Ir_ao_mar maio 2014

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Publicação mensal sobre as atividades desportivas do Clube Naval da Horta

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  • N2 2014 N2 Maio

    O Clube Naval da Horta colabora com muito empenho nas Comemoraes do Dia da Marinha (assinalado a 20 de maio) organ-izando, em parceria com esta entidade, di-versos eventos desportivos e culturais

    O atleta do Clube Naval da Horta, Rui Silveira conseguiu mais uma vitria para juntar ao palmars atingido ao longo da sua carreira como velejador de alta competio

    Durante a Sesso Solene do Dia da Escola Secundria Manuel de Arriaga, aquela Insti-tuio distinguiu o Clube Naval da Horta com o Diploma de Reconhecimento pela presti-mosa colaborao na realizao de projectos com envolvncia de alunos, contribuindo as-sim para uma mais completa educao e formao

    Ir_ao_marIr_ao_marIr_ao_mar maio no CNH CRIA R C ON DI ES PA RA Q UE AS P ESS OAS PO S-SA M IR AO MA R A RAZ O D E SE R D O CL UBE!

    NUTICA NO BAR Dia da Marinha 2014: O contributo da Marinha e da Autoridade Martima Nacional

    para a segurana martima nos Aores

    Desenvolver temticas relacionadas com o mar e as diferentes vertentes de atividades nuti-

    cas. Um espao de informao/formao informal e descontrado, onde se possa abordar

    temticas que de certa forma se relacionam com as atividades do nosso Clube.

    Queremos acima de tudo que a nutica no bar seja um espao de encontro dos scios que

    promova o convvio e a partilha de vivncias, experincias e conhecimentos.

    Torn

    eio

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    Textos: Cristina Silveira Montagem: Lus Moniz

  • Evoluo das Ajudas Navegao e GMDSS em foco nas Conversas na cmara

    O Comandante da Corveta Baptista de Andrade, Capito-Tenente

    Victor Plcido da Conceio, falou da Evoluo das Ajudas

    Navegao

    Os perigos naturais encontrados no mar so os

    mesmos, tendo mudado os artificiais. A tecno-

    logia e a previso foram aspectos que tambm

    sofreram mudanas e que constituem ajudas

    navegao.

    Quanto ao GMDSS (Sistema Global de Socor-

    ro e Segurana Martima), foi concebido para

    proporcionar um sistema de comunicaes

    credvel e global para as

    comunicaes de So-

    corro, Urgncia e Se-

    gurana martimas.

    No mbito das

    Conversas na cmara,

    decorreu na tarde desta

    quinta-feira (dia 15), a bordo da Corveta NRP

    Baptista de Andrade, que se encontra no

    porto da Horta, a apresentao de duas temt-

    icas intituladas Evoluo das Ajudas

    Navegao: GPS/AIS/Radar/Assinalamento

    Martimo e GMDSS/DSC/METOC.

    Esta actividade faz parte do programa destina-

    do a assinalar o Dia da Marinha, cujas comem-

    oraes decorrem na ilha do Faial de 15 a 24

    do corrente, contando

    com o apoio do Clube

    Naval da Horta.

    A recepo a bordo foi

    feita pelo Comandante

    da Corveta Baptista de

    Andrade, Capito-

    Tenente Victor Plcido

    da Conceio, que deu

    as boas vindas a todos

    aqueles que quiseram

    participar neste primeiro dia das Conversas na

    cmara.

    Presentes estiveram tambm o Contra-

    Almirante Comandante da Zona Martima dos

    Aores, Pires da Cunha, bem como o Capito

    do Porto da Horta, Comandante Di-

    ogo Vieira Branco.

    Victor Plcido da Conceio

    comeou por explicar que esta inicia-

    tiva visa transmitir a experincia da

    Marinha sobre esta e outras temticas

    relacionadas com a

    segurana e salva-

    mento daqueles que

    andam no mar. Pros-

    seguindo a sua interveno,

    explicou que no mar funda-

    mental saber onde estamos e

    para onde vamos, acrescen-

    tando que os perigos naturais

    encontrados so os mesmos (a costa, o fundo,

    os outros navios, etc), tendo mudado a tecnolo-

    gia e a previso. Outro aspecto que tambm

    mudou so os chamados perigos artificiais de

    que so exemplos as estaes petrolferas, as

    ilhas flutuantes, os parques elicos e outros. E

    quando temos pouco mar, tudo isto constitui

    um problema, frisa.

    O segundo tema foi apresen-

    tado pelo 2 Tenente, Areias

    Ferreira, que explicou o

    aparecimento, funcionamento

    e potencialidades do

    GMDSS.

    Em 1979, a Organizao

    Martima Internacional

    (IMO) reconhecendo a neces-

    sidade de implementar o

    sistema de comunicao

    martima, decidiu dar incio

    instalao de um novo sistema de socorro e

    segurana conhecido como Sistema Global de

    Socorro e Segurana Martima (GMDSS -

    Global Maritime Distress and Safety System).

    O GMDSS entrou em vigor em 1992 e es-

    tabelece a ar-

    quitectura de

    comunicaes

    necessria

    melhoria da se-

    gurana martima

    e, em particular,

    optimizao da

    Busca e Salva-

    mento/Search

    And Rescue

    (SAR). Baseia-se numa combinao de

    servios de comunicaes proporcionados por

    satlites e por estaes terrestres, fazendo uti-

    lizao extensiva de sistemas automticos (por

    exemplo, em situaes de emergncia os equi-

    pamentos GMDSS tm capacidade para enviar

    automaticamente mensagens de socorro, sem

    qualquer interveno dos operadores).

    O conceito bsico que se pretende alcanar

    com este sistema tem a ver com a rapidez com

    que as autoridades de busca e salvamento, bem

    como os navios que naveguem nas proxim-

    idades so informados da existncia de um

    navio em emergncia atravs de tcnicas de

    comunicao terrestres e satlite, e deste modo

    poderem prestar assistncia com recurso a

    operaes de busca e salvamento no mais curto

    espao de tempo.

    O GMDSS aplica-se somente aos navios da

    classe SOLAS - Safety Of Life At Sea

    (Conveno Internacional para a Segurana da

    Vida Humana no Mar), ou seja, todos os navios

    de carga com mais de 300 toneladas, navios de

    passageiros com mais de 12 pessoas a bordo

    que efectuem viagens internacionais e navios

    de passageiros com mais de 100 toneladas que

    realizem apenas viagens domsticas.

    O GMDSS veio integrar um sistema global de

    alguns sub-sistemas que j se encontravam a

    Os perigos naturais encontra-

    dos no mar so os mesmos,

    tendo mudado os artificiais. A

    tecnologia e a previso foram

    aspectos que tambm sofre-

    ram mudanas e que constit-

    uem ajudas navegao.

  • funcionar com bons resultados, nomeadamente

    o sistema COSPAS-SARSAT e as balizas

    Emergency Position-Indicating Radio Beacon

    (EPIRB); as balizas Search And Rescue Tran-

    sponder (SART); o servio NAVTEX e o

    servio INMARSAT de comunicaes por

    satlite.

    As EPIRB's so balizas montadas no exterior

    dos navios e que podem ser activadas manual

    ou automaticamente, transmitindo um sinal de

    socorro que detectado pelos satlites do siste-

    ma COSPAS-SARSAT e retransmitido aos

    Maritime Rescue Co-ordination Centres

    (MRCC) de todo o mundo, de forma a desen-

    cadear uma aco SAR. As SART so balizas

    destinadas a ser transportadas nas balsas salva-

    vidas e a responder s emisses radar de outros

    navios, fazendo aparecer no display dos navios

    a menos de 10 milhas um sinal semelhante ao

    de um RACON (vrios pontos no azimute da

    balsa), facilitando a sua localizao.

    O NAVTEX um sistema de radiodifuso

    automtica da informao de segurana marti-

    ma que permite receber, a bordo,

    os avisos navegao costeira, a

    informao SAR e os avisos me-

    teorolgicos numa rdio-

    teleimpressora ou em sistemas

    digitais, como por exemplo os

    Electronic Chart Display and

    Information Systems (ECDIS).

    Os avisos de segurana martima

    difundidos atravs do sistema

    NAVTEX tomam a designao

    de avisos NAVTEX.

    O INMARSAT um servio comercial de

    comunicaes por satlite que utiliza satlites

    geo-estacionrios que asseguram a cobertura de

    toda a faixa do globo terrestre compreendida

    entre aproximadamente 75 N e 75 S.

    Alm destes sistemas previamente existentes

    que o GMDSS integrou, tambm foram intro-

    duzidas algumas novidades, como por exemplo

    a chamada Digital Selective Calling (DSC) e a

    SafetyNet.

    O DSC um me-

    canismo de chama-

    da automtica, des-

    tinado a iniciar co-

    municaes navio-

    navio, terra-navio e

    navio-terra. O DSC

    pode ser usado em

    equipamentos das

    vrias gamas de

    frequncias

    (nomeadamente VHF, MF e HF), dispensando

    os operadores de rdio. A utilizao do DSC

    permite chamadas selectivas dentro de uma

    rede, acesso automtico a todos os navios e

    estaes costeiras e transmisso digital de men-

    sagens pr-formatadas (como por exemplo,

    mensagens de socorro),

    entre outras facilidades

    mais especficas e

    avanadas.

    O DSC a base do

    sistema do GMDSS e o

    mtodo de alerta de

    uma estao ou es-

    taes usando tcnicas

    digitais, permitindo a

    transmisso ou re-

    cepo de chamadas de

    socorro, urgncia,

    segurana e rotina. utilizado como o primeiro

    meio de contacto com outras estaes.

    A SafetyNet um servio de transmisso de

    informao de segurana martima e meteoro-

    lgica, a partir dos satlites INMARSAT. Os

    satlites transmitem informao semelhante

    do servio NAVTEX, ou seja, avisos

    navegao, avisos de mau tempo, avisos sobre

    o funcionamento dos

    sistemas de radi-

    onavegao, relatos

    de gelo da Ice Patrol,

    etc.

    De sublinhar que os

    navios passaram a ser