Codigo Tributario Itabuna

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Contem o texto original da publicacao em diario oficial do codigo tributario do municipio de itabuna bahia

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  • PREFEITURA MUNICIPAL DE ITABUNA Avenida Princesa Isabel, n 678 So Caetano

    45607-001 Itabuna-Bahia

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    L E I N 2.173 , de 1 de outubro de 2010

    EMENTA: Dispe sobre o CDIGO TRIBUTRIO DO MUNICPIO DE ITABUNA, e d outras providncias.

    O PREFEITO MUNICIPAL DE ITABUNA, fao saber que a Cmara de Vereadores aprova e eu sanciono a seguinte Lei:

    DISPOSIO PRELIMINAR

    Art. 1. Compreende o Sistema Tributrio e de Rendas do Municpio de Itabuna o conjunto de princpios, regras, instituies e prticas que incidam direta ou indiretamente sobre um fato ou ato jurdico de natureza tributria, ou que alcance quaisquer das outras formas de receita previstas neste Cdigo. Pargrafo nico - Compreendem o Sistema de Normas Tributrias e de Rendas do Municpio de Itabuna os princpios e as normas gerais estabelecidas pela Constituio Federal, Tratados Internacionais recepcionados pelo Estado Brasileiro, Constituio Estadual, Lei Orgnica do Municpio, Leis Complementares de alcance nacional, estadual e municipal, sobretudo o Cdigo Tributrio Nacional, e, especialmente este Cdigo Tributrio e de Rendas, alm dos demais atos normativos, a exemplo de leis ordinrias, decretos, portarias, instrues normativas, convnios e praxes administrativas, cuja aplicao depender da conformidade com a natureza do tributo ou da renda.

    TTULO I

    DO SISTEMA TRIBUTRIO DO MUNICPIO Art. 2. Integram o Sistema Tributrio do Municpio, observado os princpios constitucionais, os seguintes tributos: I - Impostos sobre: a) a Propriedade Predial e Territorial Urbana IPTU; b) Servios de Qualquer Natureza - ISS; c) a Transmisso Inter Vivos de Bens Imveis - ITIV. II - Taxas decorrentes: a) Do exerccio regular do poder de polcia: 1. Taxa de Licena e Localizao - TLL;

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    2. Taxa de Fiscalizao do Funcionamento - TFF; 3. Taxa de Vigilncia Sanitria - TVS; 4. Taxa de Licena para Explorao de Atividades em Logradouros Pblicos - TLE; 5. Taxa de Licena de Execuo de Obras e Urbanizao de reas Particulares TLO; 6. Taxa de Promoo e Publicidade TPP. b) Da utilizao de servios pblicos municipais: 7. Taxa de Expediente TE. III - Contribuies Municipais: a) de Melhoria; b) para o Custeio do Servio de Iluminao Pblica - CIP.

    TTULO II DAS DISPOSIES GERAIS

    CAPTULO I

    Da Legislao Tributria Art. 3. A expresso "legislao tributria municipal" compreende as leis, os decretos, as normas complementares e convnios firmados pelo Municpio que versem, no todo ou em parte, sobre tributos municipais e relaes jurdicas a eles pertinentes.

    CAPTULO II Da Obrigao Tributria

    Seo I

    Das Modalidades Art. 4. A obrigao tributria compreende as seguintes modalidades: I - obrigao tributria principal; II - obrigao tributria acessria. 1 - Obrigao tributria principal a que surge com a ocorrncia do fato gerador e tem por objeto o pagamento de tributo ou de penalidade pecuniria, extinguindo-se juntamente com o crdito dela decorrente. 2 - Obrigao tributria acessria a que decorre da legislao tributria municipal e tem por objeto a prtica ou a absteno de atos nela previstos, no interesse da Fazenda Municipal. 3 - A obrigao tributria acessria, pelo simples fato de sua inobservncia, converte-se em principal relativamente penalidade pecuniria.

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    4 - A prtica de ato simulado, nulo ou anulvel, bem como a prtica de ato sem licena, no exime o pagamento dos tributos correspondentes.

    Seo II Do Fato Gerador

    Art. 5. Fato gerador da obrigao principal a situao definida neste Cdigo como necessria e suficiente para justificar o lanamento e a cobrana de cada um dos tributos de competncia do Municpio. Art. 6. Fato gerador da obrigao acessria qualquer situao que, na forma da legislao tributria do Municpio, imponha a prtica ou a absteno de ato que no configure obrigao principal. Pargrafo nico - Consideram-se ocorrido o fato gerador e existente os seus efeitos: I - tratando-se de situao de fato, desde o momento em que se verifiquem circunstncias materiais necessrias para que produzam os efeitos que normalmente lhes so prprios; II - tratando-se de situao jurdica, desde o momento em que esteja definitivamente constituda, nos termos do direito aplicvel.

    CAPTULO III Do Sujeito Ativo

    Art. 7. Sujeito ativo da obrigao tributria o Municpio de Itabuna, ou aqueles definidos pela legislao municipal, titular da competncia para exigir o cumprimento das obrigaes relativas aos tributos, nos termos do sistema constitucional tributrio.

    CAPTULO IV Do Sujeito Passivo

    Art. 8. Para os efeitos da legislao tributria municipal consideram-se sujeitos passivos de obrigaes tributrias os contribuintes e responsveis apontados neste Cdigo, e nos demais diplomas normativos que compem o Sistema Tributrio do Municpio. Art. 9. Sem prejuzo de outras pessoas fsicas ou jurdicas, ou quem se equiparem, considera-se sujeito passivo: I - as pessoas jurdicas de direito pblico e as de direito privado, que exeram atividades no Municpio, sejam quais forem seus fins, nacionalidade ou participantes no capital; II - as filiais, sucursais, agncias ou representaes no Municpio, das pessoas jurdicas com sede no exterior; III - os consrcios de empresas e os condomnios residenciais e no residenciais; IV - os profissionais autnomos; V - as sociedades no-personificadas; VI - os empresrios; VII - as pessoas fsicas; VIII - o esplio e a massa falida.

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    Seo I

    Solidariedade Art. 10. So solidariamente obrigadas as pessoas que, embora no expressamente designadas neste Cdigo, tenham interesse comum na situao que constitua o fato gerador da obrigao principal. Art. 11. A solidariedade produz os seguintes efeitos: I - o pagamento efetuado por um dos obrigados aproveita aos demais; II - a iseno ou remisso do crdito tributrio exonera todos os obrigados, salvo se outorgada pessoalmente a um deles, subsistindo neste caso, a solidariedade quanto aos demais pelo saldo; III - a interrupo da prescrio, em favor ou contra um dos obrigados, favorece ou prejudica os demais.

    Seo II Capacidade Tributria

    Art. 12. A capacidade tributria passiva independe: I - da capacidade civil das pessoas naturais; II - de achar-se a pessoa natural sujeita a medidas que importem privao ou limitao do exerccio de atividades civis, comerciais ou profissionais, ou da administrao direta de seus bens ou negcios; III - de estar a pessoa jurdica regularmente constituda, bastando que configure uma unidade econmica ou profissional.

    Seo III Do Domiclio Tributrio

    Art. 13. Ao contribuinte ou responsvel facultado escolher e indicar ao Fisco o seu domiclio tributrio, assim entendido o lugar onde desenvolve sua atividade, responde por suas obrigaes e pratica os demais atos que constituam ou possam vir a constituir obrigao tributria. 1. - Na falta de eleio do domiclio tributrio pelo contribuinte ou responsvel, considerar-se- como tal: I - quanto s pessoas fsicas, a sua residncia habitual ou, sendo esta incerta ou desconhecida, a sede habitual de sua atividade; II - quanto s pessoas jurdicas de direito privado ou s firmas individuais, o lugar de sua sede ou, em relao aos fatos que deram origem a obrigao tributria, o de cada estabelecimento; III - quanto s pessoas jurdicas de direito pblico, qualquer de suas reparties, no territrio do Municpio. 2. - Quando no couber a aplicao das regras previstas em quaisquer dos incisos do pargrafo anterior, considerar-se- como domiclio tributrio do contribuinte ou responsvel o lugar da situao dos bens ou da ocorrncia dos atos ou fatos que deram origem obrigao tributria respectiva.

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    3. - O Fisco pode recusar o domiclio eleito, quando sua localizao, acesso ou quaisquer outras caractersticas impossibilitem ou dificultem a arrecadao ou fiscalizao do tributo, aplicando-se, ento, a regra do pargrafo anterior. Art. 14. O domiclio tributrio ser obrigatoriamente consignado nas peties, requerimentos, reclamaes, recursos, declaraes, guias, consultas e quaisquer outros documentos dirigidos ou apresentados ao Fisco.

    Seo IV Da Responsabilidade Tributria

    Art. 15. Os crditos tributrios relativos ao imposto predial e territorial urbano, as taxas pela utilizao de servios que gravem os bens imveis e a contribuio de melhoria sub-rogam-se na pessoa dos respectivos adquirentes, salvo quando conste do ttulo a prova de sua quitao. Pargrafo nico - No caso de arrematao em hasta pblica, a sub-rogao ocorre sobre o respectivo preo. Art. 16. So pessoalmente responsveis: I - o adquirente ou remitente, pelos tributos relativos aos bens adquiridos ou remidos, sem que tenha havido prova de sua quitao; II - o sucessor a qualquer ttulo ou o cnjuge meeiro, pelos tributos devidos at a data da partilha ou adjudicao, limitada esta responsabilidade no montante do quinho do legado ou da meao; III - o esplio, pelos tributos devidos pelo de cujus at a data da abertura da sucesso. Art. 17. A pessoa jurdica de direito privado, que resultar de fuso, ciso, transformao ou incorporao de outra ou em outra, responsvel pelos tributos devidos, at a data do ato, pelas pessoas jurdicas de direito privado fusionadas, transformadas ou incorporadas. 1. - O disposto neste artigo aplica-se aos casos de extino de pessoas jurdicas de direito privado, quando a explorao da respectiva atividad

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