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SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE · PDF file 2018-11-05 · SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE – CONSEMA Comissão Temática

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  • SECRETARIA DO MEIO AMBIENTE

    CONSELHO ESTADUAL DO MEIO AMBIENTE – CONSEMA

    Comissão Temática de Biodiversidade, Florestas, Parques e Áreas Protegidas

    RELATÓRIO FINAL

    PLANO DE MANEJO DA

    ESTAÇÃO ECOLÓGICA PARANAPANEMA

    17 de outubro de 2018

  • 2 Relatório CTBio – Plano de Manejo da Estação Ecológica de Avaré – 24-07-18

    I – APRESENTAÇÃO

    O presente Relatório sintetiza as informações e as discussões ocorridas no âmbito da CTBio/CONSEMA referentes ao Plano de Manejo da Estação Ecológica de Paranapanema.

    A Estação Ecológica de Paranapanema foi criada em 27/09/1993, por meio do Decreto Estadual nº 37.538, a qual é considerada grande divisor de águas e de bacias hidrográficas importantes para o estado de São Paulo, abrigando inúmeras nascentes e importantes remanescentes de vegetação nativa.

    Além da Estação Ecológica de Paranapanema, existem as seguintes UCs: Floresta de Paranapanema, Estação Ecológica e Floresta de Angatuba, Área de Proteção Corumbataí, Botucatu e Tejupá, Floresta de Avaré I, Floresta de Avaré II e Estação Ecológica Avaré

    A Estação Ecológica de Paranapanema abrange área de : 635,20 hectares, integralmente inserida no município de Avaré, 14 – Alto Paranapanema. A estação possui um dos últimos remanescentes da floresta latifoliada semidecídua do sudoeste paulista, abrigando acervo de flora e fauna, ameaçadas de extinção, e recursos hídricos fundamentais para a economia regional (agricultura irrigada).

    A seguir, no Quadro 1, apresenta-se ficha técnica da Estação Ecológica de Paranapanema, e na Figura 1, respectivamente, mapa de localização regional da UC.

    Quadro 1. Ficha Técnica da Estação Ecológica de Paranapanema.

    Estação Ecológica de Paranapanema

    Legislação Específica

    Decreto Estadual nº 37.538, de 27/09/1993 - Cria a Estação Ecológica de Paranapanema e dá providências correlatas.

    Grupo: Proteção Integral

    Categoria: Estação Ecológica

    Órgão Gestor: Instituto Florestal

    Responsável pela UC: Edgar Fernando De Luca

    E-mail: [email protected]

    Área da UC: 635,2 hectares

    Município abrangido: Paranapanema

    UGRHi: 14 – Bacia Alto Paranapanema

    Situação Fundiária: 100% das terras que compõem a Estação são públicas

    Conselho Consultivo: Designado pela Resolução SMA 137 de 30/10/2017 e empossado em 01/11/2017. Processo SMA 1770/2017.

    Endereço: Não há sede. Para contato: Rua Pernambuco, s/n – Horto Florestal – Braz – Avaré/SP – CEP: 18701-180

    Acesso à UC: Rodovia Raposo Tavares, km 244 – estrada municipal rural para Buri.

    Objetivos

     Proteção do ambiente natural, gerenciamento voltado ao manejo integrado dos recursos, realização de pesquisas básicas e aplicadas e desenvolvimento de programas de educação conservacionista.

    Atributos

     Um dos últimos remanescentes da floresta latifoliada semidecídua do sudoeste paulista, abrigando acervo de flora e fauna, ameaçadas de extinção, e recursos hídricos fundamentais

  • para a economia regional (agricultura irrigada).

    Atrativos

     Trilha dos Jerivás, interpretativa com enfoque no ensino de ciências e educação ambiental, com pontos de observação de temas como ciclo de nutrientes, uso de agrotóxicos, conservação da natureza, preservação das espécies, pesquisa na área ambiental, e recursos hídricos, com contemplação em Mirante do Ribeirão do Faxinal.

    Infraestrutura

     Uma guarita, todas as edificações de apoio ficam na contígua Floresta Estadual de Paranapanema.

    Equipe da UC

     01 chefe de Unidade de Conservação;

     09 funcionários da Floresta de Paranapanema apoiam a gestão.

    Atividades em desenvolvimento

     Manutenção permanente de aceiros, estradas, pontes e cercas;

     Manutenção de estradas, pontes e cercas.

     Controle de invasão de Pinus elliotti ao longo de todo ano.

     Apoio ao desenvolvimento de pesquisas científicas do IF, UNESP, UFSCAR dentre outras instituições – acompanhamento de pesquisadores em campo e manutenção de trilhas de pesquisa.

     Apoio a docentes e alunos de graduação da UNESP e UFSCAR em visita técnica à Unidade.

     Desenvolvimento de pesquisas científicas.

     Ações integradas no âmbito do Sistema Integrado de Monitoramento (SIM), por meio do Plano de Fiscalização Ambiental para Proteção das Unidades de Conservação do Estado de São Paulo, cujo objetivo é sistematizar atuação integrada entre a Coordenadoria de Fiscalização Ambiental (CFA), as unidades de policiamento ambiental, da Polícia Militar do Estado de São Paulo (PAmb), a Fundação para a Conservação e a Produção Florestal do Estado de São Paulo (FF), o Instituto Florestal (IF) e o Instituto de Botânica (IBot), para melhor assegurar os atributos que justifiquem a proteção desses espaços;

  • 4 Relatório CTBio – Plano de Manejo da Estação Ecológica de Avaré – 24-07-18

    Figura 1. Limites da Estação Ecológica de Paranapanema.

    II - HISTÓRICO

    O processo de elaboração do Plano de Manejo da Estação Ecológica de Paranapanema iniciou-se em novembro de 2013, a partir da criação de Grupo de Trabalho responsável pela execução de atividades para esse fim (Portaria do Diretor Geral do Instituto Florestal, de 01/11/2013).

    Até 2017, embora diversos levantamentos e estudos tivessem sido realizados, o Plano não havia sido concluído, assim tendo em vista a instituição do Comitê de Integração dos Planos de Manejo (Resolução SMA nº 93/2017, que alterou a Resolução SMA nº 95/2016) e dos trabalhos para o desenvolvimento de um Roteiro Metodológico para elaboração de Planos de Manejo no estado, foi proposto pelo Instituto Florestal e aprovado pelo Comitê a inclusão da Estação Ecológica de Paranapanema no Projeto Piloto (criado para o desenvolvimento dos trabalhos do Comitê), que passou a ser composto por um total de onze Unidades de Conservação.

    O Comitê é uma instância formada por todos os órgãos do Sistema Ambiental Paulista, que tem como objetivo estabelecer diretrizes e procedimentos, incluindo a uniformização de conceitos e metodologias, para a elaboração, revisão e implantação dos Planos de Manejo das Unidades de Conservação estaduais.

    A inclusão da Estação Ecológica de Paranapanema no Projeto Piloto levou à adequações e ajustes na estrutura do Plano de Manejo da unidade, conforme diretrizes do Roteiro Metodológico em desenvolvimento.

  • Em 24/09/2018, o Plano de Manejo da Estação Ecológica de Paranapanema foi encaminhado ao CONSEMA, tendo sido incluído na pauta da 76ª Reunião da Comissão de Biodiversidade, Florestas e Áreas Protegidas (CTBio) do CONSEMA, em 04/10/2018, ocasião em que foi apresentado e a CETESB - Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB) foi designada como relatora do Plano.

    III - RELATO DOS TRABALHOS DA CTBio

    Na 77ª Reunião da CTBio, o Instituto Florestal (IF) fez a apresentação do Plano de Manejo da Estação Ecológica Paranapanema, o qual foi pautado para apreciação na próxima reunião.

    IV - ESTRUTURA DO PLANO DE MANEJO

    A estrutura adotada, de acordo com o novo Roteiro Metodológico em elaboração pelo Sistema Ambiental Paulista, está voltada à gestão e à compreensão facilitada pelos agentes públicos e sociais.

    Com base nessa reorientação metodológica, o Plano de Manejo da Estação Ecológica Paranapanema contém as informações necessárias à gestão da UC. Em seus anexos, estão contidos o detalhamento em mapas e tabelas.

    O Plano de Manejo está estruturado em três partes: Diagnóstico (Meio Antrópico, Meio Biótico e Meio Físico), Zoneamento (Interno e Zona de Amortecimento1) e Programas de Gestão, contendo os seguintes capítulos:

     INFORMAÇÕES GERAIS DA UC - contatos institucionais, atos normativos, aspectos fundiários, gestão e infraestrutura, infraestrutura de apoio ao uso público, atrativos turísticos e alvos da conservação.

     DIAGNÓSTICO DO MEIO ANTRÓPICO - Cobertura da terra e uso do solo, infraestrutura linear, dinâmica demográfica e socioeconômica, ocupações humanas e populações residentes, história e patrimônio, vetores de pressão e conflitos de uso.

     DIAGNÓSTICO DO MEIO BIÓTICO - Vegetação (fisionomia e estágio sucessional, riqueza, ocorrência de degradação, espécies endêmicas e exóticas, áreas prioritárias para conservação e conectividade) e fauna (riqueza, espécies migratórias, endêmicas, ameaçadas de extinção, exóticas e indicadoras).

     DIAGNÓSTICO DO MEIO FÍSICO - Geologia, geomorfologia, pedologia, climatologia, perigo, vulnerabilidade e risco, águas superficiais, águas subterrâneas e mineração.

     JURÍDICO-INSTITUCIONAL - Instrumentos de ordenamento territorial federais, estaduais e municipais.

     LINHAS DE PESQUISA - Pesquisas em andamento e/ou finalizadas.

     SÍNTESE DO DIAGNÓSTICO - Síntese dos diagnósticos do meio antrópico, meio biótico e meio físico.

     ZONEAMENTO – Zoneamento Interno e Zona de Amortecimento, conteúdo mínimo para termo de compromisso e lista exemplificativa do enquadramento de atividades de infraestrutura conforme nível de impacto.