EMBALAGENS INTELIGENTES_VFinal

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EMBALAGENS INTELIGENTESAcondicionamento e Embalagem de Alimentos

ANDREIA GONALVES N 34725 SANDRA AZEVEDO N 35132 VERA DRUMOND N 33683Julho de 2011

ndice1 - INTRODUO ........................................................................................................................... 3 2 - NOVOS SISTEMAS DE EMBALAGEM......................................................................................... 3 2.1. Embalagens Inteligentes .................................................................................................... 5 3 - APLICAES E TECNOLOGIA..................................................................................................... 8 3.1. Embalagens inteligentes para proporcionar mais comodidade ........................................ 8 3.2. Embalagens inteligentes para melhoria da qualidade e do valor do produto................. 14 3.3. Embalagens inteligentes para alterar as propriedades de permeabilidade gasosa ........ 24 3.4. Embalagens inteligentes que fornecem proteco contra roubo, falsificao e adulterao ............................................................................................................................. 25 4 - ACEITAO PELO CONSUMIDOR ........................................................................................... 26 5 - NOVAS TENDNCIAS DAS EMBALAGENS INTELIGENTES........................................................ 28 6 - LEGISLAO VIGENTE............................................................................................................. 29 7 - CONCLUSES.......................................................................................................................... 30 8 - REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS .............................................................................................. 31

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1 - INTRODUOA funo principal da embalagem proteger os alimentos contra danos fsicos, ganho ou perda de humidade, oxidao e deteriorao biolgica. A funo secundria facilitar a distribuio do produto (contendo a informao apropriada) ao consumidor (Side, 2002). A embalagem tambm promove um marketing eficaz dos alimentos atravs dos canais de distribuio e venda. de extrema importncia para optimizar a proteco do gnero alimentcio, seleccionando os materiais de embalagem adequados, desenhos, e mtodos de distribuio. Outros dos fins das embalagens para alimentos so para satisfazer as mudanas de necessidades do consumidor, bem como o desejo dos clientes por qualidade e convenincia. Hoje em dia, os consumidores esto dispostos a pagar mais por alimentos de melhor qualidade, e embalados convenientemente, que necessitem de pouca preparao. Tais alimentos so "alimentos convenientes e de qualidade" que oferecem ao consumidor uma excelente qualidade e aparncia - melhor do que os alimentos embalados em embalagens tpicas (Fito et al., 1997). Nos ltimos anos, as embalagens activas evoluram devido tendncia crescente para desenvolver substncias que so incorporadas na embalagem e so activas na proteco dos gneros alimentcios contra a contaminao.

Embalagem , segundo a Directiva Europeia 94/62/CE, todo o produto fabricado com qualquer material, de qualquer natureza, que se utilize para conter, proteger, manipular, distribuir e presentear o consumidor.

2 - NOVOS SISTEMAS DE EMBALAGEMTermos como activo, moderno, interactivo, hbil ou inteligente so utilizados para descrever novos mtodos de embalamento. Estes termos carecem de uma definio clara, e so intercambiveis em alguma literatura, portanto importante diferenciar os seus significados. As embalagens activas mudam a condio dos alimentos embalados com a utilizao da incorporao de certos aditivos nos filmes de embalagem ou no interior do espao3

de cabea (headspace) da embalagem, de forma a ampliar a vida de prateleira do produto (Day, 1989). Em alguns casos, tambm alteram as propriedades de permeabilizao da embalagem, e/ou a concentrao de diferentes volatilidades e gases no espao de cabea da embalagem durante o armazenamento. Alm disso, esta tcnica de embalagem activa acrescenta, em pequenas quantidades, agentes antimicrobianos, antioxidantes ou outros agentes de melhoria da qualidade atravs dos materiais de embalagem para os alimentos embalados. As embalagens activas tambm desempenham um papel, na conservao dos alimentos, que no o de apenas fornecer uma barreira inerte s condies externas (Rooney, 1995). As tcnicas de embalagens activas podem ser divididas em duas categorias (Ahvenainen, 2003). A primeira categoria dos absorventes ou catadores, onde os sistemas removem compostos indesejveis tais como oxignio, dixido de carbono, etileno e gua em excesso. A segunda categoria so os sistemas de libertao, que adicionam activamente ou emitem compostos para os alimentos embalados ou para o espao de cabea da embalagem tais como dixido de carbono, antioxidantes e conservantes.

Figura 1 Absorvedores de oxignio

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2.1. Embalagens InteligentesO termo embalagem inteligente refere-se a um tipo de embalagem que tem capacidade para detectar alteraes ambientais e que por sua vez, apresenta um sinal que informa o consumidor acerca dessa alterao (Summers, 1992a). As embalagens inteligentes possuem duas categorias: Embalagem inteligente simples, e embalagem inteligente interactiva ou sensvel. Este tipo de embalagens contm um dispositivo capaz de detectar e fornecer informao sobre as funes e propriedades dos alimentos embalados (Day, 2001), e/ou contm um indicador externo ou interno para seguir a histria do produto activo e que d indicao do estado de qualidade em que se encontra (Ohlsson e Bengtsson, 2002). Este tipo de dispositivos pode ser dividido em trs grupos: 1: Indicadores externos - So colocados no exterior da embalagem e incluem indicadores tempo-temperatura e indicadores de choques fsicos. 2: Indicadores internos - So colocados no interior da embalagem, no espao de cabea, ou ligados tampa, por exemplo indicador de fuga de oxignio, dixido de carbono, microbianos, e indicadores de patogneos (Ahvenainen, 2003). 3: Indicadores que aumentam a eficincia da passagem da informao e a comunicao efectiva entre o produto e o consumidor. Estes produtos incluem cdigos de barras especiais que armazenam informao acerca do produto tal como, modo de utilizao e data de validade. Outro tipo de dispositivos tais como, dispositivos de rastreabilidade do produto, anti-roubo, anti-falsificao e inviolveis, so tambm includos nesta categoria (Coles et al., 2003). Os sistemas de aplicao de embalagens inteligentes dividem-se nas seguintes categorias: 1- Os que apresentam maior convenincia (qualidade, distribuio e modo de preparao);

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2- Os que aumentam a qualidade e o valor do produto (indicadores de qualidade, indicadores de temperatura e tempo-temperatura, e indicadores da concentrao de gases); 3- Os que alteram as propriedades de permeabilidade dos gases;4- Os que fornecem proteco contra roubo, falsificao e adulterao (Pault, 1995; Rodrigues e Han, 2003).

Para que este sistema de embalagem seja prtico, deve ser de fcil utilizao, baixo custo e ter capacidade para desempenhar mais do que uma funo. Etiquetas indicadoras coloridas, por exemplo, devem apresentar alteraes de cor irreversveis, de fcil leitura e de fcil compreenso pelos consumidores. Em embalagens, o termo inteligncia pode ter vrios significados, e cobrir um grande nmero de funcionalidades, dependendo do produto que est a ser embalado alimentos, bebidas, produtos farmacuticos, produtos para o lar, etc. Exemplos de funes actuais e futuras que se considera inteligentes, so embalagens que: 1. Mantm a integridade e previnem activamente a deteriorao de alimentos (aumentam a vida de prateleira); 2. Evidenciam os atributos do produto (aspecto, sabor, flavour, aroma, etc.); 3. Respondem activamente a alteraes no produto ou no ambiente da embalagem; 4. Transmitem informao do produto, a sua histria ou outras condies ao utilizador; 5. Auxiliam na abertura e indicam a integridade do selo; 6. Confirmam a autenticidade do produto e agem no combate ao roubo. Os indicadores so designados por inteligentes ou interactivos porque interagem com compostos nos alimentos. Potenciadores de aquecimento por microondas e outros mtodos de regulao de temperatura, so tambm muitas vezes vistos como mtodos inteligentes (Ahvenainen, 2003). As tabelas 1 e 2 apresentam alguns indicadores fotocrmicos disponveis actualmente no mercado, bem como os seus fabricantes e a respectiva marca.

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Tabela 1 Exemplos de indicadores externos e internos, e seus princpios de funcionamento usados em embalagens inteligentes (adaptado de Ohlsson e Bengtsson, 2002).

Tcnica

Princpio/Reagentes

Informao fornecida

Aplicao Alimentos armazenados sob condies de refrigerao e congelao Alimentos armazenados em embalagens com concentrao de oxignio reduzida Alimentos acondicionados em atmosfera modificada ou controlada Alimentos perecveis tais como carne, peixe e aves domsticas Alimentos perecveis tais como carne, peixe e aves domsticas

Indicadores tempotemperatura (externos)

Mecnico, qumico, enzimtico

Condies de armazenamento

Indicadores de oxignio (internos)

Corantes redox, corantes pH, enzimas

Condies de armazenamento Vazamento da embalagem Condies de armazenamento Vazamento da embalagem Qualidade microbiolgica do alimento (i.e. resduo) Bactrias patognicas especficas como Escherichia coli O157

Indicador de dixido de carbono (interno) Indicadores de crescimento microbiano (internos/externos) e indicadores de frescura Indicadores de patogneos (interno)

Qumico

Corantes pH, todos os corantes reagem com certos metabolitos Vrios mtodos qumicos e imunoqumicos reagem com toxinas

Tabela 2 Alguns nomes comerciais e fabricantes de indicadores inteligentes (adaptado de Ohlsson e Bengtsson, 2002).

Fabricante Indicadores tempo-temperatura Lifelines Technology Inc. Trigon Smartpak Ltd 3M Packaging Systems Division Visual Indicator Tag Systems Ab Indicadores de oxignio Mitsubishi Gs Chemical Co., Ltd Toppan Printing Co., Ltd Toagosei Chem. Industry Co., Ltd Finetec Co., Ltd

Pas EUA Inglaterra EUA Sucia

Nome comercial Fresh-Check Smartpak MonitorMark Vitsab

Japo Japo Japo Japo

Ageless Eye -

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3 - APLICAES E TECNOLOGIA3.1. Embalagens inteligentes para proporcionar mais comodidadeA convenincia tornou-se uma prioridade para a maioria das pessoas devido aos seus horrios dirios muito preenchidos. Os clientes procuram meios mais rpidos e fceis de aceder a uma melhor qualidade alimentar. Alm da convenincia do consumo, a convenincia ao nvel da distribuio e ao nvel da qualidade do produto, so susceptveis de se tornarem mais importantes no futuro. Quando se pensa em embalagens ou etiquetas inteligentes, o foco direcciona-se de imediato para etiquetas RFID, mas existem etiquetas no electrnicas muito mais simples e que fornecem informaes importantes sobre as condies a que os produtos foram sujeitos.

Indicadores de qualidade O Centro de Desenvolvimento de Embalagens de Ao da British Steel Tinplate (Gales do Sul, Inglaterra) desenvolveu tintas termocrmicas termo-sensveis. A tinta impressa em mangas que encolhem com a temperatura, antes de serem adicionadas s latas de ao para bebidas ("Smart Cans "; Berragan, 1996). A tinta termo-sensvel muda de branco para uma cor azul quando a temperatura da lata

diminui, e as palavras "PRONTO A SERVIR" aparecem quando a temperatura est entre 5 e 8C, permitindo assim que os consumidores vejam se o produto est pronto para ser servido. A cerveja Hite, da Coreia, utiliza tintas termocrmicas para garrafas e latas de cerveja. A baixa temperatura, a tinta verde nas garrafas de cerveja indica a temperatura ideal para o consumo (Figura 2), e em latas de cerveja tambm indica o nvel de cerveja gelada dentro da lata.

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Figura 2 Etiqueta com indicador termocrmico numa garrafa de cerveja. Se a temperatura diminuir para cerca de 7C o indicador acende a luz verde, indicando que o produto est pronto para ser consumido.

Indicadores para armazenamento, distribuio e rastreabilidade A necessidade de desenvolver um sistema integrado de gesto da informao fundamental para toda cadeia, desde a produo at a distribuio. Informao sobre a localizao e o tempo de qualquer processamento incorrecto essencial para a recolha de alimentos, e para que as causas, responsabilidades, obrigaes e melhorias possam ser rastreadas, determinadas, e resolvidas (Ahvenainen, 2003). O furto em lojas uma preocupao no sector do retalho. Um moderno dispositivo AEV (Artigo Electrnico de Vigilncia) feito de papel fino e do tamanho de um selo postal. O AEV ligado embalagem e pode disparar um alarme quando o dispositivo activo passado atravs de um sistema de deteco de AEV (Brody, 2001). O sistema AEV comum utiliza tecnologia de rdio frequncia. Nos ltimos anos, a identificao por radiofrequncia (RFID) vem sendo comercializada para optimizar o fluxo de informaes dentro da rede. RFID um sistema de comunicao de dados sem contacto e sem fios onde as etiquetas so programadas com informaes exclusivas e so ligadas aos objectos para fins de identificao e rastreamento (Jansen e Krabs, 1999). A etiqueta pode conter uma variedade de9

informaes, tais como localizao, nome do produto, cdigo do produto e data de validade. O scanner de etiquetas tambm pode ler vrias etiquetas ao mesmo tempo. Apesar de um sistema AEV s poder accionar um sistema de alarme, o RFID pode identificar o artigo como um produto nico, o que aumenta a capacidade de rastreamento e recolha do produto. O sistema RFID tem etiquetas passivas, que consistem num chip e uma antena. Quando um sistema anfitrio envia energia para uma etiqueta, a etiqueta responde ao leitor revelando a informao contida no interior do chip. O leitor envia ento sinais elctricos para a antena na etiqueta de comunicao (Brody, 2002a). Os dados armazenados na memria da etiqueta podem ser lidos e transmitidos de volta para o leitor, e ento enviados para a unidade de processamento para a anlise do sinal. As etiquetas podem ser activas ou passivas; etiquetas passivas no usam baterias, enquanto as etiquetas activas tm uma bateria e so usadas para gravar informao durante o transporte ou para obter informao distncia.

Figura 3 Impacte das etiquetas radiofrequncia (RFID) na distribuio de frutos e vegetais

A empresa finlandesa Rafsec produz transdutores RFID, a antena, e a fixao do chip na etiqueta. Os chips transdutores podem funcionar a temperaturas de -25 a 70C (Ahvenainen, 2003), e podem mesmo estar a uma temperatura de 150C por um10

curto perodo de tempo. Devido a isso, possvel os chips transdutores sobreviverem a uma operao de moldagem por injeco. A fraqueza dos sistemas RFID que a sua transmisso de sinal interfere com o metal, de tal forma que os sinais no podem ser lidos numa gaiola de metal (Ahvenainen, 2003). No entanto, a vantagem que estes sistemas podem reduzir rotulagens mltiplas. Quando um produto produzido, as informaes oferecidas pela etiqueta incluem a identificao do produto, o nmero do lote e a data de produo. Embora a etiqueta no possa substituir todo o rtulo do produto alimentar, aumenta a informao que os consumidores normalmente recebem. Alm disso, devido a estas etiquetas a eficcia e a eficincia da cadeia de distribuio pode ser melhorada por ter menos rtulos impressos e reduzindo o nmero de impressoras de cdigo de barras e aplicadores de etiquetas nas fbricas e armazns de distribuio. O crescente uso da tecnologia micro-chip tem avanado a automao da produo com computadores integrados o que torna todo o processo menos trabalhoso. Estes sistemas tornaram a utilizao de transdutores (chip + transmissor) - que a tecnologia utilizada para controlar microondas - mais popular (Linnemann et al, 1999). A melhoria no intercmbio electrnico de dados no s simplifica o processo de embalamento por utilizao de tecnologia robtica, mas tambm aumenta a capacidade de rastrear os produtos durante os diferentes estgios de distribuio (Moe, 1998). Desde a crise da Encefalopatia Espongiforme Bovina (BSE), maior ateno tem sido dada rastreabilidade da cadeia alimentar. A rastreabilidade essencial na gesto da qualidade, uma vez que fornece a capacidade de rastrear a histria de um produto desde a colheita at ao transporte, armazenagem, processamento, distribuio e comercializao (Moe, 1998). A rastreabilidade da cadeia alimentar tambm importante em procedimentos de recolha eficiente de alimentos e na minimizao das perdas, bem como para evitar a repetio desnecessria de medidas em duas ou mais etapas sucessivas. A rastreabilidade interna, por outro lado, fornece uma correlao entre os dados do produto com as caractersticas de qualidade das matrias-primas. Tambm melhora os mecanismos de controlo de processo e impede a mistura de matrias-primas de alta e baixa qualidade (Brody, 2002a).

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Dois exemplos desta tecnologia j esto implementados. O primeiro sistema o Farm Advisory Services Team (FAST). Este sistema pode rastrear frutos desde os campos at aos clientes. Informaes como peso, hora e local so registadas para cada item e armazenadas num banco de dados. Um nmero de identificao , ento, atribudo a cada fruto (Daniel, 2000). O segundo sistema o Scottish Courage (Inglaterra). Esta tecnologia utiliza etiquetas de dados de rdio frequncia para obter informaes sobre barris de cerveja, tais como o seu contedo, peso, tempo, e a localizao do processo de enchimento da lata de cerveja (Daniel, 2000). Com a demanda global para a utilizao de materiais reciclados para reduzir resduos, as indstrias de embalagens alimentares esto a adoptar novas tecnologias para rastrear as embalagens reutilizveis ou devolvidas. A identificao automtica de embalagens est a ser desenvolvida, e necessria para assegurar um processo eficiente. Os sistemas actuais de cdigo de barras no so suficientes para armazenar grandes quantidades de dados (Schilthuizen, 1999). H uma necessidade de incluir muito mais informaes sobre o produto - por exemplo, traadores de distribuio e cdigos de tempo e temperatura de aquecimento por microondas. A empresa Symbol Technologies desenvolveu uma nova gerao de cdigos de barras, que podem conter uma impresso digital e uma fotografia (Yam, 2000). O novo cdigo de barras pode ser digitalizado na vertical e na horizontal, e armazena mais de 2 kB de dados (100 vezes mais do que um tradicional).

Melhoria dos mtodos de preparao e confeco O auto-aquecimento e auto-arrefecimento de cerveja e refrigerantes reflectem actualmente os hbitos do consumidor. "Arrefecimento Instantneo" um desenvolvimento tecnolgico em que um condensador, uma cmara de evaporao, e um agente de secagem base de sal, so integrados em sistemas de embalagem para fins de arrefecimento (Annimo, 2002). Esta tcnica pode ser usada em latas, garrafas e sacos. O sistema capaz de baixar a temperatura da embalagem e do seu contedo, em 17C, em poucos minutos.

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A empresa Crown Cork & Seal est a desenvolver uma lata de bebida auto-refrigerada em conjunto com a empresa Tempra Technologies. A tecnologia usa o calor latente da gua para produzir o efeito de arrefecimento. A gua confinada num revestimento em camada de gel que reveste um recipiente separado dentro da lata de bebida. Para activar o sistema, o consumidor tem de torcer a base da lata para abrir uma vlvula, que expe a gua a um dessecante mantido numa cmara de evacuao externa (Annimo, 2002). Este procedimento inicia a evaporao da gua temperatura ambiente, alcanando assim um arrefecimento efectivo medida que o calor removido do sistema. Outro desenvolvimento "CoolBev". Esta tcnica consiste num pequeno dispositivo add-on que pode ser integrado em garrafas standard, latas ou embalagens cartonadas; no entanto, ocupa um tero do volume do container. um saco de vinil cheio de gua, onde o fluido interior pressurizado e evapora quando a bolsa aberta (Annimo, 2002). O vapor absorve o calor do produto, arrefecendo-o. O vapor ento precipitado dentro do saco e absorvido por um agente secante base de argila. Alega-se que a temperatura do produto reduzida em 18C em dois a trs minutos (Brody, 2002b). Latas Ontro consistem em sistemas de auto-aquecimento utilizando o calor gerado pela reaco do xido de clcio com gua, e servem para aquecer caf, ch, sopa ou chocolate. Antes de misturados, o xido de clcio e a gua, esto separados em cmaras adjacentes dentro da lata. Os consumidores tm que inverter a lata para accionar o disco que quebra o selo interno de folha de alumnio, e libertar a gua. A camada externa de polipropileno pode resistir a temperaturas de ebulio da gua, e pode manter temperaturas elevadas por cerca de 20 minutos (Brody, 2002b). Um saco de vapor para microondas foi desenvolvido para fornecer um aquecimento rpido do produto alimentar, atravs da insero de um bloco de gua na embalagem e utilizando a produo de vapor para aquecer o produto (Johns, 2002). A embalagem um saco de plstico hermtico e elstico, e contm o produto alimentar que se pretende aquecer em forno microondas, juntamente com uma almofada separada. Esta almofada, que contm um material que absorve a gua, est posicionada entre

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a poro superior do alimento e a poro superior do saco (Johns, 2002). A almofada serve para proteger o alimento de radiao directa de microondas, e fornece uma fonte de vapor gerado pelas microondas. A ideia de uma "cozinha inteligente" consiste num forno microondas com um scanner de cdigo de barras embutido e um microprocessador para processamento de dados (Yam, 2000). A embalagem serve como um mensageiro inteligente que contm a informao vital sobre o alimento e a embalagem atravs de um cdigo de barras impresso, que tem capacidade de reter grande quantidade de informao. O scanner transfere o sinal digitalizado para o microondas para que este, de acordo com essa informao, ajuste o magnetron e o prato (Yam, 2000). Esta nova inveno tem a capacidade de personalizar diferentes alimentos com diferentes propriedades trmicas. Alm disso, embalagens diferentes, de vrios tamanhos e formas podem ser identificadas e o seu tempo de confeco ideal calculado automaticamente. No so necessrias instrues de confeco. Adicionalmente, os dados nutricionais, os dados recentes de recolha de alimentos, e os alertas actuais de alergneos alimentares, podem ser fornecidos por este sistema. A informao obtida tambm pode ser armazenada para utilizao futura. Alm disso, poder haver interaco entre o consumidor e o sistema via touch screen ou reconhecimento de voz (Louis, 1999).

3.2. Embalagens inteligentes para melhoria da qualidade e do valor do produtoIndicadores de frescura e indicadores microbianos Indicadores de frescura so utilizados para indicar se a qualidade do produto foi prejudicada devido exposio a condies desfavorveis durante a armazenagem e o transporte (Summers, 1992a). A embalagem est geralmente equipada com um dispositivo de mudana de cor reversvel, que diz ao consumidor se a embalagem sofreu deteriorao, juntamente com a histria parcial ou completa do produto. Alguns dos exemplos descritos abaixo so indicadores internos ou externos usados

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para monitorizar o tempo decorrido, tempo-temperatura, humidade, choque abusivo, e alteraes na concentrao gasosa (Ahvenainen e Hurme, 1997). Os indicadores ShockwatchTM, produzidos pela 3M Corp., fornecem um exemplo de um indicador de choque fsico. O indicador consiste num um tubo capilar de vidro fechado. Numa extremidade do tubo existe um lquido vermelho, e na outra h um material dispersivo. Quando o contedo das duas extremidades se mistura, devido ao choque ou vibraes, o tubo fica vermelho (Summers, 1992b).

Figura 4 Indicador de queda

As marcas indicadoras de cor - "FreshTag", da COX Technologies, consistem numa pequena etiqueta colocada no exterior do filme de embalagem. So utilizadas para monitorizar a frescura dos produtos do mar, e consistem num chip de plstico que contm um reagente (Millers et al., 1999). medida que os frutos do mar envelhecem, e geram aminas volteis no espao de cabea, essas entram em contacto com o reagente, fazendo com que a marca se transforme em rosa brilhante. Indicadores de sulfureto de hidrognio podem ser usados para determinar a qualidade das atmosferas modificadas em embalagens de produtos avcolas. Baseia-se na deteco da mudana de cor da mioglobina causada pela produo de sulfureto de hidrognio. Durante o processo de maturao de carne de aves embaladas, o sulfureto de hidrognio libertado pela carne. O indicador correlaciona-se com a cor da mioglobina, que se correlaciona com a deteriorao da qualidade dos produtos avcolas (frangos cortados frescos e embalados) (Ahvenainen et al, 1997). Alm dos

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indicadores de sulfureto de hidrognio, tambm h indicadores sensveis aos metabolitos microbianos. Cameron e Talasila (1995) investigaram a deteco de alteraes na respirao em embalagens, medindo a etanol no espao de cabea das embalagens, utilizando lcool oxidase e peroxidase.Outro exemplo de um indicador de frescura um sistema de sensor de diamina base de corante. O diacetil um metabolito voltil emitido a partir de microrganismos na carne

deteriorada. O diacetil pode migrar atravs da embalagem permevel de carne para reagir com o corante e alterar a cor do indicador (Honeybourne, 1993). Para alm dos indicadores dependentes de metabolitos microbianos, existem tambm outros tipos de indicadores que se baseiam em outros factores de deteriorao de alimentos. DeCicco e Keeven (1995) descreveram um indicador baseado na alterao de cor das substncias cromognicas devido s enzimas produzidas pela contaminao bacteriana. Este tipo de indicador adequado para a deteco de contaminao em produtos lquidos de cuidados de sade. Kress-Rogers (1993) inventou uma sonda de frescura, tipo faca, para carnes. A frescura do produto crneo avaliada com base no gradiente de glucose na superfcie do produto. Durante o crescimento microbiano a glucose superfcie consumida e, portanto, medida que a glucose vai sendo consumida, a sonda consegue detectar o nvel de contaminao bacteriana e, portanto, a frescura dos produtos (Ahvenainen, 2003). Toxin Guard, produzida pela empresa Toxin Alert Inc., um sistema de material de embalagem construdo com base em polietileno, contendo anticorpos imobilizados que detectam a presena de bactrias patognicas (Salmonella, Escherichia coli 0157 e Listeria). Quando a toxina bacteriana entra em contacto com o material, este vinculado aos anticorpos imobilizados, que so identificados por um padro caracterstico impresso (Bodenhamer, 2000). Outro exemplo de indicadores microbianos um novo cdigo de barras produzido pela Food Sentinel Systems. Este sistema baseia-se em reaces imunoqumicas que ocorrem no cdigo de barras

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(Goldsmith, 1994), e o cdigo de barras torna-se ilegvel quando um determinado microrganismo est presente. O Lawrence Berkeley National Laboratory desenvolveu um material para a deteco da enterotoxina da Escherichia coli 0157 (Quan e Stevens, 1998). O material composto por molculas polimerizadas-cruzadas de polidiacetileno que podem ser incorporadas no filme da embalagem. Quando a toxina se liga s molculas, a cor do filme muda permanentemente de azul para vermelho (Smolander, 2000). Indicadores de cor em nylon ou filmes de polietileno foram recentemente desenvolvidos para o acondicionamento de kimchi (fermentado de couve coreana ou rabanete). Os filmes so compostos de hidrxido de clcio como um absorvente de dixido de carbono, roxo bromocresol ou vermelho de metilo como um corante qumico, e uma mistura de poliuretano e polister dissolvidos em solventes orgnicos como uma ligao intermdia (Hong, 2002). So aplicados num filme de nylon e depois laminados com um filme de polietileno para formar o indicador impresso. Durante o processo de distribuio, os produtos kimchi sofrem uma fermentao natural. O dixido de carbono, um subproduto da fermentao, torna-se o marcador de maturao do kimchi, uma vez que a concentrao de dixido de carbono est correlacionada com o pH e a acidez titulvel do produto (Hong, 2002). A absoro de dixido de carbono em hidrxido de clcio muda o pH dos componentes do indicador e, consequentemente, a cor do corante qumico. O uso de corantes pH (por exemplo, azul de bromotimol) como indicadores para monitorizao da formao de dixido de carbono devido ao crescimento microbiano uma das aplicaes mais frequentes na indstria de embalagens de alimentos. O aumento nos nveis de dixido de carbono pode ser utilizado para detectar a contaminao microbiana em alguns produtos devido aos corantes pH que podem reagir presena deste subproduto. Outros corantes pH incluem como reagentes azul xilenol, roxo do bromocresol, vermelho cresol, vermelho fenol, e alizarina. Alm de dixido de carbono, outros metabolitos (tais como SO2, NH4, aminas volteis e cidos orgnicos) tm sido usados como alvo de monitorizao de molculas para indicadores de sensibilidade ao pH (Ahvenainen, 2003).

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Outros mtodos de deteco de deteriorao incluem a incorporao de pequenasferramentas analticas na embalagem, como biosensores para a deteco de aminas

biognicas. O aumento de diaminas na carne de aves pode ser detectado com um reactor de putrescina oxidase combinado com um elctrodo amperimtrico de perxido de hidrognio (Ahvenainen, 2003). O sistema tambm pode ser aplicado na deteco de histamina na carne de truta e aminas biognicas dos msculos dos peixes. O "nariz electrnico" uma ferramenta analtica composta por uma matriz de sensores que respondem a compostos volteis, alterando suas propriedades elctricas (Blixt e Borche, 1999). As amostras podem ser classificadas como aceitveis ou inaceitveis, fazendo referncia a uma avaliao sensorial ou a uma anlise microbiolgica. A resposta do nariz electrnico foi considerada como sendo coerente com a anlise microbiolgica e com a determinao da concentrao de volteis do produto (Gram e Huss, 2000). Tambm se provou ser bem sucedido na avaliao da qualidade de Atum Albacora fresco e de carne de bovino embalada a vcuo (Blixt e Borche, 1999). Indicadores de "Cozimento" so uma vantagem de qualidade em sistemas de embalagem que indicam a temperatura. Detectam e indicam o estado de preparao de alimentos aquecidos. Os indicadores de boto "Pronto" so normalmente colocados em produtos avcolas. Quando uma certa temperatura atingida, o material expande-se e o boto salta para fora, dizendo ao consumidor que o produto avcola est totalmente cozinhado (Ahvenainen, 2003). H tambm etiquetas que mudam de cor quando a temperatura desejada atingida. A desvantagem de indicadores de "cozimento" a dificuldade de se observar uma mudana de cor, sem abrir o forno. Como resultado disso, outra embalagem de design inovador utiliza a emisso de um som de assobio quando o alimento est cozinhado (Ohlsson e Bengtsson, 2002).

Indicadores tempo-temperatura As variaes de temperatura num produto alimentar podem levar a alteraes na segurana e qualidade dos produtos. Existem dois tipos de indicadores de temperatura; os indicadores de temperatura simples e os integradores de tempotemperatura (ITTs) (Pault, 1995; Ahvenainen e Hurme, 1997).18

Indicadores de temperatura mostram se os produtos foram aquecidos acima ou arrefecidos abaixo de uma temperatura de referncia (crtica), advertindo os consumidores sobre a potencial sobrevivncia de microrganismos patognicos e a desnaturao de protenas durante, por exemplo, os processos de congelao ou descongelao (Pault, 1995). Para determinar as alteraes na vida de prateleira do produto alimentar, deve ser utilizado o segundo tipo de indicador (ITT) (Pault, 1995). Estes indicadores exibem uma resposta contnua de dependncia da temperatura do produto alimentar. A resposta dada alteraes a agentes qumicos, enzimticos ou microbiolgicos que devem ser visveis e irreversveis, e so dependentes da temperatura. Os ITTs fornecem um histrico global da temperatura do produto durante a distribuio. As alteraes mostradas pelo ITT podem ser facilmente medidas, e foi comprovado darem respostas consistentes nas mesmas condies de temperatura e quando no esto sob a influncia de luz, humidade e contaminantes. O ITT ideal capaz de ajustar a vida til residual do produto alimentar, avaliando a deteriorao de qualidade j efectiva. No entanto, uma desvantagem que estes integradores medem a temperatura da superfcie e no as temperaturas reais do produto (Ahvenainen e Hurme, 1997). Os US Army Natick Laboratories desenvolveram um ITT que baseado na mudana de cor de um sistema qumico oxidvel, controlado pela permeao tempo-temperatura, atravs de um filme. Monitor Mark da 3M uma etiqueta indicadora baseada na difuso. A aco activada por um ster de cido gordo de difuso, tingido de azul, ao longo de um pavio. (Ahvenainen e Hurme, 1997). Quando as duas fitas so reunidas, o material visco-elstico na primeira fita migra num receptor de reflexo de luz na outra fita, a uma taxa dependente da temperatura. Isto activa uma mudana progressiva na transmisso reflectiva de luz da matriz porosa e induz uma mudana de cor. A temperatura de fuso do ster de cido gordo colorido determina o intervalo de temperaturas a que os alimentos devem ser armazenados (de Kruijf et al., 2002).

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Figura 5 Indicador de tempo-temperatura

As etiquetas I PointTM, feitas pela empresa I Point AB Technology, so indicadores enzimticos de tempo-temperatura, cuja cor muda como resultado de variaes de pH devido hidrlise enzimtica de substratos lipdicos (Summers, 1992b). O rtulo composto por uma cpsula que contm uma enzima lipoltica e substratos lipdicos separados em dois compartimentos. A enzima e os substratos misturam-se quando a barreira entre os dois compartimentos quebrada aps a activao, e a hidrlise dos substratos provoca a liberao de cido. Consequentemente, o pH baixa e gravada por uma mudana de cor num indicador de pH. A mudana de cor pode ser comparada com uma referncia padro impressa num outro rtulo na embalagem. Os indicadores Lifelines 'Freshness Monitor e Fresh-CheckTM dependem de uma reaco de polimerizao no estado slido para ocorrer mudana de cor. O indicador composto por um pequeno crculo de um polmero cercado por um anel de referncia impresso. O interior do crculo do polmero escurece se a embalagem sofreu exposio a temperaturas desfavorveis (Summers, 1992b), e a intensidade da cor medida e comparada com a escala de cores de referncia no rtulo (de Kruijf et al., 2002). Quanto mais rapidamente a temperatura aumentar, mais rapidamente as mudanas de cor ocorrem no polmero. Os consumidores so aconselhados a no consumir ou comprar o produto, independentemente da data de validade. Estes indicadores tm sido usados em bolos de fruta, alface, leite, produtos frescos refrigerados e sumo de laranja.

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Figura 6 Indicadores de tempo-temperatura

Indicadores da concentrao gasosa Indicadores do nvel interno de gs so colocados na embalagem para monitorizar a atmosfera interior (Ahvenainen e Hurme, 1997). A maioria destes indicadores induz uma mudana de cor como resultado do gs gerado devido a reaces enzimticas e qumicas (Ahvenainen e Hurme, 1997). Danos nas embalagens individuais podem ser determinados por uma rpida inspeco visual sem abrir a embalagem (Pault, 1995). Adicionalmente, a etiqueta de verificao rpida pode permitir que os consumidores vejam a qualidade do alimento dentro da embalagem, examinando um comum corante redox (por exemplo, azul de metileno, que usado como um indicador de vazamento). Indicadores de oxignio interagem com o oxignio que entra na embalagem atravs de fugas, para garantir que os absorvedores de oxignio esto a funcionar correctamente. Ageless EyeTM, produzido pela Mitsubishi Gas Chemical Corporation, contm um indicador de oxignio em pastilha, a fim de confirmar o normal funcionamento dos absorvedores Ageless. Quando h ausncia de oxignio no espao de cabea ( 0,1%), o indicador apresenta uma cor rosa. Quando o oxignio est presente ( 0,5%), tornase azul (Ahvenainen e Hurme, 1997). Indicadores de dixido de carbono so tambm utilizados em embalagens com atmosfera modificada (EAM), em que altos nveis de dixido de carbono so desejados. Os indicadores indicam as concentraes de dixido de carbono desejadas dentro da21

embalagem (Ahvenainen e Hurme, 1997). Isso permite que os produtos embalados de forma incorrecta sejam imediatamente reembalados, e elimina a necessidade de destruio, de trabalho intensivo e dispndio de tempo em procedimentos de controlo de qualidade. A desvantagem destes indicadores de oxignio e de dixido de carbono que as mudanas de cor so reversveis, o que pode causar possveis leituras falsas. Por exemplo, se o alimento estiver contaminado por microrganismos, eles iro consumir o oxignio dentro do pacote e produzir dixido de carbono, o que manter os nveis de dixido de carbono elevados no espao de cabea, embora a embalagem tenha sido comprometida. Portanto, o alimento j no seguro para ser consumido como resultado de contaminao microbiana; no entanto, o indicador apresenta ainda um estado de cor "normal", resultando numa leitura falsa (Ahvenainen e Hurme, 1997). Cryovac Sealed Air Ltd produziu uma etiqueta contendo um indicador de dixido de carbono visvel. Pode ser usado em EAM para identificar falhas de mquina e problemas de fuga de gs. A composio da mistura de gs desejada (oxignio e dixido de carbono) tambm pode ser verificada por este indicador (de Kruijf et al., 2002). A empresa Moonstone Co. desenvolveu uma etiqueta contendo um corante sensvel a gs, que pode ser inserido numa embalagem. Os corantes produzem cores diferentes em diferentes concentraes de gases. Quando existe uma fuga de dixido de carbono da EAM, o corante muda de azul-escuro para uma cor amarelo permanente (Summers, 1992b). Os corantes funcionam para indicar qualquer fuga, atravs da soldadura, bem como o nvel de dixido de carbono, que aumenta devido a crescimento microbiano. A Tabela 3 resume exemplos de sistemas de indicadores inteligentes, usados para melhorar a qualidade e o valor do produto.

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Tabela 3 Exemplos de sistemas indicadores de frescura e contaminao para embalagens alimentares (adaptado de Ahvenainen, 2003).

Fabricante/Patenteador/Marca comercial Indicadores de frescura AVL Medical Instruments

Composto detectado

Princpio do indicador Mudana de cor do CO2, corantes NH4 e amina-sensveis, formao de cor de metais pesados (H2S) Visualizao de mudana de cor do corante pH (ex. vermelho fenol, vermelho cresol) Mudana de cor da mioglobina Componente electrnico miniaturizado com propriedades elctricas afectadas por componentes volteis associados deteriorao Mudana de cor Mudana de cor de um corante alimentar Mudana de cor Mudana de cor devido a polimerizao qumica Difuso fsica de um soluto qumico originando a mudana de cor Um indicador de substrato lipdico hidrolisado, origina uma mudana de pH e consequentemente uma mudana de cor permamente Mudana de cor Mudana de cor Mudana de cor Mudana de cor Cdigo de barras detector compreendendo uma toxina impressa num substrato e indicador de cor irreversvel limitado toxina; na presena da toxina o cdigo de barras ilegvel

CO2, NH4, aminas, H2S cido actico, cido lctico, acetaldedo, amnia, aminas H2S

Biodetect Corporation VTT Biotechnology

Aromascan

Componentes volteis

Visual Spoilage Indicator Company Cox Technologies (Fresh Tag) Sealed Air Ltd. (Tufflex GS) Indicadores Tempo-temperatura Lifelines Technology Inc. (FreshCheck) Trigon Smartpak Ltd 3M Packaging Systems Division (MonitorMark) I Point AB Indicadores de oxignio Mitsubishi Gas Chemical Co., Ltd (Ageless Eye) Toppan Printing Co., Ltd (Fertilizer) Togagosei Chemical Industry Co., Ltd. (Vitalon) Finetec Co., Ltd. (Sanso-Cut) Indicadores de patogneos Food Sentinel System (Sira Technologies)

CO2 Aminas volteis CO2 Tempo-temperatura Tempo-temperatura Tempo-temperatura

Tempo-temparatura

O2 O2 O2 O2

Diversas toxinas microbianas

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Tabela 3 (Continuao) Exemplos de sistemas indicadores de frescura e contaminao para embalagens alimentares (adaptado de Ahvenainen, 2003).

Fabricante/Patenteador/Marca comercial

Composto detectado

Princpio do indicador Formao de um padro de cor quando um alvo analito primeiro ligado ao anticorpo rotulado e posteriormente para capturar anticorpos Mudana de cor do polmero base polidiacetileno

Toxin Guard (Toxin Alert)

Diversos patogneos

Lawrence Berkeley National Laboratory

Enterotoxina E. coli O157

3.3. Embalagens inteligentes para alterar as propriedades de permeabilidade gasosaA fim de preservar a cor e a qualidade dos alimentos por um longo perodo de tempo, podem ser usados polmeros inteligentes com permeabilidades gasosas que variam de acordo com mudanas de temperatura (Hoofinan, 1997). A permeabilidade de filmes respirveis pode mudar radicalmente e reversivelmente devido a mudanas relativamente pequenas nas temperaturas, quando polmeros em transio de fase so utilizados em materiais de embalagem. Como resultado, a atmosfera interna do produto alimentar pode ser regulada por correspondncia da permeabilidade do filme para com a respirao do alimento em particular, no recipiente. O seguinte exemplo diz respeito a uma embalagem alimentar composta por polmeros com uma permeabilidade termo-sensvel. Materiais de embalagem polimricos Intellipac, fabricado pela Landec Corp., so polmeros cristalizveis de cadeia lateral que tm a capacidade para ajustar a sua permeabilidade a gases como oxignio, dixido de carbono e vapor de gua a diferentes temperaturas (Stewart, 1993). O ponto de fuso dos polmeros lquidocristalinos pode ser alterado mudando o comprimento das cadeias laterais. Assim as taxas de transmisso de gases, podem ser aumentadas com um aumento da temperatura e diminudas com a diminuio da temperatura (Hoofman, 1997). Alm disso, o valor de permeabilidade () do dixido de carbono para o oxignio da membrana da embalagem pode ser exclusivamente seleccionado por revestimento da membrana com uma outra substncia, de tal forma que o material pode ser adaptado24

aos requisitos exactos do contedo da embalagem alimentar (Brody, 2000). Alguns produtos so melhor armazenados em ambientes de alta concentrao de dixido de carbono para reduzir microrganismos, enquanto outros (como produtos frescos e produtos minimamente processados, incluindo brcolos e couve-flor) so apropriados para condies de altas taxas respiratrias (Stewart, 1993). Portanto, tremendamente benfica a utilizao de materiais polimricos que controlem as permeabilidades individuais do dixido de carbono e do oxignio, para gerar vrios valores caractersticos para EAM.

3.4. Embalagens inteligentes que fornecem proteco contra roubo, falsificao e adulteraoApesar de o roubo e falsificao no serem muito comuns na indstria alimentar, representam um enorme peso econmico em outros sectores. A Vigilncia Electrnica de Artigos (VEA) usada para impedir o roubo de bens de valor elevado, e lidera a tecnologia em sistemas de marcao electrnica. A adulterao outra questo global, e, portanto, dispositivos anti-adulterao mais sofisticados ou embalagens com tecnologia sensvel, so necessrios para controlar e minimizar estes problemas. Andrew Scully, da Food Science Australia da CSIRO (Nova Gales do Sul, Austrlia), inventou uma tecnologia para embalagens flexveis, que cria uma mudana de cor de grande dimetro na superfcie da embalagem aps a adulterao. Mesmo um pequeno furo pode ser detectado com uma marca bem visvel, de modo a alertar os clientes sobre os danos potenciais para o contedo da embalagem (Brody, 2002a). Materiais termocrmicos irreversveis podem fornecer uma ocluso originando "contuses" em qualquer tentativa de adulterao, alertando assim o cliente antes de os produtos serem comprados (Ahvenainen, 2003). Os principais objectivos na reduo dos riscos de adulterao so em primeiro lugar eliminar a adulterao, e em segundo lugar localizar os produtos j adulterados na prateleira pelo meio de identificao integrada. Tampas de plstico e alumnio podem ajudar os clientes a identificar se a embalagem foi aberta. A banda inviolvel parte-se25

quando a embalagem aberta, o que fornece evidncias de adulterao para os consumidores. Alcoa CSI da Alemanha inventou a tampa especial que tem "saias", que enrolam sob a borda inferior do fecho. Os segmentos do anel inviolvel ("saia") rompem quando o recipiente aberto (Jansen e Schelhove, 1999). Alm disso, ITW Envopak produziu os selos parafuso rectangular que no podem ser rodados. O revestimento brilhante no parafuso funciona para aumentar a visibilidade dos selos das garrafas e evitar a contrafaco (Jansen e Schelhove, 1999). Hologramas, tintas termocrmicas, etiquetas e fitas de rasgar, micro-etiquetas, e dispositivos de difraco so utilizados para impedir a falsificao. Podem ser incorporados em filmes, folhas de transferncia, fitas de rasgar, e etiquetas. Os hologramas no podem ser duplicados por copiadoras, scanners ou impressoras. Os seus efeitos visuais no podem ser reconstrudos ou simulados (Daniel, 2000). Etiquetas ou fitas de evidncia de adulterao, so invisveis antes de ocorrer a adulterao, mas mudam de cor de forma permanente e deixam para trs uma mensagem de "STOP" quando a embalagem aberta (Pault, 1995).

4 - ACEITAO PELO CONSUMIDORO comportamento geral dos consumidores no que diz respeito a separar objectos nocomestveis, como saquetas e inseres no espao de cabea das embalagens alimentares uma das principais preocupaes que a indstria de embalagens inteligentes enfrenta hoje. Rtulos e estruturas laminadas so mais

facilmente aceites pelos consumidores, uma vez que esto ligados embalagem (Ohlsson e Bengtsson, 2002). A indstria alimentar est actualmente a estudar as atitudes dos consumidores, os preconceitos, medos e expectativas sobre a melhoria da qualidade e garantia de cor dos indicadores. Os fabricantes devem educar o pblico sobre as novas tecnologias de embalagens, a fim de aumentar a confiana dos consumidores na segurana dos alimentos que compram. A tabela 4 descreve alguns potenciais problemas e solues na introduo de novas embalagens inteligentes.26

Tabela 4 Problemas e solues encontradas com a introduo de novos produtos utilizando tcnicas de embalamento inteligente (adaptado de Ahvenainen, 2003).

Problema Atitude do consumidor Dvidas acerca da performance

Aumento dos custos de embalamento Falsa sensao de segurana, total desconhecimento sobre as marcaes de data M utilizao e uso abusivo Denncias falsas e devolues de embalagens com indicadores de cor Dificuldade em verificar todas as cores do indicador no ponto de venda

Soluo Pesquisa do consumidor: educao e informao Testes de armazenagem antes do lanamento no mercado; educao e informao do consumidor Usado em produtos de alta qualidade; Marketing como ferramenta para aumento da garantia de qualidade Educao e informao do consumidor Componente activo incorporado na etiqueta ou no filme de embalagem; educao e informao do consumidor Cor legvel automaticamente no momento da compra Etiquetas de cdigo de barras: destinadas para a garantia de qualidade apenas de retalhistas

A actual legislao sobre embalagem exige que a migrao de substncias de materiais em contacto com os alimentos seja baixa. A aceitabilidade de tcnicas de embalagens inteligentes considerada do ponto de vista da migrao. As tcnicas podem ser divididas em dois grupos: - Grupo 1, composto por indicadores externos fixos numa superfcie externa de uma embalagem, tais como indicadores tempo-temperatura; - Grupo 2, composto por indicadores internos destinados a serem colocados no espao de cabea da embalagem, tais como oxignio e indicadores de dixido de carbono (Ohlsson e Bengtsson, 2002). A migrao no ocorre nos indicadores do Grupo 1, uma vez que no h contacto directo do indicador com o produto alimentar. Os indicadores do Grupo 2 no so destinados a entrar em contacto directo com os alimentos embalados, no entanto, so colocados no espao de cabea livre de uma embalagem, ou fixos superfcie interna da tampa (de Kruijf et al., 2002). No caso das saquetas, a migrao tambm um problema, j que na prtica o sistema est em contacto directo com o produto

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alimentar - especialmente com alimentos hmidos ou gordos - e os materiais da saqueta so geralmente muito porosos.

5 - NOVAS TENDNCIAS DAS EMBALAGENS INTELIGENTESNo futuro, as embalagens inteligentes podem conter mensagens invisveis mais complexas. Alguns tipos de etiquetas inteligentes podem substituir o actual sistema de cdigo de barras, tais como rotulagem electrnica consistindo num chip com tecnologia de circuito impresso com tinta (Ahvenainen, 2003). Adicionalmente, etiquetas de identificao embutidas em baterias de rdio frequncia sero populares no abastecimento de alimentos. Tambm expectvel que no futuro todos os indicadores necessrios (tempo-temperatura, fuga, frescura, etc.), bem como informaes de manuseamento do produto, sejam contidos dentro da mesma marca electrnica. Advertncias sobre potenciais alergneos, data de validade, e ferramentas de monitorizao da sade para a gesto da dieta (tais como calorias, gorduras e acares) tambm estaro prontamente disponveis aos consumidores atravs de dispositivos de fcil leitura colocados em carrinhos de compras nos supermercados. Aumentar os esforos de marketing ir contribuir para melhorar o reconhecimento da embalagem de marca atravs de recursos de informao como som e imagem interactivos (Fito et al, 1997). Materiais termocrmicos sero usados para produzir recipientes que escurecem ao sol a fim de protegerem o produto, retornando a uma embalagem clara e transparente sob iluminao normal. Isto tambm pode aumentar a visibilidade do produto, como para os recipientes de refrigerantes (Berragan, 1996). Embalagens que brilham no escuro, utilizando tintas termossensveis, sero adoptadas para monitorizar as temperaturas de consumo (Berragan, 1996). Os consumidores no tero mais que se preocupar sobre os tempos de cozedura, uma vez que os sensores de tempo e temperatura instalados nas embalagens iro ser capazes de dizer se a refeio est cozinhada, quer por uma mudana de cor ou por uma mensagem exibida (por exemplo, "a comida est pronta") (Annimo, 1994).28

6 - LEGISLAO VIGENTEO aparecimento de embalagens activas e inteligentes modificou alguns conceitos prticos, os quais pacificamente vinham a utilizar diferentes legislaes no que diz respeito a substncias em contacto com os alimentos. E neste sentido, a primeira legislao que abordou o tema foi o Regulamento n 1935/2004, de 27 de Outubro. O ponto mais importante que esta directriz incorporou, dentro do seu alcance, os materiais activos em contacto com alimentos, e os materiais inteligentes. Mas, por sua vez, estabelece que os futuros requerimentos devero estar includos nas listas positivas de substncias autorizadas e/ou materiais, como tambm devero ter medidas especficas, procurando como nica finalidade assegurar um alimento conforme e proteger a sade do consumidor. A referida directriz reconhece que, assim como as embalagens activas podem mudar as propriedades organolpticas do alimento, s se poder fazer em cumprimento da Directiva 89/107/CEE, referente a aditivos alimentares. Ou seja, as substncias utilizadas na elaborao das embalagens activas no podero ser incorporadas deliberadamente, mas devero ser aprovadas pelas autoridades competentes e devero cumprir as especificaes. O regulamento estabelece tambm que a rastreabilidade nos materiais em contacto com os alimentos deve ser assegurada em todas as etapas do processo, para facilitar o seu controlo e permitir retir-los do mercado no caso de defeitos, a fim de proteger a sade dos consumidores. Sob o ttulo de Requerimentos Gerais, o artigo terceiro estabelece que as substncias incluindo os materiais activos e inteligentes devero ser fabricados de acordo com as boas prticas de fabrico, sob as condies normais de uso e os seus componentes no devero transferir para os alimentos quantidades que possam: - pr em risco a sade humana, - provocar uma mudana inaceitvel na composio do alimento, - provocar deteriorao das caractersticas organolpticas do alimento.

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7 CONCLUSESAs embalagens inteligentes so uma rea actual e emergente da tecnologia alimentar que pode fornecer uma melhor preservao dos alimentos e benefcios de maior comodidade para os consumidores. A introduo de indicadores de qualidade e de frescura (indicadores de temperatura, tempo-temperatura, e controlo do nvel de gs), a maior comodidade de fabricao do produto e dos mtodos de distribuio, os filmes de permeabilidade inteligente, e os sistemas de evidncia de roubo e falsificao, maximizam a segurana e a qualidade dos produtos alimentares. Assim, os sistemas de embalagem inteligentes iro aumentar a qualidade do produto, melhorar a segurana dos alimentos, e, consequentemente, diminuir o nmero de reclamaes de retalhistas e consumidores.

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