Expositor Maio 2008

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    23-Dec-2016

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  • Jornal mensal da Igreja Metodista Maio de 2008 Ano 122 nmero 5

    Palavra Episcopal

    Memria

    Pela Seara

    Reflexo

    Testemunho

    Entrevista

    Orao, comunho, humildade, servioNo Encontro Nacional de Pastores e Pastoras, Igreja Metodista exortou seu corpo

    pastoral a reavivar o dom. Veja a cobertura completa. Pginas 8 a 14.

    Desafiosmissionrios

    Discpulos(as) de Je-sus so chamados(as)para proclamar salva-o fora do templo.

    Pgina 3

    Um sculo de Diasdas Mes

    A incrvel histria dametodista Anna Jarvis,que criou a data e searrependeu.

    Pgina 5

    Templo indgena

    Igreja Metodistainaugura templo naAldeia Maruway, emRoraima.

    Pgina 7

    Amar a Deus peloque Ele

    E no pelo que Elenos d. Palestra deRicardo Gondim.

    Pgina 12

    Das gradespara a priso

    Os testemunhos def no encontro minis-terial.

    Pgina 14

    Amazing Grace

    Filme sobre abolioda escravatura chegaem DVD.

    Pgina 15

    Vs sois o sal da terra Juname 2008

    Semana Wesleyana, em sua 57 edio, cele-bra Cem Anos de Credo Social Metodista.

    De 26 a 30 de maio. Pgina 15.

    Juvenlia Nacional Metodista de 2008 ser emTerespolis, RJ. Inscries j esto abertas.

    Pgina 6.

  • Maio 20082 Palavra do leitor

    Presidente do Colgio Episcopal: Bispo Joo Carlos LopesConselho Editorial: Magali Cunha, Jos Aparecido, Elias Colpini, Paulo Roberto SallesGarcia e Zacarias Gonalves de Oliveira Jnior.Jornalista Responsvel: Suzel Tunes (MTb 19311 SP)Estagirio de comunicao: Jos Geraldo Magalhes JniorCorrespondncia: Avenida Piassanguaba n 3031 Planalto Paulista - So Paulo - SPCEP 04060-004 - Tel.: (11) 6813-8600 Fax: (11) 6813-8632home: www.metodista.org.br e-mail: sede.nacional@metodista.org.br

    A redao responsvel, de acordo com a lei, por toda matria publicada e, sendoassim, reserva a si a escolha de colaboraes para a publicao. As publicaes assinadasso responsabilidade de seus autores e no representam, necessariamente, a opiniodo jornal. Propriedade da Imprensa Metodista, inscrio no 1o Oficial de Registro deTtulos e Documentos e Civil de Pessoa Jurdica, sob o nmero de ordem 176.

    rgo oficial da Igreja Metodista, editado mensalmente sob a responsabilidade do Colgio EpiscopalFundado em 1 de janeiro de 1886 pelo missionrio Rev. John James Ransom

    A produo do Jornal Expositor Cristo realizada em convnio com oInstituto Metodista de Ensino Superior, que cuida da diagramao edistribuio do peridico. O contedo editorial definido pela Sede Nacionalda Igreja Metodista.Editorao eletrnica: Maria Zlia Firmino de SProjeto Grfico: Alexander Libonatto FernandezImpresso: Grfica e Editora RudcolorAssinaturas e RenovaesFone: (11) 4366-5537e-mail: editora@metodista.brRua do Sacramento n. 230 Rudge Ramos - So Bernardo do Campo - SPCEP 09640-000 www.metodista.br/editora

    Editorial

    Basta uma rpida olhadapelas pginas do jornal e vocj percebe: esta edio quasetoda dedicada ao Encontro dePastores e Pastoras, que acon-teceu no incio do ms passado.Trazemos um pouco do conte-do das palestras, das oficinas,dos testemunhos; houve, certa-mente, momentos marcantes.Mas tenho certeza de que ne-nhum dos palestrantes se ofen-deria se eu dissesse que o me-lhor de todo o evento foi,simplesmente, o encontro. Apossibilidade de rever irmos eirms distantes na geografia eno tempo. Encontrei o Hen-rique, pastor que no via huns 20 anos. Expresso-me mal.Na verdade, foi o Henrique queveio ao meu encontro, noQGda Sede Nacional, a recep-o do hotel onde trabalhva-mos. Perguntou por mim e pelaminha famlia, e eu nem podiaimaginar que ele se lembravade ns. O Bispo Roberto tam-bm disse uma coisa interes-sante: que no se sentia deslo-cado ao ir para Minas Gerais(sendo do Rio), pois se reco-nhecia metodista em qualquerparte do planeta.

    No pode ser por mera ret-rica que nos tratamos por ir-mos e irms. Mas, como todafamlia, certo que temos di-ferenas, muitas vezes signifi-cativas, realidade que o Encon-tro de Pastores revelou commuita clareza. Integrar as dife-renas num todo que respeite adiversidade sem cair na frag-mentao o desafio que aIgreja tem no momento.

    O encontro com irmos deoutras denominaes religiosastambm nos desafia. Neste anocomemoramos um sculo dainstituio da Semana de Ora-

    Encontroso pela Unidade dos Cristos.Na pgina 4, voc ver que aIgreja Metodista, por meio dogrupo de estudos do ecumenis-mo, institudo pelo Conclio Ge-ral, avalia sua vivncia inter-re-ligiosa. Mais um motivo deorao para essa semana...

    Na pgina 5, continuamosem famlia, nos lembrando doDia das Mes, data comemorati-va que tambm (vejam s!)completa 100 anos. Essa umacelebrao que nasceu do amorfilial de uma mulher metodista.E foi movida pelo mesmo amore respeito que Anna Jarvis, acriadora do Dia das Mes, tam-bm lutou para eliminar a datado calendrio. Descubra por qu.

    E assim que chegar s prate-leiras das locadoras, conheatambm uma outra histria in-crvel: o filme Jornada pela Li-berdade, dica de cultura da p-gina 15. Se possvel, assista-ocom sua igreja. Ele fala da hist-ria da abolio da escravatura naInglaterra, que motivou a luta deabolicionistas nos Estados Unidose no Brasil. Essa conquista tam-bm fruto de um encontro, umencontro com Cristo e com osideais de justia social do movi-mento wesleyano. Neste ms emque nos lembramos do 13 demaio com gratido, mas cons-cincia crtica tambm nospreparamos para comemorar umoutro centenrio: a criao doCredo Social Metodista. Aprende-mos com Wesley que no hsantidade que no seja santida-de social. E este ser o tema da57 Semana Wesleyana, de 26 a30 de maio, na Faculdade deTeologia momento de encontrocom nossa histria e com nossaprofisso de f.

    Suzel Tunesexpositor@metodista.org.br

    JuvenisFoi uma experincia maravi-

    lhosa acompanhar nossos adoles-centes para participao no Con-gresso Regional (2 RE). Aparticipao deles foi brilhante enotadamente reconhecida pelosdemais participantes. Registromeu agradecimento especial aoPastor Joo Emlio (Igreja VilaJardim) e sua esposa Beatriz,aos irmos Elieser e Paulo pelamobilizao dos juvenis e demaisprovidncias que garantiram comsucesso a representao de nos-sa Igreja no Congresso.

    Eunice Nonato, PortoAlegre, RS.

    Jornal No concordo com as crti-

    cas feitas pelo Pastor Jnio atual linha de nosso ExpositorCristo (Palavra do Leitor, mar-o de 2008). Historicamentesomos uma igreja inteligente eno devemos abrir mo disso.Nivelar por baixo, nunca. Preci-samos trabalhar o nosso povopara que volte a apreciar o que realmente bom, no se con-tentando com a mediocridade.

    Clber Paradela

    RessurreioTenho lido seus editoriais

    e artigos no Expositor com mui-to prazer e proveito. Gostei es-pecialmente da ltima ediocom o artigo sobre Jos deArimatia e Nicodemos. Por issoestou lhe enviando Stories ofthe Crucifixion (Histrias sobrea Crucificao) que meu filhoTed Peterson escreveu. Ted foicriado no Brasil e foi estudar nosEstados Unidos, onde pastormetodista. O texto est em in-gls porque no encontrei quemo traduzisse para lhe enviar.Tambm me interessei lendo a

    matria sobre os novos missio-nrios. Conheo o casal e tenhoorado pela pastora Masa h 15anos. S no tenho o endereodela por enquanto. Sou pastor eeducador na quarta regio, te-nho 88 anos, aposentado h 12.Tenho boa sade e Deus no medeixou aposentar de pregar noplpito. Oro 3 a 4 horas por dia,examino minha crena e outrastarefas que preencham meu diadas 07:30h s 17:30h. Paro so-mente para almoar e fazerexerccios fsicos. Deus me per-guntou: Por que voc acha a B-blia Sagrada? Como o bispoRoberto recomendou, estou exa-minando as crenas e tenho al-gumas idias novas incluindo su-gestes. A Bblia santa porquefala das revelaes de Deus,mas o prprio Deus j fez mui-tas revelaes que a Bblia nofala, por exemplo, ao criar omundo, antes do povo hebreu, edepois dos Apstolos. O EspritoSanto no pra de trabalhar. Emtempo: tenho uma lista de uns23 brasileiros metodistas traba-lhando para a Igreja em outrospases. Agora tem mais estes 4e alguns talvez completaram seuservio l. Os metodistas sabemcomo estamos trabalhando entreos metodistas imigrantes, empases que usem portugus, eoutros pases?

    Arthur T. Peterson,Campanha MG

    Muito obrigada por suas pa-lavras carinhosas e pela suges-to de reportagem. J tivemos aoportunidade de destacar o tra-balho de alguns missionriosbrasileiros no exterior e as no-tcias que eles nos mandam sosempre bem vindas. Tenho certe-za, tambm, que eles se senti-ro abenoados ao saber queexiste no Brasil algum que oraincansavelmente por eles(as).

  • Maio 2008 3Palavra Episcopal

    O texto de Atos 3.1-10,bem como o discurso (testemu-nho de f) que segue, do aps-tolo Pedro, alm dos desdobra-mentos registrados no captulo4, tm como fato central acura (mudana profunda na vidae nas relaes) de uma pessoamarginalizada e discriminadasocialmente, e excluda religio-samente. Esse fato expe umcontexto de controvrsias, queevidenciam as relaes de po-der e autoridade presentes naorganizao das estruturas edas instituies sociais.

    Vejam que no captulo 4.7a clssica pergunta do Sin-drio para os apstolos expli-cita o confronto: Com quepoder ou por meio de que no-me fizestes isso?.

    O lugar de anncio lugar de confronto

    O lugar de anncio da graasalvadora e libertadora de Deuse da presena evangelizadorada Igreja d-se, sempre, emmeio a confrontos entre o quej est estabelecido e a novi-dade do Reino.

    O texto nos coloca no espa-o do templo e de suas imedi-aes. Como se sabe, o Tem-plo de Jerusalm (Templo deHerodes) era constitudo de di-ferentes espaos, que, de cer-to modo, refletiam a prpriaorganizao social da Palestina.Havia o ptio dos sacerdotes,o ptio de Israel para os ho-mens, o ptio das mulheres eo ptio dos gentios. Tambm,havia o espao fsico destinadoao Sindrio. Havia vrias por-tas de acesso. O fato d-se emfrente porta Formosa, no es-pao onde os gentios podiamficar. Era