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MATERIAL DIDÁTICO OAC-PDE- · PDF filematerial didÁtico _ oac-pde- 2007 autor: clair lima vasconcelos estabelecimento: chagas, c e p e fundamental e mÉdio. ensino: ensino mÉdio

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  • MATERIAL DIDTICO _ OAC-PDE- 2007

    AUTOR: CLAIR LIMA VASCONCELOS

    ESTABELECIMENTO: CHAGAS, C E P E FUNDAMENTAL E MDIO.

    ENSINO: ENSINO MDIO

    DISCIPLINA: LNGUA PORTUGUESA /LITERATURA

    CONTEDO ESTRUTURANTE: DISCURSO ENQUANTO PRTICA SOCIAL

    CONTEDO ESPECFICO: LITERATURA PARANAENSE

    PALAVRAS CHAVE: LITERATURA PARANAENSE, ESCRITORES,

    OBRAS, GNERO, HISTRIA URBANA.

    OAC: PDE - 2007

    - PROBLEMATIZAO DO CONTEDO

    Chamada para o relato

    Quem so?

    Quantos so os escritores paranaenses?

    O que se pode revelar sobre o imaginrio social desses autores?

    RELATO:

    Pensar em trabalhar a partir do imaginrio social dos nossos escritores levando os alunos a investigar o que temos, foi o que fluiu na procura de novos significados para entender melhor a evoluo cultural da nossa gente, e o espao em que vivemos. Essa necessidade de buscar o conhecimento do que nosso, pode ser sanada em parte pela Literatura Paranaense. Escritores e obras focalizam o espao paranaense. As vozes dos sujeitos dos textos da

  • Literatura paranaense mostram cenas urbanas nos discursos. H uma linha de confluncia em parte das obras de todos os escritores pesquisados. So caractersticas que partem do significado real e que pelo carter discursivo dos sujeitos, presentes nas obras literrias podem desencadear a emancipao dos leitores, e a valorizao do espao paranaense. A busca pelo conhecimento da nossa Literatura ficou comprovada com um trabalho sobre a poeta Helena Kolody. Um grupo preparou no Data show uma apresentao que comeava com poemas dela. Foi algo que despertou emoo. Eis um fragmento: " Ela tinha um jeito simples de ver a vida. Aceitar o que no pode ser mudado, e talvez a melhor maneira de ter paz no corao".

    Era isso que se conhecia dela... No recurso stios deste OAC h espaos dedicados poeta Helena Kolody. E chama a ateno as manifestaes de carinho que os alunos demonstram quando lem seus poemas. Pela identificao dela com o espao e natureza do Paran. Assim h que se falar mais vezes nela. Um exemplo de poema retirado do trabalho:

    "Sempre cheguei tarde/ou cedo demais/no vi a felicidade acontecer/nunca floresceram em minha primavera/ as rosas que sonhei colher/mas sempre os passarinhos cantaram e fizeram ninhos pelos beirais do meu viver"(...).

    Como no se enternecer?

    - E quanto a Dalton Trevisan? No se pode deix-lo de lado. Os contos de Daltom oportunizam a discusso sobre os discursos e os vrios caminhos, que se pode trilhar ao ler sua obra. Em "Uma vela para Dario", h todo o poder de construir uma personagem multifacetada, onde os silncios do texto dizem muito. considerado o maior contista brasileiro. Com o fazer Literrio, mesclado de marcas como a ironia fina, o jogo das elipses e dramas do cotidiano. E o que importante nesse olhar para Dalton Trevisan reconhecer seu estilo, que busca chocar para que se faa essa reflexo. gratificante transmitir essa experincia de ter estudado as obras dele durante um ano, e comprovar que o seu discurso por vezes sarcstico uma marca lingstica que nos revela muitas incgnitas sobre fico e o real. Minha paixo pela Literatura paranaense fez com que eu levantasse dados, desde a revista Joaquim do tempo de Dalton escritor jovem, aos registros de agora com os livros de contos. Pode-se apreciar o lirismo de antes e a ironia atual crtica voraz, marca enriquecedora de suas obras. Esse vis de leitura de seus poemas, A Revista Joaquim, o Jornal Nicolau, devem ser mostrado e discutido em sala de aula. Outro escritor jovem o prof. Miguel Sanches Neto. Dele tem-se vez por outra, a agradvel surpresa de ter em mos, reportagens dos escritores paranaenses, atravs do Caderno G, da Gazeta do Povo; cuidadosamente registrados por Irineo Neto. Os textos de Miguel mostram que a Curitiba de Dalton o seu mundo, e suas personagens representam o universo interior da marginalidade social, hostilidade com o mundo e a crtica ao patriarcado, o grotesco, o heri pcaro; do cotidiano. H tambm uma diferenciao homem - mulher. Na vertente concretista e poesia moderna temos Paulo Leminski. Faz uma leitura da poesia utilizando Concretismo crtico. dele o fragmento:

    "Quem me dera um mapa do tesouro/que me leve a um velho ba/cheio de mapas do tesouro".

  • Tambm temos Domingos Pellegrini Jr., ficcionista do "uomo qualumpe", o do tipo - pioneiro do norte paranaense, heri obscuro e annimo da epopia coletiva, em que se revelava a inteira medida do homem. No site Terra Vermelha, as obras de Domingos Pellegrini encontram-se numa trilogia: Terra Vermelha-obra/Stio terra Vermelha/Notcias da chcara - obras com um desdobramento da colonizao do norte paranaense, sendo contado atravs da fico. No portal diaadiaeducacao foi publicado o artigo; Domingos Pellegrini Jr. Entre as trilhas da Terra Vermelha e a Rede"www.sitioterravermelha.com"marcas da memria e identidade paranaense. mais uma contribuio para que possamos conhec-lo.

    Representando a Literatura feminina paranaense alm de Helena Kolody, Adlia Wollner, Regina Benitez, Greta Benitez e Alice Ruiz temos Luci Colin, poeta de Curitiba, doutora em Letras, nove livros publicados. Recebeu premiaes em Concursos de Literatura. Professora e doutora em Letras, atuando na UFPR. E atravs da Internet nossos alunos indicam os escritores paranaenses, os msicos, os artistas e os pintores do Paran. H dados sobre ela em: www.secrel.com.br/rkamita.html/haicai.

    isso que ns professores precisamos fazer, pesquisar com dedicao sobre o contedo. Criar seminrios, pesquisas na Web e trocar idias sobre o conhecimento que queremos repassar para nossos alunos. Pesquisar a Literatura Paranaense alm de mostrar a contemplao artstica de nossos escritores, nos envolve-nos pelo vis da formao da identidade e do sentimento de paranismo, pois os espaos focalizados nas obras so do Paran. O PDE traz a possibilidade de dedicar-se pesquisa e fazer esse repasse. E atravs da Internet nossos alunos indicam os escritores paranaenses, os msicos, os artistas e os pintores do Paran. Tudo o que se pode dizer para chamar a ateno para o espao onde vivemos, uma questo de valorizao, de crescimento do ser humano construindo o perfil do povo paranaense bem como sua memria.

    Referncias Bibliogrficas:

    www.secrel.com.br/rkamita.html/haicai.

    SAWEIS, Marilda. Introduo a Literatura Paranaense. Trs Momentos.

    SEVECENKO, Nicolau. A Literatura como misso: Tenses sexuais e Criao Cultural na primeira Repblica. Brasiliense. 1985

    2-INVESTIGAO INTERDISCIPLINAR

    Para entender o Estilo Contemporneo h que se buscar na memria o incio de nossa literatura. Ver o momento decisivo em que esta se organizou como sistema, para ir formando-se como Tradio literria. Este equivale produo Decadentista (1893)-Simbolista; Cenculo em 1895, de Dario Velozo - do Instituto Neo- Pictagrico. Os Simbolistas tinham uma questo mal resolvida com o Parnasianismo. Nesta poca ocorre uma revoluo Impressionista e

  • uma revoluo das Artes e da Pintura. A cincia prometeu muito ao homem. Rejeitam o Convencionalismo. O Simbolismo implicava numa linguagem que j no era transparente, pois os poetas viviam numa torre de Marfim, alienados. Eram na maioria abolicionistas, com uma viso excntrica e desencanto do mundo. A vida material no observou e no observar todos os espritos. O ideal quer dizer vida. A arte pela Arte no significa nada. Emiliano David Perneta nasceu em Stio dos Pinhais em 03/01/1866 e morreu em Curitiba em 19/01/1921. Fundou o Centro de Artes Andrade Muricy do Paran. Participou da literatura revolucionria. Era querido e simptico a todos. J ROCHA POMBO 1857/1933 ficou nacionalmente conhecido como historiador e fillogo. Colocava em suas obras sua ideologia de Sustentao. Foi um forte anarquista no Paran. NESTOR VTOR, poeta paranense era Neo-espiritualista, teve como mestres Spinoza, Bergson e Farias Brito, brasileiro.Tudo nas suas obras transformava-se num eterno devir, sempre voltava tradio. Tambm registra-se Silveira Neto: Luar de Inverno. O Jornal Nicolau e a Revista Joaquim de Dalton Trevisan, fica sob o signo do Parnasianismo, mas tambm cultivou um certo veio Simbolista na poesia. "Joaquim" dedicada a todos os Joaquins, que na vida real so os brasileiros e Nicolau a todos os polacos. Com Dalton surge o conto paranaense e segundo alguns crticos:-" Ele o maior contista do Brasil. com estilo seco, irnico. A literatura da dcada de 50 alimentava ambies de amplas perspectivas; universalista das coisas, dos homens, e do mundo. Na Revista Joaquim a inteno era gritar contra as idias da provncia. Seus fundadores foram: Dalton Tevisan, Erasmo Pilotto e Otvio Walger, com ilustraes de Poty Lazzarotto, Guido Viaro, Di Cavalcanti e Cndido Portinari. Dalton Trevisan, universo-espao-Curitiba. Temtica: Subversalidade - o universo onde se encontram os tipos marginalizados. As vozes mostram a ideologia dos tipos masculinos para que estes sejam criticados. segundo Bosi : O gosto do essencial.

    Desta forma reconhecemos a difuso de alguns escritores paranaenses atravs de livros didticos, em especial Dalton Trevisan - o maior contista de todos os tempos, pelo seu estilo seco , com uma tendncia a fina ironia. Associado a ele temos: Cristovo Tezza, apesar de ser natural de Santa Catarina, escreve do Paran para o Paran. Indico aos professores um artigo que Tezza escreveu sobre Bakhtin explorando a teoria sobre a interdiscursividade ou dialogismo, a polifonia e a relao entre as vozes do texto e o processo de interlocuo ( disponvel no Google sob o titulo: Cristovo Tezza e o dialogismo. Tambm merecem registro Paulo Leminski, Alice Ruiz, Estrela Leminski, Luci Collin, Helena Kolody, Domingos Pellegrini Jr.(com obras que traam a caminhada histrica da colonizao de Londrina); Marlia Cubota; Nar

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