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Monografia Oficina de Artes Visuais e Mobilizacao Social_ a Oficina de Quadrinhos de Ceilandia_adriano Carvalho Saturnino

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Monografia sobre a Oficina de Quadrinhos de Ceilândia - DF

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ADRIANO CARVALHO SATURNINO

OFICINAS DE ARTES VISUAIS E MOBILIZAO SOCIAL: A OFICINA DE QUADRINHOS DE CEILNDIA

BRASLIA, 2009

ADRIANO CARVALHO SATURNINO

OFICINAS DE ARTES VISUAIS E MOBILIZAO SOCIAL: A OFICINA DE QUADRINHOS DE CEILNDIA

Trabalho de concluso do curso de graduao, habilitao em Artes Plsticas Licenciatura, do Departamento de Artes Visuais do Instituto de Artes da Universidade de Braslia. Orientador: Prof. Carlos Ferreira da Silva

BRASLIA, 2009

LISTA DE FIGURAS FIGURA 1 Movimentos laterais da cabea Fonte: ACEVEDO, Juan. Contato imediato: como fazer histrias em Quadrinhos. So Paulo: Global, 1990, (p. 36). FIGURA 2 As expresses de nimo faciais Fonte: ACEVEDO, Juan. Contato imediato: como fazer histrias em Quadrinhos. So Paulo: Global, 1990, (p. 29). FIGURA 3 Propores da figura humana Fonte: ACEVEDO, Juan. Contato imediato: como fazer histrias em Quadrinhos. So Paulo: Global, 1990, (p. 43). FIGURA 4 Movimentos do corpo Fonte: ACEVEDO, Juan. Contato imediato: como fazer histrias em Quadrinhos. So Paulo: Global, 1990, (p. 49). FIGURA 5 As expresses corporais Fonte: ACEVEDO, Juan. Contato imediato: como fazer histrias em Quadrinhos. So Paulo: Global, 1990, (p. 54). FIGURA 6 As expresses corporais Fonte: ACEVEDO, Juan. Contato imediato: como fazer histrias em Quadrinhos. So Paulo: Global, 1990, (p. 54). FIGURA 7 As expresses faciais Fonte: http://www.worldcomicsindia.com/youcanuse/RESOURCES/manual.pdf (acessado em 16/06/2009 s 11H46). FIGURA 8 Propores da figura humana I Fonte: http://www.worldcomicsindia.com/youcanuse/RESOURCES/manual.pdf (acessado em 16/06/2009 s 11H44). FIGURA 9 Propores da figura humana II Fonte: http://www.worldcomicsindia.com/youcanuse/RESOURCES/manual.pdf (acessado em 16/06/2009 s 11H47). FIGURA 10 Perspectiva e profundidade Fonte: http://www.worldcomicsindia.com/youcanuse/RESOURCES/manual.pdf (acessado em 16/06/2009 s 11H41). FIGURA 11 Fundamentos de editorao Fonte: http://www.worldcomicsindia.com/youcanuse/RESOURCES/manual.pdf (acessado em 16/06/2009 s 11H49). FIGURA 12 Fundamentos de diagramao I Fonte: http://www.worldcomicsindia.com/youcanuse/RESOURCES/manual.pdf (acessado em 16/06/2009 s 11H53). FIGURA 13 Fundamentos de diagramao II Fonte: http://www.worldcomicsindia.com/youcanuse/RESOURCES/manual.pdf (acessado em 16/06/2009 s 11H58).

SUMRIO

INTRODUO........................................................................................................................ 4 1 - O ENSINO DE ARTE NO BRASIL E AS OFICINAS................................................... 5 2 AS OFICINAS E O PODER PBLICO.......................................................................... 7 2.1 - A Unesco e o programa Abrindo Espaos...................................................................... 7 2.2 - As oficinas e o acesso cultura....................................................................................... 9 3 OFICINAS DE QUADRINHOS E MOBILIZAO SOCIAL.................................. 11 3.1 Mobilizao social......................................................................................................... 11 3.2 Exemplos de mobilizao social atravs de oficinas.................................................. 12 3.2.1 - A oficina de quadrinhos de Villa El Salvador............................................................ 12 3.2.1.1 - A metodologia de Juan Acevedo............................................................................. 12 3.2.1.2 - Consideraes de Acevedo sobre a oficina de quadrinhos de Villa El Salvador e as que vieram em seguida ......................................................................................................14 3.2.2 - O Comic Power de Sharad Sharma.............................................................................16 3.2.2.1 A metodologia de Sharad Sharma......................................................................... 17 3.2.3 - A Oficina de Quadrinhos de Ceilndia....................................................................... 19 3.2.3.1 - Sobre o idealizador da oficina ................................................................................19 3.2.3.2 - A histria da oficina .................................................................................................21 CONCLUSO.........................................................................................................................23 ANEXOS................................................................................................................................. 24 REFERNCIAS BIBLIOGRFICAS..................................................................................69

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INTRODUOO presente trabalho uma pesquisa terica sobre histrias em quadrinhos e sua utilizao em processos de mobilizao social. A escolha do tema em questo se deu pela minha identificao com as histrias em quadrinhos, uma vez que sou leitor destas desde criana, pelo fato de tambm escrever e desenhar histrias em quadrinhos e pelo meu atual envolvimento com uma oficina de quadrinhos na cidade de Ceilndia. O trabalho foi dividido em trs captulos, sendo que no primeiro sero abordados alguns conceitos e caractersticas de uma oficina, baseados na viso de Coelho Neto. O segundo captulo trata da utilizao de oficinas pelo poder pblico, como meio de incluso social por meio do exemplo do Programa Abrindo Espaos da Unesco, em alguns estados brasileiros, conforme relatado por Noleto, alm de discorrer brevemente sobre os benefcios alcanados pelo projeto. Sendo encerrado pela questo do acesso cultura, baseado nos resultados de pesquisa realizada por Abramovay e Castro. No terceiro captulo abordado como tema a mobilizao social, iniciando-se com a conceituao segundo Toro, para em seguida abordar exemplos de processos de mobilizao social por meio de oficinas de quadrinhos. Comeando pela experincia da Oficina de Quadrinhos de Villa El Salvador, no Peru, sua histria, seu coordenador Juan Acevedo Fernndez de Paredes e a metodologia utilizada por ele, alm de algumas breves consideraes sobre as diferenas entre esta oficina e as que vieram em seguida. Na seqncia, tratar das oficinas de quadrinhos ministradas pelo indiano Sharad Sharma, de como surgiram e a metodologia proposta pelo indiano. Por fim, ser abordada a Oficina de Quadrinhos de Ceilndia, tratando de dados biogrficos de seu idealizador, da origem do projeto, dos trabalhos realizados e as perspectivas da oficina.

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1-O ENSINO DE ARTE NO BRASIL E AS OFICINASRelaes de ensino-aprendizagem em artes sempre existiram no decorrer da histria da humanidade, de forma sistematizada ou no. A transmisso de conhecimentos artsticos, tericos ou prticos, de uma gerao para outra, um fato inegvel e sempre aconteceu de diferentes formas. Sobre este tema, nos dizem os Parmetros Curriculares Nacionais:Desde o incio da histria da humanidade a arte sempre esteve presente em praticamente todas as formaes culturais. O homem que desenhou um biso numa caverna pr-histrica teve que aprender, de algum modo, seu ofcio. E, da mesma maneira, ensinou para algum o que aprendeu. Assim, o ensino e a aprendizagem da arte fazem parte, de acordo com normas e valores estabelecidos em cada ambiente cultural, do conhecimento que envolve a produo artstica em todos os tempos. (PCN, 1997, p.21)

Na perspectiva de Coelho Neto (1999), no campo do ensino de artes possvel enumerar trs formas de transmitir conhecimentos: o ateli, o curso e a oficina. O ateli, alm do ambiente fsico onde o artista abriga o material que utiliza em sua obra, designa o espao onde o artista produz, planeja e por vezes expe seus trabalhos, alm de consistir em um laboratrio de experimentaes artsticas. O ateli pode ser palco de aprendizagem, embora o artista no seja necessariamente obrigado a assumir a postura de instruir em seu espao de criao. No curso est embutida a noo de ensinar como fazer. O curso , normalmente, sistematizado e o instrutor no necessariamente um artista, que produza em determinada linguagem artstica e sim algum que conhea o processo de execuo de um produto artstico. Mais recentemente, surgiu uma nova forma de transmitir conhecimentos: a oficina. O termo em questo uma traduo aproximada da palavra inglesa workshop, usada para designar eventos coletivos utilizados para intercmbio de idias, tcnicas e habilidades. Estes eventos so normalmente conduzidos por profissionais que se destacam em suas reas de atuao. Ainda de acordo com Coelho Neto (op. cit.), no Brasil, o termo oficina passou a ser usado entre as dcadas de 60 e 70, por artistas e intelectuais de esquerda engajados em combater a idia da arte como fator de excluso social que, para tal fim, propunham atividades que criassem uma perspectiva onde trabalhadores e artistas pudessem ser vistos como duas categorias a serem compreendidas em p de igualdade.

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No entanto, atualmente, as oficinas propostas pelas polticas pblicas culturais demonstram claramente no serem mais espaos de troca de experincias entre profissionais de patamares diferentes em determinadas reas de atuao e sim uma caracterstica de cursos concebidos para capacitar amadores ou iniciantes em alguma modalidade artstica ou cultural que, por vezes, propem o desenvolvimento de um produto final baseado no conhecimento adquirido. Nas palavras de Coelho Neto (idem, p. 282)Na origem, a oficina ou workshop uma atividade inconstante, eventual e efmera: um grupo de teatro passando por urna cidade ocasionalmente recebia colegas de profisso para essa troca de experincias. Ainda que um mesmo lugar fosse designado para acolher essas atividades em carter permanente, os responsveis por sua conduo deveriam ser sempre diferentes para garantir-se a meta da atualizao ou da formao continuada; na medida que se eterniza um mesmo responsvel, o oficineiro, fica caracterizada a prtica educacional dos cursos tradicionais no nece

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