UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS PROGRAMA DE .2016-05-03 · Tocantins – UFT, Campus Universitário

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  • UNIVERSIDADE FEDERAL DO TOCANTINS

    PROGRAMA DE PS-GRADUAO EM LETRAS PPGL

    MESTRADO EM ENSINO DE LNGUA E LITERATURA MELL

    ROSEMEIRE PARADA GRANADA MILHOMENS DA COSTA

    CRENAS SOBRE O PROFESSOR DE LNGUA INGLESA: UMA ANLISE DE

    DIFERENTES RELAES ESTABELECIDAS EM ATOS DE FALA DE

    PROFESSORES EM PR-SERVIO

    ARAGUANA-TO

    2014

  • ROSEMEIRE PARADA GRANADA MILHOMENS DA COSTA

    CRENAS SOBRE O PROFESSOR DE LNGUA INGLESA: UMA ANLISE DE

    DIFERENTES RELAES ESTABELECIDAS EM ATOS DE FALA DE

    PROFESSORES EM PR-SERVIO

    Dissertao de Mestrado apresentada banca do Programa de

    Ps-Graduao em Letras - PPGL, Mestrado em Ensino de

    Lngua e Literatura MELL, da Universidade Federal do

    Tocantins UFT, Campus Universitrio de Araguana, como

    requisito final para a obteno do ttulo de Mestre, sob a

    orientao da Prof. Dra. Janete Silva dos Santos e co-

    orientao da Prof. Dra. Valria da Silva Medeiros.

    ARAGUANA-TO

    2014

  • Ao meu marido,

    incondicionalmente

    meu maior incentivador.

    Aos meus filhos,

    incondicionalmente

    minha vida.

  • APRENDERES DE LNGUAS

    Sempre que h o ensinado

    No necessariamente haver o

    aprendido.

    Quando aparecer o aprendido,

    ele no forosamente ser

    o produto do ensinado.

    Mas esse mesmo aprendido

    poder, em alguma ocasio,

    ser sim o resultado do ensinado.

    Surge ento nesse cenrio

    A Krasheniana questo

    de que aprender no coisa

    de ser uma coisa s:

    h o aprender aprendido e

    o aprender adquirido.

    O primeiro, consciente,

    e amante de regras

    que nos deixam sem prvio sinal.

    O segundo, adquirido,

    se instala em ns despercebido

    e se revela depois na fluncia

    e na longa e sustentada competncia.

    Da j pensarmos, como que por

    providncia, que nosso ensino pode

    ter s o aprender

    ou chamar o adquirir.

    Mas esperar no devemos

    Porque quando ensinamos

    para um desses dons de aprender

    aquilo que foi desejado

    nem sempre ser o alcanado.

    E tambm quando ensinamos

    sem saber nosso endereo poderemos,

    (e tambm podero os alunos),

    alcanar qualquer dos dois.

    Se temos um dia de esconder nosso

    amor pela forma,

    Nosso ensino

    (e materiais e teses)

    Podero nos revelar,

    embora aprendiz

    possa nem perceber

    qual dos dois aprenderes

    ocorre dentro de si.

    Muitas vezes dizemos

    que ensinamos assim

    (e assim que deveras nos sentimos)

    Mas o que de fato ocorre

    e o que dele enfim resulta

    no mesmo o que cremos,

    (e o que em verdade queremos),

    Mas o que deveras fazemos.

    Nossa prtica nos trai!

    Para que o alunos possa ganhar

    Ter de tornar-se no jogo

    nosso scio e cmplice leal.

    Seja l o caso que for,

    mestre e aluno, igual,

    podem crescer

    na conscincia e na ao,

    de tal forma

    (e de no menos sentido!)

    que eles possam ter, em parte,

    o controle dessa arte.

    Jos Carlos Paes de Almeida Filho

    (2005)

  • AGRADECIMENTOS

    A Deus, meu Pai! Pelo cuidado e amor com que tem conduzido minha vida a cada

    dia. Pelas oportunidades que me proporciona a fim de que eu possa realizar meus sonhos.

    Ao meu marido, Wande, por apoiar todos os meus sonhos, at, ou principalmente, os

    mais audaciosos. Por um dia ter me dito que eu conseguiria vencer mais essa! Pelas noites

    cuidando dos nossos filhos enquanto eu estava fora de casa, pelas lgrimas que deixou que

    cassem, mas que ao final dizia: Pronto! Agora vamos recomear.... No sei se teria tido

    foras sem o seu apoio, seu entusiasmo e sua confiana em mim. Por tudo isso e por uma

    infinidade de outras situaes nas quais voc esteve sempre ao meu lado durante essa fase de

    mestrado, por me ouvir, me ajudar e viver essa dissertao junto comigo, muito obrigado no

    o suficiente, Te Amo!

    Aos meus filhos, Gabriela e Otavio, que me acompanhavam toda semana at a

    rodoviria e prometiam que se comportariam na minha ausncia. Pelas atividades das quais os

    privei para que eu pudesse terminar esse programa de mestrado. Pelo abrao forte e mais

    gostoso do mundo a cada vez que eu voltava para casa. Amores, agora vamos correr atrs do

    tempo perdido. Amo vocs!

    s minhas orientadoras, Prof. Dra. Janete Silva dos Santos e Prof. Dra. Valria da

    Silva Medeiros por dividirem seu conhecimento. Pela disponibilidade para esta orientao em

    um momento delicado deste trabalho. Pela dedicao e empenho a fim de que eu pudesse

    concluir esta pesquisa. Pela tranquilidade nos momentos em que a ansiedade tomava conta de

    mim. Enfim, por tudo isso meu muito obrigado!

    s professoras Dra. Karylleila dos Santos Andrade, Dra. Morgana Cambrussi e Dra.

    Carine Haupt, que participaram da minha banca de Exame de Qualificao e de Defesa e

    contriburam muitssimo para o aprimoramento deste trabalho com relevantes sugestes.

    Aos professores do Programa de Ps-graduao em Letras: Ensino de Lngua e

    Literatura, por compartilharem seus conhecimentos.

    Ao Centro Universitrio Unirg, em especial ao meu amigo e coordenador do curso de

    Letras Prof. Alexandre Peixoto, que no mediu esforos para me ajudar com toda a

    documentao necessria para que meu pedido de afastamento para capacitao fosse aceito.

    Aos acadmicos do curso de Letras do Centro Universitrio Unirg, desde aqueles que

    me apoiaram com um sincero boa sorte professora at aqueles que se dispuseram a

    contribuir efetivamente com essa pesquisa.

  • minha amiga Maria Elaine Mendes com quem dividi viagens, quartos de hotel,

    risos e lgrimas. Foram aulas, congressos e muitos estudos dos quais participamos sempre

    juntas! Foram muitas conversas e desabafos e por muitas vezes camos na gargalhada, penso

    que esta tenha sido nossa vlvula de escape. Aprendi e sempre aprendo muito com voc.

    Muito obrigada por ter dividido comigo esta experincia acadmica e principalmente obrigada

    por fazer parte da minha vida.

    Aos meus pais, Nelson e Conceio, e aos meus irmos, Rogrio e Renato, que

    mesmo estando, geograficamente, longe, me apoiam e me encorajam.

    bab dos meus filhos, Ivone, que cuida, e mais que isso, ama meus filhos. Muito

    obrigada por estar sempre perto dos meus pequenos durante minhas viagens.

    E finalmente queles que pensaram que os obstculos seriam maiores do que minha

    fora de vontade, muito obrigada. Muitas vezes as atitudes negativas de algumas pessoas vm

    para nos fortalecer e nos fazerem crescer mais e mais.

  • RESUMO

    O processo de formao inicial de professores de LI vai orientar a futura conduta docente,

    bem como a imagem que esse futuro profissional vai cultivar de si enquanto professor. Assim,

    conhecer e interpretar as crenas que envolvem esse processo, problematizando-as, pode ser

    um caminho de intervenes favorveis na formao de profissionais atuantes nesta rea.

    Segundo Vieira-Abraho (2004, p.131), professores e alunos-professores, quando em contato

    com o conhecimento terico-prtico nos cursos de formao, fazem uma leitura particular, o

    que traz reflexos para a construo de sua prtica pedaggica. Para Williams (2001, p. 121),

    os futuros professores iniciam os programas de graduao pr-servio com ampla bagagem

    pessoal, bagagem esta que precisa, a seu ver, ser desempacotada antes de ser

    reconstruda. Portanto, este trabalho apresenta uma investigao realizada por meio da

    anlise das crenas presentes nas narrativas de professores de LI em pr-servio buscando

    identificar, de acordo com esses sujeitos, qual a imagem do professor de LI assumida por eles.

    A pesquisa foi realizada em um Centro Universitrio situado no sul do Tocantins e teve como

    participantes dois grupos de graduandos em Letras, buscando responder aos seguintes

    questionamentos: (i) Qual a imagem que esses professores em pr-servio tm sobre a

    imagem do professor de LI? (ii) De que modo o que dito pelos professores de LI em pr-

    servio sobre o professor de LI interfere na formao acadmica desses futuros professores?A

    fim de problematizar os dados gerados, assumimos, dentro de uma abordagem contextual, a

    pesquisa qualitativa de carter descritiva e interpretativa para caracterizar o tratamento dado

    s narrativas. Discutimos essas crenas luz da Teoria dos Atos de Fala e da perspectiva

    Bakhtiniana do discurso, bem como a partir de teorias que discutem crenas, formao de

    professores, e ensino de LI, num vis da lingustica aplicada. A anlise das narrativas escritas

    pelos participantes revelou basicamente trs categorias de profissionais de LI: (i) raros, (ii)

    cuidadosos e amigos, (iii) desagradveis. Embora essas categorias tenham sofrido algumas

    variaes entre os dois grupos de participantes, a ideia central se fixou nas trs categorias

    apresentadas.

    Palavras-chave: Crenas, Discurso, Professores em pr-servio.

  • ABSTRACT

    The initial process of FL teachers education will guide the future teachers conduct, as well

    the image that they will cultivate in the future about themselves as a teacher. Therefore, to

    understand and to interpret the beliefs involved in this process can be a path for favorable

    interventions in training professionals working in this area. According to Vieira-Abraho

    (2004, p.131), teachers and student teachers