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Revista Agosto

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Revista Destaque Imobiliário Agosto

Text of Revista Agosto

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Direção

Armandio do Nascimento

[email protected]

(47) 9104-7233

Jornalista Responsável

Francine Mirele da Silva (3317-SC)

[email protected]

(47) 9156-7289

Designer

Aline Pessatti

[email protected]

Comercial

Mário Junior

[email protected]

(47) 9205-0007

Administrativo e financeiro

Carolina Tolentino

[email protected]

Circulação

Norte - SC - Vale Europeu e Litoral

Periodicidade - Mensal

Assinaturas

[email protected]

Fone: (47) 3022.1441

Editora Top Ltda - Rua Reinoldo Rau,

nº 60 Centro Empresarial Market

Place Sala 607

Centro - Jaraguá do Sul - SC

Fone (47) 3055.2777 .3055.2696

www.destaqueimobiliario.com

Impressão

Gráfica Impressul

Tiragem - 6.000 exemplares

‘‘Buscai primeiro o reino de Deus, e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão acrescentadas’’. (Mateus 6:33)

Editorial

Vivemos em um mundo de mudanças e transformações cada vez

mais rápidas e impressionantes. As mudanças sociais, culturais e tecnológi-

cas deram espaço para um novo consumidor cada vez mais “antenado” e

exigente, em busca de constantes inovações.

Pensando em você, que faz parte deste público, a Revista Destaque

Imobiliário também mudou. Em suas mãos está um produto de cara nova.

Mais moderna e atraente a revista chega com uma diagramação ousada,

com novas fontes, cores e formas.

A 17º edição é um marco para nossa equipe, pois é o resultado de

um trabalho de reforma gráfica que levou meses para ser construído. Nossa

busca foi por um projeto que agradasse tanto o público mais conservador

quando aquele mais descontraído, sintonizando a abordagem editorial do

mercado da construção civil e imobiliário e da arquitetura e decoração, em

uma mesma linguagem, mas com diferentes características.

Ainda falando em mudança, a reportagem de capa desta edição

segue este tema. Em “Mãos à obra”, você confere as transformações que

a falta de mão de obra vem causando no setor da construção civil. O novo

canteiro de obras, os novos trabalhadores e os desafios para solucionar o

problema que cada vez mais muda a visão das empresas em relação aos

trabalhadores.

Como diria o filósofo Heráclito de Éfeso, “Nada há de ser perma-

nente, exceto a mudança”.

Boa leitura.

Francine M. da Silva

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Agenda

House & Gift Fair A House & Gift Fair é a maior feira profissional e dirigida de artigos para casa e decoração da América Latina. Segmentada em seis salões especializados, reúne toda a cadeia produtiva do setor, atraindo compradores qualificados de todos os estados brasileiros e de 51 países. São mais de 1,3 mil empresas expositoras, entre fabricantes, importa-dores e distribuidores, que apresentam moda, novidades e tendências. Simultaneamente, acontece a Têxtil House, com artigos têx-teis para a casa, que estimula o desenvolvimento da cadeia produtiva. Reúne todos os produtos voltados para cama, mesa, banho, tapetes e carpetes, tecidos para revestimento e decoração, cortinas e acessórios para cortinas. As feiras acontecem de 27 até 30 de agosto das 9h às 19h, no Expo Center Norte em São Paulo. Mais informações: www.grafitefeiras.com.br

08

8º Home Art Joinville Joinville recebe a 8º edição da Home Art, entre os dias 2 e 11 de setembro no Centreventos Cau Hansen - Expocentro Edmundo Doubrawa. A feira tem por objetivo apresentar ao mercado consumidor de Santa Catarina as melhores opções de produtos e serviços do segmento de móveis e decorações. É o lugar ideal para deco-radores, designers, arquitetos e to-das as pessoas que buscam novi-dades e tendências em móveis, decorações e acabamentos. Fun-ciona de segunda a sexta-feira das 16h às 22h, sábados das 14h às 22h e domingos das 14h às 21h. Mais informações: www.sommereventos.com.br

Salão do imóvel Casa & Construção Nos dias 15 e 16 de outubro, em Jaraguá do Sul, acontece o Salão do Imóvel Casa & Construção. O evento promete reunir em um só local imobiliárias, construtoras, móveis, decoração, materiais de construção, engenheiros e arquitetos. Será, uma oportunidade para conhecer as novi-dades do setor e conferir o que há de melhor disponível no mercado. Para quem pretende oferecer seus produ-tos a um público de interesse dire-cionado, ainda é possível reservar um espaço. Mais informações: www.epistemeeventos.com.br

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Febrava Acontece em São Paulo entre os dias 20 e 23 de setembro, no Centro de Exposição Imigrantes, a 17ª Feira Interna-cional de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação, Aquecimento e Tratamento do Ar. A bienal traz todos os lançamen-tos e novidades para o setor, com máqui-nas, equipamentos e componentes para refrigeração, ar-condicionado, ventilação, equipamentos para aquecimento, entre outros. Mais informações: www.febrava.com.br

Fiaflora Expo Garden A Fiaflora Expogarden (Feira Inter-nacional de Paisagismo e Jardinagem) é um dos principais eventos de Paisagismo, Jardi-nagem, Lazer e Floricultura da América La-tina. Simultaneamente, o evento realiza o 14° Congresso Brasileiro de Paisagismo. A feira, em sua décima quarta edição, acontecerá no Anhembi, em São Paulo, entre os dias 22 e 25 de setembro e receberá cerca de 30 mil profissionais entre arquitetos paisagistas, decoradores e outros. Mais informações: www.expogarden.com.br

Salão do Imóvel e Construfair Entre os dias 24 e 28 de agosto de 2011, no Centro Sul, em Florianópolis, o Sindicato da Indústria da Con-strução Civil da Grande Florianópolis (Sinduscon) realiza a 18ª edição do Salão do Imóvel, Construfair/SC e Expo Condomínio. Neste ano mais um evento vai agregar este grande encontro da construção civil e do mercado imo-biliário. A Expo Decor Móveis, que passará a ser realizada anualmente no evento, contemplando também o setor mo-biliário e de decoração, completa o ciclo da casa própria em uma só feira. A entrada é gratuita. Quarta-feira das 18h às 22h, quinta e sexta das 15h às 22h e sábado e domingo das 10h às 20h. Mais informações: www.construfairsc.com.br

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Giro

Sondagem revela crescimento do setor no primeiro semestre de 2011 Dados da Sondagem Indús-tria da Construção de junho, divulga-dos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) e pela CBIC revelam que o setor voltou a registrar cresci-mento em junho de 2011, encerrando o semestre com um resultado posi-tivo. Esse foi o segundo mês em que a atividade cresceu no ano. De acordo com a pesquisa, a situação financeira, que no primeiro trimes-tre foi avaliada como satisfatória (indicador em 50,8 pontos), agora já é considerada mais que satis-fatória (53,8 pontos). A sondagem revela também que o acesso ao crédito foi considera-do difícil, mas que essa sensação foi menos disseminada que no trimestre anterior. O crescimento no mês de referência, no entanto, foi restrito às grandes empresas. As pequenas e mé-dias apresentaram nível de atividade igual ao mês anterior. As grandes também são as únicas que apresen-tam atividade aquecida, o que mostra que, a despeito do bom momento da indústria da construção, alguns problemas es tr utura is pers i s tem e afetam de for ma mais intensa as empresas de menor por te.

Brasileiro já financia 63% do valor to-tal do imóvel

Dados divulgados pela Abecip (Associação Brasileira

das Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança), considerando

empréstimos com recursos da caderneta, mostram que o per-

centual financiado do valor da moradia vem crescendo e atingiu

62,7% do total, na média, no primeiro semestre do ano. Esse

percentual supera o contabilizado no mesmo período de 2010

(61,9%).

Com o mercado imobiliário aquecido, o número cresce a

cada ano. Para se ter uma ideia, em 2005, os mutuários davam

entrada de mais da metade do valor do imóvel financiado, res-

tando aos bancos liberar 47,9%.

Contudo, além desse teto, o valor financiado pelo banco

depende do salário do mutuário, já que só é possível comprome-

ter cerca de um terço da renda mensal familiar com as presta-

ções.

As operações com recursos da poupança atingiram R$

37 bilhões no semestre, com alta de 55%, em relação ao primeiro

semestre de 2010 e 14% em relação ao segundo semestre de

2010. Em números de unidades, foram 236,5 mil imóveis, 26%

mais do que no primeiro semestre de 2010.

Fonte: Cbic

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Governo estuda cria-ção de índice oficial de preços para o setor imobiliário

O governo estuda a cria-ção de dois novos indicadores para acompanhar a variação dos preços dos imóveis. O primeiro, até o mo-mento chamado de Índice de Valo-rização de Imóveis, será elaborado pelo IBGE, em parceria com os ban-cos. Também foi firmado convênio entre a Caixa Econômica Federal, a Fundação Getulio Vargas (FGV) e a Associacao Brasileira Das Entidades De Crédito Imobiliário E Poupança (Abecip), para apurar um segundo medidor para o segmento. A ideia surgiu da necessidade de o Banco Central (BC) acompanhar os preços de um dos setores mais impor-tantes da economia, mas que não possui nenhum indicador. Sob recomendação do BC, a Caixa fechou acordo com a FGV para fornecer suas avaliações das moradias. O índice a ser desenvolvido pelo IBGE, terá a coordenação do Ministério da Fazenda, e será o índice oficial do governo. Esse indicador será mais amplo. Já a FGV vai trabalhar ape-nas com a avaliação feita pelos bancos. A fundação montou um modelo em que os bancos, via Abecip, fornecem os laudos de avaliação feitos para contratos de financia-mento imobiliário e a FGV constrói o índice.

Fonte: Valor Econômico.

Redução do IPI até 2012 deve impulsionar setor

Dentre as medidas anunciadas pelo governo para estimu-lar a produção industrial está uma nova prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os materiais de construção. No final de 2010 o governo já havia anunciado a prorroga-ção, valendo até 31 de dezembro de 2011, e agora foi ampliada por mais 12 meses. Assim, argamassas, cimento, dobradiças, pias, entre muitos outros itens, seguem com o preço reduzido. A medida governamental foi comemorada pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abra-mat), Melvin Fox, que solicitou a redução IPI por tempo indeter-minado, principalmente por conta dos programas habitacionais. De acordo com ele, o governo ficou de estudar a proposta.

Volume de empréstimos para compra da casa própria cresce 50% em um ano Em nota, o Banco Central (BC) mostrou que em 12 meses, contabilizados de julho de 2010 a junho de 2011, o volume de em-préstimos para aquisição de imóveis cresceu 50%. O total emprestado durante este período passou de R$ 116,1 bilhões para R$ 167,4 bilhões. De acordo com o chefe do Departa-mento Econômico (Depec) do BC, Tulio Maciel, o crédito habita-cional, os imóveis financiados pelo Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e pelo Programa Minha Casa, Minha Vida é que es-tão “puxando” os empréstimos para a pessoa física. O saldo habita- cional passou a representar 4,3% do Produto Interno Bruto (PIB), 1 ponto percentual acima do verificado em junho de 2010. A maior parte do crescimento do crédito habitacional foi verificada no ano passado. No primeiro semestre deste ano, o per-centual acumulado é 20,7% (em junho, o crescimento foi 3,8%).

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84% dos consumidores deixam de comprar marcas que não res-peitam o meio ambiente

Uma pesquisa realizada pela União para BioComércio Ético (UEBT), chamada Barômetro da Biodi-versidade foi realizada com sete mil pessoas de sete países – incluindo o Brasil – e revelou que a preserva-ção ambiental e sustentabilidade não é apenas um conceito. A pesquisa revelou que 84% dos consumidores deixariam de comprar determinados produtos se soubessem que a marca não respeita o meio ambiente ou práticas comerciais éticas. De acordo com o estudo 70% dos entrevistados já ouviram falar de biodiversidade e 80% querem estar mais bem informados sobre as práticas de abastecimento das empresas. Embora o Brasil tenha a segunda população que mais ouviu falar sobre biodiversidade (93%, atrás apenas da França), apenas 41% apresentou uma definição correta sobre o tema.

Grupo catarinense firma acordo com líder no mer-cado de shoppings centers

A empresa australiana West-field, um dos grupos líderes mundi-ais no mercado de shopping centers, e a catarinense Almeida Junior, dona de quatro shoppings em atuação no esta-do, anunciaram uma parceria pela qual a companhia sediada na Austrália entra no mercado brasileiro. A Westfield é dona de 119 shopping centers na Aus-trália, nos Estados Unidos, no Reino Unido e na Nova Zelândia, e inaugurará ainda em 2011 o Stratford City, em Lon-dres, maior shopping center da Europa. O objetivo da nova empresa, que se chamará Westfield Almeida Ju-nior Shopping Centers S.A. e surge da venda de 50% das ações da Almeida Junior para a Westfield, é tornar-se um grupo líder no setor de shopping cen-ters no Brasil, ampliando a presença da empresa no país com projetos de grande e médio porte. O negócio foi avaliado em cerca de R$1,5 bilhão.

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Aberta licitação para estudos ambientais do alargamento da Praia Cen-tral em Balneário Camboriú

Foi aberta a licitação para contratação da empresa que fará os projetos de engenharia com o Estudo de Impac-to Ambiental (EIA) e Relatório de Impacto ao Meio Ambi-ente (RIMA) do alargamento da Praia Central de Balneário Camboriú. O contrato é no valor máximo de R$ 1.498.132,21 (um milhão, quatrocentos e noventa e oito mil, cento e trinta e dois reais e 21 centavos) para execução dos serviços. Vencidos todos os prazos legais - e se não houver recursos por parte de nenhum participante da licitação – a empresa vencedora deste processo deverá ser contratada em aproximadamente um mês e o início dos trabalhos será imediato. O EIA/RIMA é a última etapa necessária antes da contratação – também via licitação – da empresa que executará a obra de alargamento da Praia Central. Já foram encontradas duas jazidas com granulação de areia compatível para o alarga-mento da faixa da praia central. A busca foi feita pela empresa Costa Kleine, contratada pela prefeitura.

Sinduscon Balneário Camboriú inicia construção de sede própria e Centro de Saúde do Trabalhador

Iniciaram na primeira semana de julho os trabalhos de construção da sede própria do Sin-duscon de Balneário Camboriú. Além de abrigar os serviços administrativos da entidade, a futura sede irá oferecer um espaço inédito, denominado Centro da Saúde Ocupacional do Trabalhador, viabilizado em parceria com o Sesi. No local, médico do trabalho, fonoaudióloga e vários serviços ligados à saúde serão oferecidos. A obra, que terá 850 metros quadrados construídos, está sendo edificada com a parceria de membros do Sinduscon, que têm feito contribuições mensais para viabilizar o andamento dos trabalhos, doações de materiais por parte de alguns fornecedores do setor, e contrapartida em recursos financeiros do próprio sindicato. A expectativa é que seja concluída em seis meses.

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Tabela de Indicadores econômicos

Enoteca Decanter oferece cardápio em Ipad

Para agilizar o atendimen-to e oferecer um guia completo com as informações necessárias sobre os vinhos a Enoteca De-canter, de Blumenau, implantou o uso do Ipad que pode ser uti-lizado na loja ou no wine bar. A ideia já foi implanta-da na Enoteca Decanter de São Paulo e deu certo. O sistema é de simples manuseio e mesmo quem não conhece as funcionalidades do Ipad consegue acessá-lo com facilidade. No cardápio, é pos-sível acessar o menu harmoni-zado com especificações de cada produto, além da carta de vinhos com os preços e todas as espe-cificações técnicas, o cliente pode contar ainda com as dicas do sommelier.

SCGás deve investir R$ 25 milhões para implantar rede residencial em Joinville

A SCGÁS e a Prefeitura de Joinville assinaram no último dia

2 de agosto o protocolo de parceria para execução do projeto “Jo-

inville Gás Natural”, oferecendo uma opção de energia limpa. Mais

de R$ 25 milhões serão investidos na cidade para ao atendimento

de quase 8 mil unidades residenciais. O projeto será realizado em

três etapas e o objetivo é iniciar as obras de infraestrutura para dis-

ponibilização de gás natural às primeiras residências do município

em 2012. Inicialmente a empresa deve atender apenas empreendi-

mentos novos e condomínios verticais que já tenham central de gás.

*Valor acumulado.

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apartamento

Moradia

Conforto, segurança, privacidade e custos

devem ser levados em conta na hora de es-

colher o tipo de imóvel

Comprar um imóvel é sinônimo de estabilidade, mas não basta o lar ser perfeito aos olhos do morador. Precisa também ser aconchegante, seguro e ter iden-tificação com as pessoas que ali vão morar. A procura pelo imóvel próprio precisa, ainda, agradar o bolso do consumidor e ser condizente com a necessidade dos mem-bros da família. No entanto, suprir a dúvida entre uma casa ou um apartamento é apenas o primeiro passo de todo esse processo. Muitos critérios devem ser pesados na hora da escolha, mas, na empolgação de fechar o negócio os moradores acabam esquecendo pequenos detalhes que farão a diferença no futuro, tanto no bolso quanto na tão sonhada conquista do sossego e da tranquilidade.

Texto: Bruna Agnoletto Horvath

Bruna Beuting de Sousa

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João Roberto Werkhäuser, cor-retor de imóveis de Balneário Camboriú, garante que desde que começou a atuar na área imobiliária, há 16 anos, observou que a procura por apartamentos é maior em cidades litorâneas do estado de Santa Catarina. “Geralmente, o cliente já vem decido pelo imóvel que pretende com-prar. Mesmo quando começa a procura na imobiliária, ele já é direcionado aos imóveis que contemplam a sua decisão”, diz. O corretor ainda ressalta que cerca de 70% dos seus clientes são de outras cidades e estados do Brasil. O fato de Balneário Camboriú ser uma cidade turística e com uma demanda expressiva de edifícios na orla contribui para o cres-cimento da estatística. “Muitos clientes preferem o apartamento para poder deixar fechado e usar apenas nas férias ou feriados. Algo curioso é que essa maioria mora em casa nas suas respec-tivas cidades”, salienta João Roberto. A arquiteta Carolina Bianchini acredita que o fato se dá por três mo-tivos: “Primeiro, as cidades turísticas constroem mais apartamentos por causa da especulação imobiliária. Além disso, as pessoas consideram os apartamentos mais práticos e mais confortáveis, já que o período que desfrutam do imóvel não é tão longo. E por último, atualmente, os condomínios residencias possuem mui-tas áreas comuns atrativas, como por ex-emplo, cinema, sala gourmet e salão de jogos”. De acordo com João Roberto, a cada cem imóveis vendidos em Balneário Camboriú, apenas um é casa, já que o valor para adquirir um terreno pode sair mais caro do que comprar um aparta-mento pronto na mesma localidade. Milena Straioto Gomes, 23 anos, natural de São José do Rio Preto,

Para a arquiteta Carolina, nas cidades que não são turísticas e possuem car-acterísticas residenciais, as preferências podem ser avaliadas por dois pontos prin-cipais: “O primeiro é o jovem independente ou o casal jovem recém-casado. Estes preferem os apartamentos pela praticidade, pelo conforto e pelo custo. Já os casais entre 35 e 40 anos, optam pela casa, principalmente se tiverem filhos”. No entanto, os clientes têm prestado mais atenção no investimento: “Muitos já compram pen-sando que poderão vender por um melhor preço no futuro”, completa a arquiteta. Na hora da compra de um imóvel, seja ele casa ou apartamento, outros cri-térios devem ser levados em conta: “Principalmente a localização. Depois, os clientes analisam se será necessário algum outro investimento, como por exemplo, reformas e alterações dos espaços para adequar o ambiente de acordo com suas necessiades e preferências”, comenta a arquiteta Carolina.

Preferências

em São Paulo, se mudou para um aparta-mento em Balneário Camboriú há cinco anos. “O apartamento é mais seguro para quem mora sozinho. Além disso, as

despesas e o tempo para cuidar de um apartamento são menores tornando o dia a dia mais fácil”, diz Milena.

De forma geral, em cidades litorâneas as pessoas preferem apartamentos, por conta do preço e da facilidade de manutenção.

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Se levados em conta os gastos que os moradores terão a longo prazo, a arquiteta Juliana afirma que o apar-tamento terá despesas mensais, como, por exemplo, o con-domínio. Já na casa, é possível direcionar os gastos em fun-ção do orçamento doméstico, isto é, você poderá ter um belo jardim se suas finanças permitirem, assim como só pintará a nova residência quando tiver condições. Mas há ainda outras questões a serem levadas em conta na hora da escolha, já que além do custo inicial do investi-mento é preciso considerar os futuros gastos e as despesas men-sais com cada um dos imóveis. Para a arquiteta Carolina a casa sempre traz mais gastos, pois a manutenção de jardins e áreas comuns não são divididas com mais pessoas. Já no apartamento há despesas com o condomínio. “No entanto, na área privada de cada um dos imóveis, seja casa ou apartamento, a manuten-ção será praticamente a mesma se compararmos imóveis com a mesma área”, afirma. Mais uma opção, especialmente para os que po-dem desembolsar uma quantia maior, são os condomínios fechados. O corretor João Roberto lembra que atualmente o

Gastos a longo prazo

número desse tipo de imóvel tem crescido, já que apesar de o valor ser mais elevado, se comparado com uma casa ou apar-tamento, eles proporcionam o conforto de um e a segurança de outro. Carolina considera uma excelente opção para os que não gostam de apartamento, mas buscam segurança. Para ela a sensação de liberdade é um fator que favorece a escolha pelas casas, no entanto, os clientes se preocupam com a segurança. “Com alguns cuidados e equipamentos como, por exemplo, cer-cas elétricas, circuitos de TV, cachorros e até a contratação de um serviço de segurança, o inconveniente pode ser amenizado e até eliminado”, opina. Mas se a segurança é um ponto positivo para os apartamentos, a falta de privacidade é o contraponto, já que eles significam a presença de vizinhos próximos. “Além disso, em casas você não será prejudicado pela inadimplência dos outros condôminos e poderá ter quintais, jardins e garagens exclusivas”, argumenta Carolina.

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Atualmente muitas pessoas já escolhem imóveis pensando em sua futura valorização.

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Você sabe o que é marketing?

Marketing

Imagine que você esteja em uma reunião de trabalho sobre planejamento estratégico, por exemplo, e de repente seu chefe vira para você e pergunta: André, para você o que é marketing? Já imaginou? O que você responderia? Pense um pouco antes de prosseguir na leitura. Algumas pessoas dizem que marketing é propaganda, outras dizem que marketing é publicidade, outras que marketing é vender um produto ou convencer as pessoas a comprarem o que elas não precisam. Na verdade a propaganda, a publicidade e a estrutura de vendas fazem parte do marketing, mas não o definem por si só. A palavra marketing vem do inglês market, que significa mercado e do sufixo ing que é usado como gerúndio ou como substantivo. Sendo assim, é difícil traduzir marketing para o português

Erwin T. Steigleder

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Erwin T. Steigleder é graduado em Adminis-

tração de Empresas com Ênfase em Análise

de Sistemas, especialista em Engenharia da

Produção e mestre em Turismo e Hotelaria.

É professor nas disciplinas de Marketing,

Planejamento de Marketing, Database

Marketing, Tecnologia da Informação e

Administração de Materiais.

usando apenas uma palavra. Se market é mercado e ing é gerúndio, marketing se-ria algo como “mercadando”. Soa muito mal e não tem significado algum, não é? É necessário mais de uma palavra para definir marketing adequadamente. A definição de marketing que mais me agrada é a proposta por Raimar Richers, em seu livro “Marketing: uma visão brasileira”, editora Negócio (2000), que diz que marketing é entender para atender os clientes. Nessa definição, percebe-se que o marketing começa e termina com o cliente, ou seja: começa conhecendo as necessidades e desejos dos clientes, passa pela elaboração de um produto ou serviço que atenda essas necessidades, trata da definição de um preço que o cliente aceite pagar, se preo-cupa com a montagem da estrutura de vendas, comunica ao mercado a existên-cia e a oferta do produto ou serviço e por fim entrega o produto ou serviço ao cliente. Note que estão implícitos no conceito de Richers os quatro prin-cipais elementos do marketing (4Ps): Produto, Preço, Praça e Promoção. As decisões de marketing rela-cionadas ao “P” de Produto são aquelas voltadas à pesquisa e desenvolvimento de produtos e serviços que atendam às necessidades e desejos dos clientes. En-volvem aspectos como as características e funcionalidades do produto ou serviço, embalagem, rótulo, marca, gestão do ci-clo de vida do produto, gestão do mix de produtos da empresa, entre outros. No que se refere ao “P” de Preço a dificul-dade está em descobrir quanto o cliente aceita pagar pelo produto ou serviço, ao invés de simplesmente calcular o preço de venda acrescentando uma margem desejada de lucro ao custo de produção. O “P” de Praça se refere à estru-tura de vendas e distribuição do produto.

A localização de uma fábrica ou loja, a venda direta ou por intermediários, a contratação de vendedores próprios ou representantes, a entrega dos produtos com estrutura própria ou a distribuição por transportadora são algumas das de-cisões relativas ao “P” de Praça. Por fim, resta ao “P” de Promoção comunicar ao mercado que a empresa oferece um produto ou serviço que vai ao encontro das necessidades e desejos desse merca-do, informar o preço, a forma de venda, a forma de entrega e quais são os dife-renciais dessa oferta em relação à con-corrência. Entender para atender o cliente parece tarefa simples, mas não é. Dire-cionar a empresa para atender às neces-sidades do mercado é o que diferencia empresas que têm foco no produto de empresas que têm foco no cliente. As empresas focadas no produto vendem o que sabem produzir, mas como fre-quentemente não é exatamente o que o mercado precisa, a venda fica mais difícil. Por outro lado, as empresas que têm foco no cliente primeiro procuram entender o que os clientes necessitam, para depois buscarem alternativas de produtos e serviços que atendam essas necessidades. É uma pequena diferença que faz toda a diferença. E agora, já sabe o que é mar-keting? É entender para atender o mer-cado. Guarde essa ideia!

QUER SABER COM CERTEZA? LIGUE DIRETO PARA CÂMARA!

Quando o assunto é sério, como a elaboração de leis e a fiscalização da Prefeitura, o certo é buscar a informação direto na fonte.

Não fique em dúvida, ligue para a Ouvidoria da Câmara de Vereadores de Jaraguá do Sul.

A gente responde no máximo em cinco dias.

Telefone gratuito 0800 648 6465 e um e-mail, [email protected], através do site www.cmjs.sc.gov.br.

OUVIDORIA DA CÂMARA DE

JARAGUÁ DO SUL

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Os imóveis sempre foram conhecidos como um investimento conservador, apesar de as operações que os envolvem trazerem consigo cer-to risco, inerente a qualquer negócio. Contudo, o que se percebe atualmente é que, diante de um detalhe de pouca importância quanto à documentação, negócios acabam deixando de ser con-cretizados em total prejuízo a quem vende, compra, aluga e ao mercado como um todo, dada a subutilização de importantes institutos jurídicos. A situação é bastante corriquei-ra. O adquirente pretende entabular o contrato para a aquisição de um bem

imóvel, pede ao vendedor os documen-tos que julga necessários, ao recebê-los faz a sua análise com ou sem assessoria de um profissional, e chega a sua decisão. Esta é a ordem natural das coisas e, em absoluto, não se defende aqui a abolição desta elogiável prudência, diga-se de pas-sagem, indispensável a todo e qualquer segmento da vida. Entretanto, quem acompanha os negócios imobiliários sabe quan-tos deles são perdidos no dia a dia por

Dennis Martins

Dennis Martins é advogado imobiliário e

consultor de construtoras, incorporadoras,

loteadoras e imobiliárias. É palestrante e

professor de Direito Imobiliário, além de

lecionar como professor convidado da dis-

ciplina “perícia judicial” de cursos de avalia-

ção de imóveis. Possui pós-graduação em

Direito Ambiental.

Diante de detalhes, negócios acabam dei-xando de ser concretizados em total prejuí-

zo a quem vende, compra ou aluga

questões pouco relevantes, a partir de conclusões precipitadas tiradas do es-tudo dos documentos. Ora é o fato de o vendedor ter uma ação judicial proposta contra ele, ora porque determinada cer-tidão de débitos era positiva, ou porque a matrícula ainda consta em nome da incorporadora ou loteadora. Circunstân-cias por muitas vezes plenamente con-tornáveis e de fácil resolução, mas que acabam sendo os pivôs para a não efeti-vação dos negócios. Neste sentido é que observa-mos uma grande falta de preparo por parte dos compradores, consultores, das empresas de construção civil e dos

próprios corretores, que estão deixando de utilizar importantes institutos jurídi-cos que estão previstos em nossa legis-lação. Cabe ressaltar que se devidamente empregados podem ser grandes facilita-dores de negócios, dada a sua força de neutralização ou, no mínimo, de redução dos elementos de risco. Estão aí para serem usadas e são frequentemente esquecidas as arras penitenciais, as quais pactuadas assegu-ram o direito de desistência por qualquer

das partes; a cláusula penal compen-satória, que impõe uma sanção a quem descumprir o negócio; a cláusula reso-lutiva expressa, através da qual uma vez verificada a inadimplência dá-se de pleno direito o vencimento ou a resolução do contrato; o termo, permitindo que de-terminado negócio comece a ter efeitos a partir de uma certa data; a importante condição suspensiva, para submeter a eficácia de determinado negócio à ocor-rência de determinado evento futuro e incerto; a condição resolutiva, que faz o negócio se resolver se determinado fato acontecer, dentre outros. Assim, ao invés de deixar de concretizar os negócios por conta de um eventual detalhe, em vez de se ter as aten-ções voltadas para a busca de problemas, deveriam as partes ter suas mentes volta-das para a sua resolução, para a forma de concretizar os negócios, fazendo-lhes com a louvável segurança a partir do em-prego dos corretos elementos jurídicos, pois o Direito está aí para ser um facilita-dor e dar segurança aos negócios e não um elemento de entrave e insegurança.

O Direito deve estar a serviço dos negócios

Jurídico

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Oktoberfest - Itapiranga 7,8,9 e 11

A mais antiga Oktoberfest do Bra-sil foi realizada pela primeira vez em 1978 e acontece no município de Itapiranga, extremo oeste de Santa Catarina. A festa reúne cerca de 30 mil pessoas e enfatiza as manifestações culturais dos descendentes alemães.

www.oktoberfestitapiranga.com.br

Oberlandfest - Rio Negrinho 14 a 16

Em sua 21º edição a festa que resgata as tradições germânicas recebe cerca de sete 7 mil pessoas. Este ano a Oberlandfest terá um show nacional com Tchê Garotos na sexta-feira. No sábado o tradicional baile e no domingo uma apre-sentação de uma das atrações do Parque Beto Carrero Word “África Misteriosa”. Além dos tradicionais concursos de tiro ao alvo, tomadores de chope em metro e desafios entre serradores de lenha e muita comida típica.

Fenaostra - Florianópolis 7 a 16

Diferente das outras festas do ro-teiro, a Festa Nacional da Ostra e da Cul-tura Açoriana, a Fenaostra, foi alavancada pelo cultivo da ostra em Florianópolis, que detém a liderança no cultivo de ostras no país. Hoje, na 13º edição, é um verdadeiro festival realizado no CentroSul, Centro de Convenções de Florianópolis, que reúne num mesmo espaço atividades nas áreas gastronômica, técnico-científica, econômi-ca, artística e cultural.

www.portaldailha.com.br/fenaostra

Tirolerfest - Treze Tílias 07 a 16 A festa preserva a tradição de seus colonizadores austríacos e é a vitrine do turismo para cidade. Este ano o tema é a “Música”, aspecto marcante na cultura aus-tríaca. Durante a festa, desfiles históricos, desfile da Banda dos Tiroleses, dos Grupos Folclóricos, dos Corais e da Bierwagen, cor-rida rústica, noite cultural, além de muito chope e toda a gastronomia austríaca. www.tirolerfest.com.br

Outubro o mês da diver$ão

Cidades

Os catarinenses começam a se animar com a chegada de outubro e as festas típicas que ocorrem pelo estado. Sejam eles trabalhadores autônomos, empresários, hoteleiros ou foliões, tem animação para todos os lados. Ao todo este ano são 10 festas em Santa Catarina que recebem, somadas, cerca de 1 milhão de pessoas e que movimentam a economia do estado. Com características próprias, as festas têm em comum o fato de res-saltarem as tradições alemãs, portuguesas, austríacas ou italianas manifesta-das na música, no folclore e na gastronomia, com muita alegria.

Festa do Imigrante - Timbó 07 a 12

Durante seis dias a Festa do Imi-grante resgata e preserva as tradições ger-mânicas dos habitantes da cidade, e recebe cerca de 50 mil pessoas com muita música, dança, folclore, gastronomia e chope. A pro-gramação da 21ª edição ainda não foi divul-gada, mas desde 2009 a organização traz um show nacional de sucesso. www.festadoimigrante.com.br

Schützenfest - Jaraguá do Sul 06 a 12

A prática do tiro como esporte é a es-sência da festa, que resgate as tradições ger-mânicas de Jaraguá do Sul e Vale do Itapocu. Durante o evento são realizados campeonatos de tiro ao alvo, muito chope e gastronomia. Este ano a festa traz como novidade uma banda Alemã e a reabertura do pavilhão “C”, com um café colonial permanente, feira de artesanato e um palco alternativo para diversas apresenta-ções de artistas da região. A organização es-pera um público de 60 mil pessoas.www.schutzenfest.com.br

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Fotos: divulgação

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Oktoberfest - Blumenau 06 a 23 A Oktoberfest de Blumenau é a segunda maior festa da cer-veja do mundo. Só perde para a de Munique, na Alemanha, na qual foi inspirada. Em sua 28ª edição, a Oktoberfest brinda o público, pois em quase três décadas de história, a Oktober já foi visitada por mais de 18 milhões de pessoas. Este ano serão cerca de 30 grupos, nacionais e europeus, que oferecem mais de 450 horas de animação dentro e fora dos pavilhões da Vila Germânica. www.oktoberfestblumenau.com.br

Fenarreco - Brusque 6 a 16 A expectativa da organização da festa alemã é superar os mais de 140 mil visitantes que estiveram no ano anterior, nos doze dias de festa. Entre as atrações deste ano além do concurso de grupos folclóricos e do desfile está o Biergarten, um bar temático onde diversos tipos de cervejas importadas estarão à disposição dos visitantes. www.brusque.sc.gov.br

Marejada - Itajaí 07 a 23

Esta é a maior festa Portuguesa e do Pescado do Brasil. Além da culinária luso-açoriana fazer sucesso, a festa traz apresentações de fado e manifestações da cultura local. A Marejada atraiu em 2010 mais de 106 mil visitantes e em 2011 comemora sua 25º edição fazendo um resgate histórico das antigas edições, com a criação do “Memorial da Mare-jada”, e vai inovar, indo para as ruas, com três desfiles.

www.marejada.itajai.sc.gov.br

Oberlandfest - Rio Negrinho 14 a 16

Heimatfest - Forquilhinha 11 a 16 As etnias colonizadoras do município: alemã, italiana, po-lonesa, japonesa, portuguesa e negra, são homenageadas durante a festa bienal, que busca resgatar e manter vivas as tradições cult-urais. Este ano contará com eventos com a esquadrilha da fumaça e shows nacionais de Luan Santana e Chimarruts. São esperadas 140 mil pessoas. www.heimatfest.blogspot.com

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É nesta época que acontece um dos maiores eventos populares do país, em Blumenau. Os preparativos para a 28ª Oktoberfest já começaram desde o ano passado. Este ano são esperados cer-ca de 650 mil visitantes que vem dos mais diversos locais do país e até do exterior. O presidente do parque e da comissão central organizadora da festa, Norberto Mette, explica que a proposta, desde 2005, tem sido a de manter a qualidade do público. A quantidade é sempre uma meta, mas o objetivo tem sido trazer para a festa o visitante com potencial de com-pra e que aprecia a cultura germânica. A cidade fica a todo o vapor. No inicio de agosto o sindicato de ho-téis da cidade ainda não possuía nenhum número oficial sobre a ocupação dos hotéis, mas no hotel do presidente da entidade, Richard Steinhausen, 80% das vagas já estavam ocupadas para os finais de semana. “E este número ainda vai au-mentar”, comemora. Este ano serão cerca de 30 gru-pos, nacionais e europeus, que oferecem mais de 450 horas de música, e ainda acontece o concurso de chope em metro e o tradicional desfile - que contam a história da colonização alemã e exaltam a cultura e os costumes dos descenden-tes germânicos - que terá mais de 2.5 mil figurantes e 15 carros alegóricos e o Bi-erwagem (carro da cerveja) distribuindo chope pelas ruas.

No circuito alemão ainda seguem duas outras festas famosas na região. A Fenarreco, em Brusque, conhecida pelo famoso “Ente mit Rotkohl”, ou seja, marreco recheado com repolho roxo. Criada para ser a festa gastronômica para os foliões que dirigiam-se a Blumenau, a Fenarreco ganhou reconhecimento da população e, há 26 anos, já atrai cerca de 140 mil visitantes. Além das delícias gastronômi-cas como o Eisbein (joelho de porco), Kassler (chuleta de porco) e o Bock-wurst (salsicha), os visitantes encontram grupos folclóricos, concursos, e diversos shows musicais. Já em Jaraguá do Sul, a Schüt-zenfest conta com uma organização ani-mada. “Estamos prevendo que teremos uma festa com bastante sucesso”, afirma o presidente da Comissão Central Orga-nizadora, Alcides Pavanello. Para a festa são esperadas 60 mil pessoas e a principal novidade é a re-abertura do pavilhão “C” que recebe um café colonial permanente e uma espécie de exposição de produtos artesanais de artistas da região e do clube de mães, além de um palco alternativo para a apre-sentação de talentos da região. “A festa tem que ser da comunidade o povo tem que começar a sentir novamente orgulho pela festa, fortalecendo a manutenção das tradições”, afirma. A previsão, segundo Pavanello, é de que R$ 900 mil sejam investidos nos preparativos da festa. “Não estamos visando lucro na festa, mas primeiro tentamos trazer o nome da Schützenfest como foi no passado, fazendo com que volte a ser segunda maior festa alemã do estado”, conclui.

Circuito alemão

No litoral o vinho, a bacalhoada e o som do fado entram em cena em Itajaí, na 25º Marejada. Segundo a Secretaria de Turismo da cidade (Setur), este ano a festa terá uma mudança. Como se optou pela não realização de shows nacionais, todo o setor gastronômico ficará no interior do Centreventos Itajaí, proporcionando mais conforto para os visitantes, além de um maior espaço de trabalho para as entidades filantrópicas, responsáveis por servir os deliciosos pratos com base no pescado e frutos do mar. A Setur está em negociação com grupos folclóricos de dança portu-guesa do Brasil e de Portugal, que se apre-sentarão pela primeira vez no evento, além da realização inédita de desfiles pelas ruas da cidade. É alegria e diversão para nin-guém botar defeito.

Tradição portuguesa

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Mãos à obra Falta de mão de obra muda o comportamento do setor

da construção civil, que busca mais tecnologia e oferece melhores salários, benefícios e condições de trabalho

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Fotos: Guilherme MoroCapa

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Mãos à obra Há três anos, quando a construção civil teve um crescimento inédito, com os números de novas obras cada vez maiores, deparou-se, e desesperou-se, com a falta de mão de obra que atingia o setor. Embora o problema já não esteja mais em seu ápice, a Sondagem Especial da Construção Civil, divulgada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no final de abril, confirma que o setor da economia que mais encontra dificuldades com a falta de qualificação da mão de obra é a construção civil e que 89% das construtoras instaladas no país enfrentam problemas para contratar tra-balhadores.

“Esta demanda já vem há dois anos. Pelo Brasil faltam de engenheiros até estagiários, mas é na mão de obra operária, pedreiro, carpinteiro, azulejista, que a con-corrência é maior. Tem muita rotativi-dade”, afirma o gerente de engenharia da Tecnisa, Joelson Santos. Foi por conta desta “concor-rência”, que o setor sentiu-se obrigado a inovar, criando soluções alternativas para conquistar, reter e capacitar profissionais. Nos últimos anos o comportamento do setor mudou muito, e vem mudando cada vez mais. A construção civil passou a ofe-recer melhores condições de trabalho, um canteiro de obras mais limpo, além

de melhores salários e benefícios. Em contrapartida, os pro-fissionais também mudaram. Se an-tes quem vinha para a construção eram aqueles que não tinham mui-tas opções, hoje isto mudou. “Te-mos um movimento contrário. A construção civil é um dos setores que mais paga, então eles saem de outras empresas e carreira para en-trar, ou retornar, ao setor”, explica o presidente do Sindicato das In-dústrias da Construção Civil de Ita-jaí, José Carlos Leal.

Fotos: Guilherme Moro

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Melhores salários

A lei da oferta e da procura, na busca urgente de não atrasar obras, fez com que os salários do setor subissem, e muito. Wanderson Maciel Alves, 31, foi um dos operários que veio para a construção atraído pelo salário. “Quando entrei na construção civil eu não sabia fazer nada, mas queria trabalhar em algum lugar que me desse mais dinheiro, e deu certo. Hoje eu estou satisfeito tanto com o emprego quanto com o salário”, conta ele que iniciou na equipe de limpeza e tornou-se pedreiro logo depois de finalizar um curso no Centro de Treinamento da Procave, em Itajaí, apenas nove meses depois de conseguir o emprego. Os salários variam com a produtividade do profissional, mas um servente, sem nenhuma experiência ou capacitação, inicia com um salário de cerca de R$1 mil. Já um mestre de obras iniciante tem um salário de R$ 2,5 mil. “Isso tem o lado posi-tivo e negativo. Os custos estão beirando a patamares preocupantes. Hoje quase 50% do custo de uma obra é vinculado à mão de obra”, alerta o presidente do Sinduscon de Florianópolis, Hélio Bairros. Para ele, é preciso que os estados e municípios formem jovens em cursos profissionalizantes, técnicos e tecnólogos. “Esses cursos foram desvalorizados, mas não precisamos de um país apenas de doutores e sim um país mais técnico que con-siga ter uma economia sustentável”, opina.

Mulheres da construção

Uma das alternativas para a

falta de mão de obra foi a contrata-

ção de mulheres, que acabou se tor-

nando uma vantagem para o setor.

Um levantamento do Ministério do

Trabalho e Emprego revela que em

dois anos o número de mulheres

contratadas no setor da construção

civil passou de 119 mil para quase

173 mil. De acordo com o presidente

da Comissão de Políticas e Relações

Trabalhistas da Câmara Brasileira

da Indústria da Construção (CPRT/

CBIC), Antonio Carlos Mendes

Gomes, as mulheres são mais cui-

dadosas e detalhistas e se revelam

superiores em atividades como as de

acabamento. “Temos três mulheres

na obra, uma no gesso e outras duas

que fazem um trabalho de isolamento

térmico. Os mestres de obras sem-

pre elogiam os trabalhos executados

por elas”, afirma a psicóloga Patrícia

Rodriguez Oliveira, da Procave.

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Os salários subiram bastante e variam com a produtividade do profissional. Um servente,sem nenhuma ex-

periência ou capacitação, inicia com um salário de cerca de R$1 mil, e um mestre de obras iniciante ganha

cerca de R$ 2,5 mil.

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Mas não bastam apenas bons salários, se não houver qualificação. Atualmente a construção civil emprega quase 3 milhões de pessoas no País. A falta de qualificação dos profissionais é uma das grandes reclamações do setor. “A iniciativa privada acordou para a reali-dade e intensificou suas ações com mais treinamentos, criando novas parcerias com entidades como o Serviço Nacio-nal de Aprendizagem Industrial (Senai) e até inserindo escolas para formação nos próprios canteiros”, afirma Bairros. Parcerias entre Senai, Federação das Indústrias do Estado de Santa Cata-rina (Fiesc) e Sinduscons trazem novas escolas da construção civil por Santa Catarina, a exemplo de outros estados. Duas já foram implantadas e outras oito serão implantadas até o início do ano que vem. Serão quatro escolas fixas (Criciúma, Chapecó, Itajaí e Flori-anópolis) e quatro unidades móveis. “Até o final de agosto a escola de Ita-jaí entra em funcionamento, em par-ceria com o Sinduscon”, comemora o presidente Leal. A instalação de “canteiros-escolas” também está se tornando mais comum. De acordo com a Sondagem Especial da Construção Civil 64% das empresas do setor já estão qualificando os trabalhadores no próprio canteiro. Quem aproveitou uma dessas oportunidades foi Jonathan Neves. Com apenas 18 anos entrou na construção civil há nove meses e hoje é meio-oficial (aprendiz) de pedreiro. “Eu trabalhava em um estaleiro na carpintaria e sai de lá porque vi mais possibilidades de crescer na construção civil. Entrei ganhando menos, mas fiz um curso

Escolas da construção civil

de pedreiro e agora como meio-oficial já estou ganhando bem mais”, conta. “Hoje eu já posso dizer que tenho uma profissão”, comemora. Jonathan Neves e Wanderson Alves fizeram o mesmo curso de pe-dreiro, no Centro de Treinamento da Procave, em setembro do ano passado. Este foi o primeiro curso realizado pelo Centro, que começou com cerca de 30 trabalhadores, embora apenas dez tenham concluído. “O curso não traz apenas aulas práticas, tem aulas teóricas como cálculo. Muitos tem pouca esco-laridade e dificuldades, por isso acabam desistindo”, explica a psicóloga Patrícia Rodriguez Oliveira. O desejo dos dois colegas é o mesmo. Pretendem continuar fazendo

cursos na área da construção civil. “Eu quero aprender cada vez mais, elétrica, encanamento e carpintaria. Quanto mais, melhor”, diz Neves. “Quem sabe no fu-turo eu não vire um mestre de obras? Quem tem vontade de aprender, vence”, sonha Alves. No Centro de treinamen-to, acontecem outros cursos como liderança e segurança do trabalho. Este ano serão iniciados mais um curso de pedreiro e outro de cera-mista, ambos em parceria com o Senai, além dos cursos de ensino fundamental e médio, que são es-tendidos também aos familiares dos colaboradores.

O meio-oficial de pedreiro Jonathan Neves e o pedreiro Wanderson Maciel Alves, con-

seguiram novos cargos após concluirem um curso de pedreiro no próprio canteiro da

obra em que trabalham.

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Além do Centro de Treinamento, a Procave investiu na fidelização dos pro-fissionais que trabalham para a empresa. Por mais que os quase 500 funcionários que trabalham nos canteiros de obra do Brava Home, na Praia Brava, sejam terceirizados, eles contam com uma estrutura completa. A psicóloga Patrícia é responsável pelos programas que envolvem a quali-dade de vida dos trabalhadores. No canteiro de obras eles possuem banheiros or-ganizados, com armários grandes e individuais, área de integração, com mesas de sinuca e dominó que sempre são usadas no intervalo de almoço. Aliás, no almoço, nada de comida transportada. O refeitório conta com cozinha e profissionais que preparam o almoço no próprio local. Para a promoção da saúde, o atendimento odontológico é feito com hora marcada dentro do canteiro. A empresa evita a perda de produção com o desloca-mento dos colaboradores, e eles ficam satisfeitos . “Eles já estão conscientes de que

Qualidade de vida no canteiro de obras

Na tentativa de suprir esta demanda, o Sinduscon-Rio, promoveu em

julho o Mega Feirão do Emprego. Cerca de mil vagas no setor da construção civil

no Rio de Janeiro foram abertas. A ação reuniu grandes empresas da construção,

instituições de ensino, entidades representativas e o poder público para oferecer

aos cidadãos a oportunidade de saírem do evento, não só empregados, mas

também matriculados em cursos e atualizados com as tecnologias inovadoras da

construção civil.

Feirão do Emprego

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das construtoras têm dificuldades

de encontrar mão de obra.

das empresas do setor estão quali-

ficando o trabalhador no próprio

canteiro.

das construtoras adotaram a política

de reter os profissionais através de

aumento salarial e oferta de bene-

fícios.

das empresas têm recorrido à ter-

ceirização em algumas etapas das

obras para suprir a falta de mão de

obra.

A sondagem da CNI ou-

viu 385 empresas que empregam

acima de 20 trabalhadores. Do total,

191 eram pequenas, 145 médias e

49 grandes corporações.

Canteiro de obras na Praia Brava, em Itajaí, conta com área de integração, com mesas

de sinuca e dominó que sempre são usadas no intervalo de almoço, além de muitas

outras açoes que promovem a qualidade de vida do trabalhador.

Page 35: Revista Agosto

A falta de mão de obra tem sido mais um fator a estimular o aumento do nível de industrialização no processo de trabalho. Cada vez mais as construtoras vêm implantando ações e equipamen-tos que evitam o desperdício na obra e um desgaste desnecessário do operário, além de ajudar a não perder os prazos e o ritmo de execução do projeto. “Mao de obra farta e barata é coisa do pas-sado, não vai mais existir. É preciso se acostumar com essa realidade de novas práticas construtivas, maquinarias, em-pilhadeiras, gruas, pré-moldados, entre muitos outros equipamentos que estão chegando ao Brasil”, afirma o presi-dente do Sinduscon de Florianópolis, Hélio Bairros. Para ele a construção civil no Brasil foi marginalizada por muitos anos e seu desenvolvimento foi retardado em comparação aos outros países. “Na Eu-

Tecnologia para a construção civil

precisam fazer consultas preventivas, e podem trazer também seus familiares di-retos”, explica a psicóloga. De acordo com ela, como o setor está muito aquecido, a rotatividade era muito grande. “No inicio eles ainda não conseguiam observar a importância de tudo isso na vida deles e tínhamos uma rotatividade grande, então isso foi diminuindo, hoje eles não se seduzem mais pela concorrência. É interessante que quanto mais recebem, mais exigente eles ficam”, afirma Patrícia. De forma geral, a qualidade de vida dos profissionais da construção vem aumentando bastante e a mudança de cenário, principalmente dos canteiros de obras, é uma tendência “Quando en-trei na construção civil as condições dos

O Sindicato das Indústrias

da Construção Civil do Estado de

São Paulo apresentou ao governo

federal, durante o Encontro Nacional

da Indústria da Construção (Enic), dia

11 de agosto, a proposta para a cria-

ção de um centro tecnológico voltado

ao setor. Segundo o presidente da

entidade, Sergio Watanabe o centro

de pesquisa voltado à construção

civil será localizado em Brasília,

inicialmente. O centro contará com

a participação de empresas para

constituição de um fundo para o de-

senvolvimento tecnológico do setor.

“Com a forte demanda, mais a falta

de mão de obra, se não forem feitos

investimentos em tecnologia, o setor

vai ter problemas de produção”,

disse Watanabe.

Centro Tecnológico da Construção Civil

operários nos canteiros eram precárias”, comenta o gerente de engenharia da Tec-nisa, Joelson Santos, que está há 18 anos na área. Para ele, hoje, apenas os bons sa-lários não seguram mais os profissionais. “Isso a concorrência também faz. É pre-ciso dar condições dignas de alimentação e higiene dentro do canteiro, convênio médico, entre outros benefícios, além de fazer com que os colaboradores vejam possibilidades de crescimento. Hoje em dia isso faz toda a diferença”, afirma. Para estimular os trabalha-dores, a Tecnisa possui um programa chamado Profissionais do Futuro, para o treinamento dos colaboradores, e o Ler e Construir, que acontece desde 2002, com a alfabetização adulta.

ropa ou nos Estados Unidos, a maquinaria praticamente domina a atividade. Lá a mão de obra também é escassa e cara, mas é utilizada praticamente apenas no comando das máquinas. Aqui a construção é pratica-mente manual”, compara. Os métodos construtivos tam-bém vêm mudando. De acordo com Sid-ney Ostrowski, diretor da regional Sul da Gafisa, o investimento em tecnologia é a principal alternativa da empresa para en-frentar a falta de profissionais. “Fomos buscar uma tecnologia que reduziria esse problema e hoje estamos fazendo pare-des e lajes de concreto com utilização de formas de alumínio manoportáveis, o que reduz mais de 50% da mão de obra da execução de alvenaria e fachada”, ex-plica. A primeira obra do Sul a utilizar este método, será executada em Porto Alegre e inicia em agosto.

Máquina de reboco. A falta de mão de

obra tem estimulado o aumento do nível

de industrialização nas obras.

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Entrevista

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Diretor de marketing do Balaroti, Eduardo Balaroti, fala sobre a empresa e os planos de expansão

para Santa Catarina

Fundada por filhos de imigrantes italianos o Balaroti – Material de Construção é uma empresa familiar que iniciou suas atividades há 36 anos, no Paraná. Com muitas mudanças e inovações, durante todos esses anos, tornou-se a 7ª maior revenda de material de construção do Brasil, presente também em Santa Catarina nas cidades de Joinville e Balneário Camboriú. Em 2010 inaugurou mais duas lojas, gerando cerca de 200 empregos diretos e indiretos. Atualmente são 18 lojas e um televendas que empregam mais de 1170 colaboradores diretos e 600 terceirizados. Em suas lojas, são 50 mil itens de construção que vão desde material bruto como areia, brita e cimento, até acabamentos, como cerâmicas, tintas, louças, metais, material elétrico e hidráulico, etc. Entre as conquistas, o Balaroti foi eleito 10 vezes consecutivas Top Of Mind no Paraná na categoria Material de Construção e fez parte das 150 Melhores Empresa para Se Trabalhar – do Guia Exame 2006, 2008, 2009 e 2010. O diretor de marketing do Balaroti, Eduardo Balaroti, concedeu à Revista Destaque Imobiliário esta entrevista, que fala sobre a empresa e os planos de crescimento para Santa Catarina.

Inovar e crescer

Revista Destaque Imobiliário: O Balaroti nasceu de uma indústria madeireira, como foi que se trans-formou em uma das maiores redes de material de construção do país?Balaroti: O Balaroti começou como uma madeireira em 1975. Depois abri-mos em Curitiba um depósito de ma-terial de construção que aos poucos transformou-se em lojas de material de construção. Durante estes 36 anos tivemos um grande crescimento no mer-cado, evoluindo sua marca e agregando milhares de produtos ao seu portfólio.RDI: Durante todos esses anos vocês

acompanharam muitas mudanças, tanto na evolução das empresas e produtos, motivadas principalmente por novas tecnologias, quanto no comportamento do consumidor. Como vê essa relação empresa/con-sumidor hoje?Balaroti: Conseguimos evoluir com o consumidor e entender as suas necessi-dades. O Balaroti é totalmente voltado ao serviço, sempre oferecemos algo a mais ao nosso cliente e isso é uma grande vantagem competitiva.RDI: Mas o que o consumidor es-pera de uma loja de materiais de

construção deste porte?Balaroti: Acho que um conjunto de ser-viços e produtos e principalmente ter a segurança em comprar de uma empresa que oferece qualidade superior com preços competitivos. Ele não quer só comprar materiais de construção, quer ter conforto, comodidade, serviço, uma entrega rápida, quer uma loja clima-tizada, iluminada, com um espaço para deixar as crianças, uma cafeteria. Enfim, hoje o consumidor é muito exigente, ele quer tudo: preço, prazo, condições de pagamento, mas não abre mão de uma loja moderna e inovadora. Antigamente

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ou ele buscava um serviço de qualidade ou preço baixo. Hoje ele exige as duas coisas juntas. RDI: Qual a importância do marketing em meio ao mercado altamente com-petitivo?Balaroti: É muito importante, pois é o marketing que mostra aos consumidores o que realmente a empresa pode oferecer ao seu público-alvo.RDI: Como vê o mercado de materiais para construção hoje? É possível dizer que vive seu “melhor momento”? Balaroti: Já tivemos outros momentos bons, mas com um trabalho competente de toda a empresa estamos aproveitando esta fase importante pela qual passa o Brasil.RDI: 2010 foi um ano pujante para o setor da construção e materiais. Como está sendo 2011?Balaroti: O Balaroti cresceu 15% em 2010. Na verdade, nós, nossos concor-rentes e a indústria em geral, tínhamos mais expectativas em relação a 2010.

Em 2008 quando o governo começou a anunciar o Programa de Aceleração de Crescimento (PAC) e o Programa Minha Casa Minha Vida (PMCM), a expectativa foi muito grande. Quando veio a crise todas as expectativas foram revisadas. Nós crescemos, mas não foi só por cau-sa da economia e do setor que cresceu, tivemos um investimento muito grande com a abertura de novas lojas e a refor-ma de lojas já existentes, grande parte do

nosso crescimento foi baseado em nos-so planejamento para crescer em longo prazo. A expectativa de 2011 e 2012 é crescer entre 10% e 20%.RDI: O que o mercado catarinense representa para o Balaroti?

Balaroti: É um mercado atraente, por isso vamos expandí-lo. Teremos um crescimento de 30% em Santa Catarina. RDI: Quais são as novidades para o estado?Balaroti: No Paraná já abrimos novas lojas. O planejamento agora é abrir novas lojas em Santa Catarina. Os planos iniciais para o estado são duas lojas, uma em Flo-rianópolis e outra em Blumenau. Já temos projetos bem definidos, com contratos de

aluguel de terrenos e de obras. As obras começam agora em agosto e as lojas de-vem entrar em funcionamento no final primeiro trimestre de 2012. Elas serão Home Centers com cerca de 4,5 mil met-ros quadrados e juntas devem empregar

Antigamente ou o consumidor buscava um serviço de qualidade ou preço baixo. Hoje

ele exige as duas coisas juntas

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cerca de 170 profissionais. Além disso, ainda pretendemos crescer mais na região da grande Florianópolis, mas ainda são projetos. RDI: A empresa inovou no atendimento aos clientes com palmtops. Como funciona este atendimento e que vanta-gens apresenta para a empresa e clientes?Balaroti: O atendimento ficou entre 40% e 50% mais rápido, com isso melhoramos o ganho da nossa equipe e melhoramos o atendimento para o nosso consumidor. No palmtop o colaborador consegue fazer todo o atendimento ao cliente, consultar o produto pelo código de barras, veri-ficar a disponibilidade de estoque, data para entrega, finan-ciamento, parcelamento, etc. A compra toda é materializada no palmtop, depois o cliente apenas passa no caixa. Todas as novas lojas já têm o sistema e estamos instalando aos poucos nas demais. Esse tipo de atendimento é inédito no Brasil.RDI: Tele-vendas e vendas pela internet são uma tendência. Acredita que será a principal forma de venda do futuro? Balaroti: O telemarketing segue o crescimento proporcional às lojas, quanto à internet já temos um e-commerce e estamos investindo para atrair um novo público. Contudo, ainda não é tão relevante pois a venda de material de construção ainda é muito assistida, o cliente não se sente a vontade para com-prar sozinho. Em geral eles visitam o site, comparam preços, mas vem até uma loja para tirar todas as dúvidas e finalizar a compra. O que estamos explorando é a linha de ferramentas, iluminação e decoração, por serem produtos que podem ser facilmente compradas pela internet. RDI: Hoje, quais são os atuais desafios da empresa, que já está estabilizada e reconhecida no mercado?Balaroti: Inovação sempre e treinamento de pessoal. Não podemos esquecer que nosso maior patrimonio são nossos clientes, fornecedores e principalmente nossa equipe. Entre as inovações para os clientes, temos uma complementação de serviços. Uma equipe própria que faz diversos trabalhos de instalação de produtos como pisos laminados, ilumina-ção, instalações sanitárias, entre outros. Estes serviços são prestados por funcionários da loja, que vão até a casa do cliente devidamente uniformizados, para realizar um ser-viço de qualidade. É uma garantia para o consumidor. Além disso, ainda temos uma entrega rápida, para o dia seguinte, e o cliente ainda pode optar pelo serviço de entrega Express em, que a compra é entregue em apenas duas horas.

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De olho no lance

Investimento

Consórcios de imóveis são uma boa opor-tunidade para quem não tem pressa de ad-quirir o bem, possui dinheiro suficiente para

dar um lance ou tem sorte

Uma das alternativas de adquirir um imóvel sem ter todo o dinheiro ne-cessário no bolso são os consórcios. Mais vantajoso que os financiamentos, o núme-ro de adeptos tem crescido. De acordo com os dados da Associação Brasileira de Ad-ministradoras de Consórcio (Abac), esta modalidade de compra de imóveis cresceu cerca de 16% no primeiro semestre e já representa quase 15% das vendas de imóveis no país. A auxiliar administrativo, Mariele Staffen, considera os consórcios uma for-ma de poupança forçada e já comprou quatro deles. “O primeiro foi de moto, paguei até o final e retirei em dinheiro para aplicar na compra de um apartamento. Com o segundo, comprei meu primeiro carro e no terceiro troquei por um carro melhor. Este último é imobiliário, será pago em dez anos, e ainda não sei exatamente o que vou fazer com ele”, conta. Com os consórcios imobiliários, é possível comprar imóveis comerciais, residenciais, terrenos, imóveis rurais, fazer reformas de imóveis, e até mesmo adquirir

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Para o economista Ricardo Guedes uma das principais vantagens dos con-sórcios é que eles não têm juros, apenas taxas de administração. “Uma vez contem-plado, seja através de sorteio ou de lance (que aumenta as chances de contem-plação), o restante do saldo é equivalente a um empréstimo sem taxa de juros”, explica ele que é delegado do Conselho Regional de Economia de Itajaí. Na contemplação, aparece outra vantagem. “Quem tem dinheiro na mão tem mais poder de compra. É muito mais fácil negociar o preço de um imóvel quan-do ele é pago à vista”, lembra Hingst. De acordo com ele, mesmo colocando na ponta do lápis todas as taxas embutidas nas parcelas de um consórcio ele sempre será mais vantajoso que um financiamento. “Mesmo para quem paga aluguel. É só calcular”, garante. Ainda é possível usar o Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) para quitar parcelas, ou todo o consórcio, dar lances na assembléia de contemplação, o até completar o valor da carta de crédito no caso do imóvel custar mais caro que o valor disponível. Contudo, o consumidor precisa estar ciente que pode ser contemplado apenas quando o grupo for encerrado. Portanto, quem tem pressa em adquirir um imóvel e não tem dinheiro para dar o lance deve procurar outra alternativa de fi-nanciamento. “Quando comecei a comprar consórcio, minha renda não permitia financiamento algum. Por isso optei por esperar com paciência para adquirir meu bem apenas quando ele já estava praticamente pago”, comenta Mariele. Para Guedes, além de ter que esperar pelo imóvel, entre as desvantagens do consórcio está o fato de as prestações não serem fixas, sendo provável que subam ao longo do plano e o fato do bem ficar alienado (o que também acontece no financia-mento. “Normalmente o valor do lance também é alto, acima de 50%, para conseguir ser contemplado com rapidez” afirma.

residências não averbadas, em alguns ca-sos. Os valores de contrato variam en-tre R$ 40 mil e R$ 700 mil, que podem ser pagos em até 240 meses, ou seja, 20 anos, dependendo da administradora. Se antigamente os consórcios serviam para atender um público que não conseguia crédito aprovado pelo banco, hoje é bem diferente. “Ainda temos este tipo de clientes, contudo o número de investidores que buscam o sistema de consórcios tem crescido cada vez mais”, explica o consultor de investi-mentos imobiliários, Carlos Hingst Neto, da Ademilar Consórcio de Imóveis. Hingst tem clientes que possuem mais de R$ 2 milhões em cotas de imóveis, “Hoje é diferente do sistema financeiro habitacional, para algumas pessoas os con-sórcios funcionam como uma previdência, elas adquirem para sacar no futuro, como crédito para complemento de renda da aposentadoria, ou adquirindo imóveis para locação diversificando investimentos”, co-menta. De acordo com ele, muitos in-vestidores também compram cotas para vendê-las na contemplação. “Existem investidores que compram as cartas contempladas, pois precisam de crédito imediato, e assumem o restante das par-celas”, explica Hingst. O valor pago, excede a taxa de administração, com um “custo da con-templação”, popularmente chamado de “ágio”. Quem vende recebe um valor su-perior ao que já foi pago e que pode ser muito atrativo. Para quem utiliza o crédi-to, o custo é mais elevado que o consor-cio normal, “Mas ainda assim o crédito da carta comtemplada é mais atrativo que um financiamento comum”, afirma.

A compra de imóveis por consórcio cresceu cerca de 16% no primeiro semestre e já representa quase 15% das vendas de imóveisno país.

Consórcio x Financiamento

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O consórcio é um sistema bastante seguro no país, mas é preciso tomar alguns cuidados. Primeiro é preciso fazer todos os cálculos para não comprometer o orçamento e ter a consciência do período do plano. Depois, é necessário muito cuidado na hora de escolher a empresa que irá administrá-lo. “E preciso saber se é idônea, está registrada no Banco Central (BC) e se não existe nenhum problema com ela no âmbito municipal, estadual e federal”, explica Guedes. Para ele, conversar com pessoas que já fizeram consórcio com a empresa também é importante, além de ler e entender todas as cláusulas do contrato. “É preciso ter certeza que não irá ter surpresas no decorrer do negócio em todas as fases”, afirma. Para quem se arrepender do plano contratado é possível desistir no meio do caminho, mas é preciso avaliar se será vantajoso. Para os contratos assinados a partir de fevereiro de 2009, a devolução da importância já paga no consórcio será feita no final do grupo ou quando a carta for contemplada. Assim, o consorciado receberá o valor pago anteriormente, corrigido e descontado eventuais encargos e multas.

Os consórcios de imóveis funcionam como os demais consórcios de carro e moto, por

exemplo. Trata-se de um grupo de pessoas físicas ou jurídicas que se autofinanciam pelo paga-

mento de cotas mensais. Cada grupo tem um valor específico do imóvel e um determinado prazo

para pagamento, que pode alcançar 20 anos.

Com o fechamento do contrato, iniciam os pagamentos mensais para a administradora e

os consorciados recebem seus bens por meio de sorteios mensais. É possível dar lances (ante-

cipação de prestações), na tentativa de adquirir o imóvel com mais rapidez.

Vantagens • Menos burocrático;

• Não exige pagamento de entrada nem comprovação de renda;

• Funciona como uma poupança forçada;

• Flexibilidade para a utilização do crédito;

• O FGTS pode ser usado como lance ou quitação;

• Não tem juros, apenas taxas administrativas;

Desvantagens• Prazo para receber o bem pode ser de até 20 anos;

• Desistências podem não valer a pena;

• As parcelas não são fixas e podem aumentar durante o período de pagamento;

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Cuidados

Como funcionam os consórcios de imóveis?

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Sustentável

Sustentabilidade

Projeto piloto agrega conhecimento, pes-quisa e novas tecnologias

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Você já parou para pensar qual o impacto que a construção civil está causando no planeta? Se por um lado a construção civil representa 8,5% do Produto In-terno Bruto (PIB) nacional, ela tam-bém é responsável pela geração de 70% dos resíduos domésticos que to-talizam 61 milhões de toneladas por ano. O aumento dos resíduos urba-nos no período de 2009 e 2010 foi de 6,8%. A situação é tão grave que o crescimento da geração de resíduo é 600% maior que o crescimento populacional. Estes dados, entre outros, nos levaram a focar nosso trabalho na ar-quitetura bioclimática e sustentável, que se baseia nos seguintes itens:• Uso de materiais reciclados e renováveis;

• Uso de materiais que incorporem baixa energia;• Uso de madeira certificada;• Sistemas de captação de água;• Baixa manutenção;• Reciclagem de edificações;• Redução de químicos que impactam o meio ambiente;• Preservação do meio ambiente;• Eficiência energética;• Orientação solar;• Proximidade a equipamentos urba-nos. Baseado nestes conceitos e munidos de opções de sistema construtivo sustentáveis, elabora-mos o primeiro projeto residen-cial sustentável, “projeto piloto casa sustentável”, que harmoniza praticidade e funcionalidade, além de reunir muitos dos atributos

de produtos e ou equipamentos ecológicos, econômicos e soci-ais, sem esquecer no fundamental quando se pensa em realizar o seu sonho de ter um lar : o aconchego e a beleza. Como nosso objetivo é construir sustentavelmente, mas mantendo a característica estética da obra, - sendo esta implemen-tada para todas as categorias de construção, desde as populares até a de alta padrão - definiu-se como ideais, os sistemas construtivos que utilizam o EPS, muito conhecido popularmente como isopor, como a alternativa mais interessante, pois sua estética é exatamente igual aos sistemas convencionais, mas com maior qualidade final de acabamen-to, pois são tecnologias onde seus

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componentes construtivos, blocos ou painéis, tornam a construção muito próxima de produtos indus-trializados, com padrões de medida com pouquíssimas e pequenas varia-ções. No infográfico demonstra-mos, além dos sistemas construtivos, outras alternativas sustentáveis pre-sentes no “projeto piloto casa sus-tentável”. Os sistemas construtivos sus-tentáveis têm como objetivo básico tor-nar a obra ambientalmente e socialmente correta, com custos acessíveis. Construir sustentavelmente no atual momento é imprescindível, pois temos que manter e aumentar o desenvolvimento do país e da sociedade, sem impactar no desen-

volvimento de nossas gerações futuras. Para isto precisamos de siste-mas construtivos da mais avançada tecnologia, que proporcione uma alta produtividade, excelente qualidade, cus-tos acessíveis, respeito com os envolvi-dos nos processo de construção e com baixíssimo impacto ambiental. A construção com estes sistemas é muito racional em materi-ais e serviços, começando pela agili-dade e custo baixo das fundações su-perficiais, que são realizadas por um sistema denominado Radier. Sobre esta fundação, são montadas as paredes de blocos ou painéis em EPS, que proporcionam altíssima resistência e produtividade, além de possuírem excelentes carac-

terísticas termo-acústicas, o que pos-sibilita conforto ambiental e econo-mia para climatização dos espaços, podendo atingir 40% nos custos de energia elétrica para estes fins. Após as paredes levantadas é realizado o revestimento, conhecido popularmente como reboco, que nos blocos envolve argamassa reativa, re-forçada por malhas de fibra de vidro, e nos painéis argamassa forte, que se tornará argamassa estrutural depois de aplicada envolvendo a estrutura de tela de aço galvanizado. Esta apli-cação pode ser manual ou automa-tizada, sendo que as tecnologias de revestimento proporcionam rigidez e praticamente impossibilitam qual-quer tipo de fissuras ou trincas.

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Confrontando com outros sistemas constru-tivos, a geração de entulhos, provenientes de desper-dício, técnicas antiquadas que consistem em construir para depois quebrar, visando realizar eventos de in-fraestruturas como elétrica, telefonia, lógica, climati-zação e hidráulica, são situações inexistentes nestes sistemas. Nos blocos a infraestrutura é realizada pelo interior do bloco e nos painéis as aberturas são rea-lizadas por dispositivo soprador de ar a grande tem-peratura, não produzindo nenhum resíduo como as construções em alvenaria convencional. Os dois sistemas racionalizam tempo de execução de obra, recursos financeiros e naturais. Se-guem a filosofia tão atual e necessária do Lean Manu-factoring, ou seja, produzir o que é necessário, no mo-mento certo, com os recursos certos, com o mínimo de desperdício e com a mais alta tecnologia possível. Também a organização do canteiro de obras é uma característica importante nos dois sistemas, que além de alavancar a racionalização e a limpeza da obra, contribui para um ambiente com menos condi-ções inseguras para acidentes, pois reduzem signifi-cativamente a utilização de tábuas e sarrafos (-90%) e pregos (-95%), que são itens que proporcionam situações inseguras, desorganização e grande impacto ambiental.

Arquiteta Juliana Jagelski DanielJJ Design Ltda

www.jjdesign.com.brwww.jjdesignarquittetura.blogspot.com

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É um luxo!

Com um design arrojado e imponente a

Mercedes-Benz promete uma experiência única

para os pilotos do SLS AMG. As portas em forma-

to “asa-de-gaivota” denunciam o legítimo espírito

esportivo resgatado do clássico SL 300. O Safety

car da Fórmula 1, e que também é considerado

por muitas revistas como o veículo do ano, já cir-

cula pelas ruas de Santa Catarina.

Com chassi e carroceria totalmente em

alumínio, o SLS AMG exala personalidade. Este

veículo é um legítimo carro de corrida, com quase

600 cavalos, e custa US$ 400 mil. A potência che-

ga às rodas por meio de uma transmissão de sete

marchas com dupla embreagem, tudo para levá-

lo de 0 a 100 KM/h em apenas 3,8 segundos e até

317 Km/h.

Asas para voar

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Fotos: divulgação

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Asas para voar

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Entre a ausência e a presença

Exposição

Exposição fotográfica de Márcio Paloschi discute diver-sas formas e ângulos da nova

paisagem urbana

Nas fotos parece que nada acontece. Con-creto, muitas janelas, prédios e mais prédios lado a lado. Olhando atentamente, é possível avaliar que tudo mudou. As formas geométricas criadas pelas linhas que ligam o concreto e o vazio são as mais distintas e mostram que a paisagem urbana não é mais a mesma. E é exatamente este olhar, que passa des-percebido, que foi captado pelas lentes do artista plástico Márcio Paloschi para a exposição fotográfica ‘Recortes e Empilhamentos da Paisagem Urbana’, ex-posta na Galeria de Artes do Sesc (Serviço Social do Comércio) de Jaraguá do Sul até dia 30 de agosto. Inspirada em três grandes cidades (Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo), a exposição traz fotografias captadas em ângulos diversos, livres e distintos, que levam em conta os contornos, formas e profundidade desta nova paisagem que passa sem muitos olhares. Contudo, existem várias interpretações. “Este é um dos pontos a ser considerado: a ausência e presença. Todas as fotos vêm de um ângulo de um an-dante, que faz os recortes entre a massa concreta e um espaço aéreo existente”, explica Paloschi. “Não dis-cuto um estilo arquitetônico e sim as possibilidades de visão sobre as figuras que são formadas”. Completa. Marcos Paloschi é gaúcho, radicado em Jara-guá do Sul, e conhecido pelo trabalho desenvolvido como estilista e figurinista.

Com curadoria de Josué Mattos, a exposição fica aberta até 30 de agosto (de terça-feira a domingo), das 8h30 às 20h30. Em janeiro, será levada para a Livraria Cultura em São Paulo, na Avenida Paulista.

Divulgação: Márcio Paloschi

Foto: Kelly Erdmann

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No lançamento do Residencial Novos Caminhos na Arena Jaraguá.

Informe

Evento realizado na Arena Jaraguá no dia 14 de Julho contou com a participaçãode 1.000 famílias cadastradas no programa habitacional da Pre-feitura Municipal de Jaraguá do Sul. A parceria formada entre a Prefeitura Mu-nicipal de Jaraguá do Sul, Secretaria de Habitação, Caixa Econômica Federal, Sulbrasil e Alfablu garantiu o sucesso do evento.

Recepção das famílias Público presente

Da esquerda para direita: Thaís L. Henning - Ger. Habitação e Reg. Fundiária, Adalberto José da Silva - Sulbrasil Engenharia, Maristela M. Roza - Sec. da Habitação e Reg. Fundiária, Cecília Konell - Prefeita de Jaraguá do Sul, Roney O. Granemann - Sup. Reg. Caixa, Janice R. W. Vieira - Ger. Reg. de Negócios e Construção Civil Caixa, Donaldo Kobus - Ger. Reg. Agência Caixa Jaraguá do Sul, José May Cardoso - Alfablu Empreendimentos Imobiliários.

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1.000 famílias

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Evento reúne mais de 1.000 famílias na Arena Jaraguá.

O empreendimento

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Destaque social

No dia 21 de julho aconte-

ceu, em grande estilo, o lançamento

da Mostra 4Elementos. O evento reu-

niu profissionais, clientes e amigos

Os 14 ambientes, executados por

22 profissionais, (foto) estão abertos

para visitação até dezembro.

O diretor do Grupo DVA, Pau-

lo Toniolo Júnior, na inaugu-

ração da concessionária da

Mercedes-Benz em Blumenau.

Com um investimento de R$ 7

milhões o prédio, inaugurado

dia 21 de julho, é o primeiro pré-

dio no Brasil a ser construído

dentro dos padrões de exigên-

cia da empresa alemã.

A anfitriã Valdete Silva com

Debora e Sidney Rosa, curtindo a

festa de lançamento da 5ª. edição

da revista Estilo ND, do Núcleo de

Decoração do Vale. Mais de duzen-

tos convidados compareceram na

noite de abertura que aconteceu

no novo endereço da Decor Banho,

em Balneário Camboriú.

Os arquitetos Juliana Pedrati e Erico Luis da

Conceição, marcaram presença na festa de

lançamento da Revista Estilo ND.

Foto: Cícero Viegas

Foto: Kako Waldrich

Francine Mirele da Silva

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Papelão

Artista

Domingos Tótora une arte e design transformando papelão em expressivas

peças de decoração e mobiliário

Fotos: divulgação Domingos Tótora

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Maria da Fé é uma pequena cidade localizada na Serra da Mantiqueira, em Minas Gerais. Entre os cerca de 15 mil habitantes que abriga, está o artista

Domingos Tótora. Depois de estudar design em São Paulo, voltou para o seu refúgio. É nela que ele aproveita todo o contato com a natureza e suas formas

orgânicas, busca sua fonte inesgotável de inspiração, inova e cria peças en-cantadoras. A forma e a pureza encontradas nos tons terra fizeram com que seus vasos, centros de mesa, bancos e pufes conquistassem o mundo sem que o artista precisasse sair de sua cidade. Uma de suas peças, o Banco Solo, fica exposta até o final de agosto no Design Museum de Londres, onde Tótora ficou entre os finalistas do prêmio Designs of the Year, considerado o Oscar do design. Quem vê, ou senta em suas peças de mobiliário, pode nem per-

ceber que sua matéria-prima vem do lixo. Tótora transforma papelão inservível e sacos de cimento em produtos que transitam entre a arte e o

design. Beleza e função estão lado a lado. “Eu falo em design com alma, que é quando a arte tem emoção e função. Sou um artista plástico, por isso, para

mim, a forma vem antes da função. Nunca penso em um móvel, penso em uma escultura e depois dou função a ela”, explica.

Há vinte anos Tótora começou a observar o descarte do papelão e pesquisar uma forma de aproveitá-lo. Hoje, todo o pa-pelão que chega à oficina é des-manchado e misturado com cola branca, em masseiras de padaria, até formar uma massa de celulose que pode ser moldada. Durante o processo, 100% do material é reaproveitado. “O papelão vêm da madeira e volta à origem, volta a ser madeira novamente”, diz. No começo Tótora começou a trabalhar com pequenos objetos

decorativos, mas percebeu a re-sistência do material e a possibilidade de trabalhar com o mobiliário. “Hoje tenho peças exclusivas, numeradas, quase únicas”, afirma. A massa do papelão pode ser tingida com pigmento de terra natural, dando um efeito muito ex-pressivo às peças, embora não se-jam as preferidas do artista. “Gosto mesmo é de trabalhar a matéria bru-ta, quando não tem tinta é como se fosse a carne, não tem pele, é a carne à mostra”, analisa.

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Eu falo em design com alma, que é quando a arte

tem emoção e função

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Banco Zoe

Banco Solo, com esta peça Tótora ficou entre os finalistas do

prêmio Designs of the Year, considerado o Oscar do design.

Mesa Hastes

Mesa Água

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Através da reciclagem, o artista dá um ótimo exemplo para o mundo e, em Maria da Fé, muda a vida de algumas pessoas da co-munidade. Na oficina, o trabalho totalmente artesanal emprega atu-almente nove artesões. Eles foram

capacitados e reproduzem as peças a partir de um protótipo criado por Tótora. “Sustentabilidade é o que se faz e não o que se diz”, opina. A capacidade de produção é de cerca de mil peças por mês, mas depende muito dos pedidos, já que as

de grandes proporções levam muito tempo para serem produzidas. Com um distribuidor na Bél-gica, o trabalho de Tótora percorre a Europa em feiras e eventos. Os valores das peças variam de R$ 243 até R$ 8 mil e, no Brasil, estão em feiras como a Casa Brasil, em Bento Gonçalves (que aconteceu no início de agosto) e tam-bém são vendidas diretamente pela ofi-cina. A beleza do trabalho de Do-mingos Tótora não está apenas no resultado final, mas em todo o seu processo de criação.

Há vinte anos Domingos Tótora começou a observar o descarte do papelão pesquisar uma forma de aproveitá-lo, criando

inúmeras peças de decoração e mobiliário.

Na oficina o papelão é desmanchado e misturado com cola

branca, em masseiras de padaria, transformando-se em uma

massa que pode ser moldada.

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à m

ostra

Mostra

Fotos: Cícero Viegas

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Com período de visitação até dezembro, quem gosta do mundo décor ou está buscando referências, ideias e novidades para decorar ou renovar a casa, tem tempo de sobra para visitar a Mostra 4Elementos. A expectativa é que oito mil pessoas visitem a mostra que este ano vem com o tema “Celebrare”, comemorando seus cinco anos de vida. Nela, 14 ambientes assinados por 22 arquitetos, criam e recriam estilos e tendências de decoração.

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Com muitos elementos orgânicos, madeira, linhos, couro, fibras e o uso de tons claros e suaves, a arquiteta Cibeli Spolti criou um ambiente aconchegante que inspira tranqui-lidade. “Adoro obra de arte, quadros, gravuras, esculturas, e seguindo a linha orgânica, tudo da natureza pode se tornar um objeto de arte”, co-menta. Seguindo uma linguagem naturalista sustentável a arquiteta utilizou materiais e móveis recicláveis e ecologicamente corretos, como é o caso da mesa de tronco de madeira descartada pelo homem e de uma lareira elétrica, além da ilu-minação com fitas de led. Na decoração, peças exclusivas como a escultura grega, os quadros adquiridos no Mu-seu de Arte Moderna de Lisboa, pela Galeria Helena Neckel, e as pequenas telas assinadas pelo artista plástico Alexandre Meldau, comple-tam o espaço. No ambiente, merecem destaque o uso diversificado da madeira e as paredes que foram revestidas com tijolos rústicos Mattone di Venezia na cor natural.

Cibeli Spolti (47) 3361-8174(47) 7812-9133

[email protected]

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O pé-direito de cinco metros com oito luminárias Cindy, da Kartell, em cores diferentes é o grande destaque do ambiente de 12 metros quadrados. Nos detalhes, o cuidado e a sofistica-ção das arquitetas Karla Silva e Priscila Koch, do Escritório Silva+Silva Arqde-sign, aparecem em cada elemento que compõe o espaço: no tapete Persa, nas louças, vaso e talheres de prata. A Sala de Jantar acomoda oito pessoas e traz dois modernos apara-dores com a tendência em laca brilho colorida. “Começamos com a escolha da mesa e cadeiras contemporâneas em tom carvalho escuro para quebrar essa sobriedade fez-se a escolha de um par de aparadores laranja do designer Jader Almeida”, explica Karla Silva.

Priscila Kock e Karla Silva SILVA+SILVA (48) 3222-1029

www.silvasilva.com.br

Page 66: Revista Agosto

Vitrine

Max Piva criou a mesa de centro Voilà para Bonaldo

a partir do conceito da dobradura que aprendemos desde

pequenos. Com 6 milímetros de espessura é um exemplo de

simplicidade e equilíbrio, não só em termos de forma, mas

também de produção, que não envolve qualquer material

desperdiçado Voilà é feito de chapa de metal envernizada ou

acrílico e está disponível em seis cores que variam do trans-

parente ao azul.

A madeira utilizada na fabricação destas peças da coleção

Bonina, da Donaflor Mobília, é de manejo florestal sustentável. As

peças de madeira Camuru são feitas para a decoração de ambientes

externos. A mesa de centro tem 30 centimetros de altura, e 1 metro de

largura. Custa R$ 800. Já a poltrona, além da madeira é feita em tela

Regatta e tem 72 centímetros de altura. Custa R$ 1476.

A Oxford lançou uma linha

comemorativa do Rock In Rio, maior

festival de música e entretenimento do

mundo. Composta por canecas e tige-

las os produtos foram confeccionados

com logo, frases e figuras que remetem

ao festival. Os produtos serão vendidos

separados ou em kits, disponíveis em di-

versas opções de cor e decoração.

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arquitetura

Arquitetura comercial

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Projetar arquitetura sempre é algo muito maior que qualquer simples desenho. Nos espaços a energia, os acontecimentos, as alegrias, ou seja, a vida, estão presentes. Por isso cada pro-jeto é especial. O projeto da Casa da Nonna, em Jaraguá do Sul, foi particularmente fantástico. Primeiro pela maneira gostosa que tudo começou partindo da sinergia e da amizade com clientes diferenciados e sobretudo, entusiasmados com a missão que vislumbravam. A idéia já tinha alma, já tinha corpo e com a essência especial-

mente familiar, tudo foi acontecendo naturalmente e se encaixando com per-feição. Não parece tarefa fácil, a princípio, imaginar e projetar uma arquitetura sobre uma reforma de residência, precisando trazer para os espaços e fachada uma identidade tradicional italiana e familiar com um espaço aconchegante e despoluído, para evidenciar os produtos. Ainda mais quando se sabe da importância de trabalhar com materiais rústicos, móveis familiares, condicionantes le-gais, estacionamento, convite estético, sustentabilidade e, claro, cuidando com a viabilidade econômica dos custos da obra.

Pensamos em madeiras de demolição e elas apareceram com um preço muito bom. Pensamos em valo-rizar a entrada com uma porta diferen-ciada e a nossa design Debora Delagi-ustina, a encontrou por acaso. A ideia do ladrilho hidráulico nos preocupava e alguns cliques na internet foram sufici-entes para resolver o caso. A criação do logotipo pela Agencia Compreendo har-monizou muito bem com a arquitetura. As divisões da planta entre loja, sanitários e toda estrutura de cozinha industrial, com depósitos, lavação, co-zimentos, vestiários, fechou como uma luva nas divisões existentes da casa. To-dos os móveis antigos de apego familiar se encaixaram na loja com perfeição.

Linha de piso com movimento estético indicando o caminho como um convite a conhecer a Casa da Nonna. Destaque para o ladrilho hidráulico antiderrapante e para a acessibilidade.

O toque da madeira de demolição com o conjunto ar-quitetônico é despoluído e ao mesmo tempo aconche-gante. Destaque para a porta.

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A ideia sempre foi a valorização visual dos produtos expostos com a integração dos móveis antigos de família. Destaque para as peças e elementos decora-tivos da artista Marisa Piazera.

O uso da madeira de demolição e da restauração de móveis antigos significa também sustentabilidade.

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Arquitetos

Keidy e Raphael

[email protected]

Jaraguá do Sul - SC 47 9919-5130 479969-4207

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Page 72: Revista Agosto

de sono

Cama

Escolher um colchão de boa

qualidade e com a densidade adequada é

essencial

Passamos um terço de nossa vida dormindo. Para uma boa noite de sono a escolha certa do colchão é essen-cial. Um colchão inadequado ou de má qualidade pode resultar em noites mal dormidas, sono fragmentado, além de dores na coluna vertebral e torcicolos. De acordo com o médico chefe do

Serviço de Ortopedia e Cirurgia da Coluna do Hospital Governador Celso Ramos, de Florianópolis, Waldemar de Souza Junior, na hora de escolher um colchão é preciso lembrar que a nossa coluna quando vista de lado possui curvaturas fisiológicas que devem ser respeitadas (lordose cervical e lombar e cifose dorsal) e que as estruturas, como nossos ombros e quadris, devem se moldar ao colchão quando deitamos. “Se deitamos de lado, que é a posição mais re-laxante para a coluna, devemos estar aten-tos em escolher um colchão que permita que nossos ombros e quadris se moldem na espuma do colchão”, explica. Para ele, é preciso evitar os col-

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chões muito duros, pois impedem um relaxamento adequado do corpo, e também os muito mole, onde o corpo cede e não encontra resistência. “O certo é escolher um colchão que sustente o seu peso, moldando o seu corpo enquanto está deitado, deixando-o com uma postura correta”, ensina. Para quem tem problema de dores nas costas vale a pena inve-stir nos colchões com látex, espuma visoelástica ou espumas de alta resistência. Estes materiais se moldam ao corpo com mais facilidade e são mais confortáveis para a coluna, que as espumas comuns. “Já para as pessoas mais pesadas os col-chões com densidade maior e reforço estrutural são ideais”, completa o médico. Na hora da compra é preciso não ter pressa e deixar a timidez de lado, pois o ideal é deitar-se no colchão por alguns instantes, para ver em qual você se sente mais confortável. Procurar lojas especializadas também pode ajudar, e muito, já que os vendedores costumam ter mais informações sobre os produtos. “O colchão ideal está diretamente relacionado ao peso da pessoa ou do casal que irá utilizar. Um produto pode ser excelente para um cliente e péssimo para outro. Um pro-fissional especializado poderá ajudar a escolher o colchão cer-to”, afirma a consultora de vendas da Casa dos Colchões, em Balneário Camboriú. No caso dos colchões de casal, o certo é comprar o colchão na densidade compatível com a pessoa mais pesada. Fique atento ao preço, geralmente um colchão melhor, com alta tecnologia, não será dos mais baratos. “É muito impor-tante conferir se o colchão tem o Selo de Qualidade Pró-espuma, conferido pelo Instituto Nacional de Estudos do Repouso (Iner), que verifica a qualidade dos colchões”, orienta o médico.

Espuma: São aqueles colchões mais comuns, e mais vendidos, feitos de espuma de poliuretano disponíveis em diferentes alturas e densidades. Custam menos que os de molas, mas duram menos também, cerca de cinco anos, se forem bem cuidados, enquanto os outros duram aproximadamente 10 anos.

Molas Bonnel: São molas de aço entrelaçadas e cobertas por uma fina camada de espuma. As feitas de aço carbono são mais silenciosas e resistentes. Esse tipo de colchão é mais indicado para solteiros, porque quando uma pessoa se mexe, o outro lado do colchão balança.

Molas ensacadas: É o chamado “sistema pocket” em que as molas são ensacadas individualmente. Seu funcio-namento também é individual, então torna-se ideal para casais, já que quando uma pessoa se mexe o restante do colchão continua sem movimento. Esses colchões cos-tumam ter uma camada extra de espuma sobreposta ao colchão chamada “pillow top” para dar mais conforto. É mais caro que os de molas bonnel.

Viscoelástico: São os mais tecnológicos, feitos com uma tecnologia utilizada pelos astronautas. O material não deforma com o peso do corpo, ele apenas molda-se ao seu contorno, sem deformar, oferecendo uma boa estrutura para a coluna. Em geral possui base de molas pocket ou bonel.

Látex: É produzido em material sintético, derivado da borracha. Ideal para quem tem alergia, pois tem trata-mento contra fungos, ácaros e bactérias. Costuma ser macio e muito confortável, pois o material se adapta facilmente ao corpo. Em geral possui base de molas pocket ou bonel. Suporta qualquer peso e altura, mas é também o mais caro já que a tecnologia não é fabricada no Brasil.

Embora alguns colchões possuam tecnologias

para que não precisem mais ser virados, todos os produ-

tos devem ser girados com frequencia. “Todos os colchões

tem um desgaste natural, principalmente no início, de acor-

do com o peso do usuário”, explica a consultora de vendas

da Casa dos Colchões, em Balneário Camboriú. De acordo

com ela nos primeiros meses os colchões devem ser gira-

dos a cada quinze dias, depois a cada dois ou três meses.

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O colchão Infinity 1921 Euro, da

Ronconi, é confeccionado com molas

pocket ensacadas PHP e oferece supor-

te firme. O acabamento é em malha de

algodão e o pillow top é feito com espu-

mas viscoelásticas e fibras siliconizadas

além de possuir minimolas ensacadas

que prometem dar ainda mais conforto.

Possui uma tecnologia chamada turn

free, que dispensa virar o colchão.

Importado, o colchão Masterpiece da Si-

mons possui tecido em malha belga com fios de

seda que proporcionam um toque diferenciado. É

feito com acabamento especial com propriedades

de alta absorção de calor incorporado às fibras da

malha que reage ante a umidade natural do corpo

e é capaz de resfriar o tecido mantendo constante a

sensação de frescor.

É feito com uma moderna espuma tec-

nológica de alta densidade, com grande resistência

à deformação, que se molda aos contornos do cor-

po, e tecnologia de duplo molejo.

Lançamento da Diletto, o Velas-

quez é indicado para pessoas de maior

peso (até 150 quilos). Seu molejo possui

um efeito de dobradiças nas molas que

garantem maior durabilidade e estabili-

dade. Possui sistema pillow top embuti-

do e espuma viscoelástica. Não precisa

ser virado.

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Page 75: Revista Agosto

Inovadoras, as camas da Pilati possuem um sistema flexível do estrado que permite acionar articulações pelo controle remoto, podendo ajustar a cama para a posição mais confortável, seja para assistir TV, ler, trabalhar com o notebook ou relaxar, mantendo a coluna na posição mais adequada para cada uma dessas atividades. Para todas as camas motorizadas há ainda um diferencial, pode ser adquirida com um sistema mas-sageador com quatro pontos de vibração, regulagem de intensidade da vibração e de velocidade da troca de zonas, além de 20 programas de massagem automáticos. Não dá nem vontade de sair da cama!

Da Mannes, o colchão Thermo é de molas Pocket,

fabricado com fio de aço especial (alto teor de carbono) de

2 milímetros. O peso adequado é até 120 quilos por pes-

soa. Possui espuma viscoelástica injetada de alta densidade

e cobertura de látex anti-alérgica e anti-mofo, 100% látex

natural e indeformável, molda-se perfeitamente ao corpo. O

tecido é de malha de alta qualidade com tratamento especial

que proporciona ao usuário a sensação térmica ideal. Nos

dias quentes, quando a temperatura do corpo e do ambi-

ente aumentam, o tecido retém a energia e se mantém frio

e quando a temperatura abaixa, ele libera esta energia em

forma de calor.

Page 76: Revista Agosto

vestidos

Cama

Roupas de cama seguem tendência com

estampas românticas, naturais, masculinas e

contemporâneas

Cortinas, tapetes e enxovais são consideradas as “roupas” que vestem nossa casa. Os últimos, que são trocados com mais frequência, levam cores e modelos um pouco mais ousados, e que tem tudo a ver com a moda, e acompanham as cores e tendências podendo ganhar conceitos exclusivos. “Na criação das estampas a equipe de marketing se baseia em referências internacionais e também refletidas nos últimos eventos de moda, do país, como o São Paulo Fashion Week e Rio Fashion Week”, explica Adenise Weidgenant, coor-denadora de produto da Karsten. Entre as inúmeras coleções das marcas, três tendências aparecem em alta. Confira!

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Page 77: Revista Agosto

A Altemburg reinventou suas estampas para a coleção primavera/verão e procura atingir, princi-palmente, o público jovem. O jogo de cama Chicago é um exemplo. Chega às lojas em agosto.

Variações de cores claras e estampas que inspiram tranqulidade e romantismo são

facilmente encontradas nas peças de enxoval, principalmente

quando vai chegando a prima-vera. Flores, folhas e demais

pequenas estampas compõe o aconchego do espaço.

Em geral, as estampas se reinventaram. Cada vez mais modernas ganham também um toque mais masculino. Verde-militar, azul e cinza em diversas tonalidades são as cores que se destacam. Entre os desenhos, formas contemporâneas, muitas formas geométricas, grafismos, xadrez e listras marcam presença.

Da Karsten, este é o jogo de cama Amadis, da linha Atualle 180 fios e 100% algodão.

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Da coleção Premiata Plus, da Trussar-di, o jogo Palazzo Reale une passado e presente com muita elgancia e sofisticação. Lençóis, fronhas, edredons, colchas, porta travesseiros, almofadas e rolinhos, trazem a elegância das ro-sas bordadas em tecido 100% algodão, 250 fios, e os pequenos furos no tecido que completam a beleza.

Uma tendência que veio para ficar foi a que remete à natureza e mostra alguma preocupação com o meio ambiente. Voltadas à grandes metrópoles, e locais com pouco contato com a natureza, tons que lembram elementos naturais, como terra, areia e madeira fazem

sucesso.

Da coleção Budvision, da Buddmeyer, o jogo de cama e kit colcha 100 % algodão 270 fios traz a contemporaneidade das listas, misturada com os tons naturais.

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AF_Anuncio_Bella Sul_Paola.indd 1 8/15/11 5:07 PM

Page 80: Revista Agosto

Tic-tacVitrine

Que tal modernizar sua casa com relógios de parede? Além de funcionais eles estão cada vez mais modernos, com designs diferenciados e divertidos. E o melhor: eles podem ser usados em qualquer am-biente da casa, é só escolher o que combina melhor com a sua decoração!

Moderno e divertido o relógio de parede Ray

Números, mede 35 cetímetros e é de fácil ambienta-

ção. É porduzido com material resistente e as horas são

vistas com facilidade. À venda na Etna, disponível nas

cores branco, preto e vermelho, custa R$ 79,90.

Da coleção da

Imaginarium o relógio

Altas Horas tem um design

moderno e clean. Feito de

alumínio e vidro é de fácil

conservação e limpeza.

Custa R$ 99.

Page 81: Revista Agosto

Tic-tac O relógio Rabisque da Kava é

ideal para quem divide a casa ou es-

critório, pois possui um espaço reserva-

do para deixar recados. É feito em MDF

e está disponível em preto ou branco.

Custa R$ 440.

Feito de aço, com ponteiros vermelhos, o reló-

gio de parede Ribon tem 30 centímetros, é de

fácil ambientação e fica belíssimo em paredes

coloridas. Super moderno, faz parte da coleção

Tok & Stok e custa R$ 218.

Londres e Nova York ganharam reló-

gios especiais na Design Mania. Com

letreiro de madeira a primeira letra “O”

serve para colocar uma foto, já a se-

gunda serve para hospedar o relógio.

Você poderá pendurá-lo na parede ou

deixar em pé sobre uma bancada ou

prateleira. Custa R$ 85. *Valores pesquisados na primeira quinzena de agosto. Sujeitos a alterações.

Page 82: Revista Agosto

mais requinte para Joinville

Informe

Com mais de 20 anos de eficaz atuação no mercado de acabamentos, a Metais Cia, de Florianópo-lis, traz para Joinville o diferencial da marca, com produtos exclusivos, cheios de requinte, alta qualidade e extremo bom gosto. Os ambientes internos da loja levam os clientes a um mundo novo e contemplam marcas reconhecidas mundialmente, como os revestimentos Porcelanosa, os metais Rubinettos, a Dupon (fornecedora de corian), as banheiras Sabbia, dentre muitas outras marcas nacionais. Venha conhecer o que há de melhor em revestimentos, bancadas e cubas de corian, metais sanitários com design novo e arrojado, banheiras, louças, cubas, torneiras e bancadas para cozinha, além de toda a linha de acessórios para banheiros. Você é nosso convidado!

Page 83: Revista Agosto

Metais Cia. Av. Beira Rio, n.º 2.384 Joinville

(47) 3026-3900

Page 84: Revista Agosto

Arquitetura temática

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rotina

Suíte Egípcia

Ao contrário dos ambien-tes tranquilos e aconchegantes que as pessoas querem ter nas suas ca-sas, os motéis oferecem espaços marcantes, inusitados e inspiradores. Esta é a proposta destas duas suítes do Motel Egito’s, em Jaraguá do Sul, projetadas pelos arquitetos da FGM Urbana Arquitetura. Projetar ambientes de curta permanência é um desafio diferente do que projetar ambi-entes personalizados. Quando pensam em um ambiente para suas próprias casas, as pessoas normalmente querem espaços de cores neutras, que ofereçam acon-chego e tranquilidade, mas que ao mesmo tempo sejam dinâmicos e versáteis. Já quando procuram motéis, estão em busca de lugares diferentes, que agucem os sentidos e despertem novas emoções, mas

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Suíte Egípcia

Suíte Caribe

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que ainda assim ofereçam conforto e segurança. Es-paços temáticos são as opções mais procuradas para quem quer celebrar momentos especiais com criativi-dade e imaginação, ou simplesmente fugir da rotina. Os temas das suítes projetadas pelos ar-quitetos Fabiane Maiochi, Graziela Bordin e Miguel Bianchi foram sugeridos pelo próprio cliente, que já tem conhecimento do mercado da região e sabe quais são as opções mais procuradas pelos clientes. Para estas duas suítes foram escolhidos os temas Egito, que já dá nome ao motel, e Caribe. O mo-tel disponibiliza ainda outras suítes temáticas como Japonesa, Africana e Italiana.O impacto visual é um dos itens mais importantes da arquitetura moteleira, por isso as cores escolhidas são vibrantes e estimulantes. Na suíte Caribe, os tons seguem do azul anil ao branco, passando pelo piso bege acinzentado Gea Marfim com detalhes no madeirado Ecowood Aroeira, ambos da Portobello. Já na suíte Egípcia, foram es-colhidos os tons de azul e vermelho com detalhes em dourado, que fazem uma bela composição. A iluminação também é fundamental para propiciar o clima desejado. Na suíte Caribe, o frescor do tema exigiu luzes mais frias e impactantes, ao contrário da suíte Egípcia, onde a iluminação é mais quente e acolhedora. Apesar da diferença entre as duas, o cliente sempre pode escolher o cenário desejado pelo painel de controle, desde a meia-luz discreta das mangueiras de neon azul ou led amarelo, até o laser show colorido que propicia um clima mais alegre e descontraído. Os ambientes são integrados, de maneira que o usuário possa interagir com tudo que está ao seu re-dor e desfrutar ao máximo do que o espaço oferece. Todos os detalhes foram pensados para unir estética, funcionalidade, durabilidade e higiene, essencial neste tipo de empreendimento.

Suíte Caribe

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As duas suítes oferecem o kit completo para entretenimento: banheira com hidromassagem, cama erótica, muitos espelhos, televisão e som ambiente, frigobar, além da própria decoração em si, que já é altamente inspiradora. A suíte Egípcia tam-bém é equipada com pole dance e a cama redonda possui um dossel, aquela tenda ao redor da cama que dá o clima das mil e uma noites, executado pela Cortinas Luzia e os móveis foram executados pela Marcenaria Lennert.

Suíte Caribe

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FGM Urbana ArquiteturaArquitetos: Fabiane Maiochi, Graziela Bordin e Miguel Bianchi

[email protected](47 ) 3055-2500

Serviço:Motel Egito’s

Rov. Sc 416 End: Rua Manoel Francisco da Costa Nº 2533 - B: Vieiras - Jaraguá do Sul F: 3376-2064

[email protected] www.fgmurbana.com.br

Page 90: Revista Agosto

Apartamento modelo

passa por aqui

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Page 91: Revista Agosto

passa por aqui

O projeto do Apartamento Decorado do Edifício Dalcelis, da Construtora Embraed, leva a assinatura dos

profissionais Moacir Schmitt Jr e Salvio Moraes Jr do Escritório CASAdesign Interiores, de Balneário Camboriú. O

conceito do projeto foi de aliar conforto visual e funcional ao possível investidor que visita o imóvel. Fugir do óbvio,

no que diz respeito à escolha dos materiais e à ambientação final do apartamento, foi a principal intenção dos

arquitetos que buscaram inovações e novidades para apresentar ao mercado.

Para eles, a proposta do Dalcelis é totalmente diferente. “Estudamos muito para desenvolver o conceito

do projeto e incorporamos tendências internacionais ao mesmo. O resultado final nos dá a impressão de estar

visitando um apartamento de alto padrão em Barcelona” diz Salvio. “Ao visitar imóveis de luxo em Barcelona nos

deparamos com uma tendência de estilo decorativo extremamente contemporâneo, onde a mescla de texturas,

cores e elementos de luz interagem numa atmosfera ímpar, são ícones da decoração ocidental dividindo espaço

com elementos orientais”, explica Moacir.

O ambiente de Estar divide espaço com a Sala de Jantar, formando uma agradável área para receber os amigos e curtir a família. Jantar e Estar, cada qual ocupando seu espaço sem inter-ferir na função e uso um do outro. Isto porque, apesar de ser um Living totalmente integrado, os espaços foram bem delimitados a fim de valorizar os vazios, ou seja, as áreas de circulação. Todo o Living é revestido por madeira em cor natural, numa tonalidade mel, no intuito de neutralizar as paredes, homogeneizar e propiciar ao visitante uma sensação de amplitude no ambiente. “O sen-sorial é uma característica forte dentro da nossa linha de trabalho. Por isso nossos ambientes são vestidos, intimistas”, explica Moacir. O mobiliário do Estar, como os sofás, pol-tronas e mesa de centro, segue uma escala de tons castor e tecido 100% linho, assim como as cortinas. A iluminação segue um papel importante no projeto. É extremamente cênica e valoriza os tecidos, as texturas da madeira, os tons sóbrios e as peças de decoração. São luminárias contempo-râneas com cúpulas de seda e estruturas em cobre, tom que pontua e destaca certos componentes de-corativos dos ambientes, como a tapeçaria de couro quadriculado na cor cobre, os vasos e almofadas alaranjados e a cúpula das luminárias em seda cor cobre.

Page 92: Revista Agosto

A mesa de jantar merece

destaque, pois sua base bicolor em

microtextura e madeira se conver-

tem numa escultura dentro do pro-

jeto. As cadeiras de jantar possuem

encosto amadeirado e assentos em

tecido de seda.

A cozinha e lavanderia são

extremamente práticas, elegantes e

funcionais. Foram projetadas apro-

veitando ao máximo os espaços para

armazenamento e em tons claros com

tampos em Silestone mesclado na cor

branca. O cinza texturizado aparece

na intenção de aquecer o ambiente,

bem como os eletrodomésticos em

acabamento escovado.

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A estante criada no nicho próximo à sala de jantar possui am-plas prateleiras horizontais para personalização do ambiente. Nestas o morador poderá decorar e personalizar o espaço com memórias de viagens, artigos decorativos e lembranças da família. Além disso, esta estante se converte numa importante área de apoio para quem gosta de receber pessoas em casa, pode ser utilizada como buffet, área de bar e armazenamento de cristais, etc.

O Lavabo mostra a tendência na área de metais e louças. A cuba é uma coluna de louça, ousada e atraente, uma ótima alternativa para espaços reduzidos serem valorizados tanto em fatores estéticos quanto funcionais.

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O apartamento possui três suítes de excelentes dimensões, extrema-mente confortáveis.“ Com o projeto mostramos que tudo o que o morador gostaria de ter em seu dormitório, é pos-sível executar, como: TV 37 polegadas, guarda-roupa amplo e espaçoso, camas de casal confortáveis e criado-mudo com ótimas dimensões”, afirma Salvio. Todas as paredes de cabeceiras das camas são revestidas com tampos estofados em camurça, algodão e linho, aquecendo e auxiliando no bom isola-mento acústico dos dormitórios. “Ficamos felizes com o resul-tado final, uma tendência internacional, é dinâmico, funcional e esteticamente atraente. Uma nova linguagem para apartamentos decorados na região” diz Moacir.

Moacir Schmitt Jr e Salvio Moraes Jr CASAdesign Interiores (47) 9948 8671 / (47) 3263 0655www.casadesigninteriores.com.br

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