Tuberculose - Orlando A.· Tuberculose Primária p Tuberculose pós ... extrapulmonar (exceto meningite)

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  • Tuberculose

    Prof. Orlando A. Pereira Pediatria e Puericultura FCM - UNIFENAS

  • INDICADORES EPIDEMIOLGICOS

  • AGENTE ETIOLGICO

    p Mycobacterium tuberculosis (bacilo de Koch ou baar)

  • FATORES PREDISPONENTES

    p hospedeiro p meio

  • p Imunidade celular so mediadas pelos linfcitos T CD4+ que sintetizam e excretam as citocinas na regio infectada. As citocinas TNF- e o gama-interferon (IFN-) atraem para o local moncitos da circulao e os ativam com a determinao de matar o bacilo. A imunidade celular inibe o crescimento bacteriano pela ativao dos macrfagos. p Hipersensibilidade do tipo tardia parte da resposta imune celular, estando envolvidas as clulas T CD4+, as T CD8+ e as T killer que destroem os macrfagos locais, o tecido circunjacente e causa necrose caseosa. A hipersensibilidade inibe a multiplicao bacteriana pela destruio dos macrfagos no ativados, impedindo sua disseminao e tendendo a mant-los em estado de latncia.

    IMUNOPATOGNESE

    p Esse processo forma-se um tubrculo constitudo de macrfagos e bacilos juntamente com as clulas epiteliides, de Langerhans e os linfcitos T. O tubrculo transforma em um granuloma.

  • p Caso no haja resposta imune celular eficiente, novas leses vo aparecendo, at a formao de uma rea necrtica, cujo tamanho depender do nmero de bacilos, da sua virulncia e das reaes do hospedeiro.

    p Em pacientes imunocompetentes, o granuloma torna-se inativo e enclausurado em uma cpsula fibrosa, que pode calcificar-se, e a infeco fica sob controle.

    p Os bacilos que se encontram dentro dessas leses, apesar de poderem ser recuperados durante muitos anos, esto em estado de latncia, crescem muito lentamente, e os poucos que escapam do controle so rapidamente destrudos.

    IMUNOPAGOGNESE

  • p Nos indivduos com imunodepresso, devido falha da resposta imune, o processo caseoso circundado por uma camada de macrfagos pouco ativados, o que permite o crescimento da populao bacteriana intracelular. A reao de hipersensibilidade tardia destri esses macrfagos, liberando os bacilos, com expanso e disseminao da doena. p Mesmo nos imunocompetentes, a doena pode progredir quando ocorre liquefao e formao de cavidade. p O recm-nascido e a criana pequena tm maior probabilidade de desenvolver a doena disseminada devido imaturidade dos sistemas imune celular, humoral e local pulmonar.

    IMUNOPAGOGNESE

  • Estgios da tuberculose na criana: p exposio p infeco p doena

  • p Tuberculose Primria p Tuberculose ps - primria - Tipo adulto p Outras formas de tuberculose: cutnea, peritonite, urinria, sistema osteoarticular, etc.

  • Vias de penetrao do bacilo

    p gotculas de Pflugge p ncleos de Wells

  • Complexo Primrio p Cancro de inoculao (ndulo de Ghon) p Linfangite intermediria p Reao ganglionar satlite

  • Evoluo do Complexo Primrio p Cura p Progresso para a doena

  • Progresso local p Infiltrao primria p Pneumonia caseosa

  • Progresso via broncognica: p Tuberculose endobrnquica p Broncopneumonia tuberculosa p Derrame pleural

  • Disseminao hematognica e linfo-hematognica Disseminao generalizada: p Tuberculose miliar

    p Meningite tuberculosa

  • Prova Tuberculnica (2 UT de PPD RT-23) p 0 a 4 mm - no reator p 5 a 9 mm - reator fraco p Acima de 10 mm - reator forte

    DIAGNSTICO

  • Teste tuberculnico

    IGRAs Bilogia molecular

    DIAGNSTICO

  • DIAGNSTICO

  • Gene Xpert MTB/Rif

    Nova tcnica revolucionria = biologia molecular:

    DIAGNSTICO

  • p Pesquisa do BAAR (Ziehl-Nielsen) catarro p Cultura no meio de Lowenstein-Jensen e Ogawa- Kudoh (6-8 sem.) p Bipsias histopatolgico p ADA (adenosinadeaminase) teste calorimtrico com espectofotmetro lquido pleural

    DIAGNSTICO

  • A Tuberculose na criana (menores de 10 anos) apresenta especificidades que devem ser consideradas durante sua investigao diagnstica. A forma pulmonar difere do adulto, pois costuma ser abacilfera, isto , negativa ao exame bacteriolgico, pelo reduzido nmero de bacilos nas leses. Alm disso, crianas, em geral, no so capazes de expectorar (SANTANNA et al., 2009).

    DIAGNSTICO

  • Interpretao diagnstica: p Histria Clnica e epidemiolgica de contato com foco domiciliar ou extra domiciliar

    p Exame Fsico compatvel p Raios X de Trax / imagem sugestivo p Positividade da Reao Tuberculnica ou IGRAs

    DIAGNSTICO

  • PROFILAXIA: p Vacinao BCG p Quimioprofilaxia

  • Quimioprofilaxia: Dose: 10 mg/kg/dia de Isoniazida Durao: 6 meses

  • Quimioprofilaxia primria: p Indivduos no infectados previamente pelo M. tuberculosis. !A maior indicao para recm nascidos comunicantes de bacilferos. ! Dar a INH durante 3 meses, e realizar o teste tuberculnico no terceiro ms. "Teste reator: manter a INH at 6 meses; "No reator: suspender a INH e vacinar BCG.

  • Quimioprofilaxia secundria: p Indicada nos indivduos previamente infectados: !crianas menores de cinco anos, no vacinadas com BCG, assintomticas, com Rx de trax normal, reatoras fracas ou fortes ao teste tuberculnico, comunicantes de bacilferos; ! situaes clnicas especiais, em indivduos com maior risco de adoecer, como nas doenas com depresso do sistema imunolgico, durante o uso de imunossupressor ou na corticoterapia prolongada em comunicantes intradomiciliares de bacilferos, sob criteriosa deciso mdica.

  • TRATAMENTO Esquema I Todas as formas de tbc - pulmonar e extrapulmonar (exceto meningite)

    1 fase (2 meses) Rifampicina (RMP) (10mg/kg) Isoniazida (INH) (10mg/kg) Pirazinamida (PZA) (35mg/kg)

    2 fase (4 meses) Rifampicina (RMP) (10mg/kg) Isoniazida (INH) (10mg/kg)

  • TRATAMENTO Esquema II Meningite tuberculosa

    1 fase (2 meses) Rifampicina (RMP) (20mg/kg) Isoniazida (INH) (20mg/kg) Pirazinamida (PZA) (35mg/kg)

    2 fase (7 meses) Rifampicina (RMP) (20mg/kg) Isoniazida (INH) (20mg/kg)

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