Comunicare servidores 157

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Comunicare Servidores 157

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  • Atividade fsica e sade: recomendaes da Organizao Mundial da Sade

    A histria das cincias e os instrumentos de navegao

    Entenda o novo procedimento para divulgao de eventos

    Saiba mais sobre o oramento da UFABC

    Informativo Interno n 157- novembro de 2014

    Sociodrama pblico encerra projeto de extenso

    Danando ao som dos Beatles

  • Informativo Interno da Fundao Universidade Federal do ABC n 157 novembro de 2014

    Envie suas sugestes para comunicacao@ufabc.edu.br

    Projeto Jogos Teatrais ter encerramento com Sociodrama Pblico

    Proex

    O projeto de extenso Jogos teatrais e a formao do professor reflexivo coordenado ao longo do ano de 2014 pelas professoras Maria Candida Varone de Morais Capecchi e Maisa Helena Altarugio, do CCNH, ter encerramento com um sociodrama pblico de tema A relao pedaggica em questo.

    A ideia para o projeto surgiu da experincia que a Prof. Maria Candida tinha com laboratrios teatrais. Tenho observado o potencial do sociodrama (psicodrama em que so discutidas questes grupais) para a promoo de novas formas de interpretao de situaes vivenciadas pelos participantes, e dos Jogos Teatrais como forma de tornar professores mais abertos interao com os alunos., diz a professora.

    O objetivo principal do projeto proporcionar aos participantes um espao de reflexo sobre relaes pedaggicas e pessoais, tendo como foco algumas prticas da formao de atores como forma de aguar as percepes e possibilidades de reflexo, para criar um olhar observador e uma postura crtica em relao as suas capacidades e a potencialidade do espao a sua volta. Segundo os participantes e as coordenadoras esse objetivo foi alcanado com sucesso.

    O sociodrama ser realizado no dia 01/12, das 14h30 s 17h00, no auditrio 001 do Cmpus So Bernardo. Ao incio sero apresentadas diversas cenas trazidas pelos participantes do projeto para confrontar o pblico com o tema, e logo em seguida o pblico ser convidado a participar abertamente, sugerindo cenas e situaes e tambm participando no palco.

  • Informativo Interno da Fundao Universidade Federal do ABC n 157 novembro de 2014

    Envie suas sugestes para comunicacao@ufabc.edu.br

    UFABCincia

    A Histria das Cincias nos Instrumentos de Navegao MartimaSuseli de Paula Vissicaro

    No fcil sair de um lugar e ter que chegar em outro quando no se sabe o caminho. Atualmente, podemos usar o GPS e os aplicativos de celular para nos ajudar, mas imagine esta situao h cerca de 500 anos! Difcil, no? Voc certamente j sabe que os portugueses chegaram ao Brasil no ano de 1500, mas como ser que eles chegaram at aqui?

    Na verdade, no importa agora como eles chegaram at aqui, se foi ao acaso ou no, o que importa o que utilizaram para chegar, como conseguiram se localizar em alto mar e que instrumentos possibilitaram conhecer a posio em que se encontravam at aportarem em terras brasileiras.

    Mas ser que os instrumentos de navegao podem nos contar tantas coisas assim? Para os historiadores da Cincia, eles podem sim, pois fazem parte da cultura material da cincia que, segundo GRANATO (2007:3), seria o estudo no do objeto em si, mas das diferentes tcnicas e tecnologias contidas naquele objeto, por quem e para quem este objeto foi construdo, com que finalidade e se seu uso correspondeu ao objetivo para que foi originalmente construdo.

    A introduo de tal estudo vai ao encontro dos Parmetros Curriculares Nacionais que sugerem que a Histria das Cincias seja introduzida j nos anos iniciais do Ensino Fundamental, a partir da Histria dos Ambientes ou das Invenes, apresentando a cincia numa perspectiva histrica, social e cultural.

    A partir da temtica das Grandes Navegaes, perguntou-se a alunos do 3 ano do Ensino Fundamental I, como os portugueses haviam chegado s terras brasileiras? Para responder a questo foi preciso pensar o que eles precisavam saber. O passo seguinte, dentro de uma proposta didtica planejada, foi pesquisar os instrumentos de navegao do perodo e escolher um, dentre vrios, para construir e explorar em uma atividade prtica.

    O instrumento escolhido para construo foi o quadrante. Um quadrante um instrumento de madeira ou lato, que permitia medir alturas inacessveis. Este instrumento foi muito utilizado pelos navegadores portugueses, principalmente para medir a altura dos astros1 ou de objetos, e atravs de clculos, ajudar na localizao em alto mar. um instrumento de medida

    1 Cosimo de Bartoli(1503 1572) no livro Del modo di misurare, dedica-se aos modos de medir utilizando o instrumento mais adequado. SAITO& DIAS (2011), no artigo Histria e Ensino de Matemtica: construo e uso de instrumentos de medida do sculo XVI, propem trs atividades baseadas em excertos da obra, utilizando o quadrante e o bculo.

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  • Informativo Interno da Fundao Universidade Federal do ABC n 157 novembro de 2014

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    Referncias

    BRASIL. Parmetros Curriculares Nacionais: Cincias Naturais. Secretaria de Educao Fundamental. Braslia: MEC/SEF, 1997.

    FERNANDES, Telma C. D.; LONGUINI, Marcos Daniel; MARQUES, Deividi Mrcio. A construo de um antigo instrumento de navegao martima e o seu emprego em aulas de Astronomia e Matemtica. Histria da Cincia e Ensino, vol. 4, p. 62-79, 2011.

    GRANATO, Marcus. et al. Objetos de cincia e tecnologia como fontes documentais para a histria das cincias: resultados parciais. VIII ENANCIB, Salvador, Bahia, outubro de 2007.

    LACERDA, Janana. Instrumentos cientficos como fonte para a histria da cincia: uma histria possvel. S.d. Disponvel em: http://www.historica.arquivoestado.sp.gov.br/materias/anteriores/edicao13/materia01/texto01.pdf. Acesso em outubro de 2012.

    2 Fonte consultada: http://www.museutec.org.br/previewmuseologico/o_quadrante.htm

    simples e consiste num quarto de crculo com duas pnulas de pontaria (espcie de mira) perfuradas num dos seus lados retos, um fio de prumo fixo ao centro do arco e uma escala de graduao inscrita na borda do quarto de crculo2. Depois da construo, os alunos exploraram o instrumento e calcularam com ele a altura do prdio da escola. A explorao do instrumento

    como ferramenta didtica permite ao aluno visualizar as relaes entre a Astronomia, a Matemtica e a Histria, numa perspectiva interdisciplinar, a partir das intervenes realizadas pelo professor. Segundo FERNANDES et al (2011:78), estimulando o aluno a realizar tanto a construo, quanto o uso do instrumento em estudo, ofereceremosoportunidades aos prprios estudantes de construrem suas trajetrias de aprendizagem.

    Ao resgatarmos a histria dos instrumentos de navegao, sobretudo o quadrante, no estamos apresentando uma histria de uma coleo de instrumentos mortos e descartados (GALISON, 1988 apud LACERDA, s.d.: 2), mas estimulando uma anlise do que seria a cincia para aqueles que construram os instrumentos naquele determinado perodo histrico, por quais motivos e de quais conhecimentos fizeram uso.

    Apresentou-se apenas um recorte do que pode ser explorado em sala de aula a partir da histria dos instrumentos. A proposta didtica da qual este recorte faz parte encontra-se descrita na dissertao de mestrado intitulada: A construo de uma proposta didtico-metodolgica a partir da histria dos instrumentos de navegao martima portugueses, desenvolvida no programa de Mestrado em Ensino, Histria e Filosofia das Cincias e Matemtica da UFABC, pela autora deste texto.

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  • Informativo Interno da Fundao Universidade Federal do ABC n 157 novembro de 2014

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    Voc tem curiosidade de saber sobre o oramento da UFABC ?

    Etapas do Processo Oramentrio

    Propladi

    O que exatamente entende-se por etapas do Processo Oramentrio?

    O Oramento da UFABC faz parte de algo bem maior que o Oramento do Governo Federal e, por isso, para compreender as etapas do Processo Oramentrio da Universidade necessrio reportar-se s etapas do Processo Oramentrio da Unio. Por essas etapas entende-se: PLANEJAMENTO, EXECUO E PRESTAO DE CONTAS.

    Quando ocorre o Planejamento e o que realizado nesta etapa, no mbito do Governo Federal e da UFABC?

    O Planejamento ocorre de janeiro a dezembro do ano anterior ao exerccio de referncia do Oramento. Nesta etapa, o Governo determina quais aes sero prioritrias para o exerccio seguinte, dentro das diversas reas de atuao do Estado (como por exemplo, a educao superior) e estima quantos recursos poder gastar com as aes priorizadas. Em seguida, determinado o valor que cada entidade (rgos, empresas, etc.) receber para efetiva execuo das aes prioritrias e manuteno das atividades do Governo. J a UFABC, no primeiro semestre do perodo desta etapa, levanta junto s suas unidades administrativas a relao discriminada das demandas das reas, e seus respectivos valores, para o exerccio subsequente. E no segundo semestre do perodo, quando conhecidos os valores totais atribudos pelo MEC, a Universidade ajusta as demandas levantadas a esses valores, obtendo-se o Oramento da UFABC.

    Quando ocorre a Execuo e o que realizado nesta etapa, no mbito do Governo Federal e da UFABC?

    A execuo ocorre de janeiro a dezembro do exerccio de referncia do Oramento. O Governo distribui os valores pr-determinados no Planejamento para cada entidade do Governo Federal e monitora a utilizao dos recursos. Quanto UFABC, nesta etapa, medida que se observa necessidades, so instrudos processos pelas reas demandantes para aquisio de bens ou contratao de servios, os quais so encaminhados para licitao. Sendo que, a essas demandas designada parte suficiente de crditos oramentrios. Depois de finalizada a licitao, se bem sucedida,

    firma