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Ttulo.

O papel do universitrio farmacutico frente s nov as tendncias e conceitos de sade na Ateno Primria (SUS), na ci dade de Alfenas-MG.

The role of the university pharmacist in the face o f new trends and

concepts of health on Primary Care (SUS), in Alfena s-MG.

Autor. Acadmico Leonardo Ferreira e-mail: leonardo.fe@hotmail.com Orientadora. Profa. Dra. Walnia Aparecida de Souza Universidade Federal de Alfenas-MG Colaboradoras. Professora Doutora Mrcia Helena Cardoso Miranda Po dest Universidade Federal de Alfenas-MG Professora Doutora Olinda Maria Gomes da Costa Vila s Boas Universidade Federal de Alfenas-MG Instituio de Vnculo. Universidade Federal de Alfenas-MG (Unifal-MG) Rua Gabriel Monteiro da Silva, 714. Alfenas/MG. CEP 37130-000 Fone: (35) 3299-1000 . Fax: (35) 3299-1063

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O papel do universitrio farmacutico frente s novas tendncias e conceitos de sade na Ateno Primria (SUS), na cidade de Alfenas-MG.

Leonardo Ferreira

Resumo

Este estudo aborda o papel do aluno do curso de farmcia na ateno bsica sade e a importncia deste profissional nas Unidades Bsicas de Sade, nas farmcias, oferecendo ao paciente uma ateno de qualidade na dispensao de medicamentos, com a ateno farmacutica. O estudo foi realizado de maro a dezembro de 2008, com 62 pacientes sendo 26% do sexo masculino e 74% femininos. Aps o trmino do estgio, foi elaborado um relatrio das atividades desenvolvidas nas visitas domiciliares, onde foram levantadas as caractersticas sociodemogrficas, ndice de massa corprea (IMC) e circunferncia da cintura; procura por pronto-socorro e internaes nos ltimos 12 meses; os medicamentos prescritos e, patologias associadas. Tambm foram analisadas a presso arterial (PA) e adeso ao tratamento pelo mtodo de Fodor (2005). Neste grupo 90% eram hipertensos sendo que destes, 66% estavam com a presso arterial controlada. Os pacientes com controle de PA apresentaram IMC e circunferncia da cintura menor que os no controlados; aqueles tiveram maior ndice de visitas ao pronto-socorro e menor ndice de internaes e maior adeso ao tratamento. No geral houve uma mdia de 6 medicamentos por paciente com um nmero mximo de 18. Essa atividade constituiu-se numa estratgia para a prtica adequada dos servios farmacuticos na ateno primria sade. Palavras-chave: Ateno farmacutica, visita domiciliar, hipertenso, pacientes.

Abstract This study stands out the role of the student of pharmacy on primary health care and his importance of training in basic health units, pharmacies, giving patients a better care in dispensing drugs, like pharmaceutical care. The study was conducted from March to December 2008, with 62 patients (26% male and 74% female). After completion of the internship, a report it was done. In this statement there are data about home visits, sociodemographic characteristics, Body Mass Index (BMI) and waist circunference; demand for emergency room and hospital admissions in the last 12 months, drugs prescribed and associated diseases. It was also analyzed blood pressure (BP) and join to treatment by the method of Fodor (2005). In this group 90% had hypertension (66% were controlled blood pressure and 34% uncontrolled). Patients with controlled BP had a BMI and waist circumference less than the uncontrolled Blood Pressure patients. Also they (controlled BP patients) had higher rates of visit to the emergency centre, lower rate of hospital admissions and better treatment adhesion. In general, there was an average of 6 medications per patient with a maximum of 18. This activity was part of a strategy for the proper practice of pharmaceutical services in primary health care. Keywords: Pharmaceutical care, home visits, hypertension, patients.

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Sumrio

Introduo----------------------------------------- ----------------------------------------------03

Material e Mtodo---------------------------------- -------------------------------------------06

Caracterizao da populao estudada--------------------------------------------------06

Aferio da presso arterial------------------------------------------------------------------06

Anlise da presso arterial-------------------------------------------------------------------07

Adeso ao tratamento-------------------------------------------------------------------------07

Material educacional---------------------------------------------------------------------------08

Resultados e Discusso----------------------------- ---------------------------------------09

Concluso------------------------------------------ ---------------------------------------------21

Referncias Bibliogrficas------------------------- ----------------------------------------22

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Introduo

Os cursos de farmcia no Brasil, aps recentes alteraes regulatrias

(BRASIL, 2002), tm por objetivo a formao de um farmacutico generalista,

apto para atuar em qualquer rea da profisso farmacutica, seja ela

assistencial, de anlises clnicas, de indstria ou de alimentos. As instituies

de ensino superior devem pr em prtica o novo currculo para a formao do

farmacutico generalista a partir do ano de 2004. Essas novas diretrizes visam,

ainda, a um novo perfil de profissional, mais voltado relao com o usurio de

medicamentos e menos tecnicista. Tais alteraes j foram apontadas por

outros autores (PETRIS, 1999) como necessrias construo de uma prtica

farmacutica socialmente mais responsvel.

Durante sua formao, o aluno do curso de farmcia deve cumprir uma

carga horria referente a atividades tericas e prticas. As atividades prticas

so desenvolvidas principalmente durante os estgios curriculares, que devem

atingir 20% da carga horria total do Curso de Graduao em Farmcia

(BRASIL, 2002). Esse estgio pode ser realizado na prpria Instituio de

Ensino Superior (IES) ou fora dela, em instituies/empresas conveniadas

IES, com orientao docente e superviso local (ROSSIGNOLI et al., 2003).

O estgio voltado formao do farmacutico comunitrio pode ser

desenvolvido em uma Unidade Bsica de Sade. Nestas Unidades, geralmente

tem uma farmcia de dispensao de medicamentos do SUS, proporcionando

aos estagirios de farmcia, vivncia profissional, atravs da prestao de

servios farmacuticos comunidade externa IES. As atividades

desenvolvidas por essa farmcia podem estar restritas a uma rea especfica

da prtica farmacutica (ex. dispensao de medicamentos) ou relacionadas,

simultaneamente e de forma integrada, a diferentes reas dessa prtica, como

a ateno farmacutica com visita domiciliar. Tem-se a hiptese de que o

perodo de estgio determinante na opo do aluno por sua futura rea de

atuao profissional.

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Em determinados pases, cada vez mais os pacientes usam tratamentos

complexos em centros de sade ou em suas casas. Essa mudana ocorre por

razes diversas, tais como o aumento do nmero de pessoas idosas e a

tendncia de encurtar o perodo de tratamento hospitalar. Por isso, acredita-se

que a ateno farmacutica se estender alm do estabelecimento da farmcia

e que os farmacuticos tendero a colaborar entre si para garantir a

continuidade desta prestao de servios (OMS, 1993).

A Visita Domiciliar um dos instrumentos mais indicados prestao

de assistncia sade, do indivduo, famlia e comunidade e deve ser

realizada mediante processo racional, com objetivos definidos e pautados nos

princpios de eficincia. uma prtica antiga na rea da sade, e atualmente,

est sendo resgatada em funo das novas polticas pblicas, que incentivam

maior mobilidade do profissional (MATTOS, 1995).

Segundo Mattos (1995), evidencia-se a amplitude da Visita Domiciliar na

rea da sade, permitindo avaliar, desde as condies ambientais e fsicas em

que vivem o indivduo e sua famlia, at assistir os membros do grupo familiar,

acompanhar o seu trabalho, levantar dados sobre condies de habitao e

saneamento, alm de aplicar medidas de controle nas doenas transmissveis

ou parasitrias.

Tambm deve ser considerada no contexto de educao em sade por

contribuir para a mudana de padres de comportamento e,

conseqentemente, promover a qualidade de vida atravs da preveno de

doenas e promoo da sade. Garante atendimento holstico por parte dos

profissionais, sendo, portanto, importante a compreenso dos aspectos psico-

afetivo-sociais e biolgicos da clientela assistida (ROSSIGNOLI et al., 2003)

Os servios farmacuticos implicam, igualmente, o envolvimento em

atividade de promoo da sade e preveno de doenas nas populaes.

Quando o tratamento necessrio, o farmacutico deve assegurar-se, em

relao a cada paciente, da qualidade do processo de uso dos medicamentos,

de modo a conseguir o mximo efeito teraputico e evitar reaes adversas

indesejveis. Isto pressupe que tendo em vista os resultados teraputicos, os

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farmacuticos aceitem partilhar responsabilidades com outros profissionais de

sade e com os prprios pacientes (OMS, 1993).

No mbito de assistncia a sade cabe entre outras a atividade de

ateno farmacutica que parte integrante e pertencente profisso

farmacutica desenvolvido pelo profissional e por estudantes universitrios

sobre o paciente ou usurio de medicamentos.

Na prtica, os farmacuticos responsabilizam-se em resolver ou

melhorar o problema de sade do paciente, atravs do fornec