Resumo de História África 3

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So Lus, 17 de abril de 2013Srie: 3D EMDisciplina: Histria

Aluna:Klcia Patrcia de Melo Lindoso

Uma Breve Histria da frica (resumo)

So Lus2013EDUCATORSo Lus, 17 de abril de 2013_____________________________________________________________________________Disciplina: HistriaProfessor: Paulo Csar Furtado AlmeidaResumo

Uma Breve Histria da frica (resumo)

Trabalho apresentado como requisito para a avaliao parcial da disciplina Histria, 3 Ano do Ensino Mdio do Colgio Educator

So Lus2013Introduo

- No Brasil, apesar da forte influncia da frica que o pas sofreu, costumava-se falar sobre os africanos apenas como escravos. Com a fora dos movimentos negros, surgiu toda uma preocupao em falar dos africanos no apenas nessa viso, buscou-se entend-los quanto a cultura, religio, cotidiano e costumes.- Os povos e sociedades da frica apresentam aspectos diversos e viveram processos histricos bem variados, mostrando-se um continente bastante heterogneo. A ideia de identidade de cada povo, destruda pelo mundo escravocrata, s veio se desenvolver no continente nos sculos XIX e XX, a partir das lutas de independncia.- O termo "frica" no tem origem definida. H, porm, especulaes sobre uma possvel origem do termo: alguns dizem que deriva de "afri", nome de uma tribo berbere que habitava o norte do continente; outros que significa "faanha, proeza, valentia", usado pelos europeus para se referir as dificuldades de conquistar o continente.- "frica" comeou a ser utilizado pelos romanos a partir da conquista de Cartago.- No sculo XVI, com o avano europeu para o sul, o termo passou a ser amplamente utilizado.- Houve diversos tipos de sociedades no continente, cada uma com sua forma de organizao social. Na unidade familiar, a figura masculina predominava, e, a partir destas, que se construam as aldeias e ncleos comerciais. Poderia at haver ofcios e saberes especiais ou especficos, mas no geral predominavam as tradies e normas familiares e seus vnculos de parentesco, baseados em tradies e costumes mantidos pelos mais velhos, sendo esses muito valorizados, o que ajudava a conservar a ordem social familiar (a virilidade e coragem dos mais novos tambm era, igualmente, exaltadas).- Terra e/ou rebanhos costumavam ser bens coletivos. Os pais de famlia recebiam um lote de terra do chefe local e tinham a obrigao de pagar um tributo em troca. Por isso, eram comuns e valorizadas as famlias em que os homens possuam vrias mulheres e filhos, j que aumentava a produo. Era a "economia de poligamia". - Nesse ponto, tambm possvel entender a necessidade da escravido domstica, j que tambm ajudava a aumentar a produo.- Nas sociedade sem Estado, possvel a existncia de povos nmades. Os grupos viviam de comrcio, caa, coleta, agricultura ou pastoreio e deslocavam-se quando eram obrigados pelas condies climticas ou oportunidades de comrcio.- Alguns povos eram sedentrios, vivam da agricultura e do pastoreio. Os homens ficavam com a tarefa de desmatar a terra, enquanto as mulheres cultivavam. A colheita era coletiva.- Nas sociedades de Estado, que se organizavam como grandes civilizaes, guiadas por uma dinastia dominante, com economias diversificadas e obras de irrigao e destacadas construes, expandindo-se, dominando e explorando outros povos. A organizao social familiar e o trabalho coletivo poderiam continuar existindo nesses povos, embora a posse de terra fosse dos grandes proprietrios ou do Estado. Existia uma relao de servido coletiva. Outras vezes, a populao conquistada acabava escravizada e dominada, mantendo a organizao familiar praticamente inalterada. Muito Imprios surgiram e caram.

Uma viso geral- A frica conhecida como bero da humanidade, j que os primeiros ancestrais humanos teriam vivido l h cerca de 4,4 milhes de anos. O mais antigo fssil humano foi achado em 2009 na Etipia, e provvel que o Homo sapiens tenha surgido em terras africanas em torno de 200 e 150 mil anos atrs. - A frica conheceu a metalurgia logo aps ela ter surgido, por volta do sculo V a.C., na regio da Anatlia. poca das primeiras grandes civilizaes da Antiguidade, o Egito, o porto de Alexandria, a Nbia e cidades com Zanzibar estiveram ligados a circuitos comerciais e culturais do Mediterrneo e do Oriente.- No final do sculo I, o cristianismo chega ao continente pelo Egito, propagando-se. Com a expanso islmica no sculo VII, a religio crist se retraiu, voltando a ser amplamente difundida apenas no sculo XV por meio de missionrios com a expanso martima europia.- Pelas caractersticas econmicas e culturais compartilhadas entre o norte/nordeste africano e os rabes, no surpreende que toda a regio do Saara e o litoral orientam adotassem o islamismo como religio e doutrina a partir do sculo VII. Em muitos lugares, a f em Al se desenvolveu paralelamente aos cultos ancestrais (eles continuaram existindo). Havia tambm a converso apenas de soberanos e a converso de populaes inteiras. Os muulmanos se aproximavam de monarcas e chefes, que os empregavam como administradores letrados e se beneficiavam da suposta "superioridade" do Deus nico do Isl- O islamismo foi propagado pela fora da palavra, de acordos comerciais e das armas (as guerras santos, as jihad). Um dos primeiros povos a se converter ao islamismo foram os berberes (povo nmade do Deserto do Saara, costumavam enfrentar condies naturais adversas a fim de desenvolverem o comrcio), na frica do Norte. Eles ajudaram bastante a difundir o novo credo por meio do comrcio. A influncia muulmana na rea era gigantesca. - O isl tentou expandir-se em direo ao sul e ao lesta, mas esbarrou em reinos cristianizados, como a Nbia e a Etipia. Comunidades islmicas tambm foram fundadas no litoral oriental, como Moambique. -Na Idade Moderna (sc. XV-XVIII), com as grandes navegaes europeias, as sociedades do litoral atlntico e do sul do continente tambm passaram a fazer parte de circuitos de relaes intercontinentais. - Os lusitanos, bem como outros povos europeus, entraram para o negcio da escravido, j praticado pelos rabes. A histria africana e a brasileira, ento, se aproximam. A economia do Brasil dependia da fora de trabalho africana e o povo e a cultura brasileira se formaram com uma macia participao dos afrodescendentes.- A escravido e a conquista colonial eram justificadas como um "processo civilizatrio", pelo desprezo que os europeus e as elites brancas sentiam pela cultura negra, passando a ideia de que eram inferiores e sem moral. Os povos africanos, porm, possuam amplo saber medicinal, sanitrio, de clculo e astronmico. Na Uganda, em 1879, cesarianas j eram realizadas com sucesso pelos mdicos, em virtude das timas tcnicas de anestesia, assepsia, hemostasia e cauterizao. Havia um real estudo racional dirigido para prevenir e remediar doenas.- O comrcio de escravos intensificou os conflitos internos e desequilbrios populacionais africanos. No fim do sculo XVIII, os movimentos liberais passaram a intensificar suas crticas em relao escravido. Surge o movimento abolicionista.- Ocorre um distanciamento radical entre frica e Brasil a partir de 1850, ocasionado pela Lei Eusbio de Queirs (proibia o trfico internacional de humanos) e pela adoo de ideias evolucionistas e racistas pela elite brasileira. A abolio da escravido deixou o negro associado a uma figura de atraso (remetia ao passado escravista e a uma frica primitiva). - A escravido interna na frica, no entanto, durou at o sculo XX.- Em meados do sculo XIX, o processo do neocolonialismo/imperialismo iniciado, ligado consolidao do capitalismo e Revoluo Industrial europeia. A frica foi "repartida" entre alguns pases europeus. A segregao racial comea a tomar grandes propores nessa poca, exemplificada pelo regime do apartheid, na frica do Sul.- A partir dos anos 1950, os pases conseguiram sua independncia poltica. As fronteiras impostas entre os pases durante o neocolonialismo, que no respeitavam as peculiaridades de cada regio, ainda geram violentas consequnciais e processos de segregao racial.

Kush - Civilizao surgida na Antiguidade, por volta de 1700 a.C., no sul do Egito. As relaes entre Egito e Kush eram de influncia mtua e de disputa, principalmente em relao as minas de ouro da Nbia.- As relaes entre Egito e Kush eram conflituosas em decorrncia de disputas, por exemplo, em relao a recursos minerais (como o ouro). Em Kush, existia uma origem divina dos governantes: o rei era tudo como representante das divindades na Terra, sendo sagrado (se assemelha s crenas egpcias). O povo de Kush escrevia em hierglifos e construam pirmides de tamanho reduzido. As mulheres recebiam posio de destaque, chegando a ocupar altos cargos (rainha Amanirenas).- Os kushitas acreditavam que a fertilidade do solo, regime fluvial e o bem-estar comunitrio dependiam do estado emocional e fsico do monarca. O soberano era, raramente, visto em pblico, costumava se pronunciar escondido por uma espcie de cortina ou se pronunciava atravs e um porta-voz. Abaixo do rei, havia uma hierarquia de nobres, sacerdotes e militares, depois os sditos, submetidos escravido coletiva.- Por volta de 900 a.C., Kush obteve independncia do Egito e mudou sua capital para Napata, que se destacou pelo carter religioso, com a presena de diversos templos. A civilizao de Kush se tornou uma grande potncia, chegando, inclusive, a dominar o Egito.- A economia baseava-se em produtos agrcolas, pedras preciosas, madeira, pele e marfim. Kush representava um ponto estratgico de comrcio.- Presume-se que Kush foi sendo invadida, aos poucos, por tribos rivais, em especial Axum (reino que se tornou conhecido por volta do sculo I), ocorrendo assim o seu declnio. No sculo VIII adere ao islamismo.

Etipia- O reino da Etipia formou-se em torno de 1000 a.C., com capital em Aksum. Por essa poca, a regio conheceu uma certa prosperidade, graas ao marfim. Seu apogeu se d no reinado do imperador Azna. A Igreja Crist-Catlica se tornou bastante influente no pas.- Na Idade Moderna, no sculo XVI, a Etip