Transplante Card­aco Prof. Tereza Cristina Felippe Guimar£es

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  • Transplante Cardaco Prof. Tereza Cristina Felippe Guimares
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  • Transplante Cardaco Terapia aceita para doenas cardacas em estgio final. 3 1976 primeiro Tx cardaco pelo Dr. Christian Barnard na frica do Sul; 3 progresso lento nesta dcada - resultados desfavorveis; 3 rtimo maior na dcada de 80 ( droga imunossupressora resultados melhores); 3 30 anos de experincia; 3 realizado em mais de 50 mil pacientes em todo mundo (OMS); 3 4 mil procedimentos / ano;
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  • Cirurgia cardiovascular Dcada de 60 fase moderna - prtica do corao-pulmo artificial. Dcada de 60 fase moderna - prtica do corao-pulmo artificial. Considera-se como procedimento padro a tcnica cirrgica original ortotpico: substituio do corao do receptor pelo corao do doador. Outras tcnicas: 3 heterotpico: corao do receptor em paralelo com o do doador ambos em funcionamentos; 3 heterlogo: substituio do corao humano pelo de um animal.
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  • A Cardiologia... Evoluo da medicina: 3 recursos diagnsticos 3 abordagem teraputica expectativa e qualidade de vida melhorada Mtodo mais eficaz de correo do dficit da bomba cardaca a substituio do corao insuficiente por outro. escassez de doadores estimulou a retomada do desenvolvimento de pesquisas e novas tecnologias luta contra a carncia de rgos e no contra a dificuldade de tratar o rgo transplantado.
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  • 3 Os pacientes candidatos ao Tx incluem- se numa sndrome que cresce mundialmente - Insuf. Cardaca sistlica crnica; 3 Grave problema de sade pblica e seu controle uma das prioridades da OMS; 3 Principais causas de internao; 3 Altas taxas de mortalidade (40% ao ano); 3 O no-transplantado representa uma despesa muito maior para a sociedade; 3 O transplante investimento, representa economia em vez de gasto.
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  • Indicao do Transplante Cardaco O Tx. Cardaco est indicado nos portadores de cardiopatia associados a prognstico reservado a curto prazo. Fatores prognsticos: quadro clnico, frao de ejeo do VE, etiologia isqumica ou chagsica da cardiopatia, concentraes sricas de sdio, noradrenalina, bilirrubinas, enzimas hepticas, capacidade funcional e presena de arritmias complexas.
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  • Critrios de indicao 1) Indicao definida ] VO2 mx em exerccios
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  • Critrios de indicao - cont. 2) Indicao provvel ] VO2 mx < 14ml/Kg/min ] Instabilidade clnica da ICC com mltiplas internaes apesar do tratamento com FVE < 30% 3) Indicao inadequada ] FVE > 30% ] Classe funcional III/IV sem otimizao teraputica ou com precipitantes 4) ndices auxiliares para indicao: norepinefrina srica > 700-900pg/ml; Na + 700-900pg/ml; Na +
  • Contra-indicaes 3 Hiper-resistncia pulmonar > 6U Wood ou PAP > 60mmHg; 3 Doenas sistmicas que por si s comprometam a sobrevida ou associada a grande morbidade: neoplasias no consideradas curadas, diabetes de difcil controle associada a retinopatia ou insuf. Renal, doena vascular difusa, insuf. renal, insuf. heptica, TEP e infarto pulmonar so em geral contra-indicaes transitrias, etc. 3 Comprometimento da aderncia ao protocolo aps o transplante; 3 Leses no esclarecidas; 3 Doenas que podem piorar com a medicao imunossupressora
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  • Preparao...
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  • CONSULTA DE ENFERMAGEM Rotina de Enfermagem no ambulatrio do departamento de Transplante Cardaco 1 o passo: aps a 1 a consulta mdica o paciente ser encaminhado para Consulta de Enfermagem 1 a Consulta de Enfermagem 3 Anamnese: Histrico de Enfermagem (impresso prprio) 3 Exame fsico 3 Diagnstico de Enfermagem (impresso prprio) 3 Prescrio de cuidados a serem desenvolvidos em casa.
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  • 2 a Consulta de Enfermagem Realizar novo Exame Fsico 3 Avaliar se houve aderncia ao tratamento 3 Se houver aderncia ao tratamento, fazer encaminhamento para servio de nutrio, servio social, sade mental, Odontologia, Urologista (sexo masculino), ginecologia (para a paciente e para esposa do paciente) e dever ser encaminhado para realizao das vacinas (hepatite B soro- negativo, hepatite A soro- negativos, pneumococo, DT- difteria e ttano, Influenza contato familiares tambm, varicela soro- negativo); 3 Agendamento com 03 membros da famlia para iniciar o treinamento dos cuidadores.
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  • 3 a Consulta de Enfermagem Rever os pareceres dos encaminhamentos Orientar e treinar 03 membros da famlia sero os cuidadores Agendar a visita domiciliar 4 a Consulta de Enfermagem Visita Domiciliar junto com Servio Social (seguir check list de visita) Visita Domiciliar junto com Servio Social (seguir check list de visita) Checar com equipe mdica os resultados dos Exames Encaminhamento para o Cirurgio com Sumrio preenchido Checar com equipe mdica os resultados dos Exames Encaminhamento para o Cirurgio com Sumrio preenchido
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  • 5 a Consulta de Enfermagem 3 Assinar o Termo de Consentimento 2 passo: Encaminhar a inscrio (preenchida pelo mdico) do paciente para Central Estadual de Transplante. 3 passo: Agendamento da consulta de Enfermagem mensal para paciente preparado 3 passo: Agendamento da consulta de Enfermagem mensal para paciente preparado
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  • O paciente transplantado... A enfermeira tem um papel fundamental na manuteno da sade e recuperao do receptor no ps-operatrio. A enfermeira tem um papel fundamental na manuteno da sade e recuperao do receptor no ps-operatrio. A enfermeira da unidade de tratamento intensivo responsvel pelo acompanhamento dos pacientes transplantados no ps-operatrio imediato, planejando uma assistncia sistematizada. A enfermeira da unidade de tratamento intensivo responsvel pelo acompanhamento dos pacientes transplantados no ps-operatrio imediato, planejando uma assistncia sistematizada. Devemos manter o tratamento focalizando o paciente, e no o rgo, valorizando assim as necessidades humanas. Devemos manter o tratamento focalizando o paciente, e no o rgo, valorizando assim as necessidades humanas. META: qualidade e preservao da vida a fim de reintegr-lo sociedade. META: qualidade e preservao da vida a fim de reintegr-lo sociedade.
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  • Sistematizao da assistncia OBJETIVO: monitorizar nvel de conscincia INTERVENO: realizar exame fsico avaliando e registrando nvel de conscincia (baixo dbito cardaco pode levar a hipxia tecidual) INTERVENO: atentar para crise convulsivas e sinais de complicaes neurolgicas como: tremores, cefalia, confuso mental e parestesia das extremidades (complicaes neurolgicas variadas podem ocorrer e dependem de fenmenos emblicos, metablicos, hidroeletrolticos, estabilidades circulatrias ou infecciosas). INTERVENO: observar e registrar sinais de delrio, depresso reativa, confuso mental e irritabilidade.
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  • OBJETIVO: monitorizar padro respiratrio INTERVENO: controlar parmetros respiratrios e observar sinais de edema pulmonar INTERVENO: controlar parmetros do aparelho de ventilao mecnica INTERVENO: averiguar sinais de hipoxemia INTERVENO: aspirar VAS e traqueal INTERVENO: realizar ausculta pulmonar INTERVENO: estimular aos exerccios respiratrios Sistematizao da assistncia
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  • OBJETIVO: monitorizar padro hemodinmico INTERVENO: monitorar continuamente o rtmo cardaco (os distrbios do ritmo so freqentemente encontrados no ps-op. Imediato do Tx.). INTERVENO: controlar nveis de PAM aproximadamente em torno de 80mmHg (a ciclosporina induz hipertenso por aumentar a resistncia vascular perifrica e apresentar efeitos nefrotxicos). INTERVENO: monitorar rigorosamente nveis pressricos. INTERVENO: avaliar presena de sangramento em coletores e ferida cirrgica. INTERVENO: atentar para sinais de derrame pericrdio (ocorrem em cerca de 40% dos pacientes durante os trs primeiros meses). Sistematizao da assistncia
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  • Continuao INTERVENO: avaliar sinais de tamponamento cardaco, hematomas, pneumotrax... (os pacientes transplantados tm risco maior de sangramento que outros pacientes cirrgicos. O saco pericrdico maior do que o normal devido disteno para acomodar o corao aumentado). INTERVENO: observar sinais de infarto com ausncia de dor ( comum na aterosclerose acentuada manifestada por morte sbita ou insuficincia cardaca). Sistematizao da assistncia
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  • OBJETIVO: monitorizar padro infeccioso INTERVENO: controlar e avaliar hipertermia. INTERVENO: atentar aos aparecimento dos sinais de infeco (febre, dor, rubor e temperatura local). INTERVENO: avaliar sinais de traqueobronquites, sinusites e pneumonias. INTERVENO: identificar sinais de flebite, calafrios, tremores e alteraes leucocitrias. INTERVENO: observar sinais de febre, secreo purulenta em ferida cirrgica e dor torcica. INTERVENO: proceder a lavagem das mos antes e aps os procedimentos. INTERVENO: realizar higiene oral de 4/4 horas (a ciclosporina pode acarretar hiperplasia da gengiva). Sistematizao da assistncia
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  • OBJETIVO: monitorizar equilbrio hidroeletroltico e hormonal INTERVENO: controlar diurese horria ( a disf. renal decorre no agravamento de uma funo renal j comprometida por alteraes hemodinmicas importantes e, principalmente, pela ao nefrotxica da ciclosporina). INTERVENO: analisar valores laboratoriais de creatinina e uria INTERVENO: avaliar sinais de alterao do clcio e magnsio INTERVENO: atentar para alteraes gastrintestinais INTERVENO: pesar diariamente Sistematizao da assistncia
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  • OBJETIVO: monitorizar padro nutricional INTERVENO: estimular a ingesto de dietas ricas em calorias, protenas, vitamin