Gerais. Avenida Francisco Sales, 1017 - Sala 803 ... EM  · vazamento, impermeável, baseado na NBR

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Text of Gerais. Avenida Francisco Sales, 1017 - Sala 803 ... EM  · vazamento, impermeável, baseado na NBR

  • Sindicato dos Laboratrios de Patologia, Pesquisas e Anlises Clnicas de Minas Gerais.

    Avenida Francisco Sales, 1017 - Sala 803 - Funcionrios- 30150.221 - Belo Horizonte - Minas Gerais. Telefone (31) 3213 2738 Fax (31) 3213 0814 secretaria@sindlab.org.br

    Membro da CNS e da FENAESS e Fundador do Departamento de Laboratrios da CNS e da FENAESS Ministrio do Trabalho e Emprego: Registros CNES 90896-7, CS 35097.005589/91-51 e SR 05257

    RESOLUO DA DIRETORIA COLEGIADA - RDC N 306, DE 7 DE DEZEMBRO DE 2004

    Dispe sobre o Regulamento Tcnico para o

    gerenciamento de resduos de servios de sade.

    A Diretoria Colegiada da Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria, no uso da atribuio que lhe confere o art. 11, inciso IV, do Regulamento da ANVISA aprovado pelo Decreto n. 3.029, de 16 de abril de 1999, c/c o Art. 111, inciso I, alnea

    "b", 1 do Regimento Interno aprovado pela Portaria n. 593, de 25 de agosto de 2000, publicada no DOU de 22 de dezembro de 2000, em reunio realizada em 6 de dezembro de 2004, considerando as atribuies contidas nos Art. 6 , Art. 7, inciso III e Art. 8 da Lei 9782, de 26 de janeiro de 1999; considerando a necessidade de aprimoramento, atualizao e complementao dos procedimentos contidos na Resoluo RDC 33, de 25 de fevereiro de 2003, relativos ao gerenciamento dos resduos gerados nos servios de sade - RSS, com vistas a preservar a sade pblica e a qualidade do meio ambiente considerando os princpios da biossegurana de empregar medidas tcnicas, administrativas e normativas para prevenir acidentes, preservando a sade pblica e o meio ambiente; considerando que os servios de sade so os responsveis pelo correto gerenciamento de todos os RSS por eles gerados, atendendo s normas e exigncias legais, desde o momento de sua gerao at a sua destinao final; considerando que a segregao dos RSS, no momento e local de sua gerao, permite reduzir o volume de resduos perigosos e a incidncia de acidentes ocupacionais dentre outros benefcios sade pblica e ao meio ambiente; considerando a necessidade de disponibilizar informaes tcnicas aos estabelecimentos de sade, assim como aos rgos de vigilncia sanitria, sobre as tcnicas adequadas de manejo dos RSS, seu gerenciamento e fiscalizao; Adota a seguinte Resoluo da Diretoria Colegiada e eu, Diretor-Presidente, determino a sua publicao: Art. 1 Aprovar o Regulamento Tcnico para o Gerenciamento de Resduos de Servios de Sade, em Anexo a esta

    Resoluo, a ser observado em todo o territrio nacional, na rea pblica e privada. Art. 2 Compete Vigilncia Sanitria dos Estados, dos Municpios e do Distrito Federal, com o apoio dos rgos de Meio Ambiente, de Limpeza Urbana, e da Comisso Nacional de Energia Nuclear - CNEN, divulgar, orientar e fiscalizar o cumprimento desta Resoluo . Art. 3 A vigilncia sanitria dos Estados, dos Municpios e do Distrito Federal, visando o cumprimento do Regulamento Tcnico, podero estabelecer normas de carter supletivo ou complementar, a fim de adequ-lo s especificidades locais. Art. 4 A inobservncia do disposto nesta Resoluo e seu Regulamento Tcnico configura infrao sanitria e sujeitar o infrator s penalidades previstas na Lei n. 6.437, de 20 de agosto de 1977, sem prejuzo das responsabilidades civil e penal cabveis. Art. 5 Todos os servios em funcionamento, abrangidos pelo Regulamento Tcnico em anexo, tm prazo mximo de 180 dias para se adequarem aos requisitos nele contidos. A partir da publicao do Regulamento Tcnico, os novos servios e aqueles que pretendam reiniciar suas atividades, devem atender na ntegra as exigncias nele contidas, previamente ao seu funcionamento. Art. 6 Esta Resoluo da Diretoria Colegiada entra em vigor na data de sua publicao, ficando revogada a Resoluo ANVISA - RDC n. 33, de 25 de fevereiro de 2003. CLUDIO MAIEROVITCH PESSANHA HENRIQUES

    ANEXO

    REGULAMENTO TCNICO PARA O GERENCIAMENTO DE RESDUOS DE SERVIOS DE SADE - DIRETRIZES

    GERAIS

    CAPTULO I - HISTRICO

    O Regulamento Tcnico para o Gerenciamento de Resduos de Servios de Sade, publicado inicialmente por meio da RDC ANVISA n. 33 de 25 de fevereiro de 2003, submete-se agora a um processo de harmonizao das normas federais dos Ministrios do Meio Ambiente por meio do Conselho Nacional de Meio Ambiente/CONAMA e da Sade atravs da Agncia Nacional de Vigilncia Sanitria/ANVISA referentes ao gerenciamento de RSS.

    O encerramento dos trabalhos da Cmara Tcnica de

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    Sade, Saneamento Ambiental e Gesto de Resduos do CONAMA, originaram a nova proposta tcnica de reviso da Resoluo CONAMA n. 283/2001, como resultado de mais de 1 ano de discusses no Grupo de Trabalho. Este documento embasou os princpios que conduziram reviso da RDC ANVISA n. 33/2003, cujo resultado este Regulamento Tcnico harmonizado com os novos critrios tcnicos estabelecidos .

    CAPTULO II - ABRANGNCIA

    Este Regulamento aplica-se a todos os geradores de Resduos de Servios de Sade-RSS.

    Para efeito deste Regulamento Tcnico, definem-se como geradores de RSS todos os servios relacionados com o atendimento sade humana ou animal, inclusive os servios de assistncia domiciliar e de trabalhos de campo; laboratrios analticos de produtos para sade; necrotrios, funerrias e servios onde se realizem atividades de embalsamamento (tanatopraxia e somatoconservao); servios de medicina legal; drogarias e farmcias inclusive as de manipulao; estabelecimentos de ensino e pesquisa na rea de sade; centros de controle de zoonoses; distribuidores de produtos farmacuticos, importadores, distribuidores e produtores de materiais e controles para diagnstico in vitro; unidades mveis de atendimento sade; servios de acupuntura; servios de tatuagem, dentre outros similares.

    Esta Resoluo no se aplica a fontes radioativas seladas, que devem seguir as determinaes da Comisso Nacional de Energia Nuclear - CNEN, e s indstrias de produtos para a sade, que devem observar as condies especficas do seu licenciamento ambiental.

    Captulo III Gerenciamento

    O gerenciamento dos RSS constitui-se em um conjunto de procedimentos de gesto, planejados e implementados a partir de bases cientficas e tcnicas, normativas e legais, com o objetivo de minimizar a produo de resduos e proporcionar aos resduos gerados, um encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando proteo dos trabalhadores, a preservao da sade pblica, dos recursos naturais e do meio ambiente.

    O gerenciamento deve abranger todas as etapas de planejamento dos recursos fsicos, dos recursos materiais e da capacitao dos recursos humanos envolvidos no manejo dos RSS.

    Todo gerador deve elaborar um Plano de Gerenciamento de Resduos de Servios de Sade - PGRSS, baseado nas caractersticas dos resduos gerados e na classificao constante do Apndice I, estabelecendo as diretrizes de manejo dos RSS.

    O PGRSS a ser elaborado deve ser compatvel com as normas locais relativas coleta, transporte e disposio final dos resduos gerados nos servios de sade, estabelecidas pelos rgos locais responsveis por estas etapas.

    1 MANEJO

    O manejo dos RSS entendido como a ao de gerenciar os resduos em seus aspectos intra e extra estabelecimento, desde a gerao at a disposio final, incluindo as seguintes etapas.

    1.1 SEGREGAO

    Consiste na separao dos resduos no momento e local de

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    sua gerao, de acordo com as caractersticas fsicas, qumicas, biolgicas, o seu estado fsico e os riscos envolvidos.

    1.2 ACONDICIONAMENTO

    Consiste no ato de embalar os resduos segregados, em sacos ou recipientes que evitem vazamentos e resistam s aes de punctura e ruptura.

    A capacidade dos recipientes de acondicionamento deve ser compatvel com a gerao diria de cada tipo de resduo.

    1.2.1 Os resduos slidos devem ser acondicionados em saco constitudo de material resistente a ruptura e vazamento, impermevel, baseado na NBR 9191/2000 da ABNT, respeitados os limites de peso de cada saco, sendo proibido o seu esvaziamento ou reaproveitamento.

    1.2.2 Os sacos devem estar contidos em recipientes de material lavvel, resistente punctura, ruptura e vazamento, com tampa provida de sistema de abertura sem contato manual, com cantos arredondados e ser resistente ao tombamento.

    1.2.3 Os recipientes de acondicionamento existentes nas salas de cirurgia e nas salas de parto no necessitam de tampa para vedao.

    1.2.4 Os resduos lquidos devem ser acondicionados em recipientes constitudos de material compatvel com o lquido armazenado, resistentes, rgidos e estanques, com tampa rosqueada e vedante.

    1.3 IDENTIFICAO

    Consiste no conjunto de medidas que permite o reconhecimento dos resduos contidos nos sacos e recipientes, fornecendo informaes ao correto manejo dos RSS.

    1.3.1 - A identificao deve estar aposta nos sacos de acondicionamento, nos recipientes de coleta interna e externa, nos recipientes de transporte interno e externo, e nos locais de armazenamento, em local de fcil visualizao, d