Introdução à Bacteriologia Morfologia e citologia bacteriana Fisiologia e reprodução Patogênese e relação bactéria-hospedeiro Prof. Vânia Lúcia da Silva

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  • Introduo Bacteriologia

    Morfologia e citologia bacterianaFisiologia e reproduoPatognese e relao bactria-hospedeiro

    Prof. Vnia Lcia da Silva

  • Universidade Federal de Juiz de ForaInstituto de Cincias BiolgicasDepartamento de Parasitologia, Microbiologia e ImunologiaDisciplina BIOLOGIA DE MICRORGANISMOS - Cincias Biolgicas/ Qumica

    Aproveitamento mnimo: 60% - 1 TVC: 30 pts; 2 TVC: 30 pts; 3 TVC: 30 pts; Seminrio gastronmico 10 pts. Freqncia mnima: 75%. Bibliografia:TRABULSI, L.R. Microbiologia, 5 Ed., Atheneu, 2008.JAWETZ, E.; MELNICK, J.L. & ADELBERG, E. Microbiologia Mdica. 22 Ed. McGraw-Hill Interamericana do Brasil, 2001.MURRAY, PATRICK R.; PFALLER, MICHAEL A.; ROSENTHAL, KEN S. Microbiologia Mdica. 5 ed. Ed. Elsevier, 2006.TORTORA, G.J.; FUNKE, B.R. & CASE, C.L. Microbiologia, 6 edio, Editora Artmed, Porto Alegre, 2003.PELCZAR, M.J.; CHAN, E.C.S.; KRIEG, N.R. Microbiologia Conceitos e Aplicaes. Volumes 1 e 2. Ed. Makron Books, 1996.SANTOS, ROMANOS & WIGG. Introduo virologia humana, Ed.Guanabara-Koogan, 2002.Professores: Vnia (Coordenadora), Betnia, Rosngela, AlessandraPROGRAMAO 2 SEMESTRE DE 2015

    DiaHoraLocalAssuntoProfessor29/10 5 feira14 s 16Sala 5AIntroduo microbiologia Morfologia e citologia bacterianaVnia29/10 5 feira16 s 18Sala 5AFisiologia, nutrio e crescimento bacterianoAlessandra05/11 5 feira14 s 16Sala 5AControle da Populao MicrobianaVnia05/11 5 feira16 s 18Sala 5AGentica BacterianaAlessandra12/11 5 feira14 s 16Sala 5ASemana da Biologia----12/11 5 feira16 s 18Sala 5ASemana da Biologia----19/11 5 feira14 s 16Sala 5ABiofilmes e aspectos ecolgicos da relao bactria-hospedeiroAlessandra19/11 5 feira16 s 18Sala 5ABases ecolgicas da resistncia bacteriana s drogasVnia26/11 5 feira14 s 16Sala 5A1 TVCAlessandra26/11 5 feira16 s 18Sala 5APropriedades gerais, estrutura e classificao dos vrusBetnia03/12 5 feira14 s 16Sala 5AReplicao viralBetnia03/12 5 feira16 s 18Sala 5ARelao vrus hospedeiroBetnia10/12 5 feira14 s 16Sala 5ATcnicas laboratoriais de estudo dos vrus I Betnia10/12 5 feira16 s 18Sala 5ATcnicas laboratoriais de estudo dos vrus II Betnia17/12 5 feira14 s 16Sala 5AVrus como ferramenta biotecnolgica e vacinasBetnia17/12 5 feira16 s 18Sala 5AEvoluo de vrusBetnia07/01 5 feira14 s 16Sala 5A2 TVCBetnia07/01 5 feira------------14/01 5 feira14 s 16Sala 5AMorfologia e Citologia dos fungosRosngela14/01 5 feira------------21/01 5 feira14 s 16Sala 5AFisiologia dos fungosRosngela21/01 5 feira------------28/01 5 feira14 s 16Sala 5AReproduo e Classificao dos fungosRosngela28/01 5 feira------------04/02 5 feira14 s 16Sala 5ADrogas antifngicasRosngela04/02 5 feira------------18/02 5 feira14 s 16Sala 5ASeminrio GastronmicoTodos professores18/02 5 feira------------25/02 5 feira14 s 16Sala 5A3 TVCRosngela25/02 5 feira----14/03 5 feira14 s 16ANF B2a CHAMADA GERALA definir

  • ASPECTOS HISTRICOS DA MICROBIOLOGIA

    A primeira pessoa a relatar a observao de estruturas com um microscpio foi o ingls Robert Hooke em 1665 - microscpio rudimentar - estruturas celulares de plantas e fungos. Incio da teoria celular.Apesar disso, pode-se dizer que a Microbiologia teve seu incio com as observaes feitas por Antonie van Leewenhoek - lentes que atingiam a resoluo de 300 a 500 vezes, permitiram-lhe a descoberta de um mundo desconhecido ao permitir a observao de algas, protozorios, leveduras e bactrias maiores.

    1673 publicao da primeira representao de uma bactria. Leeuwenhoek surpreendeu o mundo cientfico declarando que os microrganismos que observava eram vivos por apresentarem movimento ativo e intenso.

    1680 - Leeuwenhoek observou que o fermento consistia de partculas globulares diminutas, as leveduras, e ainda descobriu e descreveu o parasita intestinal Giardia lamblia que isolou de suas prprias fezes em um episdio de diarria.

  • O progresso da Microbiologia ficou vinculado ao desenvolvimento de instrumentos e tcnicas pertinentes ao seu estudo, tais como microscpios com maior poder de resoluo e tcnicas de cultivo e colorao de estruturas celulares.A Microbiologia como Cincia comea a ter um verdadeiro avano a partir de meados do sculo XIX, com o desenvolvimento de microscpios de alta qualidade juntamente com o aperfeioamento de tcnicas de esterilizao, cultivo de microrganismos e tcnicas citolgicas.

  • Nessa poca, o qumico francs Louis Pasteur e o mdico alemo Robert Koch desenvolveram estudos que estabeleceram as bases da Microbiologia como cincia experimental estruturada e especializada.

    A Microbiologia deixa de ser uma cincia meramente descritiva para centrar-se no estudo da complexidade estrutural, fisiolgica, gentica e ecolgica dos microrganismos, bem como das inmeras atividades por eles desempenhadas.

    Estes avanos determinaram o desdobramento da Microbiologia em disciplinas especializadas, como a Bacteriologia, a Micologia, a Parasitologia, a Virologia e a Imunologia

  • Em 1857 Pasteurizao

    Pasteur descobriu microrganismos que contaminavam e deterioravam o vinho destinado s tripulaes dos navios da Marinha francesa, tornando-o imprprio para consumo. Deduziu que, se o vinho fosse aquecido at uma temperatura que no afetasse seu sabor e que, ao mesmo tempo, matasse os microrganismos contaminantes, este no mais se deterioraria.

    Pasteur tambm descobriu que as leveduras presentes no vinho eram as responsveis pela produo do contedo alcolico da bebida. A descoberta permitiu que a indstria monitorasse a qualidade do vinho controlando as leveduras que fermentavam o suco de uvas.

    Ao investigar a clera aviria, Pasteur inoculou galinhas com uma cultura velha do patgeno e as aves no morreram - as bactrias da cultura velha no eram mais patognicas. Posteriormente inoculou as mesmas galinhas com doses letais de uma cultura fresca do patgeno e, novamente, as aves no morreram.

    As culturas velhas tinham imunizado as galinhas e as bactrias mantidas sob condies adversas perderam a capacidade de causar doena mas retinham a capacidade de imunizar um hospedeiro.

    Produo de vacinas contra doenas como o carbnculo e a raiva.

  • No final da dcada de 1870, Koch interessou-se pelo carbnculo. Analisando sangue de vtimas do carbnculo ao microscpio, observou a presena de uma bactria de grandes dimenses. Desenvolvendo tcnicas microbiolgicas, Koch conseguiu isolar a bactria. Animais sadios inoculados com a bactria purificada apresentavam os sintomas clssicos do carbnculo. A partir do sangue destes animais, Koch re-isolou mesma bactria. Ele repetiu o experimento, sempre re-isolando a bactria dos animais experimentalmente infectados at que tivesse certeza que tinha encontrado o agente da doena.

  • Em 1877, Koch formulou um conjunto de postulados os quais afirmava deveriam ser adotados para que se aceitasse uma relao entre um microrganismo em particular e uma doena.

    Postulados de Koch:

    O mesmo patgeno deve estar presente em todos os casos da doena;O patgeno deve ser isolado do hospedeiro doente e crescer em cultura pura;O patgeno deve causar a doena quando inoculado em animal saudvel;O patgeno deve ser isolado do animal inoculado e deve ser o organismo original.

  • Ignaz Philipp Semmelweis - mdico hngaro eternizado como "salvador das mes Hospital Geral de Viena

    1847: reduo na incidncia de febre puerperal pela prtica da anti-sepsia das mos. Os mdicos matavam 3x mais que as parteiras naquela regio.

  • Florence Nightingale 1854 - Guerra da Crimeia

    (Conflito nos Blcs envolvendo o Imprio Russo e, uma coligao integrada pelo UK, Frana, Itlia, Imprio Turco-Otomano e o Imprio Austraco)

    Alta mortalidade entre os soldados Britnicos. Associao entre higiene e diminuio da mortalidade sanitarismo

  • MicrorganismosAgentes causadores de doenasIndstria de alimentosIndstria qumicaIndstria farmacuticaAgriculturaBiotecnologiaEnergiaRecuperao ambiental biorremediaoMeio ambiente

  • ProcariontesBactriaArqueiaEssenciais na biosfera, como componentes indispensveis dos ecossistemas, e que torna possvel o funcionamento da vida Ausncia de compartimentos dentro da clula - metablitos dispersos no citoplasma Ausncia de ncleo verdadeiro - cromossomo bacteriano disperso no citoplasma

  • Diferentemente dos animais e plantas, os procariotos so unidades autnomas de matria viva, capazes de crescer e interagir com o ambiente com grande versatilidade gentica.

    Os procariotos so ubquos e coexistem entre si e com outros seres vivos nos ambientes aquticos e terrestres;

    Crescimento em ambientes extremos e complexos:

    ambientes glaciais, fontes termais, Crateras vulcnicas e fendas rochosas profundas;grandes profundidades em oceanos, condies de extrema salinidade Superfcies externas e internas do corpo humano e de outros animais

  • Bactrias de importncia em sade humanaCaracterizadas morfologicamente pelo seu tamanho, forma e arranjo Diplococos: cocos agrupados aos pares. Ex.: Neisseria (meningococo) Ttrades: agrupamentos de quatro cocos Sarcinas: agrupamento de oito cocos em forma cbica. Ex.: Sarcina Estreptococos: cocos agrupados em cadeias. Ex.: Streptococcus Estafilococos: cocos em grupos irregulares, lembrando cachos de uvas. Ex.: Staphylococcus- Cocos (formas esfricas): grupo homogneo em relao a tamanho

  • - Bacilos ou bastonetes: cilndricos, forma de basto, podendo ser longos ou delgados, pequenos e grossos, extremidade reta, afilada, convexa ou arredondada. Diplobacilos: bastonetes agrupados aos pares.

    Estreptobacilos: bastonetes agrupados em cadeias.

    Paliada: bastonetes agrupados lado a lado como palitos de fsforos.

  • Formas helicoidais ou espiraladas: clulas de forma espiral.Helicobacter pylori Espirilos: possuem corpo rgido e se movem s custas de flagelos externos, dando uma ou mais voltas espirais em t