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Revista de Comunicação Interna Ano III n número 19 O universo de Lobato na nova marca de J.Macêdo © TVG/LOBATO ENTREVISTA Educadora Maria Amélia Pereira fala da importância do brincar para o desenvolvimento infantil

Receitas Da Tia Nastacia

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Revista de Comunicação InternaAno III n número 19

O universo de Lobatona nova marca de J.Macêdo

© TVG

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ENTREVISTA Educadora Maria Amélia Pereira fala da importância do brincar para o desenvolvimento infantil

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08Campanhas corporativas

Eventos corporativos realizados em todo o Brasil permitem que os funcionários tenham maior acesso a informações sobre tudo o que acontece na empresa

10Nutrição e carinho. Dona Benta Sítio do

Picapau Amarelo, a 5ª marca estratégica da J.Macêdo, une a qualidade dos produtos Dona Benta ao universo lúdico e educativo de Monteiro Lobato.

20Entrevista. A educadora Maria

Amélia Pereira, a Peo, fala sobre a importância do brincar para uma infância saudável.

Setembro/Outubro 2008

Sugestões e comentários: Zilmara (85) 4006-6168 Fabiana (85) 4006-8152 E-mail: [email protected]ço: Rua Benedito Macêdo 79, Vicente Pinzón, Fortaleza-CE, CEP 60180-900www.jmacedo.com.br www.donabenta.com.br www.petybon.com.br

NESTA EDIÇÃO

Conselho de Administração: Presidente José Dias de Macêdo Conselheiros Roberto Macêdo, Amarílio Macêdo, Georgina Macêdo Diretoria Executiva: Presidente Amarílio Macêdo Diretores Marcos Póvoa, Alysson Paolinelli e Sérgio Póvoa Comitê de Comunicação Flávio Paiva, Jumar Pedreira e Sérgio Póvoa Coordenação Geral Zilmara Azevedo Jornalista Responsável Fabiana Moura, MTB CE01124JP Projeto Gráfico e Editoração OMNI Editora Associados Impressão Halley Gráfica Tiragem desta edição 3.000 exemplares

A Revista Diálogo J.Macêdo é uma publicação bimestral dirigida aos colaboradores de J.Macêdo, com o objetivo de intensificar o diálogo, praticar a transparência, fortalecer o trabalho de equipe, divulgar os valores da empresa, informar fatos relevantes acontecidos no período, disponibilizar dados dos produtos e das Unidades, aprimorar permanentemente a comunicação interna, aproximar o universo de trabalho de todos os que fazem a J.Macêdo com suas famílias.

28Contação de brincadeiras.

J.Macêdo incentiva resgate das brincadeiras tradicionais através de concurso interno.

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DIGALÁ!Espaço aberto para Cartas, sugestões e Críticas

Mande seu e-mail para: [email protected] entregue sua carta ao Coordenador de RH de sua Unidade.Ele se encarregará de fazê-la chegar até a Redação.

EDITORIALBem-vindo à nossa revista

No caminho para consolidar-se como empresa 100% Consumo, J.Macêdo vem construindo suas marcas estratégicas. A dedicada Dona Benta, a econômica Brandini, a prática Sol e a gourmet

Petybon, com seus posicionamentos e identidades renovados, foram apre-sentadas para todo Brasil na edição de número 17 da Revista Diálogo, em março/abril 2008.

Agora, na nossa 19ª, edição trazemos a 5ª marca estratégica da J.Macêdo; Dona Benta Sítio do Picapau Amarelo, uma mistura de afetividade, diversão, brasilidade e nutrição, a partir do maravilhoso e fantástico mundo de Monteiro Lobato.

A J.Macêdo foi buscar na essência de Lobato, nos livros do Sítio do Picapau Amarelo, na Emília, no Visconde de Sabugosa, na Narizinho, no Pedrinho, no Saci, na Cuca, na Tia Nastácia, na Dona Benta e em todo universo do Sítio a inspiração necessária para desenvolver sua 5ª marca nacional e um portfolio de produtos desenhados especialmente para o público infantil. Dona Benta Sítio do Picapau Amarelo existe para for-talecer as relações de carinho entre adultos e crianças através de produtos gostosos e nutritivos da culinária brasileira. Temos bolo, macarrão, gela-tina, pudim, bolinho de chuva e maria mole especialmente desenvolvidos para mães, tias, avos, madrinhas e todo público que se dedica de alguma maneira às crianças.

O Sítio do Picapau Amarelo é perene, é eterno, queremos tocar nos corações dos nossos consumidores através das melhores recordações das suas vidas, recordações de infância feliz, das brincadeiras, das historinhas da Dona Carochinha, do cheiro de bolo assando no forno e do bolinho de chuva na frigideira, da deliciosa combinação de aromas, sabores e “moleca-gens” que todos guardamos no baú das nossas melhores lembranças.

A marca Dona Benta, da J.Macêdo, e o Sítio do Picapau Amarelo, de Monteiro Lobato, formam um casamento perfeito, muito além de um negócio. Esta união representa um antigo sonho da empresa, que tem orgulho de ser brasileira e de disseminar a cultura e a culinária nacional. É uma união de valores e crenças comuns, uma marca que irá encantar a adultos e crianças.

Dona Benta Sítio do Picapau Amarelo, nossa 5ª marca nacional, a marca Dedicada às Crianças.n

Amarílio Macêdo – Alysson Paolinelli – Marcos Póvoa – Sérgio PóvoaCOMEX – Comitê Executivo da J. Macêdo s/A

GRANDE LÍDERRecebi com muita satisfação a Revista Diálogo nº 18, do Grupo J.Macêdo. Na capa, a foto do fundador, Senador José Macêdo. Sorridente, sorriso largo de imensa alegria, de entusiasmo e do dever cumprido. Não poderia ser diferente, pois o grande líder soube conduzir com muita competência e determinação o destino de suas empresas e de forma especial de sua bela família, da qual temos o privilégio de fazer parte do rol de amizades. Vá em frente chefe! Precisamos de sua agradável presença ainda por muito tempo.Com um forte e afetuoso abraço.Do amigo de sempre,João Batista FujitaCoordenador da Fujita EngenhariaFortaleza, CE

ENTREvisTA COM JOsé DiAs DE MACêDOGostaria de parabenizá-los pela excelente entrevista realizada com o nosso fundador, José Dias de Mâcedo, na edição nº 18 de 2008. Não me canso de ler a história do avião, é simplesmente fantástica, um dos maiores exemplos de sim-plicidade que já vi. Gostaria de ter visto a cara do tal executivo que se vangloriava por ser “isso” e “aquilo outro” depois de descobrir o que

Diálogo significa conversa, troca, colaboração de duas

partes em busca do melhor. E é isto o que queremos com nossa troca de idéias — o melhor.

Por isso, este espaço é destinado a mostrar o que você tem a nos dizer — opine, critique, sugira, elogie... Diga lá!

Nossa 5ª Marca Nacionalsignificava o “J” de J. Macêdo e que esteve contando vantagem ao lado de um dos homens mais importan-tes do nosso Estado(risos). Diego Brasil FalcãoTintas Hidracor S/A - Grupo J. MacêdoAux. de Contabilidade

NORMAs E vALOREsSou recém chegado à J.Macêdo, e fiquei muito bem impressionado com a matéria “A bússola da nossa empresa”, principalmente no que se refere à fonte dos valores. Ficou muito claro para mim e creio que

para todos da organização, que o Código de Ética e de Conduta da J.Macêdo não é simplesmente um manual extraído de um livro ou de um site na internet, e sim um instrumento construído com base na educação, conquistas, crenças e valores da empresa, através do legado do seu fundador, o senador José Dias de Macêdo. Parabéns pela matéria.Marcelo saroliGerente da Qualidade, Saúde-Segurança e Meio Ambiente Corporativo Lapa, SP

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Dona Benta e Petybon participam do Casa Boa Mesa 2008ESTRATéGIcAAÇÃO

Combinação perfeita entre DECoRAção e boA CoMiDA

A cozinha Dona Benta foi eleita o melhor ambiente para receber durante o Casa Boa Mesa, evento que reúne gastronomia e decoração, organizado pelo Grupo Casa Cor. O evento teve o patrocínio das marcas Dona Benta e Petybon, em cozinhas experimentais criadas especialmente para as duas marcas.

nados ao prazer de receber bem os amigos e familiares. Este novo formato de exposição, que alia decoração à gastronomia, incentiva uma maior inte-ração dos visitantes com os ambientes e os estimula a participar de aulas de culinária diferenciadas”, explica.

Criada pelas arquitetas Betina Bar-cellos, Karina Salgado e Andrea Bugarib da In House Design de Interiores, a Cozi-nha Dona Benta foi concebida para ser um espaço acolhedor, que remetesse à família e a receitas tradicionais. Lá, os visitantes puderam participar de aulas de culinária e degustações.

Já a Cozinha Petybon, criação da ar-quiteta Jóia Bérgamo, da Jóia Bérgamo Design de Interiores, foi concebida em estilo moderno e interativo, ideal para o público gourmet. No local, almoços especiais e cursos ministrados por renomados chefs da Associação dos Restaurantes da Boa Lembrança, como César Santos, Duca Lapenda, Silvia Per-cussi e Dulce Helena, fizeram o deleite daqueles que apreciam receitas com um toque a mais de sofisticação.

A marca Sol também marcou presença no Casa Boa Mesa 2008. No descontraído Jardim do Pic Nic, foram servidas cestas de piquenique com lanches onde o destaque eram os minibolos preparados com as misturas para bolo Sol. n

Os ambientes das cozinhas Dona Benta (à esquerda) e Petybon (acima) refletem o conceito das marcas

Jóia Bérgamo, da Jóia Bérgamo Design de interiores

Conheço e uso Petybon há muitos anos. Olhando as cores e a variedade de produtos Petybon, resolvi criar um espaço gourmet para fazer, criar e desenvolver a habilidade de cozi-nhar. Hoje, há um ‘boom’ de cozinhas gour-met. A tendência é a intimidade de receber, de saborear, de curtir amigos, comidas e vinhos. Na entrada do espaço, fiz um canto lounge, onde as pessoas esperariam o jantar ficando pronto, e aí desenvolvi o espaço de comer realmente e o de execução dos pratos. As pessoas amaram, curtiram, viram que aquele espaço poderia estar na sua casa, na sua vida, na sua história. Aquilo não era um cenário, era real, tinha vida, tinha gente.

Karina salgado, Andrea Bugarib e Betina Barcellos, da in House Design de interiores

Quando descobrimos que o patrocinador do nosso ambiente era a Dona Benta, na mesma hora pensamos em criar um espaço acolhedor e familiar. Um ambiente onde as pessoas quisessem ficar, sem ter pressa para sair. Então pensamos em resgatar a convivência familiar, usando peças tradicionais, mó-veis das décadas de 40 e 50, azulejos antigos, tijolos e tecidos estampados. E conseguimos atingir nosso ideal, pois recebemos o prêmio de Melhor Ambiente para Receber. De fato, as pessoas ficavam sentadas bem à vontade, sem pressa de ir embora. Todos que entravam elogiavam muito.

A ulas de culinária, refeições caprichadas e deliciosas degustações, em ambientes cuidadosamente preparados a partir do conceito “o prazer de receber bem”. Esta foi a tônica do Casa Boa Mesa

2008, realizado em setembro, na cidade de São Paulo. Mais de 33 mil pessoas visitaram o evento de gastronomia e decoração, que contou com 52 espaços assinados por 72 renomados arquitetos, decoradores e pai-sagistas. Entre os ambientes, destaque para a moderna Cozinha Petybon e a para a aconchegante Cozinha Dona Benta, esta última, eleita Melhor Ambiente para Receber de toda a mostra.

Na avaliação do gerente de marketing da J.Macêdo, Jumar Pedreira, o Casa Boa Mesa constitui uma oportunidade ímpar de associar as marcas Dona Benta e Petybon a situações de bem-estar e alegria. “Acreditamos que a arte e o prazer de preparar uma receita estão diretamente relacio-

Nossas marcas como inspiração

A Diálogo foi perguntar às pro-fissionais responsáveis pela criação dos ambientes da Cozinha Dona Benta e da Cozinha Petybon como as marcas inspiraram o trabalho de decoração e design de interiores desenvolvido. As respostas mostram como os atributos e conceitos rela-cionados à Dona Benta e Petybon são percebidos pelas arquitetas, que traduziram esta percepção em belos ambientes, contribuindo para a consolidação da imagem das nossas marcas junto aos seus públicos-alvos.

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Lançamento do Código de ética e de Conduta e Encontro com as MarcascORPORATIVAS cAMPANHAS

Eventos em todo o Brasilseja em itapetininga, em são Paulo; em simões Filho, na Bahia; ou em Canoas, no Rio Grande do sul, os funcionários de J.Macêdo têm participado ativamente dos eventos corporativos. Realizados em todo o Brasil, eles nos ajudam a conhecer melhor a empresa, suas marcas, produtos, valores e estratégias.

Í talo França é operador de pro-dução na fábrica de Jaguaré, em São Paulo. Ricardo Reis atua na

área de planejamento e controle da produção, em Salvador. Já Lucélia Nádia, é analista contábil e trabalha em Fortaleza. Sabe o que houve em comum na agenda de todos estes profissionais em 1º de agosto e 2 de outubro? Nestas datas, eles todos participaram de eventos corporativos da J.Macêdo e tiveram oportunidade de conhecer mais sobre a empresa, suas marcas, estratégias, produtos e valores.

Atualmente, os fatos mais impor-tantes da nossa empresa têm sido divulgados em todo o Brasil, levando em consideração cada URN, cada CD, cada unidade fabril. A J.Macêdo 100% Consumo está buscando construir uma comunicação interna cada vez mais alinhada e corporativa, para que você possa estar melhor infor-mado sobre tudo o que acontece na empresa, independentemente da região onde trabalhe ou da área em que atue. Com mais informação, cada um de nós pode ter uma visão mais ampla sobre os rumos que a empresa

Conhecer e ParticiparConfira, abaixo, os depoimentos de funcionários sobre o Encontro com as Marcas e o lançamento do Código de Ética e de Conduta de J.Macêdo.

Código de ética e de Conduta

Eu achei o evento muito interessante. Acho que o Código é importante para que a gente tenha tudo formalizado. Lidamos muito com fornecedores, então é importante ter tudo esclarecido sobre as condutas mais adequadas que deve-mos ter no trabalho. É até reconfortante, porque está tudo escrito ali, então a gente passa a ter uma segurança maior sobre como proceder. A apresentação foi bem didática, o vídeo ajudou bastante e ficou tudo bem claro.Ricardo Reis Planejamento e Controle da Produção - Salvador (BA)

O Código de Ética é fundamental para qualquer organização que preze pelas melhores práticas de mercado. Sendo a companhia que é, a J.Macêdo tem como base a transparência, o profissionalismo e

a ética profissional. Agora, isso tudo está explícito e escrito, através do Código de

Ética e de Conduta, para quem quiser ler e conhecer.Bruno de AlmeidaSupervisor de Vendas – Rio de Janeiro (RJ)

“O lançamento do Código de Ética foi muito bom, bem didático. Vi essa iniciativa como uma bússola, um norte, porque na área contábil é imperioso que se sigam regras e, às vezes, se você é criterioso, é tido como chato entre os colegas. Agora, com as orientações do Código, acho que tudo vai andar muito melhor. A empresa fica mais transparente e ninguém tem desculpa, é preto no branco, todo mundo sabe o que pode ou não pode ser feito.Lucélia NádiaAnalista Contábil – Fortaleza (CE)

Encontro com as Marcas

Teve apresentação das marcas e foi legal para o pessoal ficar mais esclarecido. Gostei muito de experimentar o Mousse de Chocolate Sol. O pessoal do chão de fábrica fica muito preso à produção e às vezes não tem conheci-mento da importância das marcas e das coisas que estão acontecendo na empresa, então é bom que tenha este tipo de evento sempre, para a gente poder aprender mais e até propagar mais o conhecimento sobre os produtos que a gente faz.Salvador (BA)José Pereira de BritoOperador de Produção – Salvador (BA)

O Encontro com as Marcas foi legal porque mostrou as marcas e os produtos novos. É importante ter este tipo

de evento porque cada dia a gente fica co-nhecendo mais o que estamos produzindo. A gente só sabia o que produzia aqui no Jaguaré, e aqui é mais sobremesa e mistu-ra para bolo, agora a gente está sabendo dos produtos que tem nas outras fábricas

da empresa, vários tipos de macarrão, de biscoito. Achei legal que a gente também

comeu o que a firma produz.Ítalo França da silva Operador de Produção – Jaguaré (SP)

Eu não tinha presenciado ainda nenhum evento tão bom aqui na unidade. Foi ótimo, porque conhecemos melhor as marcas, e foi possível perceber que as nossas marcas passaram a ser nacionais, que têm uma estratégia e divulgação. O evento deu um esclarecimento maior. É essencial ter isso, porque assim a gente tem conhecimento do que está acontecendo em todas as fá-bricas e fica por dentro das inovações que estão ocorrendo na empresa. Pudemos degustar de tudo, e foi legal porque nem sempre a gente tem oportunidade de experimentar todos os produtos.Lívia Leilane Omena veríssimoOperadora de Produção – Maceió (AL)

está tomando e sobre as estratégias adotadas, o que é fundamental para que desempenhemos nosso trabalho de forma mais consciente e integrada.

Foi assim com dois eventos re-centes: o Encontro com as Marcas e o lançamento do Código de Ética e de Conduta de J.Macêdo. O Encontro com as Marcas movimentou nossos

funcionários em todo o País no dia 1º de agosto, com vídeo e palestra sobre nossas quatro marcas nacionais (Dona Benta, Petybon, Sol e Brandini), além de degustação e distribuição de kits de produtos. Já o lançamento do Código de Ética e de Conduta foi realizado em 2 de outubro, com a exibição de vídeo explicativo contendo a palavra do Pre-

sidente, Amarílio Macêdo, além da dis-tribuição do próprio Código a todos os funcionários. Na ocasião, funcionários, terceiros, estagiários e aprendizes assi-naram o Termo de Comprometimento e o Termo de Compromisso – Sigilo e Confidencialidade, formalizando assim seu compromisso com o elevado pa-drão ético da J.Macêdo. n

A assinatura do Código de ética e momentos dos eventos corporativos

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Dona Benta sítio do Picapau AmareloNAcIONAL A 5ª MARcA

Brasilidade, afeto e nutriçãoDepois de um longo namoro com a família de Monteiro Lobato e a Globo Marcas, J.Macêdo é licenciada oficial do sítio do Picapau Amarelo e seus personagens para produtos alimentícios. O resultado é uma nova marca, que fala diretamente com o segmento de mulheres dedicadas às crianças.

por meio da neta do escritor, dona Joyce Campos. “Daí para frente, começamos a tra-balhar para con-

cretizar este sonho, de chegar ao dia de

hoje”, disse.A marca Dona Benta

e o Sítio formam um ca-samento perfeito. Muito mais do

que um negócio, trata-se de uma união de valores e crenças comuns. Isso porque questões fundamentais

para J.Macêdo, como a brasilidade, a culinária como parte da cultura na-cional e a educação para uma infância saudável e criativa, são fortemente presentes nas histórias e personagens criados por Lobato. “Essa parceria é a realização de um sonho da empresa, que tem orgulho de ser brasileira e de disseminar a cultura nacional”, afirma o Diretor Comercial, Marcos Póvoa.

O universo lúdico do Sítio, com personagens como Narizinho, Pedri-nho, Emília, Visconde de Sabugosa e Dona Benta, faz parte da cultura brasileira desde a década de 1920,

quando começaram a ser lançados os livros infanto-juvenis de Lobato. As histórias também marcaram gerações por meio das séries de televisão. A pesquisa Retratos da Leitura no Bra-sil, realizada em 2007 pelo Instituto Pró-Livro, revela que Lobato é o autor mais admirado no País e o Sítio é o livro mais importante para a vida dos brasileiros, atrás somente da Bíblia. “O Sítio do Picapau Amarelo é perene, é eterno. Com essa marca, queremos tocar o coração das pessoas, o cora-ção dos pais, das mães, das tias que viveram isso. E são essas pessoas que

CATEGORIA PRODUTOS

Misturas

Bolo Sabor LaranjaBolo Sabor ChocolateBolinho de Chuva TradicionalBolinho de Chuva Sabor LaranjaBolinho de Chuva Sabor Banana

MassasMacarrão de Sêmola com Ovos Bichinhos TricolorMacarrão de Sêmola com Ovos Letrinhas

Sobremesas

Pudim de Leite com Calda de CarameloPudim Sabor ChocolatePudim Sabor MorangoMaria Mole

Gelatinas

Gelatina Sabor MorangoGelatina Sabor FramboesaGelatina Sabor UvaGelatina Sabor AbacaxiGelatina Sabor Limão

Conheça os produtos Dona Benta Sítio do Picapau AmareloUma soma de afetividade,

diversão, brasilidade e nu-trição. Assim é Dona Benta

Sítio do Picapau Amarelo, a 5ª marca nacional da J.Macêdo. Com uma linha de 16 produtos, entre misturas para bolo, bolinhos de chuva, gelatinas, pudins e massas em forma de bichinhos e letrinhas, a marca recém-lançada é voltada para as mulheres dedicadas às crianças, preocupadas em oferecer-lhes uma alimentação que seja, ao mesmo tempo, nutritiva, gostosa e divertida.

O lançamento de uma marca as-sociada ao Sítio do Picapau Amarelo é um sonho antigo, resultado de um longo namoro entre a J.Macêdo, a família do escritor Monteiro Lobato e a Globo Marcas, responsável pe-los licenciamentos que envolvem o Sítio. No lançamento para a equipe de vendas, realizado em São Pau-lo, o presidente Amarilio Macêdo contou que a aproximação com a família Lobato foi iniciada em 2004,

Amarílio Macêdo contou todo o processo de aproximação com a família Lobato e a Globo Marcas

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são as decisoras de compra”, ex-plica Jumar Pedreira, Gerente de Marketing da J.Macêdo.

A soma deste conteúdo afe-tivo, a produtos nutritivos, gos-tosos e divertidos, com a reco-nhecida qualidade Dona Benta, já está garantindo o sucesso dos lançamentos. A receptividade tem sido surpreendente, e as grandes redes estão permitindo o cadastramento dos produtos com muito menos restrições do que costumam fazer com quaisquer lançamentos. A razão disso, de acordo com Marcos Póvoa, é que o Sítio toca em todas as gerações, então J.Macêdo criou uma linha que fala com o imaginário do pú-blico brasileiro. “Qualquer outro personagem infantil licenciado tem um caráter mais impessoal, com o Sítio não é assim, ele toca na lembrança e na infância das pessoas”, diz.

Dicas para uma boa alimentação infantil Cozinhe com as crianças. Além de ser

um momento divertido em família, isso estimula a familiarização com diferentes tipos de alimentos e seu preparo.

Lugar de criança é à mesa, junto com os adultos, na hora das refeições. Aprovei-te o momento, apresente os alimentos e faça da refeição um momento de prazer.

Nunca permita que saiam de casa sem café da manhã, ou pulem refeições.

Invista na apresentação visual, nas co-res, formatos atrativos e na forma de preparo dos alimentos.

Faça pratos coloridos, com as principais

fontes de alimentos: carboidratos (ar-roz, massas); proteínas (frango, carne, peixe); vitaminas e minerais (verduras e saladas; sucos e frutas).

Estimule o equilíbrio, a diversidade alimentar e o prazer. Com uma alimen-tação diversificada, rica em carboidra-tos, proteínas, vitaminas e minerais, a criança deve ter a oportunidade de escolher uma guloseima num momento de prazer.

Incentive a criança a ser ativa e evite que ela passe muitas horas assistindo TV, jogando videogame ou brincando no computador.

Nutrição de verdade Um dos pilares da marca Dona Benta

Sítio do Picapau Amarelo é a nutrição infantil. Por isso, J.Macêdo desenvolveu o exclusivo NutriMais®. Presente em todos os 16 produtos da marca, o composto é fonte de micronutrientes e fornece im-portantes benefícios para o organismo, fortalecendo o sistema imunológico, contribuindo na liberação de energia e atuando na saúde da pele e da visão. Segundo Nádia Martarelo, coordenado-ra de desenvolvimento de produtos da J.Macêdo, a criação do NutriMais® tem como objetivo somar o aspecto nutri-cional a produtos gostosos, vinculados à diversão e à cultura. “É importante ga-rantir que a que a alimentação da criança não caia na rotina, tornando-se, além de gostosa e nutritiva, também prazerosa e divertida”, explica.

Para selecionar os nutrientes que de-veriam estar presentes no NutriMais®, foi desenvolvido um amplo estudo, em par-ceria com a RGNutri Consultoria Nutricio-

nal. No estudo, além do comportamento alimentar das crianças, foram levantados os nutrientes com maior incidência de deficiência no público infantil, como é o caso da vitamina A, cuja carência provoca desnutrição e problemas com a visão. Desta forma, foi possível criar compostos contendo exatamente os elementos que fazem mais falta na alimentação dos pequenos. “Esta é uma ótima iniciativa e deve continuar. E o maior desafio é levar estes conceitos para as mães consumido-ras, para que elas cumpram também o seu papel como educadoras nutricionais”, afirma a nutricionista Heloisa Guarita Padilha, diretora da RGNutri.

Com isso em mente, J.Macêdo está desenvolvendo, em parceria com a consultoria, uma cartilha sobre educa-ção nutricional, além de publicar textos educativos sobre micronutrientes e dicas práticas de alimentação no site e no re-ceituário da marca Dona Benta Sítio do Picapau Amarelo.

Posicionamento da marca: A Dona Benta Sítio do Picapau Amarelo produz alimentos que levam amor, carinho e nutrição para as crianças, com alegria e cultura do universo de Monteiro Lobato. Dona Benta Sítio do Picapau Amarelo existe para fortalecer as relações de carinho entre adultos e crianças, oferecendo nutrição, diversão e cultura.

Principal característica da consumidora: Dedicada às crianças

Como pensa a consumidora: “As minhas crianças são a razão da minha vida. Faço tudo com muita dedicação e carinho para agradá-las e vê-las crescerem felizes, fortes e saudáveis.”

Cena do musical sítio do Picapau Amarelo, patrocinado pela Dona Benta sítio, e as ações de divulgação da marca e degustação dos produtos no saguão do teatro Procópio Ferreira

Para divulgar sua linha infantil, a J.Macêdo desenvolveu uma estratégia totalmente alinhada com os princípios e valores da empresa. Um dos pontos principais desta estratégia é a opção por direcionar a publicidade às mulheres e mães, e não às crianças. “Temos um có-digo de ética de comunicação que está 100% em linha com a nova legislação de publicidade infantil, que ainda não foi aprovada, por isso nosso alvo são as mães”, explica o Diretor Comercial, Marcos Póvoa. A campanha, criada pela agência LewLara/TWA, inclui anúncios de mídia impressa veiculados em revis-tas de grande circulação.

O estímulo à cultura é outro ponto impor-tante da estratégia de comunicação da marca. Com este foco, a marca é patrocinadora do musical Sítio do Picapau Amarelo, que está em cartaz no teatro Procópio Ferreira, em São Paulo, e seguirá posteriormente para o Rio de Janeiro e outras cidades brasilei-ras. O patrocínio foi feito por meio da Lei Rouanet, utilizando recursos que a empresa destina normalmente ao pagamento de impostos. “É a melhor utilização possível da lei, porque sem gastar uma verba excessiva, estamos patrocinando um espetáculo total-

mente alinhado com a estratégia de marketing da empresa e, ao mesmo tempo, apoiando a cultura brasileira”, explica Póvoa.

Todo o conteúdo da comunicação da linha Sítio busca reforçar os laços familiares e promover a educação nu-tricional. Isso fica muito claro no site www.donabenta.com.br/sitio. Com visual moderno e lúdico, que remete à magia do Sítio, o site apresenta dicas de nutrição e deliciosas receitas, além de uma divertida sessão de brincadeiras tradicionais traduzidas em linguagem

O jeito J.Macêdo de fazer comunicaçãoÉ importante garantir que a que a alimentação da criança não caia na rotina, tornando-se, além de gostosa e

nutritiva, também prazerosa e divertida. Nádia Martarelo, Coordenadora de Desenvolvimento de Produtos

© TVG

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Fonte: RGNutri

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Aqui em Cabedelo o evento foi muito legal, pois ficamos informa-dos sobre como tudo aconteceu, desde o

licenciamento da marca Sítio do Picapau Amarelo

até o lançamento propriamente dito. Recebi o meu kit de produtos e pre-senteei a minha sobrinha de 5 anos, você precisava ver a alegria dela. Minha opinião pessoal é que será um grande sucesso de vendas.Ricardo Batista do NascimentoCabedelo (PB)

Foi uma grande sa-cada da J.Macêdo, a criação da linha infan-til com a marca Dona Benta Sítio do Picapau Amarelo. Além da força da marca, o direciona-mento infantil é muito marcante para os filhos e os pais da nossa geração. Além disso, o segmento de produtos in-fantis vem crescendo bastante no mer-cado em geral. Os produtos que mais gostei foram as massas, onde teremos um diferencial junto a concorrência, oferecendo o macarrão em forma de bichinhos e letrinhas. Nós, que fazemos a URN Recife, estamos muito confiantes no sucesso da linha Dona Benta Sítio do Picapau Amarelo.Ricardo MáximoRecife (PE)

Faltava em nossa empresa uma linha com um maior apelo infantil. A chegada da marca Dona Benta Sítio do Picapau Ama-relo veio preencher essa lacuna, atrelando a nossa histórica e a consagrada marca Dona Benta ao Sítio. Essa foi uma escolha extremamente feliz. O lançamento na unidade Simões

Filho teve uma grande receptividade de todos, que demonstraram prazer em ver a evolução da empresa e se sentiram envolvidos nesse processo de crescimento. Essa é a postura de uma empresa que verdadeiramente valoriza seus profissionais, além de ser uma ex-celente forma de marketing interno.Rogerio AzoubelSimões Filho (BA)

Foi muito boa a idéia de nossa empre-sa lançar produtos infantis associados ao Sítio do Picapau

Amarelo. Essa marca, além de ser muito forte,

é nacionalmente conhecida e cativa conjuntamente às crianças e seus pais, que acompanharam as histórias e os personagens do Sítio ao longo das suas vidas. Assim, a marca proporciona momentos de distração e aproximação das gerações e famílias. O lançamento na unidade foi muito animado e possi-bilitou o conhecimento dos produtos. Dentre os lançamentos, o meu prefe-rido é o Pudim de Leite.Drauzio Barros Leal NetoFortaleza (CE)

Achei o lançamento fantástico. Acredito muito nestes produ-tos e na interação da imagem da marca Dona Benta com os personagens da tra-ma de Monteiro Lobato, através do Sítio do Picapau Amarelo. Acredito fortemente neste lançamento e acho que vamos arrebentar nas ven-das! Na degustação, gostei de tudo, mas achei excelente o “bicho de pé”, receita de docinho preparada com a gelatina de morango.Marcelo FonsecaJaguaré (SP)

Como eles vêem a nova marcaA marca Dona Benta Sítio foi lançada em todas as unidades fabris, centros de distribuição e URNs. Os funcionários conheceram mais sobre a marca, degus-taram deliciosas receitas e receberam kits com os lançamentos.

web. As embalagens dos produtos também levam momentos lúdicos às crian-ças. As caixas das misturas para bolo quando desmon-tadas, trazem desenhos dos personagens para colorir. Já no verso das gelatinas, maria mole e pudins, há passatempos educativos e divertidos.

A comunicação com o trade e com as consumi-doras nos pontos de venda não foi esquecida. A equi-pe de vendas recebeu o broadside, um folder com todas as informações sobre os produtos, muito impor-tante para a apresentação dos mesmos aos profissio-nais de supermercados e atacadistas e distribuido-res. Para fazer belas exposi-ções nos pontos de venda, foram confeccionados di-versos materiais, como tira de gôndola, cantoneira, cartazete, precificador e display de chão. n

Temos um código

de ética de comunicação que está 100% em linha com a nova legislação de publicidade infantil, que ainda não foi aprovada, por isso nosso alvo são as mães.Marcos PóvoaDiretor Comercial

O folclore brasileiro é riquíssimo em mitos criados pela imaginação popular. O Saci Pererê é um deles, conhecido em todos os recantos do país, e puxa uma fila de entidades regionais como o Negrinho do Pas-toreio, as Bruxas de Santa Catarina, o Boto da Amazônia, ao lado da Mula sem cabeça, Boitatá, Curupira e da Iara, entre tantos outros.

Para conscientizar a população, incentivar pesquisas e reflexões so-bre a cultura popular, e oferecer al-ternativas para as brincadeiras das bruxas estadunidenses, que não têm absolutamente nada a ver com as tradições e o lendário nacional, foi criada a SOSACI – Sociedade de Observadores de Sacis (www.sosa-ci.org). Nasceu informalmente em 2003, durante uma conversa entre amigos preocupados com a cres-cente invasão das bruxas do Hallo-ween e com o seqüestro do imagi-nário brasileiro.

Como uma organização não-xe-nófoba, a SOSACI acredita nas tro-cas culturais entre os povos. Absor-vemos os pokemons e outros perso-nagens importados, contanto que lá fora nossos heróis, o cinema e a literatura brasileira também sejam acolhidos. Gostaríamos de povoar o Hyde Park londrino e o Central Park de Nova Iorque com sacis, mulas sem cabeça e outros mitos... E ex-portar para a televisão dos EUA o Sítio do Picapau Amarelo, o Menino Maluquinho e outras histórias infan-tis bem mais criativas que a maioria dos produtos que acabamos consu-mindo sem julgamento crítico.

O objetivo da SOSACI é valorizar os mitos e as lendas brasileiras, di-fundindo a tradição oral e a cultura popular. Seus integrantes acreditam no saci e demais entes do nosso folclore como agentes simbólicos de uma transformação educacional que busca fortalecer nossa identida-de. Tem como meta observar e es-tudar o mais simpático dos nossos

Acima, capa do livro O sacy-Perêrê, Resultado de um inquérito. Ao lado, desenho a nanquim de Monteiro Lobato

O saci Pererê e seu diaVladimir Sacchetta (*)

(*) vladimir sacchetta, jornalista, pesquisador e produtor cultural, é biógrafo de Monteiro Lobato e diretor de conteúdos do sítio eletrônico do escritor (www.lobato.com.br). Coordena, atualmente, para a J. Macêdo a criação e implantação do Centro de Memória Dinâmica Monteiro Lobato.

mitos – o Saci Pererê – e seus amigos, e divulgá-los por meio de textos, mú-sicas e teatro entre outras artimanhas, além de incentivar a leitura e elabo-ração de obras comprometidas com nossos valores e raízes.

A criação do Dia do Saci foi uma importante iniciativa da SOSACI. Como um contraponto às comemora-ções do Halloween, levamos a alguns parlamentares a proposta de transfor-mar o 31 de outubro no dia de cele-bração do Saci Pererê e seus amigos. E encontramos legisladores nas esfe-

ras municipais, estaduais e até no Congresso Nacio-nal que abraçaram nossa causa.

Hoje, a data está trans-formada em lei, regula-mentada em diversas cida-des do país e um projeto de lei federal tramita em

Brasília. Ao mesmo tempo, foi aber-to um processo no Instituto do Patri-mônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) para o registro do Saci como patrimônio imaterial. Esse registro possibilita a salvaguarda e a revitali-zação de uma herança de origens in-dígenas e africanas enraizadas entre nós. E contribui para a sensibilização da sociedade no sentido de valorizar as tradições populares que espelham a riqueza e a pluralidade da cultura brasileira. n

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Page 9: Receitas Da Tia Nastacia

IngredientesPara a massa3 ovos1 xícara (chá) de leite2 cenouras grandes descascadas e picadas3 colheres (sopa) de margarina1 embalagem de MisTURA PARA BOLO DONA BENTA sÍTiO DO PiCAPAU AMARELO sABOR LARANJA

Nutrição, gastronomia e conhecimento

VISITENOSSAcOZINHA

Gostoso,nutritivo e divertido

Quem disse que comida nutritiva tem que ser sem graça? veja nossas sugestões de receitas preparadas com os produtos Dona Benta sítio do Picapau Amarelo, que são enriquecidos com NutriMais®, que contribui no crescimento saudável dos pequenos. Aproveite e chame as crianças para cozinhar com você!

Ingredientes1 lata de leite condensado4 colheres (sopa) de chocolate em pó1 colher (sopa) de margarina1 lata de creme de leite sem soro1 xícara (chá) de água 1 embalagem de MARiA-MOLE DONA

PUDiM DE PÃO DA vOvÓIngredientes4 pães amanhecidos cortados em fatias finas½ xícara (chá) de goiabada cortada em cubos pequenos1 embalagem de MisTURA PARA PUDiM DE LEiTE DONA BENTA sÍTiO DO PiCAPAU AMARELO3 ovos500ml de leite

Modo de preparoForre um refratário pequeno com as fatias de pão, cobrindo todo o fundo. Salpique a goiabada por cima e reserve. No liquidificador, bata o pudim DONA BENTA com os ovos e o leite, conforme instruções da embalagem. Regue os pães com o pudim e leve ao forno médio (180ºC), pré-aquecido, por 35 minutos

ou até dourar levemente. Espere esfriar, corte em quadrados e sirva.

Tempo de preparo: 45 minutos

Rendimento: 18 porções

Dica: se desejar, substitua a goiabada por gotas de chocolate.

MOUssE DE BRiGADEiROBENTA sÍTiO DO PiCAPAU AMARELO½ xícara (chá) de açúcarChocolate granulado para decorar

Modo de preparoEm uma panela, misture o leite condensado, o chocolate em pó e a margarina. Leve ao fogo brando, mexendo até conseguir ver o fundo da panela. Apague o fogo e misture o creme de leite. Espere esfriar. Em outra panela, ferva a água e dissolva a maria-mole DONA BENTA sÍTiO DO PiCAPAU AMARELO. Passe para a batedeira,

adicione o açúcar e deixe bater até ficar bem fofo. Diminua a velocidade, adicione o brigadeiro aos poucos e bata até ficar homogêneo. Passe para um recipiente e leve para gelar por 2 horas. No momento de servir, decore com granulado.

Tempo de preparo: 30 minutos

Rendimento: 10 porções

Dica: prepare a mousse e divida em tacinhas individuais.

BOLiNHO EsPECiAL DO sACi

BOLO DA TiA NAsTÁCiA

Para a cobertura¾ xícara (chá) de açúcar¾ xícara (chá) de achocolatado em pó1 colher (sopa) de leite1 colher (chá) de margarina

Modo de preparoMassa: No liquidificador, bata os ovos, o leite, a cenoura e a margarina por 1 minuto, em velocidade média. Aos poucos, acrescente a mistura DONA BENTA e bata até ficar homogêneo. Passe a massa para uma assadeira média retangular untada e enfarinhada, e asse em forno médio (180ºC), pré-aquecido, por cerca de 40 minutos ou até que espetando um palito no centro, este saia

limpo.Cobertura: Em uma panela, junte o açúcar, o achocolatado, o leite e a margarina. Leve ao fogo e mexa até levantar fervura. Retire, jogue sobre o bolo morno e deixe esfriar. Corte em quadradinhos e sirva.

Tempo de preparo: 1 hora

Rendimento: 12 porções

Dica: se desejar, asse o bolo em porções individuais, dividindo a massa crua em forminhas de papel.

Ingredientes1 embalagem de MisTURA PARA BOLiNHO DE CHUvA DONA BENTA sÍTiO DO PiCAPAU AMARELO sABOR LARANJA1 xícara (chá) de leite2 ovos

¼ xícara (chá) de fubáAçúcar e canela em pó a gosto para envolverÓleo para fritar

Modo de preparoEm um recipiente, junte o bolinho de chuva DONA BENTA, o leite, os ovos, o fubá e a erva doce, misturando bem. Em outro recipiente, coloque açúcar e canela em pó a gosto e reserve. Em uma panela, aqueça o óleo e pingue a massa aos poucos, com auxílio de duas colheres de sobremesa. Frite até estar bem

dourado. Retire, escorra sobre toalha de papel e envolva na mistura reservada de açúcar. Sirva em seguida.

Tempo de preparo: 30 minutos

Rendimento: 60 unidades

Dica: se desejar, acrescente 1 colher (café) de erva-doce

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Page 10: Receitas Da Tia Nastacia

FILHOS&FILHAS

Mesmo depois de um longo dia de trabalho, quem resiste à carinha pidona de um filho querendo brincar? Nessa hora, a ordem é virar criança e render-se aos pequenos, tornando mais gostoso e saudável o convívio em família. Aproveitando o clima da marca Dona Benta Sítio do Picapau Amarelo, a Diálogo foi perguntar aos funcionários em que ocasiões eles voltam à infância junto com os filhos. Meninos e meninas também deram sua contribuição, contando quais as atividades que mais gostam de fazer na companhia dos pais.

Para pais e filhos serem crianças juntos

Dicas de segurança, saúde e comportamento para os pais

Caroline e Camile Donia PortoCanoas (RS)O clube é o lugar onde Carlos José de Araújo Porto sente-se criança com as filhas Caroline, de 13 anos, e Camile, de apenas 2 aninhos. “A gente vai curtir a piscina e a brincadeira pega legal”, diz Carlos, que trabalha na J.Macêdo, em Canoas. Caroline conta que curte estes momentos no clube. “É legal, a gente se diverte bastante lá”, diz. A menina também gosta de cozinhar, sempre com o incentivo e ajuda da mãe, Cláudia. Dessa brincadeira, Carlos conta que participa mesmo é na hora de comer. “Adoro quando ela faz o branquinho e o negrinho”, diz, referindo-se aos brigadeiros e beijinhos que a filha prepara. Assistir aos jogos do Grêmio, time do coração - inclusive para a pequena Camile - também é um dos programas preferidos da família. Pedro Correia Piau

Vitória da Conquista (BA)

A cozinha é um dos ambientes mais divertidos

na casa de Elizam Correia Santos, funcionária da

J.Macêdo em Vitória da Conquista. Lá, ela e o

filho Pedro Correia Piau divertem-se preparando

gelatinas e bolos. Aos 12 anos, Pedro já sabe

fazer as misturas para bolo Dona Benta sozinho,

precisando só de uma ajudinha para untar a

assadeira. “Fico feliz de estar com a minha mãe

aprendendo a fazer coisas gostosas”, conta o

menino, que também adora passear de bicicleta.

Carinhoso, ele gosta de surpreender Elizam: às

vezes acorda mais cedo e prepara o café da manhã

para a mãe que, lógico, fica toda derretida com o

filhão. Ela conta que a personalidade carinhosa e

cativante de Pedro já está lhe rendendo sucesso

entre as garotas. “Ele leva bombons para as colegas,

já é disputado pelas meninas da escola”, diz, rindo.

Victor Hugo Goiânia (GO)Aos 10 anos, Victor Hugo adora jogar futebol, mas diz que jogar com

o pai, Edmilson Gomes de Brito, vendedor da J.Macêdo em Goiânia, é

melhor ainda. “Me dá mais alegria, mais vontade de jogar quando ele

está comigo”, conta o menino, que se orgulha de já ter conseguido

fazer gol com o pai de goleiro. Edmilson diz que dá uma de atleta

para brincar com o filho, que além do futebol, adora natação. Já para

a pequena Ana Victória, de 3 anos, diversão é quando o pai conta

historinhas, fazendo as vozes dos personagens.

Fabio Lopes FilhoRecife (PE)Para Fábio Lopes, funcionário da J.Macêdo em Recife, todo dia é dia de virar criança com o Fabinho, seu filho de 4 anos. “Chego cansado do trabalho, mas ele logo olha e diz ‘papai, vamos brincar’, aí não resisto e me jogo no chão com ele”, conta. Entre as brincadeiras comuns no cotidiano da família, estão os jogos de bola e passeios nos parques do Recife, onde o menino não dispensa o escorrega, o pula-pula e o balanço. Fabinho conta que o que ele mais gosta mesmo é brincar com bonecos que simulam uma fazendinha: “Tem boi, vaca, cabrito, cercado”, diz. A mãe, Cybelle, conta que a grande realização de Fabinho é visitar a fazenda do avô e andar à cavalo com o pai. ©

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David Mickael Lira e Gabriel Artur LiraRecife (PE)O presente mais caro do mundo não é melhor que uma bola para David e Gabriel, que têm 10 e 5 anos respectivamente. O futebol é a diversão preferida dos meninos, que freqüentemente transformam a garagem de casa em quadra. Para a sorte deles, o pai, Genildo Lira da Silva, funcionário da J.Macêdo em Recife, compartilha do amor pela bola. “Adoro jogar com eles, esqueço do tempo”, diz, enfatizando que o difícil é ter fôlego para acompanhar o pique dos garotos. A praia de Tamandaré, no litoral pernambucano, é um dos lugares onde Genildo vira criança com os filhos. “Lá, a gente joga bola e brinca de fazer castelo de areia”, conta David, que também gosta de jogar vídeo-game com o pai.

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Page 11: Receitas Da Tia Nastacia

Diálogo. A senhora vem desenvolven-do uma afirmação de que os adultos devem ter consciência da importância do espaço da brincadeira na vida das crianças. Como os pais e as mães po-dem saber o momento ideal de brincar junto com os filhos?Peo. Se o pai e a mãe compreenderem que brincar é a língua através da qual as crianças se comunicam e criam seus primeiros vínculos, certamente eles se-rão capazes de desenvolver uma atitude mais sensível sobre seus filhos, passan-do a olhá-los e a escutá-los como seres que estão querendo expressar o seu modo de conhecer e se reconhecer no mundo brincando. Com a brincadeira, a criança presta um grande serviço aos pais, tornando-os capazes de, ao compartilharem desses momentos espontâneos solicitados pelos filhos, redescobrirem em si próprios a infância que ficou ali esquecida, podendo mobi-lizar um estado de alegria e inteireza tão necessário hoje no mundo adulto.

Diálogo. Em uma sociedade na qual pais e mães normalmente trabalham, há uma tendência de burocratização do cotidiano infantil por meio da montagem de agendas de atividades que preenchem todos os horários da criança. Como conciliar essa situação de terceirização da infância com a abertura de mais espaço e tempo para a brincadeira espontânea?Peo. Essa infância, a meu ver, está hoje exposta a uma ruptura entre o seu espaço natural, onde o tempo e espaço do seu mundo têm conotações profundamente diferentes do tempo e espaço do mundo adulto. Esta buro-cratização e terceirização, como você coloca, são palavras do universo do mundo adulto que retratam um sistema sócio-econômico que vem corrompen-do uma cultura que possui seu modo próprio de ser e de estar no mundo, que é a cultura da criança. Ao longo do processo de urbanização das grandes cidades, a infância veio perdendo seu espaço, onde acontecia o encontro de crianças com outras crianças de diferen-tes idades para brincar. Nesses espaços, acontecia a vida vivida. A supressão da vivência comunitária das crianças nos parques, nos quintais, na rua, nos espaços de natureza presentes dentro do recreio das escolas, juntamente com a saída da mulher para o trabalho fora de casa, vêm criando uma alteração

substancial na vida das crianças, cujos resultados estamos todos assistindo, nos diferentes diagnósticos que vão sendo apontados. Isso compromete a saúde física, emocional e mental das crianças. Por outro lado, pais e mães sentem-se sobrecarregados, reduzindo assustadoramente os momentos em que a família pode relacionar-se de uma forma tranqüila. Os vínculos afetivos que se estabelecem, em geral, nesse estado da brincadeira são substituídos por formas afetivas compensatórias, que buscam equilibrar as relações, mas estão na maioria das vezes revestidos do sentimento de culpa pela ausência. Na verdade, o que a criança solicita do

adulto é apenas um olhar e uma escuta sensível, onde ela possa ser afirmada em sua essência, que não é outra, senão a sua natureza de brincante, que quer relacionar-se consigo própria, com o outro e com o mundo através do aqui e agora de suas brincadeiras.

Diálogo. Ao brincar, a criança proces-sa pela imaginação a criação do seu elo interno com o mundo externo. O que acontece quando isso não é possível? Peo. Acontece o comprometimento do ser humano adulto que ela vai se tornar. Acho que o aumento da violência, assim como o aumento do uso de drogas, são

substratos de uma infância reprimida, uma infância que vem sendo privada de estar no mundo dentro de um tempo e de um espaço que seja seu. A criança, quando brinca, transcende o que cha-mamos de realidade para, assim, recriar o cotidiano. É nessa outra esfera que ela prepara a fonte da criatividade do adul-to. Mas uma sociedade adoecida adoe-ce o homem e pressiona a infância. Há um grande número de crianças, hoje, apresentando sintomas de doenças que eram registradas apenas em adultos. Muitas crianças estão sendo medicadas com tranqüilizantes. Muitas delas estão sendo diagnosticadas como hiperativas ou com distúrbio de atenção e isso não

faz parte do universo da criança, porque criança é movimento e, ao brincar, ela desenvolve um processo de concentra-ção que está ligado à necessidade de seu próprio desenvolvimento. Brincar é um ato de vontade e de liberdade.

Diálogo. Os brinquedos-produto e os jogos eletrônicos trazem em si uma descrição prévia da brincadeira, o que aumenta a comodidade do brincar e re-duz o espaço potencial da criatividade. Diante dessa realidade contemporâ-nea, que tem ainda a atração das telas dos celulares, dos computadores e da televisão, o que é possível fazer para

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BRINcAR é URGENTE

A educadora Maria Amélia Pereira, a Peo, é fundadora e orientadora da Casa Redonda Centro de Estudos, em Carapicuíba (sP), onde, por meio da brincadeira e da relação da criança com a natureza, desenvolve o trabalho de descobrir o lugar de expressão da cultura da infância.Flávio PaivaSecretário-Executivo de Comunicação

Ao longo do processo

de urbanização das grandes cidades, a infância veio perdendo seu espaço, onde acontecia o encontro de crianças com outras crianças de diferentes idades para brincar.

ENTREVISTA MARIA AMéLIA PEREIRA

J .Macêdo está lançando a marca Dona Benta Sítio do Picapau Amarelo e, dentro do compromisso social e ético que norteia a sua história

empresarial, optou por não fazer publicidade dirigida às crianças, mas, sim, às mães. Com a mensagem “para pais e filhos serem crianças juntos”, o marketing da campanha é focado em carinho, dedicação, tradição, nutrição, família, diversão, alegria e na força da cultura brasileira em seu diálogo global, tão bem expressa na clássica obra infantil e juvenil do escritor Monteiro Lobato.

A decisão pela valorização do brincar leva em consideração a redução do espaço e do tempo de brincadeira na infância, situação que se traduz em um dos mais graves e urgentes problemas contemporâneos. Problemas estes, que precisam ser superados diante da crise de significados, que reduz a expectativa da qualidade de vida das pessoas

e ameaça levar à exaustão os recursos naturais do planeta.

Com a finalidade de contribuir para a reflexão das famílias sobre essa questão, que é de toda a sociedade, a Diálogo publica esta entrevista com a educadora Maria Amélia Pereira, a Peo, baiana que há 25 anos desenvolve um reconhecido trabalho de defesa do espaço da natureza, como habitat da criança; e do brincar, como a linguagem universal da cultura da infância.

Peo e a equipe de educadoras da Casa Redonda Centro de Estudos trabalham com crianças de diferentes classes sociais e de diversas idades, que passam as manhãs conhecendo e se reconhecendo através das brincadeiras. Esta prática acontece na cidade de Carapicuíba, onde moram aproximadamente 500 mil pessoas, na região metropolitana de São Paulo.

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Page 12: Receitas Da Tia Nastacia

motivar as crianças a se interessarem pelo brincar criativo?Peo. A tecnologia está aí, as crianças são bombardeadas pelas mídias e pela sociedade de consumo. Não vejo como reverter esse tipo de influência sem o desenvolvimento, no adulto, de uma consciência que entenda a cultura da infância como uma etapa particular do processo de iniciação do humano. Não há dúvida de que os meios de co-municação de massa são instrumentos importantes do nosso tempo, criados pela inteligência humana, mas é preciso que eles sejam usados de uma forma inteligente a serviço do homem, e não como armas manipuladoras, que tornam o homem seu objeto e não sujeito. Há uma ilusão de que a criança apreenda o conhecimento através de equipamentos dotados de informações lineares e discursivas. Por exemplo, se queremos realmente que a criança ve-nha a ser um adulto consciente sobre a questão ambiental do nosso tempo, ela tem que ter experimentado corpo-ralmente o contato com a terra, com a água, com o fogo, com a natureza. A criança não prescinde da experiência. Ela processa o conhecimento através da exploração concreta dos elementos que chegam até ela. A apreensão efetiva da educação ambiental precisa ir além do discurso. Assim como os demais tipos de conhecimento. Penso que está na hora de reprogramarmos também o anacronismo educacional, que segre-ga as crianças por idade. Isso destrói a riqueza do processo de troca de experiências vivas e de aprendizagens reais, porque elas são significativas en-quanto contato humano. A brincadeira envolvendo diferentes idades realiza aprendizagens que compõem um acer-vo significativo de conhecimentos, que ultrapassam muitas vezes em qualidade o currículo desenvolvido por nossas es-colas de educação infantil. A linguagem da infância é a experiência e isto exige um tempo próprio.

Diálogo. De que maneira a descon-sideração desse tempo repercute na educação?Peo. Estamos assistindo ao equívoco de pais e educadores no entendimento de que informação é conhecimento. Esta falsa impressão tem levado muitas famílias e escolas a pensarem que bo-tando um computador na mão de uma criança, garantem seu desenvolvimento

intelectual. Isso não é bem assim, por-que o excesso dessas vivências diante da tela, além de aprisionar o corpo da criança, que essencialmente prima pelo movimento para ter saúde física, priva-a do contato com parceiros em brincadeiras que dinamizam vivências com conteúdos a serem incorporados de forma pertinente à sua fase de desenvolvimento. Além do que, há programas que lidam com questões que ultrapassam a capacidade da criança de elaborá-las com equilíbrio, produzindo, assim, intoxicações tanto emocionais como mentais, que alteram comportamentos em seu processo de aprendizagem. Uma tela de televisão atrai bastante qualquer criança. Ela emite a luz e o movimento, que são dois

aspectos que geram fascínio. Agora, o que está por trás daquela luz é uma outra questão. Na minha experiência de quase 25 anos com crianças entre 2 a 7 anos que têm contato com esses equipamentos, mas têm também a oportunidade de freqüentar um espa-ço de educação onde a natureza está muito presente, é um fato a preferência pela natureza e pelos companheiros para brincar, em detrimento do uso de televisão ou computador. Então, devol-ver à criança a natureza, que é sua casa, é fundamental. Inclusive porque ela precisa utilizar um corpo no qual estão presentes todos os verbos a serem expe-rimentados: braços e pernas precisam se articular enquanto sobem e descem das árvores, fortalecendo a musculatura em tempo de crescimento dos ossos. Além disso, nas vivências significativas de vínculos afetivos, que vão sendo construídos através das brincadeiras, a oralidade prima pela sua presença importante para o posterior processo

de aprendizagem da leitura e da es-crita em seu devido tempo. A criança que não tem espaço nem tempo para brincar está sendo privada da criação de vínculos significativos em relação à vida, porque somente aquilo que é experimentado passa realmente a ser incorporado como conhecimento.

Diálogo. E o que nós adultos temos a aprender com isso?Peo. A criança traz para nós adultos o sentido da essencialidade do ato, sem qualquer complicador intelectual. Uma criança vê e escuta literalmente aquilo que está vendo e ouvindo. Por isso, o cuidado sensível e atento que o adulto deve ter em relação ao que expõe para a criança ver e ouvir. Se queremos construir uma humanidade consciente e sensível, temos que come-çar a observar a nós mesmos, adultos, porque as crianças seguem o exemplo com o qual estão em contato. Esta é a nossa responsabilidade como adultos em relação às crianças. Sejamos, antes de tudo, nós mesmos. É isso que elas esperam de nós. A nossa verdade, seja ela qual for. Porque a dualidade do dis-curso e da vida emite uma mensagem que desequilibra a criança. Certa vez, uma criança, observando um adulto an-dando sobre uma esteira de ginástica, perguntou: “por que você está andando sem andar?” A criança é assim, ela vê a cena e conclui em palavras o movi-mento que ela percebe. Estas mesmas crianças que são capazes de observar nos trazem perguntas que muito de nós deixamos de nos perguntar, por exemplo: Existe o infinito? Onde o mundo acaba? O que vem primeiro o medo ou o receio? Quem fez Deus nascer? Deus tem mãe? Outro dia, uma criança chegou para mim com uma vela na mão e me disse que queria fazer um “castissol”. Ora, é muito mais adequado e bonito um “castissol” para botar uma vela do que a palavra castiçal.

Diálogo. E muito mais luminoso também.Peo. Exato. “Castissol” é mais próximo do significado de um objeto que conte-nha a presença do fogo. Acho fantás-tica a capacidade que a criança tem de expressar corretamente aquilo que ela vê, que transcende muitas vezes o que nós adultos estamos vendo. A criança pensa por analogia, ela reconhece pelas semelhanças, que é o primeiro passo

para um conhecimento científico. Por isso, dizia Albert Einstein, “brincar é a mais elevada forma de pesquisa”. Pois bem, é esta a leitura que nós adultos estamos convidados a fazer neste sé-culo XXI, sobre a cultura da infância. A criança aponta para um repensar de nossa humanidade. É um embrião humano que nela se expressa. Daí sua importância vital.

Diálogo. Os esforços de afirmação da urbanidade brasileira afastaram as crianças da convivência com os mi-tos da cultura popular, dentre eles o Saci-Pererê. Com o esgotamento das

Se queremos construir

uma humanidade consciente e sensível, temos que começar a observar a nós mesmos, adultos, porque as crianças seguem o exemplo com o qual estão em contato.

Somente aquilo que é

experimentado passa realmente a ser incorporado como conhecimento.

mega-cidades, estaríamos dispostos a construir uma consciência de que o equilíbrio social e ambiental passa por uma relação mais estreita com as referências originadas na cultura rural e na natureza?Peo. Tenho convivido com populações de periferia, muitas delas recentemente advindas do meio rural, que trazem ainda intactos os elementos da cultura popular de sua região. Percebo, na relação com essas pessoas, que dentro delas está parte significativa de uma cul-tura ainda viva, que permanece como alimento inestimável para sua sobrevi-vência nas grandes cidades. Acredito que a salvação, inclusive de nossas cidades, está nessa cultura encoberta no presente, mas guardada por essas populações que ficaram à margem do processo de desenvolvimento urbano. Essas pessoas detêm, hoje, a riqueza da diversidade cultural brasileira, que precisa ser urgentemente conhecida e reconhecida para que nosso País dê o salto necessário a uma educação capaz de legitimar o nosso povo e nossa cul-tura, criando a identidade distintiva do Brasil. Sinto que essa ponte da educa-ção brasileira com a cultura popular tem

a mesma qualidade transformadora da ponte que precisa ser feita da nossa educação com o conceito da cultura da criança. Ambas trazem o que temos de essencial na experiência humana. Além disso, o Brasil tem uma característica fundamental que nos difere um pouco de outros países, que é o fato de contar com duas palavras, para significar o universo da infância: brincar e jogar. A palavra brincar me parece traduzir mais apropriadamente a essência do “fazer” da criança do que o jogar, única pala-vra presente no vocabulário de outras línguas. Não é em vão que a língua portuguesa faz esta distinção.

Diálogo. A palavra jogo pressupõe a existência de alguma regra...Peo. O que não acontece com a palavra brincar. Por isso, quando distinguimos o jogo da brincadeira como língua, estamos apresentando uma qualidade da essencialidade do brincar no sentido pleno da espontaneidade e da liberda-de. É importante termos esse sentido na própria língua, porque é por meio da língua que pensamos, que vivemos e nos distinguimos. Não é à toa que a cultura popular chama de brincantes

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Page 13: Receitas Da Tia Nastacia

aqueles mestres que desenvolvem seus folguedos, isto é, suas brincadeiras. Se conseguirmos juntar o brincar da infância com a figura do brincante da cultura popular, teremos dois pilares de grande valor para a reorganização educacional e social que estamos nos devendo, porque eles fazem parte de uma mesma raiz: a necessidade de expressão humana em sua verdade, singularidade e diversidade.

Diálogo. Se o brincar socializa, ajuda na formação da sensibilidade, na prepa-ração para a vida, na inserção da criança na memória coletiva, no experienciar a relação espaço e tempo, enfim, no de-senvolvimento emocional, social, físico e mental, a que Estatuto pode se dizer que pertence a brincadeira?Peo. Eu diria que a brincadeira perten-ce à dimensão do sagrado. O sagrado enquanto segredo, enquanto mistério da vida presente em cada ser humano que se inicia neste planeta. O brincar sagra a vida porque dá sentido ao que está sendo vivido. É a expressão livre, espontânea e imprevisível do humano. É o exercício de sua liberdade e, por isso, a seriedade do ato de brincar. O brincar é muitas vezes entendido como um tempo perdido, como um não-fa-

zer-nada. Aí está um grande engano, pois brincar não é entretenimento. Brincar é um processo de conhecimento que se realiza dentro de um estado de alegria, pela característica da presença da liberdade que é própria dele. Não há um gesto do brincar que seja aleatório. Há sempre um significado profundo re-fletido no brincar, para quem aprende a olhar e escutar a criança. O ser humano nasce dotado desse recurso extraordi-nário de inaugurar a vida brincando,

e essa inauguração é o que possibilita que ele se situe como um ser único e verdadeiramente humano. Schiller, um escritor alemão, diz que o “homem só é inteiro quando brinca, e é somente quando brinca que ele existe na com-pleta acepção da palavra homem”.

Diálogo. Temos no lúdico um elemen-to de ligação de todas as faixas etárias. Na infância, a ludicidade se manifesta naturalmente até que, a partir de uma certa idade, é posta de lado, por pressão dos padrões sociais estabelecidos. Esta-ria, assim, a brincadeira e o jogo na base de toda a experiência humana?Peo. Digo sempre que o brincar é a iniciação humana ao processo cria-dor. Quem tem a chance de brincar certamente torna-se um adulto mais criativo, porque tem em sua memória a presença da alegria. Gosto dos poetas porque eles me ajudam na compreen-são do que seja o brincar. No poema O Guardador de Rebanho, de Fernando Pessoa, há um trecho em que ele diz: “Ao anoitecer brincamos as cinco pe-drinhas / No degrau da porta de casa / Graves como convém a um deus e um poeta / E como se cada pedra fosse todo o Universo / E fosse por isso um grande perigo para ele / Deixá-la cair no chão”.

Está aí uma síntese extraordinária entre Deus, o Poeta e a criança brincando.Diálogo. A brincadeira também faz parte da vida das aves, dos peixes e dos animais. É bonito ver um gato, um cabrito, um pássaro, um peixe, enfim, os bichos brincando por instinto para aperfeiçoar suas habilidades. O que é que distingue a brincadeira de criança da brincadeira dos bichos?Peo.Um macaquinho quando brinca com a macaca certamente está criando seus vínculos e aprendendo a se rela-cionar com os meios de sobrevivência de sua espécie. Assim como nos demais animais, instintivamente as aprendiza-gens para sobrevivência e seus vínculos são estabelecidos. Entretanto, o brincar humano traz uma nova complexidade que por certo extrapola a dimensão apenas instintiva animal. A criança humana é dotada de uma liberdade criadora que permite reinventar, a cada momento, as suas brincadeiras, o que se traduz na infinidade de movimen-tos de seus brinquedos, aspectos que têm a ver com a memória biológica e psicológica da espécie, assim como de sua hereditariedade. Mas a criança tem também a possibilidade intrínseca de poder dar, em qualquer momento, um salto novo na reorganização desses fatores genéticos, inaugurando novos “conseguimentos” na evolução do de-senvolvimento humano. As brincadeiras das crianças se ligam a conhecimentos que extrapolam a condição dos animais, porque se inserem em conhecimentos que marcam uma história, no tempo e no espaço, de conquistas humanas, resultando algumas brincadeiras de vestígios de rituais e cultos vividos por outras gerações, que as crianças se apropriam como seus brinquedos. É o caso, por exemplo, da pipa, do pião e da perna de pau.

Diálogo. Essa rememória dos passos da perna invisível cultural é muito co-mum com relação a instrumentos que eram usados como arma e que viraram brinquedos, como o bumerangue, o ioiô e a espada.Peo. ,Ao privar a criança das brincadei-ras, a sociedade desloca também esse ser da sua ancestralidade. Essa memória está no corpo e uma vez vivenciada ela pode ser integrada de uma nova ma-neira. Todo menino pega num pedaço de pau e logo o traduz numa espada, em algo que o mobiliza para enfrentar

o outro, seja numa briga real seja numa brincadeira. Atacar e defender são dois movimentos muito presentes nas brin-cadeiras infantis, principalmente dos meninos, e que reportam a vivências remanescentes, talvez, de um estágio de sobrevivência humana. Refazer este caminho pode ser uma das característi-cas das brincadeiras, além de expressar também o exercício de sua necessidade de contatar o outro, descobrir sua força, confrontar os monstros que ocupam o seu imaginário, expor-se a uma infinidade de situações através das brincadeiras. Nelas, os conflitos vividos passam a ser aprendizagens significativas que se incorporam como experiência no desenrolar do desenvol-vimento infantil.

Diálogo. Assim como a brincadeira, a fantasia e o sonhar fazem parte do mundo da leitura, na infância. Muitas mães e pais têm procurado oferecer

aos filhos, em casa, livros que orientam o entendimento, como acontece na escola. Esse é um bom caminho para a educação plena ou livro bom para crian-ça é o que deixa que ela fique livre para entender o que quiser, o que estiver ao alcance da sua curiosidade?Peo. Acredito que o melhor livro para criança é aquele que não é pensado para ela, mas o que expressa a relação do ser humano com o mundo na sua forma mais verdadeira. Observo hoje esta onda do politicamente correto na literatura infantil, como o mundo adulto trazendo mais um complicador para nossas crianças. Isto vem se fa-zendo, na maioria dos casos, sob uma forma literária reducionista, que além de empobrecer a infância com um con-teúdo discursivo moralizador, abafa a possibilidade da criança de se apropriar do mundo que lhe está à volta, de uma forma direta e vivencial, permitindo a

ela olhar o que lhe está do lado de fora, através de sua imagem interna, aquela que lhe dá as condições necessárias de elaborar a seu modo e dentro de suas possibilidades o que para ela tem significado para o seu crescimento. As crianças da Casa Redonda costumam pedir aos professores que lhes contem “historias de boca”, isto é, aquelas histórias que carregam um imaginário rico, porque pautado na experiência humana em sua essência.

Diálogo. Observando bem, os grandes clássicos da literatura infantil não foram escritos para criança. Robinson Crusoé, Pinóquio e tantas outras histórias ma-ravilhosas foram criadas por pessoas que tinham a necessidade de contar aventuras. Mesmo nas obras de autores como Jonathan Swift, que fez Viagens de Gulliver, e Monteiro Lobato, autor do Sítio do Picapau Amarelo, que inventa-ram uma literatura para, na condição de adultos, dizerem coisas às crianças pelo mundo da fantasia, o que prevalece é a honestidade do propósito. Seria esse o tipo de sinceridade que a criança espera encontrar nos livros?Peo. Creio que sim. Temos que fazer chegar à criança o melhor da criação humana, aquela que acrescenta à nossa alma o grande mistério da vida e nos torna sensivelmente mais humanos, solidários e fraternos. Incluo nessa lite-ratura da oralidade os mitos e as lendas dos povos. As crianças gostam de ouvir uma historia bem contada oralmente, onde não se estampam graficamente para elas as formas estereotipadas que caricaturam determinados perso-nagens, com os quais elas deixam de poder imaginá-los e transformá-los de acordo com sua vivência interna. Sem esta interação, sem que o espaço para esta conversa entre o imaginário da criança e o imaginário do autor se dê de uma forma espontânea, a literatura fica devendo à criança e ao próprio autor. A literatura deve entrar no mundo da criança como entra uma brincadeira. Como diz a educadora Lydia Hortélio: “não se deve brincar para aprender. Deve-se brincar para ser feliz”.

Diálogo. A criança que não tem a chance da brincadeira criativa e da leitura tende a ser mais inquieta, mais afeita à violência, ou não há uma rela-ção direta com isso?Peo. Na nossa experiência da Casa Re-

Brincar é um processo

de conhecimento que se realiza dentro de um estado de alegria, pela característica da presença da liberdade que é própria dele.

A literatura deve entrar no

mundo da criança como entra uma brincadeira.

Quem tem a chance de brincar

certamente torna-se um adulto mais criativo, porque tem em sua memória a presença da alegria.

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donda, a criança tem a natureza como o seu chão e o brincar é considerado o movimento natural das crianças entre 2 e 7 anos, acompanhado pelo olhar e a escuta sensível dos adultos. Podemos afirmar que momentos de confrontos existem, mas eles ocorrem num índice muito inferior à agressividade hoje presente nas nossas escolas, onde as crianças dispõem de espaços pequenos, idades seriadas e atividades definidas por um currículo planejado para 30 ou mais crianças ao mesmo tempo. Esta condição de aprisionamento das crian-ças em espaços que não lhes permitem brincar movimentando seus corpos em crescimento, seja nas escolas, seja nas suas casas, é um dos fatores de-terminantes do aumento da agitação e da agressividade infantil. Dadas as condições dessa redução de espaço, é mais cômodo para as famílias, para as escolas e para a própria sociedade colocar as crianças frente à televisão e ou computadores, como um meio de anestesiá-las corporalmente. Assim, elas ficam quietas, não perturbam o

ambiente. São capazes de passar horas a fio defronte da tela por ausência de alternativas. O resultado muitas vezes é que ao sair desta situação fisicamente inerte, frente à tela, mas mobilizada pela adrenalina das imagens televisivas e dos jogos eletrônicos, a criança pode vir a desenvolver uma descoordenação de seus gestos e um congelamento de suas emoções, como reflexo da falta de experiência do uso do próprio corpo.

Diálogo. Em algum momento a crian-ça deve passar a receber uma educação formal. Como os pais podem saber o momento ideal para isso acontecer?Peo. Considerando que o brincar é o processo natural de apropriação do mundo que está à sua volta, eu diria que as crianças deveriam ter, pratica-mente, 100% do tempo delas brincan-do, principalmente na primeira infância. A criança brinca porque se desenvolve e se desenvolve porque brinca. Esta é sua lei. O ser humano é um aprendiz nato. Basta olhar uma criança brincando que você observa os desafios que ela mesma

educativa ganhou uma espécie de pe-dagogia do múltiplo. Em que essa varie-dade de “educadores” pode influenciar na função social do brinquedo e como a cultura da infância está reagindo diante dessa realidade?Peo. Bem, sou uma pessoa otimista, mas realista. O que estamos assistindo nesse momento na maioria das cidades brasileiras é um abalo no cerne da alma da criança, face às transformações ace-leradas que estão ocorrendo no meio da família, da escola, da sociedade como um todo, fruto de um movi-mento de ajustamento de equilíbrio de uma civilização que, ao separar o homem de sua natureza, o conduz a uma visão fragmentada de si próprio e do mundo, priorizando o verbo ter em detrimento do verbo ser. Esta visão descompensada, em sua clara adesão a uma visão racionalista e materialista do mundo, excluiu de suas considera-ções a natureza como um organismo vivo, a mulher como sujeito sensível e não simples objeto, e a criança é vista como algo a ser estimulado e plasmado pelo adulto através de uma educação cognitivista que rapidamente deve inseri-la no sistema de produção e mercado. Nesse cenário, a cultura da infância é posta na invisibilidade até como reflexão e, conseqüentemente, o brincar como valor de uma cultura é excluído da maioria das famílias e das escolas e a criança passa a fazer parte de um bombardeio de receitas educa-cionais, onde o bom senso de alguns pais e educadores foi desaparecendo, enquanto a fantasia, a espontaneidade e a sensibilidade passam ao largo das atenções.

Diálogo. E o que fazem as crianças diante desta situação, já que não têm meios para elaborar o que está se passando? Peo. O que elas fazem? Elas se rebelam com seus gritos, sua agitação, sua ina-dequação aos métodos. Muitas delas adoecem, somatizando a ausência de um olhar e uma escuta mais atenta à sua infância. Elas apenas querem ser, mas são subordinadas a uma condição de ter coisas, na medida em que vêm sendo transformadas perversamente em objetos de consumo sob um apa-rato sofisticado de nossos meios de co-municação. Tranqüilizantes estão sendo prescritos juntamente com os rótulos que elas estão recebendo quando que-

rem se rebelar a essa situação. Quando elas se vêem acuadas, recolhem-se, entristecem-se e são encaminhadas para processos terapêuticos, de onde retornam para os mesmos ambientes que as adoeceram, carregando o estig-ma de crianças-problemas. Não é fácil quando um menino de quatro anos chega para você e diz: “Eu queria tanto ser um gato”. ”Meu filho, você queria ser um gato?” “Eu queria”. “Por quê?” “Porque eu queria ter um dono”. Esta

criança esta sinalizando de viva voz um recado para nós adultos. Ou quando, uma outra criança, frente à mãe nervo-sa, estressada pela vida, pede a ela: “Se você não brincar comigo, me mande de volta de onde eu vim!”.

Diálogo. A senhora falou que é otimis-ta, mas realista. Esta é a parte realista. Qual a otimista?Peo. As mensagens das crianças são várias para os ouvidos que sabem ouvir e para os olhos que sabem ver. Venho observando aqui e ali sinais de uma sociedade que tem tomado consciência de que algo está desviado de seu cami-nho de saúde e que, se houve uma faixa do desenvolvimento humano das mais prejudicadas por este momento crítico, foi a infância. Tem muita gente que já está escutando esse grito das crianças e dos jovens no Brasil e se movendo para fazer alguma coisa. Tenho visto pais pedindo às escolas que, por favor, deixem seus filhos brincarem em paz em espaços que não prescindam da natureza. Pais que já possuem uma visão aguçada sobre a inadequação dos chamados brinquedos pedagógicos e das chamadas brinquedotecas. Estes pais e alguns educadores já percebem que o brincar não se adequa a horários marcados e a programas que delimitem brinquedos e brincadeiras a objetivos didáticos. O espontâneo não se con-fina a grades curriculares da educação infantil. Se o brincar for colocado para aprender alguma coisa, imediatamente ele deixa de ser brincar; ele perde sua característica de possuir uma finalida-de em si mesmo. Graças a Deus esta consciência vem aflorando no olhar dos adultos, que começam a perceber que brincar é, antes de tudo, afirmar a vida. Se esse tipo de compreensão dos pais e educadores continuar se ampliando, e acredito que vai continuar pois é irre-versível este caminho, poderemos estar no limiar de uma mutação importante para a civilização, uma vez que, se a cultura da infância desaparecer, se nesta iniciação ao humano não prevalecer a liberdade do brincar, estaremos pondo em perigo a sobrevivência de nossa espécie. Então, o empenho de todos nós para fortalecermos a cultura da criança é, na verdade, apostar em nossa humanidade constituída de seres que vêm ao mundo essencialmente para expressar a alegria de viver e não apenas sobreviver. n

A criança brinca porque

se desenvolve e se desenvolve porque brinca. Esta é sua lei.

Se o brincar for colocado

para aprender alguma coisa, imediatamente ele deixa de ser brincar; ele perde sua característica de possuir uma finalidade em si mesmo.

vai construindo para dar um novo passo em resposta às suas necessidades e seu desenvolvimento. Nenhum educador é capaz de construir um programa de atividades melhor do que aquele que a criança cria para si mesma enquanto brinca.

Diálogo. Que a racionalização sobre a infância é uma construção social não há muito que discutir. Mas é possível dizer que existe mesmo uma cultura da infância, algo que caracterize aspectos da vida coletiva da criança?Peo. Existe, sim. Compreendo a cul-tura da infância como uma maneira particular do “ser criança” se apropriar do mundo, que é diferente da cultura do adulto. Nesse sentido, o brincar é a língua comum dessa cultura, a sua manifestação concreta e universal. Os objetos que ocorrem nessa cultura po-dem ter representações diversificadas, mas se tornam iguais na relação com a criança. Fiz uma pesquisa sobre a pipa, que é um brinquedo que sempre me tocou muito e que me fez indagar sobre a relação céu e terra. De tanto encontrar formatos variados nas diversas regiões brasileiras, um dia eu perguntei a um menino porque as pipas, as arraias, os papagaios, as pandorgas diferiam tanto de uma região para outra. Ele, muito calmo, respondeu que em cada lugar o vento é diferente. Quer dizer, a pipa é diferente porque existe uma relação desse brinquedo com um elemento da natureza e o menino sabe disso; ele sabe pela experiência que a geografia do lugar traz, por uma particularidade no desenvolvimento da brincadeira. Acredito que há um elo vivo que apro-xima meninos distantes, de diferentes lugares do mundo, meninos que são mobilizados para uma mesma brinca-deira, que são capazes de reinventar gestos novos, que afirmam a presença desta cultura viva que é a infância.

Diálogo. Em termos de construção social, existe uma nova infância que se desenvolve em um mundo onde os absolutos entraram em estágio de desaparição. A educação, antes uma atribuição da família, da escola e da igreja, hoje é feita também pelas redes sociais e pelos meios de transmissão de informações e de comunicação. Independentemente da consciência que esses agentes possam ter ou não das suas responsabilidades, a dimensão

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Concurso interno Contação de BrincadeirascULTURAL AÇÃO

Qual brincadeira marcou sua infância?

incentivando o resgate das brincadeiras tradicionais, que fazem parte de nossa cultura e promovem uma infância saudável como a de Pedrinho e Narizinho no sítio do Picapau Amarelo, a J.Macêdo lança o concurso Contação de Brincadeiras.

Exemplo de cupom preenchido

CONCURsO CONTAÇÃO DE BRiNCADEiRA

NOME: Joana da Silva PereiraMATRÍCULA ou CPF: 225856( ) URN ( X ) Unidade Fabril ( ) CD

QUAL: Simões Filho

NOME DA BRINCADEIRA: Cabo de GuerraDESCRIÇÃO DA BRINCADEIRA: Duas equipes de crianças alinham-se, com os jogadores uns atrás dos outros, segurando cada lado metade de uma corda dividida igualmente entre ambos. Dado o sinal, começam a puxar a corda. Ganha a turma que se apossar dela toda, ou que houver conquistado a maior parte da corda depois de um período de um ou dois minutos.

POR QUE MARCOU SUA INFÂNCIA: Brincávamos nas férias, na casa do meu avô, e ele costumava amarrar um saco de Pirulitos Zorro no meio da corda, então a equipe que ganhava a brincadeira ficava com o prêmio e se fartava de pirulito. Era uma delícia.

Amarca Dona Benta Sítio do Picapau Amarelo estimula pais e filhos a serem crianças

juntos, incentivando uma infância sau-dável, criativa e lúdica como a de Pe-drinho e Narizinho, no Sítio criado por Monteiro Lobato. E para ser criança, é preciso brincar. Com isso em mente, a J.Macêdo convida você a voltar à in-fância e contar qual era sua recreação preferida, através do concurso interno Contação de Brincadeiras.

O concurso tem o intuito de resga-tar os jogos, brinquedos e folguedos tradicionais, que fazem parte da cultu-ra brasileira, com as especificidades de cada região do País. Pipa, papagaio, arraia ou pandora? A diversão é ga-rantida, mas em cada local, a mesma brincadeira pode ter nomes, regras e formatos diferentes. E tudo isso é passado de geração para geração, por meio de uma rica tradição oral.

O prêmio é um presente para você e seus filhos: em cada unidade fabril, URN e CD será sorteada entre os participantes do concurso uma coleção com nove livros repletos de histórias do Sítio do Picapau Amarelo. A coleção contém os livros infanto-juvenis já reeditados pela Editora

Globo, que, desde 2007, ano em que se comemorou o 125º aniversário de nascimento de Monteiro Lobato, vem dedicando-se à reedição da obra completa do autor.

Leia o regulamento e participe! Aproveite para ensinar aos seus filhos as brincadeiras que marcaram a sua infância.

A importância de brincar

Brincar de amarelinha, enchendo de riscos de giz a calçada de casa. Pular corda, repetindo cantigas que dão ritmo à diversão. E aquele fute-bol de botão sagrado, com o time do coração representado pelas pecinhas coloridas? Brincar não é só diversão: os especialistas concordam que é o momento que as crianças – e por-que não os adultos? – utilizam para aprender, para se preparar para a vida adulta, para lidar com os colegas, com os conflitos, com a mediação. Criança que não brinca, tem o desen-volvimento comprometido e tamanha é a importância do ato de brincar, que ele é considerado um direito, previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente.

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TO

Regulamento do ConcursoO Concurso Contação de Brincadeiras tem o objetivo de

incentivar a cultura e o gosto pela leitura entre nossos funcio-nários, terceiros, aprendizes, estagiários e suas famílias, além de promover o resgate de brincadeiras tradicionais, que fazem parte de nossa cultura e promovem uma infância saudável como a de Pedrinho e Narizinho no Sítio do Picapau Amarelo.

O Concurso espera reunir uma grande quantidade de informações sobre brincadeiras e jogos infantis de todos os tempos, que podem ser encontrados com os mais diferentes nomes e formatos dependendo do local do Brasil onde forem descritos.

PremiaçãoEm cada Unidade (fábricas, escritórios, URNs e CDs) será

sorteada 01 coleção com 09 livros de Monteiro Lobato, repletos de histórias do Sítio do Picapau Amarelo. A coleção contém os livros infanto-juvenis já reeditados pela Editora Globo.

Como ParticiparA participação se dará através do preenchimento de cupom

promocional onde devem constar as seguintes informações: Nome do funcionário, matrícula ou CPF, local onde trabalha

(fábrica, escritório, URN ou CD), cidade, estado; Nome da brincadeira; Breve descrição desta brincadeira; Por que marcou sua infância.

Além do cupom encartado na Revista Diálogo, todas as fábricas, escritórios, URNs e CDs receberão os cupons promo-

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cionais, que deverão ser devidamente preenchidos e depositados em urnas do Concurso disponíveis nos RHs de nossas Unidades e na área adminis-trativa das URNs e CDs.

Cada colaborador poderá parti-cipar com quantos cupons desejar, desde que cada um deles descreva uma brincadeira diferente. Cada par-ticipante só poderá ser contemplado uma única vez.

Os Coordenadores de RH das Uni-dades fabris, os Assistentes de Vendas das URNs e os Coordenadores de Lo-gística dos CDs serão os responsáveis pelo sorteio.

Os sorteios deverão ocorrer em data e horário posteriormente di-vulgados pela área de Comunicação Interna.

Da Apuração Os ganhadores serão anuncia-

dos a viva voz no momento de cada sorteio e comunicados sobre sua pre-miação no prazo de até 20 dias úteis, contados a partir da data do sorteio, por meio de telegrama e/ou e-mail.

A divulgação do nome dos ganha-dores da promoção será feita através da Revista Diálogo, de cartaz nos

quadros de Comunicação Interna e e-mail interno, após o sorteio.

Qualquer pessoa, concorrente ou não, poderá assistir à apuração no dia e local do sorteio.

DesclassificaçãoO cupom sorteado que não esteja

preenchido conforme instruções do regulamento será automaticamen-te desclassificado, sendo o prêmio transferido para o próximo sorteado, dentro das condições válidas.

Serão sumariamente excluídos os participantes que cometerem qualquer tipo de fraude, ou que pra-tiquem conduta que possa alterar o resultado da promoção, devidamente comprovada, sem exclusão das pena-lidades cabíveis.

Local de Entrega dos Prêmios

Os prêmios serão entregues no RH de cada Unidade e/ou na área admi-nistrativa das URNs e CDs, devendo cada ganhador apresentar no ato do recebimento o seu CPF, e assinar um Termo de Quitação e Entrega de Prêmio.

O ganhador que tiver local de trabalho diferente do de sorteio deverá entrar em contato com o RH para combinar a melhor forma de recebimento.

Procedimentos de Entrega dos Prêmios

Todas as despesas e taxas referen-tes à entrega dos prêmios correrão por conta da J.Macêdo.

Não sendo encontrado qualquer um dos ganhadores, o prazo para reclamar o prêmio concedido por lei é de 180 dias, contados a partir da data da apuração. Caso o contem-plado não entre em contato com a J.Macêdo nesse período, perderá direito ao prêmio, sendo o mesmo doado a uma instituição carente da região, a ser determinada pela J.Macêdo.

Não será permitido ao ganhador trocar seu prêmio por qualquer outro produto, nem mesmo por dinheiro.

Divulgação da Promoção A divulgação desta promoção

poderá ser feita por qualquer um dos meios de comunicação interna da J.Macêdo: Revista Diálogo, quadro de Comunicação Interna, portal, e-mail, wallpaper, banners etc

Disposições GeraisA distribuição dos prêmios é gra-

tuita, não cabendo nenhum ônus aos contemplados.

Os ganhadores autorizam, desde já, como conseqüência da conquista dos prêmios, a utilização de seus no-mes, imagens e conteúdo do cupom durante 06 meses após o sorteio, em qualquer um dos meios escolhidos pela J.Macêdo, sem nenhum ônus para a J.Macêdo.

As dúvidas não previstas neste Regulamento serão julgadas por uma Comissão composta por 3 membros, representantes da J.Macêdo - UEC.

Ao inscreverem-se nesta promo-ção, os participantes estão concor-dando automaticamente com todos os termos deste Regulamento.

© TVG

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Um mix do que acontece na J. Macêdo em todo o Brasil

MisturaFina

sorriso garantidoOs funcionários de J.Macêdo e seus de-pendentes em todo o Brasil contam com mais um benefício: o plano de assistência odontológica da Odontoprev. Aproxima-damente 70% dos funcionários aderiram ao plano, que oferece uma rede creden-ciada com cerca de 14 mil cirurgiões-den-tistas de diversas especialidades em todo o País. Para mais informações, acesse o site www.odontoprev.com.br ou ligue para 0800 �02 �000.

Petybon com os melhores chefsA marca Petybon Grano Duro foi pa-trocinadora da 5ª edição do Festival São Paulo Bom de Mesa, realizado en-tre 26 e 31 de agos-to, não só na capital paulista, mas tam-bém nas cidades de Campos do Jordão e Valinhos, no interior. No festival, 12 dos mais renomados chefs brasileiros criaram um cardápio especial, em homenagem aos 100 anos da imigração japonesa.

J.Macêdo na ABADOs recentes lançamentos de J.Macêdo tiveram sua divulgação reforçada na 28ª edição da ABAD (Convenção Anual do Atacadista Distribuidor), realizada em Curitiba, entre os dias 11 e 14 de agosto. O estande da J.Macêdo foi muito visitado ao longo do evento que, segundo a organização, contou com a presença de cerca de 33 mil pessoas.

Dona Benta em novo siteUm belo livro de receitas interativo abre-se, dando as boas vindas aos internautas no novo site da Dona Benta na in-ternet (www.donabenta.com.br). Com mais conteúdo e visual renovado, o site oferece uma grande variedade de receitas, dicas e um dicionário de termos culinários. Além disso, através da integração a banco de dados, o site fornece informações sobre a empresa, bem como sobre todas as categorias de produtos.

sucesso em todo o BrasilO recipiente para farinha lançado em agosto através de par-ceria entre a marca Dona Benta e a Tupperware é um grande sucesso. As vendas do produto, que permite às donas de casa acondicionar a farinha para suas receitas de forma prática e decorativa, estão superando todas as expectativas. Segundo informações da Tupperware Brands, em oito semanas de co-mercialização foram vendidos 40.874 potes em todo o País. E os pedidos não param de chegar.

Leitura mais gostosaA marca Dona Benta tornou o hábito da leitura ainda mais gostoso para quem visitou o estande da Editora Globo na 20ª Bienal do Livro, em São Paulo. Durante os 10 dias de evento, a Dona Benta ofereceu deliciosos quitutes caseiros aos visitantes, além de distribuir kits de produtos àqueles que compravam no estande.

sETEMBRO/OUTUBRO 2008 | Diálogo | �1www.donabenta.com.br�0 | Diálogo | sETEMBRO/OUTUBRO 2008 www.petybon.com.br

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DvDIndicação de Josimar Pereira de SousaSupervisor de Manutenção – Cabedelo, PB“Indico o filme Mestre dos Mares, que traz muitas lições de liderança. Conta a história do capitão inglês Jack Aubrey (Russel Crowe), na batalha entre a fragata inglesa HMS Suprise e o navio de guerra francês Acheron, durante as Guerras Napoleônicas. Ao longo da batalha, o capitão mostra ser um líder genial e impe-tuoso, ao ter que tomar muitas decisões em momentos difíceis e de perigo, con-duzindo bem a sua equipe. Tanto é um filme interessante, com uma boa história, quanto traz mensagens importantes para o nosso desenvolvimento profissional.” serviçoTítulo: Mestre dos Mares – O lado mais distante do mundo (Master And Commander The Far Side of the World)Preço médio: R$ 21,90Ano: 2004

Leitura, música, passeios, diversão. Dicas de todo o BrasilOLHAQUELEGAL

LivROIndicação de Simone O. Vieira, Secretária da Diretoria – São Paulo, SPSandra Furtado, Vendedora Sênior – Natal, RN“Ao descobrir O Segredo, você entende que o pensamento positivo é fundamental em cada aspecto da sua vida: dinheiro, saúde, relacionamentos, felicidade”, diz Simone Vieira. Sandra Furtado, também indica o livro, que avalia ser “uma leitura de fácil entendimento e muito eficaz no nosso dia-a-dia”.

Uma dica para quem quer relaxar, gosta do contato com a natureza e de caminhadas é participar de trilhas e acampamentos nas serras do Ceará. Faço parte de um grupo que já tem mais de 10 anos de experiência. Nas serras de Maranguape e Aratanha existem mirantes maravilhosos, fontes e nascentes de vários rios e matas úmidas que são resquícios de Mata Atlântica. Em Pacatuba, existem guias que levam ao tradicional Açude Bom Açu, nascente do rio Cocó, e em Maran-guape é fácil conseguir um guia pra levar você à Pedra Rajada (foto), ponto mais alto da serra, com 920m de altitude. Mas se você gosta de curtir mesmo e andar por trilhas bem diferentes, existem grupos especializados em trekking que fazem mais de 50 trilhas diferentes. Basta reservar um domingo, juntar disposição e alguns itens básicos e você pode curtir esse presente da natureza. Os grupos também reali-zam acampamentos de final de semana e até travessias que duram 3 dias. Além de desligar do trabalho, das preocupações, você vai poder exercitar-se, sentir o ar puro e melhor: fazer boas amizades.serviço: Para ter mais informações sobre grupos para passeios nas serras do Ceará, visite o site: www.bichosdomato.com.br.

foto: WikiMediA coMMoNs

PAssEiO sERRAs DO CEARÁIndicação de Rogéria Maria Machado da CunhaRelações com Investidores – Fortaleza, CE

serviçoTítulo: O Segredo (The Secret)Autora: Rhonda ByrnePreço médio: R$ 25,90

Editora: EdiouroNúmero de páginas: 198

D entro de uma empresa, todos são fornecedores e clientes uns dos outros, na medida

em que as atividades desenvolvidas por uma área subsidiam, apóiam e influenciam o trabalho das outras áreas. Neste sentido, quanto mais integração e sintonia entre os vários setores, maior a eficiência de todos e melhores os resultados alcançados. Justamente para ampliar a sintonia, a integração e o alinhamento em toda a J.Macêdo, na busca dos melhores resultados, é que está em andamento a Batalha dos Cem Dias.

A iniciativa surgiu em setembro, cerca de 100 dias antes da virada do ano. Assim, o nome Batalha dos Cem Dias simboliza a disposição de todos que fazem parte da empresa no senti-do de somar esforços e dar o seu me-lhor para que, até 31 de dezembro de

2008, J.Macêdo alcance as metas de-finidas no Prosperar: R$ 117 milhões de Ebtida e R$ 179 milhões de despe-sas operacionais.

No dia 19 de setembro, em São Paulo, profissionais das equipes de planejamento, industrial, trade ma-rketing, administração de vendas, lo-gística e vendas participaram de um workshop coordenado pela Diretoria de Recursos Humanos, com o supor-te das áreas Financeira, de Controla-doria e de Tecnologia da Informação (TI). O evento teve a presença de todo o Comex. Os diretores enfatizaram a importância do alinhamento, coope-ração e integração entre as áreas.

Ao longo do evento, foram mape-ados os impactos que cada área gera para o trabalho das outras e definidos os principais papéis de cada uma de-las. A partir daí, foi estruturado um

plano de ação conjunto, para redu-zir os impactos inter-áreas e ampliar a eficiência dos processos, gerando resultados cada vez melhores para a organização.

A avaliação do evento foi muito positiva. “Conseguimos alcançar uma maior integração e as áreas puderam compartilhar opiniões e buscar solu-ções em conjunto, o que gerou um forte sentimento de cooperação para o alcance de resultados”, afirma An-dreia Leite, gerente de Recursos Hu-manos.

Neste momento, o plano de ação já está sendo implementado e a pró-xima reunião de avaliação será reali-zada em novembro. Faça a sua parte, participando e contribuindo intensa-mente. Até o final do ano, vamos dar o nosso melhor e alcançar as metas do Prosperar. n

Todos juntos na Batalha dos Cem DiasGESTÃOAÇÕES DE

Áreas integradas e soluções conjuntasA busca de uma maior sintonia entre as áreas, bem como a criação de soluções conjuntas que nos levem ao alcance das metas definidas para 2008, é o objetivo da Batalha dos Cem Dias, iniciada em setembro.

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Estratégia de manutenção do conhecimentoPROjETO

Antes da estréia, o ensaio geral

O projeto Germinar, de implantação do novo sistema de gestão integrada da J.Macêdo, está executando a estratégia de manutenção do conhecimento. Trata-se de uma espécie de “ensaio geral”, onde todos os usuários deverão praticar os processos diariamente, consolidando seus conhecimentos antes da virada do sistema .

GERMINAR

O s t re inamentos para usuários do sistema de gestão integrada SAP já foram concluídos. Ago-

ra, é preciso manter e consolidar os conhecimentos adquiridos. Para isso, a Equipe do Projeto Germinar desen-volveu a estratégia de manutenção do conhecimento. Pode-se dizer que se trata de uma espécie de “ensaio geral”, para que todos os atores es-tejam muito bem preparados no dia da “estréia”, ou seja, na virada do sistema, em janeiro de 2009.

A estratégia será aplicada em novembro e dezembro. Em todas as URNs, fábricas, escritórios e centros de distribuição, diariamente, uma porcentagem dos processos que são realizados nos sistemas atuais, passa

a ser simulada também no SAP. As simulações serão feitas num ambien-te semelhante ao ambiente manu-tenção do conhecimento, que os usuários já utilizam hoje. A diferença é que se trata de um ambiente mais completo, com todos os dados sa-neados, permitindo que os usuários executem os processos do jeito que eles vão acontecer na prática.

Um funcionário que dá entrada em ordens de compra no sistema atual, por exemplo, passará a “en-saiar” uma porcentagem dessas ordens de compra por meio do SAP, diariamente. Com isso, ele terá opor-tunidade de familiarizar-se cada vez mais com o novo sistema, pratican-do e consolidando os conhecimen-tos adquiridos nos treinamentos.

Como se trata de simulações, eventuais erros não terão impacto no andamento do dia a dia da Companhia. Outra van-tagem da iniciativa é que ela permitirá a checagem do saneamento de dados, pois, ao simular os processos no SAP, todos os usuários poderão informar caso haja dados incorretos, para que sejam prontamente corrigidos.

“Com esta estratégia, vamos ama-durecer melhor os processos para que quando viremos o sistema, em janeiro, eles já estejam tão entranhados no nos-so cotidiano que esta virada aconteça da forma mais suave possível e com o míni-mo de impactos”, explica o Gerente do Germinar, Humberto da Veiga. A equipe

do Germinar fará o monitoramento das simulações, no intuito de acompanhar o desempenho dos usuários e verificar quaisquer necessidades de adequações de processos no sistema.

Os funcionários que foram convoca-dos, mas não compareceram aos treina-mentos, terão nova chance. A equipe do projeto está organizando novas turmas, em novembro. Os treinamentos serão concentrados na unidade da Lapa, em São Paulo, e na unidade de Fortaleza, no Ceará.

Mais informações sobre a estratégia de manutenção do conhecimento e sobre os novos treinamentos serão for-necidas por meio dos Boletins Germinar, enviados por e-mail aos usuários, bem como através dos Agentes de Mudança de todas as unidades. n

ETAPAS DE IMPLEMENTAÇÃO DO PROJETO GERMINAR:

PLANEJAMENTO

1ANÁLISE E DESENHO

2CONSTRUÇÃO

3TESTE E IMPLANTAÇÃO

4SUPORTE

5

Estamosnesta etapa

Vamos amadurecer melhor os

processos para que quando o sistema virar, em janeiro, eles já estejam tão entranhados no nosso cotidiano que esta virada aconteça da forma mais suave possível e com o mínimo de impactos.Humberto da VeigaGerente do Germinar

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Máquina do tempo

veja quem faz aniversário de tempo de empresa em março e abril - e o que acontecia no Brasil e no mundo quando eles foram contratados

Participe do Tudo AzulSabe aqueles momentos tão especiais que a gente tem vontade de contar para todo mundo? O Tudo Azul é o espaço para fazer isso. Aqui você pode compartilhar com toda a J.Macêdo ocasiões marcantes e conquistas como casamentos, o nascimento de um filho, formaturas ou mesmo sua participação em eventos esportivos e apresentações artísticas. Mande fotos e informações sobre o seu momento especial para o email [email protected] e participe! n

20 anosA Constituição Federal Brasileira foi promulgada em 05 de outubro de 1988, sendo um passo importante para a retomada da democracia no País, depois da ditadura militar. Na-quele mês, passaram a compor a equi-pe da J.Macêdo, José Ricardo Moura Barbosa, em Maceió, José Álvaro de Jesus, em Salvador, e Hélcio Luiz Ri-beiro, em São José dos Campos.

1� anosEm setembro de 1993, o Comité Olímpico Internacional decidiu que os Jogos Olímpicos de 2000 seriam realizados em Sydney (Austrália). Na mesma época, Elizete Silva dos Santos foi contratada para compor o time da J.Macêdo em Salvador. As Olimpíadas seguintes foram realizadas em 2004, em Atenas (Grécia) e 2008, em Pe-quim (China). Em outubro de 1993, o sociólogo Herbert de Souza, o Be-tinho, foi premiado pelo Unicef com o Troféu Criança e Paz, por seu tra-balho à frente

Promulgação da Constituição Cidadã, como chamou Ulysses Guimarães.

TUDOAZULAs nossas datas especiais, aniversários, casamentos e conquistas

Momentos especiais na vida da nossa gente

Presentes da cegonhaA cegonha anda fazendo mui-tas visitas aos funcionários de J.Macêdo. No dia 11 de setem-bro, Tatiana e Célio Dimas de Macedo, que atua na produçãoem São José dos Campos, re-ceberam com muita alegria o pequeno Gabriel (1). Em julho, no dia 05, nasceu o Leonardo (2), para encanto da funcionária Mara Maia, de Fortaleza, e de seu esposo, Sérgio Evangelista. Também em Fortaleza, o funcio-nário Markes Barbosa e sua esposa Daciane Pereira estão felicíssimos com a chegada do Josué (3). Já em Salvador, em 28 de outubro, nasceu o Pedro Henrique (4), filho da fun-cionária Marília Brito Nascimento e de Ademir. Saúde e sucesso para estas belas famílias!

de iniciativas como a Ação da Cidadania Contra a Miséria e pela Vida. Também em outubro de 93, chegaram à nossa empresa Genival Rodrigues dos San-tos, João Oliveira Macedo, Marcos Aurélio Cintra e Leandro Apareci-do Vilera, em São Paulo; Genival Felix dos Santos, José Geraldo Mar-cos, Carlos Alberto Placzkievicz, Carlos Alberto Castilho e José Aparecido Azevedo, na unidade de Jaguaré; Kátia Miyuki Haibara Pi-nheiro, em Barueri e Edimara Santana Gomes, em Salvador.

10 anosA Google Inc., empresa criadora do maior site de busca do mundo, foi

fundada em 27 de setembro de 1998, como resultado de um pro-jeto de doutorado dos então es-tudantes Larry Page e Sergey Brin. Naquela época, passaram a fazer parte da equipe de J.Macêdo: Douglas Vieira Oscar, em Barueri, e Marconi Rosendo Cavalcanti, em São Paulo.

� anosEm setembro de 2003 o Senado aprovou o Estatuto do Idoso, que foi sancionado pelo presidente Lula em outubro do mesmo ano. O estatuto assegura e amplia os direitos dos ci-dadãos com mais de 60 anos. Nestes dois meses, entraram na J.Macêdo: Valdeci Souza de Andrade e Raquel Aparecida Alves de Souza, em Ja-guaré; Belo Ivo Monteiro da Silva e Válber Oliveira da Silva, em Cabede-lo; além de Daniele Silvestre da Silva, Antonio Lairton Barbosa de Sousa, Railda Passos Ponte, Márcio Granjei-ro Silveira e Danilo Resende Santos, em Fortaleza.n

A casa da Ópera de sydney, também conhecida como Teatro de sydney

Troca de aliançasOnze de outubro é uma data muito especial para Davi e Aldênia Alves, da área de Crédito e Cobran-ça – UEC. O casal disse o “sim”, numa emocionante cerimônia evangélica realizada, em Fortaleza, no próprio local da festa, o Ilmar Buffet. Desejamos ao jovem casal muitas felicidades!

Noite inesquecívelO dia 27 de setembro foi de festa para Fernan-da e Márcio Paulo da Silva, do almoxarifado da J.Macêdo em São José dos Campos. Nesta data, eles celebraram sua cerimônia de casa-mento, na Capela Nossa Senhora de Fátima. A Diálogo e todos os colegas da J.Macêdo desejam muitas felicidades ao casal.

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www.familiasol.com.br – 0800 726 6060Mesmo sem açúcar,continuamos um doce.Chegou a linha Sol Zero.Bolos e sobremesas com zero açúcar,mas cheios de sabor.