Revisão de casos práticos - ?· Revisão de casos práticos RUBENS KINDLMANN. ... autuação fiscal…

Embed Size (px)

Text of Revisão de casos práticos - ?· Revisão de casos práticos RUBENS KINDLMANN. ... autuação...

  • Reviso de casos prticosRUBENS KINDLMANN

  • Determinado municpio realizou servios e obras de rede de guapotvel e esgoto de certo bairro, durante o primeiro semestre de2018, o que resultou na valorizao de 100 (cem) imveis daregio. O custo total da obra correspondeu a R$ 5.000.000,00(cinco milhes de reais). Instituiu, por decreto, a Contribuio deMelhoria para pagamento em 30 dias criando como critrio decobrana a valorizao de cada imvel.

    Quais os vcios nessa cobrana?

  • Determinada instituio religiosa explora, em terreno de suapropriedade, servio de estacionamento para veculos, revertendotoda a renda para manter suas finalidades essenciais.

    Todavia, a municipalidade onde est instalada a instituio realizouautuao fiscal cobrando o Imposto sobre Servios de QualquerNatureza exerccios fiscais dos ltimos 5 anos sob o fundamento deque esta atividade econmica, servios de estacionamento, constada lista de servios anexa lei municipal tributria aplicvel.

    A postura da municipalidade est correta? Quais as razes?

  • O prefeito do municpio X o Decreto n 123, publicado em20/09/2017, a fim de modificar os critrios relativos apuraoda base de clculo do IPTU, tornando-o mais oneroso para oscontribuintes daquele municpio. O decreto prev que asmudanas por ele inseridas s entrariam em vigor a partir do dia01/01/2018.

    Existem vcios nesse contexto?

  • Em razo de uma situao de calamidade pblica, o Presidente daRepblica edita, em junho de 2018 uma Medida Provisriainstituindo emprstimo compulsrio que passar a incidir a partirdo ms subsequente. Diante desse contexto:

    - O Emprstimo Compulsrio poderia ser criado por MP?- Teria que ter sido atendido ao princpio da Anterioridade?

  • Determinado municpio criou um novo imposto que tem por fato gerador a gerao de poluio e a base de clculo a quantidade de lixo produzida

    - Esse Fato Gerador possvel? - O Municpio possui competncia constitucional para criar esse

    imposto?

  • ConceitoImunidades so as garantias constitucionais eu impedem ainstituio de tributos a determinadas pessoas ousituaes, de forma que a competncia tributria dosdiversos entes no se aplique s situaes protegidas pelaConstituio Federal

  • A Imunidade no tributo indiretoEntidades imunes como Igrejas, Sindicatos dos Trabalhadores,Instituies de Educao e Assistncia Social sem finslucrativos, so imunes no seu PATRIMNIO, SERVIOS eRENDAS. Mas e os tributos indiretos??

    Essa matria foi objeto do Tema 342 com RepercussoGeral reconhecida no RE 608.872 relatado pelo Min. DiasToffoli

  • A Imunidade no tributo indireto(...) a imunidade tributria subjetiva se aplica a seus beneficirios na posio de contribuintes de direito, mas no na de simplescontribuintes de fato, sendo irrelevante para a verificao da existncia do beneplcito constitucional a discusso acerca darepercusso econmica do tributo envolvido. (...) 4. Cuidando do reconhecimento da imunidade em favor de entidade de assistnciasocial que vendia mercadorias de sua fabricao (contribuinte de direito), admite o Tribunal a imunidade, desde que o lucro obtido sejaaplicado nas atividades institucionais. 5. luz da jurisprudncia consagrada na Corte, a imunidade tributria subjetiva (...) aplica-se aoente beneficirio na condio de contribuinte de direito, sendo irrelevante, para resolver essa questo, investigar se o tributo repercuteeconomicamente. 6. O ente beneficirio de imunidade tributria subjetiva ocupante da posio de simples contribuinte de fato comoocorre no presente caso , embora possa arcar com os nus financeiros dos impostos envolvidos nas compras de mercadorias (aexemplo do IPI e do ICMS), caso tenham sido transladados pelo vendedor contribuinte de direito, desembolsa importe quejuridicamente no tributo, mas sim preo, decorrente de uma relao contratual. A existncia ou no dessa translao econmica esua intensidade dependem de diversos fatores externos natureza da exao, como o momento da pactuao do preo (se antes oudepois da criao ou da majorao do tributo), a elasticidade da oferta e a elasticidade da demanda, dentre outros. 7. A propsito, talorientao alinha-se aos precedentes desta Corte no sentido de ser a imunidade tributria subjetiva constante do art. 150, VI, c, daConstituio aplicvel hiptese de importao de mercadorias pelas entidades de assistncia social para uso ou consumo prprios.Essas entidades ostentam, nessa situao, a posio de contribuintes de direito, o que suficiente para o reconhecimento dobeneplcito constitucional. O fato de tambm serem apontadas, costumeira e concomitantemente, como contribuintes de fato irrelevante para a anlise da controvrsia. (...) 9. Em relao ao tema n 342 da Gesto por Temas da Repercusso Geral do portal do STFna internet, fixa-se a seguinte tese: A imunidade tributria subjetiva aplica-se a seus beneficirios na posio de contribuinte dedireito, mas no na de simples contribuinte de fato, sendo irrelevante para a verificao da existncia do beneplcito constitucional arepercusso econmica do tributo envolvido.

    (Informativo 885 do STF, RE 608872, re. Min. Dias Toffoli, j. 22.2.2017)

  • A Imunidade no tributo indiretoSobre esse assunto o STF j havia se manifestado na Smula 591 que de 1976:

    Smula 591 A imunidade ou a iseno tributria docomprador no se estende ao produtor, contribuinte doimposto sobre produtos industrializados.

  • A Imunidade e as ContribuiesA CF especifica que as imunidades so dos IMPOSTOS, no art.150, VI, CF. No se estende s contribuies

    Tese com Repercusso Geral aprovada em 09/12/2015 Tema209):

    A contribuio para o Finsocial, incidente sobre o faturamentodas empresas, no est abrangida pela imunidade objetivaprevista no art. 150, VI, d, da Constituio Federal de 1988,anterior art. 19, III, d, da Carta de 1967/1969.

  • As obrigaes acessrias e a imunidadeA imunidade dos Impostos, jamais das obrigaes acessrias

    Recurso extraordinrio com repercusso geral. Imunidade recproca.Empresa Brasileira de Correios e Telgrafos. Peculiaridades do ServioPostal. Exerccio de atividades em regime de exclusividade e emconcorrncia com particulares. Irrelevncia. ICMS. Transporte deencomendas. Indissociabilidade do servio postal. Incidnciada Imunidade do art. 150, VI, a da Constituio. Condio de sujeitopassivo de obrigao acessria. Legalidade. (...) 6.A imunidade tributria no autoriza a exonerao de cumprimentodas obrigaes acessrias. A condio de sujeito passivo de obrigaoacessria depender nica e exclusivamente de previso na legislaotributria. 7. (...)(STF, RE 627051/PE - RECURSO EXTRAORDINRIO Relator(a): Min. DIAS TOFFOLI Julgamento: 12/11/2014)

  • Imunidade das entidades assistenciais: O que diz a lei 9532/97

    Art. 12. Para efeito do disposto no art. 150, inciso VI, alnea "c", da Constituio, considera-se imune ainstituio de educao ou de assistncia social que preste os servios para os quais houver sidoinstituda e os coloque disposio da populao em geral, em carter complementar s atividades doEstado, sem fins lucrativos.

    1 No esto abrangidos pela imunidade os rendimentos e ganhos de capital auferidos em aplicaesfinanceiras de renda fixa ou de renda varivel. 2 Para o gozo da imunidade, as instituies a que se refere este artigo, esto obrigadas a atenderaos seguintes requisitos:(...)f) recolher os tributos retidos sobre os rendimentos por elas pagos ou creditados e a contribuio paraa seguridade social relativa aos empregados, bem assim cumprir as obrigaes acessrias dadecorrentes;

  • Imunidade das entidades assistenciais: O que diz a lei 9532/97

    Art. 13. Sem prejuzo das demais penalidades previstas na lei, a Secretaria da Receita Federalsuspender o gozo da imunidade a que se refere o artigo anterior, relativamente aos anos-calendriosem que a pessoa jurdica houver praticado ou, por qualquer forma, houver contribudo para a prticade ato que constitua infrao a dispositivo da legislao tributria, especialmente no caso de informarou declarar falsamente, omitir ou simular o recebimento de doaes em bens ou em dinheiro, ou dequalquer forma cooperar para que terceiro sonegue tributos ou pratique ilcitos fiscais

    Pargrafo nico. Considera-se, tambm, infrao a dispositivo da legislao tributria o pagamento,pela instituio imune, em favor de seus associados ou dirigentes, ou, ainda, em favor de scios,acionistas ou dirigentes de pessoa jurdica a ela associada por qualquer forma, de despesasconsideradas indedutveis na determinao da base de clculo do imposto sobre a renda ou dacontribuio social sobre o lucro lquido.

    Art. 14. suspenso do gozo da imunidade aplica-se o disposto no art. 32 da Lei n 9.430, de 1996.

  • Imunidade das entidades assistenciais: Inconstitucionalidade da Lei 9532/97(...)4. So inconstitucionais, por invadir campo reservado a lei complementar de que trata oart. 146, II, da CF: (i) a alnea f do 2 do art. 12, por criar uma contrapartida que interferediretamente na atuao da entidade; o art. 13, caput, e o art. 14, ao prever a pena sesuspenso do gozo da imunidade nas hipteses que enumera. 5. Padece deinconstitucionalidade formal e material o 1 do art. 12 da Lei n 9.532/97, com a subtraoda imunidade de acrscimos patrimoniais abrangidos pela vedao constitucional de tributar.6. Medida cautelar confirmada. Ao direta julgada parcialmente procedente, com a declaraoi) da inconstitucionalidade formal da alnea f do 2 do art. 12; do caput art. 13; e do art. 14;bem como ii) da inconstitucionalidade formal e material do art. 12, 1, todos da Lei n9.532/91, sendo a ao declarada improcedente quanto aos demais dispositivos legais.

    (STF, ADI 1802/DF - AO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE - Relator: Min. DIAS TOFFOLI. Julgamento: 12/04/2018 - rgoJulgador: Tribunal Pleno Publicao 03/05/2018)

  • Da necessidade da Lei ComplementarTeses com Repercusso Geral - Tema 32

    Os requisitos para o gozo de imu