Regulamento sesi web

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  1. 1. REGULAMENTO DO SERVIO SOCIAL DA INDSTRIA SESI
  2. 2. CONFEDERAO NACIONAL DA INDSTRIA CNI Armando de Queiroz Monteiro Neto Presidente SERVIO SOCIAL DA INDSTRIA SESI Conselho Nacional Presidente: Jair Meneguelli SESI Departamento Nacional Diretor: Armando de Queiroz Monteiro Neto Diretor-Superintendente: Antonio Carlos Brito Maciel Diretor de Operaes: Carlos Henrique Ramos Fonseca SUPERINTENDNCIA CORPORATIVA SUCORP Antonio Carlos Brito Maciel Superintendente Hlio Rocha Superintendente Jurdico
  3. 3. Regulamento do Servio Social da Indstria SESI Atualizado pelo Decreto n 6.637, de 5 de novembro de 2008 Braslia 2009 Confederao Nacional da Indstria Servio Social da Indstria Departamento Nacional
  4. 4. 2009. SESI Departamento Nacional Qualquer parte desta obra poder ser reproduzida, desde que citada a fonte. FICHA CATALOGRFICA S491r Servio Social da Indstria. Departamento Nacional Regulamento do Servio Social da Indstria (SESI): atualizado pelo decreto n. 6.637, de 5 de novembro de 2008 / Servio Social da Indstria. Braslia, 2009. 44 p. 1. SESI - Regulamento I.Ttulo. CDU 658(060.13) SESI Servio Social da Indstria Departamento Nacional SEde Setor Bancrio Norte Quadra 1 Bloco C Edifcio Roberto Simonsen 70040-903 Braslia DF Tel.: (61) 3317-9001 Fax: (61) 3317-9190 http://www.sesi.org.br
  5. 5. SUMRIO DECRETO N 57.375, DE 2 DE DEZEMBRO DE 1965 REGULAMENTO DO SERVIO SOCIAL DA INDSTRIA SESI CAPTULO I Finalidades e Metodologia CAPTULO II Caractersticas Civis CAPTULO III Organizao CAPTULO IV rgos Nacionais CAPTULO V rgos Regionais CAPTULO VI Recursos CAPTULO VII Oramento e Prestao de Contas CAPTULO VIII Pessoal CAPTULO IX Disposies Gerais e Transitrias 07 09 09 13 16 16 28 35 39 40 42
  6. 6. 7 DECRETO N 57.375, DE 2 DE DEZEMBRO DE 1965.1 Aprova o Regulamento do Servio Social da Indstria (SESI). O Presidente da Repblica, usando da atribuio que lhe con- fere o artigo 87 da Constituio, decreta: Art. 1 Fica aprovado o Regulamento que a este acompanha, assinado pelo Ministro do Trabalho e Previdncia Social2 , para o Servio Social da Indstria (SESI), criado nos termos do Decreto-lei nmero 9.403, de 25 de junho de 1946. Art. 2 Este decreto entrar em vigor na data de sua publica- o, revogadas as disposies em contrrio. Braslia, 2 de dezembro de 1965; 144 da Independncia e 77 da Repblica. H. CASTELLO BRANCO Arnaldo Sussekind 1 Publicado no Dirio Oficial da Unio (DOU), de 03 de dezembro de 1965, com retificao no dia 08 do mesmo ms e ano. 2 O art. 3 da Lei n 6.062, de 25 de junho de 1974, alterou a denominao do Ministrio do Trabalho e Previdncia Social para Ministrio do Trabalho e os desvinculou, tendo sido criado o Ministrio da Previdncia e Assistncia Social. A Medida Provisria n 2.216-37, de 31 de agosto de 2001, introdu- ziu na Lei n 9.649, de 27 de maio de 1998, a nova e atual denominao de Ministrio do Trabalho e Emprego, que foi mantida pela Lei n 10.683, de 28 de maio de 2003.
  7. 7. 9 REGULAMENTO DO SERVIO SOCIAL DA INDSTRIA SESI CAPTULO I Finalidades e Metodologia Art. 1 O Servio Social da Indstria (SESI), criado pela Confe- derao Nacional da Indstria, a 1 de julho de 1946, consoan- te o Decreto-lei n 9.403, de 25 de junho do mesmo ano, tem por escopo estudar, planejar e executar medidas que contri- buam, diretamente, para o bem-estar social dos trabalhadores na indstria e nas atividades assemelhadas, concorrendo para a melhoria do padro de vida no pas, e, bem assim, para o aperfeioamento moral e cvico, e o desenvolvimento do es- prito da solidariedade entre as classes. 1 Na execuo dessas finalidades, o Servio Social da In- dstria ter em vista, especialmente, providncias no senti- do da defesa dos salrios reais do trabalhador (melhoria das condies da habitao, nutrio e higiene), a assistncia em relao aos problemas domsticos decorrentes das dificul- dades de vida, as pesquisas scio-econmicas e atividades educativas e culturais, visando valorizao do homem e aos incentivos atividade produtora. 2 O Servio Social da Indstria dar desempenho s suas atribuies em cooperao com os servios afins existentes no Ministrio do Trabalho e Previdncia Social3 , fazendo-se a coordenao por intermdio do Gabinete do Ministro da refe- rida Secretaria de Estado. Art. 2 A ao do SESI abrange: 3 Vide Nota n 2.
  8. 8. 10 a) o trabalhador da indstria, dos transportes4 , das comuni- caes e da pesca, e seus dependentes; b) Os diversos meios-ambientes que condicionam a vida do trabalhador e de sua famlia. Art. 3 Constituem metas essenciais do SESI: a) a valorizao da pessoa do trabalhador e a promoo de seu bem-estar social; b) o desenvolvimento do esprito de solidariedade; c) a elevao da produtividade industrial e atividades asse- melhadas; d) a melhoria geral do padro de vida. Art. 4 Constitui finalidade geral do SESI: auxiliar o trabalha- dor da indstria e atividades assemelhadas e resolver os seus problemas bsicos de existncia (sade, alimentao, habi- tao, instruo, trabalho, economia, recreao, convivncia social, conscincia scio-poltica). Art. 5 So objetivos principais do SESI: a) alfabetizao do trabalhador e seus dependentes; b) educao de base; c) educao para a economia; d) educao para a sade (fsica, mental e emocional); e) educao familiar; f) educao moral e cvica; g) educao comunitria. 4 Exceto os transportes: Aquavirio (Lei n 5.461, de 25 de junho de 1968), Aerovirio (Decreto-lei n 1.305, de 8 de janeiro de 1974) e Rodovirio (Lei n 8.706, de 14 de setembro de 1993).
  9. 9. 11 Art. 6 O prstimo do SESI aos seus usurios ser calcado no princpio bsico orientador da metodologia do servio social, que consiste em ajudar a ajudar-se, quando e quanto necessrio: a) o indivduo; b) o grupo; c) a comunidade. 1 Em toda e qualquer atividade, o SESI dar realce ao pro- cesso educativo como meio de valorizao da pessoa do tra- balhador.5 2 O SESI vincular no seu oramento geral parcela da recei- ta lquida da contribuio compulsria para a educao, com- preendendo as aes de educao bsica e continuada, bem como aes educativas relacionadas sade, ao esporte, cultura e ao lazer, destinadas a estudantes, conforme diretri- zes e regras definidas pelo Conselho Nacional.6 3 Metade da parcela vinculada educao ser destinada gratuidade nas aes previstas no 2.7 4 O montante destinado ao atendimento da educao e da gratuidade previstas nos 2 e 3 abrange as despesas de custeio, investimento e gesto.8 Art. 7 A obra educativa e servios do SESI se orientaro no sentido de que a vida em sociedade se realize de forma co- munitria. 5 Dispositivo renumerado pelo Decreto n 6.637, de 5 de novembro de 2008, publicado no DOU de 06 de novembro de 2008 (antigo pargrafo nico). 6 Alterao proposta pelo Conselho de Representantes da Confederao Na- cional da Indstria (CNI) em reunio realizada em 12 de agosto de 2008 e ratificada pelo Decreto n 6.637, de 5 de novembro de 2008, publicado no DOU de 06 de novembro de 2008. 7 Vide Nota n 6. 8 Vide Nota n 6.
  10. 10. 12 Pargrafo nico. Colimando esse desideratum o SESI estimu- lar e facilitar: a) a vida familiar; b) a vida grupal e intergrupal; c) o trabalho cooperativo; d) a primazia do bem comum; e) o esprito de solidariedade; f) o pleno respeito pela pessoa humana; g) a fora da integridade moral; h) a conscincia do dever cvico; i) a continuidade dos estudos do trabalhador.9 Art. 8 Para a consecuo dos seus fins, incumbe ao SESI: a) organizar os servios sociais adequados s necessidades e possibilidades locais, regionais e nacionais; b) utilizar os recursos educativos e assistenciais existentes, tanto pblicos, como particulares; c) estabelecer convnios, contratos e acordos com rgos pblicos, profissionais e particulares; d) promover quaisquer modalidades de cursos e atividades especializadas de servio social; e) conceder bolsas de estudo, no pas e no estrangeiro, ao seu pessoal tcnico, para formao e aperfeioamento; f) contratar tcnicos, dentro e fora do territrio nacional, quando necessrios ao desenvolvimento e aperfeioamento de seus servios; g) participar de congressos tcnicos relacionados com suas finalidades; 9 Vide Nota n 6.
  11. 11. 13 h) realizar, direta ou indiretamente, no interesse do desen- volvimento econmico-social do pas, estudos e pesquisas sobre as circunstncias vivenciais dos seus usurios, sobre a eficincia da produo individual e coletiva, sobre aspectos ligados vida do trabalhador e sobre as condies scio- ecnomicas das comunidades; i) servir-se dos recursos audiovisuais e dos instrumentos de formao da opinio pblica, para interpretar e realizar a sua obra educativa e divulgar os princpios, mtodos e tcnicas de servio social. CAPTULO II Caractersticas Civis Art. 9 O Servio Social da Indstria uma instituio de direi- to privado, com sede e foro jurdico na Capital da Repblica, cabendo Confederao Nacional da Indstria inscrever-lhes os atos constitutivos10 e suas eventuais alteraes no registro pblico competente.11 Art. 10 Os dirigentes e prepostos do SESI, embora respons- veis, administrativa, civil e criminalmente, pelas malversaes que cometerem, no respondem individualmente pelas obri- gaes da entidade. Art. 11 As despesas do SESI sero custeadas por uma contri- buio mensal das empresas das categorias econmicas da indstria, dos transportes12 , das comunicaes e da pesca, nos termos da lei. 10 Os atos constitutivos do SESI encontram-se arquivados e registrados no 1 Ofcio de Registro Civil das Pessoas Naturais e Jurdicas, localizado em Braslia-DF. 11 Redao dada pelo Decreto n 58.512, de 26 de maio de 1966, publicado no DOU de 30 de maio de 1966, que tambm revogou seu pargrafo nico. 12 Vide Nota n 4.
  12. 12. 14 1 A dvida ativa do Servio Social da Indstria, decorrente de contribuies, multas ou obrigaes contratuais quaisquer, ser cobrada judicialmente pelas instituies arrecadadoras, segundo o rito processual dos executivos fiscais.13 2 No caso de cobrana direta pela entidade, a dvida consi- derar-se- suficientemente instruda