Temas Reabilitação_Agentes Fisicos_Vol II.pdf

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    Pedro Soares Brancoe colaboradores

  • Pedro Soares Branco Assistente Hospitalar do Servio de Medicina Fsica e de Reabilitao do Hospital de Curry Cabral.Assistente Convidado da Faculdade de Cincias Mdicas da Universidade Nova de Lisboa Unidade de Ensino de Medicina Fsica e de Reabilitao.

    Duarte Martelo, Hugo Constantino, Marina Lopes, Ricardo Jos, Rita Toms e Tiago CarvalhoInternos do Internato Complementar de Medicina Fsica e de Reabilitao Servio de Medicina Fsica e de Reabilitao do Hospital de Curry Cabral.

    temas de reabilitaoagentes fsicosmagnetoterapialaserterapiavibroterapiaondas de choque

  • FiCHa TCniCa

    TeMaS De ReaBiLiTaoAgENtES FSICoSMagnetoterapiaLaserterapiaVibroterapiaondas de choque

    texto Pedro Soares Branco e colaboradores

    Edio Medesign edies e Design de Comunicao, LdaRua gonalo Cristvo, 347 (Centro Empresarial Mapfre) s/2174000-270 Porto Portugaltelf. 222001479 Fax. 222001490medesign@netcabo.pt

    Pr-ImpressoMedesign, Lda

    Impressoinova Artes grficas

    Depsito Legal230779/05Agosto 2005

    Edio exclusiva para:Sanofi aventis / niMeD

    5000 exemplares

    todos os direitos reservados. Nenhuma parte desta publicao pode ser reproduzida, armazenada em qualquer suporte ou transmitida por qualquer forma (electrnica, mecnica ou outra) sem permisso expressa dos editores.

    os autores e editores fizeram todos os esforos para assegurar a exactido da informao presente neste livro, mas no se responsabilizam por quaisquer erros ou omisses. Assim, e tambm porque a investigao mdica avana constantemente a grande ritmo, recomenda-se ao leitor que complemente a sua formao atravs de uma avaliao pessoal dos mtodos teraputicos referidos e das respectivas condies de utilizao.

  • Ao Professor Doutor Mrio Moura, junto do qual dei os primeiros passos na aprendizagem da especialidade e, mais tarde, no seu ensino.

    Ao Dr. Lus Pires Gonalves, mdico, humanista e homem de invulgar cultura, pelas suas qualidades to raras quanto inspiradoras.

  • nDiCe

    TeMaS De ReaBiLiTaoAgENtES FSICoS

    Introduo ............................................................... 09

    01 magnetoterapia .................................................. 11terapia por campos magnticos

    02 laserterapia ....................................................... 21terapia por laser

    03 vibroterapia (ultrassonoterapia) .................... 33terapia por ultra-sons

    04 ondas de choque ................................................. 45terapia por ondas de choque extra-corporais

    Bibliografia .............................................................. 60

    Agradecimentos ....................................................... 63

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  • inTRoDuo

    Embora geralmente associada Medicina Fsica e de Reabilitao, a uti-lizao de agentes fsicos com fins teraputicos transcende em muito o mbito desta especialidade, ocorrendo frequentemente quer noutras reas mdicas, como a medicina geral e familiar, a orto-traumatologia, a reumatologia ou a medicina desportiva, quer em reas no mdicas, como a fisioterapia. No entanto, malgrado a crescente difuso destas modalidades teraputicas, os fundamentos tericos que regem a sua aplicao continuam a ser largamente desconhecidos. Muitos tcnicos de sade envolvidos na prescrio e utilizao de agentes fsicos co-nhecem mal, ou no conhecem de todo, as suas caractersticas, doses e tempos de administrao, indicaes e contra-indicaes. tal facto acarreta riscos para o doente, produz maus resultados e representa uma sobrecarga intil para o sistema de sade. Prescrever electrote-rapia ou ultra-sons to intil e inconsistente como seria escrever antibitico numa receita.

    A utilizao teraputica de agentes fsicos perde-se na noite dos tem-pos, existindo, por exemplo, descries sobre a utilizao, pelos anti-gos egpcios, de enguias elctricas no tratamento das crises de gota. De Aristteles a Einstein, a histria dos agentes fsicos est repleta de nomes ilustres, como galvani, Muller, Volta, Faraday e Duchenne, para citar apenas alguns. imperativo que a investigao continue, sistema-tizando indicaes, normalizando formas de actuao e rejeitando de-finitivamente tudo o que se prove ineficaz. Mas para que isso acontea, a utilizao dos agentes fsicos segundo os princpios que hoje se consi-deram mais adequados uma condio fundamental. Este trabalho pre-tende apenas alinhar, de forma to clara quanto possvel, um punhado de noes bsicas sobre alguns dos agentes fsicos mais frequentemen-te utilizados: campos magnticos, lasers, ultra-sons e ondas de choque extra-corporais. Noutro volume ser tratada a utilizao de frio, calor superficial, calor profundo e correntes elctricas. o seu objectivo no dispensar a leitura de outros textos, mas pelo contrrio sublinhar a importncia dessas leituras, alertando para a enganosa simplicidade dos agentes fsicos e para a necessidade de basear a sua prescrio nos princpios cientficos que devem reger toda a actividade mdica.

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    magnetoterapiaterapia por campos magnticos

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    DeFinio:

    A magnetoterapia consiste na utilizao de campos magnticos com fins teraputicos, aproveitando a influncia destes nas car-gas elctricas e inicas do organismo. A primeira referncia aos efeitos teraputicos dos campos magnticos surgiu no incio do sculo XVI com Paracelsus, mas s recentemente se desenvolveu um verdadeiro interesse quanto aos efeitos biolgicos dos cam-pos magnticos e sua utilizao na prtica clnica.

    A magnetoterapia visa no essencial a estimulao metablica mediante aporte de energia magntica. Importa distinguir a aplicao de campos magnticos produzidos atravs da corren-te elctrica (magnetoterapia propriamente dita) dos obtidos atravs de mans (imanterapia) e ter presente que todos os se-res vivos se encontram sob a influncia do campo magntico terrestre, cuja intensidade mdia se situa actualmente entre 0,4 e 0,5 Gauss.

    01magnetoterapiaterapia por campos magnticos

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    PRoPRieDaDeS FSiCaS

    o campo magntico estabelece-se entre dois plos, norte e sul, sob a forma de linhas. A intensidade do campo magntico expressa-se em Oersteds. o campo magntico afecta de forma distinta as diferentes substncias, fenmeno denominado por induo magntica e expresso em Tesla ou Gauss. A induo magntica no mais do que o produto da intensidade do campo magntico pela permeabilidade magntica duma substncia.

    tesla (unidade do Sistema Internacional) e gauss so medidas de densidade de linhas magnticas por unidade de superfcie. 1 tesla [t] equivale a 10.000 gauss [ga]. No organismo huma-no a induo magntica praticamente igual intensidade do campo magntico pelo que se generalizou, ainda que de forma equvoca, o uso do termo intensidade para designar induo.

    os aparelhos disponveis possuem geralmente um limite mxi-mo de 100 gauss, embora alguns possam atingir os 200 gauss. Importa ter em conta se a energia regulada se refere a um campo contnuo ou pulstil, pois neste ltimo caso a energia fornecida consideravelmente menor. Aplicam-se intensida-des mdias nos casos em que se pretende obter um efeito anti-edematoso e trfico. As intensidades baixas esto indicadas nas situaes em que se pretende um efeito analgsico, miore-laxante e hipermico. Idealmente dever-se-ia utilizar um medi-dor de gauss (gaussmetro) para aferir da quantidade efectiva de energia aplicada e do correcto funcionamento do aparelho.

    A frequncia de pulso pode ser fixa (50 Hz, a mais utilizada, ou 100 Hz) ou varivel (entre 1 e 5000 Hz). Valores inferio-res a 100 Hz so considerados frequncias baixas. os pulsos magnticos podem ser de trs tipos: campo contnuo, campo alterno ou campo pulsado. o campo contnuo comporta-se

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    como um man clssico; mantm sempre a mesma polaridade e gerado por uma corrente contnua. Est indicado quando se pretende uma aco anti-inflamatria ou trfica em patologia crnica (norte: processos agudos; sul: processos crnicos). o campo alterno composto por ondas sinusoidais negati-vas e positivas, com inverso constante da polaridade. Est indicado em patologia crnica do foro reumatolgico e em contracturas musculares. o campo pulsado composto por impulsos triangulares, rectangulares ou sinusoidais e mantm sempre a mesma polaridade.

    equiPaMenTo

    o equipamento consiste num dispositivo gerador de um campo preferencialmente magntico (superior a 90%), com possi-bilidade de regulao da intensidade, frequncia, forma da onda e sentido do campo. Pode ter a forma de um gerador de corrente, de bobinas ou solenides de ncleo de ar de dife-rentes tamanhos, geralmente 20 e 60 cm de dimetro, de mar-quesa com solenide deslizante de grandes dimenses (figura 1), para varrimento de grandes regies anatmicas (existem unidades que apresentam dois solenides colocados em srie)

    Figura 1: Aparelho de magnetoterapia com solenide deslizante.

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    ou de aplicadores em formas de placa (quadradas ou redondas) situados sobre a regio a tratar (figura 2). Permite, na maioria dos casos, regular a forma da onda (modalidade contnua, pul-stil ou alterna), a polaridade magntica, o tempo da sesso, a intensidade, a frequncia e a posio do solenide.

    FoRMaS De aPLiCao

    o doente deve ser colocado em posio cmoda. o solenide deve envolver a zona a tratar. No caso dos solenides ciln-dricos, o membro deve sit