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Avaliação de Aptidões Sociais e Problemas de Comportamento

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  • Faculdade de Psicologia e de Cincias da Educao

    Universidade de Coimbra

    Avaliao de Aptides Sociais e Problemas de Comportamento Avaliao de Aptides Sociais e Problemas de Comportamento Avaliao de Aptides Sociais e Problemas de Comportamento Avaliao de Aptides Sociais e Problemas de Comportamento

    em Idade Prem Idade Prem Idade Prem Idade Pr----EscolarEscolarEscolarEscolar::::

    Retrato das Crianas Portuguesas Retrato das Crianas Portuguesas Retrato das Crianas Portuguesas Retrato das Crianas Portuguesas

    Sofia de Oliveira Major

    Bolseira de Doutoramento da

    Fundao para a Cincia e a Tecnologia

    (SFHR/BD/29141/2006)

    Coimbra 2011

    Dissertao de Doutoramento em

    Psicologia, rea de especializao em

    Avaliao Psicolgica, apresentada

    Faculdade de Psicologia e de Cincias da

    Educao da Universidade de Coimbra e

    realizada sob a orientao da Professora

    Doutora Maria Joo Seabra-Santos e do

    Professor Doutor Roy P. Martin.

  • Aos meus pais, Fernando e Dulce.

    Ao meu irmo, Mickal.

  • V

    AGRADECIMENTOSAGRADECIMENTOSAGRADECIMENTOSAGRADECIMENTOS

    A concretizao deste trabalho, de que resulta a apresentao desta dissertao, contou

    com a colaborao de diversas pessoas e entidades, sem as quais este estudo no poderia ter sido

    levado a bom porto, de entre as quais saliento:

    A minha orientadora, Professora Doutora Maria Joo Rama Seabra-Santos, que embarcou

    comigo nesta aventura e com quem tem sido um verdadeiro privilgio trabalhar. Como no sei

    bem por onde comear e, por consequncia, o agradecimento poderia tornar-se muito extenso,

    vou ser muito sinttica. Destaco o apoio incondicional e interesse neste projecto (desde o

    primeiro momento), a sua constante disponibilidade, rigor, conselhos, ensinamentos,

    encorajamentos e reviso cuidadosa desta dissertao.

    O meu orientador, Professor Doutor Roy P. Martin, com quem tive oportunidade de trabalhar

    na University of Georgia (Athens, EUA). Agradeo a boa disposio com que discutimos algumas

    questes relacionadas com este trabalho (tais como, estudos de anlise de clusters). Thanks for

    the advices: To be a good scientist you must know where the alligators are in the water! and

    Data become cold very fast.

    Ao Professor Doutor Kenneth W. Merrell, que tive oportunidade de conhecer na University of

    Oregon (EUA). Agradeo no s o facto de ter desenvolvido as PKBS-2 (objecto de estudo deste

    trabalho), a receptividade para a adaptao destas para a populao portuguesa, mas tambm a

    disponibilidade para esclarecer vrias questes que foram surgindo ao longo deste percurso.

    Os Professores da Faculdade de Psicologia e de Cincias da Educao da Universidade de

    Coimbra que me apoiaram ao longo deste anos, nomeadamente o Professor Doutor Mrio R.

    Simes.

    O Professor Doutor Jos Toms Silva, a quem agradeo a ajuda com o AMOS e as dicas para os

    estudos de anlise factorial confirmatria.

    A Faculdade de Psicologia e de Cincias da Educao da Universidade de Coimbra que me

    acolheu ao longo de todo o meu percurso acadmico, enquanto aluna de Licenciatura, Mestrado

    e Doutoramento.

    A Fundao para a Cincia e a Tecnologia, pela bolsa de Doutoramento que me foi concedida e

    sem a qual no teria sido possvel dedicar-me, exclusivamente, investigao. Agradeo tambm

    o apoio financeiro para a participao em congressos a nvel internacional, e a possibilidade de

    trabalhar dois meses com o meu orientador nos EUA.

  • VI

    Para a obteno de autorizaes para a recolha da amostra normativa: a Comisso Nacional de

    Proteco de Dados, as Direces Regionais de Educao de Norte a Sul do Pas, passando pelas

    Regies Autnomas, e a Direco Geral da Inovao e do Desenvolvimento Curricular.

    Para a recolha das amostras referentes a estudos de evidncia de validade: as Associaes de

    Portadores de Perturbao do Desenvolvimento e Autismo e a Associao dos Amigos do

    Autismo (APPDA-Norte, APPDA-Setbal e AMA); a Direco do Centro de Desenvolvimento do

    Hospital Garcia de Orta, a Dra. Maria Jos Fonseca e Dra. Anabela Farias; a Mestre Margarida

    Almeida (Centro de Desenvolvimento da Criana do Hospital Peditrico de Coimbra); a

    Associao Portuguesa de Portadores de Trissomia 21 (APPT-21) e a Dra. Lusa Cotrim; a

    Professora Doutora Maria do Cu Salvador, a Dra. Andreia Azevedo e a Dra. Ana Catarina

    Gaspar.

    Os Presidentes de Conselhos Executivos, Directores de Jardins-de-infncia e Escolas Bsicas do

    Primeiro Ciclo, pblicos e privados, que autorizaram a recolha dos protocolos nas suas

    instituies escolares.

    Os directores de estabelecimentos escolares com currculos bilingues, que consentiram a recolha

    dos protocolos para o estudo de formas paralelas, nomeadamente: o Externato Luso-Britnico, a

    Carlucci American School of Lisbon, Colgio St. Peters School, Colgio da Penina, Colgio

    Internacional de Vilamoura, Escola Internacional do Algarve e Escola Inglesa do Barlavento.

    Os Pais e Educadores/Professores de todas as crianas envolvidas neste estudo, que

    pacientemente responderam ao nosso pedido de colaborao. Destaco a participao dos pais e

    educadores que preencheram diversos questionrios, nomeadamente para os estudos de preciso

    e validade.

    Todas as crianas em idade pr-escolar (3-6 anos), que permitiram a concretizao desta

    investigaoavaliadas atravs das suas brincadeiras com os pares, comportamentos, relao

    com pais e educadoressem as quais este estudo no teria qualquer sentido ou significado.

    Destaco ainda a oportunidade de interagir mais directamente com esta faixa etria (to

    fascinante), aquando da avaliao de 80 crianas com a WPPSI-R e a EAPCASC.

    As crianas do Jardim-de-Infncia de Lordelo, EB1/JI do Alfeite e da Creche e Jardim-de-Infncia

    do Monte da Caparica que, dando largas sua imaginao, perante o tema meninos e meninas

    a brincar, criaram as autnticas obras de arte expostas na capa deste trabalho.

    A Vnia, amiga desde os tempos da faculdade, que prontamente aceitou dedicar umas quantas

    horas ltima reviso da presente dissertao.

    E, at last but not least Os meus pais e o meu irmo, a quem dedico (novamente) este trabalho.

    A todos aqui fica um grande e sentidoObrigada!

  • VII

    Sabia que uma em cada quatro interaces sociais com outra

    criana em idade pr-escolar assume um carcter agressivo? Ou,

    que aproximadamente 70% das crianas at aos 3 anos tm

    pelo menos uma birra por dia?

    Talvez um dos seus filhos seja calmo, flexvel e cooperante e o

    outro precisamente o oposto teimoso, resistente mudana e

    desatento.

    O desenvolvimento social, emocional e acadmico das

    crianas um processo incrvel. () So os anos incrveis com

    todas as suas lgrimas, culpa, raiva, gargalhada, alegria e amor.

    Adaptado de Carolyn Webster-Stratton

    (2006, Introduction, pp. 17-25)

  • VIII

  • IX

    NDICENDICENDICENDICE

    Introduo 1

    COMPONENTE TERICA

    Captulo 1.

    Avaliao Psicolgica em Idade Pr-Escolar

    1.1. Avaliao do Desenvolvimento Social e Emocional das Crianas.... 11

    1.1.1. Importncia das Aptides Sociais e da Regulao Comportamental... 13

    1.1.2. Problemas no Desenvolvimento Socioemocional... ... 17

    1.2. Importncia da Avaliao Precoce: Avaliar para Prevenir/Intervir. 24

    1.3. Avaliao Psicolgica no Pr-Escolar: Algumas Consideraes e Recomendaes.... 27

    1.3.1. Dificuldades Especficas da Avaliao Psicolgica no Pr-Escolar. 29

    1.3.2. Outras Variveis a Considerar no Decorrer do Processo Avaliativo 35

    1.4. As Escalas de Avaliao...... 39

    1.4.1. Vantagens das Escalas de Avaliao... 42

    1.4.2. Limitaes das Escalas de Avaliao.... 43

    1.4.3. Recomendaes na Utilizao de Escalas de Avaliao... 46

    1.4.4. Escalas de Avaliao Socioemocional Existentes em Portugal: Estado da Arte 48

    1.5. Sntese..... 54

    Captulo 2.

    A Utilizao de Questionrios: Acordo entre Informadores

    2.1. Importncia/Interesse do Recurso a vrios Informadores... 57

    2.2. Os Informadores mais Comuns 61

    2.2.1. Os Pais enquanto Informadores..... 62

    2.2.2. Os Educadores/Professores enquanto Informadores..... 64

    2.2.3. Utilidade da Informao Facultada pelos diferentes Informadores... 66

    2.3. O Recurso a vrios Informadores e a Existncia de Informao Diversa.... 68

    2.3.1. Informadores de Contextos Diferentes: Acordo Pais-Educadores/Professores. 70

    2.3.2. Informadores do mesmo Contexto..... 79

    2.4. Causas para as Divergncias na Informao Recolhida. 85

    2.4.1. As Caractersticas da Criana. 88

    2.4.2. As Caractersticas dos Informadores. 89

    2.4.3. As Caractersticas Familiares. 94

    2.4.4. As Caractersticas dos Instrumentos Utilizados... 95

    2.5. Abordagens mais Recentes no Estudo do Acordo entre Informadores ... 96

    2.6. Sntese. 98

  • X

    Captulo 3.

    Aptides Sociais e Problemas de Comportamento em Idade Pr-Escolar: Da Teoria

    Prtica da Avaliao

    3.1. Aptides Sociais e Competncia Social: Definies e Modelos Tericos. 101

    3.1.1. A Controversa Definio de Competncia Social e Aptides Sociais. 103

    3.1.2. Comportamento Adaptativo, Competncia Social e Aptides Sociais: Modelos

    Tericos de Integrao destes Constructos..

    108

    3.2. Desenvolvimento de uma T