Resumão Jurídico-Direito Tributário

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  • 5/14/2018 Resumo Jurdico-Direito Tributrio

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    MARCOS ANTONIO OLIVEIRA FERNANDES R e s u m io J u r i d i c o 0 0D IRE ITO TR IBUTAR IO

    o Estado, como sociedade politica, tem um fim geral,constituindo-se em meio para que os individuos e as demaissociedades possam atingir seus respectivos fins particulares.o fim do Estado e 0 bem comum, ou seja, 0 conjunto derodas as condicoes de vida social que cons in tam e favore-earn 0 desenvolvimento in tegral da personal idade humana.Por interrnedio de sua atividade financeira, 0 Estado

    desenvolve diversas acoes para obter, ger ir e apl icar os meiosproprios para satisfazer as necessidades da coletividade erealiza r seus fins. Assirn, podera contar com var ias forrnasde obter receitas financeiras, quais sejam: as receitas origi-narias, provenientes de doacoes, legados e p re co s p u bl ic os(provenientes da exploracao do patrirnonio proprio do Esta-do); e as r eceitas derivadas, relativas aos tributos e multas.A receita tributaria (decorrente da arrecadacao de tributos)e a mais comum e ef iciente.o tr ibuto e 0 ins trumento bas ico viabi li zador de qualquersociedade consri tu ida. Quanto mais evoluida for a organiza-

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    derivados e alcool combustive 1 e seus derivados (Cide de alcancar a chamada Justica Fiscal. Con forme a norma Imunidade e isen~ao sao institutos dlsrmtos. Enquanto apetroleo) - art. 177, 4 , I, "b", CF. constituciona l, sempre que possivel os imposros deverao imunidade esta si ruada no plano const irucional, a i sencao vemAs medidas provisorias podem ins tituir e majorar impos- te r cara ter pessoa l e serao graduados segundo a capacida- arnparada por lei ord inar ia do ente polit ico que possui compe-tos que nao sejam privativos de lei complernentar. Para de economica do contribuinte (art. 145, 1 , CF). E ins- tencia para a instituicao de determinado tributo. Apenas quemtanto, devem ser convertidas em lei dentro do prazo de 60 trumento deste 0 principio da progressividade fiscal, segun- tem poder para insti tuir e quem tem poder para i sentar . Quan-dias, prorrogaveis por mais 60 (art. 62 , 7 , CF). A produ- do 0 qual as aliquotas deveriio ser progressivas quanto to a imunidade, cabe somente it Constituicao estabelece-la.

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    CA RA CTE RisT ICA S D OS IM PO STO S PR EVIS TO S NA CONS TITU ICA oIM PO STO S D A U NIA o

    Imposto de Importaeo (II)lfi'IM'A sp ec to m a te ria l - I mp or ta r p ro du to s e stra ng eir os .C ara cteristicas - E xcecao a o p rincip io d a a nteriorid ad e ea n te rio rid a de m in im a ( ar t. 15 0 , 1 ); su as a liq uo ta s p od ems er a lte ra da s p elo P od er E xe cu tiv o ( pr es id en te d a R ep ub lic a -a rt. 7 6 d a C F), p or m eio d e d ecre to , d esd e q ue o be de cid os o sl im ite s d a l ei ( ar t. 15 3 , 1 ) - f un ca o e xtr afis ca l.Imposto de Exportasao (IE)Iff'LU'1AspecIo ma t er ia l- E x p or ta r p r o du to s n a ci on a is o u n a ci on a liz a d os .C ara cte ristic as - lg ua is a s d o II.Imposto de Renda (JR)lfilLUli1A sp ecto m ateria l - A uferir rend a e p rov entos d e q ua lq uernatureza.C a ra cte ris tic as - E xc ec ao a o p rin cip lo d a a nte rio rid ad e m in i-m a , d is po sto n o a rt. 1 50 ,1 11 , "C O ( ve r a rt. 1 50 . 1 ) . R en da eo p ro du to d o c ap ita l, d o tr ab alh o o u d a c or no ln ac ao d e a m bo s;p ro ve nt os s ao o s a c r e s c u n o s p a tr ir n on ia is n a o c omp re e nd id o sn o c on ce it o d e r en d a. S em pr e d e ve e xis tir m a jo ra ~ ao p a tr Im o -n ia l. S e ra in fo rm a d o p el o s s eg uin te s c rite rio s:a lg en er al ld a de : 0 im p o st o d e ve in cid ir s ob re to d as a s e sp e cie sd e re nd as ( to do a cr es cir no p atr im o nia l d ev e s er s ub m etid oa o m e sm o tr atam e nto );bIn iv er sa lid a de : is on om ia tr ib ut ar ia ( a r en da o bt id a p or to d ap es so a f ic a s uj eit a 1 1m c id en cia d o im p o sto );c ) p ro g re ss iv ld a de : a s a ll qu ot as d ev em s er t an to m a io re s q u an -to m aior fo r a re nd a p assiv el d e tribu ta ca o (p ara a te nd er 1 1

    capac id ade con tr lbu tl va ) .Imposto sobre Produtos Industrializados UPI)Ift'WldA sp ecto m ate ria l - lndustrtallzar p r od u to s e i rn p or ta r p r od u to smc u sman z a co s . Co n si de r a- se lndustr ia lzado 0 p ro du to Q uete nh a s id e su om eu do a quatquer o pe ra ca o q ue I he m o d if iq u ea n atu re za o u a f lnatidade o u 0 a pe rte ic oe p ar a 0 c on su m o.C a ra cte ris tl ca s - E x ce ca o a o p rin cip io d a a n te no nd a oe , d is po s-to n o a r t. 1 50 , II I, " b" (v er a rt. 1 50 , 1 ) . S u as a lf qu ota s p od ems er a lte ra d as p el o P o de r E x ec utiv o, p o r m e io d e d e cr eto , d es deq u e o be de cid o s o s l im ite s d a l ei ( ar t 1 5 3, 1 ) - f un ca o e xtr af is -c a l. A p r es e nt a d o is f a to s g e ra d o re s : i mpo r ta r p r od u to s in d u st ri a-l iz a oo s e in d us tr ia liz a r p ro du to s. S e ra s el etiv o, c om a lf qu ota sd ife re nc ia da s e m fu nc ao d a e ss en cia lid ad e d o p ro du to ; s er an ao -c umul a ti vo , c ompen s an do- se 0 que for d evid o em ca dao pe ra c a o c om 0mon ta n te c o br a do n a s an te ri or e s. As operacoesde aqu is ic a o de b e ns s u je it os a o I P I g er sm c re d it os a o c o nt ri bu in -t e, e n qu an to o s p r od u to s i nd u st ri al iz a d os pe lo c o nt ri bu in te g e ramd eb ito s d e IP I. O u s eja , M a c om p en sa ca o e ntr e o s o eb ito s d oI P I d e co rr e nt es d a industr ialzacao d e p ro du to s o u ir np o rta ca o d ep ro du to s in du st ria liz a do s. c om c re d ito s d e I PI p a go s n as o pe ra -y oe s a nte rio re s d e a qu is ic ao d e b en s s uje ito s a o IP I.I mu nid ad e tr ib uta ria - N a o in cid ir a s ob re p ro du to s in du str ia -l iz a do s d es tin ad o s a o e xte rio r.Imposto sobre Opera(oes Financeiras (lOF)iWlguA sp ec to m a te ria l - R ea liz ar o pe ra co es d e c re dito , d e c am b ioe d e s eg uro o u r ela tiv as a titu lo s o u v alo re s r no bilia rio s.C a ra cte ris tic as - E x ce ca o a o p rin cip io d a a n te rio rid a de ( ar t 1 5 0. 1 0) . S ua s a liq uo ta s p od e m s er a lte ra da s p elo P od er E xe cu -tiv o, p or m e io d e d ec re to , d es de q ue o be de cid os o s lim ite s d al ei ( ar t. 1 5 3, 1 0) - f un ca o e xtr af is ca l. A p re se nt a q ua tr o f ato sg er ad or es : r ea liz ar o oe ra ca o d e c re clto : o pe ra ca o d e c am b ro :o pe ra ca o d e s eg ur o: e o pe ra ca o d e titu lo s o u v alo re s m ob ilia -n os ( Qu e s a o to do s o s in ve stim e nto s c om in tu ito d e lu cr o o fe r-ta do s a o p ublico ). 0 im po sto in cid e so bre op era !;iie s, isto e .n eg oc lo s ju rid ic os q ue te nh am e ss es b en s c om o o bje to .o ouro , q ua nd o defin id o em le i com o ativo fina nceiro oui ns tr umen to c amb ia l , s u ie it a- se e x cl us iv ament e a incidenciad o IO F d ev id o n a o pe ra ca o d e orig em ; a a liq uo ta m inim a s erade 1% ( ve r a rts . 1 53 , 5, e 155, 2 , X . " c" ).Imposto Territorial Rural (lTR)IftIQUIA sp ec to m a te ria l - S er p ro pn eta rlo d e im o ve l te rrito ria l r ur al.C ara cteristica s - D e a cord o co m 0 a rt . 1 5 3. 4, I, d a CF ,0I TR s er a p ro gr es siv e ( pr og re ss iv id ad e fis ca l) e te ra s ua s a li-Q u ota s f ix ad as d e f or ma a d es es tim u la r a m a nu te nc ao d e p ro -p n ed a oe s l m pr od u nv a s ( pr og re ss iv io ac e e xtr af is ca l) . 0 mesoI I d o 4 tra ta d a im unid ad e trib uta ria , d ete rm in and o a na o-m c io en cia d o ir np os to s ob re p eq ue na s g le ba s r ur ais e xp lo ra -d as p elo p ro prieta rio q ue n ao p os su a ou tro im ov el. J a 0 in ci-s o II I d o m e sm o p ar ag ra fo tr ata d a p ar afis ca lid ad e d o I TR e d is -p o e Q u e 0 im p o st o s er a f is ca liz a do e c ob ra d o p el os M u nic ip io s

    q ue a ss im o pta re m, d esd e q ue n ao im pliq ue re duc ao d o im po s-to o u q ua lq ue r o utr a f or ma d e r er uin cia f is ca l.Imposto sobre Grandes Fortunas (lGF)",'",,"1A sp ec to m a te ria l - P os su ir g ra nd es f or tu na s.C arac teristicas - L ei com plem enta r d eve definir 0 que sao" gr an d es f or tu ne s" , p a ra f in s d e m c id en cia .l"liistos Residuais (ou Competencia Residual)Im_UIIA sp ec to m a te ria l- P od em s er in stitu id os d es de q ue n ao te n h amfa to g er ad or o u b as e d e c alc ulo p ro pr io s d os d is cr im in ad os n a C F .C ara cle ris tlca s - D ev em se r n io-c um ula tlv os e in stitu id os p orm e io d e le i c om p le m en ta r.Imposto ExtraordinarioIfig.,1A sp ec to m a te ria l - P od e s er in stitu id o n a im in en cia OU n o c as od e g u er ra e x te rn a.C a ra cte ris tic as - E x ce ciio a c om p e te nc la p riv a tiv a d o s E s ta d os .M u nic ip io s e D is tr ito F ed era l p ar a in stitu ir im p os to s. N a o e stas uie lto a o p rin cf pio d a a n te rio rid a de ( ar t. 15 0 , 1 0) .o im p os to s er a s up rim id o g ra da tiv am e nte . c es sa da s a s c au -sa s d e su a cn ac ao .

    IM PO STO S D OS ESTA DO SE D O O ISTR ITO FED ER ALImposto sobre TransmissaoCausa Mortis e Doac;oes(ITCMD)IUUA sp eclo m ateria l - T ra ns mitir causa m ortis bens e d ire ltos er ea nz ar c oe co es d e q ua is qu er b en s o u d ir eito s.Caracterfsticas:a jr ela tlv ar ne nte a b en s im o ve is e r es pe ctiv os d ir eito s: 0 lr np os -to com pete ao Estado da situa~ao do bem ou ao D is trito

    Federa l ;b lrela tiv am en te a b en s m ov eis, ntutos e cred itos : 0 im po stoco mp ete a o E sta do on de se p roc es sa r 0 in ve nta rio o u a rr o-la m en to o u tiv er d om ic flio 0 d oa do r o u a o D is tr ito F ed era l.A c or no ete nc ia p a ra s ua