Versos Meteorológicos

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Llivro de Poesias de Antônio Viana

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    antnioviana

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    antnioviana

  • Antnio VianaVersos MeteorolgicosSalvador, Bahia1 edio

    projeto grfico,ilustraes e editoraoSanto Design

  • Sumrio

    9 Apresentao10 Agradecimentos13 Nossa Nao14 Brasil, 200715 Triste Resumo16 Malandragem e Cidadania18 Ciclos da Evoluo Humana19 Planeta Terra20 Nosso Mundo21 Os Cargos e a Vida22 Vou em Romaria23 Como Bacana24 O Que Importante?25 O Que Deus Quiser26 Ser Criana27 Estudar e Aprender28 A Lgica da Vida29 A Queda da Babilnia30 Verdadeiros Cristos31 Amanh Sombrio32 Amar e Perdoar33 Versos Meteorolgicos34 Alerta35 Sai de Mim36 Na Hora da Morte37 Romaria de Iraporanga, 199439 Maria Quitria

  • 40 Muito Jovem41 Linda Baiana42 Tringulo das Bermudas43 Discurso de um Professor44 Estgios da Vida46 Filosofia de Um Poeta47 O Rei do Futuro e do Presente48 A Cano do Amanhecer49 A Paz de Jesus50 So Paulo51 Moa do Nordeste52 Seabra53 Mensagens aos Trios Eltricos54 L pras Bandas da Bahia55 Quero Ver Rosa Sambar56 Cad o Meu Amor?57 Tempero da Baiana58 Nas Ladeiras de Salvador59 Nossas Regies60 T Chegando o Avio61 A Trepadeira62 Forr do Pula-Pula63 Vem pra Festa64 Nossa Senhora da Soledade65 Nossa Senhora do Livramento66 Santa Rita67 Santo Antnio

  • 68 Santo Expedito69 Primeiro Santo do Brasil70 Santa Edwiges71 Nossa Senhora de Ftima72 Minha Maria73 No Desistir de Lutar pelo Brasil74 Por Que Voc Me Olha Feio Assim?75 A Me dos Meus Filhos76 Meu Primeiro Amor77 A Padroeira do Brasil78 Nas Cascatas do Rochedo79 O Pimento e as Pimentinhas80 A Vizinha e o Espio81 Estudantes82 Negros Brasileiros83 Triste Registro84 Chapada Diamantina85 Meu Amor a Bahia86 Histria da Minha Terra87 A Rainha Amaznia88 Orao do Velho Poeta89 O Senhor da Ressurreio90 Os Caminhos da Paz91 A ltima Espcie92 Minha Terra

  • 9apresentao

    Valendo-se do poder inestimvel da poesia, trans-pus para o presente livro todo o meu trabalho e toda a minha vida, minha f e a minha esperana, minha luta e o meu pas, meu prazer e a minha alegria, minha dor e o meu tormento, minha poe-sia extrovertida, minha certeza e minha confiana, bem como o meu jeito de eterno aprendiz, sem-pre acreditando na existncia de um novo dia.

    Frente ao processo de evoluo por que passa a humanidade, fascinante diante aos avanos da cincia e sua descobertas extraordinrias, cor-rompida ora por interesses particulares que fe-rem os anseios da grande massa, o velho poeta que aqui se apresenta ainda encontra inspirao para rimar, cantar, escrever quase tudo o que v e ouve, o que l e vive, o que sonha e realiza.

  • 10

    agradecimentos

    Por mais tortuoso que seja um caminho, sempre haver algum que nos guiar ao paraso. Ao lon-go da minha existncia, muitos guias me ajuda-ram a cumprir minha misso, a superar os obs-tculos do meu caminho tortuoso e a crer que a vida o mais precioso de todos os trofus, ape-sar dos momentos de angstia e decepo pelos quais passamos. E no poderia deixar de lembrar aqui de pessoas que estimo, muitas j ausentes em matria, mas eternamente presentes em es-prito, as quais manifesto os meus sinceros agra-decimentos.

    Ao Nosso Senhor Jesus Cristo, aos meus pais Ireno Viana e Waldemarina Gunes, aos meus fi-lhos Ester Gunes Viana e Vandr Gunes Viana, s minhas irms, esposa, parentes e amigos que me apoiaram, aos meus colaboradores Emerson de Souza Costa e Fabiano Viana Oliveira.

  • 11

    homenagens

    A Jadson Oliveira (jornalista e escritor), Alosio Rocha Silva (escritor, poeta, cantor e compositor) e a Dilcinha Abreu, Marilande Queiroz, Nog Sena, Walterlina Viana Queiroz (minhas professoras).

    homenagens pstumas

    A Wanter Coutinho (cantor), Raimundo Viana (poeta) e a Maria Menezes Ribeiro (notria e inesquecvel professora de Lngua Portuguesa).

  • 12

  • 13

    nossa nao

    Nasci em uma nao extensa,Rica e linda.Com a sua populaoEm grande crescimento,Cresce o estado de misriaE sobe o ndice de sofrimento.Se no acreditar em mim,Veja a vida nos grandes centros.Por que vivemos assim?Responda-me l de dentro,Do fundo do seu corao:Por que tanta pobreza,Se produzimos bastante?Por que tanta tristeza,Se o pas to fascinante?Onde esto os culpados?Sero os nossos governantes,Sempre com muitos interessesE poucos ideais?Ou sero as classes dominantes,Sempre com muita ganncia,E sempre querendo mais?

  • 14

    brasil, 2007

    Acabou-se a ditaduraMas o Brasil ainda o pasDa grande projeo futura.A fora do poder capitalAinda afronta.O abuso do poder policialAinda amedronta.Os privilegiados dos desvios,Os grandes criminosos da lavagem(de dinheiro, diga-se de passagem)E os desviados pela marginalizaoDa riqueza concentradaDeixa a populao insegura,Ativa e desconfiada.Hoje, apesar dos desvarios,Vivemos na democracia.Mas o Brasil ainda o pasDa esperana e do novo dia.

  • 15

    triste resumo

    Fui industririo e adoeci.Fui bancrio e no desenvolvi.Fui escriturrio em fazendas,Mas no tive rendas.Era temporrio no Branco do Brasil,Com um salrio excelente,Mas no era concursado.Que sensao deprimente:Serei um fracassado?No! Sou corajoso e persistente.No bar atendi fregueses,Hoje sou professor.Mas por duas vezes,No consegui ser diretor.Tenho certeza de que um dia,Vou mostrar meu valor,Por que Deus me deu o dom da poesia,Das canes do poeta-cantorE da humilde fora do vencedor.

  • 16

    malandragem e cidadania

    Essa minha homenagem,Ao Buarque e cano,Da nata da malandragemE do poltico malandro.Hoje no h mais censura,Ai-5 ou ditadura,Ainda h corrupo.Safado SafadoEi poltico, malandro.Cara de pau! Que abuso!Ele chega como intrusoE comea a falao,Mas se denunciado,Diz o desavergonhado:

    eu me caloE nego tudo.E se falo, quase mudo.Nada tenho a declarar.S compara e desviar.Gastar muito e viajar.Mas o povo vai s ruasE comea a gritar:

    Chega de impunidades

  • 17

    Nos estados e nas cidadesIsso tem que acabar.Viva a democraciaQue sustenta a naoCom o voto da maioria.O povo revoluo.Educar EducarEducar a soluo

  • 18

    ciclos da evoluo humana

    O ciclo que ainda no foi,Desmatamentos, pastagens e boi.As descobertas da navegaondios, escravos e colonizao.As pegadas do boi chifrudoAbrem os caminhos.Nas brasas do homem marrudoAssam bois e torram passarinhos.E a geografia da dominao.

    As descobertas da provetaE a tecnologia em evoluoTransformam todo o planeta.Guerras, epidemias e revoluo.Indstrias e desenvolvimentoConsumir a soluo.Efeito estufa e aquecimentoUma pausa para reflexo:Como evoluir sem destruir?

  • 19

    planeta terra

    Terra! Planeta Terra!A sede de lucrarVai teus rios poluir.Tuas f lorestas? Vai devastar.Teus animais? Vai extinguir.Teu ar ambiente? Vai enfumaar.

    Terra! Planeta Terra!Cuidado com o investimento,Que s pensa em lucrar.Desertificao e sofrimentoVai ser teu grande prejuzoE tua vida vai se acabar.

  • 20

    nosso mundo

    Nosso mundo: oceanos e continentesSubdivididos em vrios pases.Cheio de rostos sofridosE de classes pobres infelizes,Que no param de lutarContra o sistema das maldadesE da velha corrupo.Chega de tristezaHoje isso vai acabarChega de impunidadesVenceu o Senhor da NaturezaViva a revoluo!

  • 21

    os cargos e a vida

    Destino ou mistrio?Eu no sei.No curso de MagistrioEu no me formei.Mas quando volteiPara a minha terraA vrias pessoas ensinei.

    Antes com os bancriosNo sindicato lutei.E vi a nossa chapa ganhar.Juntos vencemos o peleguismoE transformamos nossa classeQue venceu o medo e o conformismo.

    Tudo s porqueHoje sou euE amanh ser voc.A vida no pode parar.

  • 22

    vou em romaria

    Bom Jesus da Lapa!Eu j perdoeiA quem me deu o tapa,Para tomar o lugar,Que eu conquistei.J superei desenganos.Agora vou em romariaCom outros romeiros baianos,Pelo Sero da Bahia.Vou para gruta cheia de luz, beira do grande rioTemplo do Nosso Senhor Bom JesusNa Lapa do nosso Brasil.

  • 23

    como bacana

    A vida s vezes desnorteia.Ela s vezes sacana.Mas a gente vaiVencendo e superandoAquilo ou aquele que sacaneia.Como bacanaEstar feliz, com sadeE sem se sentir cansado,Para viver desfrutandoDe um trabalho abenoado.

  • 2 4

    o que importante?

    No importa onde nascemos.Nem tampouco onde vivemos. importante que faamosAs coisas com amor.E o que possuiremos?Se pela vida passamosCom o prazer e a dor? importante que lutemosE para isso trabalhamos.Para ns mesmos e outros irmosPara nossa comunidade.E para nossa nao.Vida sonhos de liberdade,Projetos, vaidades e ambio.Morte certeza, verdade,F esperana e orao.Depois das coisas passadasReinaro a verdade e a luz.Vivero as almas iluminadasPor Cristo, Senhor Jesus1

  • 25

    o que deus quiser

    Tudo sempre foiO que Deus quis.E sempre serPorque enquanto vida houver,Muita esperana haver.

    Vou orar e suplicar,Agradecer e pedirA Deus, o nosso SenhorO meu fardo carregarei.Vou lutar e trabalhar.E com f vou conseguir.

    Deus ouviu o meu clamor.Muitas graas alcancei.

  • 26

    ser criana

    Ser criana correr,Falar o que pensa sem segredoE no viver preocupado.Ser criana terNas mos um brinquedoE um viver inventado.

  • 27

    estudar e aprender

    Estudar aprender a abrirEstradas, portas e janelas.Viver aprender deduzirOutras operaes em parcelas.

    A diferena, o produto, o quocienteE tudo mais, j foi somado.No sobe e desce gratificante,Da vida de um aprendizado.

    A coragem companheira.A vida uma partida bela.Ningum passa a vida inteiraNa parte de cima da tabela.

  • 28

    a lgica da vida

    Em cada sonho que desaba,Em cada esperana ou promessa,Sempre o fim de tudo que se acaba,E o incio de algo que comea.

  • 29

    a queda da babilnia

    Caiu! CaiuA grande BabilniaSenhora da luxria,Dos roubos e