Concepções éticas

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  • 1. PROFESSOR TALO COLARES CONCEPES TICAS

2. INTRODUO O que eu quero da vida? Quero ser feliz! Para uns, a felicidade est na busca do prazer. H quem pense que a perfeita felicidade s se encontra na vida aps a morte, realizando-se na comunho com o Deus. J outros acreditam que a felicidade no importa, e sim agir conforme o dever. Em que consiste o bem? Qual a fundamento da ao moral? Qual a natureza do dever? De onde veem as normas morais? Elas podem ser mudadas? Quem pode alter-las? No Globo Reprter dest.....Ops. Iremos ver isso na aula de hoje! 3. 1. A Felicidade como bem supremo. Para os SOFISTAS os princpios morais resultavam de convenes sociais. SCRATES, fundamentava a moral na prpria natureza humana. Foi o primeiro filsofo a interrogar sobre o fundamento ltimo da moral. 4. A tica de ARISTTELES, conhecida como eudemonismo (significa: ser feliz). Falava da tica da virtude que implicaria no cultivo de traos de carter como uma das principais funes morais, qualidades que as pessoas possuiriam e que seriam demonstradas atravs de suas aes dirias. A pessoa virtuosa, seria aquela que buscasse a moderao entre os extremos, evitando tanto o vcio do excesso quanto o vcio da falta, atravs de uma sabedoria prtica baseada na experincia e em grande habilidade de julgamento. 5. 2. Hedonistas e Estoicos Hedonismo: doutrina que foi pregada desde a Grcia Antiga por filsofos como Grgias, Clicles e Arstipo. Defende que o bem tudo aquilo capaz de oferecer prazer imediato. O mal aquilo que gera sofrimento. 6. Epicuro e os epicuristas procurava aperfeioar o hedonismo. Defendia que o bem no era qualquer prazer, mas os prazeres devidamente selecionados. Assim, Epicuro construiu uma espcie de hierarquia dos prazeres, considerando superiores, por exemplo, os prazeres naturais em vez dos artificiais; os prazeres calmos, em vez dos violentos. O supremo prazer era, entretanto, o prazer intelectual, que se obtinha mediante o domnio das paixes pela razo. 7. Zeno de Ctio, fundador da tica estoica, acreditava que a felicidade no se orienta pela busca do prazer, mas no exerccio constante da virtude. Para tanto, deve eliminar as paixes (apatia) e atingir a imperturbabilidade (ataraxia), aceitando com impassibilidade seu destino. 8. 3. Idade Mdia: Moral e Religio A tica crist parte de uns conjuntos de verdade reveladas sobre Deus e sua relao com a humanidade, sendo esta definida pela sua relao com Deus, j que os seres humanos vieram de Deus e sua conduta deve apontar para ele. S. Agostinho, afirmava que a alma humana superior ao corpo e, por ser superior, deve reinar e dirigi-lo prtica do bem. Segundo sua teoria da iluminao, Deus nos d o conhecimento das verdades eternas e ilumina a razo, ou seja, s possvel alcanar a verdade das coisas por meio da luz de Deus, no ntimo de nossa alma. 9. S. Toms de Aquino defende que o bem consiste nas aes capazes de aproximar o homem de Deus. Toms de Aquino reconhece que a razo humana tem condies de estabelecer deveres morais, mas procura harmonizar esses deveres ordem de Deus, revelada ao homem pela f crist; 10. Na Idade Moderna, porm a moral vai se tornando laica (no- religiosa). David Hume, rejeita todo sistema tico que no se baseie em fatos e observaes. Hume, parte da conduta humana efetiva, distinguindo o til e o agradvel na raiz dos atos morais. 11. 5. A tica de Espinosa Para Espinosa, a RAZO no superior aos AFETOS, e portanto no cabe a ela control-los. As afeces do corpo e os sentimentos da alma so foras do existir e do agir e jamais sero vencidas por uma ideia ou por uma vontade, mas apenas por outros afetos mais fortes e mais poderosos do que eles. As boas paixes permitem o desenvolvimento humano, facilitam o encontro das pessoas e proporcionam a alegria. As ms impedem o crescimento, corrompem as relaes e orientam para as formas de explorao e destruio. 12. 6. O formalismo Kantiano. Kant procura conciliar a liberdade dos atos humanos com o determinismo da leis da natureza. A liberdade se expressa em aes racionalmente determinadas: a lei moral tem sua origem a priori na razo. O dever moral a necessidade de agir conforme a lei enunciada pela razo. 13. IMPERATIVO CATEGRICO - impe uma lei moral objetiva a uma vontade subjetiva. Age apenas segundo uma mxima tal que possas ao mesmo tempo querer que ela se torne lei universal. Age como se a mxima de tua ao se devesse tornar, pela tua vontade, em lei universal da natureza. 14. 7. A tica Utilitarista O utilitarismo tico se apresenta como alternativa tica kantiana. O utilitarismo pode ser definido como uma concepo tica que sustenta que o bom idntico ao til ou vantajoso para o maior nmero de pessoas, o que, evidentemente, tambm inclui o benefcio daquele que age. 15. O utilitarismo tico segundo Jeremy Bentham, o consequencialismo moral: uma ao correta quando tem como consequncia um bem maior para todos. Utilitarismo hedonista: uma ao moralmente correta a que produz maior prazer e menor sofrimento. Lgica da tese utilitarista: Todo mundo deseja a felicidade. fundamental que todo mundo busque sua prpria felicidade. Logo, desejvel que todo mundo busque a felicidade de todo mundo, includa a sua.