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ESPECIALISTAS REVELAM PORQUE TEMOS O HÁBITO DE FAZER PROMESSAS NO FIM DO ANO E a pergunta que não quer calar é: você tem planos para 2013? “Adeus ano velho, feliz ano novo. Que tudo se realize no ano que vai nascer...”. As palavras dessa canção, tocada com tan- ta frequência durante o mês de dezembro, lembram que um ciclo está sendo encerra- do e saúdam a chegada de uma nova fase. Nesse período, é comum que os indivíduos façam uma avaliação de suas conquistas e planejem ultrapassar outros desafios. Para o psicólogo e docente do Colégio Politécnico Pio XII, Leonardo Barreto Vargas, tais “pro- messas” são tão recorrentes porque os seres humanos, apesar da aparente racionalidade, são motivados basicamente pela emoção. JAQUELINE DIAS “Usamos a lógica para justificar nossos pensamentos e atitudes, mas são os senti- mentos que conduzem, basicamente, nos- sa existência. A humanidade sempre viveu através de suas crenças, principalmente baseadas nos resultados positivos, o que es- timula a busca por outras realizações”. De acordo com o educador, curiosamente, no mês de dezembro, somos tentados a fazer um balanço das nossas vidas e a renovar as aspirações a serem alcançadas no ano que se aproxima. “Essa tendência serve para avaliar nossa existência e definir metas que nos são ‘co- bradas’. Ocorre como em um jogo de domi- nó, no qual uma peça anterior incentiva ou contamina a outra que está por vir dentro de uma cadeia cíclica. No momento em que definimos um alvo, principalmente nos finais de ano, criamos um desejo enorme de alcançá-lo, ressaltando mais os pontos positivos e minimizando quaisquer questões negativas”. Contudo, ao começar a co- locar em prática o que foi estabelecido, Vargas lembrou que podem surgir alguns contratempos, tais como motivações incompatíveis e mais fortes que aquelas que es- tavam presentes na ocasião em que a promessa foi realizada, o que pode fazer com que os anseios anteriores sejam colocados em um segundo plano. “O objetivo possível pode ser ‘traído’ por acontecimentos transversais, nos quais não temos controle”. O estudante do segundo módulo do curso Técnico em Química, Clemilson Soares de Lima, contou que fez planos para esse ano e não se deixou abater por problemas que foram de encontro ao que almejava. O discente relatou que o estímulo de pesso- as próximas foi o pontapé para que desejasse dar novo rumo à sua vida. “Havia concluído meus estudos há cerca de dez anos e, durante esse período havia feito, apenas, cursos profissionalizantes. Meu tempo estava ocioso, o que passou a ser um incômodo. Como realizo serviços no ramo da construção civil em Juiz de Fora e região, uma qualificação mais específica se fazia necessária. Eu precisava de conhecimento teórico aliado à prática e da certificação. Como sempre gostei da parte de eletricidade e já exerço minhas funções na área, o curso Técnico em Eletrônica se mostrou uma excelente opção dentro do que desejava”. Clemilson (à direita), estudando com os colegas de classe Maurício e Luiz Carlos para as avaliações finais Continua na página 4 Foto: Assessoria Foto: Ilustrativa

Informativo Dezembro 2012

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Page 1: Informativo Dezembro 2012

ESPECIALISTAS REVELAM PORQUE TEMOS O HÁBITO DE FAZER PROMESSAS NO FIM DO ANO

E a pergunta que não quer calar é: você tem planos para 2013?

“Adeus ano velho, feliz ano novo. Que tudo se realize no ano que vai nascer...”. As palavras dessa canção, tocada com tan-ta frequência durante o mês de dezembro, lembram que um ciclo está sendo encerra-do e saúdam a chegada de uma nova fase. Nesse período, é comum que os indivíduos façam uma avaliação de suas conquistas e planejem ultrapassar outros desafios. Para o psicólogo e docente do Colégio Politécnico Pio XII, Leonardo Barreto Vargas, tais “pro-messas” são tão recorrentes porque os seres humanos, apesar da aparente racionalidade, são motivados basicamente pela emoção.

Jaqueline Dias “Usamos a lógica para justificar nossos pensamentos e atitudes, mas são os senti-mentos que conduzem, basicamente, nos-sa existência. A humanidade sempre viveu através de suas crenças, principalmente baseadas nos resultados positivos, o que es-timula a busca por outras realizações”. De acordo com o educador, curiosamente, no mês de dezembro, somos tentados a fazer um balanço das nossas vidas e a renovar as aspirações a serem alcançadas no ano que se aproxima.

“Essa tendência serve para avaliar nossa existência e definir metas que nos são ‘co-bradas’. Ocorre como em um jogo de domi-

nó, no qual uma peça anterior incentiva ou contamina a outra que está por vir dentro de uma cadeia cíclica. No momento em que definimos um alvo, principalmente nos finais de ano, criamos um desejo enorme de alcançá-lo, ressaltando mais os pontos positivos e minimizando quaisquer questões negativas”. Contudo, ao começar a co-locar em prática o que foi estabelecido, Vargas lembrou que podem surgir alguns contratempos, tais como motivações incompatíveis e mais fortes que aquelas que es-tavam presentes na ocasião em que a promessa foi realizada, o que pode fazer com que os anseios anteriores sejam colocados em um segundo plano. “O objetivo possível pode ser ‘traído’ por acontecimentos transversais, nos quais não temos controle”.

O estudante do segundo módulo do curso Técnico em Química, Clemilson Soares de Lima, contou que fez planos para esse ano e não se deixou abater por problemas que foram de encontro ao que almejava. O discente relatou que o estímulo de pesso-as próximas foi o pontapé para que desejasse dar novo rumo à sua vida.

“Havia concluído meus estudos há cerca de dez anos e, durante esse período havia feito, apenas, cursos profissionalizantes. Meu tempo estava ocioso, o que passou a ser um incômodo. Como realizo serviços no ramo da construção civil em Juiz de Fora e região, uma qualificação mais específica se fazia necessária. Eu precisava de conhecimento teórico aliado à prática e da certificação. Como sempre gostei da parte de eletricidade e já exerço minhas funções na área, o curso Técnico em Eletrônica se mostrou uma excelente opção dentro do que desejava”.

Clemilson (à direita), estudando com os colegas de classe Maurício e Luiz Carlos para as avaliações finais Continua na página 4

Foto: Assessoria

Foto: Ilustrativa

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Diretora Geral: Drª Jane AragãoDiretor Pedagógico: Erickson AragãoDiretora de RH: Josane AragãoDiretora Financeira: Flávia AragãoDiagramador: José Anselmo PereiraRevisora: Elaine MilagreJornalista: Jaqueline Dias

Expediente:

empreenDeDor Técnico

CONHEÇA FÁTIMA MYRIS DE MELLO SANTOS

Curiosidades que envolvem a química atraem milhares de adeptos

Pare, feche os olhos por alguns segun-dos e respire. Ao final da ação, seu corpo terá passado por um processo químico, repetido incansavelmente por cada ser humano de maneira automática. Agora pense nos produtos que você consome em seu cotidiano. Todos, de alguma for-ma, contam com procedimentos que en-volvem tal ciência, que termina por per-mear nossa existência. De acordo com o biólogo e docente do Colégio Politécnico Pio XII, Marcelo de Oliveira Biolcati, a química está na base do desenvolvimento econômico e tecnológico.

“Através dela é possível transformar ele-mentos, presentes na natureza, em arti-gos úteis. Ela é responsável por estudar a estrutura, composição, propriedades, reações e transformações dos materiais. Tal estudo abrange, inclusive, nossas re-ações fisiológicas. Por exemplo, quando o cérebro processa informações para co-mandar movimentos, emoções ou ações,

Jaqueline Dias o que está acontecendo é uma vertente da química”.

Essa “mágica” acaba por encantar milha-res de pessoas, como a chefe da Divisão de Garantia da Qualidade, da Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel) de Juiz de Fora, Fátima Myris de Mello Santos. Ela revelou que sua paixão por laboratórios a impulsionou a se matricular no curso Téc-nico em Química, do Pio XII, em 1976.

No ano seguinte, Fátima prestou vesti-bular e conquistou uma vaga para cursar a Licenciatura em Química, na Universi-dade Federal de Juiz de Fora (UFJF). Ao contrário do que se poderia imaginar, ela não abriu mão da formação técnica e ab-sorveu o conteúdo, de forma simultânea, nas duas qualificações.

“Na época, optei por não trancar meu primeiro curso porque ele abria um am-plo leque para que fosse possível atuar no ramo industrial. Também entendia que ele me proporcionava mais chances de in-serção no mercado de trabalho. Além dis-so, as informações se cruzavam e minha

graduação foi complementada”.Fátima foi categórica ao dizer que a par-

te técnica deu o start em sua carreira e, até hoje, a auxilia na profissão. “Quando concluí o ensino superior, fui atuar como tecnologista. Posteriormente, comecei a trabalhar na Engesa Engenheiros Espe-cializados S/A, também como técnica. So-mente após me diplomar como bacharel que fui contratada como química, isso em 1984. Já trabalhava na área há oito anos”.

No entendimento da especialista, a for-mação técnica foi um pontapé indispensá-vel à sua vida e a escolha pelo Colégio Pio XII ocorreu em função da tradição e reco-nhecimento dos cursos da instituição. E se engana quem pensa que Fátima parou de estudar após o bacharelado. Posterior-mente, a química já fez inúmeras especia-lizações, tais como Proteção Radiológica, Meio Ambiente, Gestão Ambiental em Municípios e Qualidade e Auditoria. “A re-ciclagem é indispensável”, finalizou.

1 - Fátima defende que estudar é indispensável para que seja possí-vel trilhar uma carreira de sucesso

2 - Fátima em momento de análise de resultados

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Fotos: Assessoria

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A participação do Colégio Politécnico Pio XII, na segunda edição da Feira do Es-tudante de Juiz de Fora, realizada na primeira quinzena do mês de novembro, foi considerada um sucesso. Em três dias de evento, cerca de 3 mil pessoas passaram pelo estande da instituição para conferir projetos desenvolvidos por alunos e ainda realizar procedimentos de saúde, como aferição de pressão arterial e teste de glicemia capilar.

Durante a realização da Feira, foi promovido um Quiz Game, jogo que consistia em testar o conhecimento de estudantes de escolas públicas e privadas, sobre questões relacionadas ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). O Colégio Pio XII colabo-rou com a ação, fornecendo a botoneira que deveria ser acionada pelos participantes. O discente do quarto módulo de Eletrônica, Dhiego Faria, foi o responsável pela exe-cução do projeto. O jovem revelou que ficou contente em ter tido a possibilidade de colaborar e aplicar os conceitos ministrados em sala. “Como estou concluindo minha formação, o convite permitiu que encerrasse meu curso com sucesso. Estou com a sensação de dever cumprido”. Confira os registros do evento.

colégio pio Xii parTicipa Da segunDa eDição Da Feira Do esTuDanTe

Fotos: Assessoria

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O sonho de Lima, se comparado às demais pessoas, não se destoa. “A população, como um todo, busca al-cançar novos horizontes. Por isso, o melhor é assumir um cronograma de ‘execução de tarefas’ que presuma a conclusão das etapas em pequenas partes”, frisou Leonardo Vargas. Como exemplo, ele citou a aprovação em um determinado módulo de ensino, como é o caso de Clemilson Lima, que deverá cursar quatro períodos de Ele-trônica. “Assim, com as finalizações e recompensas, é possível conservar a motivação diante de um esforço con-tinuado”.

Na concepção do professor referên-cia dos cursos Técnicos em Adminis-tração e em Contabilidade, Sandro Gualberto Ferreira, o planejamento para o futuro também é fundamental quando se trata de questões financei-ras. “Por exemplo, a pessoa que vis-lumbra entrar em 2013 com as contas em dia, deve aproveitar as bonificações natalinas”. O educador destacou que quando estabelecemos metas a proba-

bilidade da obtenção dos resultados esperados é ampliada. “Devemos sempre ter um foco e sermos persistentes para atingir os resultados. Planejar é conquistar”.

Clemilson Lima ressaltou que está satisfeito com sua escolha e que já definiu novos propósitos pessoais e profissionais para 2013. “Desistir é um termo que não está presente em meu cotidiano. Recebi palavras não tão animadoras ao tentar dar início à minha nova jornada. No entanto, elas só me estimularam ainda mais a persistir pelos meus sonhos. Elas se tornaram mais um degrau durante minha subida que, ao contrário do que se pode imaginar, não foi penosa. Toda pessoa, a qualquer momento, tem a capacidade de ir adiante. Nunca é tarde para recomeçar. A premissa pode ser antiga, mas se encaixa perfeitamente quando se trata de realizações”.

Clemilson se dedica aos estudos para dar sequên-cia ao curso técnico em 2013

Foto: Ilustrativa

Foto: Assessoria