ENFERMAGEM EM SADE COLETIVA - Enfermagem em Sade Coletiva Darlane A Ferreira Wobeto Psquicos ou psicossociais – estresse do desemprego, trabalho

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    Enf Darlane A F Wobeto

    ENFERMAGEM EM SADE COLETIVA

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    Enfermagem em Sade Coletiva www.ifcursos.com.br Darlane A Ferreira Wobeto

    SADE

    um completo estado de bem estar fsico mental e social, e no meramente a ausncia de

    doena (OMS 1948).

    um direito de todos e dever do estado, garantido mediante polticas sociais e econmicas

    que visem a reduo do risco de doena e de outros agravos e ao acesso universal e

    igualitrio s aes e servios para sua promoo, proteo e recuperao. (Art. 196 da

    Constituio Brasileira, 1988)

    SADE COLETIVA

    Coletivo: Que abrange ou compreende muitas coisas ou pessoas (Aurlio).

    Ateno a Sade Coletiva: um conjunto de aes de carter individual e coletivo, situadas

    em todos os nveis de ateno do sistema de sade voltadas para promoo da sade,

    preveno de agravos tratamento e reabilitao, centrado na qualidade de vida das pessoas

    e do seu meio ambiente, levando em considerao o contexto histrico /estrutural da

    sociedade.

    SISTEMA NICO DE SADE (SUS)

    Criado no Brasil em 1988, com a promulgao da nova Constituio Federal, tornou o acesso

    gratuito sade direito de todo cidado. At ento, o modelo de atendimento era dividido em trs

    categorias: os que podiam pagar por servios de sade privados, os que tinham direito sade por serem

    segurados pela previdncia social e os que no possuam direito algum. A implantao do SUS unificou o

    sistema, j que antes a responsabilidade era de vrios ministrios. Deixou de ser do Poder Executivo

    Federal e passou a ser administrada por Estados e municpios. Entre as aes mais reconhecidas esto:

    criao do SAMU, Polticas Nacionais de Ateno Sade da Mulher, Humanizao do SUS, Sade do

    Trabalhador.

    O que o SUS?

    Pode ser entendido, em primeiro lugar, como uma Poltica de Estado, materializao de uma

    deciso adotada pelo Congresso Nacional, em 1988, na chamada Constituio cidad, de considerar a

    Sade como um Direito de Cidadania e um dever do Estado. uma nova formulao poltica

    organizacional para o reordenamento dos servios e aes de sade estabelecidas pela Constituio de

    1988. So objetivos do Sistema nico de Sade SUS:

    I - identificao e divulgao dos fatores condicionantes e determinantes da sade;

    II - formulao de poltica de sade destinada a promover, nos campos econmico e social, a

    observncia do disposto no 1 do art. 2 desta lei;

    III - assistncia s pessoas por intermdio de aes de promoo, proteo e recuperao da sade,

    com a realizao integrada das aes assistenciais e das atividades preventivas.

    As aes e servios pblicos de sade e os servios privados contratados ou conveniados que

    integram o Sistema nico de Sade (SUS), so desenvolvidos de acordo com as diretrizes previstas

    no art. 198 da Constituio Federal, obedecendo ainda aos seguintes princpios:

    Universalidade : atender a todos, sem distines ou restries, oferecendo a todo ateno

    necessria, sem qualquer custo;

    Integralidade : oferecer a ateno necessria sade da populao , promovendo aes contnuas

    de preveno e tratamento aos indivduos e a comunidade, em quaisquer nveis de complexidade;

    Equidade : disponibilizar os recursos e servios com justia, de acordo com as necessidades de cada

    um, canalizando maior ateno aos que mais necessitam;

    http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constitui%C3%A7ao.htm#cfart198

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    Participao Social: um direito e dever da sociedade participar das gestes pblicas em

    particular; dever do Poder Pblico garantir as condies para essa participao, assegurando a

    gesto comunitria do SUS;

    Descentralizao : o processo de transferncia de responsabilidade de gesto para os

    municpios, atendendo as determinaes constitucionais e legais que embasam o SUS, definidor de

    atribuies comuns e competncias especificas Unio, aso estados, ao Distrito Federal e aos

    municpios.

    Hierarquizao : entendia como um conjunto articulado e continuo das aes e servios

    preventivos e curativos, individuais , exigidos para cada caso em todos os nveis de complexidade

    do sistema referncia e contra- referncia.

    LEI N 8.080, DE 19 DE SETEMBRO DE 1990.

    Dispe sobre as condies para a promoo, proteo e recuperao da sade, a organizao e o

    funcionamento dos servios correspondentes e d outras providncias

    LEI N 8.142, DE 28 DE DEZEMBRO DE 1990.

    Dispe sobre a participao da comunidade na gesto do Sistema nico de Sade (SUS} e sobre as

    transferncias intergovernamentais de recursos financeiros na rea da sade e d outras providncias.

    HISTRIA NATURAL DA DOENA

    Fases da histria natural da doena

    Fase Inicial (ou de suscetibilidade) Nesta fase ainda no h doena propriamente dita, mas existe

    o risco de adoecer.

    Fase Patolgica pr-clnica a doena ainda est no estgio de ausncia de sintomas, mas o

    organismo apresenta alteraes patolgicas.

    Fase Clnica a doena j se encontra em estgio adiantado, com diferentes graus de

    acometimento.

    Fase de incapacidade residual a doena pode progredir para a morte, ou as alteraes se

    estabilizam.

    FATORES DETERMINANTES DA DOENA

    Endgenos: Fatores determinantes que, no quadro geral da ecologia da doena, so inerentes ao

    organismo e estabelecem a receptividade do indivduo.

    Herana gentica.

    Anatomia e fisiologia do organismo humano.

    Estilo de vida.

    Exgenos: Fatores determinantes que dizem respeito ao ambiente.

    Ambiente biolgico: determinantes biolgicos.

    Ambiente fsico: determinantes fsico-qumicos.

    Ambiente social: determinantes scio-culturais.

    CLASSIFICAO DOS AGENTES DE DOENAS

    Biolgicos bactrias e vrus

    Genticos translocao de cromossomos (sndrome de Down)

    Qumicos nutrientes, drogas, gases, fumo, lcool

    Fsicos radiao, atrito e impacto de veculos a motor

    http://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%208.080-1990?OpenDocumenthttp://legislacao.planalto.gov.br/legisla/legislacao.nsf/Viw_Identificacao/lei%208.142-1990?OpenDocument

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    Psquicos ou psicossociais estresse do desemprego, trabalho .

    PREVENO. O que ?

    Prevenir prever antes que algo acontea e cuidar para que no acontea;

    Preveno a ao antecipada tendo como objetivo de interceptar ou anular a evoluo de uma

    doena;

    Preveno no apenas para evitar o aparecimento de doena mais tambm para interromper o

    processo da doena que j se instalou no organismo.

    NVEIS DE PREVENO

    Preveno Primria: so aes dirigidas para a manuteno da sade.

    Preveno Secundria: aes que visam a preveno para regredir a doena.

    Preveno Terciria: aes se dirigem fase final do processo, visa reabilitar o paciente.

    PREVENO PRIMRIA

    1. Promoo da Sade - aes destinadas para manter o bem-estar, sem visar nenhuma doena

    Educao sanitria;

    Alimentao e nutrio adequadas;

    Habitao adequada;

    Emprego e salrios adequados;

    Condies para a satisfao das necessidades bsicas para o indivduo.

    2. Proteo especficas inclui medidas para impedir o aparecimento de uma determinada doena

    Imunizao;

    Exame pr-natal;

    Quimioprofilaxia;

    Fluorretao da gua;

    Eliminao de exposio a agentes carcinognicos;

    Sade Ocupacional.

    PREVENO SECUNDRIA

    Inquritos para descoberta de casos na comunidade;

    Exames peridicos, individuais, para deteco precoce de casos;

    Isolamento para evitar a propagao de doenas;

    Tratamento para evitar a progresso da doena.

    PREVENO TERCIRIA

    Reabilitao: impedir a incapacidade total.

    Fisioterapia;

    Terapia ocupacional;

    Emprego para o reabilitado;

    Melhores condies de trabalho para o deficiente;

    Educao para o pblico para aceitao dos deficientes;

    Prteses e rteses.

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    MODELOS DE ATENO EM SADE

    uma maneira de organizar os meios de trabalho utilizados nas prticas ou processos de trabalho em

    sade (PAIM, 2003).

    Modelo Mdico Assistencial Privatista: voltado para a demanda espontnea, predominantemente

    curativo.

    Modelo Sanitarista: concentra ateno no controle de certos agravos ou em determinados grupos

    de risco de adoecer e morrer, atravs de campanhas e de programas especiais de sade pblica.

    Modelo de Vigilncia da Sade: os servios so voltados para as necessidades de sade

    identificadas na comunidade, mediante estudos epidemiolgicos.

    POLTICA NACIONAL DE ATENO BSICA

    A Ateno Bsica caracteriza-se por um conjunto de aes de sade, no mbito individual e

    coletivo, abrangendo a promoo e a proteo da sade, a preveno de agravos, o diagnstico, o

    tratamento, a reabilitao e a manuteno da sade.

    Dentro da Ateno Bsica vem sendo implementado o programa Estratgia Sade da Famlia (ESF),

    que objetiva qualificar o atendimento ao indivduo e sua famlia. A idia fundamental atingir a qualidade

    na sade da populao partindo do indivduo e estendendo os efeitos positivos do atendimento prestado

    para a coletividade.

    - reas estratgicas para atuao em todo o territrio nacional:

    Eliminao da Hanseniase;

    Controle da Tuberculose;

    Controle da Hipertenso Arterial;

    Controle da Diabetes Mellitus;

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