Expositor Cristão - maio de 2014

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  • 1. Exemplo de f e superao Igreja na Copa do Mundo Volume correto Confira as dicas para melhorar o som da sua igreja! Discipulado RacismoPalavra Episcopal Corao Aquecido Devemos ser modelo para outras pessoas seguirem Jesus! Envolva sua igreja na luta contra o preconceito racial! Bispo Roberto ressalta o desafio da conexidade! O que a experincia de Joo Wesley tem a nos ensinar hoje? Pginas 12 e 13 Saiba por que to importante confiar e esperar a pessoa certa! Leia a mensagem. Pgina 5 Pgina 7 Nem a dor e o luto abalaram o ministrio da diaconisa Jane Blackburn. Conhea essa histria! Pgina 11 Pgina 14 Jornal Mensal da Igreja Metodista . Maio de 2014 . ano 128 . n 05 Sero muitas oportunidades para manifestar o reino de Deus durante o torneio. Sua igreja est preparada? Pgina 10 Pgina 6 Pgina 3 Namoro cristo Unidade na diversidadePginas 8 a 10 Arquivopessoal Ultrad EvdokimovMaxim
  • 2. Expositor Cristo Maio de 2014 www.metodista.org.br 2Editorial A s igrejas locais es- to unidas entre si pelo princpio da conexidade, caracterstica fundamental do metodismo, anuncia os Cnones (2012, p. 224). Ser metodista estar conectado/a com comunida- des de f e pessoas diferentes, espalhadas pelo Brasil. No se trata de uma aproximao te- rica, fria e que encontra sen- tido apenas no papel. Somos desafiados/as a praticar a uni- dade em meio diversidade! Caminhar de mos dadas mais difcil. preciso en- tender as limitaes de quem est ao lado. No caso das igre- jas, envolve tambm cumpli- cidade e auxlio mtuo. En- quanto recursos sobram para algumas comunidades, outras enfrentam graves problemas financeiros. Por que no aju- dar se fazemos parte de um s corpo? Neste ms de maio, os/as metodistas tero o privilgio de exercitar o princpio da co- nexidade por meio da Cam- panha Nacional de Oferta Missionria. Ser um mo- mento de orar e investir na misso nas regies Norte e Nordeste do pas. As comu- nidades metodistas em todo o Brasil devem estar unidas no mesmo propsito! Sem dvida, esse um diferencial do povo metodis- ta brasileiro. A conexidade confronta a lgica do indivi- dualismo e auxilia a igreja na tarefa de sair das quatro pare- des. Por isso, tambm uma das nfases missionrias da Igreja Metodista aprovadas no ltimo Conclio Geral. Que esta edio do Expositor Cristo, seja um instrumen- to para ajudar voc e sua co- munidade de f a entender o princpio da conexidade me- todista. Boa leitura! LEITOR Assuntos mais comentados da edio de abril (Comentrios postados na internet) Acesse! Fique por dentro! www.metodista.org.br Conexo Autoridade pastoral Sinto-me ainda mais honrado em exer- cer o ministrio da humildade e do amor na vocao pastoral. Sinto-me tambm desobrigado de ter que vi- venciar estratgias de crescimento e de ceder s tentaes pelo poder. Por uma verdadeira poimnica. Eis-me aqui Senhor! Jovanir Lage Dinmica do Discipulado Fico estarrecida com a maneira com que a nossa igreja tem uti- lizado sutilmente afirmaes to irreais quanto absurdas para afirmar que o discipulado a nova voz de Deus sobre a igreja. (...) Ento somos fiis e idneos se participamos disso? Isabela Loureiro Um perigo brutal existe quando somos tentados a usar a Bblia para impor nossas prprias convices. Parece-me ser o caso da nova viso de Deus que est fazendo sucesso atualmente, que alguns insistem em chamar de discipulado. Giulliano Trindade Mudanas no Expositor Cristo Fico feliz com esta notcia! Desejo ver o Expositor sendo lido por metodistas, evanglicos e no crentes, para que se convertam ao ler suas pginas! Parabns pela reforma! Elieser Elias Marques Aleluia! Ainda no sabemos como ficar, mas a deciso de uma tiragem maior para o nosso povo far com que a mensagem do Reino de Deus possa alcanar mais pessoas em nosso Brasil! Mrcio Toledo extremamente gratificante saber que os jornais chegaro a to- das s igrejas e em grande tiragem. Afinal, cada comunidade independente de seu tamanho ou influncia, faz parte do povo chamado metodista. Parabns Expositor Cristo! Fbio Paprotzki Misso indgena Conheo a pastora Maria Imaculada h muito tempo e sinto or- gulho de ser metodista conhecendo o trabalho que ela faz junto aos ndios! Ely Marques Saiba como foi o Encontro Nacional de Trabalho com Crianas! Confira! Eddie Fox participa de Seminrio de Evangelismo no Brasil no ms de agosto. Saiba como participar! Devocionrio especial para pastores e pastoras est a ven- da! Adquira o seu! Veja como foi o Ato Litrgico de resgate da memria de metodistas vtimas do Regime Militar. O evento foi no dia 28 de maro, na Catedral Metodista de So Paulo. Presidente do Colgio Episcopal: Bispo Adonias Pereira do Lago Jornalista Responsvel e Editor: Marcelo Ramiro (MTB 393/MS) Conselho Editorial: Almir de Souza Maia, Camila Abreu Ramos, Luis Mendes, Odilon Massolar e Paulo Roberto Salles Garcia. Jornal oficial da Igreja Metodista Colgio Episcopal Fundado em 1 de janeiro de 1886 pelo missionrio Pr. John James Ranson Reprter: Pr. Jos Geraldo Magalhes Reviso: Maiara Torres Diagramao: Luciana Inhan Entre em contato conosco: Tel.: (11) 2813-8600 www.metodista.org.br expositor@metodista.org.br Tiragem: 3 mil exemplares As matrias assinadas so responsabilidade de seus autores/as e no representam, necessariamen- te, a opinio do jornal. A produo do Expositor Cristo realizada em convnio com o Instituto Metodista de Ensino Superior, responsvel pela distribuio. Avenida Piassanguaba, n 3031 Planalto Paulista So Paulo/SP CEP 04060-004 Pscoa e Ascenso: Celebrao da sada do povo do Egito; ressurreio de Cristo. Tema bsico: Esperana na ressurreio de toda vida criada por Deus. Perodo: Da quarta-feira Santa (lava-ps) at o Pentecostes. Smbolos: Tmulo vazio; Sol nascente; Cruz vazia; Borboleta como smbolo de transformao e vida nova. Cores: Usa-se o preto na sexta-feira Santa, roxo lils no sbado, amarelo (Cristo, o sol nascente) e branco no domingo da Ressurreio. Leituras: Ex 12; Sl 113 a 118 (cnticos pascais); Mt 26.17-30; Mt 28.1-20; Mc 16.1-8; Lc 24.1-12; Jo 20.1-18 e At 1.1-14 ArquivoExpositorCristoPr.JosGeraldoMagalhesCamilaAbreuPr.JosGeraldoMagalhes
  • 3. 3 Expositor Cristo Maio de 2014 www.metodista.org.br Palavra Episcopal ArquivoExpositorCristo Conexidade: f, comunho e servio G eralmente ns achamos que conexidade sin- nimo de igualdade, mas estamos profundamente enga- nados. unidade que se d na diversidade, como na clebre frase de John Wesley: os meto- distas pensam e deixam pensar. No somos uma Igreja conexio- nal porque somos iguais, mas porque temos unidade, ou seja, todos ns trabalhamos por um esforo comum unidade do corpo de Cristo. Somos diferentes em tan- tas coisas: fisionomia, posio social, raa, status, formao e tantas outras dimenses da vida. Todas essas diferenas so colo- cadas perante nosso Senhor Je- sus Cristo que nos faz um para que o mundo creia que ele nos enviou. Na igualdade esto aspectos no essenciais da vida. Mas, na unidade est o fato de sermos corpo de Cristo, verdadeira Igreja. Esse fato me preocupa muito, pois vejo que muitas ve- zes, atravs de nossas atitudes e aes, no temos preservado a unidade do corpo de Cristo. A unidade passa pela pre- servao de valores mais pro- fundos, passa pela preservao da doutrina conjunto de prin- cpios que servem de base para um sistema. Dentro da viso da Reforma Protestante, surgiu um termo muito forte e significativo que foi o termo Sola Scriptu- ra cujo significado somente a Escritura. A Bblia vista como a nica regra de f e conduta para o cristo. Ns metodistas, adotamos literalmente esse termo da Re- forma Protestante, pois no art. 5 de Religio do Metodismo His- trico ns temos a Bblia como nica regra de f e prtica. Isso deveria ser uma verdade para todos/as os/as metodistas, mas, infelizmente, parece-me mais retrica histrica que verdade vi- vida e praticada em nossos dias. Esse pensamento da Bblia era to forte que Martinho Lu- tero chegou a dizer que um simples leigo armado com as Escrituras (Bblia) maior que o mais corajoso Papa sem elas. Como seria bom viver dentro da perspectiva da mais pura e santa Palavra de Deus. Sem funda- mentalismo ou liberalismo, mas com uma interpretao contex- tualizada e fiel aos princpios bblicos. Nossa conexidade passa pela f nica e verdadeira em Jesus Cristo que veio como ser huma- no para resgatar o ser humano e nos mostrar que como ele ven- ceu todas as lutas e desafios des- ta vida, ns tambm podemos com ele ser mais que vencedores. No a arte de viver da f e no saber de f em que. a f que a certeza de coisas que se esperam; a convico de fa- tos que no se veem (Hebreus 11.1). uma f sem lgica, mas com razo, ou seja, no pode- mos explicar essa f, mas po- demos encontrar razo para ela em Jesus Cristo culto racional (Romanos 12.1-2). A f deve ser vista como o firme fundamento e no como vulnerabilidade ou atos esquizofrnicos que reve- lam insanidade. Nossa conexidade passa tam- bm pela comunho tudo comum, por isso traz unio. Somos diferentes em tantos as- pectos da vida humana, mas em Jesus Cristo todos somos feitos servos e servas de Deus e nada mais que isso. No devemos repetir o mode- lo putrificado da sociedade atual em nossas comunidades; temos que erradicar do nosso meio as posies sociais e econmicas que tanto trazem desconfortos e discriminaes. A comunida- de primitiva no conhecia pol- ticas comunistas ou socialistas, mas declara as Escrituras que tinham tudo em comum. Aqui h ausncia total de polticas co- munistas e socialistas, mas pre- sena viva, prtica e atuante do verdadeiro cristianismo amor a Deus e ao prximo. Se verda- deiramente no amo a Deus e ao meu irmo/, no sou um/a discpulo/a de Jesus Cristo. Conexidade passa tambm pelo servio, pois o Filho do Homem, que no veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por mui- tos. O que marca a vida crist no so as palavras o