Palestra - Ferramentas de Coleta de Dados - Questionários

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Aula da disciplina Ferramentas para Coleta de Dados, 2013. Pós-graduação em Ergodesign de Interfaces, Usabilidade e Arquitetura de Informação. Prof. Luiz Agner

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  • 1. Ferramentas decoleta de dadosPUC-RIO / CCEPUC-RIO / CCEPs-graduao em Ergodesign de InterfacesPs-graduao em Ergodesign de Interfaces20132013LUIZ AGNERLUIZ AGNER

2. Plano de aulaPlano de aula Atividade em gruposAtividade em grupos O que uma pesquisaO que uma pesquisa Elementos do mtodo cientficoElementos do mtodo cientfico Epistemologia do trabalho cientficoEpistemologia do trabalho cientfico Pesquisa em ergonomia e em usabilidadePesquisa em ergonomia e em usabilidade Passos de uma pesquisaPassos de uma pesquisa Objetivos, problema e hipteseObjetivos, problema e hiptese AmostragemAmostragem Ferramentas de coleta de dadosFerramentas de coleta de dados QuestionriosQuestionrios QUIS Usabilidade e satisfaoQUIS Usabilidade e satisfao Atividade em grupos: questionrioAtividade em grupos: questionrio 3. Atividade em gruposAtividade em grupos DEFINIR em uma frase os conceitos de:DEFINIR em uma frase os conceitos de: CinciaCincia PesquisaPesquisa Dados e informaoDados e informao ConhecimentoConhecimento Senso comumSenso comum TcnicaTcnica HipteseHiptese TeoriaTeoria Mtodo de pesquisaMtodo de pesquisa Tcnica de pesquisaTcnica de pesquisa Ferramenta de coleta de dadosFerramenta de coleta de dados 4. Princpios do DesignPrincpios do DesignCentrado no UsurioCentrado no Usurio Foco nos usurios e tarefasFoco nos usurios e tarefas Coletar de modo sistemtico dadosColetar de modo sistemtico dadosestruturados e requisitos de uso.estruturados e requisitos de uso. Observaes empricas do usoObservaes empricas do uso Testes com prottipos de baixa, mdia eTestes com prottipos de baixa, mdia ealta fidelidade.alta fidelidade. Projeto iterativoProjeto iterativo O produto desenhado, testado eO produto desenhado, testado emodificado, repetidamente.modificado, repetidamente. 5. Ciclo de vida + U.C.D.Ciclo de vida + U.C.D. 6. Ciclo de vida + U.C.D.Ciclo de vida + U.C.D. ConceitoConceito Objetivos; perfis de usurios; personasObjetivos; perfis de usurios; personas Entrevistas, estudo de campo, anlise da tarefaEntrevistas, estudo de campo, anlise da tarefa DesignDesign Walkthroughs; aval. heursticasWalkthroughs; aval. heursticas Entrevistas, focus groups, card sortingEntrevistas, focus groups, card sorting DesenvolvimentoDesenvolvimento Avaliaes heursticas; testes de usabilidadeAvaliaes heursticas; testes de usabilidade LanamentoLanamento Testes de usabilidade, questionrios,Testes de usabilidade, questionrios,entrevistas, observaes de campo.entrevistas, observaes de campo. 7. Exemplo de requisitosExemplo de requisitos Todas as pginas devem carregar em atTodas as pginas devem carregar em at5 segundos5 segundos Usurios devem se registrar no site antesUsurios devem se registrar no site antesde comprarde comprar O site deve estar disponvel em Ingls,O site deve estar disponvel em Ingls,Portugus e EspanholPortugus e Espanhol Os usurios no precisaro de treinamentoOs usurios no precisaro de treinamento O site deve possuir apelo para diversosO site deve possuir apelo para diversosperfis demogrficosperfis demogrficos 8. Para que pesquisar?Para que pesquisar? Adquirir conhecimento;Adquirir conhecimento;construir uma poro do saber.construir uma poro do saber. Confronto entre dados, asConfronto entre dados, asevidncias, as informaesevidncias, as informaescoletadas sobre determinadocoletadas sobre determinadoassunto e o conhecimentoassunto e o conhecimentoacumulado a respeito dele.acumulado a respeito dele. 9. Objetivos da pesquisaObjetivos da pesquisa1.1. Resolver problemas prticosResolver problemas prticos2.2. Gerar teoriasGerar teorias3.3. Avaliar teorias existentesAvaliar teorias existentesA maneira de testar a validade de umaA maneira de testar a validade de umaafirmao submet-la a exameafirmao submet-la a exameemprico.emprico. 10. Pensar como cientistaPensar como cientista1.1. Pensar a realidade criticamentePensar a realidade criticamente2.2. Usar a evidncia empricaUsar a evidncia emprica3.3. Ter raciocnio lgicoTer raciocnio lgico4.4. Ter atitude cticaTer atitude ctica(questionamento constante de(questionamento constante decrenas e concluses).crenas e concluses). 11. Problemas da cinciaProblemas da cincia1.1. Conhecimento indutivo incompleto.Conhecimento indutivo incompleto.2.2. Muita nfase na lgica e matemtica.Muita nfase na lgica e matemtica.3.3. Pressupe que todos os fenmenosPressupe que todos os fenmenostm causas.tm causas.4.4. Confiana na percepo doConfiana na percepo dopesquisador.pesquisador.5.5. Todo fenmeno deve ser perceptvel,Todo fenmeno deve ser perceptvel,classificvel e mensurvel.classificvel e mensurvel.6.6. poderosa ferramenta de convico. poderosa ferramenta de convico. Mas h outras: aceitao da autoridade,Mas h outras: aceitao da autoridade, 12. Epistemologia cientficaEpistemologia cientfica O pressuposto ontolgico coloca aquesto sobre qual a natureza darealidade? O pressuposto epistemolgico perguntacomo sabemos o que sabemos?.Qual a relao entre o pesquisador e oobjeto pesquisado? 13. Epistemologia cientficaEpistemologia cientfica Pressupostos ontolgicos e denatureza humana que representam oponto de vista do pesquisadorsobre o mundo. A perspectiva epistemolgica dopesquisador vai orientar a escolha domtodo, metodologia e tcnicasde uma pesquisa. 14. Correntes principaisCorrentes principais 3 correntes das Cincias Sociaisno sc. XX Positivismo lgico Estruturalismo Materialismo dialtico 15. Positivismo lgicoPositivismo lgico Surgiu na primeira metade do sc. XIX Teoria evolucionista de Darwin; teoriada formao do sistema solar (E. Kant& Laplace) F absoluta no poder da investigaoexperimental Atrao pelos mtodos empricos Tcnicas das cincias naturais devemser aplicadas s cincias sociais. 16. Positivismo lgicoPositivismo lgicoAuguste Comte (1798-1857) Herbert Spencer (1820 1903) 17. Positivismo lgicoPositivismo lgico Uma proposio significativa quandoverificvel e provvel a partir daexperincia. Uma proposio significativa se fortautolgica *(como a matemtica e as leis da lgica). So descartadas a filosofia, a tica, ateologia e a esttica, pois nocumprem estas condies.* Um sistema tautolgico quando no apresenta sadas sua prprialgica interna. 18. EstruturalismoEstruturalismoClaude Lvi-Strauss(1908 2009) 19. EstruturalismoEstruturalismoConceito bsico:Estrutura social correspondia quilo queno pode ser observado, mas apreendidopela interpretao cientfica.A sociedade funciona como um modelo, deacordo com as regras intrinsecamentecoerentes e vlidas, cujo entendimentoescapava ao senso comum. 20. EstruturalismoEstruturalismoEstrutura social esse conceito j foiutilizado pelos funcionalistas, mas quecorrespondia , para eles , organizaode dados empricos, estabelecendo-se,assim, uma correspondncia entre osfenmenos observveis e a estrutura da qualfaziam parte.Ideia de elementos no visveis naconstruo de um edifcio.O objetivo da Cincia seria identificar as estruturasinvisveis. 21. EstruturalismoEstruturalismo Nega a realidade como algo singular Rejeita o imprio da experincia sensvel Considera insignificante o estudo dos fatosisolados Considera a relao cultura-indivduo Usa o conceito de inconsciente Alternativa para o Positivismo Problemas: Excesso de pessimismo;No considera a Histria 22. EstruturalismoEstruturalismoRoland BarthesEstudo das narrativasSemiticaFerdinand deSaussureLingustica, Semitica 23. EstruturalismoEstruturalismoLouis Althusser(1918 1990)Jean William Fritz Piaget(1896 1980) 24. Materialismo dialticoMaterialismo dialticoKarl Marx (1818 1883)Friedrich Engels (1820-1895) 25. Materialismo dialticoMaterialismo dialticoPRINCPIOS:1 Conexo universalTodos os fenmenos da natureza sointerconectados e determinadosmutuamente.2 Movimento permanente edesenvolvimentoTudo est em movimento. A sua fonte so ascontradies internas dos objetos e 26. Materialismo dialticoMaterialismo dialticoLEIS:1 Unidade e luta dos contrriosEx.: o tomo; o m; o capitalismo2 Transformao da quantidade emqualidade. Ex: gua fervendo3 A negao da negaoO desenvolvimento est ligado morte dovelho e ao nascimento do novo. 27. Resumo: 2 grandesResumo: 2 grandesabordagens da cinciaabordagens da cincia1. Quantitativa2. Qualitativa 28. QuantitativaQuantitativa1. Formulao de hipteses,2. definies operacionais de variveis,3. quantificao nas modalidades de coleta dedados e de informaes,4. utilizao de tratamentos estatsticos.Os critrios de cientificidade so a verificao, ademonstrao, os testes e a lgica matemtica. 29. QualitativaQualitativa1. No emprega instrumentos estatsticos comobase para a anlise.2. busca descrever a complexidade dedeterminado problema no envolvendomanipulao de variveis ou estudosexperimentais.3. busca levar em considerao todos oscomponentes de uma situao e suasinteraes e influncias recprocas, numaviso holstica. 30. QualitativaQualitativa Objeto de estudo: as situaes complexasou bastante particulares descreve melhor a complexidade dosproblemas.OBS.: h possibilidade de aporte dopotencial do mtodo quantitativo ao mtodoqualitativo. 31. Pesquisa em ergonomiaPesquisa em ergonomia Ergonomia uma disciplina cientfica quetrata da interao entre os homens e atecnologia. Segundo MORAES & MONTALVO (1998),o objeto da Ergonomia seja qual for a sualinha de atuao ou as estratgias emtodos que utiliza o homem no seutrabalho trabalhando. 32. Pesquisa em ergonomiaPesquisa em ergonomia O homem como ser integral Valorizao do trabalho como agir humano Contra a alienao do trabalhador Gerar conhecimento atuante e reformador Transformao do homem e da sociedade Livre expresso da atividade criadora Superao dos limites da natureza pelaespcie humana(MORAES e MONTALVO) 33. Pesquisa em usabilidadePesquisa em usabilidadeA ideologia da usabilidade representa acrena em direitos do ser humano: o direito a ser superior tecnologia; o direito ao empoderamento (os usurios devemcompreender o que est acontecendo e devempoder controlar o computador e seus resultados); o direito simplicidade (os usurios devem