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Constituiçao Estadual do Ceara

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CONSTITUIO DO ESTADO DO CEAR 1989

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Fernando Antonio Costa de Oliveira Ruth Rodrigues de Lima (Coordenadores)

CONSTITUIO DO ESTADO DO CEAR 1989

Fortaleza - Ce

2000

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Copyright 1999 Edies INESP Coordenadores: Fernando Antonio Costa de Oliveira Ruth Rodrigues de Lima Diagramao: Carlos Edlson Arajo Jos Mrio Giffoni Barros Ilustrao da Capa: Fernando Antonio de Aguiar Ferreira Reviso: Ruth Rodrigues de Lima Carlos Edlson Arajo Liliana Gurgel Campos Impresso e Acabamento: Grfica do INESP

2000 Proibida a reproduo total ou parcial. Os infratores sero processados na forma da lei. EDITORA INESP Av. Pontes Vieira 2391, Ed. Comercial Magna Pontes, D. Torres, Fone/fax 277-2914 CEP 60.130-241 Fortaleza-Ce. E-mail: [email protected]

Distribuio Gratuita

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ASSEMBLIA LEGISLATIVA DO ESTADO DO CEAR Mesa Diretora 1999 2000Dep. Jos Welington Landim Presidente Dep. Jos Vasques Landim 1 Vice - Presidente Dep. Jos Sarto Nogueira Moreira 2 Vice - Presidente Dep. Marcos Csar Cals de Oliveira 1 Secretrio Dep. Carlomano Gomes Marques 2 Secretrio Dep. Jos Ilrio Gonalves Marques 3 Secretrio Dep. Domingos Gomes de Aguiar Filho 4 Secretrio

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DEPUTADOS ESTADUAIS 25 LEGISLATURA

Acilon Gonalves Artur Bruno Carlomano Marques Dionsio Lapa Eudoro Santana Fernando Hugo Francisco Aguiar Gony Arruda Idemar Cit Ins Arruda Joo Bosco Manuel Duca Marcelo Sobreira Mauro Filho Osmar Baquit Pastor Heriberto Paulo Duarte Pedro Timb Raimundo Macedo Rogrio Aguiar Sineval Roque Teodorico Menezes Valdomiro Tvora Welington Landim Edilmo Costa*

Antnio Granja Carlos Cruz Chico Lopes Domingos Filho Fabiola Alencar Francini Guedes Giovani Sampaio Gorete Pereira Ilrio Marques Joo Alfredo Jos Sarto Manoel Veras Marcos Cals Mosio Loiola Patrcia Gomes Paulo Afonso Paulo Linhares Pedro Uchoa Ricardo Almeida Srgio Benevides Tourinho Filho Tomaz Brando Vasques Landim Antnio Jac * Oriel Nunes *

* suplentes em exerccio

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Grupo de Trabalho

Presidente Fernando Antnio Costa de Oliveira Coordenao Ruth Rodrigues de Lima Membros Fernando Antnio de Aguiar Ferreira Gina Vidal Marclio Pompeu Leonardo Colares de Borba Apoio Carlos Edilson Araujo Diana Cavalcante Vieira Liliana Gurgel Campos

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APRESENTAO

A atual Mesa Diretora da Assemblia Legislativa do Estado do Cear, compreendendo a significao tico-poltica do acesso pelos diferentes segmentos sociais Constituio Estadual de 1989, decidiu republic-la em sua 3 edio. Sua importncia manifesta-se no fato de ser fonte de validade de todo o ordenamento jurdico estadual. Isto significa que a Constituio estabelece os valores superiores que devem ser realizados pelo direito, inclusive os direitos fundamentais das pessoas e dos grupos, alm de dispor sobre a estrutura bsica do Estado. Da a necessidade da divulgao do texto constitucional, cujo conhecimento imprescindvel formao de uma conscincia cidad.

Dep. Welington Landim Presidente da Assemblia Legislativa do Estado do Cear 1999-2000

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SUMRIO TTULO I Dos Princpios Fundamentais (arts. 1 a 4) TTULO II Da Participao Popular (arts. 5 a 13) TTULO III Da Organizao Estadual (arts. 14 a 24) Captulo Captulo I IIDisposies Gerais (arts. 14 a 18) Dos Bens (arts. 19 a 24)

TTULO IV Do Municpio (arts. 25 a 44) Captulo Captulo Captulo Captulo Captulo Captulo I II III IV V VIDisposies Gerais (arts. 25 a 33) Da Cmara Municipal (arts. 34 a 36) Do Executivo Municipal (arts. 37 e 38) Da Interveno no Municpio (arts. 39 e 40) Da Fiscalizao Financeira (arts. 41 e 42) Da Integrao Regional (arts.43 e 44)

TTULO V Dos Poderes Estaduais (arts. 45 a 128) Captulo Seo Seo Seo Seo Seo Subseo Subseo Seo I I II III IV V I II VIDo Poder Legislativo (arts. 45 a 81) Disposies Gerais (arts. 45 a 48) Das Atribuies da Assemblia Legislativa (arts. 49 e 50) Dos Deputados (arts. 51 a 54) Das Comisses (arts. 55 a 57) Do Processo Legislativo (arts. 58 a 66) Da Emenda Constitucional (art. 59) Das Leis (arts. 60 a 66) Da Fiscalizao Contbil, Financeira e Oramentria (arts. 67 a 81) Disposies Gerais (arts. 67 a 70) Do Tribunal de Contas (arts. 71 a 76) Do Tribunal de Contas do Municpios (arts. 77 a 81) Do Poder Executivo (arts. 82 a 93) Do Governador e do Vice-Governador do Estado (arts. 82 a 87) Das Atribuies do Governador do Estado (art. 88) Das Responsabilidades do Governador e do Vice-Governador do Estado (arts. 89 e 90) Dos Secretrios de Estado (arts. 91 a 93) Do Poder Judicirio (arts. 94 a 128) Disposies Gerais (arts. 94 a 106) Do Tribunal de Justia (arts. 107 a 109)

Subseo I Subseo II Subseo III Captulo Seo Seo Seo Seo Captulo Seo Seo II I II III IV III I II

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Seo Seo Seo Seo Seo Seo Seo Seo Seo

III IV V VI VI I VI II IX X XI

Dos Tribunais de Alada (arts. 110 a 113) Do Tribunal do Jri (art. 114) Dos Juzes de Direito (arts. 115 a 121) Dos Juzes Substitutos (art. 122) Da Justia Militar (art. 123) Dos Juzes Especiais (art. 124) Dos Juizados de Pequenas Causas (art. 125) Dos Juizados de Paz (art. 126) Do Controle Direto de Inconstitucionalidade (arts. 127 e 128)

TTULO VI Das Atividades Essenciais dos Poderes Estaduais (arts. 129 a 190) Captulo I Captulo II Captulo III Captulo IV Seo I Seo II Seo III Captulo Seo Seo Seo Seo V I II III IVDo Ministrio Pblico (arts. 129 a 145) Da Defensoria Pblica (arts. 146 a 149) Da Procuradoria-Geral do Estado (arts. 150 a 153) Da Administrao Pblica (arts. 154 a 177) Disposies Gerais (arts. 154 a 165) Dos Servidores Pblicos Civis (arts. 166 a 175) Dos Servidores Pblicos Militares (arts. 176 e 177) Da Segurana Pblica e da Defesa Civil (arts. 178 a 190) Disposies Gerais (arts. 178 a 182) Da Polcia Civil (arts. 183 a 186) Da Polcia Militar (arts. 187 e 188) Do Corpo de Bombeiros Militares (arts. 189 e 190

TTULO VII Da Tributao e do Oramento (arts. 191 a 213) Captulo I Captulo II Captulo III Captulo IVDisposies Gerais (arts. 191 a 195) Dos Impostos Estaduais (arts. 196 a 201) Dos Impostos do Municpio (art. 202) Dos Oramentos (arts. 203 a 213)

TTULO VIII Das Responsabilidades Culturais, Sociais e Econmicas (arts. 214 a 336) Captulo I Captulo II Captulo III Captulo IV Captulo V Captulo VI Captulo VII Captulo VIII Captulo IXDisposies Gerais (art. 214) Da Educao (arts. 215 a 232) Da Cultura (arts. 233 a 237) Do Desporto (arts. 238 a 241) Da Comunicao Social (arts. 242 a 244) Da Sade (arts. 245 a 252) Da Cincia e Tecnologia (arts. 253 a 258) Do Meio Ambiente (arts. 259 a 271) Da Famlia, da Criana, do Adolescente,

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Captulo Capitulo Captulo

X XI XII

do Idoso e da Mulher (arts. 272 a 287) Da Poltica Urbana (arts. 288 a 308) Da Poltica Agrcola e Fundiria (arts. 309 a 328) Da Assistncia Social (arts. 329 a 336)

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ATO DAS DISPOSIES CONSTITUCIONAIS TRANSITRIASArts. 1 ao 41..........................................................................000

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EMENDAS CONSTITUCIONAIS Emenda Constitucional n 1, Emenda Constitucional n 2, Emenda Constitucional n 3, Emenda Constitucional n 4, Emenda Constitucional n 5, Emenda Constitucional n 6, Emenda Constitucional n 7, Emenda Constitucional n 8, Emenda Constitucional n 9, Emenda Constitucional n 10, Emenda Constitucional n 11, Emenda Constitucional n 12, Emenda Constitucional n 13, Emenda Constitucional n 14, Emenda Constitucional n 15, Emenda Constitucional n 16, Emenda Constitucional n 17, Emenda Constitucional n 18, Emenda Constitucional n 19, Emenda Constitucional n 20, Emenda Constitucional n 21, Emenda Constitucional n 22, Emenda Constitucional n 23, Emenda Constitucional n 24, Emenda Constitucional n 25, Emenda Constitucional n 26, Emenda Constitucional n 27, Emenda Constitucional n 28, Emenda Constitucional n 29, Emenda Constitucional n 30, Emenda Constitucional n 31, Emenda Constitucional n 32, Emenda Constitucional n 33, Emenda Constitucional n 34, Emenda Constitucional n 35, Emenda Constitucional n 36, Emenda Constitucional n 37, Emenda Constitucional n 38, Emenda Constitucional n 39, Emenda Constitucional n 40, Emenda Constitucional n 41, Emenda Constitucional n 42, Emenda Constitucional n 43, de 9.abr.91 de 16.mai.91 de 15.ago.91 de 25.set.91 de 13.dez.91 de 13.dez.91 de 26.jun.92 de 3.nov.92 de 16.dez.92 de 29.mar.94 de 29.mar.94 de 29.mar.94 de 7.abr.94 de 7.abr.94 de 7.abr.94 de 13.dez.94 de 13.dez.94 de 13.dez.94 de 13.dez.94 de 23.nov.95 de 14.dez.95 de 14.dez.95 de 14.dez.95 de 14.dez.95 de 15.dez.95 de 6.ago.96 de 4.dez.96 de 30.abr.97 de 30.abr.97 de 13.mai.97 de 12.ago.97 de 14.out.97 de 22.dez.97 de 30.jun.98 de 30.jun.98 de 30.jun.98 de 30.jun.98 de 28.abr.99 de 5.mai.99 de 29.jun.99 de 29.jun.99 de 2.set.99 de 14.out.99

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AES DIRETAS DE INCONSTITUCIONALIDADE ADIn n 1780-0................................................................. ADIn n 1443-9................................................................. ADIn n 1000-0................................................................. ADIn n 749-1................................................................... ADIn n 702-5................................................................... ADIn n 429-8................................................................... ADIn n 307-1................................................................... ADIn n 289-9................................................................... ADIn n 279-1................................................................... ADIn n 251-1................................................................... ADIn n 188-4................................................................... ADIn n 145-1................................................................... ADIn n 143-4................................................................... ADIn n 136-1...................................................................

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NDICE REMISSIVO ............................................................... NDICE REMISSIVO - ADCT ..................................................

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PREMBULO

Em nome do povo cearense, no exerccio da atividade constituinte, derivada da expressa reserva de poder da representao soberana da Nao brasileira, a Assemblia Estadual Constituinte, invocando a proteo de Deus, adota e promulga a presente Constituio, ajustada ao Estado Democrtico de Direito, implantado na Repblica Federativa do Brasil.

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TTULO I DOS PRINCPIOS FUNDAMENTAIS Art. 1 O Estado do Cear, unidade integrante da Repblica Federativa do Brasil, com os seus Municpios, exprime a sua autonomia poltica na esfera de competncias remanescentes, mediante esta Constituio e as leis que adotar. Art. 2 O povo a fonte de legitimidade dos poderes constitudos, exercendo-os diretamente ou por seus representantes, investidos na forma estabelecida por esta Constituio. Art. 3 So Poderes do Estado, independentes e harmnicos entre si, o Legislativo, o Executivo e o Judicirio. 1 O Poder Legislativo exercido pela Assemblia Legislativa e atravs do povo, na forma estabelecida por esta Constituio. 2 O Poder Executivo exercido pelo Governador do Estado, auxiliado pelos secretrios e rgos que lhe so subordinados na forma prevista por esta Constituio e legislao infraconstitucional. 3 O Poder Judicirio exercido por juzes e tribunais. 4 vedada a delegao de atribuies de um Poder ao outro, salvo as excees previstas nesta Constituio. Art. 4 O espao territorial cearense constitudo por conformaes regionais microrregies e regio metropolitana por aglutinao de Municpios limtrofes, atendendo as suas peculiaridades fisiogrficas, scio-econmicas e culturais, para fins de planejamento, alocao de recursos e cumprimento da ao governamental, em todas as atividades essenciais, objetivando o desenvolvimento integrado, a erradicao da misria e da marginalidade, com generalizada partilha dos benefcios civilizatrios pelos diferentes ncleos populacionais.*Lei Complementar n 3, de 26 de junho de 1995 - D.O. de 27.6.1995, alterada pela Lei Complementar n 18, de 29 de dezembro de 1999 D. O. de 29.12.1999.

1 A articulao regional destina-se ao fortalecimento dos Municpios, com a participao comunitria de maior alcance no equacionamento dos problemas bsicos, corrigindo as disparidades, diminuindo os custos operativos nos empreendimentos governamentais, eliminando os desperdcios e ampliando os mecanismos de controle, visando eficincia, lisura e celeridade. 2 O sistema de integrao regional ser observado em toda a operacionalizao das atividades dos rgos e das entidades estaduais, respeitando as peculiaridades dos poderes do Estado com aplicao dos disciplinamentos seguintes: I - elaborao por lei dos planos globais de desenvolvimento, contemplando os espaos regionais, firmando as diretrizes, objetivando metas na destinao de despesas de capital e outras delas decorrentes e relativas a programas de durao continuada; II - as leis de diretrizes oramentrias compreendero as metas e prioridades estaduais, de forma regionalizada, incluindo as despesas de capital para o exerccio financeiro subseqente, orientando a elaborao da lei oramentria anual, dispondo s obre as alteraes na legislao tributria e estabelecendo a poltica de ampliao das agncias oficiais de financiamento, objetivando

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eliminar os desnveis e promover a integrao de todo o espao cearense; III - o projeto de lei oramentria ser acompanhado de demonstrativos regionalizados do efeito sobre a receita e a despesa, tendo entre suas finalidades reduzir as desigualdades inter-regionais, segundo o critrio populacional. 3 Promover-se- a descentralizao fsica dos rgos judicirios, sempre no propsito de estimular integrao com as respectivas comunidades, para maior comodidade e presteza no atendimento ao jurisdicionado, com o estabelecimento de: I - tribunais de alada em maiores ncleos populacionais; II - varas cveis e criminais, distribudas por distritos, bairros e aglomerados urbanos, sempre em contexto de reas residenciais; III - implantao de juizados de pequenas causas em aglomerados urbanos mais populosos; IV - vara especializada, de entrncia especial, em cada microrregio, localizada em uma das comarcas que a integram, com jurisdio em todos os seus Municpios, com competncia exclusiva para questes fundirias; V - juizado de paz, com atribuies especficas para conc iliar ou dirimir conflitos.

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TTULO II DA PARTICIPAO POPULAR Art. 5 O povo titular do poder de sufrgio, que o exerce em carter universal, por voto direto e secreto, com igual valor, na localidade do domiclio eleitoral, nos termos da lei, mediante: I - eleio para provimento de cargos representativos; *II - plebiscito;*Ver Lei Federal n 9.709, de 18.11.1998 D. O. de 19.11.1998, que regulamenta a ex ecuo do disposto nos incisos I, II, e III do art. 14 da Constituio Federal.

*III - referendo.*Ver Lei Federal n 9.709, de 18.11.1998 D. O. de 19.11.1998, que regulamenta a ex ecuo do disposto nos incisos I, II, e III do art. 14 da Constituio Federal.

Art. 6 A iniciativa popular ser exercida pela apresentao Assemblia Legislativa Estadual de projeto de lei, subscrito por eleitor, respeitadas as hipteses de iniciativa privativa, previstas nesta Constituio. * 1 Os projetos de iniciativa popular tramitaro no prazo de quarenta e cinco dias, em regime de prioridade, turno nico de votao e discusso, para suprir omisso legislativa, constituindo causa prejudicial aplicabilidade de mandado de injuno.*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 143-4 (aguardando julgamento do mrito).

* 2 O regimento interno da Assemblia aplicar-se- nas demais hipteses de iniciativa popular, observado o disposto no art. 62 e no seu pargrafo nico.*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 143-4 (aguardando julgamento do mrito).

Art. 7 Todos os rgos e instituies dos poderes estadual e municipal so acessveis ao indivduo, por petio ou representao, em defesa do direito ou em salvaguarda cvica do interesse coletivo e do meio ambiente. 1 A autoridade, a quem for dirigida a petio ou representao, dever oficializar o seu ingresso, assegurando-lhe tramitao rpida, dando-lhe fundamento legal, ao exarar a deciso. 2 O interessado dever ser informado da soluo aprovada, por correspondncia oficial, no prazo de sessenta dias, a contar do protocolo, sendo-lhe fornecida certido, se a requerer. 3 facultado a todos o acesso gratuito s informaes do que constar a seu respeito nos registros em bancos de dados estaduais e municipais, pblicos ou privados, bem como do fim a que se destinam essas informaes, podendo exigir, a qualquer tempo, sua retificao e atualizao. 4 Pode o cidado, diante da leso ao patrimnio pblico, promover ao popular contra abuso de poder, para defesa do meio ambiente, ficando o infrator ou autoridade omissa responsvel pelos danos causados e custas processuais. Art. 8 Os rgos do Poder Judicirio do Estado, em qualquer grau de jurisdio em suas respectivas esferas de competncia, podem ser provocados por quem tiver legtimo interesse a defender, particular ou pblico, obedecido o processo legal. 1 Sempre que necessrio eficiente prestao jurisdicional, far-se- presente o juiz no local do litgio.

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2 Aos necessitados ser assegurada assistncia integral e gratuita perante a jurisdio estadual. * 3 Sero gratuitos para os reconhecidamente pobres, na forma da lei:*Regulamentado pela Lei n 12.223, de 26 de novembro de 1993 - D.O. de 20.11.1993.

a) o registro civil de nascimento; b) a certido de bito. 4 Nenhum serventurio da Justia, sob pena de responsabilidade, poder receber custas, emolumentos ou qualquer tipo de remunerao nos procedimentos intentados por pessoas beneficiadas com assistncia gratuita. Art. 9 A Assemblia Legislativa, atravs de comisso especfica, de carter permanente, de ofcio, ou vista de representao de paciente de abuso de poder cometido por autoridade policial, instaurar procedimento de controle poltico, para f azer aplicvel a sano do art. 37, 4, da Constituio da Repblica. Pargrafo nico. No exerccio dessa atividade de controle podem ser adotadas as seguintes medidas, tendentes elucidao dos fatos: I - convocar o Secretrio de Estado responsvel pelo assunto em pendncia ou o ComandanteGeral da Polcia Militar; II - solicitar o depoimento de qualquer autoridade ou cidado; III - examinar o funcionamento de setor pblico sobre problema especfico ou para avaliao de distores que o estejam afetando, verificando a ocorrncia de falhas e ministrando indicaes conclusivas; IV - submeter a plenrio, conforme a gravidade do problema ou em face da natureza das medidas, a matria em causa, podendo ser constituda comisso parlamentar de inqurito, caso no estejam configurados, de logo, os elementos elucidativos ao encaminhamento do assunto para os fins contemplados no caput deste artigo; V - cientificar o Tribunal de Justia ou o Procurador-Geral da Justia, em caso, respectivamente, de conduta omissiva de magistrado ou de membro do Ministrio Pblico. Art. 10. direito de todos o ensino de 1 e 2 graus, devendo o Estado e os Municpios dar condies ao setor educacional para o alcance desse objetivo. *Art. 11. Qualquer cidado, partido poltico, associao ou sindicato de classe parte legtima para denunciar irregularidades ou ilegalidades perante o Tribunal de Contas do Estado ou Tribunal de Contas dos Municpios, exigir-lhes completa apurao e devida aplicao das sanes legais aos responsveis, ficando a autoridade que receber a denncia ou requerimento de providncias obrigada a manifestar-se sobre a matria.*Redao dada pela Emenda Constitucional n 9, de 16 de dezembro de 1992 - D.O. de 22.12.1992. *Redao anterior: Art. 11. Qualquer cidado, partido poltico, associao ou sindicato de classe parte legtima para denunciar irregularidades ou legalidades perante o Tribunal de Contas do Estado ou do Conselho de Contas dos Municpios, exigir-lhes completa apurao e devida aplicao das sanes legais aos responsveis, ficando a autoridade que receber a denncia ou requerimento de providencias, obrigada a manifestar-se sobre a matria.

1 A denncia dever ser instruda com documentos que revelem indcios suficientes apurao dos fatos. 2 Assiste ao cidado legitimidade para postular, perante os rgos pblicos estaduais ou

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municipais, a apurao de responsabilidade, em caso de danos ao meio ambiente, conforme o disposto em lei. Art. 12. assegurada aos portadores de deficincia, atravs dos movimentos representativos, a participao na elaborao dos planos estaduais, bem como o acompanhamento de sua execuo. 1 Assegura-se o direito representatividade, opinio e parecer sobre assuntos pertinentes s deficincias mltiplas. 2 Todos os assuntos sobre deficientes sero objeto de discusso e parecer dos movimentos representativos da categoria. Art. 13. A criao de associaes e, na forma da lei, a de cooperativas, independem de autorizao, sendo vedada a interferncia estatal em seu funcionamento. Pargrafo nico. As associaes s podero ser compulsoriamente dissolvidas ou ter suas atividades suspensas por deciso judicial, exigindo-se, no primeiro caso, o trnsito em julgado.

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TTULO III DA ORGANIZAO ESTADUAL Captulo I DISPOSIES GERAIS Art. 14. O Estado do Cear, pessoa jurdica de direito pblico interno, exerce em seu territrio as competncias que, explcita ou implicitamente, no lhe sejam vedadas pela Constituio Federal, observados os seguinte princpios: I - respeito Constituio Federal e unidade da Federao; II - promoo da justia social e extino de todas as formas de explorao e opresso, procurando assegurar a todos uma vida digna, livre e saudvel; III - defesa da igualdade e combate a qualquer forma de discriminao em razo de nacionalidade, condio e local de nascimento, raa, cor, religio, origem tnica, convico poltica ou filosfica, deficincia fsica ou mental, doena, idade, atividade profissional, estado civil, classe social e sexo; IV - respeito legalidade, moralidade e probidade administrativa; V - colaborao e cooperao com os demais entes que integram a Federao, visando ao desenvolvimento econmico e social de todas as regies do pas e de toda a sociedade brasileira; VI - defesa do patrimnio histrico, cultural e artstico; VII - defesa do meio ambiente; VIII - eficincia na prestao dos servios pblicos, garantida a modicidade das tarifas; IX - desenvolvimento dos servios sociais e programas para garantir habitao, educao gratuita em todos os nveis e compatvel atendimento na rea de sade pblica de toda a populao, sempre em projees regionais; X - prestao de assistncia social aos necessitados e a defesa dos direitos humanos; XI - promoo do livre acesso a fontes culturais e o incentivo ao desenvolvimento cientfico, pesquisa e capacitao tecnolgica; XII - incentivo ao lazer e ao desporto, prioritariamente, atravs de programas e atividades voltadas populao carente; XIII - remunerao condigna e valorizao profissional dos servidores pblicos; XIV - respeito autonomia dos Municpios; XV - contribuio para a poltica de integrao nacional e de reduo das desigualdades scioeconmicas regionais do Brasil e internamente em seu prprio territrio; XVI - elaborao e execuo de planos estaduais de ordenao do territrio e desenvolvimento

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econmico e social, ajustando os delineamentos nacionais s peculiaridades do ambiente estadual; XVII - promoo de medidas de carter preventivo sobre o fenmeno das secas, utilizando estudos e pesquisas desenvolvidos pelos rgos competentes, nos nveis federal, regional e estadual, repassando os dados aos Municpios, prestando-lhes apoio tcnico e financeiro; XVIII - explorao, diretamente ou mediante autorizao, concesso ou permisso atravs de concorrncia pblica, dos servios de transporte rodovirio intermunicipal de passageiros que no transponham os limites do Estado; XIX - prestao de assessoria e apoio financeiro, quando solicitado, aos Municpios que apresentarem carncia de recursos tcnicos para a elaborao e implantao dos servios pblicos bsicos. Art. 15. competncia comum do Estado, da Unio e dos Municpios: I - zelar pela guarda da Constituio, das leis e das instituies democrticas e conservar o patrimnio pblico; II - cuidar da sade e assistncia pblica, da proteo e garantia aos portadores de deficincia; III - proteger os documentos, as obras e outros bens de valor histrico, artstico e cultural, os monumentos, as paisagens naturais notveis e os stios arqueolgicos; IV - impedir a evaso, a destruio e a descaracterizao de obra de arte e de outros bens de valor histrico, artstico e cultural; V - proporcionar os meios de acesso cultura, educao e cincia; VI - proteger o meio ambiente e combater a poluio em qualquer de suas formas; VII - preservar as florestas, a fauna e a flora; VIII - fomentar a produo agropecuria e organizar o abastecimento alimentar; IX - promover programas de construo de moradias e a melhoria das condies habitacionais e de saneamento bsico; X - combater as causas da pobreza e os fatores de marginalizao, promovendo a integrao social dos setores desfavorecidos; XI - registrar, acompanhar e fiscalizar as concesses de direito de pesquisa e explorao de recursos hdricos e minerais em seu territrio; XII - estabelecer e implantar poltica de educao para a segurana do trnsito. Pargrafo nico. O sistema de cooperao entre as entidades polticas para aplicao das normas previstas neste artigo far-se- em conformidade com lei complementar federal. Art. 16. O Estado participar, em carter concorrente, da legislao sobre: I - direito tributrio, financeiro, penitencirio, econmico e urbanstico; II - oramento;

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III - juntas comerciais; IV - custas dos servios forenses; V - produo e consumo; VI - florestas, caa, pesca, fauna, conservao da natureza, defesa do solo e dos recursos naturais, proteo do meio ambiente e controle da poluio; VII - proteo do patrimnio histrico, cultural, artstico, turstico e paisagstico; VIII - responsabilidade por dano ao meio ambiente, ao consumidor, a bens e direitos de valor artstico, esttico, histrico, turstico e paisagstico; IX - educao, cultura, ensino e desporto; X - criao, funcionamento e processo do juizado de pequenas causas; XI - procedimentos em matrias processuais; XII - previdncia social, proteo e defesa da sade; XIII - assistncia jurdica e defensoria pblica; XIV - proteo e integrao social das pessoas portadoras de deficincia; XV - proteo infncia, juventude e velhice; XVI - organizao, garantias, direitos e deveres das polcias civis. 1 A competncia da Unio, em carter concorrente, l imitar-se- a estabelecer as normas gerais e, sua falta, no ficar o Estado impedido de exercer atividade legislativa plena. 2 A supervenincia de lei federal contrria legislao estadual importar na revogao desta. Art. 17. A cidade de Fortaleza a capital do Estado do Cear e a sede do Governo. Pargrafo nico. Os Poderes Estaduais tm sede na capital do Estado e em caso de eventual mudana do Executivo ou Judicirio, dever esta ser precedida de comunicao Assemblia Legislativa e conseqente publicao no Dirio Oficial. Art. 18. So smbolos estaduais a bandeira, o hino e as armas do Cear. Captulo II DOS BENS Art. 19. Incluem-se entre os bens do Estado: I - os que atualmente lhe pertencem; II - os lagos e os rios em terrenos de seu domnio e os que tm nascente e foz em seu territrio; III - as ilhas fluviais, lacustres e as terras devolutas no compreendidas entre os bens da Unio;

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IV - a dvida ativa proveniente de receita no arrecadada; V - os que tenham sido ou venham a ser, a qualquer ttulo, incorporados ao seu patrimnio. * 1 Exceto nas hipteses previstas nas letras b e c, do inciso V do Art. 316, a alienao de bens imveis do Estado depender, em cada caso, de prvia autorizao legislativa; nas alienaes onerosas, salvo os casos especialmente previstos em Lei, observar-se- o princpio da licitao, desde que o adquirente no seja pessoa jurdica de direito pblico interno, empresa pblica, sociedade de economia mista ou fundao pblica; a Lei dispor sobre as concesses e permisses de uso de bens mveis e imveis do Estado.*Redao dada pela Emenda Constitucional n 26, de 6 de agosto de 1996 - D.O. de 19.8.1996. *Redao anterior: 1 - A alienao de bens imveis do Estado depender, em cada caso, de prvia autorizao legislativa; nas alienaes onerosas, salvo os casos especialmente previstos em lei, observar-se- o princpio da licitao, desde que o adquirente no seja pessoa jurdica de direito pblico interno, empresa pblica, sociedade de economia mista ou fundao pblica; a lei dispor sobre as concesses e permisses de uso de bens mveis e imveis do Estado.

2 Os bens pblicos estaduais so impenhorveis, no podendo, ainda, ser objeto de arresto ou qualquer medida de apreenso judicial, ressalvada a hiptese de que trata o 2, do art. 100 da Constituio da Repblica. Art. 20. vedado ao Estado e aos Municpios: I - recusar f aos documentos pblicos; II - estabelecer qualquer tipo de discriminao ou privilgios entre cidados brasileiros; III - fazer concesses de isenes fiscais, bem como prescindir de receitas, sem que haja notrio interesse pblico; IV - subvencionar cultos religiosos ou igrejas, ou dificultar-lhes seu funcionamento; *V - atribuir nome de pessoa viva a avenida, praa, rua, logradouro, ponte, reservatrio de gua, viaduto, praa de esporte, biblioteca, hospital, maternidade, edifcio pblico, auditrios, cidades e salas de aula.*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 307-1 (aguardando julgamento do mrito).

*Art. 21. Ao Estado do Cear cabe explorar diretamente, ou mediante concesso, na forma da Lei, os servios de gs canalizado em seu territrio, includo o fornecimento direto a partir de gasodutos de transporte, de maneira a atender s necessidades dos setores industrial, domiciliar, comercial, auto-motivo e outros.*Redao dada pela Emenda Constitucional n 32, de 14 de outubro de 1997 - D.O. de 22.10.1997. *Redao anterior: Art. 21. Ao Estado do Cear cabe explorar diretamente, mediante empresa estadual, com exclusividade de distribuio, os servios locais de gs canalizado.

Pargrafo nico. Os servios de transporte coletivo devem utilizar, preferencialmente, o gs canalizado, referido no caput deste artigo. Art. 22. assegurada, nos termos da lei, ao Estado e aos Municpios, a participao do resultado da explorao de petrleo e gs natural, de recursos hdricos, para fins de gerao de energia e de outros recursos minerais no respectivo territrio, plataforma continental, mar territorial ou zona econmica exclusiva, ou compensao financeira por essa explorao. Art. 23. As praias so bens pblicos de uso comum, inalienveis e destinadas perenemente utilidade geral dos seus habitantes, cabendo ao Estado e a seus Municpios costeiros compartilharem das responsabilidades de promover a sua defesa e impedir, na forma da lei estadual, toda obra

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humana que as possam desnaturar, prejudicando as suas finalidades essenciais, na expresso de seu patrimnio natural, histrico, tnico e cultural, incluindo, nas reas de praias: I - recursos naturais, renovveis ou no-renovveis; II - recifes, parcis e bancos de algas; III - restingas e dunas; IV - florestas litorneas, manguezais e pradarias submersas; V - stios ecolgicos de relevncia cultural e demais unidades de preservao permanente; VI - promontrios, costes e grutas marinhas; VII - sistemas fluviais, esturios e lagunas, baas e enseadas; VIII - monumentos que integram o patrimnio natural, histrico, paleontolgico, espeleolgico, tnico, cultural e paisagstico. Pargrafo nico. Entende-se por praia a rea coberta e descoberta periodicamente pelas guas martimas, fluviais e a l custres, acrescidas da faixa de material detrtico, tal como areias, cascalhos, seixos e pedregulhos, at o limite onde se inicie a vegetao natural ou outro ecossistema, ficando garantida uma faixa livre, com largura mnima de trinta e trs metros, entre a linha da mar mxima local e o primeiro logradouro pblico ou imvel particular decorrente de loteamento aprovado pelo Poder Executivo Municipal e registrado no Registro de Imveis do respectivo Municpio, nos termos da lei. Art. 24. Incumbe ao Estado e aos seus Municpios costeiros manter, cada um em sua esfera organizacional, rgo especializado, sintonizado com as diretrizes federais, promovendo a elaborao de plano, a ser convertido em lei, e velar por sua execuo. 1 O plano definir as diretrizes de gerenciamento costeiro e defesa do ambiente, compreendendo: I - urbanizao; II - ocupao, uso do solo, do subsolo e das guas; III - restingas e dunas; IV - atividades produtivas; V - habitao e saneamento bsico; VI - turismo, recreao e lazer. 2 Os processos concernentes aos incisos precedentes devem tramitar pelos rgos estaduais e municipais indicados, sem prejuzo da audincia obrigatria dos rgos pblicos federais que compartilham das responsabilidades da rea costeira. 3 Qualquer infrao determinar imediata medida de embargo, com lavratura dos autos correspondentes, para aplicao das sanes legais cabveis nas esferas administrativas, civil e penal.

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TTULO IV DO MUNICPIO Captulo I DISPOSIES GERAIS Art. 25. A estrutura organizacional do Estado do Cear constituda por Municpios, politicamente autnomos, nas latitudes previstas na Constituio da Repblica e nesta Constituio. Art. 26. O Municpio reger-se- por sua prpria Lei Orgnica e leis ordinrias que adotar, respeitados os princpios estabelecidos nesta Constituio e na Constituio Federal. Art. 27. A Lei Orgnica elaborada e promulgada pela Cmara Municipal, aps aprovao em dois turnos, com interstcio mnimo de dez dias, por maioria de dois teros de seus membros. Pargrafo nico. As alteraes na Lei Orgnica esto sujeitas s mesmas formalidades previstas no caput deste artigo, sendo incorporadas mediante emendas em ordem numrica crescente. Art. 28. Compete aos Municpios: I - legislar sobre assuntos de interesse local; II - suplementar a legislao federal e estadual, no que couber; III - instituir e arrecadar os tributos de sua competncia, bem como aplicar suas rendas, sem prejuzo da obrigatoriedade de prestar contas e publicar balancetes nos prazos fixados em lei; IV - organizar e prestar, diretamente ou sob regime de concesso e ou permisso, os servios pblicos de interesse local, includo o de transporte coletivo, que tem carter essencial; V - manter, com a cooperao tcnica e financeira da Unio e do Estado, programas de educao pr-escolar e de ensino fundamental; VI - prestar, com a cooperao tcnica e financeira da Unio e do Estado, servios de atendimento sade da populao; VII - promover, no que couber, adequado ordenamento territorial, mediante planejamento e controle do uso, do parcelamento e da ocupao do solo urbano; VIII - criar, organizar e suprimir distritos, observada a legislao estadual; IX - promover a proteo do patrimnio histrico-cultural local, observada a legislao e a ao fiscalizadora federal e estadual; X - dar ampla publicidade a leis, decretos, editais e demais atos administrativos, atravs dos meios de que dispuser. *Pargrafo nico. Os preos dos servios, de que trata o inciso IV, do Art. 28, sero fixados por uma comisso municipal, encarregada da poltica de tarifas e qualidades dos servios prestados pelo transporte coletivo urbano, que ser composta por representantes:*Acrescido pela Emenda Constitucional n 13, de 7 de abril de 1994 - D.O. de 13.4.1994.

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- Concessionrios ou Permissionrios; - Trabalhadores; - Estudantes; - Cmara Municipal; - Secretrio de Transporte Coletivo. Art. 29. As divulgaes oficiais devem ficar circunscritas a matrias de significao relevante para conhecimento coletivo, com carter educativo, informativo ou de orientao social, v edada a promoo pessoal de autoridades ou servidores pblicos. *Art. 30. Constitui encargo das administraes municipais transportar da zona rural para a sede do Municpio, ou para o Distrito mais prximo, alunos carentes, matriculados a partir da 5 srie do 1 grau.*Suspenso por medida cautelar deferida pelo STF na ADIn n 307-1 (aguardando julg a mento do mrito).

*Art. 31. Nenhum Municpio ser criado sem a verificao da existncia na respectiva rea territorial dos requisitos relacionados com a populao, densidade eleitoral, infra-estrutura, renda, ou potencial econmico e demais critrios estabelecidos em Lei Complementar.*Redao dada pela Emenda Constitucional n 3, de 15 de agosto de 1991 - D.O. de 21.8.1991. *Lei Complementar n 1, de 5 de novembro de 1991 - D.O. de 12.11.1991. *Redao anterior: Art. 31. Nenhum Municpio ser criado sem a verificao da existncia na respectiva rea territorial dos seguintes requisitos: I populao superior a cinco mil habitantes; II - eleitorado no inferior a vinte por cento de sua populao; III centro urbano j constitudo, com nmero de prdios superior a cento e cinqenta, possuindo infra-estrutura mnima, como seja, eletrif icao na sede, grupo escolar e condies para instalao da Prefeitura e Cmara Municipal; IV distrito devidamente constitudo perante a lei.

Art. 32. O Estado e os Municpios atuaro conjuntamente, nas microrregies, na regio metropolitana e nas aglomeraes urbanas, para ordenar as aes governamentais, assim configuradas: I - planejamento e disciplinamento urbano fsico e social; II - compatibilizao de planos, programas e projetos; III - articulao do sistema virio em que se inserem os Municpios. *Art. 33. A remunerao de Vereador s Cmaras Municipais do Interior do Estado do Cear, ser fixada pelas prprias Cmaras Municipais, em cada Legislatura, para a subseqente, podendo ser com base na remunerao do Prefeito ou na receita oramentria efetivamente arrecadada, no podendo exceder, para cada Vereador, 30% (trinta por cento) do que perceber o Prefeito Municipal, e/ou ultrapassar para todos os Vereadores do Municpio a 4% (quatro por cento) de sua receita oramentria, em nenhum dos casos ultrapassar a 25% (vinte e cinco por cento) do que perceber a qualquer ttulo o Deputado Estadual.*Redao dada pela Emenda Constitucional n 6, de 13 de dezembro de 1991 - D.O. de 19.12.1991; *Revogados os pargrafos 1 e 2 pela Emenda Constitucional n 16/94, de 13 de abril de 1994 - D.O. de 22.12.1994. *Redao anterior: Art. 33. Os subsdios dos Vereadores s Cmaras Municipais do int erior do Estado, abrangendo a representao parlamentar no podem exceder a trinta por cento da remunerao dos respectivos Prefeitos municipais. 1. Aos Vereadores fica assegurada a faculdade de contribuirem para o rgo de previdncia estadual, na mesma base percentual dos seus servidores pblicos; 2. Lei complementar estadual regulamentar a concesso de aposentadoria ou penso aos Vereadores.

Captulo II DA CMARA MUNICIPAL

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Art. 34. Compete Cmara Municipal: I - legislar sobre matrias do peculiar interesse do Munic pio; II - deliberar sobre a realizao de referendo, destinado a todo o seu territrio ou limitado a distritos, bairros ou aglomerados urbanos; III - fixar os seus tributos; IV - elaborar o seu sistema oramentrio, compreendendo: a) plano plurianual; b) lei de diretrizes oramentrias; c) oramento anual. V - representar contra irregularidades administrativas; VI - exercer controle poltico da administrao; VII - dar curso iniciativa popular que seja regularmente formulada, relativa s cidades e aos aglomerados urbanos e rurais; VIII - celebrar reunies com comunidades locais; IX - convocar autoridades municipais para prestarem esclarecimentos; X - requisitar dos rgos executivos informaes pertinentes aos negcios administrativos; XI - apreciar o veto a projeto de lei emanado do Executivo, p odendo rejeit-lo por maioria absoluta de votos; XII - fazer-se representar, singularmente, por Vereadores das respectivas foras polticas majoritrias e minoritrias, nos conselhos das microrregies ou regio metropolitana; XIII - compartilhar com outras Cmaras Municipais de proposta de emenda Constituio Estadual; XIV - emendar a Lei Orgnica do Municpio, com observncia do requisito da maioria de dois teros, com aprovao em dois turnos; XV - ingressar perante os rgos judicirios competentes com procedimentos para a preservao ou reivindicao dos interesses que lhe so afetos; XVI - deliberar sobre a adoo do plano diretor, com audincia, sempre que necessrio, de entidades comunitrias; XVII - exercer atividade de fiscalizao administrativa e financeira. Art. 35. Os recursos correspondentes s dotaes oramentrias, destinados s Cmaras Municipais, sero entregues at o dia vinte de cada ms. 1 As Cmaras Municipais tero organizao contbil prpria, devendo prestar contas ao

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Plenrio dos recursos que lhes forem consignados, respondendo os seus membros por qualquer ilcito em sua aplicao. 2 Aplicam-se aos balancetes mensais e s prestaes de contas anuais das Cmaras Municipais todos os procedimentos e dispositivos previstos para matrias correspondentes relacionadas com o Poder Executivo Municipal. * 3 As Cmaras Municipais funcionaro em prdio prprio ou pblico, independente da sede do Poder Executivo.*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 307-1 (aguardando julgamento do mrito).

Art. 36. Os Vereadores, na circunscrio de seus Municpios, gozam de inviolabilidade por suas opinies, palavras e votos no exerccio do mandato. Captulo III Art. 37. O Prefeito o chefe do Executivo Municipal. 1 O Prefeito e o Vice-Prefeito sero eleitos mediante sufrgio direto, secreto e universal, em pleito simultaneamente realizado, em todo o Pas, at noventa dias antes do trmino dos mandatos daqueles a que devam suceder. 2 Em caso de Municpios com mais de duzentos mil eleitores, aplicar-se-o as regras do art. 77 da Constituio Federal. 3 Os mandatos de Prefeito e Vice-Prefeito sero de quatro anos e a posse verificar-se- em 1 de janeiro do ano subseqente eleio. 4 Perder o mandato o Prefeito que assumir outro cargo ou funo na administrao pblica direta ou indireta, ressalvada a investidura decorrente de concurso pblico, observado o disposto no art. 38, I, IV e V da Constituio da Repblica. 5 O Prefeito ser julgado perante o Tribunal de Justia. * 6 A remunerao do Prefeito composta de subsdio e representao, fixada pela Cmara Municipal, cujo total no poder exceder a um quinto, um tero, dois quintos, metade e quatro quintos da remunerao do Governador para Municpios com populao, respectivamente, igual ou inferior a quinze mil, quarenta mil, setenta mil, quinhentos mil e acima de quinhentos mil habitantes, observados os dados populacionais mais recentes fornecidos pela Fundao Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica.*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 307-1 (aguardando julgamento do mrito). *Ver artigo 2 da Emenda Constitucional Federal n 19, de 4.6.1998 D. O. U. de 5.6.1998.

* 7 Os valores dos subsdios e da representao do Prefeito, a serem fixados pela Cmara Municipal, sero reajustados na data e na razo dos aumentos concedidos ao Governador do Estado.*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 307-1 (aguardando julgamento do mrito). *Ver artigo 2 da Emenda Constitucional Federal n 19, de 4.6.1998 D. O. U. de 5.6.1998.

* 8 Se a Cmara Municipal no fixar os valores do subsdio e representao do Prefeito, prevalecero os limites previstos no pargrafo anterior.*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 307-1 (aguardando julgamento do mrito). *Ver artigo 2 da Emenda Constitucional Federal n 19, de 4.6.1998 D. O. U. de 5.6.1998.

9 O Prefeito no pode ausentar-se do Municpio, por tempo superior a dez dias, sem prvia licena da Cmara Municipal, sujeito perda do cargo.

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*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 307-1 (aguardando julgamento do mrito).

Art. 38. As competncias dos Prefeitos devem constar da Lei Orgnica do Municpio, includas, dentre outras, as seguintes: I - representar o Municpio; II - apresentar projetos de lei Cmara Municipal; III - sancionar e promulgar as leis aprovadas pela Cmara Municipal; IV - apor veto, total ou parcial, a projetos de lei, por razes de convenincia, oportunidade ou inconstitucionalidade; V - prover os cargos pblicos na forma da lei; VI - elaborar os projetos: a) do plano plurianual; b) da lei de diretrizes oramentrias; c) do oramento anual. VII - participar, com direito a voto, dos rgos colegiados que compem o sistema de gesto da regio metropolitana, das aglomeraes urbanas e microrregies a que estiver vinculado o Municpio. 1 Ao Vice-Prefeito compete substituir o titular nas ausncias e suceder-lhe em caso de vaga, representar o Municpio e exercer outras atividades por delegao do Prefeito, auxiliando-o em diferentes misteres poltico-administrativos. * 2 O Vice-Prefeito, ocupante de cargo ou emprego no Estado ou Municpio, ficar, automaticamente, disposio da respectiva municipalidade, enquanto perdurar a condio de VicePrefeito, sem prejuzo dos salrios e demais vantagens junto sua instituio de origem.*Suspenso por medida cautelar deferida pelo STF na ADIn n 143-4 (aguardando julgamento do mrito).

* 3 Ao Vice-Prefeito ser assegurado representao equivalente a dois teros da remunerao atribuda ao Prefeito, cabendo-lhe, quando no exerccio deste cargo, por mais de quinze dias, a remunerao integral assegurada ao titular efetivo do cargo.*Redao dada pela Emenda Constitucional n 14, de 7 de abril de 1994 - D.O. de 13.4.1994. *Redao anterior: 3. Ao Vice-Prefeito ser assegurado vencimento no superior a dois teros do atribudo ao Prefeito, cabendo-lhe quando no exerccio deste cargo, por mais de quinze dias, o vencimento integral assegurado ao titular efetivo do cargo.

Captulo IV DA INTERVENO NO MUNICPIO Art. 39. O Estado no intervir no Municpio, exceto quando: I - deixar de ser paga, sem motivo de fora maior, por dois anos consecutivos, a dvida fundada; II - no forem prestadas contas devidas, na forma da lei; III - no tiver sido aplicado o mnimo exigido da receita municipal na manuteno e desenvolvimento do ensino;

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IV - o Tribunal de Justia der provimento a representao para assegurar a observncia de princpios indicados na Constituio Estadual ou para prover a execuo de lei, ordem ou deciso judicial. Art. 40. A interveno far-se- mediante decreto do Governador, submetido ao referendo da Assemblia Legislativa, por maioria absoluta de votos em escrutnio secreto. * 1 O pedido de interveno encaminhado pelo Tribunal de Contas dos Municpios ou mediante solicitao da Cmara Municipal, aprovada pelo voto da maioria absoluta de seus membros, ser feito conforme representao fundamentada ao Governador do Estado.*Redao dada pela Emenda Constitucional n 9, de 16 de dezembro de 1992 - D.O. de 22.12.1992. *Suspenso por medida cautelar a expresso encaminhado pelo Tribunal de Contas dos Municpios ou, deferida pelo STF na ADIn n 1000-0 (aguardando julgamento do mrito). *Redao anterior: 1. O pedido de interveno encaminhado pelo Conselho de Contas dos Municpios ou mediante solicitao da Cmara Municipal, aprovada pelo voto da maioria absoluta de seus membros ser feito conforme representao fundamentada, ao Governador do Estado.

2 O decreto de interveno, que especificar a amplitude, o prazo e as condies de execuo e que, se couber, designar o interventor, ser submetido apreciao da Assemblia Legislativa no prazo de vinte e quatro horas. * 3 Em caso de rejeio do nome indicado, o Executivo dispor de vinte e quatro horas para indicar outro nome.*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 143-4 (aguardando julgamento do mrito).

4 Se no estiver funcionando a Assemblia Legislativa, far-se- a convocao extraordinria no mesmo prazo de vinte e quatro horas. 5 Na hiptese do art. 39, IV, dispensada a apreciao pela Assemblia Legislativa, limitar-se o decreto a suspender a execuo do ato impugnado, se essa medida for suficiente ao restabelecimento da normalidade. 6 Em caso de solicitao pelo Poder Judicirio, nos termos da Constituio, a interveno dever limitar-se a dar garantia ao dos rgos judicirios. 7 Cessados os motivos da interveno, as autoridades afastadas de seus cargos a esses retornaro, no prazo mximo de trinta dias, salvo impedimento legal. Captulo V DA FISCALIZAO FINANCEIRA *Art. 41. A fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial do Municpio e das entidades da administrao direta e indireta, quanto legitimidade, legalidade, economicidade, aplicao das subvenes e renncias de receitas, ser exercida pela Cmara Municipal, na forma da Lei, e pelo sistema de controle interno de poder.*Redao dada pela Emenda Constitucional n 36, de 30 de junho de 1998 - D.O. 13.7.1998 *Redao anterior: Art. 41. A fiscalizao financeira e oramentria dos Municpios ser exercida pela Cmara e pelos sistemas de controle interno do Executivo Municipal, na forma da lei.

* 1 O controle externo da Cmara de Vereadores ser exercido com auxlio do Tribunal de Contas dos Municpios.*Renumerado pela Emenda Constitucional n 36, de 30 de junho de 1998 - D.O. 13.7.1998

* 2 A fiscalizao, de que trata o pargrafo anterior, ser realizada mediante tomada ou prestao de contas de governo, de responsabilidade do Chefe do Executivo e de gesto, a cargo dos coordenadores de despesa.

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*Acrescido pela Emenda Constitucional n 36, de 30 de junho de 1998 - D.O. 13.7.1998

* 3 O controle interno relativo aos atos e fatos administrativos da gesto oramentria, financeira e patrimonial, e a formalizao do processo de prestao de contas de governo e de gesto ser regulamentado por lei municipal.*Acrescido pela Emenda Constitucional n 36, de 30 de junho de 1998 - D.O. 13.7.1998

*Art. 42. Os Prefeitos municipais so obrigados a enviar s respectivas Cmaras Municipais e ao Tribunal de Contas dos Municpios, at o dia 30 do ms subseqente, os balancetes mensais relativos aplicao dos recursos recebidos e arrecadados por todas as Unidades Gestoras da Administrao Municipal, acompanhadas da documentao comprobatria das receitas e das despesas e dos crditos adicionais.*Redao dada pela Emenda Constitucional n 40, de 29 de junho de 1999 - D.O. de 2.7.1999. *Redao anterior: Art. 42. Os Prefeitos Municipais so obrigados a enviar s respectivas Cmaras e ao Tribunal de Contas dos Municpios, at o dia quinze do ms subseqente, prestao de contas relativa aplicao dos recursos, acompanhada da documentao alusiva matria, que ficar dispos io dos Vereadores para exame.(EC n 9).

* 1 A no-observncia do disposto neste artigo constitui crime de responsabilidade.*Suspenso por medida cautelar deferida pelo STF na ADIn n 307-1 (aguardando julga mento do mrito).

* 2 O parecer prvio do Tribunal de Contas dos Municpios sobre as contas que o Prefeito deve prestar anualmente, s deixar de prevalecer por deciso de dois teros dos membros da Cmara Municipal, a qual, no prazo mximo de dez dias aps o julgamento comunicar o resultado ao TCM.*Redao dada pela Emenda Constitucional n 29/97, de 30 de abril de 1997 - D.O. de 14.5.1997. *Redao anterior: 2 O parecer prvio sobre as Contas que a Mesa da Cmara e o Prefeito devem prestar anualmente, emitido pelo Tribunal de Contas dos Municpios, s deixar de prevalecer por deciso de dois teros dos membros da Cmara, e qualquer que seja o resultado, dentro do prazo mximo de 10 (dez) dias, aps decorrido o limite de apreciao e julgamento do processo, comunicar ao Tribunal de Contas dos Municpios para adoo de medidas necessrias.(EC n 15)

* 3 A apreciao das contas do Prefeito se dar no prazo de trinta dias aps o recebimento do parecer prvio do Tribunal de Contas ou, estando a cmara em recesso, durante o primeiro ms da sesso legislativa imediata.*Redao dada pela n 29/97, de 30 de abril de 1997 - D.O. de 14.5.1997. *Redao anterior: 3. A apreciao das contas da Mesa da Cmara e do Prefeito se dar no prazo de trinta dias aps o recebimento do parecer prvio do Conselho ou, estando a Cmara em recesso, durante o primeiro ms da sesso legislativa imediata, observados os seguintes preceitos:

*I - Desaprovadas as contas anuais pela Cmara, o Presidente desta, no prazo de dez dias, sob pena de responsabilidade, remeter cpia autntica dos autos ao Ministrio Pblico para os fins legais.*Modificado pela Emenda Constitucional n 29/97, de 30 de abril de 1997 - D.O. de 14.5.1997. *Redao anterior: I - decorrido o prazo para deliberao, sem que essa tenha sido t omada, as contas sero tidas como aprovadas ou rejeitadas, conforme a concluso do parecer do Conselho.

*II - No caso de omisso do Presidente da Cmara na r emessa da cpia prevista no inciso anterior, caber ao Tribunal de Contas dos Municpios comunicar a desaprovao das contas ao Ministrio Pblico.*Redao dada pela Emenda Constitucional n 29/97, de 30 de abril de 1997 - D.O. de 14.5.1997. *Redao anterior: II rejeitadas as contas, com ou sem apreciao da Cmara, sero elas remetidas ao Ministrio Pblico para os fins da lei.

* 4 As contas anuais do Municpio, Poderes Executivo e Legislativo, sero apresentadas Cmara Municipal at o dia 31 de janeiro do ano subseqente, ficando, durante sessenta dias, disposio de qualquer contribuinte, para exame e apreciao, o qual poder questionar-lhe a legitimidade, nos termos da lei e, decorrido este prazo, as contas sero, at o dia dez de abril de cada ano, enviadas pela Presidncia da Cmara Municipal ao Tribunal de Contas dos Municpios para que este emita o competente parecer prvio.*Redao dada pela Emenda Constitucional n 9, de 16 de dezembro de 1992 - D.O. de 22.12.1992. *Redao anterior: 4 As contas anuais do Municpio, Poderes Executivo e Legislativo, sero apresentadas Cmara Municipal at o dia 31 de

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janeiro do ano subseqente, ficando, durante sessenta dias, disposio de qualquer contribuinte, para exame e apreciao, o qual poder questionar-lhe a legitimidade, nos termos da lei e, decorrido este prazo, as contas sero, at o dia dez de abril de cada ano, enviadas pela Presidncia da Cmara Municipal ao Conselho de Contas dos Municpios para que este emita o competente parecer prvio.

* 5 O projeto de lei oramentria anual ser encaminhado pelo Poder Executivo, at o dia primeiro de novembro de cada ano, Cmara Municipal, que apreciar a matria no prazo improrrogvel de trinta dias e a lei oramentria dever ser encaminhada pelo Prefeito ao Tribunal de Contas dos Municpios at o dia trinta de dezembro.*Redao dada pela Emenda Constitucional n 9, de 16 de dezembro de 1992 - D.O. de 22.12.1992. *Redao anterior: 5 O projeto de lei oramentria anual ser encaminhado pelo Poder Executivo, at o dia primeiro de novembro de cada ano, Cmara Municipal que apreciar a mat ria no prazo improrrogvel de trinta dias e a lei oramentria dever ser encaminhada pelo Prefeito ao Conselho de Contas dos Municpios at o dia trinta de dezembro.

* 6 As disponibilidades provenientes de receitas de qualquer natureza tero, de acordo com o pargrafo 3 do Artigo 164 da Constituio Federal, que ser depositadas em bancos oficiais no prprio Municpio ou em Municpios vizinhos quando no existirem, e a retirada coincidente com o documento de despesa para controle e fiscalizao do Conselho de Contas dos Municpios.* Acrescido pela Emenda Constitucional n 8, de 3 de novembro de 1992 - D.O. de 9.11.1992.

*7. Entende-se por Unidade Gestoras para fins deste a rtigo todo rgo ou entidade da Administrao Municipal autorizado a ordenar despesas pblicas, incluindo-se neste conceito os Fundos Especiais.* Acrescido pela Emenda Constitucional n 40, de 29 de junho de 1999 - D.O. de 2.7.1999.

* 8. Os balancetes mensais e a documentao comprobatria correspondente relativos aplicao de Contas anuais devero ser enviados separadamente das demais Unidades Gestoras, respeitados os dispostos no Inciso II do Art. 71 da Constituio Federal e Inciso II do art. 78 da Constituio Estadual.* Acrescido pela Emenda Constitucional n 40, de 29 de junho de 1999 - D.O. de 2.7.1999.

* 9. Os documentos referidos no pargrafo anterior, no que diz respeito ao FUNDEF, devero ser enviados, tambm, dentro do mesmo prazo, ao Conselho Municipal de Acompanhamento Social do FUNDEF.* Acrescido pela Emenda Constitucional n 40, de 29 de junho de 1999 - D.O. de 2.7.1999.

* 10. O Conselho Municipal de Acompanhamento Social do FUNDEF ao detectar irregularidades na aplicao dos recursos, dever comunicar o fato ao Tribunal de Contas dos Municpios e este dever adotar as providncias cabveis.* Acrescido pela Emenda Constitucional n 40, de 29 de junho de 1999 - D.O. de 2.7.1999.

Captulo VI A INTEGRAO REGIONAL Art. 43. A conformao municipalista exprime-se pela convergncia de dois processos articulados - descentralizao e integrao: I - pela descentralizao, afirma-se a individualidade poltica do Municpio, compreendendo a auto-organizao e autogoverno; II - pela integrao regional, realiza-se a aglutinao de Municpios limtrofes, identificados por afinidades geoeconmicas, scio-econmicas e scio-culturais, para superar os desequilbrios internos e os efeitos inibitrios do desenvolvimento harmnico em todo o espao territorial cearense, com as discriminaes seguintes:

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a) regio metropolitana, formada pelos Municpios adjacentes a Fortaleza atingidos pelos efeitos da conurbao;*Ver Lei Complementar n 3, de 26 de junho de 1995 - D.O. de 27.6.1995, alterada pela Lei Complementar n 18, de 29 de dezembro de 1999 D. O. de 29.12.1999.

b) microrregies, integrando os Municpios em comuns p eculiaridades fisiogrficas e scioculturais;*Ver Lei Complementar n 3, de 26 de junho de 1995 - D.O. de 27.6.1995, alterada pela Lei Complementar n 18, de 29 de dezembro de 1999 D. O. de 29.12.1999.

c) aglomerados urbanos definidos por agrupamentos de Municpios limtrofes que possuam funo pblica de interesse comum. * 1 Lei complementar dispor sobre a composio e alteraes da Regio Metropolitana e das microrregies.*Lei Complementar n 3, de 26 de junho de 1995 - D.O. de 27.6.1995, alterada pela Lei Complementar n 18, de 29 de dezembro de 1999 D. O. de 29.12.1999.

* 2 Cada Municpio integrante da Regio Metropolitana e das Microrregies, participar, igualitariamente, do rgo regional denominado Conselho Deliberativo, com composio e funes definidas em Lei Complementar.*Lei Complementar n 3, de 26 de junho de 1995 - D.O. de 27.6.1995, alterada pela Lei Complementar n 18, de 29 de dezembro de 1999 D. O. de 29.12.1999. *Redao dada pela Emenda Constitucional n 34, de 30 de junho de 1998 - D.O. de 13.7.1998. *Incisos I a IV e 3 revogados pela Emenda Constitucional n 34, de 30 de junho de 1998 - D.O. de 13.7.1998. *Redao anterior: 2. Cada Municpio participar, igualitariamente, na composio dos seguintes rgos regionais: Conselho Deliberativo e Conselho Diretor. I funes do Conselho Deliberativo: a) manifestar-se nos assuntos de interesse dos Municpios integrantes do complexo microrregional ou metropolitano; b) formular proposies sobre os planejamentos, programas e definies de prioridades nos escales intermunicipais e estaduais; c) transmitir indicaes Assemblia Legislativa sobre os planos plurianuais, diretrizes oramentrias e oramentos anuais; d) indicar medidas que abstm o comprometimento da integridade de espaos territoriais que exijam proteo especial do Estado; e) formular representaes sobre os atentados perpetrados aos ecossistemas naturais; f) decidir a realizao de empreendimentos comuns sobre questes educacionais, sade, defesa ecolgica, utilizao de recursos hdricos, abastecimento, transportes, saneamento bsico, observadas as formalizaes compatveis. II composio do Conselho Deliberativo: a) presidentes das Cmaras Municipais e de dois vereadores, sendo um representante das correntes majoritrias e o outro, das minoritrias de cada unidade municipal; b) representante de sindicato dos trabalhadores rurais ou urbanos, respectivamente para as microrregies ou regio metropolitana; c) representante de associao dos proprietrios rurais ou urbanos, nas mesmas circunstncias da alnea precedente; d) representante da rea mdica, por equivalente critrio; e) arquiteto, preferencialmente urbanista; f) professor do magistrio pblico ou particular, eleito entre os profissionais da regio; g) representante da rea discente, de preferncia da rea universitria, quando existente no complexo regional; h) representante escolhido pelos advogados em reunio conjunta de sua categoria profissional; i) deputados que tiverem os mais elevados ndices de votao no contexto regional. III funo do Conselho Diretor: acompanhar a execuo das medidas de interesse comum dos Municpios regionalmente interligados. IV composio do Conselho Diretor: integrado dos respectivos Prefeitos sendo substitudos, em seus impedimentos, pelos Vice-Prefeitos ou por quem, eventualmente, estiver no exerccio da chefia do Executivo Municipal. 3. As medidas que acarretarem compromissos das microrregies ou regies metropolitanas demandam manifestao de assentimento ou rejeio pelo Conselho Diretor, somente podendo ser sobrepujado seu ato por manifestao plebiscitria por maioria absoluta.

Art. 44. Os Municpios que compem a Regio Metropolitana de Fortaleza devero, tambm, ser contemplados em todos os programas especficos de desenvolvimento rural, oriundos dos Governos Federal e Estadual.

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TTULO V DOS PODERES ESTADUAIS Captulo I DO PODER LEGISLATIVO Seo I Disposies Gerais Art. 45. O Poder Legislativo exercido pela Assemblia Legislativa, constituda por representantes do povo, eleitos, pelo sistema proporcional e investidos na forma da lei, para uma legislatura de quatro anos. 1 O nmero de Deputados corresponde ao triplo dos representantes eleitos Cmara dos Deputados, e, aps atingir o nmero de trinta e seis, o acrscimo ser de tantos quantos forem os Deputados Federais acima de doze. 2 A elevao da representao somente vigorar para a legislatura subseqente. Art. 46. Ao Poder Legislativo assegurada autonomia financeira e administrativa, cabendo-lhe, pelo menos, trs por cento da receita estadual. Pargrafo nico. Os recursos correspondentes s dotaes oramentrias, compreendidos os crditos suplementares e especiais, sero repassados, obrigatoriamente, at o dia vinte de cada ms, com as atualizaes decorrentes do excesso na arrecadao, em face da previso oramentria. Art. 47. A Assemblia Legislativa reunir-se-, anualmente, de quinze de fevereiro a trinta de junho e de primeiro de agosto a quinze de dezembro. 1 As reunies marcadas para essas datas sero transferidas para o primeiro dia til subseqente, quando recarem em sbados, domingos ou feriados. * 2 No primeiro ano da legislatura, sero realizadas sesses preparatrias, a partir de primeiro de fevereiro, para a posse dos Deputados diplomados e eleio da Mesa Diretoria, com mandato de dois anos, admitida a reconduo ao mesmo cargo para o perodo imediato, vedada a reeleio, para mais de um mandato, mesmo que na legislatura imediatamente subseqente.* Alterado pela Emenda Constitucional n 43, de 14 de outubro de 1999 D. O. de 20.10.1999. * Redao anterior: 2 No primeiro ano da legislatura sero realizadas sesses preparatrias, a partir de primeiro de fevereiro, para posse dos Deputados diplomados e eleio de seu rgo colegiado dirigente, com mandato de dois anos, vedada a reconduo ao mesmo cargo no perodo imediato.

3 A sesso legislativa no ser interrompida sem a aprovao do projeto de lei de diretrizes oramentrias. 4 Durante o recesso, haver comisso representativa da Assemblia Legislativa, respeitado o critrio da proporcionalidade das representaes partidrias, observados os condicionamentos seguintes: *a) seus membros sero eleitos na ltima reunio de cada Sesso Legislativa ordinria, admitida a reconduo para o posterior perodo de recesso;* Modificado pela Emenda Constitucional n 43, de 14 de outubro de 1999 D. O. de 20.10.1999. *Redao anterior: a) seus membros sero eleitos na ltima reunio de cada perodo da sesso legislativa ordinria, vedada a reconduo para o posterior perodo de recesso;

b) suas atribuies sero definidas no regimento interno.

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5 A convocao extraordinria far-se- por dois teros de seus membros, pelo Presidente, em caso de interveno em Municpio, pelo Chefe do Poder Executivo, quando houver matria de interesse pblico relevante e urgente. 6 No perodo extraordinrio, restringir-se- a Assemblia a deliberar sobre a matria para a qual tenha sido convocada. Art. 48. Salvo disposio constitucional em contrrio, a A ssemblia Legislativa funcionar em sesses pblicas, com a presena da maioria absoluta de seus membros e as deliberaes sero tomadas por maioria de voto. Pargrafo nico. A sesso somente poder ser secreta por deliberao da maioria absoluta de seus membros, no interesse da segurana ou do decoro parlamentar, com voto a descoberto. Seo II Das Atribuies da Assemblia Legislativa Art. 49. da competncia exclusiva da Assemblia Legislativa: I - autorizar referendo e convocar plebiscito de amplitude estadual; II - aprovar a interveno estadual em Municpio; III - aprovar previamente, por voto secreto, aps argio pblica, a escolha de: *a) dois stimos dos membros do Tribunal de Contas do Estado e um tero do Tribunal de Contas dos Municpios;*Ver redao do art. 79.

*b) interventores do Estado, em Municpios;*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 143-4 (aguardando julgamento do mrito).

*c) presidente e diretores de estabelecimentos de crdito, cujo controle acionrio pertena ao Estado;*Suspenso por medida cautelar deferida pelo STF na ADIn n 143-4 (aguardando julga mento do mrito).

d) titulares de outros cargos que a lei determinar. *IV - escolher cinco stimos dos membros do Tribunal de Contas do Estado e dois teros do Tribunal de Contas dos Municpios;*Redao dada pela Emenda Constitucional n 9, de 16 de dezembro de 1992 - D.O. de 22.12.1992. *Redao anterior: IV - escolher cinco stimos dos membros do Tribunal de Contas do Estado e dois teros do Conselho de Contas Municpios; dos

V - autorizar, previamente, a ausncia do Governador e do Vice, quando o afastamento for para o Exterior; VI - sustar os atos normativos emanados do Poder Executivo que exorbitem do poder regulamentar ou dos limites da delegao legislativa; VII - mudar temporariamente a sua sede;

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VIII - fixar a remunerao de seus membros para vigorar na legislatura subseqente, observadas as limitaes constitucionais; IX - fixar para cada exerccio financeiro a remunerao do Governador e do Vice-Governador, observados os disciplinamentos constitucionais; X - julgar as contas apresentadas, anualmente, pelo G overnador do Estado, a prestao de contas dos Interventores, apreciar os relatrios sobre a execuo dos planos governamentais e suas correlaes aos planos plurianuais; XI - fiscalizar e controlar, diretamente, os atos do Poder Executivo, includos os da administrao indireta; XII - velar pela preservao de sua competncia legislativa, em face da competncia normativa dos outros Poderes; *XIII - aprovar, previamente, a alienao ou concesso de terras pblicas, exceto nas hipteses previstas nas letras b e c do inciso V do Art. 316;*Redao dada pela Emenda Constitucional n 26/95, de 6 de agosto de 1996 - D.O. de 19.8.1996. *Redao anterior: XIII - aprovar, previamente, a alienao ou concesso de terras pblicas;.

*XIV - convocar, por sua iniciativa ou de qualquer de suas comisses, os Secretrios de Estado, dirigentes de autarquias, empresa pblica, sociedade de economia mista e de fundaes, para prestar, pessoalmente, informaes sobre assunto especfico, com atendimento no prazo de trinta dias, sob pena de responsabilidade;*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 143-4 (aguardando julgamento do mrito).

XV - encaminhar, por seus Deputados, Comisses ou Mesa, pedidos escritos de informao aos Secretrios de Estado, importando crime de responsabilidade a recusa, ou o no-atendimento no prazo de trinta dias, bem como a prestao de informaes falsas; XVI - proceder tomada de contas do Governador do E stado, quando no apresentadas Assemblia Legislativa dentro de sessenta dias aps a abertura da sesso legislativa; XVII - eleger a Mesa Diretora; XVIII - elaborar o regimento interno; *XIX - dispor sobre sua organizao, funcionamento, criao, transformao ou extino de cargos, encargos e funes de seus servios e fixao da respectiva remunerao de seu pessoal, por resoluo, observados os parmetros estabelecidos na lei de diretrizes oramentrias;*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 143-4 (aguardando julgamento do mrito).

XX - processar e julgar, na forma da lei, o Governador e Secretrios de Estado nos crimes de responsabilidade; XXI - exercer poder de polcia em seus recintos e para assegurar o cumprimento de requisies e diligncias emanadas de suas comis ses parlamentares de inqurito; XXII - aprovar, por maioria absoluta e voto secreto, a exonerao, de ofcio, do ProcuradorGeral da Justia, antes do trmino de seu mandato; XXIII - suspender a execuo, no todo ou em parte, de lei ou ato normativo estadual ou

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municipal declarado inconstitucional por deciso definitiva do Tribunal de Justia; XXIV - processar o Procurador-Geral da Justia, o Procurador-Geral do Estado e o DefensorGeral da Defensoria Pblica nos crimes de responsabilidade; XXV - autorizar o Governador a efetuar ou a contrair emprstimos e a referendar convnios e acordos celebrados com entidades pblicas ou particulares dos quais resultem encargos no previstos no oramento; XXVI - ordenar a sustao de contrato impugnado pelo Tribunal de Contas; XXVII - dispor sobre limites e condies para a concesso de garantias pelo Estado, em operaes de crdito, bem como sobre condies para os emprstimos realizados pelo Estado; XXVIII - solicitar a interveno federal no Estado para garantir o livre exerccio de suas funes e prerrogativas; XXIX - dar posse aos Deputados, receber a renncia e declarar a perda de mandato; XXX - conceder licena para processar Deputados; XXXI - propor, em conjunto com outras Assemblias L egislativas, emenda Constituio Federal; *XXXII - aprovar previamente, por voto secreto, a escolha do Superintendente da Fundao de Teleducao do Estado do Cear.*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 143-4 (aguardando julgamento do mrito).

Pargrafo nico. A Assemblia Legislativa mantm, para apoio cultural a seus desempenhos, o Instituto de Estudos e Pesquisas sobre o Desenvolvimento do Estado do Cear, com programas de participao popular e fortalecimento da representao poltica, fornecendo subsdios, sempre que solicitado, sobre elaborao e discusso dos planos plurianuais. Art. 50. Cabe Assemblia Legislativa, com a sano do Governador do Estado, dispor acerca de todas as matrias de competncia do Estado do Cear, especialmente sobre: I - sistema tributrio, arrecadao e distribuio de rendas; II - plano plurianual, diretrizes oramentrias, oramento anual, operaes de crdito e dvida pblica; III - fixao e modificao do efetivo da Polcia Militar e do Corpo de Bombeiros; IV - planos e programas regionais e setoriais de desenvolvimento; V - limites dos territrios estaduais e municipais; VI - criao, incorporao, subdiviso ou desmembramento de Municpios, ouvidas em plebiscito as populaes interessadas; VII - transferncia temporria da sede do Governo Estadual; VIII - criao, transformao e extino de cargos, empregos e funes pblicas;

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IX - criao, estruturao e atribuies das Secretarias de Estado e rgos da administrao pblica estadual; X - atividades financeiras em geral; XI - fixao das custas judiciais; XII - planos e programas regionais e setoriais de investimento e de desenvolvimento; XIII - bens de domnio do Estado e proteo do patrimnio pblico; XIV - organizao administrativa, judiciria, do Ministrio Pblico, da Defensoria Pblica e da Procuradoria-Geral do Estado; XV - fiscalizao das tarifas do servio pblico.

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Seo III Dos Deputados Art. 51. Os Deputados so inviolveis no exerccio do mandato por suas opinies, palavras e votos. 1 Desde a expedio do diploma, os membros da A ssemblia Legislativa no podero ser presos, salvo em flagrante de crime inafianvel, nem processados criminalmente, sem prvia licena da Assemblia Legislativa. 2 No caso de crime inafianvel, os autos sero remetidos, dentro de vinte e quatro horas, Assemblia Legislativa, para que, pelo voto secreto da maioria de seus membros, resolva sobre a priso e autorize, ou no, a formao de culpa. 3 Os Deputados sero processados e julgados pelo Tribunal de Justia do Estado. 4 Os Deputados no sero obrigados a testemunhar sobre informaes recebidas ou prestadas em razo do exerccio do mandato, nem sobre as pessoas que lhes confiaram ou deles receberam informaes. * 5 A remunerao dos Deputados Estaduais ser fixada em cada legislatura, para a subseqente, pela Assemblia Legislativa, observado o que dispe os Arts. 150,II, 153,III e 153 2,I, na razo de, no mximo 75% daquela estabelecida em espcie para os Deputados Federais.*Redao dada pela Emenda Constitucional n 7, de 26 de junho de 1992 - D.O. de 30.6.1992. *Redao anterior: 5 A remunerao dos Deputados ser fixada, em cada legislatura para a subseqente, pela Assemblia Legislativa, sujeita aos impostos gerais, inclusive o de renda. *Ver artigo 2 da Emenda Constitucional Federal n 19, de 4.6.1998 D. O. U. de 5.6.1998.

Art. 52. Os Deputados no podero: I - desde a expedio do diploma: a) firmar ou manter contrato com pessoa jurdica de direito pblico, autarquia, empresa pblica, sociedade de economia mista ou empresa concessionria de servio pblico, salvo quando o contrato obedecer a clusulas uniformes; b) aceitar ou exercer cargo, funo ou emprego remunerado, inclusive os de que sejam demissveis ad nutum , nas entidades constantes da alnea anterior. II - desde a posse: a) ser proprietrios, controladores ou diretores de empresa que goze de favor decorrente de contrato com pessoa jurdica de direito pblico, ou nela exercer funo remunerada; b) ocupar cargo ou funo de que sejam demissveis ad nutum , nas entidades a que se refere o inciso I, a; c) patrocinar causa em que seja interessada qualquer das entidades a que se refere o inciso I, a; d) ser titulares de mais de um cargo ou mandato pblico eletivo. Art. 53. Perder o mandato o Deputado:

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I - que infringir qualquer das proibies estabelecidas no artigo anterior; II - cujo procedimento for declarado incompatvel com o decoro parlamentar; III - que deixar de comparecer, em cada sesso legislativa, a tera parte das sesses ordinrias da Assemblia, salvo licena ou misso, por esta autorizada; IV - que perder ou tiver suspensos seus direitos polticos; V - que, por deciso da Justia Eleitoral, for condenado por abuso do poder econmico ou do poder poltico; VI - que sofrer condenao criminal em sentena transitada em julgado. 1 incompatvel com o decoro parlamentar o abuso das prerrogativas asseguradas aos Deputados ou a percepo de vantagens indevidas, alm dos casos definidos no regimento da Assemblia Legislativa. 2 No caso do inciso III, a perda de mandato ser decidida pela Assemblia Legislativa, mediante provocao de qualquer de seus membros, da respectiva Mesa ou de partido poltico, assegurada ampla defesa. 3 Nos casos previstos nos incisos IV a VI, a perda ou suspenso de mandato ser automtica e declarada pela Mesa da Assemblia Legislativa. Art. 54. No perder o mandato o Deputado: I - investido no cargo de Ministro de Estado, Governador de Territrio, Secretrio de Estado, do Distrito Federal, de Territrio, da Prefeitura da Capital ou Chefe de misso diplomtica temporria; II - licenciado por motivo de doena ou para tratar, sem remunerao, de interesse particular, desde que, nessa hiptese, o afastamento no transponha cento e vinte dias por sesso legislativa. 1 Far-se- a convocao do suplente, respeitada a o rdem da diplomao na respectiva legenda partidria, nos casos de vaga, de investidura nas funes previstas neste artigo ou de licena por prazo igual ou superior a cento e vinte dias. 2 Ocorrendo vaga, sem que haja suplente, dever realizar-se eleio para preench-la, se faltarem mais de quinze meses para o trmino do mandato. 3 Na hiptese do inciso I, poder o Deputado optar pela remunerao parlamentar. Seo IV Das Comisses Art. 55. Na Assemblia Legislativa funcionaro comisses permanentes e temporrias, constitudas na forma e com as atribuies previstas nesta Constituio, no regimento interno ou no ato legislativo de que resultar sua criao. 1 Na constituio da Mesa e na de cada comisso, assegurada, tanto quanto possvel, a participao proporcional dos partidos polticos ou dos blocos parlamentares com representao na Assemblia Legislativa.

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2 s comisses, em razo da matria de sua competncia, cabe: I - discutir e votar o projeto de lei que dispensar, na forma do regimento interno, a competncia do plenrio, salvo se houver, para deciso deste, recurso de um dcimo dos membros da Assemblia; II - realizar audincias pblicas com entidades organizadas da sociedade civil, na forma do regimento interno; III - realizar audincias pblicas em regies do Estado para subsidiar o processo legislativo; IV - convocar Secretrios de Estado para prestar informaes sobre assuntos inerentes s suas atribuies; *V - convocar dirigentes de rgos pblicos estaduais, civis e militares, de autarquia, de empresa pblica e sociedade de economia mista e de fundaes, institudas ou mantidas pelo poder pblico, dentre outras autoridades, ficando estes com prazo de trinta dias para cumprimento;*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 143-4 (aguardando julgamento do mrito).

VI - receber peties, reclamaes, representaes ou queixa de qualquer pessoa contra ato ou omisso de autoridade pblica, de concessionrio ou de permissionrio de servio pblico; VII - acompanhar, junto ao Poder Executivo, a elaborao da proposta oramentria, bem como a sua posterior execuo; VIII - apreciar e acompanhar programas de obras, planos estaduais, regionais e setoriais de desenvolvimento e sobre eles emitir parecer; IX - solicitar depoimento de qualquer autoridade ou cidado. Art. 56. A Assemblia Legislativa criar comisses parlamentares de inqurito para apurao de fato determinado, sempre que o requerer a quarta parte dos seus membros, observada na sua composio a proporcionalidade de representao partidria, ficando obrigatrio, sob pena de sano definida em lei complementar, o comparecimento de autoridades, servidores e quaisquer pessoas convocadas. 1 As comisses parlamentares de inqurito tero poderes de investigao prprios das autoridades judiciais, cumulativamente com os de natureza parlamentar. 2 As concluses, se for o caso, sero encaminhadas ao Ministrio Pblico, para que promova a responsabilidade civil ou criminal dos infratores. Art. 57. A Assemblia Legislativa e suas comisses, pelo voto de um tero dos seus membros, podem convocar Secretrio de Estado para prestar, pessoalmente, informaes sobre assunto previamente determinado, importando crime de responsabilidade a ausncia sem justificao adequada. Seo V Do Processo Legislativo Art. 58. O processo legislativo compreende a elaborao de:

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I - emendas Constituio; II - leis complementares; III - leis ordinrias; IV - leis delegadas; V - decretos legislativos; VI - resolues. * 1 No cabendo no Processo Legislativo proposio de interesse Pblico, o Deputado poder sugerir ao Poder Executivo a adoo do competente Projeto de Lei, na forma de Indicao.*Acrescido pela Emenda Constitucional n 18/94, de 13 de dezembro de 1994 - D.O. de 22.12.1994.

* 2 Uma vez recebida a Indicao, aprovada em Plenrio, o Governador do Estado, no prazo de 90 (noventa) dias, dar cincia Assemblia Legislativa de sua convenincia ou no.*Acrescido pela Emenda Constitucional n 18/94, de 13 de dezembro de 1994 - D.O. de 22.12.1994.

Subseo I Da Emenda Constitucional Art. 59. A Constituio poder ser emendada mediante proposta: I - de um tero, no mnimo, dos membros da Assemblia Legislativa; II - do Governador do Estado; III - de mais da metade das Cmaras Municipais, manifestando-se cada uma delas pela maioria relativa de seus membros. 1 A Constituio no poder ser emendada na vigncia de i nterveno federal, estado de defesa ou estado de stio. 2 A proposta ser discutida e votada pela Assemblia Legislativa, em dois turnos, considerando-se aprovada se obtiver, em ambos, trs quintos dos votos dos respectivos membros. 3 A emenda Constituio ser promulgada pela Mesa da Assemblia, com respectivo nmero de ordem. 4 No ser objeto de deliberao a proposta que vise a modificar as regras atinentes alterao constitucional nem aquela tendente a abolir: I - a autonomia dos Municpios; II - o voto direto, secreto, universal, igual e peridico; III - a independncia e a harmonia dos Poderes. 5 A matria constante de emenda rejeitada ou havida por prejudicada no pode ser objeto de nova proposta na mesma sesso legislativa.

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Subseo II Das Leis Art. 60. Cabe a iniciativa de leis: I - aos Deputados Estaduais; II - ao Governador do Estado; III - ao Presidente do Tribunal de Justia, em matrias de privatividade judiciria, indicadas nesta Constituio; *IV - ao cidado, nos casos e nas formas previstas nesta Constituio.*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 143-4 (aguardando julgamento do mrito).

* 1 No ser admitido aumento da despesa, prevista:*Renumerado pela Emenda Constitucional n 10, de 29 de maro de 1994 - D.O. de 30.3.1994.

I - nos projetos de iniciativa exclusiva do Governador do Estado; II - nos projetos sobre organizao dos servios administrativos da Assemblia Legislativa, dos Tribunais Estaduais e do Ministrio Pblico Estadual. * 2 So de iniciativa privativa do Governador do Estado as Leis que disponham sobre:* Acrescido pela Emenda Constitucional n 10, de 29 de maro de 1994 - D.O. de 30.3.1994.

*a) criao de cargos, funes ou empregos pblicos na administrao direta, autrquica e fundacional ou aumento de sua remunerao;* Acrescido pela Emenda Constitucional n 10, de 29 de maro de 1994 - D.O. de 30.3.1994.

*b) organizao administrativa, matria tributria e oramentria, servios pblicos e pessoal, da administrao direta, autrquica e fundacional;* Acrescido pela Emenda Constitucional n 10, de 29 de maro de 1994 - D.O. de 30.3.1994.

*c) servidores pblicos da administrao direta, autrquica e fundacional, seu regime jurdico, provimento de cargos, estabilidade e aposentadoria de civis, reforma e transferncia de policiais militares e de bombeiros para a inatividade;* Acrescido pela Emenda Constitucional n 10, de 29 de maro de 1994 - D.O. de 30.3.1994.

*d) criao, estruturao e atribuies das Secretarias de Estado e rgos da administrao pblica.* Acrescido pela Emenda Constitucional n 10, de 29 de maro de 1994 - D.O. de 30.3.1994.

Art. 61. As leis complementares sero aprovadas por maioria absoluta dos votos dos membros da Assemblia Legislativa, observados os demais termos de votao das leis ordinrias. Art. 62. As propostas de cidados sero, inicialmente, submetidas apreciao da Comisso de Constituio e Justia da Assemblia Legislativa, que dever manifestar-se sobre sua admissibilidade e constitucionalidade. Pargrafo nico. A proposta, se aprovada pela Comisso, s eguir o rito do processo legislativo

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ordinrio. Art. 63. O Governador do Estado poder solicitar que os projetos de lei de sua iniciativa sejam apreciados dentro de quarenta e cinco dias pela Assemblia Legislativa. 1 O pedido de apreciao de projeto de lei, dentro do prazo estabelecido neste artigo, dever ser enviado com a mensagem de seu encaminhamento Assemblia Legislativa. * 2 Na falta de deliberao dentro do prazo estabelecido neste artigo, o projeto ser automaticamente includo na ordem do dia, em regime de urgncia, nas dez sesses consecutivas; se ao final dessas no for apreciado, considerar-se- definitivamente rejeitado.*Argida a inconstitucionalidade na ADIn n 143-4 (aguardando julgamento do mrito).

3 O prazo estabelecido neste artigo no correr nos p erodos de recesso da Assemblia Legislativa. Art. 64. As leis delegadas sero elaboradas pelo Governador do Estado ou por comisso da Assemblia Legislativa. 1 No podero ser objeto de delegao as matrias de competncia exclusiva da Assemblia Legislativa, nem as de iniciativa do Poder Judicirio. 2 No caso de delegao comisso da Assemblia, que ser constituda nos termos do regimento interno da Casa, ser o projeto aprovado remetido sano do Governador do Estado. 3 A delegao ao Governador, que depender de solicitao deste, ter a forma de resoluo da Assemblia, que especificar o seu contedo e os termos de seu exerccio. 4 Se a resoluo determinar a apreciao do projeto pela Assemblia, esta o far em votao nica, vedada qualquer emenda. Art. 65. Concluda a votao de um projeto, ser este remetido ao Governador do Estado que, aquiescendo, o sancionar. 1 Se o Governador considerar o projeto, no todo ou em parte, inconstitucional ou contrrio ao interesse pblico, vet-lo-, total ou parcialmente, no prazo de quinze dias teis, contados da data do recebimento, e comunicar, dentro de quarenta e oito horas, ao Presidente da Assemblia, os motivos do veto. 2 O veto parcial s poder incidir sobre texto integral de artigo, de pargrafo, de inciso ou de alnea. 3 Decorrido o prazo de quinze dias, o silncio do Governador importar sano. 4 O veto ser apreciado dentro de trinta dias, a contar do seu recebimento, s podendo ser rejeitado pelo voto da maioria absoluta dos Deputados, em escrutnio secreto. 5 Se o veto no for mantido, ser o projeto enviado ao Governador, para promulgao. 6 Esgotado sem deliberao o prazo estabelecido no 4, o veto ser colocado na ordem do dia da sesso imediata, sobrestadas todas as demais proposies, at sua votao final. 7 Se a lei no for promulgada dentro de quarenta e oito horas pelo Governador, nos casos dos 3 e 5, o Presidente da Assemblia a promulgar, e se no o fizer em igual prazo, caber ao Vice-Presidente faz-lo.

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Art. 66. A matria constante de projeto de lei rejeitado somente poder constituir objeto de novo projeto, na mesma sesso legislativa, mediante proposta da maioria absoluta dos membros da Assemblia Legislativa. Seo VI Da Fiscalizao Contbil, Financeira e Oramentria Subseo I Disposies Gerais Art. 67. Os Poderes Legislativo, Executivo e Judicirio mantero, de forma integrada, sistema de controle interno com a finalidade de: I - avaliar o cumprimento das metas previstas no plano plurianual, a execuo dos programas de governo e dos oramentos do Estado; II - comprovar a legalidade e avaliar os resultados, quanto eficcia e eficincia da gesto oramentria, financeira e patrimonial nos rgos e entidades da administrao estadual, bem como da aplicao de recursos pblicos por entidades de direito privado; III - exercer o controle das operaes de crdito, avais e garantias, bem como dos direitos e deveres do Estado; IV - apoiar o controle externo no exerccio de sua misso institucional. Pargrafo nico. Os responsveis pelo controle interno, ao tomarem conhecimento de qualquer irregularidade ou ilegalidade, dela daro cincia ao Tribunal de Contas do Estado, sob pena de responsabilidade solidria. Art. 68. A fiscalizao contbil, financeira, oramentria, operacional e patrimonial do Estado e das entidades da administrao direta e indireta, quanto legalidade, legitimidade, economicidade, aplicao das subvenes e renncia de receitas, ser exercida pela Assemblia Legislativa, mediante o controle externo, e pelo sistema de controle interno de cada Poder. Pargrafo nico. Prestar contas qualquer pessoa fsica ou entidade pblica que utilize, arrecade, guarde, gerencie ou administre dinheiro, bens e valores pblicos, ou pelos quais o Estado responda, ou que, em nome deste, assuma obrigaes de natureza pecuniria. Art. 69. O controle externo, a cargo da Assemblia Legislativa, ser exercido com o auxlio do Tribunal de Contas do Estado. Art. 70. A comisso permanente da Assemblia Legislativa, incumbida de emitir parecer sobre os projetos de lei relativos ao plano plurianual, s diretrizes oramentrias, ao oramento anual e aos crditos adicionais, diante de indcios de despesas no autorizadas, ainda que sob a forma de investimentos no programados ou de subsdios no aprovados, poder solicitar autoridade governamental responsvel que, no prazo de cinco dias, preste os esclarecimentos necessrios. 1 No prestados os esclarecimentos, ou considerados estes insuficientes, a comisso solicitar ao Tribunal de Contas pronunciamento conclusivo sobre a matria, no prazo de trinta dias. 2 Entendendo o Tribunal irregular a despesa, a comisso, se julgar que o gasto possa causar

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dano irreparvel ou grave leso economia pblica, propor Assemblia Legislativa sua sustao. Subseo II Do Tribunal de Contas Art. 71. O Tribunal de Contas do Estado, integrado por sete Conselheiros, tem sede na capital, quadro prprio de pessoal e jurisdio em todo o territrio estadual. 1 Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado sero nomeados dentre brasileiros com mais de trinta e cinco e menos de sessenta e cinco anos de idade, de idoneidade moral, reputao ilibada e notrios conhecimentos jurdicos, contbeis, econmicos, financeiros ou de administrao pblica, com mais de dez anos de exerccio de funo ou de efetiva atividade profissional que exija os conhecimentos mencionados. * 2 Os Conselheiros do Tribunal de Contas do Estado sero escolhidos:*Regulamentado pela Lei n 12.509, de 6.12.1995 D. O. de 6.12.1995

*I - dois pelo Governador, com aprovao da Assemblia Legislativa, sendo que a primeira vaga ao ocorrer ser de sua livre escolha, e a segunda dentre auditores ou membros do Ministrio Pblico, alternadamente, e nessa ordem, indicados em lista trplice, segundo os critrios de antigidade e merecimento;*Redao dada pela Emenda Constitucional n 10, de 29 de maro de 1994 - D.O. de 30.3.1994. *Redao anterior: I dois pelo Governador do Estado, com aprovao da Assemblia Legislativa, alternadamente, dentre auditores e membros do Ministrio Pblico junto ao tribunal, que satisfaam os requisitos do pargrafo anterior, segundo os critrios de antigidade e merecimento, apontados, em caso de merecimento, em lista trplice;.

II - cinco pela Assemblia Legislativa. 3 Os Conselheiros tero as mesmas garantias, prerrogativas, impedimentos, vencimentos, direitos e vantagens dos Desembargadores do Tribunal de Justia, e somente podero aposentar-se com as vantagens do cargo quando o tiverem exercido efetivamente por mais de cinco anos. 4 vedado aos Conselheiros, sob pena de per