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Trabalho escrito

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IntroduoAs mudanas na economia mundial, vivenciadas nas ltimas dcadas que culminaram com a globalizao da economia, vm sendo retratadas por muitos autores consagrados, estudiosos dessa transformao, como um perodo de transio da passagem de uma sociedade industrial para uma sociedade do conhecimento, onde recursos econmicos tradicionais (terra, capital e trabalho) juntam-se ao conhecimento racional de sua utilizao, alterando sobremaneira, a estrutura econmica das naes e principalmente, a forma de atribuir valores ao ser humano, nico detentor do conhecimento.Na sociedade do conhecimento esse novo fator de produo fundamental para o sucesso das organizaes, na Era Industrial preservavam-se as estruturas fsicas, fundamentais ainda hoje no processo produtivo, mas no mais imprescindveis, hoje as organizaes devem ter a preocupao em preservar seu ativo mais valioso, o Capital humano.Em funo disso, o objetivo desse trabalho precpuo em apresentar os principais conceitos, e o tratamento da mensurao do capital intelectual e a comparao entre os principais modelos utilizados.

Capital HumanoHoje em dia fala-se muito que vivemos na Era do Conhecimento e da Informao, que o conhecimento fundamental para a empregabilidade, que ele que cria as grandes diferenas entre graus de prosperidade e realizao. Tudo isso verdade. Porm, atente para o trecho abaixo: Bem-aventurado o homem que acha sabedoria, e o homem que adquire conhecimento. Porque melhor a sua mercadoria do que artigos de prata, e maior o seu lucro que o ouro mais fino. Capital humano so o conjunto de capacidade, conhecimentos, competncias e atributos de personalidade que favorecem a realizao de trabalho de modo a produzir valor econmico. So os atributos adquiridos por um trabalhador por meio da educao, percia e experincia. Muitas das primeiras teorias econmicas referem-se como simplesmente como fora de trabalho, um dos trs fatores de produo, e consider-lo a ser um recurso fungvel - homogneo e facilmente intercambivel. Outras concepes deste trabalho prescindem desses pressupostos. 2.1 A origem do termo AW Lewis conhecido por ter comeado o campo do Desenvolvimento Econmico e consequentemente a ideia de capital humano, quando ele escreveu em 1954 o "Economic Development with Unlimited Supplies of Labour." O termo "capital humano" no foi utilizado devido a sua conotao negativa, at que foi discutido pela primeira vez por Arthur Cecil Pigou: "No h tal coisa como investimento em capital humano, bem como investimento em capital material. Logo desde que este seja reconhecido, a distino entre a economia no consumo e economia no investimento torna-se turva. Pois, at certo ponto, o consumo o investimento em capacidade produtiva individual. Isto especialmente importante na ligao com as crianas:. para reduzir indevidamente as despesas com o seu consumo pode inferiorizar muito a sua eficincia no ps-vida. Mesmo para os adultos, depois de terem percorrido uma certa distncia ao longo da escala de riqueza, de modo que ns estamos para alm da regio de luxos e "desnecessrios" confortos, um cheque para consumo pessoal tambm um cheque para investimento.O uso do termo na literatura econmica neoclssica moderna remonta ao artigo "Investment in Human Capital and Personal Income Distribution" de Jacob Mincer, publicado no The Journal of Political Economy, em 1958. Em seguida de T.W. Schultz, que tambm contribuiu para o desenvolvimento do assunto. A aplicao mais conhecida da ideia de "capital humano" na economia a de Mincer e Gary Becker da "Escola de Chicago" de economia. O livro de Becker intitulado Capital Humano, publicado em 1964, tornou-se um padro de referncia por muitos anos. Nesta viso, o capital humano semelhante aos "meios fsicos de produo", por exemplo, fbricas e mquinas: pode-se investir em capital humano (via educao, formao, tratamento mdico) em que uma das sadas depende, em parte, da taxa de retorno sobre a posse de capital humano. Assim, o capital humano um meio de produo, em que um investimento adicional produz sadas adicionais. O Capital humano substituvel, mas no pode ser transferido como terra, trabalho ou capital fixo. Teoria moderna do crescimento v o capital humano como um fator de crescimento importante. Pesquisas recentes mostram ainda a sua importncia para a democracia ou a SIDA. 2.2 ClassificaoCapital humano um ativo intangvel, pois no propriedade da empresa que a emprega. Basicamente, o capital humano chega s 9h e sai s 05:00. Capital humano, quando visto de uma perspectiva de tempo consome o tempo em uma das principais atividades:1. Conhecimento (atividades que envolvam um funcionrio),2. Colaborao (atividades que envolvam mais de um empregado),3. Processos (atividades voltadas especificamente para as atividades de conhecimento e colaborao geradas pela estrutura organizacional tais como impactos silos, poltica interna, etc.). 2.3 Ausncia (frias anuais, licena mdica, frias, etc.).Risco quando o capital humano avaliado pelo custo baseado na atividade atravs de alocaes de tempo torna-se possvel avaliar o risco do capital humano. Risco do capital humano ocorre quando a organizao opera abaixo dos nveis de excelncia alcanveis. Por exemplo, se uma empresa poderia razoavelmente reduzir erros e retrabalho (o componente processual do capital humano) de 10.000 horas por ano para 2.000 horas com a tecnologia vivel, a diferena o de 8.000 horas de capital de risco humano. Quando os custos salariais so aplicados a esta diferena (a 8.000 horas) torna-se possvel financeiramente o valor de risco do capital humano dentro de uma perspectiva organizacional.2.4 O Risco do capital humano acumula-se em quatro categorias principais:1. Atividades de ausncia (as atividades relacionadas com os empregados que no aparecem para trabalhar, tais como licena mdica, a ao industrial, etc.) A ausncia inevitvel referida como Ausncia Estatutria. Todas as outras categorias de ausncia so chamadas de "Ausncias controlveis";2. Atividades colaborativas esto relacionadas com o desperdcio de tempo entre vrios empregados dentro de um contexto organizacional. Os exemplos incluem: reunies, telefonemas, formao de instrutores, etc;3. Atividades de conhecimento esto relacionados aos gastos de tempo por uma nica pessoa e incluem encontrar / recuperar informaes, pesquisa, email, mensagens instantneas, blogs, anlise de informao, etc, e4. Atividades processuais so de conhecimento e colaborao atividades que resultam do contexto organizacional, tais como erros / retrabalho, transformao de dados manual, stress, poltica, etc. 3. Mensurando o capital IntelectualPara que as empresas possam gerir eficazmente o capital intelectual da empresa e maximizar o seu potencial de criao de valor torna-se fundamental, no somente sua identificao e avaliao, mas tambm sua mensurao, que pode ser realizada por uma parcela de valor gerada pelo capital intelectual dentro da empresa, ou ainda, por meio das relaes entre variveis da empresa que conduzam a uma determinada quantia de capital intelectual.Objetivamente, Kaplan e Norton (1997) afirmam que o que no pode ser medido, no pode ser gerenciado, mostrando a relevncia de se identificar e mensurar os ativos intangveis. Se no for avaliado, mensurado, atravs de indicadores um elemento, no ser possvel a identificao adequada de sua presena e nem ser possvel controlar sua evoluo. A seguir, so apresentados os principais mtodos encontrados na literatura para a mensurao do capital intelectual de uma empresa.Para EDVINSSON e MALONE5 (1988, p.19), um capital no financeiro que representa a lacuna oculta entre o valor de mercado e o valor contbil. Sendo, portanto, a soma do Capital Humano e do Capital Estrutural. 3.1 Capital Intelectual = Capital Humano + Capital EstruturalPara esses autores, o Capital Humano corresponde a toda a capacidade, conhecimento, habilidade e experincia individuais dos empregados de uma organizao para realizar as tarefas. J o Capital Estrutural formado pela infraestrutura que apoia o capital humano, ou seja, tudo o que permanece na empresa quando os empregados vos para casa.Em seu livro Capital Intelectual, EDVINSSON e MALONE, comparam o Capital Intelectual a uma rvore (1998: p.28).[...] as partes visveis da rvore, tronco, galhos e folhas, representam a empresa conforme conhecida pelo mercado e expressa pelo processo contbil. Os frutos produzidos por essa rvore representam os lucros e os produtos da empresa. As razes, massa que est debaixo da superfcie, representam o valor oculto, nem sempre relatado pela contabilidade. Para que a rvore floresa e produza bons frutos, ela precisa ser alimentada por razes fortes e sadias [...].A metfora perfeita. Revela que existe uma realidade por detrs da aparncia, que o visvel e o aparente so apenas um aspecto da realidade. E assim desmistifica o conceito de valor. Se o capital intelectual representa a massa enterrada da raiz da rvore visvel, ou, usando outra imagem conhecida, o iceberg gigante escondido embaixo da superfcie que se encontra emersa; supondo que represente 2/3 ou mais do valor real das empresas, ento nos defrontamos no somente com uma distoro no setor de investimentos, mas com uma verdadeira crise que se estende por toda a economia. 3.2 Modelo Skandia Edvinsson e MaloneDesenvolvido por Leif Edvinsson uma forma de mensurao do processo de criao de ativos na empresa. Ele desenvolveu uma teoria do Capital Intelectual que incorpora elementos de Konrad e do Balanced Score Card (Kaplan e Norton, 1992). Nos modelos econmicos tradicionais se utiliza normalmente o capital financeiro unicamente, porm a empresa sueca Skandia props o Esquema Skandia de Valor, onde se prope que o capital intelectual est composto por: Capital humano e capital estrutural, este por sua vez se divide em: capital de cliente e capital organizacional.A fim de avaliar o Capital Intelectual da empresa Skandia, Edvinsson e Malone (1998) definiram um conjunto com dezenas de ndices e indicadores, que per