Turbo Oficina 5

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Depois das férias é a altura certa para tomar decisões. Por isso, este mês temos um dossier dedicado ao material e equipamento oficinal. Saiba quanto custa equipar ou reequipar a sua oficina. Mas mostramos-lhe também o que dizem os especialistas europeus sobre o aftermarket na Europa em 2020. Temos trabalhos técnicos sobre Common-Rail, filtro de partículas e AdBlue, além de termos visitado importantes empresas do setor. O protagonista deste mês é uma das principais figuras do aftermarket nacional: Joaquim Candeias, administrador da Blue Print. Há muito para ler nesta edição. Não perca.

Text of Turbo Oficina 5

  • N.5 | SETEMBRO 2012 | 2,2

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    publicaO MeNSal

    As exigncias so cada vez maiores e isso implica investimento, tanto a equipar como a reequipar a oficina. Fizemos as contas aos principais equipamentos e ferramentas e dizemos-lhe quanto custa tudo o que precisa.

    QUANTO CUSTAEQUIPAR UMA OFICINA

    EstudoCOMO OS ESPECIAlISTAS

    PROjETAM O AFTERMARkETPARA 2020

    TUdO O QUE dEvE SAbER SObRE COMMON-RAIl, AdblUE

    E FIlTRO dE PARTCUlAS

    Protagonista jOAQUIM CANdEIAS,

    AdMINISTRAdOR dA blUE PRINT

  • ssumrio

    setembro 2012 | TURBO OFICINA 3

    PROPRIEDADE E EDITORATERRA DE LETRAS

    COMUNICAO UNIPESSOAL LDANPC508735246

    CAPITAL SOCIAL 5000 CRC CASCAIS

    SEDE, REDAO, PUBLICIDADE E ADMINISTRAO

    AV. TOMS RIBEIRO 129, EDIFCIO QUINTA DO JAMOR, SALA 11, 2790-466 QUEIJAS

    TELEFONES 211 919 875/6/7/8FAX 211 919 874

    E-MAIL OFICINA@TURBO.PT

    DIRETORJLIO SANTOS

    juliosantos@turbo.pt

    DIRETOR ADJUNTOANTNIO AMORIM

    antonioamorim@turbo.pt

    EDITOR-CHEFECLUDIO DELICADO

    claudiodelicado@turbo.pt

    RESPONSVEL TCNICOMARCO ANTNIO

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    REDAOANDR BETTENCOURT RODRIGUES

    andrerodrigues@turbo.ptMIGUEL GOMES

    miguelgomes@turbo.ptRICARDO MACHADO

    ricardomachado@turbo.ptTIAGO BELIM

    tiagobelim@turbo.ptTIAGO PALMA

    tiagopalma@turbo.pt

    DIRETORA COMERCIALANABELA MACHADO

    anabelamachado@turbo.pt

    EDITOR DE ARTE E INFOGRAFIARICARDO SANTOS

    ricardosantos@turbo.pt

    PAGINAO

    LGIA PINTO

    FOTOGRAFIAJOS BISPO

    josebispo@turbo.pt

    SECRETARIADO DE REDAOSUZY MARTINS

    suzymartins@turbo.pt

    COLABORADORESFERNANDO CAR VALHOGUILLERMO DE LLERA

    JOO ALMEIDAJORGE LIZARDO NEVES

    MANUEL GAMEIROMIGUEL ASCENSO

    PARCERIASCENTRO ZARAGOZA

    4FLEETTTT - TECHNICAL TRAINING TEAM

    IMPRESSOLISGRFICA

    CASAL DE STA. LEOPOLDINA,2745 QUELUZ DE BAIXO

    DISTRIBUIOVASP-MLP, MEDIA LOGISTICS PARK,

    QUINTA DO GRANJAL-VENDA SECA 2739-511 AGUALVA CACM

    TEL. 214 337 00contactcenter@vasp.pt

    GESTO DE ASSINATURASVASP PREMIUM, TEL. 214 337 036,

    FAX 214 326 009, assinaturas@vasp.pt

    TIRAGEM13 500 EXEMPLARES

    REGISTO NA ERC COM O N. 126 195 DEPSITO LEGAL N. 342282/12 ISSN N. 2182-5777

    INTERDITA A REPRODUO, MESMO QUE PARCIAL, DE TEXTOS, FOTOGRAFIAS

    OU ILUSTRAES SOB QUAISQUER MEIOS E PARA QUAISQUER FINS, INCLUSIVE COMERCIAIS

    N. 5 | setembro 2012

    PROTAGONISTA Joaquim Candeias. Blue Print P.6

    REVISO As novidades do mercado. P.12

    ESPECIALISTA O aftermarket em 2020. P.22A CLEPA e o futuro. P.26Os mecnicos da ASM Team. P.28Mann-Hummel. P.32Cosimpor. P.34TRK Consultores. P.36Autodata. P.38Gesto de frotas. P.40

    4RAIO XToyota GT-86. P.48Volvo V40. P.50Motor biturbo da Audi. P.51Fornecedores do Audi A3. P.52

    5RadarAtendimento e reclamaes. P.54Inspees de motos e semi-reboques. P.58Espao jurdico. P.61

    6 REPARAO Common Rail. P.62Filtro de partculas. P.66Aparelhos e pintura. P.68Manuteno Fiat Punto. P.71

    7AMBIENTE AdBlue. P.72

    8 PNEUS Stocks que no podem faltar. P.76

    9 PESADOS Coperol. P.78ACXXI. P.81

    10 LOJA P.82

    DOSSIER equipar a oficina . P.42Equipar uma oficina um investimento pesado mas fundamental. Mostramos-lhe quanto custa equipar (de novo ou reequipar) uma oficina, consoante a necessidade de equipamentos de cada empresa.

  • 24 TURBO OFICINA | setembro 2012

    este regresso de frias h pelo menos duas coisas que no mudaram: o tema de abertura dos telejornais e, inevitavelmente, o foco na sobrevivncia dos nossos negcios. As duas coisas no devem (no podem), porm, confundir-se; estes so tempos marcados pela incerteza, por vezes pelo desespero, mas em momento algum devemos desviar-nos do essencial que pensar o futuro.E mesmo que, cada vez mais, essa definio de estratgias seja feita a lpis foroso que no nos deixemos condicionar por apreciaes conjunturais que, inevitavelmente, acabam por nos desviar dos objetivos traados.Em todo este processo a informao desempenha um papel fulcral. por isso que nesta edio preparmos para si dois artigos de leitura obrigatria:

    o dossier relativo modernizao de uma oficina e um estudo de peritos internacionais sobre o futuro do Aftermarket na Europa. So dois documentos essenciais e que, de alguma forma se complementam no sentido em que ambos definem a modernizao como a ferramenta essencial para o sucesso.Todos os dias ouvimos dizer que esto a fechar estruturas, muitas delas com uma histria importante. Mas antes de lamentarmos importante avaliarmos o porqu dessa queda no abismo. E a resposta est na quantidade de notcias que nos chegam, tambm, de empresas que se modernizaram e que, mesmo no contexto atual, conseguem ter sucesso. Se olharmos para a aparente contradio destes trajetos salta vista que as segundas triunfaram precisamente onde as primeiras falharam: na procura da diferenciao, na intransigente aposta na qualidade, na busca obsessiva pelas melhores prticas.O estudo que apresentamos mostra, sem margem para dvidas que, no futuro s haver lugar para os melhor preparados. Para aqueles que souberem usar a informao que tm ao dispor e que forem capazes de acompanhar os novos tempos.

    E

    EDITORIALDesafios claros

    Jlio Santos DIRETOR juliosantos@turbo.pt

    A informao desempenha um papel fulcral nos dias de hoje e s quem a souber usar tem futuro neste mercado cada vez mais exigente.

    N

  • 21 PROTAGONISTA

    6 TURBO OFICINA | SETEMBRO 2012

    PROTAGONISTA1

  • 21 PROTAGONISTA

    SETEMBRO 2012 | TURBO OFICINA 7

    Joaquim Candeias.Tivemos o melhor julho de sempe em Portugal um super-administrador na Blue Print, com responsabilidade pelos mercados de quatro pases, entre eles Portugal, onde a empresa continua a crescer. Fala-nos da sua estratgia para a empresa, do futuro, mas traa um perfil do setor em Portugal. Apesar da agitao da vida profissional ainda tem tempo para defender o aftermarket na Diviso de Peas e Acessrios Independente da ACAP (DPAI).

    E m pleno Agosto a Blue Print no pra e Joaquim Candeias, administrador da empresa em Portugal, Inglaterra, Itlia e Espanha tambm no. Entre

    telefonemas e e-mails os poucos dias de frias servem apenas para mudar rotinas e descansar um pouco. hora marcada recebe-nos no seu gabinete, no primeiro andar das instalaes da empresa na Venda do Pinheiro. , sem dvida, o seu gabinete, com vrios objetos pessoais e uma curiosa caricatura sua a jogar tnis. a forma de se sentir mais em casa, j que passa cerca de 12 horas no escritrio. Isto quando no est numa das suas muitas viagens de trabalho. De uma educao exemplar, o homem dos carros orientais, mas sobretudo um homem do aftermarket. Olha para o setor sempre com um olhar positivo e construtivo e isso ajudou a que fosse convidado para coordenar a comisso de fabricantes de peas da ACAP. Orgulha-se da empresa que dirige e o que aprendeu com o pai est a passar ao filho. O futuro v-o com otimismo. um homem do aftermarket e j leva um percurso longo. Lembra-se como tudo comeou?Comecei na Jotapeas, a empresa que o meu

    pai criou. Importvamos peas diretamente do Japo para carros da Nissan, atravs do fornecedor principal que era a TMY. Mas o tempo de entrega era muito demorado. Os prazos em algumas linhas de produto ultrapassavam os 12 meses e a dificuldade era enorme em ter entregas capazes e, s isso, mostra como o mercado era bem diferente, especialmente num nicho de mercado como o dos carros asiticos. Como sobreviveram a essas dificuldades?Em 1994 encontrei a ADL Reino Unido que era idntica Jotapeas mas com uma dimenso completamente diferente. Eles estavam a lanar uma marca prpria, a Blue Print e ento comecei a utilizar a ADL como fornecedor de recurso, onde ia buscar o que no conseguia importar diretamente. Nessa altura a ADL estava vocacionada para o mercado britnico e no estava muito preparada para exportar. A partir da comemos a desenvolver um modelo de negcio. Eu tinha situaes que me era impossvel importar algumas referncias para o mercado nacional porque as quantidades mnimas exigidas eram elevadas para a procura que havia em Portugal.Atravs da ADL j fazia sentido, tinham uma dimenso muito maior e comecei a alargar muito o

    leque de referncias no aftermarket, o que me deu uma vantagem grande em Portugal. O passo seguinte foi comear a juntar as minhas encomendas s deles e a comprar ao mesmo preo. A partir de certa altura abandonei a importao direta do Japo e comecei a importar Blue Print, com uma imagem prpria, com catlogos e todas essas facilidades, passando a ser o representante legal em Portugal. Mas essa parceria com a ADL foi sempre avanando. At onde?Como falo vrias lnguas, em 2001 comecei a desenvolver Espanha, como uma espcie de freelancer na ADL, para tentar criar um mercado ibrico. Em 2003, o chairman da ADL, com quem tinha uma relao muito boa, faz-me um convite para o visitar em Inglaterra para encontrarmos uma maneira de potenciar o negcio em Portugal j que ele via aqui uma oportunidade. Eu tinha a minha capacidade financeira prpria e o meu timing e ele achava que podia ser tudo mais rpido porque tinha um poder financeiro maior. Falmos de vrias hipteses, mas chegmos a um acordo de eu entrar como administrador, sendo aqui o responsvel mximo da sucursal portuguesa e do mercado ibrico. Em Setembro de 2003 acertmos tudo e a Blue

    TEXTO CLUDIO DELICADO FOTOS JOS BISPO

  • 8 TURBO OFICINA | SETEMBRO 2012

    21 PROTAGONISTA

    Print arrancou em Portugal em Janeiro de 2004. A Jotapeas fui mantendo, mas vendi uns anos mais tarde. Ainda assim era um negcio arriscado. Os carros asiticos eram um nicho de mercado. O que o fez avanar? Houve algu