multam terram e fouea mouet. tandem aula apparet)

EVC. quid habes, o Lar? quid sub^pedibus tenes? hem. aulam uideo.

nempe somnium uerum est.

(Euclio aulam e fouea mouet. intro spectat et aurum uidet. stupet)

euge! eugepae! aurum possideo! non sum pauper, sed diues!

110

(Subitamente desanimado)

sed tamen hercle homo diues curas semper

habet multas. fures in^aedis clam intrant. o me miserum! nunc

fures timeo, quod multam pecuniam possideo. eheu! ut Lar

me uexat! hodie enim mihi multam pecuniam, multas simul

curas dat; hodie igitur perditissimus hominum sum.

115

quid tum? a! bonum consilium habeo. ecquis me spectat?

(Euclio aurum sub^ueste celat et circumspectat. neminem uidet. tandem ad^Larem appropinquat)

ad te, Lar, aulam auri plenam porto. tu aulam serua et cela!

(Euclio aulam in^fouea iterum collocat; deinde multam terram super aulam

120aggerat)

bene. aurum saluum est. sed anxius sum. quare autem anxius

sum? anxius sum quod thesaurus magnus multas curas dat, et

me ualde uexat. nam in diuitum hominum aedis fures multi

intrant; plenae igitur furum multorum sunt diuitum hominum

125

aedes. o me miserum!

Vocabulrio da Seo 1Ba ah!

ab illo daquele (essa frase uma citao de Virglio, Eneida 2, 274, quando Enias evoca o esprito de Heitor)

ab inferis da morte, do mundo dos mortos

adhuc at agora

aedes (nom.) casa

aedis (ac.) casa

aggero 1 amontoar, acumularamo 1 amaran? ou?

anxius angustiado

appareo 2 aparecer

appropinquo 1 aproximar-se

ar-a ae 1f. altar

auarus avarento

au-us i 2m. av

bene bem

bona (nom.) boa

bonam (ac.) boa

bonum (ac.) bom

bonus (nom.) bom

cela esconde!/esconda!

celeriter rapidamente circumspecto 1 olhar em volta

clam secretamente

colloco 1 colocar

consilium plano

credo 1 crer

cur-a ae 1f. cuidado, atenco, diligncia, interesse, preocupao

curo 1 cuidar, preocupar-se com

de (+ abl.) a respeito de, sobre

decipit decepciona Demaenete Demneto!

Demaenet-us i 2m.

Demnetode-us i 2m. deus

di deuses; deuses!

diues (nom.) ricodiuitum (gen.) de ricos

do 1 dar

dormio durmo, estou dormindo

dormit dorme

dotem (ac.) dote

ducit leva, conduz

dum enquanto

e fora de, desde

ecce eis aqui!, olha!/olhe!

ecquis acaso algum?

eheu ah!, ai!, que lstima!

Euclionem (ac.) Euclio

Euclioni (dat.) a Euclio

Euclionis de Euclioeuge muito bem!, bravo!

eugepae muito bem!, bravo!

explico 1 explicar

fabul-a ae 1f. obra,

comdia, argumento

facis tu fazes/voc faz

facit faz

falsa falsa

falsum falso

familiaris familiar

festino 1 apressar-se

foue-a ae 1f. buraco fures (nom., ac.) ladres furum de (os) ladres

hem o que isso?

hercle por Hrcules!

heu ai!, oh!, ah!

hodie hoje

hominum de (os) homens homo (nom.) homem, indivduo

honorem (ac.) honra, respeito ignoro 1 ignorar

imaginem (ac.) viso, imagem

imago (nom.) viso, imagem espectro, fantasma

in aedis dentro de casa

in aedibus na casa

in somnio num sonho

intro dentro

iterum de novo, outra vez iuxta (+ ac.) junto a, ao lado de

Larem (ac.) (o deus) Lar Laris do Lar

lateo 2 estar escondido, esconder-se

magni (voc.) grandes magnus grande

malus mau, perverso

maneo 2 permanecer

mei de meu

meum meu

mihi a mim

mirum admirvel

miserum miservel, infeliz monstro 1 mostrar, revelar moueo 2 mover, tirar

multam (ac.) muita

multas (ac.) muitas

multi (nom.) muitos multorum de muitos

multum (ac.) muito

murmuro 1 murmurar mutatus mudado

neminem (ac.) ningum

nempe claramente, sem dvida

nullam (ac.) nenhuma

nullas (ac.) nenhuma (pl.)

nullum (ac.) nenhum numquam nunca

pauper (nom.) pobre

pecuni-a ae 1f. dinheiro perditissimus o mais desgraado

possideo 2 possuo, tenho praeterea alm disso quantum quanto, quoquare por que?

quia porque

quid o que?

quod porque

salue salve!, ol!

saluum salvo

scilicet evidentemente

secum consigo mesmo

senex ancio, velho

serua guarda!/guarde!

seruo 1 guardar

simul ao mesmo tempo somnia (ac.) sonhos somnium sonho

specto 1 olho, vejo

spectatores espectadores, pblico

stupeo 2 surpreender-se, ficar

assombrado, atnito

sub pedibus debaixo dos (teus/seus) ps

sub (+ abl.) debaixo de

sub ueste debaixo da roupa

subito repentinamente

super (+ ac.) sobre

supplico 1 suplicar

tamen contudo, porm

tandem finalmente, por ltimo

teneo 2 ter, segurar, guardar

terr-a ae 1f. terra

thesaur-us 2m tesouro

tum ento

ualde muitouerum verdadeiro

uexo 1 molestar, perturbar

uideo 2 ver

uidete vejam!, olhem!

uigilo 1 estar acordado

uiso visito

unguentum ungento, perfume

ut como

MemorandaSubstantivos

aedis aed-is 3f. templo; pl. aed-es ium casacur-a ae 1f. cuidado, diligncia, interesse

de-us i 2m. deus

fur fur-is 3m. ladro

honor honor-is 3m. honra, respeito

senex sen-is 3m. ancio, velho

thesaur-us i 2m. tesouro

unguent-um i 2n. ungento, perfume

Adjetivosmult-us a um muito

null-us a um nenhum

Verbos

am-o 1 amar

cur-o 1 cuidar, preocupar-se com

d-o 1 dar

explic-o 1 explicar, contar

posside-o 2 possuir, ter

supplic-o 1 suplicar

uide-o 2 ver

Varia

clam secretamente

quare por que?

quod porque

tamen contudo, porm

tandem finalmente, por ltimo

Contedo gramatical e exerccios da Seo 1B

11 Substantivos da terceira declinao (tema consonntico): fur fur-is 3m. ladro

12 Substantivos da terceira declinacin (tema em -i-) aedis aed-is 3f. templo; no plural templos, casa

13 Observaes sobre os substantivos da terceira declinao: temas consonnticos

1 Declinar: honor, fur (opcional: Euclio (sing.), Lar, aedis).

2 Dizer o caso de cada uma das seguintes palavras: Euclionis, furem, aedium, honores, Lar, senum, aedis, honorem, fur, Laris.

3 Traduzir cada frase; em seguida mudar, quando for conveniente, o nmero dos substantivos e dos verbos. Ex.: furem seruus timet. O escravo teme o ladro. fures serui timent.

(a) deinde thesaurum senis fur uidet.

(b) Lar honorem non habet.

(c) igitur senem deus non curat.

(d) quare tamen supplicatis, senes?

(e) unguentum senex tandem possidet.

(f) in aedibus senex nunc habitat.

(g) fur aulam auri plenam semper amat.

(h) honorem tamen non habet fur.

(i) quare in aedis non intras, senex?

(j) seruam clam amat senex.

14 Adjetivos da l.a e 2.a declinao: mult-us a um muito15 Substantivos neutros da segunda declinao: somni-um i 2n. sonho1 Memorizar esta lista de substantivos neutros da segunda declinao como somnium:exiti-um i 2n. destruio

ingeni-um i 2n. habilidade, talento

pericul-um i 2n. perigo

2 Identificar o caso e dizer o nom. e gen. sing. e o significado de cada palavra desta lista (ex.: periculorum = gen. pl. de pericul-um i perigo): honorum, ingenium, aedibus, furum, exitio, seruum, unguentorum, aurum, senum, thesauris.

3 Assinalar e dar o significado dos substantivos plurais da seguinte lista: scaena, serua, ingenia, familia, cura, unguentis, filia, somnia, corona, pericula.

16 Substantivo irregular da segunda declinao: de-us i 2m. deus

17A Vocativos17B Aposio

1 Qualificar corretamente estes substantivos com o adjetivo multus (nos casos ambguos dar todas as alternativas possveis): curas, aurum, fures, senem, honoris, aedem, seruorum, senum, aedis, coronae (opcional: seruum, unguenta, aedis, familiam, aedium, honor, aedes).

2 Assinalar os substantivos com os quais concorda a forma dada de multus:multus: senex, cura, Larem, familiae, seruus

multi: honor, aedes, Laris, senes, serui

multis: honoribus, aedis, curam, seruum, deum, senibus, aurum

multas: senis, honores, aedis, curam, familias

multae: seruae, aedi, curam, senes, di

multa: aedes, unguenta, senem, cura, coronarum

(opcional: multos: aedis, unguentum, curas, seruos, fures

multo: aurum, Larem, curam, honori, aedem

multorum: aedium, unguentorum, seruum, senum, deorum, coronarum

multarum: furum, aurum, honorem, seruarum, aedium)3 Verter para o latim: muitas escravas (nom.); de grande honra; de muitas coroas; muito ouro; um homem muito velho (ac.); de muitos ladres; muitos ancios (ac.).

4 Traduzir estas frases:

(a) multi fures sunt in aedibus.

(b) multas curas multi senes habent.

(c) multae seruae plenae sunt curarum.

(d) multum aurum Euclio, multas aulas auri plenas habet.

(e) seruos senex habet multos.

5 Traduzir estas frases:

(a) nulla potentia longa est. (Ovdio)

(b) uita nec bonum nec malum est. (Sneca)

(c) nobilitas sola est atque unica uirtus. (Juvenal)(d) longa est uita si plena est. (Sneca)

(e) fortuna caeca est. (Ccero)potenti-a ae 1f. poder

mal-us, a um mau

unic-us a um nico, sem igual

long-us a um longo,

nobilitas nobilitat-is 3f.

uirtus uirtut-is 3f. virtude

duradouro

nobreza

fortun-a ae 1f. fortuna

uit-a ae 1f. vida

sol-us a um s, nico

caec-us a um cego

nec... nec nem... nem

atque e, mas

Exerccio opcional

Dizer o caso (ou casos, quando houver ambigidade) dos seguintes substantivos e indicar a declinao a que pertencem: seruae, honori, thesauris, familia, deum, filia, dis, corona, senum, thesaurum, honorum, deorum, seruarum, aedium.

Exerccios de leitura

1 Em cada uma das seguintes frases o verbo est em primeiro ou segundo lugar. Dizer em cada caso se est no sing. ou no pl. Em seguida indicar, seguindo a ordem em que aparecem, o sujeito e (se houver) o objeto do verbo. Depois traduzir para o portugus e, finalmente, ler as frases em latim com a entonao correta.

(a) clamant serui, senex, seruae.

(b) dat igitur honorem multum Phaedra.

(c) nunc possidet Lar aedis.

(d) amant di multum honorem.

(e) dat aurum multas curas.

(f) habitant quoque in aedibus serui.

(g) est aurum in aula multum.

(h) timent autem fures multi senes.

(i) quare intrant senex et seruus in scaenam?

(j) tandem explicat Lar curas senis.

2 Dizer de cada termo se sujeito, objeto ou se est no genitivo. Depois completar a frase com um verbo adequado e na forma correta. Finalmente, traduzir.

(a) senem seruus...

(b) aedis deus...

(c) honores Lar...

(d) fur aurum...

(e) Euclionis filiam di...

(f) filiae senum honores...

(g) aedem deus...

(h) unguenta di...

(i) Larem Phaedra, Phaedram Lar... (o verbo tem de estar no sing.)(j) seruos Phaedra et seruas...

3 Traduzir literalmente e dizer, ao mesmo tempo em que se traduz, que funo tem cada palavra (sujeito, objeto, verbo, etc.), agrupando, quando necessrio, palavras que cumprem juntas o mesmo papel. Traduzir para o portugus por escrito. Finalmente, ler em latim com a entonao correta, pensando ao mesmo tempo no significado do texto.

(a) aulas enim habet multas Euclio senex.

(b) aedis furum plenas multi timent senes.

(c) thesaurum Euclionis clam uidet serua.

(d) nullus est in aedibus seruus.

(e) Phaedram, filiam Euclionis, et Staphylam, filiae Euclionis seruam, Lar amat.

(f) deinde Euclio aulam, quod fures ualde timet, celat.

(g) me igitur Phaedra amat, Phaedram ego.

(h) nam aurum Euclio multum habet, coronas multas, multum unguentum.

(i) senex autem fures, quod multum habet aurum, ualde timet.

(j) multum serui unguentum ad Larem, multas coronas portant.

Verso

Traduzir as frases latinas para o portugus. Depois verter as portuguesas para latim, tomando como referncia a estrutura das latinas para a ordem das palavras.

(a) Lar igitur Euclionem, quod honorem non dat, non amat.

Por conseguinte, os deuses cuidam de Fedra, porque Fedra cuida do Lar.

(b) senex autem curas habet multas, quod aurum habet multum.

Os escravos, contudo, levam muitas coroas, porque tm (usar do) muito respeito.

(c) Euclionis aedes furum sunt plenae, quod aulam auri plenam habet senex.

O templo dos deuses est cheio de ouro, porque as filhas dos ricos oferecem panelas cheias de oro.

(d) ego multum unguentum, coronas multas, multum honorem habeo.

Voc tem uma grande preocupao e um grande tesouro.

(e) te, Demaenete, non amo.

No levo ouro, meu filho.

(f) clamant serui, supplicant seruae, timet senex.

A filha est suplicando, os velhos esto gritando e as escravas tm medo.

SEO 1B

Preposies

Preposies (de praepositus colocado na frente) so pequenas palavras colocadas na frente dos substantivos. Por exemplo: in dentro, para dentro; ad junto a, para junto de, para. Aprenda desde j as seguintes preposies, que so muito importantes:

in, ad + acusativo

in para dentro, em: in casam intrat ele/ela entra na choupana (i.e. movimenta-se para dentro da choupana); in Romam uado vou para Roma (mais precisamente: para dentro de Roma)

ad junto a, para junto de, para: ad casam aulam portat ele/ela leva a panela para a choupana (no necessariamente para dentro da choupana; mais precisamente para junto da choupana)

Observe que in/ad + acusativo denota o lugar em direo ao qual algo se move. Compare com o caso seguinte.

in + ablativo

in em: in casa est ele/ela est na casa (i.e. dentro da casa)

Observe que in + ablativo denota o lugar onde algo est (sem implicar a noo de movimento de um lugar para outro).

Substantivos da 3.a declinao (radicais consonnticos): fur, furis 3m. ladro

sing.

pl.

nom.

fur

fur-es

voc.

fur

fur-es

acus.

fur-em

fur-es

gen.

fur-is

fur-um

dat.

fur-i

fur-ibus

abl.

fur-e

fur-ibus

Notas

1 Note que, tal como ocorria na 1.a e na 2.a declinao, as terminaes de dativo e ablativo, no plural, so idnticas. Perceba tambm a identidade entre as terminaes de nominativo, vocativo e acusativo no plural.

2 Esse o paradigma das terminaes para os substantivos da 3.a declinao cujos radicais terminam em consoante. H, contudo, pequenas mudanas de padro para os substantivos cujos radicais terminam com a vogal -i (chamados substantivos em -i), apresentados em seguida.

Substantivos da 3.a declinao (em -i): aedis, aed-is 3f. sala, templo; no plural templos, casa

sing.

pl.nom.

aed-is

aed-es

voc.

aed-is

aed-es

acus.

aed-em

aed-is (ou aed-es)

gen.

aed-is

aed-ium

dat.

aed-i

aed-ibus

abl.

aed-e (ou -i)

aed-ibusNotas

1 aed-is, no singular, significa sala, templo; no plural significa, usualmente, casa.

2 Observe o acusativo plural em -is, o genitivo plural em -ium e o ablativo singular alternativo em -i. Essa predominncia do -i a marca dos substantivos em -i da 3.a declinao. Na verdade, originalmente todos os casos teriam tido o -i, j que ele faz parte do radical. O singular de turris, turr-is 3f. torre, que mantm as formas antigas mesmo no latim clssico, demonstra essa hiptese: turr-is, turr-is, turr-im, turr-is, turr-i, turr-i.

3 Note que nas explicaes gramaticais ns indicamos quais substantivos e adjetivos tm o radical em -i, mas por razes prticas apresentamos as terminaes como se estivssemos tratando de radicais consonnticos, i.e. aed-is, e no aedi-s (que seria tecnicamente o mais correto).

Radicais e terminaes dos substantivos da 3.a declinao

Os substantivos da 3.a declinao tm uma grande variedade de terminaes no nominativo singular. O que une todos esses vocbulos num mesmo paradigma o fato de que seu genitivo singular termina sempre da mesma forma: Euclio, Euclion-is; senex, sen-is. preciso, portanto, aprender tanto a declinao quanto o genitivo singular, bem como o gnero desses substantivos. Por exemplo: no basta saber simplesmente aedis templo, pl. casa, mas necessrio ter todas as seguintes informaes: aedis, aed-is 3f. templo, pl. casa.

O genitivo singular duplamente importante, porque fornece o radical do substantivo, ao qual so adicionadas as terminaes para formar a declinao. Assim, quando voc aprende senex, sen-is 3m., fica sabendo que o radical sen-. o genitivo singular que d essa informao.

Voc tambm deve ser capaz de, a partir do radical, descobrir o nominativo singular, para achar a palavra num dicionrio. Por exemplo: se voc encontra pacem no texto, voc deve saber deduzir que o nominativo singular pax. Do contrrio, no encontrar o vocbulo no dicionrio. Observe alguns padres freqentes de radicais consonnticos:

(a) radicais terminando em -l ou -r mantm l e r no nominativo singular

consul-is ( nom. sing. consul cnsul

fur-is ( nom. sing. fur ladro

(b) radicais terminando em -d ou -t terminam em -s no nominativo singular

ped-is ( nom. sing. pes p

dot-is ( nom. sing. dos dote

(c) radicais terminando em -c ou -g terminam em -x no nominativo singular

reg-is ( nom. sing. rex rei

duc-is ( nom. sing. dux comandante

(d) radicais terminando em -on ou -ion terminam em -o ou -io no nominativo singular

Scipion-is ( nom. sing. Scipio Cipio

praedon-is ( nom. sing. praedo pirata

Adjetivos da 1.a e 2.a declinaes: mult-us, a, um muito, numeroso

sing.

m.

f.

n.

nom.

mult-usmult-a

mult-um

voc.

mult-e

mult-a

mult-um

acus. mult-ummult-ammult-um

gen.

mult-i

mult-aemult-i

dat.

mult-o

mult-aemult-o

abl.

mult-o

mult-a

mult-o

pl.

m.

f.

n.

nom.

mult-i

mult-aemult-a

voc.

mult-i

mult-aemult-a

acus.

mult-osmult-asmult-a

gen.

mult-orummult-arummult-orum

dat.

mult-is

mult-is

mult-is

abl.

mult-is

mult-is

mult-is

Notas

1 Os adjetivos (do radical de adiectus adicionado a) fornecem informaes adicionais sobre um substantivo. Por exemplo: cavalo rpido, colina ngreme (os adjetivos so freqentemente chamados de palavras descritivas).

2 Como os substantivos podem ser masculinos, femininos e neutros, os adjetivos precisam ter formas masculinas, femininas e neutras, de modo que possam concordar gramaticalmente com o substantivo que descrevem. Assim, adjetivos devem concordar com substantivos em gnero.

3 Os adjetivos devem tambm concordar com os substantivos em nmero (singular ou plural).

4 Finalmente, eles devem concordar com os substantivos em caso (nominativo, vocativo, acusativo, genitivo, dativo ou ablativo). Um substantivo no acusativo pode ser descrito apenas por um adjetivo no acusativo.

5 Resumindo: em latim, se um substantivo vai ser descrito por um adjetivo, este ltimo ter de concordar com o substantivo em gnero, nmero e caso. Exemplos:

(a) Eu vejo muitos templos templos o objeto, e est no plural; a palavra que deveremos utilizar em latim aedis, que feminina. Assim, se a palavra latina correspondente a muitos (mult-us, a, um) deve concordar com aedis, ter de estar no acusativo feminino plural. Resposta: multas aedis.

(b) Ele mostra muito respeito respeito est no singular e cumpre a funo de objeto. A palavra latina que usaremos para traduzir respeito honor, honor-is, que masculina (a forma adequada para a frase em questo honorem). Portanto, mult-us, a, um deve aparecer no acusativo masculino singular. Resposta: multum honorem.

(c) Eu ouo a voz de muitas escravas escravas vai aparecer em latim no genitivo plural. A palavra latina para escrava serua, seru-ae, um vocbulo feminino. Ento mult-us, a, um ficar no genitivo feminino plural. Resposta: multarum seruarum.

6 importante enfatizar aqui que um adjetivo no descreve necessariamente o substantivo ao lado do qual est. Ele descreve, isto sim, o substantivo com o qual concorda em gnero, nmero e caso, independentemente de este substantivo estar prximo ou no do adjetivo. Exemplos:

(a) multum filia seruat thesaurum multum = acus. m. sing.; filia = nom. f. sing.; thesaurum = acus. m. sing. Assim, multum descreve thesaurum, e no filia. A traduo : A filha guarda um tesouro abundante.

(b) nullum furum consilium placet nullum = acus. m. sing. ou nom./acus. n. sing.; furum = gen. m. pl.; consilium = nom./acus. n. sing. Portanto, nullum est descrevendo consilium. Traduo: Nenhum plano de ladres agradvel.

Usualmente, mult-us, a, um precede o substantivo (multi serui muitos escravos). Quando aparece depois do substantivo, enftico: seruos multos habeo eu realmente tenho muitos escravos

7 Adjetivos podem ser usados isoladamente com valor de substantivos, situao em que o gnero vai indicar o significado: bonus um bom homem, bonum uma coisa boa.

Substantivos neutros da 2.a declinao: somni-um, i 2n. sonho

sing.

pl.

nom.

somni-um

somni-a

voc.

somni-um

somni-a

acus.

somni-um

somni-a

gen.

somni (ou somni-i)somni-orum

dat.

somni-o

somni-is

abl.

somni-o

somni-isNotas

1 H apenas um tipo de substantivo neutro na 2.a declinao; sua terminao no nominativo singular sempre -um. Cf. aur-um ouro, unguent-um ungento.

2 Como ocorre com todos os neutros, o nominativo e o acusativo so iguais (tanto no singular quanto no plural).

3 No confunda as formas do neutro singular com o acusativo masculino singular da 2.a declinao (como seru-us, acus. sing. seru-um) ou com o genitivo plural da 3.a declinao (como aed-is, gen. pl. aed-ium). Voc deve saber com segurana que palavras como somnium so neutras e pertencem 2.a declinao.

4 Tal como se d com todos os neutros, h o perigo de se confundirem as formas de plural em -a com substantivos da 1.a declinao como serua.

5 Note o genitivo singular somni ou somnii. Substantivos masculinos da 2.a declinao cujo nominativo singular termina em -ius (como filius filho) geralmente tm genitivo singular em -i (fili), mas sempre nominativo plural em -ii (filii).

6 Observe que as formas de genitivo, dativo e ablativo so idnticas s dos masculinos como seruus.

Substantivo irregular da 2.a declinao: de-us, i 2m. deus

sing.

pl.

nom.

de-us

di (ou de-i/di-i)

voc.

di (ou de-i/di-i)

acus.

de-um

de-os

gen.

de-i

de-orum (ou de-um)

dat.

de-o

dis (ou de-is/di-is)

abl.

de-o

dis (ou de-is/di-is)

Aposto

Considere a seguinte sentena:

sum Demaenetus, Euclionis auus Sou Demneto, av de Euclio

O segmento frasal Euclionis auus d mais informao a respeito de Demneto. Diz-se que est em aposio a Demaenetus, ou que aposto de Demaenetus (de adpositus colocado perto). Note que auus, a principal parte da informao suplementar, est no mesmo caso de Demaenetus. Qualquer que seja o caso em que est um substantivo, ele pode receber um aposto. Por exemplo: em sum seruus Demaeneti senis eu sou o escravo de Demneto, o velho, senis (genitivo) aposto de Demaeneti (genitivo).

Seo 1C(Euclio ex aedibus in scaenam intrat clamatque)

EVC.exi ex aedibus! exi statim! cur non exis, serua mea?

STAPHYLA(ex aedibus exit et in scaenam intrat) quid est, mi domine?

quid facis? quare me ex aedibus expellis? serua tua sum. quare130

me uerberas, domine?

EVC.tace! te uerbero quod mala es, Staphyla.

STAPH. egone mala? cur mala sum? misera sum, sed non mala,

domine. (secum cogitat) sed tu insanus es!

EVC.tace! exi statim! abi etiam nunc... etiam nunc... ohe! sta!

135

mane! (Euclio secum cogitat) perii! occidi! ut mala mea serua

est! nam oculos in occipitio habet. ut thesaurus meus me

miserum semper uexat! ut thesaurus multas curas dat! (clamat

iterum) mane istic! te moneo, Staphyla!

STAPH. hic maneo ego, mi domine. tu tamen quo is?

140

EVC. ego in aedis meas redeo (secum cogitat) et thesaurum meum

clam uideo. nam fures semper in aedis hominum diuitum

ineunt...

(Euclio e scaena abit et in aedis redit)

STAPH.o me miseram! dominus meus insanus est. per^noctem

145

numquam dormit, sed peruigilat; per^diem me ex aedibus

semper expellit. quid in animo habet? quare senex tam insanus

est?

(Euclio tandem ex aedibus exit et in scaenam redit)

EVC.(secum cogitat) di me seruant! thesaurus meus saluus est! (clamat) 150

nunc, Staphyla, audi et operam da! ego te moneo. abi intro et

ianuam occlude. nam ego nunc ad praetorem abeo pauper

enim sum. si uides araneam, araneam serua. mea enim aranea

est. si uicinus adit et ignem rogat, ignem statim exstingue. si

uicini adeunt et aquam rogant, responde aquam numquam in 155

aedibus habeo. si uicinus adit et cultrum rogat, statim

responde cultrum fures habent. si Bona Fortuna ad aedis it,

prohibe!

STAPH.Bona Fortuna numquam ad tuas aedis adit, domine.

EVC. tace, serua, et abi statim intro.

160

STAPH.taceo et statim abeo. (Staphyla abit et secum murmurat) o me

miseram! ut Phaedra, filia Euclionis, me sollicitat! nam grauida

est Phaedra e^Lyconide,^uicino Euclionis. senex tamen

ignorat, et ego taceo, neque consilium habeo.

(exit e scaena Staphyla)

165

(Agora Euclio descreve como, ainda que a contragosto, vai ao foro para pegar sua parte do dinheiro distribudo pelo pretor para evitar suspeitas de que rico)

EVC.nunc ad praetorem abeo, nimis hercle inuitus. nam praetor

hodie pecuniam in^uiros diuidit. si ad forum non eo, uicini

mei hem! inquiunt, nos ad forum imus, Euclio ad forum

non it, sed domi manet. aurum igitur domi senex habet! nam

nunc celo thesaurum sedulo, sed uicini mei semper adeunt,

170

consistunt, ut^uales, Euclio? inquiunt, quid^agis? me

miserum! ut curas thesaurus meus dat multas!

Vocabulrio da Seo 1C

abeo ando, vou embora

abi vai/v embora!

abit anda, vai embora

adeunt aproximam-se, vm

adit aproxima-se, vem

anim-us i 2m. mente

aqu-a ae 1f. gua

arane-a ae 1f. teia de aranha, aranha

audi escuta!/escute!

Bona (bon-us a um) boa

clamatque e grita

cogito 1 pensar, refletir, meditar

consili-um i 2n. plano consistunt pem-se ao redor

cultrum (ac.) faca

diuidit divide

diuitum de (os) ricos

domi em casa

domin-us i 2m. senhor

dormit dorme

e Lyconide, uicino de Licnides, o vizinho

e, ex (+ abl.) de, desde, fora de

egone eu?

eo vou

etiam nunc todavia, agora

exi sai!/saia!

exis vais/vai, sais/sai

exit sai

expellis expulsas/expulsa expellit expulsa

exstingue apaga!/apague!

facis fazes/faz

Fortun-a ae 1f. sorte

for-um i 2n. foro

grauid-us a um pesado, grvida (no f.)

hem bem!

hercle por Hrcules!

hic aqui

hodie hoje

homo homin-is 3m. homem, indivduo

ianu-a ae 1f. porta

ignis ign-is 3m. fogo

ignoro 1 ignorar

imus vamos

in uiros entre os homens ineunt entram

inquiunt dizem

insan-us a um louco

intro dentro

inuit-us a um que procede contra a prpria vontade, obrigado

is vais/vai

istic a, ali

it vai

iterum outra vez, de novo mal-us a um mau, perverso mane pra!/pare!, fica!/fique! maneo 2 permanecer, parar me-us a um meu

mi (voc.) meu...!

miser miser-a um desgraado moneo 2 aconselhar, advertir murmuro 1 murmurar

neque nem, e... no

nimis demasiado

nos (nom., ac.) ns, nos numquam nunca

occidi estou morto!

occipiti-um i 2n. occipcio

(parte nfero-posterior da cabea), nuca

occlude fecha!/feche!

ocul-us i 2m. olho

ohe pra!/pare!

operam da presta/preste ateno!

pauper (nom.) pobre

pecuni-a ae 1f. dinheiro

per diem durante o dia, de dia

per noctem durante a noite, noite

perii estou perdido!

peruigilo 1 estar/ficar acordado

praetor praetor-is 3m. pretor prohibe probe!/proba

quid o que?

quid agis que fazes/voc faz?

quo aonde?

redeo volto

redit volta

responde responde!/responda!

rogo 1 perguntar por, pedir salu-us a um salvo

secum consigo mesmo

sedulo cuidadosamente

serua guarda!/guarde!

seruo 1 guardar, conservar sollicito 1 atormentar

sta aguarda!/aguarde!, pra!/pare!

statim em seguida, imediatamente

tace cala-te!/cale-se!taceo 2 calar-se, estar calado

tam to

tu-us a um teu

uerbero 1 aoitar, bater

uexo 1 molestar, perturbar uicin-us i 2m. vizinho

ut como!, que!

ut uales como ests/est?

Memoranda

Substantivos

aqu-a ae 1f. gua

domin-us i 2m. senhor, amo

ignis ign-is 3m. fogo

ocul-us i 2m. olho

uicin-us i 2m. vizinho

Adjetivos

mal-us a um mau, perverso

salu-us a um salvo

Verbos

cogit-o 1 pensar, refletir, meditar

mane-o 2 permanecer, parar

mone-o 2 aconselhar, advertir

rog-o 1 perguntar

seru-o 1 guardar, conservar st-o 1 estar de p, parar

tace-o 2 calar-se, estar calado

uerber-o 1 aoitar, bater

uex-o 1 molestar, perturbar

Variae, ex (+ abl.) fora de, desde, de

me-us a um meu (voc. sing. m. mi)

neque nem, e... no

numquam nunca

quid o que?

statim em seguida, imediatamente

tu-us a um teu

ut como!, que!

Formas novas:

adjetivos

miser miser-a um desgraado, infeliz

verbos eo ir, vir, andar

exeo sair

abeo andar, partir

adeo ir a, vir a, aproximar-se

redeo voltar

Contedo gramatical e exerccios da Seo 1C

18 Imperativo presente ativo da 1.a e da 2.a conjugao

1 Formar e traduzir o imperativo (singular e plural) dos seguintes verbos: timeo, rogo, taceo cogito, moneo, curo, possideo (opcional: habeo, sto, explico, celo, amo, uideo, maneo).2 Traduzir para o portugus: da coronam!; porta aquam!; in aedibus manete!; tace!; thesaurum serua!; monete filiam!

3 Verter para o latim: olhem!; pergunte a Euclio!; calem-se!; escondam a panela!

19 eo ir, vir (irregular): presente indicativo ativo

1 Traduzir para o portugus e depois mudar o nmero: i, eunt, itis, eo, it, imus, exitis, abimus, abitis, redeunt, reditis, ite, redeo, exeunt.

2 Verter para o latim: vamos embora; voltam; v!; aproximem-se; est saindo; vou; voltai!; vais.

20 Pronomes possessivos: meus, tuus

21 Adjetivos da 1.a e da 2.a declinao: miser miser-a miser-um1 Qualificar com as formas corretas de meus e tuus os seguintes substantivos e dizer em que caso esto: igne, aedis, honoris, familia, oculorum, domino, aquae, Euclionem, senex.

2 Qualificar com a forma apropriada de miser os seguintes substantivos: Euclionis; Phaedra; deus; filiam; aedibus; domini; seruarum; coquis; senum.

22 Pronomes pessoais: ego eu e tu tu/voc

1 Traduzir as seguintes frases e em seguida mudar o nmero dos substantivos, adjetivos e verbos:

(a) manent in domini mei aedibus neque seruae neque serui.

(b) mali senis mala serua dominum meum uexat.

(c) tuus uicinus uicinum meum uidet.

(d) senis miseri seruus in aedibus numquam manet.

(e) seruae miserae ad Larem meum numquam adeunt neque supplicant.

(f) dominus malus seruas statim uerberat miseras.

2 Nestas frases os adjetivos, em sua maior parte, no esto junto aos substantivos que qualificam. Ler cada frase, prevendo o gnero, o nmero e o caso do substantivo que se espera (quando o adjetivo aparece em primeiro lugar), e indicar o substantivo em questo. Depois traduzir.

(a) malus igitur senex non multum habet honorem.

(b) mea est tuus ignis in aula.

(c) meis tamen in aedibus multi habitant patres.

(d) malos enim senes Lar non amat meus.

(e) meusne tuum seruat pater ignem? (-ne uma partcula usada em perguntas)

3 Traduzir estas oraes:

(a) sola pecunia regnat. (Petrnio)

(b) ueritas numquam perit. (Sneca)

(c) semper auarus eget. (Horcio)

(d) non deterret sapientem mors. (Ccero)

(e) in fuga foeda mors est, in uictoria gloriosa. (Ccero)sol-us a um s

auar-us 2m. avarento

fug-a ae 1f. fugapecuni-a ae 1f. dinheiro

egeo 2 estar necessitado

foed-us a um feio,

regno 1reinar

deterreo 2 causar medo

vergonhosoueritas ueritat-is 3f.

sapiens sapient-is 3m. homem

uictori-a ae 1f. vitriaverdade

sbio

glorios-us a um glorioso

pereo (conjuga-se como eo)mors mort-is 3f. morte

perecer, morrer

23 Preposies: a/ab, e/exVerter para o latim: fora da gua; no olho (sc. entrar em); desde o fogo; at os senhores; desde a casa; na cena (sc. entrar em). Opcional: fora da panela; para junto dos ladres; desde os ancios; na casa (sc. entrar em).Exerccio de leitura

Dizer, ao mesmo tempo em que se traduz, a funo de cada palavra na frase, indicando a que substantivos os adjetivos ou pronomes se referem. Se o adjetivo ou pronome preceder o substantivo, procurar prever o nmero, o caso e o gnero do substantivo. Em seguida, completar a frase com um verbo adequado na forma correta e traduzir as frases por escrito.

(a) uicinum senex miser...

(b) dominus enim meus tuum ignem...

(c) neque ego meum neque tu tuum seruum...

(d) deinde me serui mali...

(e) seruos malos uicinus meus...

(f) aulam, mi domine, serua mala...

(g) furem miserum ego quoque...

(h) ignem tu, ego aquam...

(i) oculos meos serua tua semper...

(j) quare aurum et unguentum et coronas Euclio miser numquam...?

Verso

Traduzir as frases latinas para o portugus. Em seguida, verter as portuguesas para o latim, tomando como referncia a estrutura das latinas para definir a ordem das palavras.

(a) Staphyla, abi et aquam porta!

Escravas, saiam e peam fogo.

(b) tu autem, mi domine, quare curas malas habes?

Mas por que tu, meu Euclio, amas uma miservel escrava?

(c) ut aurum multum senes uexat miseros!

Como o perverso ancio aoita seus infelizes cscravos!

(d) o me miseram! ut oculi mei me uexant!

Ai, pobre de mim! Que velho desgraado eu sou!

(e) malos dominos miseri serui habent.

A infeliz filha ama um miservel ancio.

(f) malorum seruorum oculi domini miseri curas non uident.

Os olhos de uma m escrava no vem a preocupao da desgraada filha.

SEO 1CImperativo presente ativo: 1.a e 2.a conjugaes

1.a

2.a

2.a p. sing. ama

ama!/ame!

habe

tem!/tenha!

2.a p. pl.ama-te amai!/amem!

habe-te tende!/tenham!

Notas

1 Essas formas expressam uma ordem, tal como o imperativo em portugus.

2 Os sujeitos subentendidos so tu tu, voc, para a 2.a pessoa do singular, e uos vs, vocs, para a 2.a pessoa do plural.

3 A forma de singular um radical puro, i.e., o radical sem o acrscimo de nenhuma desinncia. J o plural forma-se com a desinncia -te.eo ir, vir (irregular): presente do indicativo na voz ativa

e-o

Imperativos:

i-s

i-t

ivai/v, vem/venha

i-mus

i-teide/vo, vinde/venham

i-tis

e-u-nt

Notas

1 O radical do verbo simplesmente i- ou e-.

2 H vrias palavras compostas que tomam como base o verbo eo. Por exemplo: adeo aproximar-se, ir na direo de (cf. preposio ad junto a, para junto de, para), ineo entrar (cf. preposio in dentro, para dentro), etc.

Pronomes possessivos: meus, tuus

Os pronomes meus, a, um meu, minha e tuus, a, um teu, tua/seu, sua (as tradues seu e sua correspondem aqui 2.a p. s. voc, e no 3.a p. s. ele/ela) declinam-se exatamente como adjetivos do tipo de multus, a, um, e concordam com os substantivos seguindo as mesmas regras desses adjetivos.

O vocativo singular masculino de meus, a, um mi. Exemplo: o mi fili meu filho!.

Adjetivos da 1.a e 2.a declinaes: miser, miser-a, miser-um miservel, desgraado, infeliz

sing.

m.

f.

n.

nom.

miser

miser-amiser-um

voc.

miser

miser-amiser-um

acus.

miser-ummiser-am miser-um

gen.

miser-i

miser-aemiser-i

dat.

miser-omiser-aemiser-o

abl.

miser-omiser-amiser-o

pl.

m.

f.

n.

nom.

miser-i

miser-aemiser-a

voc.

miser-i

miser-aemiser-a

acus.

miser-osmiser-asmiser-a

gen.

miser-orummiser-arummiser-orum

dat.

miser-ismiser-ismiser-is

abl.

miser-ismiser-ismiser-is

Pronomes pessoais: ego eu e tu tu, voc

nom.

ego

tu

acus.

me

te

gen.

mei

tui

dat.

mihi (ou mi)tibi

abl.

me

te

Notas

1 Quando o sujeito de um verbo a 1.a pessoa do singular (eu) ou a 2.a pessoa do singular (tu), o latim no precisa expressar esse sujeito separadamente atravs dos pronomes ego ou tu, j que o verbo por si s indica o sujeito pelas desinncias nmero-pessoais -o e -s. Mas o latim emprega ego e tu quando o falante quer realar a identidade da pessoa que est falando ou estabelecer um contraste especfico entre duas pessoas. Exemplos:

(a) ego Euclionem amo, tu Phaedram eu amo Euclio, enquanto voc ama Fedra

(b) ego deum curo, tu senem uexas eu me preocupo com o deus; voc simplesmente perturba o velho

Trata-se de uma questo de nfase, sobretudo quando temos um contraste.

3 mei e tui so genitivos objetivos, i.e. significam dirigido a mim, dirigido a ti/voc. No expressam posse. Por exemplo, amor tui no significa teu/seu amor, mas amor por ti/voc. A idia de pertencimento, nesta situao especfica, expressa pelos pronomes possessivos meus, a, um e tuus, a, um: amor tuus teu/seu amor.

Preposies

Outras preposies importantes so a/ab e e/ex. Ambas constroem-se apenas com ablativo. As formas ab e ex so usadas diante de vogais: ab aula, ex igne. a/ab indica afastamento, expressando muitas vezes o ponto de partida de um movimento: uenio a casa venho da choupana. e/ex exprime noes semelhantes: fonte, lugar de onde algo vem ou de dentro do qual algo sai: e fouea aurum mouet tira ouro do buraco.

Seo 1DA cena muda. Entra um vizinho de Euclio, Megadoro, com sua irm, Eunmia.Foi o filho de Eunmia, Licnides, que engravidou Fedra; mas ningum sabe disso, exceto Estfila. Eunmia deseja que Megadoro se case, e os pensamentos deste se dirigem bela filha de seu vizinho.dramatis personaeMegadorus, uicinus Euclionis et frater Eunomiae: uir diues.

Eunomia, soror Megadori.

(Lyconides filius Eunomiae est.)

175

est uicinus Euclionis. nomen uicini Megadorus est. Megadorus

sororem habet. nomen sororis Eunomia est. Megadorus igitur

frater Eunomiae est, Eunomia soror Megadori. Eunomia filium

habet. nomen fili Lyconides est. amat Lyconides Phaedram, Euclionis

filiam. Lyconides Phaedram amat, Phaedra Lyconidem.

180

(Eunomia Megadorum ex aedibus in scaenam ducit)

MEGADORVS optima femina, da mihi manum tuam.

EVNOMIA quid dicis, mi frater? quis est optima? feminam enim

optimam non uideo. dic mihi.

MEG. tu optima es, soror mea: te optimam habeo.

185

EVN.egone optima? tune me ita optimam habes?

MEG. ita dico.

EVN.ut me optimam habes feminam, ita ego te fratrem habeo

optimum. da igitur mihi operam.

MEG.opera mea tua est. iube, soror optima, et mone: ego audio.

190