Domínio Prioritário 1- Criação de emprego no âmbito do ...· Domínio Prioritário 1- Criação

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  • Mnica Gonzlez Bastos

    Data de submisso: 27 de Julho 2016

    Domnio Prioritrio 1- Criao de emprego no mbito do Programa Indicativo Plurianual da Cooperao PALOP e

    Timor Leste com a Unio Europeia DOCUMENTO DE SNTESE

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    CONTEDO AGRADECIMENTOS .............................................................................................................................................. 2

    ABREVIATURAS .................................................................................................................................................... 3

    INTRODUO ....................................................................................................................................................... 4

    ANLISE DO CONTEXTO REGIONAL ..................................................................................................................... 4

    QUADRO INSTITUCIONAL E LEGISLATIVO SOBRE A ECONOMIA CRIATIVA ..................................................... 4

    ORGANISMOS PBLICOS ............................................................................................................................. 4

    SOCIEDADE CIVIL ......................................................................................................................................... 6

    QUADRO REGULADOR DO EMPREGO, O EMPREENDEDORISMO, POLTICA FISCAL E INVESTIMENTO .......... 7

    DIREITOS DA PROPRIEDADE INTELECTUAL ...................................................................................................... 9

    FORMAO EM ICCs: ORGANIZAES E CURRCULOS DISPONVEIS ............................................................ 10

    FINANCIAMENTO DAS ICCs............................................................................................................................ 11

    SECTORES MAIS DESTACADOS DAS ICCs NOS PALOP .................................................................................... 12

    ANLISE DOS PROBLEMAS ............................................................................................................................ 14

    REAS DE INTERVENO ................................................................................................................................... 16

    ACES RELEVANTES IDENTIFICADAS ........................................................................................................... 16

    GRANDES REAS DE INTERVENO: DESAFIOS E RECOMENDAES .......................................................... 17

    ANEXO 1: ANLISE DE PROBLEMAS .................................................................................................................. 20

    ANEXO 2: MATRICES DAS ACES IDENTIFICADAS NO NVEL NACIONAL .......................................................... 4

    ANGOLA ............................................................................................................................................................... 5

    CABO VERDE ........................................................................................................................................................ 6

    GUIN-BISSAU ..................................................................................................................................................... 9

    MOAMBIQUE ................................................................................................................................................... 11

    SO TOM E PRNCIPE ....................................................................................................................................... 12

    TIMOR LESTE ...................................................................................................................................................... 15

    ANEXO 3: REAS DE ACO REGIONAIS ........................................................................................................... 17

  • 2

    AGRADECIMENTOS

    A misso agradece a gentileza e a disponibilidade do pessoal da delegao da UE e do Ordenador Nacional

    de Moambique.

    Cabe parabenizar a disponibilidade e pacincia dos consultores nacionais durante o Seminrio de

    harmonizao. A sua boa disposio permitiu desenvolver um trabalho eficiente e em condies ptimas.

  • 3

    ABREVIATURAS ACP frica, Carabas e Pacfico

    ADEI Agncia de Desenvolvimento e Inovao

    ASSECOM Associao So Tomense de Entretenimento e Comunicao Multimdia

    BUE Balco nico do empreendedor

    CEDARTE Centro para o Desenvolvimento do Artesanato

    CLESE Centros locais de empreendedorismo e servio de emprego

    CPLP Comunidade dos Pases de Lngua Portuguesa

    ECA Escola de Comunicao e Arte

    ENAV Escola Nacional de Artes Visuais

    END Escola Nacional de Dana

    ENM Escola Nacional de Msica

    FED Fundo Europeu de Desenvolvimento

    ICC Indstrias Culturais e Criativas

    IDH ndice de desenvolvimento humano

    IEFP Instituto do Emprego e Formao Profissional

    INAPEM Instituto Nacional de Apoio s Micro e Mdias Empresas

    INE Instituto Nacional de Estatstica

    INEFP Instituto Nacional de Emprego e Formao Profissional

    INEFOP Instituto de Emprego e Formao Profissional

    INSS Instituto Nacional de Segurana Social

    IPEME Instituto para a Promoo das Pequenas e Mdias Empresas

    IPEX Instituto para a promoo de exportaes

    ISARC Instituto Superior de Arte e Cultura

    ISCTEM Instituto Superior de Cincias e Tecnologias de Moambique

    MAPTSS Ministrio da Administrao Pblica, trabalho e segurana social

    MDG-F Fundo para os Objetivos de Desenvolvimento do Milnio

    MESE Mecanismo de Subvenes Empresariais

    MICULTUR Ministrio de Cultura e Turismo

    MIP Programa Indicativo Multianual

    ONG Organizao no governamental

    PALOP Pases Africanos de Lngua Oficial Portuguesa

    PALOP-TL Pases Africanos de Lngua Oficial Portuguesa-Timor Leste

    PDMPME Programa de desenvolvimento de micro, pequenas e mdias empresas

    PIB Produto Interno Bruto

    PIREP Programa Integrado de reforma da educao tcnico-profissional

    PME Pequenas e Mdias Empresas

    PROAPEN Programa de Apoio ao Pequeno Negcio

    RNI Rede Nacional de Incubadoras

    SEPFOPE Secretaria de Estado para a Poltica de formao profissional e emprego

    SNAPI Servio Nacional de Propriedade Industrial

    UE Unio Europeia

    UEMOA Unio Econmica e Monetria da Oeste Africana

    UNCTAD Confrencia das Naes Unidas sobre Comrcio e Desenvolvimento

    UNESCO Organizao das Naes Unidas para a Educao, Cincia e Cultura

  • 4

    INTRODUO No quadro do 11 FED a vigorar at 2020, foi aprovado o Programa Indicativo Plurianual (MIP) da Cooperao

    PALOP e Timor-Leste com a Unio Europeia (PALOP-TL/UE), e dentro deste foi necessria a realizao de

    uma srie de estudos nacionais das reas temticas no Domnio Prioritrio 1 Criao de Emprego, isto ,

    das indstrias criativas em cada pas. Estes estudos nacionais foram ulteriormente analisados regionalmente

    atravs da reviso dos mesmos e a realizao de um Seminrio de harmonizao para os consolidar num

    programa comum. neste quadro que se realizou o presente documento de sntese, que tomando como base

    as problemticas partilhadas encontradas, prope umas reas de aco para o programa.

    ANLISE DO CONTEXTO REGIONAL QUADRO INSTITUCIONAL E LEGISLATIVO SOBRE A ECONOMIA CRIATIVA ORGANISMOS PBLICOS Um dos traos mais assinalado sobre o quadro institucional das ICCs nos PALOP-TL a fraqueza dos

    organismos pblicos, com uma alta volatilidade das instituies que favorece a descontinuidade dos projectos

    e programas, e com estruturas nem sempre comparveis entre os diferentes pases. Por outra parte, as lacunas

    nas polticas e regulamentos so persistentes, especialmente nos sectores menos tradicionais como o da

    explorao de contedos digitais, sendo que quando existem regulamentos especficos, ficam muitas vezes

    sem implementao por falta de meios.

    Angola conta com um Ministrio da Cultura integrado entre outros pela Direco Nacional de Aco Cultural

    e a Direco Nacional de Direitos de Autor e Conexos, ambas de grande relevo para a governana das ICCs.

    Alm dos servios centrais, existe uma srie de organismos tutelados, entre os quais h que destacar pela sua

    relevncia para as ICCs, o Instituto Nacional das Indstrias Criativas; o Instituto Angolano de Cinema,

    Audiovisual e Multimdia, e o Instituto Nacional de Formao Artstica. Os recursos oramentais do sector

    cultural so limitados, com um valor prximo aos 18M para o ano de 2016, dos que at 32,9% corresponde

    a despesas com pessoal. importante assinalar que o modelo de governao da cultura descentralizado,

    com uma rede de Casas da Cultura de dependncia orgnica dos governos provinciais (e funcional do

    Ministrio da Cultura) que cumprem um importante papel de divulgao artstica.

    A Poltica Cultural em vigor foi aprovada pelo Decreto Presidencial n15/11 com a vigncia de 10 anos e entre

    outras linhas inclui Cultura, Economia e Desenvolvimento na qual h meno para a indstria editorial do

    livro, a indstria cinematogrfica e vdeo fonogrfica, a indstria discogrfica, o artesanato e as artes visuais,

    os espectculos e o turismo cultural-, assim como para a Dimenso cultural do desenvolvimento que inclui

    programas sobre cultura e educao, comunicao social, agricultura...-.

    Apesar de existir um Gabinete de Estudos, Planeamento e Estatstica no Ministrio, no se conhecem dados

    estatsticos de relevo sobre a economia criativa.

    No caso de Cabo Verde, a ltima mudana de governo trouxe consig