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 Aula 01 Regimento Interno p/ STJ - Área de TI e Administrativa Professor: Paulo Guimarães  

Aula 01 - Regimento Interno

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  • Aula 01

    Regimento Interno p/ STJ - rea de TI e AdministrativaProfessor: Paulo Guimares

  • Regimento Interno do STJ Teoria e exerccios comentados

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    AULA 01: Das reas de Especializao. Da

    Competncia do Plenrio. Da Competncia da

    Corte Especial. Da Competncia das Sees. Da

    Competncia das Turmas. Disposies Comuns. Observao importante: este curso protegido por direitos

    autorais (copyright), nos termos da Lei 9.610/98, que altera,

    atualiza e consolida a legislao sobre direitos autorais e d

    outras providncias.

    Grupos de rateio e pirataria so clandestinos, violam a lei e

    prejudicam os professores que elaboram o cursos. Valorize o

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    SUMRIO PGINA

    1. Das reas de Especializao 2 2. Da Competncia do Plenrio 4 3. Da Competncia da Corte Especial 6 4. Da Competncia das Sees 10 5. Da Competncia das Turmas 12 6. Disposies Comuns 14 7. Resumo do concurseiro 16 8. Questes comentadas 27 9. Lista das questes apresentadas 34

    Ol, amigo concurseiro!

    Fico feliz em saber que voc optou por preparar-se com o

    Estratgia! Agora vamos continuar firmes e fortes no nosso estudo do

    Regimento Interno do STJ!

    Vamos l!? Fora! Bons estudos!

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    1. DAS REAS DE ESPECIALIZAO

    Art. 8 H no Tribunal trs reas de especializao estabelecidas em

    razo da matria.

    Aqui cabe uma explicao um pouco mais completa, para voc

    no ficar perdido. O STJ trabalha em mais de uma composio. Hoje voc

    j sabe que existe o Plenrio, que rene todos os Ministros, a Corte

    Especial, que recebe uma espcie de delegao de competncia do

    Plenrio, e, alm desses rgos, h as Sees e as Turmas, que so

    chamados de rgos fracionrios.

    Pois bem, nos rgos fracionrios se rene apenas parte dos

    Ministros, certo? Esses rgos so competentes para proferir decises

    definitivas em certas matrias. Na realidade, a esmagadora maioria dos

    julgamentos realizados pelo Tribunal cabe aos rgos fracionrios.

    E como ento se define essa diviso? O Regimento Interno

    determina que os rgos fracionrios devem dividir-se por critrios

    materiais de competncia. Isso significa que, a depender da matria da

    qual trata o processo, ele ser julgado por um ou por outro rgo. Temos,

    portanto, turmas e sees especializadas em determinadas matrias, ok?

    Antes de entendermos a sistemtica da diviso, uma questo

    importante: a competncia da Corte Especial no est sujeita a

    especializao! Falaremos mais sobre a Corte Especial daqui a pouco, mas

    importante que voc entenda que o STJ tem apenas uma Corte

    Especial, e que ela competente para julgar processos em diversas

    ocasies, independentemente da matria tratada.

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    A competncia da Corte Especial no est sujeita

    especializao.

    A distribuio de competncia entre os rgos fracionrios

    ocorre na forma da tabela a seguir.

    COMPETNCIA DOS RGOS FRACIONRIOS

    MATRIA FEITOS SEO TURMAS

    DIREITO

    PBLICO

    I - licitaes e contratos administrativos

    II - nulidade ou anulabilidade de atos administrativos;

    III - ensino superior;

    IV - inscrio e exerccio profissionais;

    V - direito sindical;

    VI - nacionalidade;

    VII - desapropriao, inclusive a indireta;

    VIII - responsabilidade civil do Estado;

    IX - tributos de modo geral, impostos, taxas, contribuies e emprstimos compulsrios;

    X - preos pblicos e multas de qualquer natureza;

    XI - servidores pblicos civis e militares;

    XII - habeas corpus referentes s matrias de sua competncia;

    XIII - benefcios previdencirios, inclusive os decorrentes de acidentes do trabalho;

    XIV - direito pblico em geral.

    Primeira Primeira e

    Segunda

    DIREITO

    PRIVADO

    I - domnio, posse e direitos reais sobre coisa alheia, salvo quando se tratar de desapropriao;

    II - obrigaes em geral de direito privado, mesmo quando o Estado participar do contrato;

    III - responsabilidade civil, salvo quando se tratar de responsabilidade civil do Estado;

    IV - direito de famlia e sucesses;

    V - direito do trabalho;

    VI - propriedade industrial, mesmo quando envolverem arguio de nulidade do registro;

    VII - constituio, dissoluo e liquidao de sociedade;

    VIII - comrcio em geral, inclusive o martimo e o areo, bolsas de valores, instituies financeiras e

    Segunda Terceira e

    Quarta

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    mercado de capitais;

    IX - falncias e concordatas;

    X - ttulos de crdito;

    XI - registros pblicos, mesmo quando o Estado participar da demanda;

    XII locao predial urbana; XIII- habeas corpus referentes s matrias de sua competncia;

    XIV- direito privado em geral.

    DIREITO

    PENAL

    Feitos relativos matria penal em geral, salvo os casos de competncia originria da Corte Especial e os habeas corpus de competncia das Turmas que compem a Primeira e a Segunda Seo.

    Terceira Quinta e

    Sexta

    Voc deve estar olhando para essa tabela e se perguntando:

    preciso decorar isso? A resposta sim, infelizmente. As bancas

    examinadoras gostam bastante de cobrar questes sobre a competncia

    dos rgos que compem o Tribunal, e certamente no ser diferente

    com o STJ.

    2. DA COMPETNCIA DO PLENRIO

    Aqui temos um dispositivo que descreve a competncia do

    Plenrio em 10 itens. Na tabela a seguir coloco esses itens na coluna da

    esquerda, adicionando meus comentrios na coluna da direita, para

    facilitar seu entendimento.

    Daqui por diante utilizarei essa forma para apresentar

    contedos relacionados a atribuies de rgos do Tribunal vrias vezes,

    ok?

    COMPETNCIA DO PLENRIO

    I - dar posse aos membros do Tribunal;

    O Plenrio o rgo mximo do STJ, e por

    isso o responsvel por dar posse aos

    novos Ministros.

    II - eleger o Presidente e o Vice-

    Presidente do Tribunal, os Ministros

    membros do Conselho da Justia

    Federal, titulares e suplentes, e o Diretor

    Lembre-se de que na composio do CJF

    temos o Presidente do STJ (que tambm

    preside o Conselho), o Vice-Presidente e

    outros 3 Ministros eleitos para ocupar os

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    da Revista do Tribunal, dando-lhes posse; assentos por 2 anos, alm dos Presidentes

    dos cinco Tribunais Regionais Federais.

    III - eleger, dentre os Ministros do

    Tribunal, os que devam compor o

    Tribunal Superior Eleitoral, na condio

    de membros efetivos e substitutos;

    Entre os Juzes que compem o TSE h 2

    Ministros do STJ, que devem ser eleitos

    pelo Plenrio.

    IV - decidir sobre a disponibilidade e

    aposentadoria de membro do Tribunal,

    por interesse pblico;

    V - votar o Regimento Interno e as suas

    emendas;

    O Regimento Interno uma norma que

    precisa ser aprovada pelo Plenrio.

    VI - elaborar as listas trplices dos

    Juzes, Desembargadores, Advogados e

    membros do Ministrio Pblico que devam

    compor o Tribunal (Constituio, art. 104 e

    seu pargrafo nico);

    A Constituio determina que um tero dos

    Ministros do STJ no ser composto por

    Magistrados de carreira, mas sim por

    advogados e membros do Ministrio

    Pblico Federal, Estadual, do Distrito

    Federal e Territrios. Quando uma dessas

    vagas for aberta, caber respectiva

    instituio (OAB ou ramo especializado do

    MP) indicar um lista com seis candidatos.

    Essa lista ser reduzida pela metade pelo

    Plenrio do STJ.

    A escolha dos demais membros do STJ se

    d de maneira semelhante, com o STJ

    elaborando uma lista trplice com nomes

    de membros dos Tribunais Regionais

    Federais ou dos Tribunais de Justia.

    VII - propor ao Poder Legislativo a

    alterao do nmero de membros do

    Tribunal e dos Tribunais Regionais

    Federais, a criao e a extino de cargos,

    e a fixao de vencimentos de seus

    membros, dos Juzes dos Tribunais

    Regionais e dos Juzes Federais, bem

    assim a criao ou extino de Tribunal

    Regional Federal e a alterao da

    organizao e diviso judicirias;

    A Constituio determina que o STJ deve

    ter pelo menos 33 Ministros. Esse nmero,

    portanto, pode ser ampliado por meio de

    lei, que deve ser proposta pelo Plenrio.

    Alm disso, cabe ao Plenrio propor leis

    que tratem de outros temas relevantes ao

    Poder Judicirio.

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    VIII - aprovar o Regimento Interno do

    Conselho da Justia Federal.

    IX eleger, dentre os Ministros do Tribunal, o que deve compor o Conselho

    Nacional de Justia, observada a ordem

    de antiguidade;

    Na composio do CNJ h um membro que

    um Ministro do STJ, eleito pelo Plenrio.

    X indicar, na forma do inciso XXXII e do pargrafo nico do art. 21, um juiz federal

    e um juiz de Tribunal Regional Federal

    para as vagas do Conselho Nacional de

    Justia e um juiz para a vaga do Conselho

    Nacional do Ministrio Pblico.

    Alm do Ministro do STJ que faz parte do

    CNJ, tambm cabe ao STJ indicar outros

    componentes. A mesma lgica se aplica

    composio do CNMP.

    3. DA COMPETNCIA DA CORTE ESPECIAL

    COMPETNCIA DA CORTE ESPECIAL

    PROCESSAR E JULGAR...

    I nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e,

    nestes e nos de responsabilidade, os

    Desembargadores dos Tribunais de Justia

    dos Estados e do Distrito Federal, os

    membros dos Tribunais de Contas dos

    Estados e do Distrito Federal, os dos

    Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais

    Regionais Eleitorais e do Trabalho, os

    membros dos Conselhos ou Tribunais de

    Contas dos Municpios e os do Ministrio

    Pblico da Unio que oficiem perante

    Tribunais;

    Essas pessoas contam com o chamado

    IRUR SULYLOHJLDGR 1D UHDOLGDGH R PDLVcorreto dizer foto por prerrogativa de

    funo. Isso significa basicamente que,

    quando essas pessoas so acusadas de

    crimes, elas so julgadas diretamente pelo

    STJ, e no por Juzes ordinrios.

    Para fins de prova, o importante aqui

    diferenciar as pessoas que so julgadas

    pelo STJ nos crimes comuns daquelas que

    so julgadas por crimes comuns e tambm

    por crimes de responsabilidade.

    II os habeas corpus, quando for paciente qualquer das pessoas

    mencionadas no inciso anterior;

    O habeas corpus uma ao constitucional

    que tem por finalidade garantir o direito

    liberdade de locomoo. Paciente o

    nome dado pessoa cuja liberdade est

    sendo restringida.

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    III - os mandados de injuno, quando

    a elaborao da norma regulamentadora

    for atribuio de rgo, entidade ou

    autoridade federal, da administrao direta

    ou indireta, excetuados os casos de

    competncia do Supremo Tribunal Federal

    e dos rgos da Justia Militar, da Justia

    Eleitoral, da Justia do Trabalho e da

    Justia Federal;

    O mandado de injuno tem por finalidade

    garantir o exerccio de um direito quando a

    Constituio prev a necessidade de uma

    norma regulamentadora, e o rgo

    responsvel por editar essa norma no o

    faz. Quando o rgo fizer parte da

    administrao pblica direta ou indireta, a

    competncia para julgar o mandado de

    injuno ser, em regra, do STJ.

    IV - os mandados de segurana e os

    habeas data contra ato do prprio

    Tribunal ou de qualquer de seus rgos;

    O mandado de segurana uma ao que

    tem por finalidade assegurar um direito

    lquido e certo, ou seja, cuja prova j se

    encontra constituda. O habeas data, por

    sua vez, serve para garantir o acesso do

    cidado a informaes sobre a sua pessoa

    que constem em bancos de dados de

    carter pblico, ou a retificao desses

    dados.

    V - as revises criminais e as aes

    rescisrias de seus prprios julgados;

    As revises criminais e as aes rescisrias

    tm por finalidade rever decises que j

    foram proferidas pelo Tribunal. A diferena

    que a primeira trata de uma condenao

    criminal, enquanto a outra trata de uma

    deciso de natureza cvel. Quando a

    deciso que se deseja rever tiver sido

    proferida pela prpria Corte Especial, ela

    julgar a ao.

    VI - os incidentes de uniformizao de

    jurisprudncia, em caso de divergncia

    na interpretao do direito entre as

    Sees, ou quando a matria for comum a

    mais de uma Seo, aprovando a

    respectiva smula;

    Quando houver divergncia de

    posicionamentos entre diferentes Sees

    do STJ, a competncia para definir o

    posicionamento ser da Corte Especial.

    VII - a exceo da verdade, quando o

    querelante, em virtude de prerrogativa de

    funo, deva ser julgado originariamente

    pelo Tribunal;

    A exceo da verdade um tipo de defesa

    admissvel quando algum est sendo

    acusado de ter cometido crime contra a

    honra. O ru ento tem a oportunidade de

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    provar que o fato imputado verdadeiro.

    VIII - a requisio de interveno

    federal nos Estados e no Distrito Federal,

    ressalvada a competncia do Supremo

    Tribunal Federal e do Tribunal Superior

    Eleitoral (Constituio, art. 36, II e IV);

    A requisio para interveno federal nos

    Estados e no Distrito Federal por parte do

    STJ pode ocorrer quando houver

    desobedincia a ordem ou deciso do

    Tribunal.

    IX - as arguies de

    inconstitucionalidade de lei ou ato

    normativo suscitadas nos processos

    submetidos ao julgamento do Tribunal;

    No estamos aqui falando de aes de

    inconstitucionalidade, que so de

    competncia do STF, mas sim da arguio

    de inconstitucionalidade surgida num

    processo de competncia do STJ. Nesses

    casos a inconstitucionalidade da norma

    no o objeto principal do processo, mas

    sim uma espcie de argumento.

    X - as reclamaes para a preservao

    de sua competncia e garantia de suas

    decises;

    A reclamao cabe quando uma deciso do

    STJ no estiver sendo cumprida.

    XI - as questes incidentes, em

    processos da competncia das Sees ou

    Turmas, as quais lhe tenham sido

    submetidas (art. 16);

    Em alguns casos possvel que questes

    que no so as principais do processo

    sejam decididas nos rgos fracionrios e,

    por fora de recurso, venham a ser

    apreciadas pela Corte Especial.

    XII - os conflitos de competncia entre

    relatores ou Turmas integrantes de Sees

    diversas, ou entre estas;

    XIII - os embargos de divergncia (art.

    266, 2 parte);

    Esse uma espcie de recurso que cabe

    quando as Turmas divergirem entre si ou

    quando houver divergncia entre uma

    Turma e a Seo correspondente.

    XIV - os embargos infringentes de

    acrdos proferidos em aes rescisrias

    de seus prprios julgados;

    Acrdo o nome dado a uma deciso

    colegiada, ok? Em regra as decises so

    proferidas pelo STJ na forma de acrdos.

    Os embargos infringentes so um tipo de

    recurso contra essas decises.

    XV - as suspeies e impedimentos

    levantados contra Ministro em processo de

    sua competncia.

    Suspeies e impedimentos so

    circunstncias que comprometem a

    imparcialidade do Ministro.

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    OUTRAS ATRIBUIES...

    I - prorrogar o prazo para a posse e o

    incio do exerccio dos Ministros, na forma

    da lei;

    II - dirimir as dvidas que lhe forem

    submetidas pelo Presidente ou pelos

    Ministros, sobre a interpretao e

    execuo de norma regimental ou a ordem

    dos processos de sua competncia;

    III - conceder licena ao Presidente e

    aos Ministros, bem assim julgar os

    processos de verificao de invalidez de

    seus membros;

    IV - constituir comisses; As comisses so grupos que se ocupam

    de temas especficos dentro do Tribunal.

    V - elaborar e encaminhar a proposta

    oramentria do Superior Tribunal de

    Justia, bem como aprovar e encaminhar

    as propostas oramentrias dos Tribunais

    Regionais Federais, da Justia Federal de

    primeiro grau e do Conselho da Justia

    Federal;

    A proposta oramentria do Tribunal

    enviada todos os anos ao Poder Executivo

    para compor o oramento anual, que deve

    ser aprovado pelo Poder Legislativo. O STJ

    tambm aprova e encaminha as propostas

    dos outros Tribunais da Justia Federal e

    do CJF.

    VI - deliberar sobre a substituio de

    Ministro, nos termos do art. 56;

    VII - sumular a jurisprudncia

    uniforme comum s Sees e deliberar

    sobre a alterao e o cancelamento de

    suas smulas;

    Sumular significa inscrever certos

    posicionamentos na smula do Tribunal.

    VIII - apreciar e encaminhar ao Poder

    Legislativo propostas de criao ou

    extino de cargos do quadro de

    servidores do Tribunal e a fixao dos

    respectivos vencimentos, bem como do

    Conselho da Justia Federal e da Justia

    Federal de primeiro e segundo graus;

    IX - apreciar e encaminhar ao Poder

    Legislativo projeto de lei sobre o

    O Regimento de Custas a norma que

    trata das custas

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    Regimento de Custas da Justia

    Federal.

    4. DA COMPETNCIA DAS SEES

    COMPETNCIA DAS SEES

    PROCESSAR E JULGAR...

    I - os mandados de segurana, os

    habeas corpus e os habeas data contra

    ato de Ministro de Estado;

    Voc j sabe o que so essas aes, mas

    lembre-se de que elas so julgadas pelas

    sees somente quando seu objeto for ato

    de Ministro de Estado.

    II - as revises criminais e as aes

    rescisrias de seus julgados e das

    Turmas que compem a respectiva rea de

    especializao;

    Cada rgo julga as revises criminais e

    aes rescisrias contra seus prprios

    julgados. Essa regra se aplica Corte

    Especial e s Sees, mas quando as

    aes impugnarem os julgados das

    Turmas, a competncia para julgamento

    ser das Sees.

    III - as reclamaes para a preservao

    de suas competncias e garantia da

    autoridade de suas decises e das Turmas;

    IV - os conflitos de competncia entre

    quaisquer tribunais, ressalvada a

    competncia do Supremo Tribunal Federal

    (Constituio, artigo 102, I, o), bem assim

    entre Tribunal e Juzes a ele no

    vinculados e Juzes vinculados a Tribunais

    diversos;

    O STF competente para julgar os

    conflitos de competncia entre o STJ e

    quaisquer tribunais, entre Tribunais

    Superiores, ou entre estes e qualquer

    outro tribunal. O STJ (por meio das

    sees), por sua vez, competente para

    julgar os conflitos entre quaisquer outros

    Tribunais, ou entre um Tribunal e Juiz

    vinculado a outro Tribunal, ou ainda entre

    Juzes vinculados a diferentes Tribunais.

    V - os conflitos de competncia entre

    relatores e Turmas integrantes da Seo;

    (VVHV VmR FRQIOLWRV TXH RFRUUHP GHQWURda seo, ou seja, entre as turmas que a

    compem.

    VI - os conflitos de atribuies entre

    autoridades administrativas e judicirias

    A principal diferena entre os conflitos de

    competncia e os conflitos de atribuies

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    da Unio, ou entre autoridades judicirias

    de um Estado e administrativas de outro,

    ou do Distrito Federal, ou entre as deste e

    da Unio;

    que estes envolvem autoridades

    administrativas, enquanto aqueles

    envolvem apenas autoridades judicirias.

    VII - as questes incidentes em

    processos da competncia das Turmas da

    respectiva rea de especializao, as quais

    lhes tenham sido submetidas por essas;

    Este o caso de haver necessidade de

    decidir questo incidente em processo que

    est sendo analisado pela turma, e esta

    submeter a questo deciso da Seo.

    VIII - as suspeies e os

    impedimentos levantados contra os

    Ministros, salvo em se tratando de

    processo da competncia da Corte

    Especial;

    Se os processos forem de competncia da

    Corte Especial, ela decidir a respeito de

    impedimento e suspeio de Ministros.

    IX - os incidentes de uniformizao de

    jurisprudncia, quando ocorrer

    divergncia na interpretao do direito

    entre as Turmas que as integram, fazendo

    editar a respectiva smula.

    Se o conflito for entre as Turmas que

    compem a Seo, esta decidir. Se

    envolver diferentes Sees, a deciso

    caber Corte Especial.

    OUTRAS ATRIBUIES...

    I - julgar embargos infringentes e de

    divergncia (artigos 260 e 266, 1

    parte);

    II - julgar feitos de competncia de

    Turma, e por esta remetidos (art. 14);

    III - sumular a jurisprudncia

    uniforme das Turmas da respectiva

    rea de especializao e deliberar

    sobre a alterao e o cancelamento de

    smulas.

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    5. DA COMPETNCIA DAS TURMAS

    COMPETNCIA DAS TURMAS

    I - processar e julgar, originariamente:

    a) os habeas corpus, quando for coator

    Governador de Estado e do Distrito

    Federal, Desembargador dos Tribunais de

    Justia dos Estados e do Distrito Federal,

    membro dos Tribunais de Contas dos

    Estados e do Distrito Federal, dos

    Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais

    Regionais Eleitorais e do Trabalho, dos

    Conselhos ou Tribunais de Contas dos

    Municpios e do Ministrio Pblico da Unio

    que oficie perante Tribunais;

    b) os habeas corpus, quando o coator for

    Tribunal cujos atos estejam diretamente

    subordinados jurisdio do Superior

    Tribunal de Justia.

    No processamento do habeas corpus,

    chamamos de coator a pessoa a quem

    atribuda a restrio da liberdade do

    paciente. A depender de quem o coator

    ou de quem o paciente, o Regimento

    designa rgos diferentes do STJ para

    julgar.

    II - julgar em recurso ordinrio:

    a) os habeas corpus decididos em nica

    ou ltima instncia pelos Tribunais

    Regionais Federais ou pelos Tribunais dos

    Estados, do Distrito Federal e Territrios,

    quando denegatria a deciso;

    b) os mandados de segurana decididos

    em nica instncia pelos Tribunais

    Regionais Federais ou pelos Tribunais dos

    Estados, do Distrito Federal e Territrios,

    quando denegatria a deciso.

    Nesses casos a competncia do STJ se

    resume ao julgamento de recursos de

    decises proferidas por outras instncias

    em habeas corpus e em mandado de

    segurana.

    III - julgar as apelaes e os agravos

    nas causas em que forem partes Estado

    estrangeiro ou organismo internacional, de

    um lado, e, do outro, Municpio ou pessoa

    residente ou domiciliada no Pas;

    Apelaes e agravos so espcies de

    recursos.

    IV - julgar, em recurso especial, as

    causas decididas em nica ou ltima

    Esta a definio legal de recurso

    HVSHFLDO TXH p R UHFXUVR FOiVVLFR GH

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    instncia pelos Tribunais Regionais

    Federais ou pelos Tribunais dos Estados,

    do Distrito Federal e Territrios, quando a

    deciso recorrida:

    a) contrariar tratado ou lei federal, ou

    negar-lhes vigncia;

    b) julgar vlida lei ou ato de governo local

    contestado em face de lei federal;

    c) der lei federal interpretao

    divergente da que lhe haja atribudo outro

    Tribunal.

    competncia do STJ.

    Art. 14. As Turmas remetero os feitos de sua competncia

    Seo de que so integrantes:

    I - quando algum dos Ministros propuser reviso da jurisprudncia

    assentada em Smula pela Seo;

    II - quando convier pronunciamento da Seo, em razo da

    relevncia da questo, e para prevenir divergncia entre as Turmas da

    mesma Seo;

    III - nos incidentes de uniformizao de jurisprudncia.

    Pargrafo nico. A remessa do feito Seo far-se-

    independentemente de acrdo, salvo no caso do item III.

    Esses so os casos em que a Turma pode remeter os feitos

    de sua competncia Seo correspondente. Acredito que o art. 14

    forte candidato a aparecer em questes, ok? Muita ateno aqui!

    H ainda ocasies em que as Turmas ou Sees devem enviar

    feitos Corte Especial para julgamento, previstos no art. 16, que consta

    nas disposies comuns.

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    6. DISPOSIES COMUNS

    Art. 15. Corte Especial, s Sees e s Turmas cabe, ainda, nos

    processos de sua competncia:

    I - julgar o agravo de instrumento, o regimental, os embargos

    de declarao e as medidas cautelares e demais arguies;

    II - julgar os incidentes de execuo que lhes forem submetidos;

    III - julgar a restaurao de autos perdidos;

    IV - representar autoridade competente, quando, em autos ou

    documentos de que conhecer, houver indcio de crime de ao pblica.

    Esses feitos so normalmente julgados pelo mesmo rgo

    responsvel pelo julgamento do processo. Deixe-me explicar melhor. No

    vou entrar em detalhes sobre cada um desses feitos, mas todos eles tm

    algo em comum: so incidentes que surgem durante um processo, e por

    isso so julgados pelo mesmo rgo.

    Os embargos de declarao, por exemplo, servem para

    solicitar ao rgo responsvel pela deciso que traga um esclarecimento

    nos casos de obscuridade ou contradio da deciso. Basicamente um

    SHGLGRSDUDTXHRyUJmRH[SOLTXHPHOKRUDVXDGHFLVmRHSRULVVRHOHpjulgado pelo rgo que decidiu.

    Art. 16. As Sees e as Turmas remetero os feitos de sua

    competncia Corte Especial:

    I - quando acolherem a arguio de inconstitucionalidade, desde

    que a matria ainda no tenha sido decidida pela Corte Especial;

    II - quando algum dos Ministros propuser reviso da

    jurisprudncia assentada em smula pela Corte Especial;

    III - quando suscitarem incidentes de uniformizao de

    jurisprudncia;

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    IV - quando convier pronunciamento da Corte Especial em razo da

    relevncia da questo jurdica, ou da necessidade de prevenir divergncia

    entre as Sees.

    Pargrafo nico. A remessa do feito Corte Especial far-se-

    independentemente de acrdo, salvo nos casos dos itens I e III.

    O caso mais importante o da arguio de

    inconstitucionalidade. Quando a Turma ou Seo acolher a arguio,

    deve encaminhar o feito para a Corte Especial, pois cabe a ela confirmar

    o acolhimento da arguio antes de o processo seguir seu curso no rgo

    de origem.

    No caso de haver proposta de reviso de smula, o processo

    tambm deve ser encaminhado Corte Especial, pois no pode uma

    Turma ou Seo definir a mudana de um posicionamento assentado na

    jurisprudncia do Tribunal. A mesma lgica se aplica aos incidentes de

    uniformizao de jurisprudncia.

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    7. RESUMO DO CONCURSEIRO

    A competncia da Corte Especial no est sujeita

    especializao.

    COMPETNCIA DOS RGOS FRACIONRIOS

    MATRIA FEITOS SEO TURMAS

    DIREITO

    PBLICO

    I - licitaes e contratos administrativos

    II - nulidade ou anulabilidade de atos administrativos;

    III - ensino superior;

    IV - inscrio e exerccio profissionais;

    V - direito sindical;

    VI - nacionalidade;

    VII - desapropriao, inclusive a indireta;

    VIII - responsabilidade civil do Estado;

    IX - tributos de modo geral, impostos, taxas, contribuies e emprstimos compulsrios;

    X - preos pblicos e multas de qualquer natureza;

    XI - servidores pblicos civis e militares;

    XII - habeas corpus referentes s matrias de sua competncia;

    XIII - benefcios previdencirios, inclusive os decorrentes de acidentes do trabalho;

    XIV - direito pblico em geral.

    Primeira Primeira e

    Segunda

    DIREITO

    PRIVADO

    I - domnio, posse e direitos reais sobre coisa alheia, salvo quando se tratar de desapropriao;

    II - obrigaes em geral de direito privado, mesmo quando o Estado participar do contrato;

    III - responsabilidade civil, salvo quando se tratar de responsabilidade civil do Estado;

    IV - direito de famlia e sucesses;

    V - direito do trabalho;

    VI - propriedade industrial, mesmo quando envolverem arguio de nulidade do registro;

    VII - constituio, dissoluo e liquidao de sociedade;

    VIII - comrcio em geral, inclusive o martimo e o areo, bolsas de valores, instituies financeiras e mercado de capitais;

    IX - falncias e concordatas;

    X - ttulos de crdito;

    XI - registros pblicos, mesmo quando o Estado participar da demanda;

    XII locao predial urbana; XIII- habeas corpus referentes s matrias de sua competncia;

    XIV- direito privado em geral.

    Segunda Terceira e

    Quarta

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    DIREITO

    PENAL

    Feitos relativos matria penal em geral, salvo os casos de competncia originria da Corte Especial e os habeas corpus de competncia das Turmas que compem a Primeira e a Segunda Seo.

    Terceira Quinta e

    Sexta

    COMPETNCIA DO PLENRIO

    I - dar posse aos membros do Tribunal;

    O Plenrio o rgo mximo do STJ, e por

    isso o responsvel por dar posse aos

    novos Ministros.

    II - eleger o Presidente e o Vice-

    Presidente do Tribunal, os Ministros

    membros do Conselho da Justia

    Federal, titulares e suplentes, e o Diretor

    da Revista do Tribunal, dando-lhes posse;

    Lembre-se de que na composio do CJF

    temos o Presidente do STJ (que tambm

    preside o Conselho), o Vice-Presidente e

    outros 3 Ministros eleitos para ocupar os

    assentos por 2 anos, alm dos Presidentes

    dos cinco Tribunais Regionais Federais.

    III - eleger, dentre os Ministros do

    Tribunal, os que devam compor o

    Tribunal Superior Eleitoral, na condio

    de membros efetivos e substitutos;

    Entre os Juzes que compem o TSE h 2

    Ministros do STJ, que devem ser eleitos

    pelo Plenrio.

    IV - decidir sobre a disponibilidade e

    aposentadoria de membro do Tribunal,

    por interesse pblico;

    V - votar o Regimento Interno e as suas

    emendas;

    O Regimento Interno uma norma que

    precisa ser aprovada pelo Plenrio.

    VI - elaborar as listas trplices dos

    Juzes, Desembargadores, Advogados e

    membros do Ministrio Pblico que devam

    compor o Tribunal (Constituio, art. 104 e

    seu pargrafo nico);

    A Constituio determina que um tero dos

    Ministros do STJ no ser composto por

    Magistrados de carreira, mas sim por

    advogados e membros do Ministrio

    Pblico Federal, Estadual, do Distrito

    Federal e Territrios. Quando uma dessas

    vagas for aberta, caber respectiva

    instituio (OAB ou ramo especializado do

    MP) indicar um lista com seis candidatos.

    Essa lista ser reduzida pela metade pelo

    Plenrio do STJ.

    A escolha dos demais membros do STJ se

    d de maneira semelhante, com o STJ

    elaborando uma lista trplice com nomes

    de membros dos Tribunais Regionais

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    Federais ou dos Tribunais de Justia.

    VII - propor ao Poder Legislativo a

    alterao do nmero de membros do

    Tribunal e dos Tribunais Regionais

    Federais, a criao e a extino de cargos,

    e a fixao de vencimentos de seus

    membros, dos Juzes dos Tribunais

    Regionais e dos Juzes Federais, bem

    assim a criao ou extino de Tribunal

    Regional Federal e a alterao da

    organizao e diviso judicirias;

    A Constituio determina que o STJ deve

    ter pelo menos 33 Ministros. Esse nmero,

    portanto, pode ser ampliado por meio de

    lei, que deve ser proposta pelo Plenrio.

    Alm disso, cabe ao Plenrio propor leis

    que tratem de outros temas relevantes ao

    Poder Judicirio.

    VIII - aprovar o Regimento Interno do

    Conselho da Justia Federal.

    IX eleger, dentre os Ministros do Tribunal, o que deve compor o Conselho

    Nacional de Justia, observada a ordem

    de antiguidade;

    Na composio do CNJ h um membro que

    um Ministro do STJ, eleito pelo Plenrio.

    X indicar, na forma do inciso XXXII e do pargrafo nico do art. 21, um juiz federal

    e um juiz de Tribunal Regional Federal

    para as vagas do Conselho Nacional de

    Justia e um juiz para a vaga do Conselho

    Nacional do Ministrio Pblico.

    Alm do Ministro do STJ que faz parte do

    CNJ, tambm cabe ao STJ indicar outros

    componentes. A mesma lgica se aplica

    composio do CNMP.

    COMPETNCIA DA CORTE ESPECIAL

    PROCESSAR E JULGAR...

    I nos crimes comuns, os Governadores dos Estados e do Distrito Federal, e,

    nestes e nos de responsabilidade, os

    Desembargadores dos Tribunais de Justia

    dos Estados e do Distrito Federal, os

    membros dos Tribunais de Contas dos

    Estados e do Distrito Federal, os dos

    Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais

    Regionais Eleitorais e do Trabalho, os

    membros dos Conselhos ou Tribunais de

    Contas dos Municpios e os do Ministrio

    Essas pessoas contam com o chamado

    IRUR SULYLOHJLDGR 1D UHDOLGDGH R PDLVcorreto dizer foto por prerrogativa de

    funo. Isso significa basicamente que,

    quando essas pessoas so acusadas de

    crimes, elas so julgadas diretamente pelo

    STJ, e no por Juzes ordinrios.

    Para fins de prova, o importante aqui

    diferenciar as pessoas que so julgadas

    pelo STJ nos crimes comuns daquelas que

    so julgadas por crimes comuns e tambm

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    Pblico da Unio que oficiem perante

    Tribunais;

    por crimes de responsabilidade.

    II os habeas corpus, quando for paciente qualquer das pessoas

    mencionadas no inciso anterior;

    O habeas corpus uma ao constitucional

    que tem por finalidade garantir o direito

    liberdade de locomoo. Paciente o

    nome dado pessoa cuja liberdade est

    sendo restringida.

    III - os mandados de injuno, quando

    a elaborao da norma regulamentadora

    for atribuio de rgo, entidade ou

    autoridade federal, da administrao direta

    ou indireta, excetuados os casos de

    competncia do Supremo Tribunal Federal

    e dos rgos da Justia Militar, da Justia

    Eleitoral, da Justia do Trabalho e da

    Justia Federal;

    O mandado de injuno tem por finalidade

    garantir o exerccio de um direito quando a

    Constituio prev a necessidade de uma

    norma regulamentadora, e o rgo

    responsvel por editar essa norma no o

    faz. Quando o rgo fizer parte da

    administrao pblica direta ou indireta, a

    competncia para julgar o mandado de

    injuno ser, em regra, do STJ.

    IV - os mandados de segurana e os

    habeas data contra ato do prprio

    Tribunal ou de qualquer de seus rgos;

    O mandado de segurana uma ao que

    tem por finalidade assegurar um direito

    lquido e certo, ou seja, cuja prova j se

    encontra constituda. O habeas data, por

    sua vez, serve para garantir o acesso do

    cidado a informaes sobre a sua pessoa

    que constem em bancos de dados de

    carter pblico, ou a retificao desses

    dados.

    V - as revises criminais e as aes

    rescisrias de seus prprios julgados;

    As revises criminais e as aes rescisrias

    tm por finalidade rever decises que j

    foram proferidas pelo Tribunal. A diferena

    que a primeira trata de uma condenao

    criminal, enquanto a outra trata de uma

    deciso de natureza cvel. Quando a

    deciso que se deseja rever tiver sido

    proferida pela prpria Corte Especial, ela

    julgar a ao.

    VI - os incidentes de uniformizao de

    jurisprudncia, em caso de divergncia

    Quando houver divergncia de

    posicionamentos entre diferentes Sees

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    na interpretao do direito entre as

    Sees, ou quando a matria for comum a

    mais de uma Seo, aprovando a

    respectiva smula;

    do STJ, a competncia para definir o

    posicionamento ser da Corte Especial.

    VII - a exceo da verdade, quando o

    querelante, em virtude de prerrogativa de

    funo, deva ser julgado originariamente

    pelo Tribunal;

    A exceo da verdade um tipo de defesa

    admissvel quando algum est sendo

    acusado de ter cometido crime contra a

    honra. O ru ento tem a oportunidade de

    provar que o fato imputado verdadeiro.

    VIII - a requisio de interveno

    federal nos Estados e no Distrito Federal,

    ressalvada a competncia do Supremo

    Tribunal Federal e do Tribunal Superior

    Eleitoral (Constituio, art. 36, II e IV);

    A requisio para interveno federal nos

    Estados e no Distrito Federal por parte do

    STJ pode ocorrer quando houver

    desobedincia a ordem ou deciso do

    Tribunal.

    IX - as arguies de

    inconstitucionalidade de lei ou ato

    normativo suscitadas nos processos

    submetidos ao julgamento do Tribunal;

    No estamos aqui falando de aes de

    inconstitucionalidade, que so de

    competncia do STF, mas sim da arguio

    de inconstitucionalidade surgida num

    processo de competncia do STJ. Nesses

    casos a inconstitucionalidade da norma

    no o objeto principal do processo, mas

    sim uma espcie de argumento.

    X - as reclamaes para a preservao

    de sua competncia e garantia de suas

    decises;

    A reclamao cabe quando uma deciso do

    STJ no estiver sendo cumprida.

    XI - as questes incidentes, em

    processos da competncia das Sees ou

    Turmas, as quais lhe tenham sido

    submetidas (art. 16);

    Em alguns casos possvel que questes

    que no so as principais do processo

    sejam decididas nos rgos fracionrios e,

    por fora de recurso, venham a ser

    apreciadas pela Corte Especial.

    XII - os conflitos de competncia entre

    relatores ou Turmas integrantes de Sees

    diversas, ou entre estas;

    XIII - os embargos de divergncia (art.

    266, 2 parte);

    Esse uma espcie de recurso que cabe

    quando as Turmas divergirem entre si ou

    quando houver divergncia entre uma

    Turma e a Seo correspondente.

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    XIV - os embargos infringentes de

    acrdos proferidos em aes rescisrias

    de seus prprios julgados;

    Acrdo o nome dado a uma deciso

    colegiada, ok? Em regra as decises so

    proferidas pelo STJ na forma de acrdos.

    Os embargos infringentes so um tipo de

    recurso contra essas decises.

    XV - as suspeies e impedimentos

    levantados contra Ministro em processo de

    sua competncia.

    Suspeies e impedimentos so

    circunstncias que comprometem a

    imparcialidade do Ministro.

    OUTRAS ATRIBUIES...

    I - prorrogar o prazo para a posse e o

    incio do exerccio dos Ministros, na forma

    da lei;

    II - dirimir as dvidas que lhe forem

    submetidas pelo Presidente ou pelos

    Ministros, sobre a interpretao e

    execuo de norma regimental ou a ordem

    dos processos de sua competncia;

    III - conceder licena ao Presidente e

    aos Ministros, bem assim julgar os

    processos de verificao de invalidez de

    seus membros;

    IV - constituir comisses; As comisses so grupos que se ocupam

    de temas especficos dentro do Tribunal.

    V - elaborar e encaminhar a proposta

    oramentria do Superior Tribunal de

    Justia, bem como aprovar e encaminhar

    as propostas oramentrias dos Tribunais

    Regionais Federais, da Justia Federal de

    primeiro grau e do Conselho da Justia

    Federal;

    A proposta oramentria do Tribunal

    enviada todos os anos ao Poder Executivo

    para compor o oramento anual, que deve

    ser aprovado pelo Poder Legislativo. O STJ

    tambm aprova e encaminha as propostas

    dos outros Tribunais da Justia Federal e

    do CJF.

    VI - deliberar sobre a substituio de

    Ministro, nos termos do art. 56;

    VII - sumular a jurisprudncia

    uniforme comum s Sees e deliberar

    sobre a alterao e o cancelamento de

    suas smulas;

    Sumular significa inscrever certos

    posicionamentos na smula do Tribunal.

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    VIII - apreciar e encaminhar ao Poder

    Legislativo propostas de criao ou

    extino de cargos do quadro de

    servidores do Tribunal e a fixao dos

    respectivos vencimentos, bem como do

    Conselho da Justia Federal e da Justia

    Federal de primeiro e segundo graus;

    IX - apreciar e encaminhar ao Poder

    Legislativo projeto de lei sobre o

    Regimento de Custas da Justia

    Federal.

    O Regimento de Custas a norma que

    trata das custas

    COMPETNCIA DAS SEES

    PROCESSAR E JULGAR...

    I - os mandados de segurana, os

    habeas corpus e os habeas data contra

    ato de Ministro de Estado;

    Voc j sabe o que so essas aes, mas

    lembre-se de que elas so julgadas pelas

    sees somente quando seu objeto for ato

    de Ministro de Estado.

    II - as revises criminais e as aes

    rescisrias de seus julgados e das

    Turmas que compem a respectiva rea de

    especializao;

    Cada rgo julga as revises criminais e

    aes rescisrias contra seus prprios

    julgados. Essa regra se aplica Corte

    Especial e s Sees, mas quando as

    aes impugnarem os julgados das

    Turmas, a competncia para julgamento

    ser das Sees.

    III - as reclamaes para a preservao

    de suas competncias e garantia da

    autoridade de suas decises e das Turmas;

    IV - os conflitos de competncia entre

    quaisquer tribunais, ressalvada a

    competncia do Supremo Tribunal Federal

    (Constituio, artigo 102, I, o), bem assim

    entre Tribunal e Juzes a ele no

    vinculados e Juzes vinculados a Tribunais

    diversos;

    O STF competente para julgar os

    conflitos de competncia entre o STJ e

    quaisquer tribunais, entre Tribunais

    Superiores, ou entre estes e qualquer

    outro tribunal. O STJ (por meio das

    sees), por sua vez, competente para

    julgar os conflitos entre quaisquer outros

    Tribunais, ou entre um Tribunal e Juiz

    vinculado a outro Tribunal, ou ainda entre

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    Juzes vinculados a diferentes Tribunais.

    V - os conflitos de competncia entre

    relatores e Turmas integrantes da Seo;

    (VVHV VmR FRQIOLWRV TXH RFRUUHP GHQWURda seo, ou seja, entre as turmas que a

    compem.

    VI - os conflitos de atribuies entre

    autoridades administrativas e judicirias

    da Unio, ou entre autoridades judicirias

    de um Estado e administrativas de outro,

    ou do Distrito Federal, ou entre as deste e

    da Unio;

    A principal diferena entre os conflitos de

    competncia e os conflitos de atribuies

    que estes envolvem autoridades

    administrativas, enquanto aqueles

    envolvem apenas autoridades judicirias.

    VII - as questes incidentes em

    processos da competncia das Turmas da

    respectiva rea de especializao, as quais

    lhes tenham sido submetidas por essas;

    Este o caso de haver necessidade de

    decidir questo incidente em processo que

    est sendo analisado pela turma, e esta

    submeter a questo deciso da Seo.

    VIII - as suspeies e os

    impedimentos levantados contra os

    Ministros, salvo em se tratando de

    processo da competncia da Corte

    Especial;

    Se os processos forem de competncia da

    Corte Especial, ela decidir a respeito de

    impedimento e suspeio de Ministros.

    IX - os incidentes de uniformizao de

    jurisprudncia, quando ocorrer

    divergncia na interpretao do direito

    entre as Turmas que as integram, fazendo

    editar a respectiva smula.

    Se o conflito for entre as Turmas que

    compem a Seo, esta decidir. Se

    envolver diferentes Sees, a deciso

    caber Corte Especial.

    OUTRAS ATRIBUIES...

    I - julgar embargos infringentes e de

    divergncia (artigos 260 e 266, 1

    parte);

    II - julgar feitos de competncia de

    Turma, e por esta remetidos (art. 14);

    III - sumular a jurisprudncia

    uniforme das Turmas da respectiva

    rea de especializao e deliberar

    sobre a alterao e o cancelamento de

    smulas.

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    COMPETNCIA DAS TURMAS

    I - processar e julgar, originariamente:

    a) os habeas corpus, quando for coator

    Governador de Estado e do Distrito

    Federal, Desembargador dos Tribunais de

    Justia dos Estados e do Distrito Federal,

    membro dos Tribunais de Contas dos

    Estados e do Distrito Federal, dos

    Tribunais Regionais Federais, dos Tribunais

    Regionais Eleitorais e do Trabalho, dos

    Conselhos ou Tribunais de Contas dos

    Municpios e do Ministrio Pblico da Unio

    que oficie perante Tribunais;

    b) os habeas corpus, quando o coator for

    Tribunal cujos atos estejam diretamente

    subordinados jurisdio do Superior

    Tribunal de Justia.

    No processamento do habeas corpus,

    chamamos de coator a pessoa a quem

    atribuda a restrio da liberdade do

    paciente. A depender de quem o coator

    ou de quem o paciente, o Regimento

    designa rgos diferentes do STJ para

    julgar.

    II - julgar em recurso ordinrio:

    a) os habeas corpus decididos em nica

    ou ltima instncia pelos Tribunais

    Regionais Federais ou pelos Tribunais dos

    Estados, do Distrito Federal e Territrios,

    quando denegatria a deciso;

    b) os mandados de segurana decididos

    em nica instncia pelos Tribunais

    Regionais Federais ou pelos Tribunais dos

    Estados, do Distrito Federal e Territrios,

    quando denegatria a deciso.

    Nesses casos a competncia do STJ se

    resume ao julgamento de recursos de

    decises proferidas por outras instncias

    em habeas corpus e em mandado de

    segurana.

    III - julgar as apelaes e os agravos

    nas causas em que forem partes Estado

    estrangeiro ou organismo internacional, de

    um lado, e, do outro, Municpio ou pessoa

    residente ou domiciliada no Pas;

    Apelaes e agravos so espcies de

    recursos.

    IV - julgar, em recurso especial, as

    causas decididas em nica ou ltima

    instncia pelos Tribunais Regionais

    Federais ou pelos Tribunais dos Estados,

    Esta a definio legal de recurso

    HVSHFLDO TXH p R UHFXUVR FOiVVLFR de competncia do STJ.

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    do Distrito Federal e Territrios, quando a

    deciso recorrida:

    a) contrariar tratado ou lei federal, ou

    negar-lhes vigncia;

    b) julgar vlida lei ou ato de governo local

    contestado em face de lei federal;

    c) der lei federal interpretao

    divergente da que lhe haja atribudo outro

    Tribunal.

    Preparei ainda um quadro para ajudar voc a no se confundir

    quando estivermos falando de atribuies que so parecidas, entre os

    diversos rgos que estudamos na aula de hoje.

    NO SE CONFUNDA! CORTE ESPECIAL SEES TURMAS

    habeas corpus

    Quando o paciente for uma das seguintes pessoas:

    - Governadores dos Estados e do DF;

    - Desembargadores dos TJ;

    - Membros dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal;

    - Membros dos TRF, dos TRE e dos TST;

    - Membros dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municpios;

    - Membros do MPU que oficiem perante Tribunais.

    Contra ato de Ministro de Estado.

    Quando for coator:

    - Governador de Estado e do Distrito Federal;

    - Desembargador dos TJ;

    - Membro dos Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal;

    - Membro dos TRF, TRE, e TRT;

    - Membro, dos Conselhos ou Tribunais de Contas dos Municpios;

    - Membros do MPU que oficiem perante Tribunais.

    Quando o coator for Tribunal cujos atos estejam diretamente subordinados jurisdio do Superior Tribunal de Justia.

    Apenas em recurso ordinrio: os habeas corpus decididos em nica ou ltima instncia pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territrios, quando denegatria a deciso.

    Mandado de Segurana

    Contra ato do prprio Tribunal ou de qualquer de seus rgos.

    Contra ato de Ministro de Estado.

    Apenas em recurso ordinrio: os mandados de segurana decididos em nica instncia pelos Tribunais Regionais Federais ou pelos Tribunais dos Estados, do Distrito Federal e Territrios, quando denegatria a deciso.

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    habeas data Contra ato do prprio Tribunal ou de qualquer de seus rgos.

    Contra ato de Ministro de Estado.

    Revises Criminais e

    Aes Rescisrias

    De seus prprios julgados.

    De seus julgados e das Turmas que compem a respectiva rea de especializao.

    Reclamaes Para a preservao de sua competncia e garantia de suas decises.

    Para a preservao de suas competncias e garantia da autoridade de suas decises e das Turmas.

    Questes incidentes

    Em processos da competncia das Sees ou Turmas, as quais lhe tenham sido submetidas.

    Conflitos de Competncia

    Entre relatores ou Turmas integrantes de Sees diversas, ou entre estas.

    - Entre quaisquer tribunais, ressalvada a competncia do STF (CF, art. 102, I, o), bem assim entre Tribunal e Juzes a ele no vinculados e Juzes vinculados a Tribunais diversos;

    - Entre relatores e Turmas integrantes da Seo

    Conflitos de Atribuies

    Entre autoridades administrativas e judicirias da Unio, ou entre autoridades judicirias de um Estado e administrativas de outro, ou do Distrito Federal, ou entre as deste e da Unio.

    Suspeies e Impedimentos

    Levantados contra Ministro em processo de sua competncia.

    Levantados contra os Ministros, salvo em se tratando de processo da competncia da Corte Especial.

    Chegamos ao fim da parte terica de mais uma aula. A seguir

    esto algumas questes de concursos anteriores que tratam dos assuntos

    que estudamos hoje. Ao final h uma lista com as mesmas questes, mas

    sem os comentrios. Se ficar alguma dvida no deixe de me procurar! - Grande abrao!

    Paulo Guimares

    [email protected]

    www.facebook.com/pauloguimaraesfilho

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    8. QUESTES COMENTADAS

    1. STJ Analista Judicirio 2012 Cespe. Compete s Turmas julgar as apelaes e os agravos nas causas em que forem partes, de

    um lado, Estado estrangeiro, e, do outro, municpio.

    COMENTRIOS: Esta atribuio est prevista no item III da competncia

    das Turmas: julgar as apelaes e os agravos nas causas em que forem

    partes Estado estrangeiro ou organismo internacional, de um lado, e, do

    outro, Municpio ou pessoa residente ou domiciliada no Pas.

    GABARITO: C

    2. STJ Analista Judicirio 2012 Cespe. Cabe Segunda Seo processar e julgar feitos relativos a constituio e liquidao de

    sociedades.

    COMENTRIOS: O importante voc lembrar que as sees so

    divididas tematicamente em Direito Pblico, Direito Privado e Direito

    Penal. Constituio e liquidao de propriedades um tema afeto ao

    Direito Privado, e por isso conclumos que se trata de matria de

    competncia da 2 Seo.

    GABARITO: C

    3. STJ Analista Judicirio 2012 Cespe. Compete s Turmas o julgamento, em recurso ordinrio, de mandado de segurana decidido

    em nica instncia por tribunal regional, quando denegatria a deciso.

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    COMENTRIOS: Corretssimo! Lembre-se de que estamos falando aqui

    de competncia para julgar recursos, e no para julgar o mandado de

    segurana em si.

    GABARITO: C

    4. STJ Analista Judicirio 2012 Cespe. Incumbe Segunda Seo processar e julgar os feitos relativos a desapropriao.

    COMENTRIOS: Agora temos a banca sendo cruel... a desapropriao

    um procedimento que atinge a propriedade privada, mas est circunscrito

    ao Direito Pblico, e por isso objeto da 1 Seo, e no da 2.

    GABARITO: E

    5. STJ Analista Judicirio 2012 Cespe. A Corte Especial, cuja competncia no est sujeita especializao, integrada pelos quinze

    ministros mais antigos do STJ e presidida pelo presidente do tribunal.

    COMENTRIOS: Lembre-se sempre de que a competncia da Corte

    Especial no est sujeita a especializao, conforme art. 8, pargrafo

    nico.

    GABARITO: C

    6. STJ Tcnico Judicirio 2012 Cespe. Corte Especial, rgo especial do STJ, compete processar e julgar os governadores dos

    estados tanto nos crimes comuns quanto nos de responsabilidade.

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    COMENTRIOS: A Corte Especial somente julga os Governadores por

    crimes comuns! Nos crimes de responsabilidade eles so julgados por um

    Tribunal Especial.

    GABARITO: E

    7. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. Um recurso especial interposto em um processo de investigao de paternidade deve ser

    distribudo para a Terceira Seo.

    COMENTRIOS: Investigao de paternidade Direito de Famlia, que

    Direito Privado, e por isso a resposta seria a 2 Seo. A 3 Seo trata

    de Direito Penal, lembra!?

    GABARITO: E

    8. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. Os feitos relativos a servidores pblicos civis e militares devem ser julgados na Terceira

    Seo.

    COMENTRIOS: A relao do Estado com seus servidores matria de

    Direito Pblico, e por isso estamos falando da 1 Seo.

    GABARITO: E

    9. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. As aes que discutirem desapropriao para finalidade de reforma agrria devem ser julgadas

    na Primeira Seo.

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    COMENTRIOS: Agora voc j sabe que desapropriao Direito Pblico

    e tratado pela 1 Seo, no mesmo?

    GABARITO: C

    10. STJ Tcnico Judicirio 2008 Cespe. Processos que tenham por objeto a argio de nulidade do registro de uma propriedade

    industrial devem ser julgados pela Segunda Seo.

    COMENTRIOS: Propriedade industrial Direito Privado, no mesmo?

    Por isso estamos falando da 2 Seo mesmo! -

    GABARITO: C

    11. STJ Tcnico Judicirio 2008 Cespe. Um processo que discuta um registro pblico, quando o Estado participar da demanda,

    dever ser julgado pela Primeira Seo.

    COMENTRIOS: Registros pblicos fazem parte da competncia da 2

    Seo, mesmo quando o Estado participar da demanda!

    GABARITO: E

    12. STJ Tcnico Judicirio 2008 Cespe. O julgamento de processos referentes a matria penal em geral cabe Terceira Seo.

    COMENTRIOS: Justssimo! A temtica geral da 3 Seo o Direito

    Penal!

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    GABARITO: C

    13. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. O processamento e julgamento dos feitos em que se discute a responsabilidade civil do

    Estado cabe Segunda Seo.

    COMENTRIOS: Como estamos falando de responsabilidade civil do

    Estado, esses feitos so de competncia da 1 Seo.

    GABARITO: E

    14. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. Processos cujo objeto o questionamento de licitao devem ser julgados na Primeira Seo.

    COMENTRIOS: Licitao Direito Pblico, no mesmo?

    GABARITO: C

    15. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. O processamento e o julgamento de feitos relativos a falncias e concordatas competem

    Segunda Seo.

    COMENTRIOS: Falncias e concordatas so Direito Privado, pois um

    procedimento diretamente relacionado atividade empresarial. Na

    realidade hoje no existe mais concordata, mas sim a figura da

    recuperao judicial.

    GABARITO: C

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    16. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. Processo em que se discuta obrigao contratual deve ser processado e julgado pela

    Segunda Seo.

    COMENTRIOS: Obrigao contratual claramente um tema afeto ao

    Direito Privado, no mesmo?

    GABARITO: C

    17. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. Causas que envolvam discusso acerca da alquota de um tributo devem ser processadas e

    julgadas pela Terceira Seo.

    COMENTRIOS: Tributos so matria de Direito Pblico, e por isso esto

    na 1 Seo!

    GABARITO: E

    18. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. A competncia da Corte Especial no est sujeita especializao.

    COMENTRIOS: isso mesmo! A competncia da Corte Especial geral,

    e no depende de uma temtica especfica.

    GABARITO: C

    19. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. Questes que envolvam direito do trabalho devem ser julgadas na Segunda Seo.

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    COMENTRIOS: Direito do Trabalho Direito Privado, e por isso est na

    competncia da 2 Seo. Voc pode estar pensando: mas e a Justia do Trabalho?(PUHJUDquestes afetas ao Direito do Trabalho no passam pelo STJ, mas se est l no Regimento Interno pode aparecer na sua

    prova, ok!? -

    GABARITO: C

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    9. QUESTES SEM COMENTRIOS

    1. STJ Analista Judicirio 2012 Cespe. Compete s Turmas julgar as apelaes e os agravos nas causas em que forem partes, de

    um lado, Estado estrangeiro, e, do outro, municpio.

    2. STJ Analista Judicirio 2012 Cespe. Cabe Segunda Seo processar e julgar feitos relativos a constituio e liquidao de

    sociedades.

    3. STJ Analista Judicirio 2012 Cespe. Compete s Turmas o julgamento, em recurso ordinrio, de mandado de segurana decidido

    em nica instncia por tribunal regional, quando denegatria a deciso.

    4. STJ Analista Judicirio 2012 Cespe. Incumbe Segunda Seo processar e julgar os feitos relativos a desapropriao.

    5. STJ Analista Judicirio 2012 Cespe. A Corte Especial, cuja competncia no est sujeita especializao, integrada pelos quinze

    ministros mais antigos do STJ e presidida pelo presidente do tribunal.

    6. STJ Tcnico Judicirio 2012 Cespe. Corte Especial, rgo especial do STJ, compete processar e julgar os governadores dos

    estados tanto nos crimes comuns quanto nos de responsabilidade.

    7. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. Um recurso especial interposto em um processo de investigao de paternidade deve ser

    distribudo para a Terceira Seo.

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    8. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. Os feitos relativos a servidores pblicos civis e militares devem ser julgados na Terceira

    Seo.

    9. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. As aes que discutirem desapropriao para finalidade de reforma agrria devem ser julgadas

    na Primeira Seo.

    10. STJ Tcnico Judicirio 2008 Cespe. Processos que tenham por objeto a argio de nulidade do registro de uma propriedade

    industrial devem ser julgados pela Segunda Seo.

    11. STJ Tcnico Judicirio 2008 Cespe. Um processo que discuta um registro pblico, quando o Estado participar da demanda,

    dever ser julgado pela Primeira Seo.

    12. STJ Tcnico Judicirio 2008 Cespe. O julgamento de processos referentes a matria penal em geral cabe Terceira Seo.

    13. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. O processamento e julgamento dos feitos em que se discute a responsabilidade civil do

    Estado cabe Segunda Seo.

    14. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. Processos cujo objeto o questionamento de licitao devem ser julgados na Primeira Seo.

    15. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. O processamento e o julgamento de feitos relativos a falncias e concordatas competem

    Segunda Seo.

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    16. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. Processo em que se discuta obrigao contratual deve ser processado e julgado pela

    Segunda Seo.

    17. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. Causas que envolvam discusso acerca da alquota de um tributo devem ser processadas e

    julgadas pela Terceira Seo.

    18. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. A competncia da Corte Especial no est sujeita especializao.

    19. STJ Analista Judicirio 2008 Cespe. Questes que envolvam direito do trabalho devem ser julgadas na Segunda Seo.

    GABARITO

    1. C 11. E

    2. C 12. C

    3. C 13. E

    4. E 14. C

    5. C 15. C

    6. E 16. C

    7. E 17. E

    8. E 18. C

    9. C 19. C

    10. C